of 73/73
Período Romântico Período Romântico Prof. Msc. João Prof. Msc. João Liberato Liberato UFS UFS

Período Romântico

  • View
    11.422

  • Download
    4

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Slides sobre o Período Romântico. Disciplina: História da Música III.

Text of Período Romântico

  • 1. Perodo RomnticoProf. Msc. Joo LiberatoUFS

2. Terminologia Derivado de RomanceNarrativa ou poema medievalLnguas originrias do latim (romano) Meados do sculo XVIIAlgo distante, lendrio, fictciofantsticoOposio ao mundo real e presente 3. Incio do sculo XVIIIGosto por cenrios naturais eselvagens Sculo XIX Pendor para o ilimitado Transcendncia de uma poca Liberdade, movimento, paixo Busca do inatingvel Propsito inalcanvel = carncia 4. Clssico RomnticoDistino entre as artes Confluncia entre as artesDistino entre obra e Personalidade do artistapersonalidade do artista confunde-se com a obraClarezaObscuridade e ambigidade intencionalConteno dos impulsos Impulsos extravasadosEquilbrio formalExtrapolao do equilbrio Clssico 5. Problemas Anttese Clssico x RomnticoRomantismo no classicismoClassicismo no romantismo 6. Dualidades romnticas Msica e palavra A multido e o indivduo Msicos profissionais e amadores O homem e a natureza A cincia e o irracional Materialismo e idealismo Nacionalismo e internacionalismo Revoluo e tradio 7. Msica e palavra Compositores interessados em literatura Compositores escritoresWeber, Schumann, Berlioz, Wagner Lied (msica e poesia)Influncia/msica instrumental 8. Msica programticaAssociao a matria poticaDescritiva e narrativaSugesto imaginativaTranscendncia e independncia doprograma 9. Msica programticaA msica programtica pretendia absorver etransmutar integralmente na msica otema imaginado, de tal forma que a composio da resultante, emboraincluindo o programa, o transcendesse e fosse independente dele. A msicainstrumental torna-se, assim, o veculo de expresso de pensamentos que, emborapossam ser sugeridos por palavras,extravasam [o poder expressivo delas]. (Grout) 10. A multido e o indivduo Compositor X pblicoPblico mais numeroso e diversoCrescimento da burguesiaPblico pouco preparado Busca do pblico ideal (posteridade) Pequenos crculos de apreciadores Obras grandiosas X obras intimistas 11. Compositores de msica ligeira evirtuossticaSucesso de solistas instrumentais Compositores intimistasDesprezo por facilidadesMisto de sacerdote e poetaRevelao do sentido ntimo da vida 12. Msicos profissionais e amadores A distino entre peritos e amadores, j ntida no sc. XVIII, acentuou-se ainda mais medida que se foi elevando o nvelde execuo profissional. Num extremo encontramos o grande virtuoso que fascina o pblico da sala de concertos; nooutro, o conjunto instrumental ou vocalcomposto por vizinhos ou conterrneos,ou a famlia reunida em redor do piano. (Grout, pag. 576) 13. O homem e a natureza Crescimento das cidades Afastamento da natureza Busca pelo reencontro com a natureza Natureza idealizadaSinfonia Pastoral (Beethoven)As estaes (Haydn)peras de Weber e Wagner 14. O homem e a natureza A natureza no era, porm, para o compositor romntico, um mero objeto de descrio. Sentia- se que havia uma afinidade entre a vida doartista e a vida da natureza, de forma que estaltima se convertia no apenas num refgio,mas numa fonte de fora, inspirao e revelao. Este sentido mstico de afinidade coma Natureza, contrabalanando o artificialismo da vida urbana, domina a msica do sc. XIX, talcomo domina a literatura e a arte do mesmo perodo. 15. A cincia e o irracional O sc. XIX assistiu a rpidos progressos no domnio doconhecimento exato e do mtodo cientfico. Ao mesmotempo [...] a msica deste perodo ultrapassouconstantemente as fronteiras da racionalidade,aventurando-se no terreno do inconsciente e do sobrenatural. [...] O esforo para encontrar uma linguagem musical capaz de exprimir estas novas e estranhas idias esteve na origem de um alargamento do vocabulrioharmnico e meldico e do colorido orquestral.(Grout, pg. 577) 16. Materialismo e idealismo O sc. XIX foi predominantemente uma era desecularizao e materialismo, embora tenhaassistido a um importante renascimento daigreja catlica. Ma o esprito romntico [...] foi idealista e no eclesistico. As composiesmusicais mais caractersticas do sc. XIX sobre textos litrgicos so demasiado pessoais edemasiado longas para serem normalmente usadas na igreja. 