Jornal Cidade - Lagoa da Prata e região - Nº 107 - 14/12/2017

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    SIPAG sero computados em dobro para atribuio de nmeros da sorte.. Central de Atendimento Sicoobcard - Regies Metropolitanas: 4007-1256 Demais regies: 0800 702 0756 Ouvidoria: 0800 725 0996 Atendimento: seg. a sex. - das 8h s 20h www.ouvidoriasicoob.com.br Decientes auditivos ou de fala: 0800 940 0458

    www.jornalcidademg.com.br Lagoa da Prata, S. A. do Monte, Moema e Japaraba 14/Dez/2017 - Ano 5 - Edio N 107 JORNAL DE DISTRIBUIO GRATUITA - VENDA PROIBIDA

    COTIDIANO PG 06 COTIDIANO PG 04

    PREMIAO PG 06 SUA OPINIO PG 02 ESPORTE PG 14

    NOVIDADE PG 08 LAGOA DA PRATA PG 12

    Projeto Prolas Negras valorizaa diversidade e a beleza negra

    FOTOS: JONAS DIAS

    Conhea a Temperale, uma loja especializada em temperos e condimentos em Lagoa da Prata

    Nova loja da Drogaria Minasprev ser inaugurada nos prximos dias

    EXCLUSIVO: Pesquisadores independentes avaliam os riscos da pulverizao area em Lagoa da PrataO Jornal Cidade conversou com quatro pesquisadores especialistas no assunto.So profissionais independentes que no possuem nenhum vnculo com a Biosev.

    Vem a a 4 edio do prmio As 100 Melhores

    Empresas de Lagoa da Prata

    Amanda Leo se destaca como campe Mineira de Muay-Thai e MMA

    Cmara de Lagoa da Prata realiza consulta popular sobre a aplicao area de maturadores

  • 14.12.2017Leia mais notcias emwww.jornalcidademg.com.brEDITORIAL2

    Cmara de Lagoa da Prata realiza consulta popular sobre a aplicao area de maturadores

    A Cmara Municipal de Lagoa da Prata realizar entre os dias 18 e 20 uma con-sulta popular sobre a aplica-o de maturadores via area em lavouras de Lagoa da Pra-ta. Para dar o seu voto, o cida-do dever estar munido de documentos pessoais, ttulo de eleitor e comprovante de endereo. A votao ser se-creta e acontecer no prdio da Cmara, de 12h s 20h. De acordo com o presidente da Cmara, vereador Edmar Nu-nes, o projeto poder ser vota-do em 2018. Em 2011, os vereadores de Lagoa da Prata aprovaram um projeto de lei que proibiu a pulverizao area no mu-nicpio. Em maro de 2016, o Legislativo chegou a discutir possibilidade de rever a proi-bio. Cmara, prefeitura e executivos da Biosev, princi-pal empresa interessada na

    pauta, chegaram a se reunir, mas o assunto no foi adiante. Recentemente, a pedi-do do presidente da Cma-ra, o mestre em Cincias Am-bientais, Carlos Frederico Mu-chon, elaborou um estudo pa-ra que os vereadores pudes-sem discutir a pauta de for-ma tcnica. No documento, Muchon afirma, assim como outros especialistas citados na matria anterior (veja na

    pgina 4), que o uso dos ma-turadores, ou reguladores de crescimento, no apresentam risco ao meio ambiente ou sociedade, pois so produtos especficos que atuam sobre a cana, concentrando o a-car da mesma e diminuindo a quantidade de gua presen-te, sendo os mesmos de ao exclusiva sobre vegetais, atra-sando ou acelerando o ama-durecimento destes.

    ILUSTRAO

    DA REDAO contato@jornalcidademg.com.brILUSTRAO

    Os vereadores de Lagoa da Prata tm mostrado neste primeiro ano de legis-latura que o que ruim ainda pode piorar. Um requerimento aprovado por 7 parlamen-tares corrobora o que o Jornal Cidade afirmou na ltima edio: Para os vereadores, os be-nefcio$. Para o povo, a lei, ao criticar a for-ma como os representantes do povo apro-varam, caladinhos, o pagamento do 13 sal-rio para eles prprios. Eis que agora, num gesto republicano e democrtico, eles resolveram consultar a populao sobre um projeto que prev a li-berao de lanamento areo de maturado-res e adubo nas lavouras no municpio. Os veradores Elias Izaas, Josiane Almeida e Jo-anes Bosco, autores da proposta, argumen-tam que precisam conhecer a vontade popu-lar a respeito desse tema to importante pa-ra a coletividade. Essas informaes so im-portantssimas para que as autoridades locais tomem a deciso que melhor atenda aos an-seios da populao, escreveram no requeri-

    mento que foi aprovado tambm pelos cole-gas Olair Dias, Quelli Cssia, Cida Marcelino e Arlen Moura. Adriano Moreira votou con-trrio. O presidente votaria, neste caso, ape-nas em caso de empate. Consultar o povo sempre necessrio. Mas, veja bem. No seria mais justo e trans-parente realizar uma audincia pblica, com representantes da populao, ambientalistas e pesquisadores independentes, que so tc-nicos do assunto? Ora! Vereador pago para pesquisar e se posicionar sobre todos os temas e assumir o nus ou bnus de suas decises. Querem jo-gar nas costas do cidado a responsabilidade de uma deciso to importante? Isso dema-gogia e jogar para a plateia. Pra finalizar, vai uma dica para os nobres vereadores. J que eles tm um respeito mui-to grande pela opinio do povo, que tal colo-carem na cdula de votao da consulta po-pular uma pergunta para saber se o cidado concorda em pagar o 13 salrio aos vereado-res?

