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ARTE EAD 1a4-9ano · As principais correntes de Vanguarda são: Surrealismo, Dadaísmo, Futurismo, Expressionismo, Impressionismo, Cubismo, etc. ... características do Surrealismo

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ARTE – AULA 1 EAD – 9° ANO VANGUARDAS EUROPÉIAS: Surrealismo

Analise a imagem abaixo juntamente de seu grupo e tente descrevê-la. O que você vê? O que é real? O que não é? Qual sensação a pintura passa?

Salvador Dalí – Persistência de Memória

VANGUARDAS EUROPEIAS Você sabe o que são as vanguardas europeias?

Chamamos de vanguardas europeias o conjunto de tendências artísticas vindas de diferentes países europeus cujo principal objetivo era levar para a arte o sentimento de liberdade criadora, a subjetividade e até mesmo certo irracionalismo, sobretudo em um contexto em que as correntes filosóficas de cunho positivista influenciavam toda produção artística da época. Os movimentos de vanguarda emergiram nas duas primeiras décadas do século XX e provocaram uma ruptura com a tradição cultural do século XIX, influenciando não apenas as artes plásticas, mas também outras manifestações artísticas, entre elas a literatura.

Do francês avant-garde, a palavra vanguarda significa “o que marcha na frente”. As correntes de vanguarda, embora apresentassem propostas específicas, pregavam um mesmo ideal: era preciso derrubar a tradição por meio de práticas inovadoras, capazes de subverter o senso comum e captar as tendências do futuro. Essas propostas, incompreendidas à época em virtude, principalmente, do contexto conservador no qual estavam inseridas, adquiriram importância histórica e influenciaram o trabalho de vários artistas no mundo. No Brasil, as vanguardas estiveram intrinsecamente relacionadas com a primeira geração do Modernismo, uma vez que seus representantes (presentes na

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literatura, na arquitetura, nas artes plásticas ou na música), contagiados pelo sentimento de renovação, observaram a necessidade de alinhar o pensamento artístico brasileiro às vanguardas que surgiram na França no início do século XX.

As principais correntes de Vanguarda são: Surrealismo, Dadaísmo, Futurismo, Expressionismo, Impressionismo, Cubismo, etc.

SURREALISMO Sonhos, fantasias, devaneios, inconsciência, ausência de lógica,

formaram as bases das criações do movimento surrealista. Fundado em Paris em 1924 o Surrealismo engrossou os movimentos de vanguardas do início do século XX. André Breton foi seu principal porta-voz e lançou, naquele mesmo ano, o primeiro e principal manifesto - o Manifesto Surrealista. Entre seus mais marcantes expoentes nas Artes Plásticas estão: Salvador Dali (1904-1986), Max Ernst (1891-1976), René Magritte (1898-1967), André Masson (1896-1987), Joan Miró (1893-1983). Alguns críticos e autores da arte associam o nome de Frida Kahlo (1907-1954) ao movimento Surrealista, no entanto a própria artista não se considerava uma surrealista, pois estava interessada em retratar suas dores e tragédias pessoais.

Os artistas ligados a esse movimento rejeitavam os valores e os padrões impostos pela sociedade burguesa, seguindo a exploração dadaísta de tudo o que fosse subversivo na arte. Fortemente influenciados pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud, os surrealistas seguiram alguns métodos para impedir o controle do consciente na ação artística, desprendendo o inconsciente.

Como parte do seu processo artístico, os artistas desse movimento também exploravam o imaginário dos sonhos como um atributo inquietante e bizarro da vida diária, chegando pedir que pessoas comuns descrevessem suas experiências oníricas como uma forma de montarem arquivos para suas produções. Assim os surrealistas concebiam o inconsciente como um meio de imaginação, as formas e imagens não poderiam prover da razão, mas de impulsos e sentimentos irracionais e surreais.

Os artistas desse movimento se diferenciavam quanto ao estilo adotado. Enquanto as formas e linhas de Masson provinham de pincelados livres, Magrite e Dalí tinham imagens realistas criando cenas oníricas.

A obra “A persistência da memória” (imagem do início dessa aula) de Salvador Dalí é uma das mais representativas desse movimento. Os três relógios derretidos juntamente a uma espécie de autorretrato do artista representam o Surrealismo de Dalí diante da irrelevância da passagem do tempo que dizia não perceber e que não tinha nenhum significado para ele. Uma curiosidade sobre esta obra conta que numa tarde quente em seu ateliê, Dalí teve um delírio ao ver um queijo derretendo em função do forte calor. Nascia aí à ideia para de pintar os relógios derretidos e associá-los a passagem do tempo.

