S­ndromes Diarr©icas

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  • Sndromes DiarreicasCLNICA MDICA I

  • Intestino Delgado e Grosso

    Funes: 1-Absoro de gua (hemiclon direito predominantemente) 2-Formao das Fezes 3-Trnsito 4-Defecao

  • DEFECAO/FEZES NORMAIS E ANORMAIS

    DEFECAO Geralmente corresponde a uma ou duas evacuaes nas 24 horas de fezes cilndricas,moldadas,aglutinadas,em trs ou quatro pedaos de 15 cm de comprimento e 2 ou 3 cm de espessura, de cor marrom (castanho) claro ou escuro, sem restos alimentares visveis a olho nu.

  • DIARRIA/DISENTERIA/OBSTIPAO

    DIARRIADiminuio da consistncia, com aumento da quantidade de restos alimentares no digeridos.DISENTERIA Eliminao de produtos patolgicos, muco, pus, sangue ou restos de tecidos, com ou sem diarreia.OBSTIPAO OU PRISO DE VENTRE Diminuio do nmero de evacuaes, com aumento da consistncia das fezes, com menor quantidade de gua e sem restos alimentares, ou em mnima quantidade.

  • Patognese

    Epitlio GI tem rpida e contnua diferenciaao e renovaao dos entercitosFunoes: digestiva, absortiva, secretora, imunolgica, nervosa, endcrinaProduao fecal : (adulto 100 a 200g/d)Diarreiaaumento do n de evacuaoes de fezes de consistncia diminuda.

  • Patognese

    Desequilbrio na absorao/secreao de gua e eletrlitos Normal: absorao ocorre nas clulas epiteliais maduras das partes superior e media do vilo e secreao ocorre nas clulas indiferenciadas das criptas.

    O Intestino Delgado absorve grande quantidade Na, Cl, Bicarbonato e secreta H*, Bic e Cl absorao passiva de gua (segue solutos) A capacidade absortiva > secretora Reguladores: hormnios peptdeos, aminas ativas, metablitos do ac aracdnico, xido ntrico Patogenese :fora osmtica age no lmem e dirige gua p/ dentro da luz

    estado ativo secretor dos entercitos

  • FISIOPATOLOGIA

    Normalmente a absoro de nutrientes e fluidos excede em muito a secreo dos mesmos, e ocorre na maior parte no intestino delgado (ID). A absoro de fluidos no ID chega a 8 a 8,5 l L dos 10 litros que recebe. A maior parte do restante ainda absorvida nos clons, restando cerca de 100ml que so eliminados pelas fezes.

  • FisiopatologiaSo quatro os principais mecanismos de produo da diarreia:

    1-Aumento na velocidade de trnsito (Distrbios da motilidade)2-Aumento na secreo intestinal3-Alterao da absoro4-Aumento na osmolaridade

  • Fisiopatologia1-Aumento na velocidade de trnsito (Distrbios da motilidade):Ao determinar um tempo de transito intestinal acelerado, algumas condies clinicas como hipertireoidismo e alguns tumores neuroendcrinos intestinais como o VIPoma causam diarria devido ao tempo diminudo de contato do material a ser absorvido e a superfcie absortiva. Emoes,gastroenterocolites,enterites crnicas.2-Aumento na secreo intestinalOcorre produo excessiva de secreo intestinal por ao de enterotoxinas; o prottipo a toxina do clera. Esta ativa a adenilciclase determinando aumento na produo intracelular de monofosfato de adenosina cclico, (cAMP) resultando na abertura de canais de cloro nos entercitos, atravs dos quais o cloro se desloca para a luz intestinal. Para preservar a eletroneutralidade ocorre sada de ons de sdio, e de forma passiva se instala fluxo secretrio de gua por fora do gradiente osmtico.

  • Fisiopatologia

    Os principais enteropatgenos envolvidos neste processo epitelial so: rotavirus, a E coli enteropatogenica (ECEP), Cryptosporidium parvum, Salmonella sp, Shigella sp e a Entamoeba histolytica. Exsudao de clulas inflamatrias, sangue e soro na luz intestinal ao mesmo tempo que so liberados peptideos que agem sobre a motilidade e secreo entrica.

    Muitos enteropatgenos invasores tambm promovem a sntese e liberao de citocinas como a interleucina 8 (IL-8) pela clulas intestinais epiteliais. A IL-8 promove quimioatrao de leuccitos polimorfonucleres, que aumentam a cascata inflamatria, e agravam a leso epitelial atravs da liberao de espcies reativas de oxignio. A conseqncia clnica a evacuao de pequenas quantidades de fezes, sanguinolentas, acompanhada de clicas abdominais baixas e urgncia intestinal, e eventualmente febre e choque sptico. Estas diarrias ocorrem preferencialmente nos clons a colite infecciosa aguda - e a anlise das fezes pode revelar leuccitos e sangue.

  • Fisiopatologia

    3-Alterao da absoro Ocorre invaso direta e leso da mucosa intestinal e suas vilosidades pelo agente invasor, ocorrendo ruptura da barreira mucosa intestinalA leso das microvilosidades compromete a capacidade de absoro de fluido, eletrlitos e nutrientes no intestino delgado; o surgimento de nutrientes parcialmente absorvidos nos clons provoca diarria osmtica. A leso da mucosa colnica, por sua vez, aprofunda a no absoro de gua leso de mucosadefeito gentico ou adquirido {inflamaes,neoplasias,alteraes vasculares})Obs Destruio de mucosa ou superproduo de muco expressar-se-o com ou fezes diarreicas e constituem a disenteria.CausasEntamoeba histoltica/ Shigellas, neoplasias, poliposes.

