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  • Outubro 2011 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | 15

    2Região Nordeste A atividade econômica da região Nordeste registrou

    moderação nos meses recentes, evolução expressa, entre outros indicadores, na dinâmica das vendas do comércio varejista, da criação de empregos formais e dos indicadores industriais. Nesse cenário, o IBCR-NE cresceu 0,3% no trimestre encerrado em agosto, em relação ao finalizado em maio, quando se elevara 2,4%, no mesmo tipo de comparação, considerados dados dessazonalizados. A análise em doze meses indica que a expansão do indicador atingiu 6% em agosto, em relação a igual intervalo de 2010, ante 7,1% em maio.

    As vendas varejistas no Nordeste1 cresceram 1% no trimestre encerrado em agosto, em relação ao finalizado em maio, quando aumentaram 2,7%, no mesmo tipo de comparação, de acordo com dados dessazonalizados da PMC, do IBGE, ressaltando-se os aumentos nos segmentos livros, jornais, revistas e papelaria, 8,1%, e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, 5,4%. O comércio ampliado cresceu 1,2% no trimestre, evolução associada às variações registradas nas vendas de material de construção, 2,5%, e de veículos, motos, partes e peças, -2,9%.

    Considerados períodos de doze meses, o comércio varejista da região cresceu 9,7% em agosto, em relação a igual período de 2010, ante 10,5% em maio. Registraram-se aumentos nas vendas em todos os segmentos considerados na pesquisa, destacando-se os relativos a móveis e eletrodomésticos, 24,9%, e a livros, jornais, revistas e papelaria, 18,7%. Incorporadas as elevações respectivas de 12,1% e 4,7% nas vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o comércio ampliado da região registrou crescimento de 10,1%, no período.

    A produção industrial do Nordeste decresceu 1% no trimestre finalizado em agosto, em relação ao terminado

    1/ Os dados relativos à região foram obtidos a partir da agregação do índice do volume de vendas de cada unidade da Federação, ponderados pela participação da variável receita bruta de revenda de cada unidade da Federação na receita bruta total da região, constante da Pesquisa Anual de Comércio do IBGE

    Tabela 2.1 – Comércio varejista – Nordeste

    Geral e setores selecionados Variação % no período

    Setores 2010 2011

    Mai1/ Ago1/ 12 meses

    Comércio varejista 12,3 2,7 1,0 9,7 Combustíveis e lubrificantes 6,3 1,6 2,8 6,3 Hiper e supermercados 10,4 2,7 1,5 4,7 Móveis e eletrodomésticos 21,5 0,9 2,8 24,9 Eq. e mat. p/esc., inf. e com. 13,9 -0,9 -1,2 1,5

    Comércio ampliado 13,5 1,4 1,2 10,1 Automóveis e motocicletas 17,4 -0,8 -2,9 12,1 Material de construção 13,9 1,4 2,5 4,7

    Fonte: IBGE

    1/ Variação relativa aos trimestres encerrados nos períodos t e t-3. Dados

    dessazonalizados.

    110

    115

    120

    125

    130

    135

    140

    145

    150

    Ago 2008

    Dez Abr 2009

    Ago Dez Abr 2010

    Ago Dez Abr 2011

    Ago

    IBC-Br IBCR-NE 126

    Gráfico 2.1 – Índice Regional de Atividade Econômica do Banco Central – Nordeste (IBCR-NE) Dados dessazonalizados 2002 = 100

    120

    140

    160

    180

    200

    220

    240

    260

    Ago 2008

    Dez Abr 2009

    Ago Dez Abr 2010

    Ago Dez Abr 2011

    Ago

    Fonte: IBGE Comércio varejista Comércio ampliado

    Gráfico 2.2 – Comércio varejista – Nordeste Dados dessazonalizados 2003 = 100

  • 16 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | Outubro 2011

    em maio, quando se elevara 3,8%, no mesmo tipo de comparação, de acordo com dados dessazonalizados da PIM- PF, do IBGE. Esse movimento decorreu de retrações em oito das onze atividades pesquisadas, destacando-se as relativas às indústrias têxtil, 15,8%, e metalurgia básica, 4,8%.

    A análise em doze meses revela que a indústria nordestina recuou 3,7% em agosto, em relação a igual intervalo de 2010 (0,4% em maio), registrando-se decréscimos nas indústrias extrativa, 0,3%, e de transformação, 3,9%.

    O saldo das operações de crédito superiores a R$5 mil realizadas na região atingiu R$205 bilhões em agosto, elevando-se 6% no trimestre e 25,2% em doze meses. As operações contratadas no segmento de pessoas jurídicas – concentradas nas atividades química, geração e transmissão de energia, refino de petróleo e álcool e construção civil – somaram R$114 bilhões, com aumentos respectivos de 5,3% e 23,1% nas bases de comparação mencionadas. O estoque de crédito contratado no segmento de pessoas físicas, com ênfase nas modalidades crédito pessoal consignado, aquisição de veículos e financiamento imobiliário, atingiu R$91 bilhões, aumentando 7,7% no trimestre e 27,9% em doze meses.