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Não há uma data que determine o fim do Surrealismo, pois influencia até o presente, artistas de todo mundo. No Brasil é possível encontrar características do Surrealismo nas obras de Tarsila do Amaral e Ismael Nery.

Abaixo, segue duas imagens de Dalí e duas de Magritte, os principais

artistas dessa Vanguarda. Escolha uma das obras e pense sobre o que a imagem diz.

ARTE – AULA 2 EAD – 9° ANO

DADAÍSMO

Dada termo em francês que significa “cavalinho de pau” ou “brinquedo de criança”. Esse foi o nome escolhido aleatoriamente pelos criadores do movimento ao folhear um dicionário. Esse termo marca a falta de sentido que

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pode ter a linguagem assim como a fala de um bebê, salientando o caráter antirracional e de causalidade desse movimento de vanguarda europeia. O acaso e o nonsense - que quer dizer sem sentido - foram fundamentais nos conceitos dadaístas. Além disso, o movimento mostrou-se radicalmente avesso a Primeira Guerra Mundial, ao nacionalismo e ao materialismo que desencadeou o combate, bem como os conceitos de arte vigentes na época.

O Dadaísmo, também conhecido como Movimento Dadá nasce após o início da Primeira Guerra Mundial em 1916 em Zurique e tem como seus principais expoentes Tristan Tzara, Marcel Duchamp, Hans (ou Jean) Arp, Julius Evola, Francis Picabia, Kurt Schwitters, Max Ernst e Man Ray.

Esses integrantes e outros propunham uma arte de protesto que chocasse e provocasse a sociedade burguesa da época. Suas obras visuais e literárias baseavam-se no acaso, no caos, na desordem e em objetos e elementos de pouco valor, desconstruindo conceitos da arte tradicional.

Kurt Schwitters compôs telas fazendo colagens aleatórias de recortes e papeis que encontrava no cotidiano, como bilhetes de trem, fotografias, selos e embrulhos. Assim o artista expressava a intensão de criar um método de fazer arte que não lembrasse os métodos artísticos tradicionais.

Duchamp com seus ready-mades utilizou objetos industrializados e do cotidiano, assinando-os como se fossem de sua autoria, não os trabalhava artisticamente, os considerava prontos assim como os encontrava e exibia como obra de arte. Dessa maneira, objetos sem valor artístico aparente alcançam a condição de obra de arte ao serem retirados de seu contexto e expostos num espaço expositivo como um museu ou galeria. Foi assim que Duchamp criou Roda de Bicicleta, de 1913, uma roda de bicicleta encaixada num banco. Seu mais famoso ready-made, o Urinol, foi assinado pelo artista como “R Mutt”. Assim como Kurt Schwitters, Duchamp também expressou sua rejeição e renúncia aos tradicionais meios de se fazer arte da época, forçando o público apreciador a refletir sobre essas questões.

Na literatura o Dadaismo também ganhou grande expressão. Um dos principais expoentes e fundadores do movimento, Tristan Tzara deu uma espécie de receita para criar um poema dadaísta:

Pegue um jornal Pegue a tesoura. Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu

poema. Recorte o artigo. Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse

artigo e meta-as num saco. Agite suavemente. Tire em seguida cada pedaço um após o outro. Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco. O poema se parecerá com você. E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa,

ainda que incompreendido do público.

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MARCEL DUCHAMP Marcel Duchamp foi um renomado pintor e escultor francês, bem como

um ícone das vanguardas artísticas europeias do início do século XX, sendo um dos precursores da arte conceitual, do dadaísmo, do surrealismo, do expressionismo abstrato e o inventor dos "ready-made".

Seu modo de vida boêmio e paixão pelos jogos de xadrez, dos quais participou em torneios, podem ser vistos ao longo de sua carreira artística, na qual temos obras de inspiração romântica e expressionista, até aquelas de natureza cubista e futurista. Não obstante, Duchamp era contra a “arte retiniana”, ou seja, aquela arte que agrada à vista.

Os "Ready-Made" De Duchamp Os “ready-made” foram talvez a maior criação de Duchamp. Eles são

objetos prontos e banais que foram esvaziados de sua função prática, tendo como efeito sua remoção dos contextos habituais. Assim, os ready-mades, rompem com o cartesianismo, num gesto que dessacraliza a obra de arte, transportando fatores da vida cotidiana sem valor artístico para o âmbito das artes, combatendo assim aquela “arte retiniana”, uma vez que exige a participação ativa do público.

Curiosamente, o ready-made mais famoso de Duchamp foi “A Fonte”, de 1917, um urinol apresentado como uma obra de arte assinada por “R. Mutt” e rejeitado pelo júri; a obra só foi aceita quando os avaliadores tomaram conhecimento do verdadeiro criador da escultura.