17. Nacionalismo e internacionalismo Acentuao de diferenas entre estilosnacionais Venerao do folclore Gosto pelo exotismoIdiomas musicais estrangeiros Dirigia-se a humanidade porm emlinguagem nacional 18. Revoluo e tradio nfase nas virtudes da originalidade Revolta contra as limitaes do classicismo Msica como processo evolutivo Persistncia da tradio clssica Formas Harmonia 19. Existncia de conservadores radicais Estudo sistemtico da msica do passado Publicao de obras do passado A Paixo segundo So Mateus (1829) Progressos da musicologia histrica 20. Tradio e revoluoAt o fim do sc. XVIII os compositores escreviampara o seu tempo; de um modo geral no seinteressavam muito pelo passado nem se preocupavam muito com o futuro. Mas oscompositores romnticos, ao sentirem que o presente no os acolhia favoravelmente,apelavam para o juzo da posteridade; no pormera coincidncia que 2 dos ensaios de Wagner sobre msica se intitulam Arte e Revoluo e A Obra de Arte do Futuro (1850). (Grout, pg. 578) 21. Msica instrumental O pianoTransformaes tcnicasPrincipal instrumento Msica de cmaraPouca produoCompositores mais tradicionaisSchubert, Brahms, Mendelssohn, Schumann 22. Msica orquestralBeethoven: 2 caminhos4, 7, 8 sinfonias Msica absoluta Formas clssicas5, 6, 9 sinfonias Msica programtica Formas menos convencionais 23. Diferenas estilsticasConcerto Barroco Concerto Clssico Concerto RomnticoConverso deMaior definio da Definio dapeas musicaisforma e do forma e dodiversas em instrumental doinstrumental doconcertoconcerto concertoConcertos com Definio como Gneropartes vocais gnero instrumentalinstrumentalConcerto grosso x Concerto solista Predominnciaconcerto solista absoluta do solista 24. Ritornellos Ritornellos aindaRitornellos tmtinham grande tm importncia poucaimportncia estruturalimportnciaestruturalestruturalDiversidade dePadronizao em Padronizao emquantidade de 3 movimentos3 movimentosmovimentosMovimentos em Predominncia Predominnciaestilo fugado do estilo do estilohomofnicohomofnicoContraste naMenor contraste Menor contrastealternncia entre na alternnciana alternnciaritornello e solo entre solo eentre solo eritornelloritornello 25. Figurao idiomtica Figurao idiomtica Figurao idiomticados instrumentos dos instrumentos bem dos instrumentos bemainda no estava bem definida definidadefinidaPouca explorao daMaior explorao daCentralizao naexpressividade doexpressividade doexplorao dasolistasolistaexpressividade dosolistaPoucos recursos de Orquestrao bem Orquestrao bemorquestrao desenvolvida desenvolvidaPouco Contraste entreMaior contraste entreMaior contraste entrea figurao idiomtica a figurao idiomtica a figurao idiomticado solista e do restante do solista e do restante do solista e do restanteda orquestra da orquestra da orquestra 26. O movimentoMesmaMesmalento ainda noimportncia para importncia paratinha a mesmatodos os todos osimportncia quemovimentos movimentosos rpidosBastante PoucaPoucaornamentao noornamentao ornamentaomovimento lentoTerminologia Terminologia Terminologiaimprecisa da precisa da palavra precisa da palavrapalavra concerto concerto concertoPredominnciaValorizao dosValorizao dosdo estilo Italiano estilos Alemo e estilos nacionais Francsde cada pas 27. Baixo cifradoBaixo Alberti Baixo AlbertiValorizao doValorizao do Valorizao dobaixo e dosoprano esoprano esoprano melhor melhorconstituio constituiodas vozesdas vozesintermedirias intermediriasOrquestra com Orquestra comOrquestra comc.a de 20 c.a de 35mais de 60instrumentosinstrumentos instrumentos 28. Concerto RomnticoEm alguns casos juno entre os 3 movimentosMenor importncia estrutural dos ritornelos orquestraisDeslocamento e prolongamento excessivo das cadnciasMelodismo simples, lrico, singelo, s vezes deinspirao folclrica mas sujeito a arroubos dramticosExtravasamento de fortes emoes e arroubosexpressivosAlargamento da formaEmpfindsumkeit e Sturm und Drung 29. Principais caractersticas romnticas Maior liberdade de forma e concepo; plano emocional expresso com maior intensidade