Palestra farma&farma 2012

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2. I Seminrio Internacionalsobre IndicaoFarmacuticaIndicao Farmacutica: a situaona Espanha e a Regulamentao noBrasil Junho/20122 3. Indicao Farmacutica noBrasil. O que precisa serregulamentadoMaria Denise Ricetto Funchal Witzel3 4. ServiosFarmacuticos4 5. SERVIOS FARMACUTICOSServios cognitivos(envolvem o conhecimento do farmacutico)versusServios tcnicos(atos tcnicos praticados pelo farmacutico) 5 6. Servios FarmacuticosServiosFarmacuticosAvanados SFT Indicao IndicaoFarmacutica ParmetrosDispensao Dispensa AtivaServiosFarmacuticosEssenciais 6 7. Servios Farmacuticos emFarmcia ComunitriaAtividades do farmacutico Tempo Envolvimentona farmcia comunitriado farmacuticoDispensao 50 %Aconselhamento e informao 19 %Gesto15 %Seguimento Farmacoteraputico 12 %(SFT) 4%OutrosFaus Dder; Martnez-Martnez; Muoz, 2008 7 8. Ateno FarmacuticaeIndicao Farmacutica 8 9. Ateno Farmacutica 1990 - Hepler e StrandPacto de HeplerViso de conceitos de prtica deStrandProviso responsvel da farmacoterapia com oobjetivo de alcanar resultados definidos quemelhorem a qualidade de vida dos pacientes. Charles Hepler / Linda Strand (1990)9 10. Resultados buscados com ouso de medicamentos Cura da doena; Eliminao ou reduo da sintomatologia do paciente; Suspenso ou retardo de um processo de doena; Preveno de doena ou de sintomatologia. Am J Hop Pharm v.47 Mar 1990, p.533-544.10 11. Ateno Farmacutica 2002 Brasil um modelo de prtica farmacutica, desenvolvida no contexto da Assistncia Farmacutica. Compreende atitudes, valores ticos, comportamentos, habilidades, compromissose co- responsabilidades na preveno de doenas, promoo e recuperao da sade, de forma integrada equipe de sade. a interao direta do farmacutico com o usurio, visando uma farmacoterapia racional e a obteno de resultados definidos e mensurveis, voltados para a melhoria da qualidade de vida. Esta interao tambm deve envolver as concepes de seus sujeitos, respeitadas as suas especificidades bio-psico-sociais, sob a tica da integralidade das aes de sade Consenso Brasileiro de Ateno farmacutica (Proposta) 2002.11 12. Macro-componentes daAteno FarmacuticaOrientaoFarmacuticaEducao em sade Dispensao(Promoo do URM)Registro sistemticoAtendimentodas atividadesFarmacutico/IndicaoFarmacuticaAcompanhamento/SeguimentofarmacoteraputicoProposta de Consenso Brasileiro de Ateno farmacuticar, 2002 12 13. Indicao FarmacuticaAtendimento Farmacutico 13 14. O Farmacutico deve atenderum relato de sintoma? responsabilidade do Farmacutico auxiliar o paciente no processo de automedicao e na seleo de medicamentos isentos de prescrio; OMS (1988, 1993, 1998) FIP (1998) CFF Brasil (2001) Associao Mdica Mundial (Tel Aviv, 1999) 14 15. Indicao FarmacuticaConceitoAto profissional pelo qual o farmacuticoresponsabiliza-se pela seleo de ummedicamento que no necessita receitamdica, com o objetivo de aliviar ouresolver um problema de sade a pedidodo paciente ou seu encaminhamento aomdico quando o referido problemanecessite de sua atuaoDder e col., 2008 15 16. Atendimento Farmacutico/Indicao FarmacuticaAto em que o farmacutico,fundamentado em sua prxis interage eresponde s demandas dos usurios dosistema de sade, que envolvam ou noo uso de medicamentos.Consenso Brasileiro de Ateno farmacutica (Proposta) 2002. 