    DA REDAO contato@jornalcidademg.com.br

    Na Cmara de Vereadores, o que ruim ainda pode

    piorar

  • 14.12.2017 Curta no Facebookfb.com/jornalcidademg COOPERATIVISMO 3

  • 14.12.2017Leia mais notcias emwww.jornalcidademg.com.brCOTIDIANO4

    EXCLUSIVO: Pesquisadores independentes avaliam os riscos da pulverizao area em Lagoa da PrataO Jornal Cidade conversou com quatro pesquisadores especialistas no assunto. So profissionais independentes que no possuemnenhum vnculo com a Biosev.

    Leia a matria completa no site do Jornal Cidade: www.jornalcidademg.com.br

    FOTOS: ARQUIVO

    A Cmara de Lagoa da Prata est a analisar um projeto de lei que per-mite o lanamento de regu-ladores de crescimento (co-nhecido popularmente co-mo maturadores) e adubo nas lavouras do municpio por via area. A iniciativa de propor novas regras partiu da Biosev, que pretende ob-ter a autorizao para apli-

    car o maturador Moddus e adubo. Executivos da em-presa argumentam que a le-gislao atual compromete a competitividade da com-panhia no mercado sucroal-cooleiro, que passa por difi-culdades com o fechamen-to de vrias usinas pelo pas. A lei atual que probe o lan-amento por aeronaves ge-ra consequncias negativas para a economia da cidade,

    que deixa de receber impos-tos advindos do aumento de produo e diminui a oferta de postos de trabalho. O Jornal Cidade conver-sou com quatro pesquisado-res especialistas no assunto. So profissionais indepen-dentes que no possuem ne-nhum vnculo com a Biosev.

    Veja a seguir a avaliao deles sobre o tema:

    DA REDAO contato@jornalcidademg.com.br

    PEDRO JACOB CHRISTOFFOLETIEngenheiro Agrnomo, Mestre em Agronomia pela USP, Doutor em Weed Science pela Universidade do Estado de Colorado (EUA), professor e pesquisador da USP (Universidade de So Paulo).Os maturadores so aplicados com o intuito de incrementar o teor de acar na cana e a usina obter melhor produtivida-de. Existem vrios tipos de maturadores. Alguns so basea-dos em herbicidas e so agrotxicos. Porm, outros so base-ados em reguladores de crescimento vegetal. Estes so ino-fensivos sade humana. So produtos qumicos, mas no tm efeito malfico, so iguais aos adubos. Estes maturado-res, em especial o Moddus, no tm nenhum efeito prejudi-

    cial sade, nem mesmo na eventualidade de se fazer uma aplicao errada com avio. Eu entendo que esse produto realmente seguro, inofensivo sade. Mas claro que tem de ser aplicado conforme as normas regulamentares de aplicao area, obedecendo as condi-es de vento e todos os preceitos necessrios. Neste caso, posso lhe garantir que no tem nenhum efeito sade humana. Mas existem alguns produtos, como o glifosato, que so de-rivados de agrotxicos. Eles so recomendados tambm na prtica agrcola, mas tem um efeito na sade se aplicados de forma incorreta. Se eu fosse legislador, no teria dvida em aceitar a aplicao do Moddus.

    ROBSON ROLLAND MONTICELLI BARIZON Pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa em Agropecuria), Engenheiro Agrno-mo, Mestre e Doutor em Agronomia.Na nossa viso aqui, pode ser utilizado e existem riscos ine-rentes aplicao, mas que se esta for feita dentro dos pa-dres tcnicos rigorosos e criteriosos, esses riscos so mi-nimizados. Uma aplicao bem feita apresenta riscos muito baixos, principalmente no caso de maturadores, que o risco ainda mais baixo. Agora, pode existir risco? Pode, se o equi-pamento estiver fora da especificao, se o equipamento de pulverizao no estiver com a manuteno adequada, se as pontas de pulverizao estiverem fora da validade. A preocu-

    pao muita neste sentido de que as empresas que vo atuar precisam estar dentro desses padres e estando dentro o risco muito baixo.

    ANTNIO CHALFUN JNIORProfessor da UFLA (Universidade Federal de Lavras), Graduado e Mestre em Agronomia, Doutorado e Ps--Doutorado em Biologia Molecular de Plantas. De uma forma bem genrica, toda a aplicao dev