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Doença dos eritrocitos

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anemia Hemolitica

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  • 1. Academia de Doena dos Eritrcitos O Eritrcito O Eritrcito Normal ................................ Introduo ................................ Hematopoiese com nfase Eritrocitria Fase intra-uterina................................ Fase ps-nascimento ................................ Eritropoiese ................................ Pr-eritroblasto................................ Eritroblasto basfilo................................ Eritroblastos policromatfilo e ortocromtico Reticulcito ................................ Eritrcito................................ Principais Componentes dos Eritrcitos Os Fatores Mais Importantes da Eritropoiese Eritropoietina ................................ O Ferro e seu Metabolismo cido Flico e Vitamina B12 Mecanismos Envolvidos na Regulao da Absoro do Ferro A Hemoglobina................................ Estrutura Molecular e Funo A Sntese das Globinas ................................ A Sntese do Grupo Heme Ontogenia das Hemoglobinas Hemoglobinas Variantes Talassemias ................................ A Membrana................................ Estrutura Qumica da Membrana Deformabilidade da Membrana As Principais Enzimas Eritrocitrias Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto Doena dos Eritrcitos ................................................................................................ ................................................................................................................................ m nfase Eritrocitria................................................................ ................................................................................................ ................................................................................................ ............................................................................................................................. ................................................................................................ ................................................................................................ Eritroblastos policromatfilo e ortocromtico ................................................................ ............................................................................................................................. ................................................................................................................................ Principais Componentes dos Eritrcitos ................................................................ Os Fatores Mais Importantes da Eritropoiese ................................................................ ................................................................................................ O Ferro e seu Metabolismo................................................................................................ cido Flico e Vitamina B12................................................................................................ Mecanismos Envolvidos na Regulao da Absoro do Ferro................................ ................................................................................................ Estrutura Molecular e Funo............................................................................................. ................................................................................................ A Sntese do Grupo Heme................................................................................................ Ontogenia das Hemoglobinas ............................................................................................. Hemoglobinas Variantes ................................................................................................ ......................................................................................................................... ............................................................................................................................ ca da Membrana................................................................ Deformabilidade da Membrana.......................................................................................... As Principais Enzimas Eritrocitrias......................................................................................... 1 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP ...................................................... 2 ................................. 2 ........................................................ 8 ....................................................... 8 ................................................. 9 ............................. 10 ....................................................... 12 ................................................ 13 ....................................... 13 ............................. 15 .................................. 16 ..................................................... 19 ........................................ 19 ...................................................... 19 ................................. 20 ................................ 22 ............................................ 23 ........................................................ 27 ............................. 27 ........................................ 29 ................................... 33 ............................. 37 ..................................... 37 ......................... 39 ............................ 41 ........................................................ 41 .......................... 44 ......................... 47

2. Academia de O ERITRCITO Introduo O eritrcito uma clula altamente especializada e sua principal funo o transporte de oxignio dos pulmes aos tecidos e de dixido de carbono no sentido inverso. Esta funo facilitada pela forma discide e bicncava do eritrcito ( superfcie para a troca de gs. O eritrcito tem um dimetro mdio de 8 citoesqueleto e a estrutura da sua membrana capaz de sofrer marcante deformao e passar atravs de capilares com 2-3 possvel pelas interaes entre protenas que esto inseridas na dupla membrana eritrocitria (banda 3 e glicoforina) e as protenas que esto na regio interna da membrana e em contato com o citoplasma (espectrina, anquirina e protena 4.1) conforme mostra afigura 1.4. Defeitos nestas protenas causam eritrcitos, que so apresentadas resumidamente na Figura 1.1. Microscopia eletrnica de eritrcitos normais, com formas discides. Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto O ERITRCITO O Eritrcito Normal O eritrcito uma clula altamente especializada e sua principal funo o transporte de ulmes aos tecidos e de dixido de carbono no sentido inverso. Esta funo facilitada pela forma discide e bicncava do eritrcito (figura 1.1), pelo fato de possuir ampla superfcie para a troca de gs. O eritrcito tem um dimetro mdio de 8 citoesqueleto e a estrutura da sua membrana capaz de sofrer marcante deformao e passar mm de dimetro (figuras 1.2 e 1.3). Essa deformidade somente possvel pelas interaes entre protenas que esto inseridas na dupla camada lipoprotica da membrana eritrocitria (banda 3 e glicoforina) e as protenas que esto na regio interna da membrana e em contato com o citoplasma (espectrina, anquirina e protena 4.1) conforme . Defeitos nestas protenas causam deformaes na morfologia e funes dos eritrcitos, que so apresentadas resumidamente na tabela 1.1. Microscopia eletrnica de eritrcitos normais, com formas discides. 2 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP O eritrcito uma clula altamente especializada e sua principal funo o transporte de ulmes aos tecidos e de dixido de carbono no sentido inverso. Esta funo ), pelo fato de possuir ampla superfcie para a troca de gs. O eritrcito tem um dimetro mdio de 8 mm, mas seu citoesqueleto e a estrutura da sua membrana capaz de sofrer marcante deformao e passar ). Essa deformidade somente camada lipoprotica da membrana eritrocitria (banda 3 e glicoforina) e as protenas que esto na regio interna da membrana e em contato com o citoplasma (espectrina, anquirina e protena 4.1) conforme deformaes na morfologia e funes dos Microscopia eletrnica de eritrcitos normais, com formas discides. 3. Academia de Figura 1.2. Fluidez normal de eritrcitos em capilar de dimetro va Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto Fluidez normal de eritrcitos em capilar de dimetro vascular prximo de 8 3 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP scular prximo de 8 mm. 4. Academia de Figura 1.3. Deformabilidade de eritrcito em capilar com dimetro vascular de 3 Figura 1.4. Estrutura da membrana do eritrcito; GPA: glicoforina A; GPC: glicoforina C. Tabela 1.1. Alteraes das protenas de especficas. Anormalidades Proticas Espectrina e Anquirina Banda-3, Protena 4.1 Espectrina Protena 4.1 Espectrina Defeito de permeabilidade de sdio O eritrcito maduro desprovido de organelas e ncleo, e assim inca protenas, de realizar a fosforilao oxidativa e de obter energia pelo ciclo do cido tricarboxlico. Dessa forma, a energia do eritrcito obtida principalmente por meio da via aerbica de Embden-Meyerhof e estocada sob forma de ATP ( de oxidao do eritrcito, so liberadas quantidades variveis de glicose atravs do desvio da hexose monofosfato para produzir componentes redutores como a glutationa (GPx) e Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto Deformabilidade de eritrcito em capilar com dimetro vascular de 3 (cisaliamento). Estrutura da membrana do eritrcito; GPA: glicoforina A; GPC: glicoforina C. . Alteraes das protenas de membrana de eritrcitos, e as principais doenas Anormalidades Forma de Herana Doena Hereditria Autossmica dominante Esferocitose 3, Protena Recessiva (raro) Esferocitose Autossmica dominante Eliptocitose Recessiva (raro) Eliptocitose Recessiva Piropoiquilocitose permeabilidade de Autossmica dominante Estomatocitose O eritrcito maduro desprovido de organelas e ncleo, e assim inca protenas, de realizar a fosforilao oxidativa e de obter energia pelo ciclo do cido tricarboxlico. Dessa forma, a energia do eritrcito obtida principalmente por meio da via Meyerhof e estocada sob forma de ATP (figura 1.5). Dependendo do grau de oxidao do eritrcito, so liberadas quantidades variveis de glicose atravs do desvio da hexose monofosfato para produzir componentes redutores como a glutationa (GPx) e 4 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP Deformabilidade de eritrcito em capilar com dimetro vascular de 3 mm Estrutura da membrana do eritrcito; GPA: glicoforina A; GPC: glicoforina C. membrana de eritrcitos, e as principais doenas O eritrcito maduro desprovido de organelas e ncleo, e assim incapaz de sintetizar protenas, de realizar a fosforilao oxidativa e de obter energia pelo ciclo do cido tricarboxlico. Dessa forma, a energia do eritrcito obtida principalmente por meio da via ). Dependendo do grau de oxidao do eritrcito, so liberadas quantidades variveis de glicose atravs do desvio da hexose monofosfato para produzir componentes redutores como a glutationa (GPx) e 5. Academia de nicotinamida adenina dinucleotdeo fosfato (NADPH 1.5 referente via de desvio pentose Figura 1.5. Vias metablicas do eritrcito. NAD: nicotinamida adenina dinucleotdeo; NADH: forma reduzida da NAD; NADP: nicotinamida adenina dinucleotdeo fosfato; NAD reduzida de NADP; 2,3 DPG: 2,3 Aproximadamente 98% da protena citoplasmtica do eritrcito composta por milhes de molculas de hemoglobinas (Hb), que transportam o oxignio. formada por duas globinas do tipo alfa representadas por b2, d2, g2. So as globinas do tipo beta que diferenciam os trs tipos de hemoglobinas humanas: Hb A (a grupo heme; portanto cada molcula de hemoglobina transporta quatro molculas de oxignio que se ligam aos quatro tomos de ferro (Fe hemoglobinas variam conforme o processo evolutivo do indivduo, conforme mostra a 1.2. Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto nicotinamida adenina dinucleotdeo fosfato (NADPH), conforme mostra no destaque a referente via de desvio pentose-fosfato. Vias metablicas do eritrcito. NAD: nicotinamida adenina dinucleotdeo; NADH: forma reduzida da NAD; NADP: nicotinamida adenina dinucleotdeo fosfato; NAD reduzida de NADP; 2,3 DPG: 2,3-difosfoglicerato; GSH: glutatio reduzido; GSSG: glutatio oxidado. Aproximadamente 98% da protena citoplasmtica do eritrcito composta por milhes de molculas de hemoglobinas (Hb), que transportam o oxignio. Cada molcula de hemoglobina formada por duas globinas do tipo alfa representadas por a2, e duas globinas do tipo beta . So as globinas do tipo beta que diferenciam os trs tipos de hemoglobinas humanas: Hb A (a2b2), Hb A2(a2d2) e Hb Fetal (a2g2). Cada globina se liga a um grupo heme; portanto cada molcula de hemoglobina transporta quatro molculas de oxignio que se ligam aos quatro tomos de ferro (Fe++ O2 -- ), conforme mostra a figura 1.6 conforme o processo evolutivo do indivduo, conforme mostra a 5 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP ), conforme mostra no destaque a figura Vias metablicas do eritrcito. NAD: nicotinamida adenina dinucleotdeo; NADH: forma reduzida da NAD; NADP: nicotinamida adenina dinucleotdeo fosfato; NADPH: forma difosfoglicerato; GSH: glutatio reduzido; GSSG: glutatio Aproximadamente 98% da protena citoplasmtica do eritrcito composta por milhes de Cada molcula de hemoglobina , e duas globinas do tipo beta . So as globinas do tipo beta que diferenciam os trs tipos de ). Cada globina se liga a um grupo heme; portanto cada molcula de hemoglobina transporta quatro molculas de oxignio figura 1.6. Os tipos de conforme o processo evolutivo do indivduo, conforme mostra a tabela 6. Academia de Figura 1.6. (a) Representao esquemtica de molculas de hemoglobina oxigenada (oxihemoglobina) e hemoglobina desoxigenada (desoxihemoglobina). (b) Curva de dissociao de Tabela 1.2. Tipos de hemoglobinas em diferentes fases. Tipo de Hb A A2 Fetal Gower-1 Gower-2 Portland (*) fase que representa a hemoglobina definitiva (ou adulta) aps o sexto ms de vida A curva de dissociao de oxignio descreve a porcentagem de saturao da hemoglobina com o oxignio, em diferentes presses do oxi reflete a interao entre o oxignio e a hemoglobina. Assim a hemoglobina se torna oxigenada (oxihemoglobina) medida que a saturao supera 60%, fato que ocorre quando o 2,3 DPG desocupa a molcula de Hb. A desoxigenao da hemoglobina (deoxihemoglobina) ocorre com a saturao de 2,3 DPG na molcula, e efetivamente tem incio quando o nvel de saturao de oxignio cai abaixo de 40%. Assim, o nvel de liberao do oxignio por volta de 75% de saturao. Durante aproximadamente 120 dias de vida celular, o eritrcito desempenha sua funo de transportador de oxignio, percorrendo cerca de 450 quilmetros nos vasos sangneos, e Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto (a) Representao esquemtica de molculas de hemoglobina oxigenada (oxihemoglobina) e hemoglobina desoxigenada (desoxihemoglobina). (b) Curva de dissociao de oxignio. Tipos de hemoglobinas em diferentes fases. Composio Concentrao/Fase a2b2 96-98% - adulta (*) a2d2 2-4% - adulta (*) a2g2 0-1% - adulta (*) 90-100% - feto z2e2 varivel-embrio a2e2 varivel-embrio z2g2 varivel-embrio (*) fase que representa a hemoglobina definitiva (ou adulta) aps o sexto ms de vida A curva de dissociao de oxignio descreve a porcentagem de saturao da hemoglobina com o oxignio, em diferentes presses do oxignio (PO2). A curva com a forma signide ( reflete a interao entre o oxignio e a hemoglobina. Assim a hemoglobina se torna oxigenada (oxihemoglobina) medida que a saturao supera 60%, fato que ocorre quando o 2,3 DPG e Hb. A desoxigenao da hemoglobina (deoxihemoglobina) ocorre com a saturao de 2,3 DPG na molcula, e efetivamente tem incio quando o nvel de saturao de oxignio cai abaixo de 40%. Assim, o nvel de liberao do oxignio por volta de 75% de Durante aproximadamente 120 dias de vida celular, o eritrcito desempenha sua funo de transportador de oxignio, percorrendo cerca de 450 quilmetros nos vasos sangneos, e 6 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP (a) Representao esquemtica de molculas de hemoglobina oxigenada (oxihemoglobina) e hemoglobina desoxigenada (desoxihemoglobina). (b) Curva de dissociao de (*) fase que representa a hemoglobina definitiva (ou adulta) aps o sexto ms de vida A curva de dissociao de oxignio descreve a porcentagem de saturao da hemoglobina com o ). A curva com a forma signide (figura 1.6) reflete a interao entre o oxignio e a hemoglobina. Assim a hemoglobina se torna oxigenada (oxihemoglobina) medida que a saturao supera 60%, fato que ocorre quando o 2,3 DPG e Hb. A desoxigenao da hemoglobina (deoxihemoglobina) ocorre com a saturao de 2,3 DPG na molcula, e efetivamente tem incio quando o nvel de saturao de oxignio cai abaixo de 40%. Assim, o nvel de liberao do oxignio por volta de 75% de Durante aproximadamente 120 dias de vida celular, o eritrcito desempenha sua funo de transportador de oxignio, percorrendo cerca de 450 quilmetros nos vasos sangneos, e 7. Academia de submetido a turbulncias no corao e artrias ( (figura 1.8). O envelhecimento dos eritrcitos acompanhado pela perda de flexibilidade de sua membrana devido ao aumento do colesterol e da lipoperoxidao da dupla camada lipoprotica (ver captulo "Radicais Livres e Danos Eritrocitrio da membrana, em especial pelas agregaes da banda num "sinal" para que os macrfagos reconheam os eritrcitos envelhecidos e promovem a fagocitose (figura 1.9). Figura 1.7. Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto submetido a turbulncias no corao e artrias (figura 1.7) e ao cisaliamen ). O envelhecimento dos eritrcitos acompanhado pela perda de flexibilidade de sua membrana devido ao aumento do colesterol e da lipoperoxidao da dupla camada lipoprotica (ver captulo "Radicais Livres e Danos Eritrocitrios"). A desestruturao protica da membrana, em especial pelas agregaes da banda-3 e da 4.1, provavelmente se constituem num "sinal" para que os macrfagos reconheam os eritrcitos envelhecidos e promovem a Figura 1.7. Fluxo turbulento normal em artria. 7 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP ) e ao cisaliamento nos capilares ). O envelhecimento dos eritrcitos acompanhado pela perda de flexibilidade de sua membrana devido ao aumento do colesterol e da lipoperoxidao da dupla camada s"). A desestruturao protica 3 e da 4.1, provavelmente se constituem num "sinal" para que os macrfagos reconheam os eritrcitos envelhecidos e promovem a 8. Academia de Figura 1.8. Fluxo de eritrcitos em capilar, cuja deformidade natural conhecida por cisaliamento (eritrcitos alongados em forma de capuz). Figura 1.9. Fagocitose de eritrcito envelhecido por macrfago no sistema ret Hematopoiese com Fase intra-uterina A produo das clulas do sangue inicia fecundao e, conforme o embrio se desenvolve, vrias estruturas orgnicas comeam a se organizar e especializar. Nesse processo de desenvolvimento morfolgico e fisiolgico, o embrio se transforma em feto com o aparecimento dos primeiros rgos. O fgado do feto se torna o principal local de hematopoiese no segundo trimestre de gestao, e dos ossos vo se formando anatmica e funcionalmente. No terceiro trimestre do desenvolvimento fetal, as medulas sseas so, enfim, o mais importante rgo hematopoitico. A maioria das clulas hematopoiticas produzidas no saco vitelino eritroblstica; enquanto, no perodo fetal, a sntese de eritrcitos e de granulcitos que envolve a produo de neutrfilos, eosinfilos e basfilos ocorre na medula ssea. Algumas caractersticas da eritropoiese intra Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto Fluxo de eritrcitos em capilar, cuja deformidade natural conhecida por cisaliamento (eritrcitos alongados em forma de capuz). Fagocitose de eritrcito envelhecido por macrfago no sistema retculo endotelial (SRE). Hematopoiese com nfase Eritrocitria A produo das clulas do sangue inicia-se no saco vitelino aps a segunda semana de fecundao e, conforme o embrio se desenvolve, vrias estruturas orgnicas comeam a se organizar e especializar. Nesse processo de desenvolvimento morfolgico e fisiolgico, o embrio se transforma em feto com o aparecimento dos primeiros rgos. O fgado do feto se torna o principal local de hematopoiese no segundo trimestre de gestao, enquanto as medulas dos ossos vo se formando anatmica e funcionalmente. No terceiro trimestre do desenvolvimento fetal, as medulas sseas so, enfim, o mais importante rgo hematopoitico. A maioria das clulas hematopoiticas produzidas no saco vitelino e no fgado fetal eritroblstica; enquanto, no perodo fetal, a sntese de eritrcitos e de granulcitos que envolve a produo de neutrfilos, eosinfilos e basfilos ocorre na medula ssea. Algumas caractersticas da eritropoiese intra-uterina esto resumidas na tabela 2.1 8 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP Fluxo de eritrcitos em capilar, cuja deformidade natural conhecida por cisaliamento culo endotelial (SRE). se no saco vitelino aps a segunda semana de fecundao e, conforme o embrio se desenvolve, vrias estruturas orgnicas comeam a se organizar e especializar. Nesse processo de desenvolvimento morfolgico e fisiolgico, o embrio se transforma em feto com o aparecimento dos primeiros rgos. O fgado do feto se nquanto as medulas dos ossos vo se formando anatmica e funcionalmente. No terceiro trimestre do desenvolvimento fetal, as medulas sseas so, enfim, o mais importante rgo hematopoitico. e no fgado fetal eritroblstica; enquanto, no perodo fetal, a sntese de eritrcitos e de granulcitos que envolve a tabela 2.1. 9. Academia de Tabela 2.1. Eritropoiese no perodo intra Local da Eritropoiese Tipo Celular Saco vitelnico megaloblstico Fgado nor Medula ssea normoblstico * conhecidas tambm como hemoglobinas embrionrias Fase ps-nascimento Aps o nascimento a medula ssea o nico local da eritropoiese em indivduos saudvei Durante os primeiros quatro anos de vida, quase todas as cavidades medulares contm tecido hematopoitico, configurando clulas adiposas. Com o passar do tempo, as clulas adiposas vo tomando cavidades medulares na maior parte dos ossos, substituindo gradativamente o tecido hematopoitico por gordura. Por volta dos 25 anos de idade, as medulas sseas que desenvolvem a medida que se tornam mais maduras, diminui progressivamente seu diferenciao. Assim, as clulas-me unipotentes direcionam eritrcitos, granulcitos-neutrfilos, moncitos/macrfagos e megacaricitos, e so respectivamente identificadas por desenvolvem morfologicamente at serem reconhecidas pelos mtodos citolgicos comuns em suas linhagens correspondentes: pr megacarioblastos (figura 2.1). Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto Eritropoiese no perodo intra-uterino. Tipo Celular Bsico Tipo Celular Maduro Tipos de Hemoglobinas megaloblstico megalcitos nucleados Gower-1* Gower-2* Portland* normoblstico macrcitos anucleados Fetal normoblstico macrcitos anucleados Fetal * conhecidas tambm como hemoglobinas embrionrias Aps o nascimento a medula ssea o nico local da eritropoiese em indivduos saudvei Durante os primeiros quatro anos de vida, quase todas as cavidades medulares contm tecido hematopoitico, configurando-lhe uma textura vermelha (a medula ssea vermelha), e poucas clulas adiposas. Com o passar do tempo, as clulas adiposas vo tomando cavidades medulares na maior parte dos ossos, substituindo gradativamente o tecido hematopoitico por gordura. Por volta dos 25 anos de idade, as medulas sseas que desenvolvem a medida que se tornam mais maduras, diminui progressivamente seu me unipotentes direcionam-se especificamente para a produo de neutrfilos, moncitos/macrfagos e megacaricitos, e so respectivamente identificadas por UFC-E, UFC-G, UFC-Me UFC-Mega. Essas clulas se desenvolvem morfologicamente at serem reconhecidas pelos mtodos citolgicos comuns em suas linhagens correspondentes: pr-normoblastos, mieloblastos, monoblastos e ). 9 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP Tipos de Hemoglobinas 1* 2* Portland* Aps o nascimento a medula ssea o nico local da eritropoiese em indivduos saudveis. Durante os primeiros quatro anos de vida, quase todas as cavidades medulares contm tecido lhe uma textura vermelha (a medula ssea vermelha), e poucas clulas adiposas. Com o passar do tempo, as clulas adiposas vo tomando o espao das cavidades medulares na maior parte dos ossos, substituindo gradativamente o tecido hematopoitico por gordura. Por volta dos 25 anos de idade, as medulas sseas que desenvolvem a medida que se tornam mais maduras, diminui progressivamente seu potencial de se especificamente para a produo de neutrfilos, moncitos/macrfagos e megacaricitos, e so . Essas clulas se desenvolvem morfologicamente at serem reconhecidas pelos mtodos citolgicos comuns em normoblastos, mieloblastos, monoblastos e 10. Academia de Figura 2.1. Representao do desenv de clulas progenitoras (CFC = colnia formadora de clulas ou C.F.U.: unidades formadoras de colnias) est definida pelos seguintes prefixos: Eo=eosinfilo; G=granulcito neutrfilo; M=macrfago; Ba=basfilo; Meg=megacaricito; E=eritrcito; Mix CFC=clula com capacidade para formar trs ou mais linhagens; BFU E=unidade formadora de colnias eritrides. Diante dos conhecimentos aqui resumidos e devi abordado apenas o desenvolvimento da linhagem eritrocitria. Eritropoiese Nas pessoas adultas, os eritrcitos so normalmente formados na medula ssea. Esse processo, em situao patolgica como nos casos de anemi em outros rgos do sistema reticuloendotelial, por exemplo: o fgado. A eritropoiese depende da adequada obteno de protenas, carboidratos, gorduras, sais minerais e vitaminas. Os elementos mais importantes desses dois ltimos grupos so ferro, cido flico e vitamina B12. A piridoxina e o cido ascrbico tambm so considerados essenciais. A absoro de ferro facilitada por cido hipoclordrico e cido ascrbico, e depende de um componente protico, a transferrina, para transport-lo medula ssea e aos rgos de estocagem, dos quais o fgado o principal. A absoro da vitamina B12 requer um componente protico, conhecido por fator intrnseco, que uma substncia existente no suco gstrico e secretado mucosa gstrica. Assim, a vitamina B12 e o cido flico dependem do funcionamento normal da mucosa gstrica para serem absorvidos. O cido ascrbico participa da transformao do cido flico para sua forma ativa, o cido folnico. Ferro, cido flico e vitamina B12 so estocados no fgado para serem utilizados em situao de deficincia desses elementos. Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto Representao do desenvolvimento das clulas do sistema hematopoitico. A linhagem de clulas progenitoras (CFC = colnia formadora de clulas ou C.F.U.: unidades formadoras de colnias) est definida pelos seguintes prefixos: Eo=eosinfilo; G=granulcito neutrfilo; ; Ba=basfilo; Meg=megacaricito; E=eritrcito; Mix CFC=clula com capacidade para formar trs ou mais linhagens; BFU-E=unidade formadora de blastos eritrides; CFU E=unidade formadora de colnias eritrides. Diante dos conhecimentos aqui resumidos e devido especificidade desse captulo, ser abordado apenas o desenvolvimento da linhagem eritrocitria. Nas pessoas adultas, os eritrcitos so normalmente formados na medula ssea. Esse processo, em situao patolgica como nos casos de anemias hemolticas crnicas, pode ocorrer no bao e em outros rgos do sistema reticuloendotelial, por exemplo: o fgado. A eritropoiese depende da adequada obteno de protenas, carboidratos, gorduras, sais minerais e vitaminas. Os s desses dois ltimos grupos so ferro, cido flico e vitamina B12. A piridoxina e o cido ascrbico tambm so considerados essenciais. A absoro de ferro facilitada por cido hipoclordrico e cido ascrbico, e depende de um componente protico, a lo medula ssea e aos rgos de estocagem, dos quais o fgado o principal. A absoro da vitamina B12 requer um componente protico, conhecido por fator intrnseco, que uma substncia existente no suco gstrico e secretado pelas clulas parietais da Assim, a vitamina B12 e o cido flico dependem do funcionamento normal da mucosa gstrica para serem absorvidos. O cido ascrbico participa da transformao do cido flico para sua co. Ferro, cido flico e vitamina B12 so estocados no fgado para serem utilizados em situao de deficincia desses elementos. 10 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP olvimento das clulas do sistema hematopoitico. A linhagem de clulas progenitoras (CFC = colnia formadora de clulas ou C.F.U.: unidades formadoras de colnias) est definida pelos seguintes prefixos: Eo=eosinfilo; G=granulcito neutrfilo; ; Ba=basfilo; Meg=megacaricito; E=eritrcito; Mix CFC=clula com capacidade E=unidade formadora de blastos eritrides; CFU- do especificidade desse captulo, ser Nas pessoas adultas, os eritrcitos so normalmente formados na medula ssea. Esse processo, as hemolticas crnicas, pode ocorrer no bao e em outros rgos do sistema reticuloendotelial, por exemplo: o fgado. A eritropoiese depende da adequada obteno de protenas, carboidratos, gorduras, sais minerais e vitaminas. Os s desses dois ltimos grupos so ferro, cido flico e vitamina B12. A piridoxina e o cido ascrbico tambm so considerados essenciais. A absoro de ferro facilitada por cido hipoclordrico e cido ascrbico, e depende de um componente protico, a lo medula ssea e aos rgos de estocagem, dos quais o fgado o principal. A absoro da vitamina B12 requer um componente protico, conhecido por fator pelas clulas parietais da Assim, a vitamina B12 e o cido flico dependem do funcionamento normal da mucosa gstrica para serem absorvidos. O cido ascrbico participa da transformao do cido flico para sua co. Ferro, cido flico e vitamina B12 so estocados no fgado para 11. Academia de O processo fisiolgico responsvel pela manuteno do equilbrio entre a produo e a destruio dos eritrcitos inclui um hor eritropoietina uma alfaglobulina, cuja sntese est relacionada com a hipxia celular. Especialmente a hipxia renal reduz a produo e a liberao da eritropoietina e esta, por sua vez, acelera a diferenciao da clula da clula-me eritride blstica (UFB processo deve ser ressaltado que ao acelerar a diferenciao da clula multipotente, outra clula similar deve apenas de dividir para evitar o esgotamento do compartimento. A regulao da produo de eritrcitos pela eritropoietina depende do consumo de oxignio tecidual e notadamente da queda da pO da massa eritrocitria circulante por uma alterao patolgica, como so os casos das anemias, h um prejuzo na vascularizao tecidual modificando o dbito cardaco, a funo pulmonar e a liberao de 2,3-difosfoglicerato hematopoiese esto resu vrtebras, esterno, escpulas, clavculas, pelve, regio mdia e mero. Todas as cavidades medulares dos ossos restantes contm gordura e, por isso, so denominadas de medulas amarelas. Algumas doenas especficas, por exemplo: anemias hemolticas, anemias megaloblsticas e alguns tipos de leucemias, podem alterar o tecido hematopoitico e o seu local de sntese por: a. substituio parcial ou total das clulas adiposas por clulas hematopoi nas cavidades medulares de ossos que normalmente tm atividades hematopoiticas; b. extenso da medula hematopoitica para os ossos que contm em suas cavidades a medula gordurosa (por exemplo, ossos longos); c. aparecimento de tecidos hematopoiticos no hematopoiese extramedular. Os sistemas hematopoiticos das pessoas adultas so exemplos de um constante estado de renovao das clulas em que o nvel de perda de clulas maduras do sangue (eritrcitos, granulcitos, moncitos, linfcitos e plaquetas) equilibrado completamente, por meio da distribuio de novas clulas produzidas. As clulas maduras so retiradas da circulao sangnea devido ao seu tempo de vida til ou durante suas atividades funcionais. Assim, a formao de clulas do sangue envolve dois processos: 1. desenvolvimento progressivo das caractersticas estruturais e funcionais especficas para um determinado tipo de clula (citodiferenciao ou maturao); 2. proliferao celular. A hematopoiese inicia-se por meio de tronco e clulas-me que no so reconhecidas morfologicamente em esfregaos de sangue obtidos por puno da medula ssea, mas podem ser estudadas por testes funcionais. Essas clulas, denominadas de de colnias (UFC) tm sido identificadas e caracterizadas por sua capacidade de produzir pequenas colnias de um ou mais tipos de clulas em meios de cultura muito especficos ( 2.1). A clula hematopoitica mais primitiva a clula tipos de clulas-tronco especficas e conhecidas por clulas clulas-tronco linfides. As clulas tipos de clulas-me mielides que eventualmente geram os eritrcitos, neutrfilos, eosinfilos, basfilos, mastcitos, moncitos e plaquetas. As clulas Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto O processo fisiolgico responsvel pela manuteno do equilbrio entre a produo e a destruio dos eritrcitos inclui um hormnio, a eritropoietina, produzido nos rins. A eritropoietina uma alfaglobulina, cuja sntese est relacionada com a hipxia celular. Especialmente a hipxia renal reduz a produo e a liberao da eritropoietina e esta, por sua o da clula-tronco mielide multipotente para a linhagem especfica me eritride blstica (UFB-E, ou unidade formadora de blastos eritrides). Nesse processo deve ser ressaltado que ao acelerar a diferenciao da clula tente, outra clula similar deve apenas de dividir para evitar o esgotamento do compartimento. A regulao da produo de eritrcitos pela eritropoietina depende do consumo de oxignio tecidual e notadamente da queda da pO2 renal. Assim, quando ocorre a di da massa eritrocitria circulante por uma alterao patolgica, como so os casos das anemias, h um prejuzo na vascularizao tecidual modificando o dbito cardaco, a funo pulmonar e a difosfoglicerato hematopoiese esto resumidas a