    A inadimplência dessas operações de crédito atingiu 3,40% em agosto, 0,02 p.p. acima do resultado de maio, reflexo de variações de 0,17 p.p. no segmento de pessoas físicas e de -0,11 p.p. no de pessoas jurídicas.

    O superávit primário dos governos estaduais, das capitais e dos principais municípios do Nordeste atingiu R$4,9 bilhões no primeiro quadrimestre de 2011. O aumento de 120% em relação a igual período do ano anterior traduziu as elevações nos superávits dos governos estaduais, 67,1%, e das capitais, 116,5%, e a reversão, de déficit de R$602 milhões para superávit de R$20 milhões, no resultado dos demais municípios.

    Os juros nominais, apropriados por competência, somaram R$1,5 bilhão, dos quais R$1,4 bilhão na esfera estadual, contribuindo para que o superávit nominal expandisse 296,7%, para R$3,4 bilhões, no período.

    A dívida líquida dos estados, das capitais e dos principais municípios da região totalizou R$27,9 bilhões em abril de 2011, reduzindo-se 11,8% em relação a dezembro do ano anterior e passando a representar 6% da dívida de todos os estados, capitais e principais municípios do país, ante 6,7% em dezembro de 2010. As dívidas renegociadas/

    0

    10

    20

    30

    40

    50

    Mai 2009

    Ago Nov Fev 2010

    Mai Ago Nov Fev 2011

    Mai Ago

    PF PJ Total

    Gráfico 2.4 – Evolução do saldo das operações de crédito – Nordeste1/ Variação em 12 meses – %

    1/ Operações com saldo superior a R$5 mil.

    105

    110

    115

    120

    125

    130

    135

    Ago 2008

    Dez Abr 2009

    Ago Dez Abr 2010

    Ago Dez Abr 2011

    Ago

    Brasil Nordeste

    Gráfico 2.3 – Produção industrial – Nordeste Dados dessazonalizados – Média móvel trimestral 2002 = 100

    Fonte: IBGE

    Tabela 2.2 – Produção industrial – Nordeste Geral e setores selecionados

    Variação % no período

    Setores Pesos1/ 2011

    Mai2/ Ago2/ 12 meses

    Indústria geral 100,0 3,8 -1,0 -3,7

    Indústria extrativa 7,7 -0,4 -0,9 -0,3

    Indústria de transformação 91,9 5,0 -1,1 -3,9

    Alimentação e bebidas 25,0 1,2 -2,6 2,4

    Química 19,6 26,6 11,5 -10,6

    Fonte: IBGE

    1/ Ponderação da atividade na indústria geral, conforme a PIM-PF/IBGE.

    2/ Variação relativa aos trimestres encerrados nos períodos t e t-3. Dados

    dessazonalizados.

    Tabela 2.3 – Dívida líquida - Região Nordeste1/

    Composição R$ milhões

    Região Nordeste 2009 2010 2011

    Dez Dez Abr

    Dívida bancária 5 383 8 262 8 431

    Renegociação2/ 25 147 25 303 25 205

    Dívida externa 4 197 4 159 3 974

    Outras dívidas junto à União 238 169 159

    Dívida reestruturada 885 781 706

    Disponibilidades líquidas -8 608 -7 051 -10 568

    Total (A) 27 243 31 624 27 907

    Brasil (B) 419 081 471 548 467 395

    (A/B) (%) 6,5 6,7 6,0

    1/ Inclui informações dos estados e de seus principais municípios. Dados

    preliminares.

    2/ Lei nº 8.727/1993, Lei nº 9.496/1997 e MP n° 2185/2000.

  • Outubro 2011 | Boletim Regional do Banco Central do Brasil | 17

    reestruturadas com a União representaram 92,8% do endividamento líquido em abril de 2011, e as dívidas bancária e externa, 30,2% e 14,2%, respectivamente.

    A safra de grãos do Nordeste deverá atingir 15,2 milhões de toneladas em 2011, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de setembro do IBGE. A estimativa de elevação anual de 29% reflete as projeções de acréscimos respectivos de 60,3%, 33% e 17,5% nas colheitas das três principais lavouras da região – caroço de algodão, milho e soja, que deverão responder, em conjunto, por 84,1% da produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas do Nordeste. Em relação às demais lavouras, projetam-se aumentos respectivos de 6,1% e 2,1% para as produções de cana-de-açúcar e de banana.

    A balança comercial da região registrou déficit de US$3,7 bilhões nos nove primeiros meses do ano, ante US$952,3 milhões no período correspondente de 2010, de acordo com o MDIC. As exportações somaram US$13,5 bilhões e as importações, US$17,2 bilhões, elevando-se, na ordem, 16,7% e 37,3%.

    O aumento das exportações, retratando variações de -8,8% no quantum e de 28% nos preços, refletiu as expansões assinaladas nas vendas em todas as categorias de fator agregado, com ênfase no crescimento de 26% nas relativas a produtos semimanufaturados, influenciado pelos acréscimos nos embarq

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