16 17. Indicao Farmacutica: O queJustifica esta Discusso? Em demanda, na farmcia comunitria, perde apenaspara a dispensao; Oportunidade de reduo da presso assistencial para osistema sanitrio; Oportunidade para orientar a utilizao ou a noutilizao de medicamentos; Automedicao com seleo mais racionalDder e col., 2008 Os medicamentos isentos de prescrio representam um tero do mercado e R$ 10 bilhes de faturamento ao ano (ANVISA, 2011) 17 18. Expectativa do Paciente aoSolicitar o Servio Situao Ideal Esperam que o farmacutico seja assessor no tratamentode seu problemas de sade: que consideram leves; que esto alterando sua qualidade de vida; que no representam uma ameaa sria a sua sade. Esperam atuao rpida; Confiam que se no for um problema banal ofarmacutico encaminhar o caso ao mdico.Dder e col., 2008 18 19. Expectativa do Paciente aoSolicitar o Servio H, contudo, uma linha tnue que separa estas expectativas daquelas relacionadas com a representao de uma imagem mdica do atendimento farmacutico que precisa ser desconstruda. Queremos ser o mdico a que a populao notem acesso ou um profissional reconhecidosocialmente por entender muito de medicamentos? 19 20. Indicao FarmacuticaComo est aRegulamentao Brasileira 20 21. Medicamentos de Indicao FarmacuticaMedicamentos Isentos de Prescrio (MIP) 21 22. Medicamentos de IndicaoFarmacutica Conceitos EspanhaConceito: medicamento, legalmente autorizado paraser dispensado sem receita mdica, que se destinaao alvio de um sintoma autolimitado que sofre umpaciente.Objetivo: melhorar a capacidade funcional que tenhasido limitada pelo referido sintoma, que no interfirana evoluo de demais problemas de sade dopaciente e que esteja destinado a um tratamento nosuperior a sete dias de durao.Dder e col., 2008 22 23. Lei 11903 de 14/01/2009Dispe sobre o rastreamento da produo e doconsumo de medicamentos por meio de tecnologiade captura, armazenamento e transmisso eletrnicade dados.Art. 6o O rgo de vigilncia sanitria federal competenteestabelecer as listas de medicamentos de venda livre, devenda sob prescrio e reteno de receita e de venda sobresponsabilidade do farmacutico, sem reteno de receita. 23 24. Medicamento Isento dePrescrio (MIP) aquele em que a instncia sanitria reguladorafederal, no uso de suas competncias legais, decidiu serseguro e eficaz para o tratamento de determinadasenfermidades, dadas as suas caractersticas detoxicidade apontarem para inocuidade ou seremsignificativamente nfimas, consubstanciando-se noGrupo e Indicaes Teraputicas Especificadas (GITE ),determinadas pela Resoluo no 138/03.24 25. RDC 138/03 Art. 1 Todos os medicamentos cujos gruposteraputicos e indicaes teraputicas estodescritos na Lista de Grupos e IndicaesTeraputicas Especificadas (GITE), respeitadas asrestries textuais e de outras normas legais eregulamentares pertinentes, so de venda semprescrio mdica, a exceo daquelesadministrados por via parenteral que so de vendasob prescrio mdica.25 26. RDC 138/03 Art 2 Todos os medicamentos cujos grupos teraputicose indicaes teraputicas no esto descritos no GITE,so de venda sob prescrio mdica. Art 3 As associaes medicamentosas, ou duas ou maisapresentaes em uma mesma embalagem para usoconcomitante ou seqencial, cujo grupo teraputico eindicao teraputica de pelo menos um de seusprincpios ativos no se encontrar especificada no GITE,so de venda sob prescrio mdica. 