ossos do crnio, costelas, vrtebras, esterno, escpulas, clavculas, pelve, regio mdia-superior do sacro, cabea do fmur e mero. Todas as cavidades medulares dos ossos restantes contm gordura e, por isso, so denominadas de medulas amarelas. Algumas doenas especficas, por exemplo: anemias hemolticas, anemias megaloblsticas e alguns tipos de leucemias, podem alterar o tecido hematopoitico e o seu local de sntese por: substituio parcial ou total das clulas adiposas por clulas hematopoi nas cavidades medulares de ossos que normalmente tm atividades hematopoiticas; extenso da medula hematopoitica para os ossos que contm em suas cavidades a medula gordurosa (por exemplo, ossos longos); aparecimento de tecidos hematopoiticos no fgado e bao, produzindo a hematopoiese extramedular. Os sistemas hematopoiticos das pessoas adultas so exemplos de um constante estado de renovao das clulas em que o nvel de perda de clulas maduras do sangue (eritrcitos, linfcitos e plaquetas) equilibrado completamente, por meio da distribuio de novas clulas produzidas. As clulas maduras so retiradas da circulao sangnea devido ao seu tempo de vida til ou durante suas atividades funcionais. Assim, a clulas do sangue envolve dois processos: desenvolvimento progressivo das caractersticas estruturais e funcionais especficas para um determinado tipo de clula (citodiferenciao ou proliferao celular. se por meio de dois grandes grupos celulares conhecidos por clulas me que no so reconhecidas morfologicamente em esfregaos de sangue obtidos por puno da medula ssea, mas podem ser estudadas por testes funcionais. Essas clulas, denominadas de unidades formadoras de blastos (UFB) e unidades formadoras tm sido identificadas e caracterizadas por sua capacidade de produzir pequenas colnias de um ou mais tipos de clulas em meios de cultura muito especficos ( ematopoitica mais primitiva a clula-tronco pluripotente, que d origem a dois tronco especficas e conhecidas por clulas-tronco mielides multipotentes . As clulas-tronco mielides multipotentes diferenciam me mielides que eventualmente geram os eritrcitos, neutrfilos, eosinfilos, basfilos, mastcitos, moncitos e plaquetas. As clulas-tronco linfides originam as clulas 11 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP O processo fisiolgico responsvel pela manuteno do equilbrio entre a produo e a mnio, a eritropoietina, produzido nos rins. A eritropoietina uma alfaglobulina, cuja sntese est relacionada com a hipxia celular. Especialmente a hipxia renal reduz a produo e a liberao da eritropoietina e esta, por sua tronco mielide multipotente para a linhagem especfica E, ou unidade formadora de blastos eritrides). Nesse processo deve ser ressaltado que ao acelerar a diferenciao da clula-tronco mielide tente, outra clula similar deve apenas de dividir para evitar o esgotamento do compartimento. A regulao da produo de eritrcitos pela eritropoietina depende do consumo renal. Assim, quando ocorre a diminuio da massa eritrocitria circulante por uma alterao patolgica, como so os casos das anemias, h um prejuzo na vascularizao tecidual modificando o dbito cardaco, a funo pulmonar e a midas a ossos do crnio, costelas, superior do sacro, cabea do fmur e mero. Todas as cavidades medulares dos ossos restantes contm gordura e, por isso, so Algumas doenas especficas, por exemplo: anemias hemolticas, anemias megaloblsticas e alguns tipos de leucemias, podem alterar o tecido hematopoitico e o seu local de sntese por: substituio parcial ou total das clulas adiposas por clulas hematopoiticas nas cavidades medulares de ossos que normalmente tm atividades extenso da medula hematopoitica para os ossos que contm em suas fgado e bao, produzindo a Os sistemas hematopoiticos das pessoas adultas so exemplos de um constante estado de renovao das clulas em que o nvel de perda de clulas maduras do sangue (eritrcitos, linfcitos e plaquetas) equilibrado completamente, por meio da distribuio de novas clulas produzidas. As clulas maduras so retiradas da circulao sangnea devido ao seu tempo de vida til ou durante suas atividades funcionais. Assim, a desenvolvimento progressivo das caractersticas estruturais e funcionais especficas para um determinado tipo de clula (citodiferenciao ou dois grandes grupos celulares conhecidos por clulas- me que no so reconhecidas morfologicamente em esfregaos de sangue obtidos por puno da medula ssea, mas podem ser estudadas por testes funcionais. dades formadoras de blastos (UFB) e unidades formadoras tm sido identificadas e caracterizadas por sua capacidade de produzir pequenas colnias de um ou mais tipos de clulas em meios de cultura muito especficos (figura tronco pluripotente, que d origem a dois mielides multipotentese diferenciam-se em vrios me mielides que eventualmente geram os eritrcitos, neutrfilos, eosinfilos, originam as clulas- 12. Academia de me especficas para produzirem linfcitos T, linfci Diferentemente das clulas-tronco, as clulas de regenerao. As clulas-me mielides mais imaturas so direcionadas para duas ou trs vias de diferenciao. (2,3-DPG). Toda essa situao promove o aumento da afinidade das clulas pelo oxignio e causa a liberao da eritropoietina pelos rins para estimular as clulas formadoras de eritrcitos. Esse processo de regulao promovido pela adequada liberao de eritropoietina, estimula a eritropoiese, cujos componentes principais so os pr pr-normoblastos), os eritroblastos (ou normoblastos) basfilo, policromatfilo a acidfilo, os reticulcitos e os eritrcitos maduros. As clulas blsticas sofr tamanho, com mudanas profundas no seu contedo citoplasmtico e na sua estrutura celular, ao mesmo tempo em que a sntese de hemoglobina se acumula gradativamente no espao celular. A eritropoiese ocorre num perodo normalmente en eritrcito adulto, conforme resume a Tabela 2.2. Durao aproximada dos diferentes tipos celulares e o crescimento da concentrao de hemoglobina durante a gnese eritrocitria. Clulas Pr-eritroblasto Eritroblasto basfilo Eritroblastos policromatfilo e ortocromtico Eritroblasto acidfilo Reticulcito Eritrcito Pr-eritroblasto uma clula oval ou circular com dimetro varivel entre 20 e 25 clula, e possvel visualizar um ou dois nuclolos. uma clula rica em ribossomos citoplasmticos, alm das organelas c correspondem aos locais em que se encontram os centrosomas, ou pequenas reas claras onde se localizam as mitocndrias (figura 2.2 recursos da microscopia eletr clula. Nenhuma ou pouca hemoglobina sintetizada nesta fase (0 a 7 Cada pr-eritroblasto, aps 20 horas de vida, sofre o processo de mitose e origina dois eritroblastos basfilos. Eritroblasto basfilo o processo de mitose da clula precedente resulta numa diminuio do tamanho celular do eritroblasto basfilo. Morfologicamente uma clula circular, com o ncleo ocupando 2/3 do volume total, e o citoplasma caracterizado por basofi intensa. O ncleo se torna bem caracterstico atravs da cromatina distribuda homogeneamente em grupos (figura 2.2). O fenmeno da mitose freqentemente observado nessas clulas, quando por aspirao de sangue da medula ssea. Por m Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto me especficas para produzirem linfcitos T, linfcitos B, linfcitos no-T e linfcitos no tronco, as clulas-me mielides e linfides tm limitada capacidade me mielides mais imaturas so direcionadas para duas ou trs vias DPG). Toda essa situao promove o aumento da afinidade das clulas pelo oxignio e causa a liberao da eritropoietina pelos rins para estimular as clulas formadoras de eritrcitos. Esse processo de regulao promovido pela adequada liberao de ropoietina, estimula a eritropoiese, cujos componentes principais so os pr normoblastos), os eritroblastos (ou normoblastos) basfilo, policromatfilo a acidfilo, os reticulcitos e os eritrcitos maduros. As clulas blsticas sofrem contnuas redues de tamanho, com mudanas profundas no seu contedo citoplasmtico e na sua estrutura celular, ao mesmo tempo em que a sntese de hemoglobina se acumula gradativamente no espao celular. A eritropoiese ocorre num perodo normalmente entre oito e nove dias at a liberao do eritrcito adulto, conforme resume a tabela 2.2. Durao aproximada dos diferentes tipos celulares e o crescimento da concentrao de hemoglobina durante a gnese eritrocitria. Tempo mdio (h) Concentrao de Hbmm 20 0-7 o 40 7-25 24 10-25 Eritroblasto acidfilo 30 13-25 72 25-30 120 dias 27-32 uma clula oval ou circular com dimetro varivel entre 20 e 25 m. O ncleo ocupa 4/5 da clula, e possvel visualizar um ou dois nuclolos. uma clula rica em ribossomos citoplasmticos, alm das organelas comuns que caracteriam reas descoradas que correspondem aos locais em que se encontram os centrosomas, ou pequenas reas claras onde se figura 2.2). Ainda no citoplasma possvel observar apenas com recursos da microscopia eletrnica as molculas de ferritina calculadas entre 500 a 1.000 por clula. Nenhuma ou pouca hemoglobina sintetizada nesta fase (0 a 7 mmg). eritroblasto, aps 20 horas de vida, sofre o processo de mitose e origina dois o processo de mitose da clula precedente resulta numa diminuio do tamanho celular do eritroblasto basfilo. Morfologicamente uma clula circular, com o ncleo ocupando 2/3 do volume total, e o citoplasma caracterizado por basofilia uniforme e menos intensa. O ncleo se torna bem caracterstico atravs da cromatina distribuda homogeneamente ). O fenmeno da mitose freqentemente observado nessas clulas, quando por aspirao de sangue da medula ssea. Por microscopia eletrnica avalia 12 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP T e linfcitos no-B. me mielides e linfides tm limitada capacidade me mielides mais imaturas so direcionadas para duas ou trs vias DPG). Toda essa situao promove o aumento da afinidade das clulas pelo oxignio e causa a liberao da eritropoietina pelos rins para estimular as clulas formadoras de eritrcitos. Esse processo de regulao promovido pela adequada liberao de ropoietina, estimula a eritropoiese, cujos componentes principais so os pr-eritroblastos (ou normoblastos), os eritroblastos (ou normoblastos) basfilo, policromatfilo a acidfilo, os em contnuas redues de tamanho, com mudanas profundas no seu contedo citoplasmtico e na sua estrutura celular, ao mesmo tempo em que a sntese de hemoglobina se acumula gradativamente no espao celular. tre oito e nove dias at a liberao do Durao aproximada dos diferentes tipos celulares e o crescimento da concentrao ncentrao de Hbmm m. O ncleo ocupa 4/5 da clula, e possvel visualizar um ou dois nuclolos. uma clula rica em ribossomos omuns que caracteriam reas descoradas que correspondem aos locais em que se encontram os centrosomas, ou pequenas reas claras onde se ). Ainda no citoplasma possvel observar apenas com nica as molculas de ferritina calculadas entre 500 a 1.000 por eritroblasto, aps 20 horas de vida, sofre o processo de mitose e origina dois o processo de mitose da clula precedente resulta numa diminuio do tamanho celular do eritroblasto basfilo. Morfologicamente uma clula circular, com o ncleo lia uniforme e menos intensa. O ncleo se torna bem caracterstico atravs da cromatina distribuda homogeneamente ). O fenmeno da mitose freqentemente observado nessas clulas, icroscopia eletrnica avalia-se entre 20 13. Academia de e 30 mitocndrias, centrosoma pequeno contendo dois centrolos envolvidos por um complexo