Jornal Cidade - Lagoa da Prata, Santo Antônio do Monte e região - Ano II Nº 41

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  • S. A. DO MONTE

    Vereadores Quelli Couto, Cida e Natinho tiraram recursos at das dirias de viagens dos motoristas das ambulncias. Mudanas no oramento municipal chegam a um milho, trezentos e dois mil reais.

    Polmica do carro guinchado da Secretaria de Sade

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    EventosCulturais agitam S. A. do Monte e Lagoa da Prata

    Confira fotos e babados na coluna Estrelando, de Michele Pacheco

    Confira o Causo do Jos Antnio, a receita da Solange Barbosa e o artigo do Nilson Bessas

    COLUNISTASSOCIALCULTURA

    Em nota, prefeitura afirma que veculo foi rebocado por causa de multa, mas despachante garante que multas em atraso no so motivos para o guincho

    Cortes no oramento prejudica a Sade

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    LAGOA DA PRATA

  • ANO ii EdiO 4116/01/2015 A 30/01/2015

    www.jornalcidademg.com.brOPINIO2

    CARTA AO LEITORJuliano Rossi | Jornalista e Diretor do Jornal Cidadejuliano@jornalcidademg.com.br

    ll Os vereadores voltaro do recesso parlamentar no incio de fevereiro. As cmaras muni-cipais estaro sob nova direo. Em Santo Antnio do Monte, o vereador Martim Rodrigues se-r o presidente, juntamente com outros trs colegas da base do go-verno: Luis Antnio Resende (vi-ce), Amrico Librio da Silva (1 secretrio) e Antnio Sebastio de Miranda (2 secretrio). Em Lagoa da Prata, a composio da mesa diretora da Cmara fi-cou predominantemente ocu-pada por vereadores da oposi-o. Quelli Couto ser a presiden-te, tendo como vice Paulo Rober-to Pereira. Cida Marcelino e Nati-nho sero os secretrios. Apenas Paulo Roberto no participa for-malmente do bloco de oposio ao governo.

    SAMONTE O presidente Martim des-taca que, durante o seu manda-to frente do legislativo, cmara e prefeitura estaro em sintonia. Nosso objetivo uno, e este o bem da populao. Quero con-tar com a comunidade, e que es-ta faa da Cmara a vossa casa, afirmou. Martim pretende rever todo o regimento interno do Legislati-vo, criado em 1990. Tambm de-seja revisar e atualizar a Lei Org-nica Municipal, promover aes

    ll Vimos nas ltimas eleies presidenciais a demonstrao mais factvel de que os polti-cos no esto nem a para o pa-s, estado ou cidade em que go-vernam ou legislam. O que es-t em jogo o projeto de poder e o uso dos instrumentos p-blicos para beneficiar os seus intere$$es partidrios, com ra-rssimas excees. As redes sociais potencia-lizaram a disseminao de de-sinformaes que interessam aos grupos polticos. De um la-do, a presidente reeleita Dilma Roussef inventou mentiras so-bre os seus adversrios, mos-trou um pas que no existia e agora, j no segundo mandato, est fazendo exatamente o con-trrio do que havia prometido durante a campanha. O adver-srio dela, o tucano Acio Ne-ves, especialista em manipula-o e controle dos veculos de imprensa, tambm caluniou e prometeu continuar muitos projetos que seus adversrios j faziam. Chegou ao cmulo de manipular uma pesquisa de um tal Instituto Verit (cujo no-me lembra algo relacionado ao candombl) para evitar a der-rota em seu prprio estado, em vo. O certo que os dois deixa-ram de lado suas ideologias po-lticas e adaptaram os seus dis-cursos, de forma conveniente, para tentar ganhar a eleio e enganar o eleitor. o projeto de poder que est em jogo. Ne-nhum apresentou um projeto de pas. E essa metstase vai se alastrando em todas as esfe-ras, inclusive a municipal.

    OMISSO A principal funo de um vereador votar e elaborar leis.

    sociais e melhorias para a popu-lao dentro dos servios pres-tados pela Cmara. Alm disso, quero a populao presente. As pessoas necessitam saber o que e como as coisas acontecem na Cmara. Sem contar que quero que saibam dos servios que es-tamos prestando comunidade. Bem como continuar dando an-damento ao servio que o antigo presidente deu incio, frisou.

    LAGOA DA PRATA Quelli Couto foi a nica can-didata ao cargo de presidente na Cmara de Lagoa da Prata e, con-sequentemente, recebeu o voto de todos os vereadores. Ela a segunda mulher a dirigir o Po-der Legislativo na cidade. Essa eleio representa a valorizao e o reconhecimento da capaci-dade de ns, mulheres, de mos-trarmos os nossos valores que te-mos na sociedade e na vida p-blica, afirma. A presidente disse que pre-tende resgatar o respeito e a dig-nidade da Cmara diante do Po-der Executivo e da populao. Vamos examinar os projetos sempre luz da transparncia, respeito ao regimento interno, a lei orgnica do municpio e os princpios constitucionais. Va-mos trabalhar na fiscalizao da aplicao dos recursos p-blicos.

