Jornal Cidade - Lagoa da Prata, Santo Antônio do Monte e região - Ano II Nº 467

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    JULIANO ROSSI NILSON BESSAS

    Vereadores reconhecem erro da Prefeitura de S. A. do Monte

    REDUO DA MAIORIDADE PENAL: soluo ou iluso?

    SABEDORIA EMOCIONALQuando um sorriso abre portas

    Sargento Washington fala sobre as trs situaes favorveis para o crime e d dicas de preveno.SEGURANA Leia na Pgina 05

    Pgina 07

    Pgina 04

    Abuso sexual de menor em S. A. do Monte

    Aps reduo de impostos, preo do etanol continua sem atrativos em Lagoa da Prata

    CRIANA DE 11 ANOS fOI vtIMA APS MARCAR ENCONtRO PELO whAtSAPP COM hOMEM DE 27 ANOS

    EM BELO hORIzONtE, PREO DO EtANOL CAIU EM MDIA R$ 0,20; EM LAGOA DA PRAtA, R$ 0,05 EM MDIA

    MO-DUPLA NA DR. LvARO BRANDO

    Pg. 07

  • OPINIO2 SEXTA-FEIRA, 10 DE ABRIL DE 2015 | ANO II EDIO 46LEIA TAMBM NO www.JORNALCIDADEMG.COM.BR

    Carta ao Leitor

    JULIANO ROSSI juliano@jornalcidademg.com.br

    Est em discusso no con-gresso a proposta de reduo da maioridade penal, que j foi aprovada pela CCJ (Comisso de Constituio e Justia). De acordo com o presidente da Cmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o texto fi-nal tem grande chance de ser aprovado at junho e seguir pa-ra o Senado. A maioria da populao brasileira a favor da reduo da maioridade penal. Em 2013, pesquisa realizada pelo institu-to CNT/MDA indicou que 92,7% dos brasileiros apoiam a medi-da. Na verdade, vivemos uma perspectiva conservadora na sociedade, afinada com o dis-curso segregacionista dos par-tidos polticos de direita. Discutir a reduo da maioridade penal, por si s, co-mo um fator que ser determi-nante para a reduo da crimi-nalidade, como discutir um problema to complexo com a profundidade de um pires. No pretendo e no temos espa-o suficiente nesta edio para tratar a pauta com o devi-do rigor, mas faremos algumas ponderaes. Sou a favor da reduo da maioridade penal desde que esta seja uma entre outras medidas a serem adotadas pelo Estado em favor da redu-o da criminalidade. Um cri-me grave, como um homicdio, cometido por um jovem de 16 anos to doloroso para a fam-lia da vtima como se fosse co-metido por um indivduo de 18 anos. Acho perfeitamente ra-zovel que eles sejam julgados

    de acordo com os mesmos cri-trios. Porm, apenas reduzir a maioridade penal tratar o efeito, e no a causa. trans-ferir o problema. Para o Esta-do mais fcil prender do que educar. O governo deveria in-vestir em educao e em pol-ticas pblicas para proteger os jovens e diminuir a vulnerabili-dade deles ao crime. A reduo da maioridade penal ir afetar, preferencialmente, jovens ne-gros, pobres e moradores de reas perifricas do Brasil, na medida em que este o perfil de boa parte da populao car-cerria brasileira. De que adianta reduzir a maioridade penal se os pres-dios e penitencirias brasilei-ras j esto abarrotados de cri-minosos. Essas masmorras no cumprem a sua funo de preparar o retorno do indivduo ao convvio em sociedade. preciso fortalecer o Po-der Judicirio e o Ministrio Pblico, com a formao de mais juzes e promotores, pa-ra que o julgamento dos cri-mes acontea de forma mais rpida. O combate ao trfico de drogas tambm merece o mes-mo empenho de nossos polti-cos, mas quem acredita que eles tm interesse em tocar na prpria ferida? No ano passa-do, o helicptero que pertencia ao deputado Gustavo Perrela, amigo e aliado do senador A-cio Neves, foi apreendido com 445 quilos de pasta base de co-cana e o desfecho dessa hist-ria no est totalmente escla-recido.

