VIVIANA LANEL - 2012. 3. 14.¢  Leucoplasia Verrucosa Proliferativa X Leucoplasia Oral: um estudo cl£­nico

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  • VIVIANA LANEL

    Leucoplasia Verrucosa Proliferativa X Leucoplasia Oral: um estudo clínico comparativo e análise

    crítica dos critérios de diagnóstico

    São Paulo 2011

  • VIVIANA LANEL

    Leucoplasia Verrucosa Proliferativa X Leucoplasia Oral: um estudo clínico comparativo e análise

    crítica dos critérios de diagnóstico Versão Original

    Dissertação apresentada à Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, para obter o título de Mestre, pelo Programa de Pós- Graduação em Odontologia.

    Área de concentração: Diagnóstico bucal

    Orientador: Prof. Dr. Celso Augusto Lemos Júnior

    São Paulo 2011

  • Lanel V. Leucoplasia verrucosa proliferativa X leucoplasia oral: um estudo clínico comparativo e análise crítica dos critérios de diagnóstico. Dissertação apresentada à Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo para a obtenção do título de Mestre em Odontologia. Aprovado em: / / 2011

    Banca examinadora

    Prof(a). Dr(a)._____________________Instituição: ________________________

    Julgamento: ______________________Assinatura: ________________________

    Prof(a). Dr(a)._____________________Instituição: ________________________

    Julgamento: ______________________Assinatura: ________________________

    Prof(a). Dr(a)._____________________Instituição: ________________________

    Julgamento: ______________________Assinatura: ________________________

  • Aos meus pais, Meir Lanel e Janete Pereira, por todo amor, carinho,

    compreensão e infindável apoio, não apenas durante a realização deste trabalho,

    mas em todos os momentos.

    Ao meu irmão Ricardo Lanel, pelo carinho, paciência, constante incentivo e

    por exercer o papel de irmão de maneira sublime.

    A minha cunhada Simone Tonetto, pelo carinho, amizade e palavras de

    apoio sempre presentes.

    Ao meu querido Jan Marcel P. Gentil, o tempo parece ser curto, mas

    obrigada por me presentear com imenso carinho, companheirismo e amizade.

  • AGRADECIMENTOS

    Ao meu orientador, Prof. Celso Augusto Lemos Jr., pelo incentivo, paciência

    e amizade. Sua contribuição neste trabalho é imensurável e sempre serei grata por

    tudo que me ensinou, não apenas no âmbito acadêmico, mas também no lado

    humano que todo professor deve ter.

    Ao Professor Fernando Ricardo Xavier da Silveira, que se mostrou ser, além

    de um brilhante professor e pesquisador, uma pessoa extremamente bondosa e de

    caráter elevado. Agradeço enormemente sua amizade e contribuição neste trabalho.

    Aos demais professores do departamento de Estomatologia Clínica, Andréa

    Lusvarghi Witzel, Dante Antônio Migliari, Fábio de Abreu Alves, Noberto Nobuo

    Sugaya por todos os ensinamentos e por serem exemplos de dedicação à docência

    e pesquisa.

    Aos funcionários do departamento de Estomatologia, Laerte Zanon, Iracema

    Mascarenhas (Nyna), Cecília Muniz e à ex-funcionária Aparecida Ferreira de

    Andrade (Cida), por todo empenho e atenção.

    À funcionária Maria Lourdes Afonso Guimarães por sua gentileza e

    paciência em separar os inúmeros prontuários utilizados nesta pesquisa.

    Aos colegas de pós-graduação, em especial, Carla Silva Siqueira, Carlos

    Eduardo Pitta de Luca, Elisângela Noborikawa Ferreira, Inês Fugitaro Otobe, José

    Narciso Rosa Assunção Jr., Luana Escholz Bomfin, Marina Lara de Carli e Rosana

    Canteras di Matteo. Obrigada pelo companheirismo e amizade ao longo dessa

    jornada.

    Às minhas queridas amigas Anna Carolina Aguiar Cassanho, Cláudia

    Roberta Santos Azuma, Natália Rubez Rocha, Rita de Cássia Araújo Rocha e Thaís

    Borguezan Nunes, vocês representam o significado real da palavra amizade.

    Obrigada por tudo que vivemos e que ainda viveremos juntas.

    Às minhas queridas e eternas professoras de Semiologia da FOSJC, Ana

    Sueli Rodrigues Cavalcante e Janete Dias Almeida. Vocês foram as responsáveis

    pela minha introdução e paixão pela Estomatologia ainda nos tempos de graduação.

    Obrigada pelo incentivo, carinho e amizade.

