Jornal Cidade - Lagoa da Prata - Nº 63 - 30/10/2015

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Text of Jornal Cidade - Lagoa da Prata - Nº 63 - 30/10/2015

  • www.jornalcidademg.com.br Edio Semanal 30 de Outubro 2015 N 63 Ano 3 Jornal de Distribuio Gratuita Venda Proibida

    Cotidiano 08

    Policial 09 Opinio 02

    Cotidiano 04

    Cultura 10

    O superintendente da empresa lamentou a morte de Franciele e disse que as investigaes apontaro o que realmente aconteceu

    Com a implantao da Casa de Apoio, lagopraten-ses desfrutam de um cantinho de Lagoa da Prata na capital mineiraA municipalizao a soluo do trnsito em Lagoa da Prata, afirma sargento da Polcia Militar

    Teto desaba na Biosev e mata funcionria

    PM multa 63 motoristas por estacionamento em local proibido

    Semana do livro comemorada na biblioteca pblica Cel. Jos Vital

    Deputado majoritrio em Lagoa da Prata divulga manifesto em apoio a Eduardo Cunha

    Peregrinos da sade relatam o fi m do calvrio nas viagens a BH

  • Edio Semanal30 de Outubro de 20152 Opinio

    Carta do Editor

    Juliano Rossi juliano@jornalcidademg.com.br Fone/Whatsapp: 37 99938-6310

    Deputado majoritrio em Lagoa da Prata divulga manifesto em apoio a Eduardo Cunha

    Fbio Ramalho um sujeito que, dentro do contexto da poltica, caiu de paraquedas em Lagoa da Prata. Essa expresso utilizada para retratar os pol-ticos que arrebanham milhares de votos nos municpios sem ao menos ter nenhum vnculo ou compromisso formal com a po-pulao aps as eleies. Ex-prefeito de Malacacheta, no Norte de Minas, Fbinho Li-derana, como conhecido, foi apresentado cidade pelo seu amigo e companheiro de par-tido, o deputado estadual Tia-go Ulisses. Juntos e contando com o apoio do grupo de polti-co que d sustentao s cam-panhas de Ulisses na cidade, foram os mais votados em du-as eleies em Lagoa da Prata. Fbio Ramalho recebeu 7.206 votos em 2010 e 4.025 votos em 2014. A reduo dos votos de-ve-se, em grande parte, pela au-sncia do congressista por estas bandas de c, seja por se fazer presente, ou, o mais importante, pela ausncia de recursos desti-nados ao municpio. Nas eleies do ano passa-do, o Jornal Cidade entrou em contato com os principais depu-tados estaduais e federais vota-dos em Lagoa da Prata, dentre eles, Fbio Ramalho. Pergunta-mos quais as verbas ou aes em prol do municpio eles se empe-nharam durante os quatro anos

    Engana-se quem v Eduardo Cunha (PMDB-RJ) sem apoio na Cmara. O deputado Fbio Ramalho (PV--MG) distribuiu aos colegas da Cmara uma breve no-ta na qual defende o presidente da Casa e alega que, diante das acusaes, no se pode julgar os fatos pe-la perspectiva da mdia. Ramalho tambm leu o documento, intitulado Ca-so Cunha, em Plenrio. Ele alega que a apurao contra Cunha - acusado de envolvimento no escndalo da Petrobras e de man-ter contas no declaradas na Sua - embrionria e sigilosa. Confira a nota:

    CASO CUNHA

    1) trata-se de uma investigao embrionria e sigilosa, no se pode julgar os fatos pela perspectiva da mdia;

    2) no h condenao ou mesmo recebimento de de-nncia pelo Supremo;

    3) Os fatos noticiados so graves, mas existe o direito de defesa do parlamentar e de cada cidado. Deve-se aguardar o pronunciamento do poder Judicirio an-tes de qualquer precipitao.

    (*) Na semana passada, polticos fizeram uma homenagem a Eduardo Cunha inaugurando seu retrato oficial na galeria de ex-lderes da bancada do PMDB na Cmara. O episdio uma verso invertida de O retrato de Dorian Gray. Na obra clssica de Oscar Wilde, o retrato es-condido dos olhos do pblico porque vai absorvendo as marcas do tempo e dos crimes come-tidos pelo personagem na vida real. Na crnica poltica do pas, porm, o sentido outro. O retrato exposto cristaliza a perverso: a de um homem ser homenageado, com palmas e dis-cursos laudatrios, no momento em que est denunciado por corrupo e que as provas de contas na Sua, possivelmente abastecidas por dinheiro pblico, se acumulam. A perver-so a da lei que no valeria para o retratado, ganhando o seu monumento na parede. Se o retrato de Dorian Gray precisa ser oculto porque denuncia o retratado, o de Eduardo Cunha ganha o espao pblico porque o retratado, para os seus pares, est alm da denncia. ver-dade que houve protestos, mas a homenagem foi realizada. E o homenageado segue como o terceiro na linha sucessria da presidncia do pas. O retrato do corrupto, ao ser exposto co-mo virtude, corrompe a todos.