    Um adolescente pobre, cuja famlia no proporciona a ele o acesso aos bens de con-sumo, um potencial aviozi-nho para os traficantes. O ga-roto pobre, seduzido pelo con-sumismo e privado de uma educao eficiente, v o seu amigo exibindo um smartpho-ne de ltima gerao e sente--se no direito (e com desejo) de tambm ter um do aparelho idntico. Sem dinheiro, sem estudo e sem estrutura fami-liar, a realizao dos desejos dele acontece, mais facilmen-te, por meio da criminalidade. Essa a situao de um pas que no prepara seus jovens para viver em uma sociedade consumista. Para quem quiser se apro-fundar no tema de forma tc-nica, sugiro a leitura do artigo publicado pelo Promotor de Justia do Ministrio Pbli-co do Estado do Paran, Mu-rillo Jos Digicomo: http://www.crianca.mppr.mp.br/modules/conteudo/conteu-do.php?conteudo=255

    CONtA DE LUz MAIS CARA A PARtIR DEStA SEMANA A ANEEL (Agncia Nacio-nal de Energia Eltrica) apro-vou na ltima tera-feira o reajuste nas contas de ener-gia eltrica das distribuidoras CPFL Paulista, do estado de So Paulo, e Cemig, de Minas Gerais, que atende a 805 mu-nicpios. Os consumidores re-sidenciais mineiros sofrero uma alta de 8,12% (padro de alta tenso) e 6,56% (de baixa tenso).

    Reduo da maioridade penal: soluo ou iluso?

  • CIDADES4 SEXTA-FEIRA, 10 DE ABRIL DE 2015 | ANO II EDIO 46LEIA TAMBM NO www.JORNALCIDADEMG.COM.BR

    POR JSSICA RIBEIRO E RhAIANE CARvALhO

    O governo de Minas redu-ziu a alquota do Imposto so-bre Circulao de Mercadorias e Prestao de Servios (ICMS) cobrada no valor do etanol de 19% para 14%. Em Belo Hori-zonte, desde o dia 18 de maro, quando a reduo do imposto foi anunciada, os postos redu-ziram em mdia R$ 0,20 o pre-o do lcool cobrado nas bom-bas. A reduo nos postos em Lagoa da Prata frustrou os con-sumidores. Nos dias 31 de mar-o e 1 de abril, a reportagem do Jornal Cidade visitou 12 postos de combustveis e constatou que a queda mdia no preo do etanol foi de R$ 0,05. Uma nova pesquisa foi feita na ltima ter-a-feira (8), sem alterao nos preos. Proprietrios e geren-tes de oito postos foram procu-rados pelo Jornal Cidade, mas no quiseram se manifestar/posicionar. A expectativa do governo era de uma reduo generali-zada do preo do etanol, acom-panhada de nova alta no valor

    da gasolina, cujo ICMS subiu de 27% para 29%, o que faria o lcool voltar a ser competitivo depois de seis anos em Minas Gerais.A expectativa da Associao das Indstrias Sucroenergti-cas de Minas Gerais (Siamig) que o preo do litro do etanol caia, em mdia, R$0,12 com a

    Aps reduo de impostos, preo do etanol continua sem atrativos em Lagoa da Prata

    reduo do imposto. J o litro da gasolina deve ficar mais ca-ro R$ 0,07, em mdia, tambm em razo da alterao do ICMS. Com isso, o etanol deve voltar a ser competitivo, custando cer-ca de 67% do valor cobrado pe-la gasolina (o derivado de cana mais vantajoso quando cus-

