Jornal Cidade - Lagoa da Prata, Santo Antônio do Monte e região - Ano II Nº 43

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  • FOTOs ENVIADAs VIA WHATsAPP

    Maus tratos a idoso revolta populao de S. A. do Monte

    Presos se rebelam aps cancelamento de visita dos familiares

    Aps carona, jovens assustam aposentado cego e dizem: Pode matar, pode matar!

    Detentos que participaram da quebradeira foram transferidos do presdio de Lagoa da Prata

    FOTOs: REPRODuO DA INTERNET

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    Adriano Moraes lana seu livro em Samonte

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    Pedalar cai no gosto de moradores de Lagoa da Prata

    Kasse Meyre toma posse como presidente da ACIASAM/CDL

    Leite Camponesa Embar o mais vendido em BH e regio

    Obra parada, ponte cada e morosidade causam prejuzos a empresas e produtores rurais

    CULTURA ECONOMIA ESPORTE/SADES. A. DO MONTEPONTE SOBRE ORIO SO FRANCISCO

    S. A. DO MONTE

    Leia a matria completa na Pgina 16 Leia a matria completa na Pgina 17

    LAGOA DA PRATA

  • ANO ii EdiO 4313/02/2015 A 27/02/2015

    www.jornalcidademg.com.brOPINIO2

    CARTA AO LEITOR Juliano Rossi | Jornalista e Diretor do Jornal Cidadejuliano@jornalcidademg.com.br

    ll Hoje eu quero fazer um alerta aos proprietrios de lotes em Lagoa da Pra-ta. Recebemos nesta se-mana na redao do Jor-nal Cidade a reclamao de dois moradores que es-to inconformados com a quantidade de mato e su-jeira em terrenos baldios ao lado de suas casas. Eles disseram que j fizeram a reclamao no setor de limpeza da prefeitura, mas como os proprietrios dos imveis no providencia-ram a limpeza da sujeira e do mato, eles agora preten-dem entrar na justia. is-so mesmo. se voc for pro-prietrio de lote e no cui-dar da limpeza do local, po-de ter o dissabor de sofrer um processo judicial se ti-ver um vizinho com pouca pacincia. E esse vizinho tem razo.Esses dois moradores de Lagoa da Prata que acio-naram a reportagem do Jornal Cidade para recla-mar do matagal em lo-tes abandonados ao lado de suas casas, ameaa-ram processar os proprie-trios dos imveis e tam-bm o municpio. Eu pro-curei a orientao de um advogado sobre essa si-tuao, e ele me disse que as pessoas que se sentem prejudicadas com o mata-gal em lotes abandonados podem, sim, acionar judi-cialmente o proprietrio e o municpio com base em uma lei de 2010, que obri-

    ga os donos de imveis em Lagoa da Prata a mante-rem os seus terrenos lim-pos e tambm a constru-rem a calada desses ter-renos. Essa lei municipal, na teoria, bem rgida. Para voc ter uma ideia, um lote sujo, que tenha 200 metros quadrados, com 10 me-tros de frente e 20 metros de fundo, pode ser multa-do pelo setor de Limpeza da prefeitura em 281,66 se estiver coberto pelo mato. se ele estiver sem a cala-da, esse valor dobrado, e o proprietrio ter que pa-gar 563 reais. Mas na pr-tica a situao confort-vel para os proprietrios de lotes sujos. De acordo com o setor de Limpeza da pre-feitura, nenhum imvel re-cebeu multa em 2015. Fo-ram emitidas 501 notifica-es aquele documento em que a prefeitura infor-ma ao proprietrio que ele tem o prazo de 10 dias para limpar o terreno. Aps es-se prazo, o municpio po-de emitir um auto de infra-o, a multa, mas at o mo-mento ningum foi multa-do e as reclamaes de ter-renos sujos s aumentam. uma moradora da rua Dom Pedro II, no bairro Amrico silva, reclamou ao Jornal Cidade que ela mesma j fez vrios pe-didos ao dono do lote para que ele providencie a lim-peza do terreno. O mato j est avanando pela rua

    e ela est com medo, pois tem criana pequena em casa e o acmulo de ma-to e sujeira no lote vizinho est atraindo bichos peo-nhentos, como cobras e es-corpies. A pessoa que adquire um terreno, seja para cons-truir ou para servir de espe-culao imobiliria, tem que entender que o seu di-reito de possuir o imvel no pode interferir no di-reito do vizinho de ter pri-vacidade. O seu direito ter-mina quando comea o di-reito do outro. uma ques-to de respeito e cidadania. No bairro Paradiso tem diversos lotes vagos que esto tomados pelo ma-to. Tem especulador que possui muitos terrenos e espera apenas o momen-to de ganhar dinheiro com uma futura venda do lote. Tem tambm propriet-rio de lote sujo que liga-do a instituies religio-sas. Quer dizer: a pessoa que deveria ser o exemplo de respeito ao prximo, no d o exemplo. Enfim, o ma-to est tomando conta dos terrenos em todos os bair-ros da cidade. E com essas chuvas a tendncia que a situao piore ainda mais. se voc proprietrio de lote, providencie a lim-peza do seu terreno. Alm de cumprir com a sua obri-gao, est fazendo um bem para toda a cidade. Ci-dade limpa a que menos se suja.

    Alerta aos proprietrios de lotes sujos em Lagoa da Prata

    Se voc proprietrio de lote, providencie a limpeza do seu terreno. Alm de cumprir com a sua obrigao, est fazendo um bem para toda a cidade. Cidade limpa a que

    menos se suja.

