Recado mediuns

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  • 1. RECADO AOS MDIUNS

2. Quando os sinais de mediunidade se revelam entre as criaturas, nem sempre apresentam as mesmas caractersticas aos seus portadores. 3. Cada mdium sente e pressente a presena dos espritos sua volta, com as peculiaridades inerentes sensibilidade de cada um. 4. Enquanto, para alguns, a comunicao medinica, qualquer que seja a sua natureza, encontra muitas barreiras para poder estabelecer-se, em outros esta comunicao acontece com certa facilidade, sem grandes esforos, aparentemente, de ambas as partes. 5. Enquanto, para alguns, o fluido das entidades aflitas e sofredoras demoram para dispersarem-se, causando grande mal-estar para os mdiuns, em outros os fluidos desaparecem com facilidade, sem deixar vestgios, mesmo que tenham vindo de entidades ignorantes e infelizes. 6. Tais ocorrncias se do, no apenas em funo das predisposies orgnicas dos medianeiros, mas tambm deve-se levar em considerao o grau de compreenso e conhecimentos, a naturalidade com que se lida com a mediunidade, o temor ou receio que se cultive no intercmbio com os chamados mortos, as lendas e fantasias disseminadas por algumas religies, ainda existentes no inconsciente das criaturas, sejam elas mdiuns ou no. 7. Tudo isto ainda faz parte da realidade diria vivida pela grande maioria dos mdiuns, que se mostram geralmente avessos aos estudos da mediunidade, atravs de um conhecimento sistematizado das obras da Codificao e tambm de leituras complementares e literatura especializada, escrita por estudiosos e pesquisadores da doutrina esprita, que repletam as livrarias e bibliotecas existentes. 8. Muitos mdiuns que culturalmente no foram habituados leitura preferem receber e aceitar as orientaes vindas diretamente de seus Guias e Mentores, negando crdito e valor s obras escritas por especialistas e estudiosos, recusando-se a atender a recomendao de Paulo de Tarso para examinarem de tudo e reterem o que for bom. 9. necessrio compreender que os escritores, estudiosos e pesquisadores tambm so espritos em marcha evolutiva, que mostram atravs de seus trabalhos o grau de conhecimento que alcanaram, diferindo dos espritos Guias to somente pelo fatode encontrarem-se vestindo a indumentria carnal. 10. Alm disso, no se deve esquecer a recomendao kardequiana, que o teor da mensagem que confere ou no crdito ao seu contedo. 11. Da mesma forma, os mdiuns tambm devem entender que no existem fronteiras fsicas separando encarnados de desencarnados, ou seja, mdiuns de espritos, e, em virtude dessa realidade, no se consegue ser mdium somente nas horas em que se encontra nas casas espritas. 12. Entretanto, deve-se entender que nas casas e centros espritas o ambiente se encontra convenientemente preparado, as comunicaes medinicas tendem a acontecer de maneira equilibrada e harmoniosa, debaixo de rigorosa disciplina mantida sob controle pela equipe espiritual responsvel pela conduo das tarefas. 13. O mesmo no se pode dizer nas demais horas e locais, onde os mdiuns normalmente transitam, onde circulam os mais diversos espritos portando as qualidades e defeitos de que se fazem possuidores e envergando os vcios ou virtudes que ainda trazem dentro de si. 14. Assim, todo e qualquer tarefeiro da Seara Esprita, seja mdium j engajado no trabalho ou no, deve preparar-se convenientemente, ao sentir as primeiras manifestaes de mediunidade acontecerem. 15. Deve buscar conhecimento atravs de leituras sobre o assunto, da frequencia s palestras doutrinrias, dos cursos, grupos de estudos e seminrios promovidos pelos Centros Espritas e Entidades do Movimento de divulgao doutrinria, equipando-se de subsdios, aumentando o contedo do prprio saber atravs dos esclarecimentos acumulados. 16. Portanto embasar os conhecimentos acerca do assunto deve ser preocupao constante no roteiro preparatrio para as tarefas da mediunidade, pois sem essa preparao, como podem os mdiuns discernir entre o verdadeiro do falso, a iluso da realidade,o engano da verdade, o erro do acerto, o joio do trigo e a luz real das sombras fantasiosas. 17. Para se conduzir com bom senso e discernimento indispensvel o cabedal de argumentos preparados anteriormente. 18. Crditos Mensagem retirada do Livro Recado aos Mdiuns de Jean Marie Lachelier psicografado por Jos Maria de Medeiros Souza Imagens e msica obtidas na Internet Formatao: Wania Regina Centro Esprita Fraternidade de Luz - 2009