de Golgi. Observa-se, tambm, a presena de conglomerados de ferritina que representam os sidercitos visualizados com corant O eritroblasto basfilo tem vida mdia de 40 horas e se destaca por dar incio sntese de hemoglobina (7 a 25 mmg). Por mitose, origina o eritroblasto policromatfilo. Figura 2.2. Microscopia ptica de esfregao obti EB=eritroblasto basfilo; EP=eritroblasto policromtico. Eritroblasto basfilo O processo de mitose da clula precedente resulta numa diminuio do tamanho celular do eritroblasto basfilo. Morfologicamente uma volume total, e o citoplasma caracterizado por basofilia uniforme e menos intensa. O ncleo se torna bem caracterstico atravs da cromatina distribuda homogeneamente em grupos ( 2.2). O fenmeno da mitose freqentemente observado nessas clulas, quando por aspirao de sangue da medula ssea. Por microscopia eletrnica avalia centrosoma pequeno contendo dois centrolos envolvidos por um complexo de Golgi. Observa se, tambm, a presena de conglomerados de ferritina que representam os sidercitos visualizados com corante especfico em microscopia ptica. O eritroblasto basfilo tem vida mdia de 40 horas e se destaca por dar incio sntese de hemoglobina (7 a 25 mmg). Por mitose, origina o eritroblasto policromatfilo. Eritroblastos policromatfilo e ortocromtico O eritroblasto policromatfilo uma clula menor do que o basfilo e se destaca pela gradativa incorporao da acidofilia no citoplasma promovida pelo aume Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto e 30 mitocndrias, centrosoma pequeno contendo dois centrolos envolvidos por um complexo se, tambm, a presena de conglomerados de ferritina que representam os sidercitos visualizados com corante especfico em microscopia ptica. O eritroblasto basfilo tem vida mdia de 40 horas e se destaca por dar incio sntese de mmg). Por mitose, origina o eritroblasto policromatfilo. Microscopia ptica de esfregao obtido de puno medular. PE=proeritroblasto; EB=eritroblasto basfilo; EP=eritroblasto policromtico. O processo de mitose da clula precedente resulta numa diminuio do tamanho celular do eritroblasto basfilo. Morfologicamente uma clula circular, com o ncleo ocupando 2/3 do volume total, e o citoplasma caracterizado por basofilia uniforme e menos intensa. O ncleo se torna bem caracterstico atravs da cromatina distribuda homogeneamente em grupos ( itose freqentemente observado nessas clulas, quando por aspirao de sangue da medula ssea. Por microscopia eletrnica avalia-se entre 20 e 30 mitocndrias, centrosoma pequeno contendo dois centrolos envolvidos por um complexo de Golgi. Observa ambm, a presena de conglomerados de ferritina que representam os sidercitos visualizados com corante especfico em microscopia ptica. O eritroblasto basfilo tem vida mdia de 40 horas e se destaca por dar incio sntese de Por mitose, origina o eritroblasto policromatfilo. Eritroblastos policromatfilo e ortocromtico O eritroblasto policromatfilo uma clula menor do que o basfilo e se destaca pela gradativa incorporao da acidofilia no citoplasma promovida pelo aumento da concentrao de 13 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP e 30 mitocndrias, centrosoma pequeno contendo dois centrolos envolvidos por um complexo se, tambm, a presena de conglomerados de ferritina que representam os O eritroblasto basfilo tem vida mdia de 40 horas e se destaca por dar incio sntese de do de puno medular. PE=proeritroblasto; O processo de mitose da clula precedente resulta numa diminuio do tamanho celular do clula circular, com o ncleo ocupando 2/3 do volume total, e o citoplasma caracterizado por basofilia uniforme e menos intensa. O ncleo se torna bem caracterstico atravs da cromatina distribuda homogeneamente em grupos (figura itose freqentemente observado nessas clulas, quando por aspirao se entre 20 e 30 mitocndrias, centrosoma pequeno contendo dois centrolos envolvidos por um complexo de Golgi. Observa- ambm, a presena de conglomerados de ferritina que representam os sidercitos O eritroblasto basfilo tem vida mdia de 40 horas e se destaca por dar incio sntese de O eritroblasto policromatfilo uma clula menor do que o basfilo e se destaca pela gradativa nto da concentrao de 14. Academia de hemoglobina (figuras 2.2 e 2.3 ao seu grau de envelhecimento, passando de em relao ao volume da clula na fase inicial, para na fase final, caracterizando assim o erit eritroblasto policromatfilo prximo de 24 horas e a clula sintetiza entre 10 e 25mmg de hemoglobina. Figura 2.3. Microscopia ptica de esfregao obtido de puno medular, mostrando no centro um O eritroblasto ortocromtico inicialmente tem o ncleo central que ocupa do volume celular e medida que vai envelhecendo, esse ncleo se torna denso e desloca clula tem um tempo de vida mdio de 30 horas e sint (figura 2.4). A perda do ncleo ocorre por um processo denominado extruso ( indica uma perda parcial do material, o restante fagocitado por macrfagos, que se dispem no centro de vrios eritroblastos (ilhotas de eritroblastos) ( macrfago introduz tambm alguma quantidade de hemoglobina, que metabolizada e d origem formao de "picos" de bilirrubina. Aps o desaparecimento do ncleo, a clula se transforma no reticulcito. Figura 2.4. Microscopia ptica de esfregao obtido de puno medular, mostrando um eritroblasto Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto 2.3). O volume do ncleo dessa clula diminui proporcionalmente ao seu grau de envelhecimento, passando de em relao ao volume da clula na fase inicial, para na fase final, caracterizando assim o eritroblasto ortocromtico. O tempo de vida do eritroblasto policromatfilo prximo de 24 horas e a clula sintetiza entre 10 e 25mmg de Figura 2.3. Microscopia ptica de esfregao obtido de puno medular, mostrando no centro um eritroblasto policromtico. O eritroblasto ortocromtico inicialmente tem o ncleo central que ocupa do volume celular e medida que vai envelhecendo, esse ncleo se torna denso e desloca-se para a periferia. Essa clula tem um tempo de vida mdio de 30 horas e sintetiza entre 13 e 25 mmg de hemoglobina ). A perda do ncleo ocorre por um processo denominado extruso ( indica uma perda parcial do material, o restante fagocitado por macrfagos, que se dispem no os (ilhotas de eritroblastos) (figura 2.6). Ao fagocitar o ncleo, o macrfago introduz tambm alguma quantidade de hemoglobina, que metabolizada e d origem formao de "picos" de bilirrubina. Aps o desaparecimento do ncleo, a clula se Microscopia ptica de esfregao obtido de puno medular, mostrando um eritroblasto ortocromtico (ou acidfilo). 14 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP ). O volume do ncleo dessa clula diminui proporcionalmente ao seu grau de envelhecimento, passando de em relao ao volume da clula na fase inicial, roblasto ortocromtico. O tempo de vida do eritroblasto policromatfilo prximo de 24 horas e a clula sintetiza entre 10 e 25mmg de Figura 2.3. Microscopia ptica de esfregao obtido de puno medular, mostrando no centro um O eritroblasto ortocromtico inicialmente tem o ncleo central que ocupa do volume celular e se para a periferia. Essa mmg de hemoglobina ). A perda do ncleo ocorre por um processo denominado extruso (figura 2.5), que indica uma perda parcial do material, o restante fagocitado por macrfagos, que se dispem no ). Ao fagocitar o ncleo, o macrfago introduz tambm alguma quantidade de hemoglobina, que metabolizada e d origem formao de "picos" de bilirrubina. Aps o desaparecimento do ncleo, a clula se Microscopia ptica de esfregao obtido de puno medular, mostrando um eritroblasto 15. Academia de Figura 2.5. Figura representando a perda do ncleo (extruso) durante passagem do espao Figura 2.6. Fagocitose de ncleos de eritroblastos ortocromticos (ou acidfilos) por macrfago (no Reticulcito uma clula caracterizada durante o perodo compreendido entre a perda do ncleo do eritroblasto ortocormtico e a perda de organelas, em especial as mitocndrias e os ribossomos. Tem uma durao de 72 horas e capacidade para sintetizar entre 25 e 30 O reticulcito contm pores do complexo de Golgi, mitocndria e um nmero varivel de mono e polirribossomos. Molculas de ferritina esto presentes nesta fase da srie eritrocitria, e o desaparecimento das organelas progressivo. O reticulcito uma clula que se caracteriza Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto Figura representando a perda do ncleo (extruso) durante passagem do espao intracelular para o extracelular. Fagocitose de ncleos de eritroblastos ortocromticos (ou acidfilos) por macrfago (no centro da foto). uma clula caracterizada durante o perodo compreendido entre a perda do ncleo do tico e a perda de organelas, em especial as mitocndrias e os ribossomos. Tem uma durao de 72 horas e capacidade para sintetizar entre 25 e 30 mmg de hemoglobina. O reticulcito contm pores do complexo de Golgi, mitocndria e um nmero varivel de o e polirribossomos. Molculas de ferritina esto presentes nesta fase da srie eritrocitria, e o desaparecimento das organelas progressivo. O reticulcito uma clula que se caracteriza 15 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP Figura representando a perda do ncleo (extruso) durante passagem do espao Fagocitose de ncleos de eritroblastos ortocromticos (ou acidfilos) por macrfago (no uma clula caracterizada durante o perodo compreendido entre a perda do ncleo do tico e a perda de organelas, em especial as mitocndrias e os ribossomos. mmg de hemoglobina. O reticulcito contm pores do complexo de Golgi, mitocndria e um nmero varivel de o e polirribossomos. Molculas de ferritina esto presentes nesta fase da srie eritrocitria, e o desaparecimento das organelas progressivo. O reticulcito uma clula que se caracteriza 16. Academia de pela resposta do sistema eritropoitico a um grave estresse. Assi deve a uma resposta devido anemia aguda ( ativam ou estimulam a eritropoiese, por exemplo: vitamina B12, folatos, ferro, eritropoietina. A fase seguinte do reticulcito a do er Figura 2.7. Microscopia ptica de esfregao de sangue perifrico incubado com azul de crezil brilhante a 1%, onde aparecem elevado nmero de reticulcitos, caracterizando a reticulocitose. Situaes de reticulocitose semelhantes ao da foto so (anemia falciforme, hemoglobinas instveis, esferocitose homozigota, etc.) Eritrcito Esta clula tem a forma de disco bicncavo, com 8 2,5 mm e central de 1 mm. A superfc 30 x 10-19 g (figuras 2.8 e 2.9 normocromia. Os eritrcitos tm cor amarela, se vistos a fresco por microscopia ptica. Alguns fenmenos naturais podem ser observados nos eritrcitos, entre os quais destacam formao de "roleaux", devido ao significativo aumento de fibrinognio (infeces e mieloma); aglutinao, quando h altos ttulos de anticorpos antieritrocitrios; deformabilidade, situao Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto pela resposta do sistema eritropoitico a um grave estresse. Assim, seu aumento no sangue se deve a uma resposta devido anemia aguda (figura 2.7), ou s injees de substncias que ativam ou estimulam a eritropoiese, por exemplo: vitamina B12, folatos, ferro, eritropoietina. A fase seguinte do reticulcito a do eritrcito. Microscopia ptica de esfregao de sangue perifrico incubado com azul de crezil brilhante a 1%, onde aparecem elevado nmero de reticulcitos, caracterizando a reticulocitose. Situaes de reticulocitose semelhantes ao da foto so observadas nas anemias hemolticas graves (anemia falciforme, hemoglobinas instveis, esferocitose homozigota, etc.) Esta clula tem a forma de disco bicncavo, com 8 mm de dimetro, espessura perifrica de mm. A superfcie total de 160 mm2 e o volume de 90 2.9). Esses valores variam entre 5 e 10% na normocitose e normocromia. Os eritrcitos tm cor amarela, se vistos a fresco por microscopia ptica. Alguns odem ser observados nos eritrcitos, entre os quais destacam formao de "roleaux", devido ao significativo aumento de fibrinognio (infeces e aglutinao, quando h altos ttulos de anticorpos antieritrocitrios; deformabilidade, situao normal observada in vivo no microscpio (figura 2.11 16 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP m, seu aumento no sangue se ), ou s injees de substncias que ativam ou estimulam a eritropoiese, por exemplo: vitamina B12, folatos, ferro, eritropoietina. Microscopia ptica de esfregao de sangue perifrico incubado com azul de crezil brilhante a 1%, onde aparecem elevado nmero de reticulcitos, caracterizando a reticulocitose. observadas nas anemias hemolticas graves (anemia falciforme, hemoglobinas instveis, esferocitose homozigota, etc.) mm de dimetro, espessura perifrica de mm3 . O peso de ). Esses valores variam entre 5 e 10% na normocitose e normocromia. Os eritrcitos tm cor amarela, se vistos a fresco por microscopia ptica. Alguns odem ser observados nos eritrcitos, entre os quais destacam-se: formao de "roleaux", devido ao significativo aumento de fibrinognio (infeces e figura 2.11). 