CARACTERISTICAS BOTANICAS, ASPECTOS NUTRICIONAIS E CARACTERISTICAS BOTANICAS, ASPECTOS NUTRICIONAIS

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Text of CARACTERISTICAS BOTANICAS, ASPECTOS NUTRICIONAIS E CARACTERISTICAS BOTANICAS, ASPECTOS NUTRICIONAIS

  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ESCOLA DE VETERINÁRIA E ZOOTECNIA

    PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL

    SEMINARIOS APLICADOS

    CARACTERISTICAS BOTANICAS, ASPECTOS NUTRICIONAIS E EFEITOS TERAPEUTICOS DO PEQUI (Caryocar brasiliense)

    Revisão da Literatura

    Juliana Carvalho de Almeida Borges Orientador: Eugênio Gonçalves de Araújo

    GOIANIA

    2011

  • JULIANA CARVALHO DE ALMEIDA BORGES

    CARACTERISTICAS BOTANICAS, ASPECTOS NUTRICIONAIS E EFEITOS TERAPEUTICOS DO PEQUI (Caryocar brasiliense)

    Revisão da Literatura

    Seminário apresentado junto à Disciplina Seminários Aplicados do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Escola de Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Goiás

    Nível: Mestrado

    Área de concentração: Patologia, Clínica e Cirurgia Animal

    Linha de Pesquisa:

    Patobiologia animal, experimental e comparada

    Orientador: Prof. Dr. Eugênio Gonçalves de Araújo – EVZ/UFG

    Comitê de Orientação:

    Profª. Drª. Veridiana Maria Brianezi Dignani de Moura – EVZ/UFG Drª. Yandra Cassia Lobato do Prado – EVZ/UFG

    GOIANIA

    2011

  • ii

    SUMÁRIO

    1. INTRODUÇÃO...................................................................................................

    2. REVISÃO DA LITERATURA.............................................................................

    2.1 Bioma Cerrado...............................................................................................

    2.2 Caracterização Botânica do Pequi (Caryocar brasiliense)........................

    2.3 Importância Econômica................................................................................

    2.4 Aspectos Nutricionais do Pequi...................................................................

    2.5 Efeitos terapêuticos do Pequi.......................................................................

    3 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................

    REFERÊNCIAS......................................................................................................

    1

    3

    3

    5

    7

    9

    15

    19

    21

  • iii

    LISTA DE FIGURAS

    Figura 1 Pequizeiro (Caryocar brasiliense). FONTE: PENNA (2008).............

    6

    Figura 2 Fruto do pequizeiro (Caryocar brasiliense). FONTE: Globo Rural

    (2003)..........................................................................................

    7

  • iv

    LISTA DE TABELAS

    Tabela 1 Caracterização físico-química do pequi (em 100g de polpa).

    Adaptado de Silva et al., (1994); Sano et al., (1994)........................

    9

    Tabela 2 Caracterização físico-química do pequi (em 100g de polpa).

    Adaptado de Silva et al., (1994); Sano et al., (1994)........................

    10

    Tabela 3

    Composição percentual de ácidos graxos da polpa e amêndoa de

    pequi. LIMA et al., (2007)..................................................................

    13

  • v

    LISTA DE ABREVIATURAS

    CEASA – Centrais de Abastecimento Regionais

    cm – centímetro

    g – grama

    Kcal – quilocaloria

    Kg – quilograma

    mg – miligrama

    ml – mililitro

    μg – micrograma

    NAD+ – nicotinamida adenina dinucleotídio

    NADP+ – nicotinamida adenina dinucleotídio fosfato

    ppm – partes por milhão

    ROS – espécies reativas de oxigênio

    % – porcentagem

    α – alfa

    β – beta

  • 1 INTRODUÇÃO

    O Cerrado apresenta uma grande biodiversidade possuindo plantas

    com alto potencial medicinal, alimentício, madeireiro e melífero. Isso se deve aos

    diferentes tipos de solo, relevo e fitofisionomias desse bioma, representado por

    formações florestais, savânicas e campestres. Porém, toda essa riqueza

    encontra-se extremamente ameaçada devido ao ritmo acelerado em que o

    Cerrado vem sendo devastado (RIBEIRO & WALTER, 2008).

    A utilização da flora com propósito terapêutico é tão antiga quanto o

    aparecimento da civilização humana, que procurava no reino vegetal alimentos,

    abrigos e meios para alívio e cura de suas dores. Porém, logo após a Segunda

    Guerra Mundial, houve a difusão do uso de fármacos sintéticos, o avanço dos

    antimicrobianos e da vacinação em massa, ocasionando relativa perda do

    prestígio e da credibilidade das terapias naturais (FARIA, 1998; OLIVEIRA &

    AKISUE, 2000).