  • ANO ii EdiO 4313/02/2015 A 27/02/2015

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    Municpios da regio se preparam para enfrentar estiagem

    ll Com a falta de chuva, v-rias cidades do centro-oes-te de Minas Gerais vm en-frentando problemas de ra-cionamento de gua. Em La-goa da Prata, o diretor-ad-junto do servio Autno-mo de gua e Esgoto (sA-AE) Antnio de Pdua Lima sampaio, explica que a au-tarquia h alguns anos est se preparando para a possi-bilidade de faltar gua. Au-mentamos a capacidade de captao e armazenamento do lquido atravs da cons-truo de reservatrios, per-furamos mais poos arte-sianos, para ficar de reser-va, temos melhorado a li-nha de distribuio, temos projetos em andamento pa-ra a construo de mais re-servatrios (caixas dgua) e estamos licitando a cons-truo de uma ETA (Estao de Tratamento de gua) pa-ra melhorar a qualidade da gua, ressaltou. sampaio ainda desta-cou que mesmo com essas medidas ainda existe o ris-co de racionamento. O ris-co sempre existe, pois a cri-se hdrica pode se agravar. Mantidos os quadros atu-ais, podemos assegurar que no teremos racionamen-to, afirmou sampaio. A ca-pacidade de armazenamen-

    to de gua, segundo o dire-tor, de quatro milhes de litros. Em santo Antnio do Monte, apesar da vazo atu-al do rio Gand estar abaixo dos valores observados em anos anteriores, o abasteci-mento est normal. As lti-mas chuvas contriburam para o incio da recupera-o da vazo do manancial. Em Pedra do Indai, o crrego Tapera, respons-vel pelo abastecimento do municpio, embora esteja sofrendo impactos da atpi-ca estiagem, neste momen-to apresenta vazo compa-

    tvel com a demanda da po-pulao, principalmente aps as ltimas chuvas. A Copasa ressalta que o abas-tecimento de gua tambm est sendo realizado nor-malmente na cidade. J em Japaraba, de acordo com a assessoria de comunicao da prefeitura, a administrao municipal implantou, no primeiro se-mestre de 2014, dois reser-vatrios de gua de 60 mil litros, no Centro e no bair-ro so Jos, e instalou dois poos artesianos da zona rural. O municpio tambm implantou o projeto Redes

    de Distribuio de gua nas comunidades Fernan-des, Laje, Ponte Velha, An-dr e Mimoso. A Rede foi o maior benefcio que eu re-cebi, ressaltou Divino Cn-dido, morador da comuni-dade Andr. segundo a assessoria, no h riscos de raciona-mento no municpio de Ja-paraba. Porm, a adminis-trao municipal pede que a populao continue evitan-do o desperdcio de gua. Com a instalao dos dois novos reservatrios, o mu-nicpio possui uma reserva de 120 mil litros de gua.

    Lagoa da Prata, Santo Antnio do Monte, Pedra do Indai e Japaraba alegam que seus reservatrios tm capacidade suficiente para enfrentar o perodo de escassez.

    O risco sempre existe, pois a crise hdrica pode se agravar. Mantidos os quadros atuais, podemos assegurar que no teremos

    racionamento.

    EM PEDRA DO INDAI, O ABASTECIMENTO, SEGUNDO A COPASA, ACONTECE DENTRO DA NORMALIDADE. EM JAPARABA FORAM CONSTRUDOS MAIS DOIS RESERvATRIOS DE GUA

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    CIDADES 5

    Deputada Marinha Raupp sugere que para ter a CNH categoria D, o candidato tenha pelo menos quatro anos de experincia na categoria B. Haver tambm mudanas no processo de formao do condutor

    Projeto aumenta exigncias para dirigir nibus e carretas

    l l O Projeto de Lei 7828/14 torna mais ri-gorosas as regras pa-ra conseguir habilita-o para as categorias D (nibus e vans) e E (carretas e nibus arti-culados). Pela proposta, da de-putada Marinha Raupp (PMDB-RO), para rece-ber a habilitao na ca-

    tegoria D, sero exigidos dois anos de experin-cia na categoria C (ca-minhes) ou quatro na B (automveis de pas-seio). Hoje, o Cdigo de Trnsito Brasileiro (CTB - Lei 9.503/97) requer dois anos na categoria B, ou um na categoria C. Para receber a cartei-ra de tipo E, o projeto exi-

    ge experincia de, no m-nimo, trs anos na cate-goria C. Hoje, pela lei, necessrio apenas um ano de habilitao na ca-tegoria C. Para habilitar-se nes-sas categorias a propos-ta ainda exige que o can-didato no tenha come-tido nenhuma infrao grave ou gravssima ou no seja reincidente em infraes mdias duran-te os ltimos 24 meses. Atualmente, o prazo de 12 meses. Em todos os casos, a idade mnima exigida de 21 anos, regra j exis-tente no Cdigo de Trn-sito.

    FORMAO Alm disso, o candi-dato dever realizar cur-so de legislao de trn-

    sito e primeiros socor-ros, com um mnimo de 32 horas de aula prtica. Hoje, a lei j prev au-las prticas de direo de risco, mas no traz o tempo mnimo de dura-o do curso. Para a conduo de transporte interestadu-al coletivo de passagei-ros, o condutor dever ser habilitado h, no m-nimo, dois anos na cate-goria D, prossegue a pro-posta. No existe nenhu-ma exigncia no Cdigo de Trnsito atualmente. Marinha Raupp argu-menta que a falta de ex-perincia dos motoristas de nibus e caminhes, associada neglign-cia s normas de trn-sito e imprudncia, le-va a ocorrncias desas-trosas nas rodovias. Na

    INFORME PuBLICITRIO

    opinio da deputada, is-so ocorre porque gran-de parte dos conduto-res no possui uma fo