    Os parlamentarem tambm so responsveis pela fiscaliza-o dos atos do Poder Executi-vo, ou seja, da prefeitura. Essas atribuies so inerentes fun-o. Isso significa que se o vere-ador as cumpre, no est fazen-do nada mais do que a sua obri-gao. Nos tempos atuais, no h espao para os mais ou me-nos. preciso fazer a diferena e fazer muito mais. Isto posto, o vereador tam-bm tem poderes para obter re-cursos para o municpio, por meio de relacionamento com deputados estaduais e fede-rais, que podem direcionar emendas parlamentares para investimento nos municpios. E neste sentido, os atuais legis-ladores de Lagoa da Prata e S. A. do Monte tem produzido mui-to pouco (ou quase nada) a esse respeito. Isso significa que, ao final de dois anos de legislatura, o trabalho da maioria deles no trouxe nenhum benefcio con-creto para as populaes destas cidades. Uma comparao vlida neste sentido. Todos os parla-mentares atuais de Lagoa da Prata, juntos, no trouxeram em benefcios para a cidade o que o ex-vereador Narczio Naza con-seguiu sozinho. Aqui, no esto em discusso os excessos e er-ros cometidos pelo Naza, mas, sim, a atuao e resultados que ele obteve no exerccio da fun-o. Iremos apurar estas infor-maes e trazer para o leitor nas prximas edies. E como se no bastasse a nfima obteno de recursos e iniciativas dos atuais vereado-res nesses dois primeiros anos, eles foram omissos quando a Cmara teve a oportunidade de corrigir a maior injustia tri-

    butria do municpio, por oca-sio da votao da correo do IPTU. pblico e notrio que este imposto em Lagoa da Prata est desatualizado h muitos anos. De modo que, em certos casos, proprietrios de imveis que valem acima de um milho de reais pagam o mesmo valor do IPTU que um cidado, proprie-trio de uma casa popular em um bairro distante do centro, paga. Tem at vereador que se beneficia dessa aberrao tri-butria. O fato que, em 2013 a pre-feitura enviou para a Cmara de Lagoa da Prata um projeto de lei que pretendia corrigir a cobran-a do imposto. certo que pro-posta do governo tambm era um disparate, com a atualiza-o dos valores de forma exor-bitante, de modo que certos contribuintes teriam elevado o seu imposto de 150 reais/ano para 3.000 reais/ano de uma s vez. O vereador Paulo Rober-to Pereira debruou-se sobre o projeto, elaborou planilhas, estudou caso a caso e chegou a uma alternativa que corrigia gradativamente a cobrana do imposto, acabando, em mdio prazo, com essa injustia tribu-tria sem que o cidado tives-se o impacto imediato do au-mento desse imposto em seu bolso. Proposta dentro da rea-lidade, onde o municpio teria a sua arrecadao aumentada e pagaria menos quem tivesse imvel de menor valor. A proposta do vereador Paulo Roberto Pereira sequer foi votada, porque no conseguiu o apoio dos colegas para ir a ple-nrio. isso mesmo! Os demais vereadores se omitiram. Ora! Se

    o Executivo apresenta um pro-jeto de lei e o vereador no con-corda com a proposta, ele, o ve-reador, tem por obrigao mo-ral, de, no mnimo, apresentar outra alternativa. Mas no foi isso o que acon-teceu! O ttulo desse texto afir-ma a existncia da poltica a servio de interesses pessoais. E fatos como esse corrobo-ram essa tese. Os vereadores amarelaram mais uma vez por medo de perder votos. Afi-nal, discutir reajuste de impos-to pode trazer abalos na ima-gem pessoal do poltico, mas, se a discusso for feita de for-ma responsvel e voltada para o bem comum, possvel que o cidado/eleitor separe o joio do trigo. Infelizmente, o projeto de se manter no poder sobreps o projeto em prol do municpio. Preferiram fazer mdia para a plateia que ouve as sesses pe-lo rdio do que discutir, de for-ma apartidria, uma iniciativa que iria beneficiar toda a cida-de.

    GASTOS COM PUBLICIDADE No estou entendendo to-do esse alarde que a Cmara de Lagoa da Prata est fazendo em relao aos gastos com pu-blicidade da Prefeitura! No sei se os vereadores fizeram a con-ta, mas o gasto com publicida-de deles ficou 15 vezes maior do que o gasto da Administrao Municipal em 2014. isso mesmo! Os vereado-res gastaram com propaganda 15 vezes mais do que a prefeitu-ra, proporcionalmente aos seus respectivos oramentos. Traremos mais detalhes na prxima edio.

    Novos presidentes assumem comando das Cmaras de LP e Samonte

    LAGOA DA PRATA E S. A. DO MONTE

    VEREADOR MARTIM, PRESIDENTE DA CMARA DE SAMONTE E A

    VEREADORA QUELLLI, PRESIDENTE DA CMARA DE LAGOA DA PRATA

  • ANO ii EdiO 4116/01/2015 A 30/01/2015

    www.jornalcidademg.com.brPOLTICA4

    ll Ao final de cada ano legislativo, quando a Cmara Munici-pal vota o oramento do municpio para o prximo exerccio, os vereadores tm a oportunidade de sentirem-se como che-fes do Poder Executivo, mesmo que por alguns instantes, ao apresentarem emendas ao oramento indicando onde a pre-feitura deve investir os recursos - muitas das vezes sendo con-trrios ao trabalho elaborado durante semanas pelos tcnicos da administrao municipal, dentre eles, contadores, tesou-reiro e analista de sistema. Os cortes no oramento totalizam R$ 1.302.000,00. As emendas retiraram verbas dos gastos com material de con-sumo, publicidade, consultoria, dirias de viagens, servios e destinaram-nas para as reas de segurana, assistncia so-cial, educao, coleta de lixo e esportes, sem levar em consi-derao se os recursos iriam inviabilizar as suas reas de ori-gem. As emendas aprese