17. Academia de Figura 2.8. Microscopia eletrnica de varredura de eritrcito normal. Figura 2.9. Microscopia ptica de sangue perifrico mostrando eritrcitos normais. Figura 2.11. Deformabilidade de eritrcito Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto Microscopia eletrnica de varredura de eritrcito normal. Microscopia ptica de sangue perifrico mostrando eritrcitos normais. Deformabilidade de eritrcitos na circulao vascular. 17 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP Microscopia eletrnica de varredura de eritrcito normal. Microscopia ptica de sangue perifrico mostrando eritrcitos normais. s na circulao vascular. 18. Academia de Os eritrcitos so transportados no espao intravascular pela fora do corao e pelas "bombas" dos msculos somticos. Quando a parede vascular sofre alguma leso, os eritrcitos podem passar para o espao extracelular das cavida atravs da pele, ou dos sistemas gastrointestinal, respiratrio e urinrio. A funo principal dos eritrcitos o transporte de oxignio dos pulmes para as clulas do organismo, e do dixido de carbono no sentido inverso. Na circulao do sangue perifrico atuam cerca de 25 bilhes de eritrcitos e, por dia, so retirados da circulao aproximadamente 1 bilho dessas clulas. Os eritrcitos normais vivem em mdia 120 dias, e, medida que envelhecem, as enzima gliclise diminuem suas atividades. O envelhecimento se manifesta pelo aumento da densidade, da fragilidade osmtica e da aglutinabilidade. certo que uma pequena parte dos eritrcitos se decompe por lise na circulao, entretanto a destruio efeti reticuloendotelial, onde os macrfagos exercem a fagocitose ( acontece essencialmente na medula ssea, enquanto em situaes patolgicas, por exemplo eritrcitos deformados pela presena de corpos de Heinz, o talassemias, a fagocitose ocorre no sistema reticuloendotelial do fgado e bao, e nas clulas macrofgicas da circulao sangnea. Aps a fagocitose, a globina se dissocia em aminocidos, a protoporfirina, proveniente da degrad o ferro se combina com o apoferritina da clula reticular. Os aminocidos e o ferro, provenients da decomposio da hemoglobina, so novamente utilizados pelos eritroblastos para a sntese de novas molculas. Figura 2.12. Microscopia eletrnica mostrando macrfago do sistema retculo endotelial Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto Os eritrcitos so transportados no espao intravascular pela fora do corao e pelas "bombas" dos msculos somticos. Quando a parede vascular sofre alguma leso, os eritrcitos podem passar para o espao extracelular das cavidades do corpo, ou ser levados ao meio exterior atravs da pele, ou dos sistemas gastrointestinal, respiratrio e urinrio. A funo principal dos eritrcitos o transporte de oxignio dos pulmes para as clulas do organismo, e do dixido de tido inverso. Na circulao do sangue perifrico atuam cerca de 25 bilhes de eritrcitos e, por dia, so retirados da circulao aproximadamente 1 bilho dessas clulas. Os eritrcitos normais vivem em mdia 120 dias, e, medida que envelhecem, as enzima gliclise diminuem suas atividades. O envelhecimento se manifesta pelo aumento da densidade, da fragilidade osmtica e da aglutinabilidade. certo que uma pequena parte dos eritrcitos se decompe por lise na circulao, entretanto a destruio efetiva ocorre no sistema reticuloendotelial, onde os macrfagos exercem a fagocitose (figura 2.12 acontece essencialmente na medula ssea, enquanto em situaes patolgicas, por exemplo eritrcitos deformados pela presena de corpos de Heinz, ou globinas despareadas nas talassemias, a fagocitose ocorre no sistema reticuloendotelial do fgado e bao, e nas clulas macrofgicas da circulao sangnea. Aps a fagocitose, a globina se dissocia em aminocidos, a protoporfirina, proveniente da degradao do grupo heme, se transforma em bilirrubina livre, e o ferro se combina com o apoferritina da clula reticular. Os aminocidos e o ferro, provenients da decomposio da hemoglobina, so novamente utilizados pelos eritroblastos para a sntese de Microscopia eletrnica mostrando macrfago do sistema retculo endotelial fagocitando eritrcito. 18 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP Os eritrcitos so transportados no espao intravascular pela fora do corao e pelas "bombas" dos msculos somticos. Quando a parede vascular sofre alguma leso, os eritrcitos podem des do corpo, ou ser levados ao meio exterior atravs da pele, ou dos sistemas gastrointestinal, respiratrio e urinrio. A funo principal dos eritrcitos o transporte de oxignio dos pulmes para as clulas do organismo, e do dixido de tido inverso. Na circulao do sangue perifrico atuam cerca de 25 bilhes de eritrcitos e, por dia, so retirados da circulao aproximadamente 1 bilho dessas clulas. Os eritrcitos normais vivem em mdia 120 dias, e, medida que envelhecem, as enzimas da gliclise diminuem suas atividades. O envelhecimento se manifesta pelo aumento da densidade, da fragilidade osmtica e da aglutinabilidade. certo que uma pequena parte dos eritrcitos se va ocorre no sistema figura 2.12). Esse processo acontece essencialmente na medula ssea, enquanto em situaes patolgicas, por exemplo u globinas despareadas nas talassemias, a fagocitose ocorre no sistema reticuloendotelial do fgado e bao, e nas clulas macrofgicas da circulao sangnea. Aps a fagocitose, a globina se dissocia em aminocidos, ao do grupo heme, se transforma em bilirrubina livre, e o ferro se combina com o apoferritina da clula reticular. Os aminocidos e o ferro, provenients da decomposio da hemoglobina, so novamente utilizados pelos eritroblastos para a sntese de Microscopia eletrnica mostrando macrfago do sistema retculo endotelial 19. Academia de Principais Componentes dos Eritrcitos Os Fatores Mais Importantes da Eritropoiese Eritropoietina A eritropoietina um hormnio produzido nos rins. Estruturalmente uma glicoprotena formada por uma simples cadeia polipeptdica constituda por 165 aminocidos, dos quais trs deles esto ligados a carboidratos cuja glicolizao ocorre no nitrognio do grupo amina, e um outro tem a glicolizao no grupo carboxila. Dessa associao resulta que 60% da eritropoietina composta por protena e 40% por carboidrato, proporcionando um peso molecular de 30.000 daltons. A sntese da eritropoietina ocorre no gene EPO localizado no brao nas clulas peritubulares intersticiais dos rins. O estmulo para que o gene EPO inicie a produo de eritropoietina est relacionado com a presso do oxignio renal (pO Quando a pO2 renal diminui, por ex.: devido anemia, eritropoietina. Por outro lado, quando a pO diminui aos nveis aceitveis. Normalmente, somente quantidades muito pequenas, ou picomolecular, esto presentes no sangue. Por avaliao de tcnicas de radioimunoensaio, o nvel basal de eritropoietina no plasma varia de 9 a 26 um/ml. A elevao da sntese de eritropoietina ocorre poucas horas aps a queda do pO2 renal causada por anemia ou por hipoxia renal, observando que a el sntese de EPO est diretamente relacionada com a queda da pO A eritropoietina estimula concomitantemente as clulas tronco (Unidade Formadora de Blastos Eritrides, ou BFU-E, e Unidade Formadora de Colnias Eritrides, ou CFU o nmero de clulas precursoras eritrides (proeritroblastos, eritroblastos e reticulcitos), e eventualmente, o nmero de eritrcitos circulantes. O hormnio EPO se liga a receptores especficos de superfcie das clulas tronco, que rapidamente in degradado, a seguir. Esse processo resulta na elevao do on clcio no interior dessas clulas que desencadeia o processo de transcrio do RNAm de vrias protenas eritrides, incluindo a globina. O aumento da sntese de DNA nas c entre 20 e 40 horas. Juntamente com esse processo de estimulao da eritropoietina outros fatores tambm so necessrios, p.ex.: ferro, folatos e aminocidos, para o completo desenvolvimento da eritropoiese ( Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto Principais Componentes dos Eritrcitos Os Fatores Mais Importantes da Eritropoiese mnio produzido nos rins. Estruturalmente uma glicoprotena formada por uma simples cadeia polipeptdica constituda por 165 aminocidos, dos quais trs deles esto ligados a carboidratos cuja glicolizao ocorre no nitrognio do grupo amina, e um tem a glicolizao no grupo carboxila. Dessa associao resulta que 60% da eritropoietina composta por protena e 40% por carboidrato, proporcionando um peso molecular de 30.000 A sntese da eritropoietina ocorre no gene EPO localizado no brao longo do cromossomo 7, nas clulas peritubulares intersticiais dos rins. O estmulo para que o gene EPO inicie a produo de eritropoietina est relacionado com a presso do oxignio renal (pO renal diminui, por ex.: devido anemia, o gene EPO estimulado a sintetizar a eritropoietina. Por outro lado, quando a pO2 renal se normaliza, a sntese desse hormnio Normalmente, somente quantidades muito pequenas, ou picomolecular, esto presentes no r avaliao de tcnicas de radioimunoensaio, o nvel basal de eritropoietina no plasma varia de 9 a 26 um/ml. A elevao da sntese de eritropoietina ocorre poucas horas aps renal causada por anemia ou por hipoxia renal, observando que a el sntese de EPO est diretamente relacionada com a queda da pO2 renal. A eritropoietina estimula concomitantemente as clulas tronco (Unidade Formadora de Blastos E, e Unidade Formadora de Colnias Eritrides, ou CFU- o nmero de clulas precursoras eritrides (proeritroblastos, eritroblastos e reticulcitos), e eventualmente, o nmero de eritrcitos circulantes. O hormnio EPO se liga a receptores especficos de superfcie das clulas tronco, que rapidamente introduzido nas clulas e degradado, a seguir. Esse processo resulta na elevao do on clcio no interior dessas clulas que desencadeia o processo de transcrio do RNAm de vrias protenas eritrides, incluindo a globina. O aumento da sntese de DNA nas clulas tronco estimuladas pela eritropoietina ocorre entre 20 e 40 horas. Juntamente com esse processo de estimulao da eritropoietina outros fatores tambm so necessrios, p.ex.: ferro, folatos e aminocidos, para o completo ese (figura 3.1). 