  • Fisiopatologia

    4-Aumento na osmolaridade: Ocorre devido a presena na luz intestinal de substancias osmticamente ativas, determinado a permanncia de gua no interior do intestino, impedindo sua reabsoro. Exemploslaxativos minerais ou substancias orgnicas como lactulose ou sorbitol. O dissacardeo lactose, presente no clon em circunstancias de ausncia ou diminuio significativa da lactase no intestino delgado, tambm exerce efeito osmtico. Estas formas de diarria tipicamente melhoram quando o paciente mantido em jejum

  • Classificao da Diarria

    Diarria aguda : at 2 semanas Diarria persistente: de 2 a 4 semanas Diarria Crnica: > 4 semanas

  • Abordagem Inicial

    Histria e Exame Fsico Anamnese: - Caractersticas das fezes - Padro temporal da diarria e fatores desencadeantes - Antecedentes pessoais e familiares Consumo de carne crua ou mal cozida/produtos no pasteurizados - Passagem por reas endmicas/epidmicas de colra

  • Como a epidemiologia das diarrias?

    Os agentes mais habituais de diarrias infecciosas so o rotavirus, algumas cepas de Escherichia coli, e Salmonelas e Shiguelas, geralmente de evoluo auto-limitada e benigna. Por vezes so responsveis por pequenos surtos em grupos de pessoas que consomem algum alimento contaminado, como frutos do mar, maionese e enlatados.

  • Epidemiologia

    A gua pode ser o veiculo de vibries, como V cholerae ou V vulnificus, vrus como os da famlia calicivirus, classe Norwalk e Giardia lamblia. Estes agentes virais tais como o norovirus da famlia Norwalk podem tambm ser transmitidos via aerossis, especialmente na forma de vmitos, que fazem parte do inicio do quadro clinico; tais infeces tendem a se espalhar rapidamente em cruzeiros de navios, hotis e enfermarias de hospitais, atingindo a numero elevado de pessoas

  • Epidemiologia

    Diarrias bacterianas por manipulao inadequada de alimentos ou subcozimento.A ingesto de aves se relaciona com salmonelas, Shiguelas e CampylobacterCarnes de gado e suco de frutas com surtos de diarria por E. coli enterohemorrgica. O consumo de carne de porco est proximamente relacionado a tenase, enquanto o de sushi e outros frutos do mar com os vibries, salmonelas e Shiguelas, alm das hepatites A e B. O leite e derivados pode ser veiculo da Listeria monocytogenes, e os ovos de Salmonellas. So conhecidos os surtos de diarria aps consumo de maioneses, tortas e cremes sendo implicados as toxinas do estafilococo e as vezes os clostridius. As guas de piscina, e as vezes at reservatrios municipais, embora clorinados, mesmo com contagem aceitvel de coliformes, podem veicular cistos viveis de G. lamblia e Criptosporidios.

  • Epidemiologia

    Animais de estimao podem veicular salmonela, Campylobacter e GiardiasDiarria que surge em paciente hospitalizado ou que recebeu antibiticos ou quimioterapia, sugere fortemente a presena da toxina do Clostridium difficile, microorganismo anaerbico, causador da colite pseudomembranosa, que pode evoluir para megaclon.

  • Quais so as manifestaes e consequncias clnicas das diarrias agudas?

    O sintoma mais severo a urgncia fecal, podendo ocorrer incontinncia fecal tanto nas formas agudas como crnicas.As diarrias agudas so muito freqentes e tendem a ser mais benignas e geralmente resolvem em 5 a 10 dias. A transmisso usualmente se faz atravs da via fecal-oral de bactrias, suas toxinas, vrus e parasitas.

  • Quais os achados do exame fsico nas diarrias?

    Sinais discretos at estados complexos de choque hipovolmico, e dependendo da etiologia, de choque endotxico. A avaliao do estado mental pode trazer informaes sobre possvel toxemia e invaso do sistema nervoso central pelo agente infeccioso, sua toxina ou efeito metablico. A aferio da presso arterial em varias posies pode revelar o intensidade da contrao do volume intravascular ao detectar hipotenso arterial. Febre, taquisfigmia, taquipnia podem revelar presena de resposta inflamatria sistmica. O exame das membranas mucosas e do turgor da pele revelam informaes sobre o estado de hidratao. O exame do abdome pode detectar sinais de irritao peritoneal por perfurao de vscera.

  • Quais as principais apresentaes clinicas das diarrias infecciosas?

    Faixa peditricarotavirusO quadro inicia com prdromos de febre e sintomas respiratrios leve seguidos de vmitos e diarria; a evoluo para desidratao e acidose metablica pode ser rpida. O curso geralmente dura 7 dias. Evolues mais prolongadas com sintomas respiratrios mais intensos falam a favor de adenovirus. No adulto causa bacteriana E. coli enterotoxigenica, atingindo a viajantes e relacionado a alimentos contaminados. Apos perodo curto de incubao surge diarria aquosa

  • Diarreia aquosa

    Quando a diarria aguda aquosa no se acompanha de