e de forma mais personalista, na qual a fantasia, a imaginao e o esprito de aventura desempenham importante papel 30. nfase nas melodias lricas, do tipocano; modulaes ousadas; harmoniasmais ricas, freqentemente cromticas,com o uso de surpreendentes dissonncias Expanso da orquestra, por vezes apropores gigantescas; inveno dosistema de vlvulas, que propiciou odesenvolvimento da seo de metais, cujopeso e fora muitas vezes dominam atessitura 31. Rica variedade de tipos, desde canes epequenas peas para piano atgigantescos empreendimentos musicais delonga durao, estruturados comespetaculares clmaxes dramticos edinmicos Estreita ligao com as outras artes.Grande interesse pela msicaprogramtica 32. Em obras muito extensas, a forma e a unidadeso obtidas pelo uso de temas recorrentes (s vezes modificados ou desenvolvidos): Ide fixe (Berlioz), leitmotiv (Wagner) Maior virtuosismo tcnico, sobretudo dospianistas e violinistas Nacionalismo: reao contra a influncia alem,principalmente de compositores da Rssia,Bomia e Noruega. 33. Msica programtica Mendelssohn: Sonhos de uma noite de veroLer enredo do contoLer a anlise de Grout, pag. 612Colocar Scherzo 34. pera e drama musical Ascenso da classe mdia (c.a. 1820) Grande peraNovo tipo de peraDestinado a a cativar o pblicoPblico pouco cultoPblico em busca por emoes e diversoMeyerbeer e Scribe 35. Grande pera Tanta importncia ao espetculo como amsica Introduo de bailados, coros e multido Predominncia na Frana Influncia no mundo Wagner Verdi 36. A grande peraA grande pera [...] dava tanta importnciaao espetculo como msica; os libretos eram concebidos por forma a explorar todas as oportunidades possveis deintroduzir bailados, coros e cenas de multido. (Grout) 37. pera romntica alem Influncia mtua entre msica e literatura Episdios da histria medieval Lendas e contos de fadas Acontecimentos sobrenaturais Cenrio natural selvagem e misterioso Contraste em relao a pera francesa e italiana Melodias simples e folclricas alems 38. pera romntica alem[Na pera romntica alem] as intrigas baseiam-seem episdios da histria medieval, em lendas ou contos de fadas; em consonncia com astendncias literrias contemporneas, a histriaenvolve criaturas e acontecimentossobrenaturais, de preferncia num cenrio natural selvagem e misterioso, mas incluitambm cenas da vida humilde dos campos edas aldeias. 39. Os incidentes sobrenaturais e o cenrio naturalno so tratados como fatores secundrios, fantsticos ou decorativos, mas com a maiorseriedade, como elementos indissoluvelmente ligados ao destino dos protagonistas humanos.As personagens humanas no so consideradas como meros indivduos: so, em certo sentido, agentes ou representantes das foras sobrenaturais, boas ou ms, de forma que avitria final do heri simboliza tambm o triunfodas potncias anglicas sobre as potncias demonacas.(Grout, 641) 40. O Acorde Tristo Smbolo de superao da teoria tonal Tristo e Isolda 3 pontos explicativos do smboloImplicaes harmnicasTristo e Isolda no conj. WagnerianoPapel pessoal de Wagner 41. Acorde Tristo 42. Implicaes harmnicas Posio do acorde na pera Em relao s demais partes Em relao ao tema principal Teoria tonalProblemas de classificaoCrise da teoria tonal 43. Teoria tonal Jean-Philippe Rameau e Hugo Riemann (post.)Trait de lHarmonie (1722)Base em trades superpostas (stima etc.)Gravidade sobre um centro tonalHierarquiaFuno tonal 3 funes bsicas Tnica Subdominante Dominante 44. Progresso ordenada por Quintas Funes tonais I, IV, V, I Lgica tonal Esttica baseada em coeso, sentido edireo 45. Fundamentao em repouso, tenso erelaxam.Tnica = repousoIV e V = tenso 2Dominante com stima = maistenso Sensveis (tonal e modal) Trtono V x I = polarizao fundamentalAnlise Schenkeriana Homofonia 46. Problemas com relao a teoriatonal Composio das notas Sol# ou L (sensvel e tnica =dubiedade) Posicionamento do trtono Ambigidade e contradio funcionalV/V, IV, ou II? 47. Precedncia do aspecto linear Cromatismo Tendncias polifnicas Progresso mais baseada no cromatismo que no baixo convencional Flutuao entre tonalismo e atonalismo Falta de resoluo do tristo (smbolo demeta harmnica jamais alcanada) Tonalidade flutuante 48. Problemas de classificao doTristo Dubiedade do sol # Meio diminuto? Sol# como nota do acorde L como nota de passagem Enarmonia de Blow Exemplo Sexta aumentada francesa? Sol # como nota de passagem L como nota do acorde Exemplo 49. Enarmonia do acorde tristo naverso de Blow 50. Seria uma acorde de sextafrancesa ? 