19 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP mnio produzido nos rins. Estruturalmente uma glicoprotena formada por uma simples cadeia polipeptdica constituda por 165 aminocidos, dos quais trs deles esto ligados a carboidratos cuja glicolizao ocorre no nitrognio do grupo amina, e um tem a glicolizao no grupo carboxila. Dessa associao resulta que 60% da eritropoietina composta por protena e 40% por carboidrato, proporcionando um peso molecular de 30.000 longo do cromossomo 7, nas clulas peritubulares intersticiais dos rins. O estmulo para que o gene EPO inicie a produo de eritropoietina est relacionado com a presso do oxignio renal (pO2 renal). o gene EPO estimulado a sintetizar a renal se normaliza, a sntese desse hormnio Normalmente, somente quantidades muito pequenas, ou picomolecular, esto presentes no r avaliao de tcnicas de radioimunoensaio, o nvel basal de eritropoietina no plasma varia de 9 a 26 um/ml. A elevao da sntese de eritropoietina ocorre poucas horas aps renal causada por anemia ou por hipoxia renal, observando que a elevao da A eritropoietina estimula concomitantemente as clulas tronco (Unidade Formadora de Blastos -E) para aumentar o nmero de clulas precursoras eritrides (proeritroblastos, eritroblastos e reticulcitos), e eventualmente, o nmero de eritrcitos circulantes. O hormnio EPO se liga a receptores troduzido nas clulas e degradado, a seguir. Esse processo resulta na elevao do on clcio no interior dessas clulas que desencadeia o processo de transcrio do RNAm de vrias protenas eritrides, incluindo a lulas tronco estimuladas pela eritropoietina ocorre entre 20 e 40 horas. Juntamente com esse processo de estimulao da eritropoietina outros fatores tambm so necessrios, p.ex.: ferro, folatos e aminocidos, para o completo 20. Academia de Figura 3.1. Eritropoiese na medula ssea: 1. Proeritroblasto; 2. Eritroblasto basfilo; 3: Eritroblasto policromtico; 4. Eritroblasto ortocromtico. O Ferro e seu Metabolismo O metabolismo do ferro caracterizado por uma obteno reutilizao eficaz, proveniente de fontes internas que o armazenam. Normalmente cerca de 66% do ferro total do corpo (2.000 a 2.500 mg) est ligado hemoglobina circulante; 30% (800 a 1.500 mg) em rgos e clulas que est so encontrados em determinadas enzimas. Somente perto de 3 mg esto ligados transferrina na circulao, mas esta quantidade substituda ou perdida vrias vezes ao dia. O ferro absorvido atravs da mucosa do jejuno em uma fase rpida, que se inicia segundos aps ter alcanado as clulas mucosas das vilosidades intestinais, e atinge o pico entre 30 e 60 minutos. Esta fase rpida seguida por uma outra lenta que demora 24 horas, em mdia. O ferro, a passar pelas clulas, liberado para a circulao, onde se liga transferrina. Em pessoas saudveis, cerca de 1,0 mg de ferro absorvido dos alimentos diariamente. No perodo menstrual esta quantidade cerca de 2,0 mg, enquanto na deficincia de fe quatro a seis vezes maior. Quando h sobrecarga de ferro no organismo, ocorre a diminuio de sua absoro. O estoque de ferro no corpo est compreendido principalmente pela ferritina. A alimentao humana pode fornecer diariamente d adulto de pases desenvolvidos. Entretanto, o contedo de ferro dos alimentos muito varivel, conforme mostra a tabela 3.1 Tabela 3.1. Contedo de ferro em mg% nos principais alimentos consumidos. Tipo de Alimento Acar e doces Leite, queijos, coalhadas Frutas Arroz, massas, pes Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto Eritropoiese na medula ssea: 1. Proeritroblasto; 2. Eritroblasto basfilo; 3: Eritroblasto policromtico; 4. Eritroblasto ortocromtico. O Ferro e seu Metabolismo O metabolismo do ferro caracterizado por uma obteno externa de forma limitada e uma reutilizao eficaz, proveniente de fontes internas que o armazenam. Normalmente cerca de 66% do ferro total do corpo (2.000 a 2.500 mg) est ligado hemoglobina circulante; 30% (800 a 1.500 mg) em rgos e clulas que estocam o ferro, e 3 a 5% na mioglobina. Traos de ferro so encontrados em determinadas enzimas. Somente perto de 3 mg esto ligados transferrina na circulao, mas esta quantidade substituda ou perdida vrias vezes ao dia. O ferro a mucosa do jejuno em uma fase rpida, que se inicia segundos aps ter alcanado as clulas mucosas das vilosidades intestinais, e atinge o pico entre 30 e 60 minutos. Esta fase rpida seguida por uma outra lenta que demora 24 horas, em mdia. O ferro, a passar pelas clulas, liberado para a circulao, onde se liga transferrina. Em pessoas saudveis, cerca de 1,0 mg de ferro absorvido dos alimentos diariamente. No perodo menstrual esta quantidade cerca de 2,0 mg, enquanto na deficincia de ferro, a requisio de quatro a seis vezes maior. Quando h sobrecarga de ferro no organismo, ocorre a diminuio de sua absoro. O estoque de ferro no corpo est compreendido principalmente pela ferritina. A alimentao humana pode fornecer diariamente de 10 a 15 mg de ferro para o indivduo adulto de pases desenvolvidos. Entretanto, o contedo de ferro dos alimentos muito varivel, tabela 3.1. Contedo de ferro em mg% nos principais alimentos consumidos. Tipo de Alimento Ferro (mg%) Acar e doces 0 Leite, queijos, coalhadas 0,1 0,2 0,1 0,5 Arroz, massas, pes 0,5 1,5 20 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP Eritropoiese na medula ssea: 1. Proeritroblasto; 2. Eritroblasto basfilo; 3: externa de forma limitada e uma reutilizao eficaz, proveniente de fontes internas que o armazenam. Normalmente cerca de 66% do ferro total do corpo (2.000 a 2.500 mg) est ligado hemoglobina circulante; 30% (800 ocam o ferro, e 3 a 5% na mioglobina. Traos de ferro so encontrados em determinadas enzimas. Somente perto de 3 mg esto ligados transferrina na circulao, mas esta quantidade substituda ou perdida vrias vezes ao dia. O ferro a mucosa do jejuno em uma fase rpida, que se inicia segundos aps ter alcanado as clulas mucosas das vilosidades intestinais, e atinge o pico entre 30 e 60 minutos. Esta fase rpida seguida por uma outra lenta que demora 24 horas, em mdia. O ferro, aps passar pelas clulas, liberado para a circulao, onde se liga transferrina. Em pessoas saudveis, cerca de 1,0 mg de ferro absorvido dos alimentos diariamente. No perodo rro, a requisio de quatro a seis vezes maior. Quando h sobrecarga de ferro no organismo, ocorre a diminuio de sua absoro. O estoque de ferro no corpo est compreendido principalmente pela ferritina. e 10 a 15 mg de ferro para o indivduo adulto de pases desenvolvidos. Entretanto, o contedo de ferro dos alimentos muito varivel, Contedo de ferro em mg% nos principais alimentos consumidos. 21. Academia de Batatas Legumes e verduras Ovos Carnes magras Feijes, favas, lentilhas O baixo contedo de ferro no acar e no leite explica a ocorrncia freqente de deficincia de ferro em lactantes, idosos e em algumas populaes com alimentao desequilibrada. Por outra parte, as bebidas alcolicas em geral contm quantidades variveis e elevadas d mdia da ordem de 10 mg por litro, fato que pode explicar, em parte, a freqncia de hemocromatose na cirrose alcolica. A avaliao quantitativa de ferro pode ser obtida pela medida de ferro srico saturado, da capacidade de ligao do ferro e da concentrao de ferritina srica. A valores normais da quantidade de ferro srico e capacidade de ligao, em trs unidades diferentes. Tabela 3.2. Valores de ferro srico e capacidade de ligao em pessoas saudveis, utiliza trs unidades diferentes. Ferro srico Capacidade de ligao Os valores de ferro srico esto diminudos na anemia, por deficincia de ferro, nas infeces crnicas e nas hipoproteinemias; e esto elevados na hemocromatose, na anemia hemoltica, aps mltiplas transfuses e, freqentemente, na anemia perniciosa. A capacidade de ligao do ferro est aumentada na anemia por deficincia de ferro e na gravidez, diminuda das infeces crnicas e hipoproteinemias, e totalmente saturada com ferro na hemocromatose. O nvel de ferritina srica reflete o ferro armazenado no organismo, indicando, em geral, que para cada micrograma de ferritina h 8 miligramas de ferro estoca diferem entre populaes, idade e sexo. No Brasil aceitam Tabela 3.3. Valores de ferritina em diferentes faixas etrias, em homens e mulheres, expressos em mg/ml. Recm-nascidos Crianas de at 1 ms Crianas de 2 a 5 anos Crianas de 6 a 15 anos Homens acima de 15 anos Mulheres acima de 15 anos Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto 0,5 1,0 Legumes e verduras 0,5 1,5 2,0 3,0 Carnes magras 1,5 3,0 Feijes, favas, lentilhas 4,0 8,0 edo de ferro no acar e no leite explica a ocorrncia freqente de deficincia de ferro em lactantes, idosos e em algumas populaes com alimentao desequilibrada. Por outra parte, as bebidas alcolicas em geral contm quantidades variveis e elevadas d mdia da ordem de 10 mg por litro, fato que pode explicar, em parte, a freqncia de hemocromatose na cirrose alcolica. A avaliao quantitativa de ferro pode ser obtida pela medida de ferro srico saturado, da ro e da concentrao de ferritina srica. A tabela 3.2 valores normais da quantidade de ferro srico e capacidade de ligao, em trs unidades Valores de ferro srico e capacidade de ligao em pessoas saudveis, utiliza mg/litro mmol/litro mg/dl 0,7 1,8 13 32 70 180 Capacidade de ligao 2,5 4,0 45 70 250 400 Os valores de ferro srico esto diminudos na anemia, por deficincia de ferro, nas infeces as e nas hipoproteinemias; e esto elevados na hemocromatose, na anemia hemoltica, aps mltiplas transfuses e, freqentemente, na anemia perniciosa. A capacidade de ligao do ferro est aumentada na anemia por deficincia de ferro e na da das infeces crnicas e hipoproteinemias, e totalmente saturada com ferro O nvel de ferritina srica reflete o ferro armazenado no organismo, indicando, em geral, que para cada micrograma de ferritina h 8 miligramas de ferro estocado. Os valores normais diferem entre populaes, idade e sexo. No Brasil aceitam-se os valores expostos na Valores de ferritina em diferentes faixas etrias, em homens e mulheres, expressos nascidos 25 200 s de at 1 ms 200 600 Crianas de 2 a 5 anos 50 200 Crianas de 6 a 15 anos 7 140 Homens acima de 15 anos 15 200 Mulheres acima de 15 anos 12 150 21 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP edo de ferro no acar e no leite explica a ocorrncia freqente de deficincia de ferro em lactantes, idosos e em algumas populaes com alimentao desequilibrada. Por outra parte, as bebidas alcolicas em geral contm quantidades variveis e elevadas de ferro, cuja mdia da ordem de 10 mg por litro, fato que pode explicar, em parte, a freqncia de A avaliao quantitativa de ferro pode ser obtida pela medida de ferro srico saturado, da tabela 3.2apresenta os valores normais da quantidade de ferro srico e capacidade de ligao, em trs unidades Valores de ferro srico e capacidade de ligao em pessoas saudveis, utilizando mg/dl 180 400 Os valores de ferro srico esto diminudos na anemia, por deficincia de ferro, nas infeces as e nas hipoproteinemias; e esto elevados na hemocromatose, na anemia hemoltica, A capacidade de ligao do ferro est aumentada na anemia por deficincia de