    Dentre as plantas do Cerrado com potencial terapêutico, o Caryocar

    brasiliense, o tradicional pequi, é uma espécie bastante promissora, apresentando

    alta capacidade de neutralização de radicais livres, constituindo uma alternativa

    viável de antioxidante natural. Além disso, o pequi é considerado uma das

    espécies nativas do cerrado de maior interesse econômico, principalmente devido

    ao uso do seu fruto na culinária, a extração de óleos para a fabricação de

    cosméticos e suas propriedades terapêuticas (ROESLER et al., 2007; ROESLER

    et al., 2008).

    Na medicina popular, folhas e frutos são utilizados para tratamento de

    afecções respiratórias, oftalmológicas e hepáticas, as sementes são usadas como

    afrodisíacas. O óleo da polpa de pequi é amplamente usado como agente tônico

    contra asma, gripe, resfriado e doenças broncopulmonares (ALMEIDA & SILVA,

    1994; ROESLER et al., 2007).

    O pequi tem ganhado a atenção de pesquisadores devido às atividades

    terapêuticas antibacteriana, antifúngica, parasiticida e antioxidante (PASSOS et

    al., 2001; HINNEBURG et al., 2006; PAULA-JUNIOR et al., 2006)

    Embora a capacidade terapêutica do pequi e seus derivados, seja

    muito difundida no conhecimento popular, existem poucos estudos demonstrando

  • 2

    cientificamente a atividade biológica que elucide seu mecanismo de ação sobre

    algumas afecções, assim como uma possível toxicidade que seus componentes

    possam apresentar (ROESLER et al., 2008).

    Diante do exposto, esta revisão da literatura tem o propósito de

    apresentar o que se tem descoberto e comprovado cientificamente quanto à

    atividade terapêutica do pequi e seus derivados, e com isso demonstrar a

    importância desse e do bioma Cerrado para o desenvolvimento de possíveis

    terapias contra variadas doenças, promovendo assim uma conscientização de

    preservação dos recursos naturais.

  • 3

    2 REVISÃO DA LITERATURA

    2.1 Bioma Cerrado

    O bioma Cerrado é um complexo vegetacional formado por árvores,

    arbustos e gramíneas. É o segundo maior bioma brasileiro, perdendo somente em

    tamanho para a Floresta Amazônica. Ele está localizado no Planalto Central e

    abrange uma área de 204 milhões de hectares, correspondendo a cerca de 22%

    do território nacional. O clima da região é tropical estacional, com períodos

    chuvosos e não chuvosos, as temperaturas médias situam-se entre 22ºC e 27ºC.

    O Cerrado constitui-se tanto em terrenos cristalinos, como em áreas sedimentares

    e os solos apresentam baixa fertilidade e acidez elevada, sendo antigos,

    profundos, bem drenados, distróficos e com alta toxidade, causada pelo acúmulo

    de sílica e óxidos de alumínio e ferro (SILVA et al., 2001; CHAVES, 2003).

    O Cerrado se destaca pela riqueza de sua biodiversidade, que pode

    ser observada pela vasta extensão territorial, pela posição geográfica privilegiada,

    pela heterogeneidade da flora e da fauna. Os frutos das espécies nativas desse

    bioma apresentam valores nutricionais e medicinais, além de atrativos sensoriais

    como cor, sabor, aromas peculiares e intensos, ainda pouco explorados

    comercialmente. No entanto, cerca de 80% da área original já foi alterada de

    alguma forma, restando apenas 20% de área natural (VIEIRA, 2007).

    Após a chegada dos povos portugueses no Brasil, houve um período

    inicial onde as áreas litorâneas foram ocupadas mais intensivamente e

    posteriormente iniciou-se a ocupação das áreas centrais, onde está o Cerrado. A

    mineração de ouro intensificou a migração para o interior do Brasil, por volta do

    século XVIII, e com sua decadência ocorreu um aumento da ocupação ligada a

    agricultura e a pecuária. A partir dos anos 60, a ocupação do Cerrado efetivou-se,

    devido a política de modernização da agricultura que vinculou o setor agrícola ao

    setor urbano-industrial, além disso, houve a introdução de políticas de integração

    nacional e expansão da fronteira agrícola, o que causou a devastação de grandes

  • 4

    áreas do bioma Cerrado que passaram a ser ocupadas por lavouras de

    monoculturas (FUNES, 1986).

    Atualmente o bioma é desafiado por du