  • “Love, in the divine alchemy of life, transmutes all duties into privileges, all responsibilities into joys”

    William George Jordan

    http://quotabl.es/quotes/by/william-george-jordan

  • RESUMO

    Lanel V. Leucoplasia verrucosa proliferativa X leucoplasia oral: um estudo clínico comparativo e análise crítica dos critérios de diagnóstico [dissertação]. São Paulo: Universidade de São Paulo, Faculdade de Odontologia; 2011. Versão Original

    A leucoplasia verrucosa proliferativa (LVP) é classificada como um subtipo da

    leucoplasia oral (LO), de rara incidência e alto potencial de malignização. Acomete

    com maior frequência pacientes do gênero feminino, acima da sétima década de

    vida e apresenta altos índices de recorrência após a realização de qualquer

    modalidade de tratamento. Seu aspecto clínico inicial é caracterizado pela presença

    de lesão branca, homogênea, aparentemente inócua, que desenvolve áreas

    eritematosas, superfície verrucosa, comportamento agressivo e envolvimento

    multifocal com o passar do tempo. A evolução clínica é geralmente lenta, levando

    anos para que ocorra transformação maligna. Existem divergências na literatura

    quanto aos critérios utilizados em seu diagnóstico. Alguns autores preconizam

    aqueles descritos em seu primeiro relato em 1985, que exigiam o acompanhamento

    das lesões desde sua fase inicial até o desenvolvimento de áreas verrucosas

    enquanto outros acreditam que o aguardo de fases avançadas apenas atrasa o

    diagnóstico e a instituição de tratamentos, aumentando as chances de malignização

    e piora do prognóstico dos pacientes. O objetivo desse estudo foi avaliar as

    características clínicas e demográficas dos indivíduos diagnosticados com LVP e

    compará-las a de pacientes diagnosticados com LO. Também foi realizada uma

    revisão e discussão dos critérios diagnósticos encontrados na literatura. Em nosso

    estudo analisamos retrospectivamente prontuários de pacientes diagnosticados na

    Disciplina de Estomatologia da FOUSP. Foram encontrados 9 pacientes

    diagnosticados com LVP, no período de 2007 a 2011, e 29 com LO, entre 1997 e

    2011. Observamos que a LVP apresentou maior incidência em pacientes do gênero

    feminino, sem hábitos de tabagismo ou etilismo, com idade média de 73 anos. Já

    dentre os indivíduos com LO não encontramos diferença entre o envolvimento dos

    gêneros feminino e masculino, a idade média foi 57 anos e a maioria era tabagista

    ou etilista. O tempo médio de evolução da LVP foi de 5,4 anos enquanto da LO foi

    de 19,6 meses. Clinicamente, nenhum dos pacientes com LVP apresentou lesão

  • homogênea inicial, sendo que todas eram multifocais, de comportamento agressivo

    e disseminado, com aspecto que variava desde placas brancas lisas até as não-

    homogêneas, de superfície verrucosa, papilífera, com áreas eritematosas. Os

    pacientes com LO apresentavam lesões uni e multifocais localizadas, sendo que a

    maioria possuía placas brancas, de aspecto homogêneo. O grupo da LVP

    demonstrou taxas mais altas de recidiva em comparação as LO. A exigência de se

    acompanhar a lesão desde sua fase inicial e desconsiderar aquelas que apresentam

    aspecto multifocal na primeira consulta pode levar ao diagnóstico errôneo de uma

    verdadeira LVP, assim como aguardar o desenvolvimento de áreas verrucosas pode

    causar atraso considerável no diagnóstico, levando a tratamentos tardios e piorando

    o prognóstico do paciente. Sugerimos que dentre os critérios de diagnóstico da LVP

    devam ser considerados a presença de lesões brancas multifocais, lesões de

    comportamento agressivo, longo período de evolução, recorrência após qualquer

    forma de tratamento e não necessariamente apresentem aspecto verrucoso no

    momento do diagnóstico.

    Palavras-chave: Leucoplasia verrucosa proliferativa. Leucoplasia oral. Carcinoma espinocelular. Lesão potencialmente maligna.

  • ABSTRACT

    Lanel V. Proliferative verrucous leukoplakia X oral leukoplakia: a comparative clinical study and a critical analysis of diagnostic criteria [dissertation]. São Paulo: Universidade de São Paulo, Faculdade de Odontologia; 2011. Versão Original.

    The proliferative verrucous leukoplakia (PVL) is a rare entity and was classified as a

    subtype of oral leukoplakia (OL). It affects more commonly elderly females and tends

    to recur after any type of treatment. Initially, it presents inconspicuous white lesions

    that progress to non-homogenous areas and develop verrucous surface, aggressive

    behavior and multifocal involvement over time. The lesions show a high tendency to

    transform into squamous cell carcinomas, usually taking years or decad