ferro e na da das infeces crnicas e hipoproteinemias, e totalmente saturada com ferro O nvel de ferritina srica reflete o ferro armazenado no organismo, indicando, em geral, que do. Os valores normais se os valores expostos na tabela 3.3. Valores de ferritina em diferentes faixas etrias, em homens e mulheres, expressos 22. Academia de O nvel de ferritina est diminudo na deficincia de ferro e elevado em pacientes com sobrecarga de ferro causada por hemocromatose primria e secundria, esta ltima devido principalmente aos processos hipertransfusionais como ocorre na talassemia beta maior. O aumento da ferritina srica pode ocorrer tambm nas doenas hepticas, nas doenas mal nas infeces. cido Flico e Vitamina B12 Duas vitaminas, o cido flico e a vitamina B12 so necessrios para dar suporte ao processo de proliferao e maturao das clulas eritroblsticas. Ambas devem estar presentes em quantidades adequadas para as snteses normais de metionina e timidalatos, elementos necessrios para a replicao normal de DNA e da diviso seqencial das clulas. A forma natural de folatos metiltetrahidrofolato doador de metil para a formao de metil B12. O grupo metil ento transferido para homocistena para formar metionina, um aminocido essencial para o metabolismo protico. Uma suplementao inadequada de metiltetrahidrofolato desarranja tanto a formao de metil B12 quanto as etapas do metabolismo de folatos. Os nveis intracelulares de metil B12 e uma coenzima ativa a deoxiadenosil B12 B12. O impacto principal das deficincias de vitamina B12 e folatos a insu grupos metil em atuar na transformao de metiltetrahidrofolato para tetrahidrofolato, e conseqentemente diminui a sntese de DNA e a reproduo celular. Assim, as deficincias de folatos e vitamina B12 afetam profundamente o processo de mat eritrocitrios (figura 3.2). As clulas se tornam grandes, o ncleo, imaturo ( mitose interrompida, e os eritroblastos ortocromticos sofrem destruies precoces. A morte dessas clulas eritroblsticas durante o desen inefetiva. Figura 3.2. Deformaes nos eritroblastos ortocromticos na deficincia de vitamina B12 e folatos. Observar a desproporo entre citoplasma e ncleos, o tamanho da clula e a morfologia anormal. Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto O nvel de ferritina est diminudo na deficincia de ferro e elevado em pacientes com rga de ferro causada por hemocromatose primria e secundria, esta ltima devido principalmente aos processos hipertransfusionais como ocorre na talassemia beta maior. O aumento da ferritina srica pode ocorrer tambm nas doenas hepticas, nas doenas mal cido Flico e Vitamina B12 Duas vitaminas, o cido flico e a vitamina B12 so necessrios para dar suporte ao processo de proliferao e maturao das clulas eritroblsticas. Ambas devem estar presentes em para as snteses normais de metionina e timidalatos, elementos necessrios para a replicao normal de DNA e da diviso seqencial das clulas. A forma metiltetrahidrofolato encontra-se na maioria dos alimentos, e atua como para a formao de metil B12. O grupo metil ento transferido para homocistena para formar metionina, um aminocido essencial para o metabolismo protico. Uma suplementao inadequada de metiltetrahidrofolato desarranja tanto a formao de metil B12 quanto as etapas do metabolismo de folatos. Os nveis intracelulares de metil B12 e uma a deoxiadenosil B12 podem diminuir quando h deficincia de vitamina B12. O impacto principal das deficincias de vitamina B12 e folatos a insu grupos metil em atuar na transformao de metiltetrahidrofolato para tetrahidrofolato, e conseqentemente diminui a sntese de DNA e a reproduo celular. Assim, as deficincias de folatos e vitamina B12 afetam profundamente o processo de maturao dos precursores ). As clulas se tornam grandes, o ncleo, imaturo ( mitose interrompida, e os eritroblastos ortocromticos sofrem destruies precoces. A morte dessas clulas eritroblsticas durante o desenvolvimento denominada por Deformaes nos eritroblastos ortocromticos na deficincia de vitamina B12 e folatos. Observar a desproporo entre citoplasma e ncleos, o tamanho da clula e a morfologia anormal. 22 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP O nvel de ferritina est diminudo na deficincia de ferro e elevado em pacientes com rga de ferro causada por hemocromatose primria e secundria, esta ltima devido principalmente aos processos hipertransfusionais como ocorre na talassemia beta maior. O aumento da ferritina srica pode ocorrer tambm nas doenas hepticas, nas doenas malignas e Duas vitaminas, o cido flico e a vitamina B12 so necessrios para dar suporte ao processo de proliferao e maturao das clulas eritroblsticas. Ambas devem estar presentes em para as snteses normais de metionina e timidalatos, elementos necessrios para a replicao normal de DNA e da diviso seqencial das clulas. A forma se na maioria dos alimentos, e atua como para a formao de metil B12. O grupo metil ento transferido para homocistena para formar metionina, um aminocido essencial para o metabolismo protico. Uma suplementao inadequada de metiltetrahidrofolato desarranja tanto a formao de metil B12 quanto as etapas do metabolismo de folatos. Os nveis intracelulares de metil B12 e uma podem diminuir quando h deficincia de vitamina B12. O impacto principal das deficincias de vitamina B12 e folatos a insuficincia dos grupos metil em atuar na transformao de metiltetrahidrofolato para tetrahidrofolato, e conseqentemente diminui a sntese de DNA e a reproduo celular. Assim, as deficincias de urao dos precursores ). As clulas se tornam grandes, o ncleo, imaturo (figura 3.3), a mitose interrompida, e os eritroblastos ortocromticos sofrem destruies precoces. A morte volvimento denominada por eritropoiese Deformaes nos eritroblastos ortocromticos na deficincia de vitamina B12 e folatos. Observar a desproporo entre citoplasma e ncleos, o tamanho da clula e a morfologia anormal. 23. Academia de Figura 3.3. Deformao nuclear e maturao alterada na deficincia de vitamina B12 e folatos. Mecanismos Envolvidos na Regulao da Absoro do Ferro Autor: Rodolfo Canado Figura 3.1.a. Capacidade de ligao do ferro esquematizada em situaes normal e pat relacionando a transferrina insaturada e transferrina ligada ao ferro. No interior das clulas, a sntese da ferritina e do receptor da transferrina regulada por protenas citoplasmticas ligadas ao cido ribonuclico mensageiro (RNAm), atualme identificadas como protenas reguladoras de ferro (IRPs IRP2. Toas as clulas do organismo contm RNAm para ambas as protenas reguladoras do ferro, embora a IRP1 seja mais abundante dessas duas protenas. Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto Deformao nuclear e maturao alterada na deficincia de vitamina B12 e folatos. Mecanismos Envolvidos na Regulao da Absoro do Ferro . Capacidade de ligao do ferro esquematizada em situaes normal e pat relacionando a transferrina insaturada e transferrina ligada ao ferro. No interior das clulas, a sntese da ferritina e do receptor da transferrina regulada por protenas citoplasmticas ligadas ao cido ribonuclico mensageiro (RNAm), atualme identificadas como protenas reguladoras de ferro (IRPs iron regulatory proteins IRP2. Toas as clulas do organismo contm RNAm para ambas as protenas reguladoras do ferro, embora a IRP1 seja mais abundante dessas duas protenas. 23 Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP Deformao nuclear e maturao alterada na deficincia de vitamina B12 e folatos. . Capacidade de ligao do ferro esquematizada em situaes normal e patolgica, relacionando a transferrina insaturada e transferrina ligada ao ferro. No interior das clulas, a sntese da ferritina e do receptor da transferrina regulada por protenas citoplasmticas ligadas ao cido ribonuclico mensageiro (RNAm), atualmente iron regulatory proteins), IRP1 e IRP2. Toas as clulas do organismo contm RNAm para ambas as protenas reguladoras do 24. Academia de As IRPs regulam a entrada e o armazenamento do ferro no interior das clulas atravs do controle do processo de traduo da sntese do receptor da transferrina e de ferritina. O controle da expresso dos genes envolvidos no metabolismo do ferro realizado atravs d ligao das IRPs em estruturas especficas do RNAm, denominadas elementos responsivos ao ferro (IREs iron-responsive elements no-traduzida do RNAm do receptor da transferrina, enquanto que uma nica na posio 5 do RNAm da ferritina. A sntese dos receptores da transferrina regulada atravs do controle da estabilidade do RNAm do receptor da transferrina citoplasmtica. Quando diminui a concentrao do ferro intracelular, as IRPs ligam-se s IREs na posio 3 do RNAm dos receptores da transferrina. Essas ligaes aumentam a estabilidade do RNAm e, por sua vez, diminuem sua degradao citoplasmtica. Por conseguinte, o nvel de RNAm do receptor da transferrina citoplasmtica aument sntese do receptor da transferrina eleva superfcie celular aumenta, proporcionando maior absoro do ferro. A sntese de ferritina regulada atravs do controle da traduo do RNAm de ferritina alterar a quantidade citoplasmtica de RNAm da ferritina. Quando uma IRP liga na posio 5 do RNAm da ferritina, h diminuio do processo de traduo do RNAm e, conseqentemente, tambm diminuem a sntese de ferritina e o armazenament intracelular, aumentando a disponibilidade de ferro na clula. Cintica Interna do Ferro O complexo ferro-transferrina, ligado ao receptor, entra na clula por endocitose. O influxo de ons hidrognio ao endossomo, atravs da bomba de prton, di endocittica. O ferro liberado, continuando, porm, a apotransferrina ligada ao receptor. O complexo transferrina-receptor, livre do ferro, retorna superfcie celular, onde, na presena de pH neutro, a transferrina separa A mobilizao do ferro da ferritina requer a ao de agentes quelantes e redutores como cido ascrbico, glutation e cistena, que penetram no interior da molcula atravs dos canais da ferritina, atingindo o seu ncleo onde reduzem o ferro para sua forma ferrosa. O ferro liberado ou assume suas funes metablicas, ou agrega coalescem num aglomerado dentro dos lisossomos, recebendo a denominao de homossiderina. O estudo da ferrocintica, utilizando o ferro marcado com substncia radioativa (Fe transferrina, permite avaliar o ferro de transporte (plasmtico), o ferro de armazenamento e o ferro que incorporado no interior dos eritrcitos. Alm disso, permite determ dos eritrcitos, o local de produo e de destruio dos mesmos. A maior parte do ferro plasmtico destina heme e passa a fazer parte da hemoglobina como ferro funcional, e os 20% ligad captado pelas clulas do sistema mononuclear fagocitrio, principalmente do fgado e do bao, onde permanece como ferro de depsito sob a forma de ferritina e/ou hemossiderina. Armazenamento do Ferro O ferro pode armazenar-se, no organis clulas do sistema mononuclear fagocitrio (da medula ssea, do bao e do fgado), no parnquima heptico e no msculo esqueltico. Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto gulam a entrada e o armazenamento do ferro no interior das clulas atravs do controle do processo de traduo da sntese do receptor da transferrina e de ferritina. O controle da expresso dos genes envolvidos no metabolismo do ferro realizado atravs d ligao das IRPs em estruturas especficas do RNAm, denominadas elementos responsivos ao responsive elements). Cinc