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Biografia Marcel Duchamp nasceu em Blainville-Crevon, no dia 28 de julho de

1887. Aos 14 anos de idade já pintava sob influência impressionista e, em 1904 se muda para Paris, onde irá viver com seus irmãos, o escultor Raymond Duchamp-Villon e o pintor Jacques Villon e estudar na renomada Academia Julian.

Em 1907, alguns de suas obras são selecionados para o “Primeiro Salão de Artistas Humoristas de Paris” e, no ano seguinte (1908), o artista expõem no “Salão de Outono” e no “Salão dos Independentes” daquela mesma cidade.

A partir de 1911 pinta algumas telas sob influência cubista e, em 1913, cria seu primeiro ready-made, a “Roda de bicicleta sobre um banquinho”.

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No ano de 1915, Duchamp muda-se para Nova Iorque. Neste ano ele inicia aquela que é considerada sua obra prima, concluída em 1923: “O grande vidro”, composto em duas partes, a saber, “A noiva desnudada pelos seus celibatários” e o “Moinho de chocolate”.

Em 1916, Marcel se liga aos dadaístas estadunidenses. No próximo ano (1917), cria sua obra mais polêmica, “A Fonte”

No ano de 1919, Duchamp cria a obra “L.H.O.O.Q.”, uma pintura provocativa da “MonaLisa” com bigodes e barbicha. Em 1920, o Frances retoma seus contatos com os artístas europeus, ligando-se aos dadaístas de lá.

Alguns anos mais tarde, em 1927 casa-se com Lydie Sarrazin-Levassor, de quem se divorcia no ano seguinte e une-se ao movimento surrealista, no qual irá criar várias cenografias.

Em 1955 assume a cidadania Norte Americana e, alguns anos mais tarde, vem a falecer em Neuilly-sur-Seine, na França, no dia 2 de outubro de 1968.

ARTE – AULA 3 EAD – 9° ANO FUTURISMO

Em 20 de Fevereiro de 1909 foi lançado pelo poeta italiano Felippo Tommaso Marinetti, no jornal francês Le Figaro, o Manifesto Futurista. Este foi o ponta pé inicial para dar início a criação de um movimento de cunho artístico e literário denominado Futurismo. O Futurismo caracterizou-se principalmente pelo rompimento com a arte e a cultura do passado, celebrando o progresso e a tecnologia moderna, a vida urbana, a velocidade e a energia ao ponto de, os mais extremos, exaltarem as armas e a violência. Os integrantes desse estilo

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foram os grandes divulgadores do movimento, recorrendo a palestras e a publicidade para dar visibilidade a este estilo.

O Manifesto Futurista deixou clara a rejeição dos futuristas ao passado e a destruição de tudo o que era velho e venerado, ascendendo espaço para o novo e o vital. Giacomo Balla (1871 – 1958), Carlo Carrà (1881 – 1966) e Umberto Boccioni (1882 – 916) estão entre os principais expoentes desse movimento, além de Gino Severini (1883 – 1966) e Luigi Russolo (1885 -1647).

Com frequência nas pinturas Futuristas aparecem cores vibrantes e contrastantes, formas geométricas, sobreposição de imagens além do uso do que os futuristas chamavam de linhas de força. O uso desses recursos pretendia dar ideia de uma cena dinâmica, ou seja, o objeto em ação. A ideia de movimento vigoroso e velocidade eram centrais na poética do Futurismo. Os futuristas não estavam interessados em representar um automóvel em suas pinturas, porém representar o movimento do automóvel e a experiência de sua aceleração. Isso era mais importante que detalhar sua forma ou o veículo parado.

Uma das mais impressionantes obras desse movimento artístico é

Dinamismo de um cão na coleira de autoria (1912) de Giacomo Balla. Nela, Balla representa uma senhora passeando com seu cachorro onde é possível perceber uma espécie de close-up dos movimentos dos personagens. No quadro de formas simples e precisas, podem-se apreender as diversas pinceladas que dão a sensação de movimento das figuras. O cão assim como à senhora tem inúmeros traços, uns transparente e outros opacos, que compõem as patas, o rabo, a coleira e os pés criando uma magnífica expressão dinâmica do movimento.

O Futurismo influenciou diversos artistas que mais tarde vieram a fundar outros estilos artísticos como o Cubismo, o Surrealismo e o Dadaísmo. O

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movimento Futurista durou até aproximadamente a década de 1930, quando foi se esvaziando com a Segunda Guerra Mundial.