26 27. GRUPOS DE INDICAES TERAPUTICASESPECIFICADAS (GITE)Grupos TeraputicosIndicaes Teraputicas RestriesAntiacnicos tpicos e Acne, acne vulgar, roscea, RetinidesadstringentesespinhasAnticidos, Antiemticos Acidez estomacal, Azia, Metoclopramida, Desconforto estomacal, Dor de Bromoprida, Mebeverina, estmago, Dispepsia.Inibidor da Bomba de PrtonEuppticos,Enjo, Nusea,InexisteEnzimas digestivas Vmito,Epigastralgia, M digesto, QueimaoAntibacterianos tpicosInfeces bacterianas da pele Permitidos: Bacitracina e NeomicinaAntidiarricos Diarria, DesinteriaLoperamida infantil, OpiceosAntiespasmdicos Clica, Clica menstrual, Mebeverina Dismenoria, Desconforto pr- menstrual,Clica biliar/renal/intestinalResoluo 138 de 29 de maio de 2003 28. GRUPOS DE INDICAES TERAPUTICASESPECIFICADAS (GITE)Grupos TeraputicosIndicaes TeraputicasRestriesAnti-histamnicosAlergia, Coceira, Prurido, Coriza, Adrenrgicos, Corticides Rinite Alrgica, Urticria, Picada que no a hidrocortisona de inseto, Ardncia, Ardor,de uso tpico conjuntivite alrgica, prurido senil, prurido ocular alrgico, febre do feno, dermatite atpica, eczemasAnti-seborricos Caspa, dermatite seborrica, Inexiste seborria, oleosidadeAnti-spticos orais, anti- Aftas, Dor de garganta,Inexistespticos buco-farngeosProfilaxia das criesAnti-spticos nasais,Anti-spticos nasais,Inexistefluidificantes nasais, fluidificantes nasais, umectantesumectantes nasaisnasaisResoluo 138 de 29 de maio de 2003 29. GRUPOS DE INDICAES TERAPUTICAS ESPECIFICADAS (GITE)Grupos TeraputicosIndicaes TeraputicasRestriesAnti-spticos ocularesRestries: Adrenrgicos,(Exceto nafazolina comconcentrao < 0,1%),CorticidesAnti-spticos da pele eAssaduras, Dermatite de fraldas, Inexistemucosasdermatite de contato, dermatite amoniacal, intertrigoAnti-sptico urinrioDisria; dor, ardor,desconforto para Inexiste urinarAnti-sptico vaginal tpicos Higiene ntima,desodorizante Inexiste Resoluo 138 de 29 de maio de 2003 30. GRUPOS DE INDICAES TERAPUTICASESPECIFICADAS (GITE)Grupos TeraputicosIndicaes Teraputicas RestriesAntiinflamatriosLombalgia, Mialgia, Torcicolo, DorPermitidos: Naproxeno, articular, artralgia, ibuprofeno, cetoprofeno Inflamao da garganta, dor muscular, Dor na perna, Dor varicosa, Contuso, hematomas, entorsesAntiflebites Dor nas pernas, Dor varicosa, Inexiste Sintomas de varizes, dores nas pernas relacionadas varizes, dores aps escleroterapia venosaAntifistico, antiflatulentos, Eructao, Flatulncia, Em- Inexistecarminativos pachamento, Estufamento, aerofagia ps-operatria, gases, meteorismoResoluo 138 de 29 de maio de 2003 31. GRUPOS DE INDICAES TERAPUTICASESPECIFICADAS (GITE)Grupos TeraputicosIndicaes TeraputicasRestries Micoses de pele, frieira, micoses de unha, pano branco, infeces fngicas das unhas, onicomicoses, dermatomicoses Ptirase versicolor, tnea das mos, tnea dos ps, p de atleta, tnea Permitidos:Antifngicos, antimictios do corpo, micose de praia, tnea daTpicos virilha Candidase cutnea, monilase cutnea, dermatite seborrica, dermatomicoses superficiais, vulvovaginites, dermatiteAnti-hemorroidriosSintomas de hemorridasPermitidos:TpicosResoluo 138 de 29 de maio de 2003 32. GRUPOS DE INDICAES TERAPUTICAS ESPECIFICADAS (GITE)Grupos Teraputicos Indicaes TeraputicasRestriesAntiparasitrios: Verminoses Permitidos