    FONTE: Jornal El Pas

    em que legislou como deputado mais votado no municpio. Fbio Ramalho no respondeu. Como bom articulador e promotor de grandes recepes em seu apartamento em Bras-lia (para os amigos, claro), tem tambm um bom relacionamen-to na Cmara, com colegas do al-to clero e ministros do alto esca-lo do governo federal. Embora seja um deputado ainda coadjuvante nos grandes

    debates nacionais, no que agora ele aparece em mdia na-cional. A revista poca publi-cou em seu site na semana pas-sada que Ramalho distribuiu no Plenrio uma nota em defe-sa de Eduardo Cunha, o presi-dente das contas secretas na Su-a no declaradas ao Fisco bra-sileiro. Segue a notcia do jornalis-ta Ricardo Della Colleta, da re-vista poca:

    Como a perverso se ex-pressa na poltica e sub-mete os brasileiros far-sa levada ao status de re-alidade

    Fbio Ramalho - Deputado Federal PV/MG

    LINK DA MATRIA ORIGINAL: http://epoca.globo.com/tempo/expresso/noticia/2015/10/deputado-distribui-no-plenario-nota-

    -em-defesa-de-eduardo-cunha.html

    FONTE: Ricardo Della Colleta - Revista poca

  • 4 Edio Semanal30 de Outubro de 2015Cotidiano

    Peregrinos da sade relatam ofi m do calvrio nas viagens a BH

    A agente de epidemiologia Maiara Aparecida da Silva sofreu um acidente de trnsito em 2013 e foi necessria a reali-zao de uma cirurgia no Hos-pital Joo XXIII, em Belo Hori-zonte. Os mdicos implantaram vrios parafusos no brao dela. Desde ento, ela j voltou 8 ve-zes capital mineira nos retor-nos. Ela lembra que em um de-les saiu de Lagoa da Prata s 3h da madrugada e, aps a consul-ta mdica, ficou esperando at as 22h o veculo da prefeitura peg-la no hospital e traz-la de volta sua casa. Em outra opor-tunidade, Maiara no tinha di-nheiro e s se alimentou naque-le dia porque a assistente social do Hospital Galba Velloso for-neceu a ela um prato de comi-da. Na ltima segunda-feira, a agente de epidemiologia pre-cisou voltar a Belo Horizonte marcar outra cirurgia no brao porque um dos parafusos que-brou. Dessa vez ela se surpreen-deu com a experincia. O mart-rio que esperava enfrentar, como nas vezes anteriores, fora subs-titudo por um atendimento hu-manizado prestado por funcio-nrios da prefeitura de Lagoa da Prata que trabalham na Casa de Apoio, inaugurada no ms de ju-lho. Ela e o marido Ronaldo San-tos Nascimento chegaram na ca-sa s 13h15, quando o almoo j havia sido servido, mas uma fun-cionria fez questo de prepa-rar uma comida quentinha para eles. Quando a consulta termi-nou, ligamos para o Preto e em menos de 10 minutos ele estava no hospital para nos trazer. Mui-tas vezes a pessoa vem e no tem dinheiro para se locomover ou at se alimentar. A prefeitura es-t beneficiando muitas pessoas. Ir a um hospital muito ruim. E chegar nessa Casa de Apoio e ter o apoio de vrias pessoas muito importante, disse Maiara. Localizada no bairro Bar-roca, os moradores de Lagoa da Prata podem contar com a Ca-sa de Apoio durante tratamen-tos mdicos na capital. Pacien-tes e acompanhantes podem fi-car na casa durante todo o tem-po gratuitamente. Trs funcio-nrios trabalham no local e so

    servidas alimentao e cuidados bsicos. O motorista Olair Dias Castro (Preto) fica disposio para levar e buscar os pacientes nas clnicas e hospitais. A resi-dncia possui 5 quartos, com 18 camas, 4 banheiros, sala de tele-viso e cozinha. At uma videi-ra, com uvas frescas, est dis-posio dos usurios. A reportagem do Jornal Ci-dade foi a Belo Horizonte na l-tima segunda-feira conhecer de perto a realidade das pesso-as que usam o servio. Havia 11 pessoas que estavam dormin-do na casa. Em mdia, 35 pesso-as de Lagoa da Prata viajam dia-riamente a BH para tratamentos mdicos. Na Casa de Apoio, elas recebem caf da manh, almo-o, caf da tarde, janta, telefone e transporte at as clnicas e hos-pitais, tudo pago pelo Municpio. Em mdia, so servidas 40 refei-es todos os dias, mas em dias de maior movimentao 60 pes-soas se alimentam no local. Os pacientes que tm os seus tratamentos agendados para a parte da manh, podem voltar a Lagoa da Prata no veculo que retorna no incio da tarde.

    COMO ERA ANTESOs lagopratenses passavam pelo mesmo calvrio que ainda enfrentado por pessoas de cen-tenas de municpios que viajam diariamente a Belo Horizonte em busca de um tratamento m-dico. Histrias de sofrimento e superao de gente que at pas-sava fome. Muitos tinham con-sulta na parte da manh e aguar-davam at a noite, na Praa Hu-go Wernek, na regio hospitalar, para voltar para casa. Debaixo de sol escaldante, contavam com a solidariedade de comerciantes para usar o banheiro. comum ver pessoas estiradas no grama-do ou mes trocando fraldas de bebs nos bancos da praa e ali-mentando as crianas sentadas na calada. Quando tinham sor-te, o veculo da prefeitura reco-lhia os pacientes por volta das 19h, mas j teve casos de pessoas que ficaram esperando at 22h, merc de estranhos e bandidos na referida praa. O municpio custeava a per-noite das pessoas que precisa-vam ficar na capital. Uma pen-so era contratada para receber os lagopratenses, mas o atendi-mento deixava a desejar. Fao tratamento em Belo Horizon-te h mais de um ano. Na outra

    penso no tnhamos um bom tratamento. No tinha comida direito. ramos mal atendidos. A mulher era muito resmungona. Era difcil, desabafa Aline Ama-ral da Silva, que a cada dois me-ses acompanha o pai a Belo Ho-rizonte nos retornos de uma ci-rurgia de glaucoma e atualmente est hospedada h 21 dias na Ca-sa de Apoio para acompanhar o sogro, que foi atropelado na ave-nida Brasil e teve fratura expos-ta. Ele est inter