    ta, no mximo, 70%). Isso no acontece com regularidade no Estado desde 2009. Agora, Minas Gerais tem a segunda menor alquota de eta-nol do pas, perdendo apenas para So Paulo, que cobra 12%. O Estado tem tambm a maior diferena entre o imposto da gasolina e do etanol, 15 pontos percentuais. A expectativa que o consumidor volte a pro-curar o etanol, disse o presiden-te da Siamig, Mrio Campos. Ele garante que no faltar matria prima para atender demanda maior pelo produto. Para o motorista, Luciano Ferreira, os ajustes deveriam ser repassados para o consumi-dor. O governo custa a ter uma atitude como essa, de baixar al-gum imposto, ento ns espera-mos que quando h uma ao assim da parte do governo os donos de postos repassem pa-ra ns essa diferena, deviam fazer como os postos de com-bustvel de Belo Horizonte. De-veriam ter baixado mais o pre-o, disse insatisfeito com a ati-tude dos proprietrios dos pos-tos.

    Em Belo Horizonte, preo do etanol caiu em mdia R$ 0,20; em Lagoa da Prata, R$ 0,05 em mdiaS. A. DO MONtELAGOA DA PRAtA

    O governo custa a ter uma atitude como essa, de baixar algum imposto, ento ns esperamos que quando

    h uma ao assim da parte do governo os donos de postos repassem para ns essa diferena, deviam fazer

    como os postos de combustvel de Belo Horizonte. Deveriam ter baixado mais o preo.

    Luciano ferreira - Motorista

    CONSUMIDOR SE EQUILIBRA EM CENtAvOS, NA BUSCA DE NO PREJUDICAR O ORAMENtO fAMILIAR | FOTO: JSSICA RIBEIRO

    POR JSSICA RIBEIRO E RhAIANE CARvALhO

    O prefeito Paulo Csar Te-odoro escolheu os dois nomes que iro comandar as secre-tarias de Sade e Desenvolvi-mento Econmico do muni-cpio, que estavam vagas des-de meados de maro, quan-do Antnio Juarez e Ricardo Costa pediram exonerao. O produtor rural e presiden-te do Sindicato Rural de La-goa da Prata, Carlos Henrique Lacerda, mais conhecido co-mo Carlo, o novo titular da pasta de Desenvolvimento e o bioqumico Geraldo de Almei-da ir responder pela Secreta-ria de Sade. Carlo est frente do sindicato h 17 anos e um dos responsveis pela con-solidao da Exp Lagoa co-mo uma das principais fes-tas agropecurias da regio. Ele tomou posse no dia 31 de maro. Mesmo sabendo que o recurso destinado para a Se-cretaria de Desenvolvimento o menor entre as secretarias, vamos trabalhar para captar recursos e trazer o melhor pa-ra a cidade. Daremos sequn-cia a todos os bons projetos da

    Carlo e Geraldo de Almeida so os novos secretrios da Prefeitura de Lagoa da Prata

    GERALDO DE ALMEIDA (ESQ.) ASSUME A PAStA DA SADE E

    CARLO, A DE DESENvOLvIMENtO ECONMICO | FOTO: ARQUIVO

    antiga gesto. S tenho a agra-decer pela confiana em mim depositada atravs do prefeito Paulinho, afirmou.Na sade Geraldo de Almeida far-macutico e bioqumico, e ocupava a coordenao da Vigilncia Epidemiolgica de Lagoa Prata. Ele foi nome-ado como secretrio de Sa-de em 2 de abril. A adminis-trao atual investe muito em sade, tanto que a cida-de tem um dos melhores n-dices da regio. Buscarei for-talecer esse projeto do prefei-to Paulo e do seu vice Rober-to, afirmou. Em entrevista ao progra-

    ma do jornalista Graziano Sil-va, na rdio Veredas FM, Al-meida confirmou que quatro unidades de sade no munic-pio esto sem mdicos. J es-tamos em contato com profis-sionais para serem contrata-dos. A cidade oferece um dos melhores salrios da regio, mas em contrapartida a pre-feitura exige que ele cumpra com a carga de trabalho de-terminada no contrato, at por que no adianta termos esses profissionais s no papel. Es-tamo