No Brasil influenciou artistas como Anita Malfatti e Oswald de Andrade ainda no começa do século XX, que viram nos ideais nesse movimento a possibilidade de deixar de copiar modelos europeus e construir uma identidade renovando a arte brasileira.

GIACOMO BALLA Nasceu em Turim, na região do Piemonte, em 18 de julho de 1871, era

filho de um fotógrafo. Já como um adolescente Giacomo Balla tinha mostrado uma predileção

por arte, aproximando-se do violino, mas desistiu da música para a pintura e desenho. Enquanto isso, seu pai transmitiu sua paixão pela fotografia, iniciando-o na técnica que seria fundamental para a sua formação. Em 1891, Giacomo Balla decidiu frequentar a Academia Albertina e o Liceu de Artes de Turim, onde estudou perspectiva, anatomia e composição geométrica, e exibiu seu trabalho pela primeira vez.

Ele estudou na Universidade de Turim com Cesare Lombroso em 1892. Em 1895, Balla deixou de Turim para se estabelecer em Roma, onde trabalhou muitas vezes como ilustrador, caricaturista e pintor de retratos. Em 1899, seu trabalho foi aceito na Bienal de Veneza e na exposição internacional na Sociedade dos Amantes da Cultura das Belas Artes em Roma, onde ele exibiu regularmente durante dez anos.

Na capital italiana, ele era um avant-garde da nova técnica pontilhista, que logo encontrou um bom número de estudantes. Em 1897, ele se envolveu com Elisa Marcucci, irmã de Alexander, um amigo de Cambellotti.

Por volta de 1903, ele começou a ensinar as técnicas da pintura divisionista para Umberto Boccioni e Gino Severini. Influenciado por Filippo Tommaso Marinetti, Giacomo Balla adota o estilo futurista, criando uma representação pictórica de luz, movimento e velocidade. Ele foi signatário do Manifesto Futurista, em 1910, com Boccioni, Carlo Carrà, Luigi Russolo e Gino Severini. Começou também a desenhar e pintar móveis futuristas, também criado vestuário futurista “antineutral”.

Em 1912, ele viajou para Londres e para Düsseldorf onde ele começou a pintar seus estudos abstratos. Em 1913, Balla participou de exibições em Berlim e em Rotterdam. Na pintura, o seu novo estilo é demonstrado no dinamismo de um cão na coleira (1912). Outro trabalho conhecido, é intitulado “Velocidade Abstrata + Som”. Em 1914, Balla também começou a esculpir, e no ano seguinte, criou a escultura conhecida, Punho de Boccioni.

Ele também desenhou cenários para balé de Igor Stravinsky, em 1917, encenada no Teatro Costanzi, em Roma. Criou móveis e acessórios e até mesmo participou das sequências da filmagem junto com Marinetti.

Em outubro de 1918, ele publicou o “Manifesto da Cor”, onde analisou o papel da cor na pintura de vanguarda. Durante a I Guerra Mundial, o estúdio

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dos Balla Tornou-se o ponto de encontro para jovens artistas. Até o final da guerra, o movimento futurista mostrou sinais de declínio.

Com Fortunato Depero, Balla escreveu o manifesto Reconstrução Futurista do Universo em 1915. Nesse mesmo ano, ele teve primeira exposição solo na Sociedade Italiana Lâmpada Elétrica “Z” e na Sala de Arte A. Angelelli em Roma. Seu trabalho também foi exibido na Exposição Internacional Pacífico-Panamá em São Francisco. Em 1918, ele desistiu de expor na Casa de Arte Bragaglia em Roma.

Balla continuou a exibir na Europa e nos Estados Unidos. Em 1935, ele foi tornou-se um membro da Academia de San Luca, em Roma. Em 1955, Balla participou da Documenta em Kassel, Alemanha. Ele faleceu em 01 de março de 1958 na cidade de Roma.

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ARTE – AULA 4 EAD – 9° ANO IMPRESSIONISMO

O Impressionismo foi um movimento que se manifestou, especialmente nas artes plásticas no fim do século XIX na França. Os impressionistas rejeitavam as convenções da arte acadêmica vigente na época. As pinturas do Impressionismo captavam as impressões perceptivas de luminosidade, cor e sombra das paisagens, por isso pintavam o mesmo quadro em diferentes horários do dia.

O termo “impressionista” deriva de uma das obras mais significativas obras desse movimento - Impressão: Nascer do Sol, de Monet. Outra explicação diz que o termo foi usado pela primeira vez pelos caluniadores do movimento, que consideravam as obras inacabadas e o nome foi aceito e adotado pelos artistas desse estilo.