51. O Drama Musical (Grout, pg. 646) A concepo do Drama Musical segundoWagner pode ser ilustrada atravs deTristo e Isolda. A histria extrada de um romance medieval de origem cltica. O ideal que domina a estrutura formal daobra de Wagner a unidade absoluta entre drama e msica, considerados como expresses organicamente interligadas deuma nica idia dramtica ao contrriodo que sucede na pera convencional,onde o canto predomina e o libreto ummero suporte da msica. 52. O poema, a concepo dos cenrios, aencenao, a ao e a msica so encarados como aspectos de umaestrutura total, ou Gesamtkunstwerk (obra de arte total) [...] por conseguinte, a teia orquestral o elemento fundamental damsica e as linhas vocais so parteintegrante da textura polifnica, e no rias com acompanhamento. 53. Influncia de Tristo e Isolda(Grout, pg. 648)Poucas obras na histria da msica ocidental influenciaram to poderosamente geraes sucessivas de compositores como Tristo e Isolda. O sistema deleitmotivs subordina-se a, de forma mais feliz, a uma fluidez da inspirao, a umaintensidade emocional sem quebras, quedissimulam e transcendem eficazmente o mero engenho tcnico. 54. O Leitmotiv Tema ou motivo musical associado a umapessoa, objeto ou idia Recurso de coerncia formal Bastante utilizado por Wagner e outroscompositores 55. A msica, dentro de cada ato, contnua, rejeitando a diviso formal em recitativos,rias e outros tipos de sees. Ainda assim, a continuidade no absoluta:mantem-se a diviso mais ampla emcenas e dentro de cada cena continua aser clara a distino entre passagens de recitativo, pontuadas pela orquestra epassagens de melodia arioso com acompanhamento orquestral contnuo. 56. O Leitmotiv (Grout, pg. 647)O leitmotiv uma espcie de etiquetamusical mas mais do que isso: vaiacumulando relevncia medida que serepete em novos contextos; pode servir para recordar a idia do objeto em situaes em que este no est presente; pode ser sujeito a variaes, desenvolvido ou transformado de acordo com aevoluo da intriga; 57. a semelhana de motivos pode sugerir uma ligao profunda entre os objetos a que esses motivos se referem; os diversosmotivos podem combinarcontrapontisticamente; finalmente, arepetio de motivos uma forma eficazde dar unidade musical ao conjunto da obra, tal como a repetio de temas numa sinfonia. 58. Tristo e Isolda O Anel do Nibelungo O Ouro do Reno O Crepsculo dos Deuses Os Mestres Cantores deNuremberg Parsifal 59. Richard Wagner Figura fulcral durante o sc. XIX Consumao da pera Romntica alem Criador do Drama Musical Escritor influente per und Drama (1851) Bayreuth 60. Richard Wagner 61. Tristo e Isolda 62. Compositores romnticos Beethoven Schubert Berlioz Mendelssohn Chopin Schumann Liszt 63. Wagner Verdi Smetana Brahms Tchaikovsky Dvork Grieg 64. Rinsk-Korsakov Elgar Albeniz Mahler R. Strauss 65. Ps-romantismoOu Romantismo Tardio 66. Ps-romantismo Incio do sc. XX Perodo de agitao social Tenso internacional I Guerra Mundial Experincias musicais mais radicais Fim das convenes de tonalidade nosmoldes tradicionais 67. Compositores Principais Gustav Mahler Sinfonia Richard Strauss peras e poemas sinfnicos Obras grandiosas Composio de Lied 68. Sinfonias de Mahler Longas Formalmente complexas Carter programtico Enormes recursos de execuo 69. Audcia e exigncia na orquestrao Dualismo entre sofisticao e simplicidade Lirismo Folclore austraco Descrio da natureza 70. A terceira sinfonia A terceira [sinfonia], em contrapartida, prejudicada por uma dicotomia de estilosdemasiado evidente. A um primeiro andamentoamplo e extremamente desenvolvido seguem-se4 andamentos relativamente breves e dspares:um minuete e trio, um scherzando baseado numa das primeiras canes de Mahler e ondese destaca a interveno de uma corneta de postilho, um solo de contralto sobre um textodo Zaratustra de Nietzsche, um solo de soprano,com coro feminino e de rapazes, sobre umacano alegre. [Grout, pg. 658, 659]