Paul Cézanne (1839-1906), Edgar Degas (1834-1917), Claude Monet (1840-1926), Camille Pissarro (1830-1903), Pierre-Auguste Renoir (1841-1919) estão entre os principais expoentes do Impressionismo.

Esses artistas estavam interessados em confinar com a tinta as impressões sensoriais de cor, luz, som e de movimento, por meio de cores

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claras e brilhantes bem como pinceladas mais livres e distintas. Assim como é do conhecimento de todos, as cores da natureza mudam conforme a luz incidente em determinado horário do dia, e eram essas impressões que os impressionistas queriam capturar. Os impressionistas estudavam muito sobre os efeitos ópticos, para isso usavam com frequência recursos fotográficos. Em função disso preferiam trabalhar ao ar livre, bem como, não se prenderam ao uso da perspectiva e ao uso de modelos. As figuras representadas não possuíam contornos nítidos, as sombras deveriam ser coloridas e as cores deveriam ser usadas puras, evitando a mistura de tonalidades. Claude Monet, principal expoente do Impressionismo, costumava afirmar que só é possível conhecer um objeto plenamente se for possível experenciar toda gama de possibilidades e impressões que ele provoca. Ao pintar a tela Catedral de Rouen, Harmonia em azul, de 1893, o artista pintou a catedral trinta vezes (algumas imagens no início dessa aula), tentando capturar as variações de cores em sua fachada.

No Brasil, alguns pintores se destacaram nesse estilo como Eliseu Visconti, Almeida Júnior, Timótheo da Costa, Henrique Cavaleiro, Vicente do Rego Monteiro e Alfredo Andersen.

O Impressionismo também teve suas manifestações na música e na literatura. Na música seus nomes mais marcantes foram Debussy e Ravel. Na literatura destacam-se os escritores Marcel Proust, Graça Aranha e Raul Pompeia.

CLAUDE MONET Oscar-Claude Monet nasceu em Paris em 14 de novembro de 1840,

primogênito de um próspero comerciante. Quando estava com 5 anos, a família mudou-se para Le Havre, uma cidade portuária na região da Normandia, e o pequeno Monet viu o mar pela primeira vez.

Ele cresceu lá com seu irmão mais velho, Leon. Monet não gostava de ser confinado a uma sala de aula. Ele estava mais interessado em estar fora dela. Em tenra idade, Monet desenvolveu seu amor pelo desenho. Ele encheu seus livros escolares com esboços de pessoas, incluindo caricaturas de seus professores. Enquanto sua mãe apoiou seus esforços artísticos, o pai de Monet queria que ele para entrar no negócio. Monet sofreu muito depois da morte de sua mãe em 1857.

Monet tornou-se conhecido na sua comunidade por suas caricaturas e ilustrações, desenhando muitos dos moradores da cidade.Nas praias da Normandia, em 1856, ele conheceu o pintor francês Eugène Boudin, que além de iniciá-lo nas técnicas da pintura paisagística ensinou-o a pintar ao ar livre, para captar melhor as cores e a luz.

O começo de sua carreira artística foi marcado por dificuldades financeiras. Porém, na década de 1870, começou a obter sucesso. Suas obras de arte seguiam, como temática principal, as paisagens da natureza. Trabalhava de forma harmônica as cores e luzes, criando imagens belas e fortes. Neste contexto artístico, podemos citar a série de pinturas que realizou

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sobre a catedral de Rouen (1892-1894), onde o artista retratou a construção em diversos momentos do dia, com variações de luminosidade.

Vale a pena destacar também as obras de arte com temas aquáticos como, por exemplo, os murais que realizou no Museu I’orangerie.

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Monet morreu em 1926, na França, deixando um legado artístico reconhecido até os dias atuais. Alguns críticos de arte consideram Monet um dos mais importantes pintores de todos os tempos.

EXERCÍCIOS

1- Porque esses novos estilos foram chamados Vanguarda? 2- Como descreve o movimento e as obras surrealistas? 3- O que são os Ready-mades de Duchamp? 4- Qual a principal característica do Futurismo? 5- Como são feitas as pinturas Impressonistas?

http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/literatura/vanguardas-

europeias.htm http://www.infoescola.com/movimentos-artisticos/surrealismo/ http://www.infoescola.com/artes/dadaismo/ https://www.todamateria.com.br/marcel-duchamp/ http://www.infoescola.com/artes/futurismo/ http://www.historiadasartes.com/prazer-em-conhecer/giacomo-balla/ http://www.infoescola.com/movimentos-artisticos/impressionismo/ http://www.historiadasartes.com/prazer-em-conhecer/claude-monet/