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    UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL

    UNIDADE EM SANTANA DO LIVRAMENTO

    CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM AGROINDSTRIA

    FLVIA DORNELLES GOMES

    A PRODUO DE ALIMENTOS PARA AUTOCONSUMO EM ASSENTAMENTOS:

    UMA ESTRATGIA DE DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR

    SantAna do Livramento

    2012

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    FLVIA DORNELLES GOMES

    A PRODUO DE ALIMENTOS PARA AUTOCONSUMO EM ASSENTAMENTOS:

    UMA ESTRATGIA DE DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR

    Relatrio final apresentado disciplina de

    Estgio Supervisionado do Curso Superior

    de Tecnologia em Agroindstria da

    Universidade Estadual do Rio Grande do

    Sul, como requisito parcial para obteno do

    grau de Tecnlogo em Agroindstria.

    Orientador: Me: Anor Aluzio Menine Guedes

    Supervisora: Dra. Adriana Helena Lau

    SantAna do Livramento

    2012

  • 2

    FLVIA DORNELLES GOMES

    A PRODUO DE ALIMENTOS PARA AUTOCONSUMO EM ASSENTAMENTOS:

    UMA ESTRATGIA DE DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR

    Relatrio final apresentado disciplina de

    Estgio Supervisionado do Curso Superior

    de Tecnologia em Agroindstria da

    Universidade Estadual do Rio Grande do

    Sul, como requisito parcial para obteno do

    grau de Tecnlogo em Agroindstria.

    Aprovado em ......../........./..........

    Banca Examinadora:

    .....................................................................

    Prof. Dra.. Lcia Silva e Silva

    .....................................................................

    Prof. Me. Raquel Bastos Rubin

    .....................................................................

    Prof. Me. Tanira Marinho Fabres

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    AGRADECIMENTOS

    A minha famlia eu dedico essa conquista, em especial aos meus pais. A

    minha me agradeo por sempre me ajudar e incentivar a seguir nos momentos

    difceis, tornando minha vida mais feliz e possibilitando que eu realize meus sonhos.

    A meu pai, pessoa pela qual eu tenho muito orgulho e que muito me inspira, pela

    sua honestidade e inteligncia. A minha irm por sempre torcer pelo meu sucesso

    A minha filha, pelo amor e companheirismo para comigo, pela amizade, pelas

    longas noites em que ficou esperando-me retornar e pelas madrugadas de estudo

    em que permaneceu ao meu lado. Ao meu namorado Andr, por entender quando

    foi necessrio me ausentar, por me ajudar em todos os momentos e principalmente

    por sempre ter permanecido ao meu lado.

    Ao meu professor e orientador Anor Aluzio Menine Guedes por me

    proporcionar valorosas experincias acadmicas das quais tive a felicidade de

    participar e por muito tempo de conversas e explicaes inspiradoras, que me

    incentivaram a seguir novos rumos.

    Aos colegas pelos bons momentos que passamos juntos ao longo desta

    jornada e em especial a Cludio Cruxen, Daiana de Marco, Glucia Espinosa,

    Caroline Alvarez e Gregrio Heredes pela amizade, pelo companheirismo e por

    todos os timos trabalhos que fizemos juntos.

    Aos professores da UERGS de SantAna do Livramento, em especial a

    professora Lcia Silva e Silva por sempre ouvir nossos anseios, respeitar nossas

    opinies e diferenas e pelos abraos carinhosos. A professora Adriana Lau, Raquel

    Rubin, Marcelo Paim, Cludia Ojeda e aos demais professores e funcionrios da

    unidade da Uergs de SantAna do Livramento que estiveram conosco nesta

    caminhada.

    Aos agricultores do assentamento Leonel Brizola pela acolhida e pela ateno

    que me foi dada, em especial a Claiton de Carli e sua famlia. Aos funcionrios da

    COPTEC por terem possibilitado que este estgio fosse realizado, em especial a

    Marilene Kupsinski, Marta Roncai , Cleunes Tadeu Martins, Fbio Forgiarini e Cenair

    Leal.

    todos o meu agradecimento, vocs fazem parte da minha conquista a qual

    levarei comigo para sempre.

  • 4

    Sou um s, mas ainda assim sou um. No posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E, por no poder fazer tudo, no me recusarei a fazer o pouco que posso.

    Edward Everett Hale

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    LISTA DE ABREVIATURAS

    ABRANDH Associao Brasileira pela Nutrio e Direitos Humanos

    CI Consumo Intermedirio

    CONSEA - Conselho Nacional de Segurana Alimentar e Nutricional

    COPTEC Cooperativa de Prestao de Servios Tcnicos

    D Depreciao

    FAO - Food and Agriculture Organization of the United Nations

    FNDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educao

    IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica

    IBRA Instituto Brasileiro de Reforma Agrria

    INCRA - Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria

    INDA - Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrrio

    MDA Ministrio do Desenvolvimento Agrrio

    MS Ministrio da Sade

    MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra

    PB - Produto Bruto

    PNAE - Programa Nacional de Alimentao Escolar

    PNDTR - Programa Nacional de Documentao da Trabalhadora Rural

    PRONAF - Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar

    PW Produtividade do Trabalho

    RA Renda Agrcola

    RWf - Remunerao do Trabalho Familiar

    SUAS - Sistema nico de Assistncia Social

    SDR Secretaria de Desenvolvimento Rural

    UT Unidade de Trabalho

    UTH Unidade de Trabalho Homem

    VAB Valor Agregado Bruto

    VAL Valor Agregado Lquido

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    SUMRIO

    INTRODUO ........................................................................................................... 7 1.1 CONTEXTUALIZAO HISTRICA .................................................................... 7 1.1.1 SantAna do Livramento .................................................................................. 7 1.1.2 O Processo de Reforma Agrria no Pas ........................................................ 9 1.1.3 A Reforma Agrria na Fronteira: assentamentos rurais em SantAna do Livramento ............................................................................................................... 10 1.2 A AGRICULTURA FAMILIAR ............................................................................. 12 1.3 SEGURANA E SOBERANIA ALIMENTAR ....................................................... 14 1.3.1 Polticas Pblicas e Segurana Alimentar ................................................... 15 1.4 DO CAMPO AO PRATO, A PRODUO DESTINADA AO AUTOCONSUMO .. 17 1.4.1 A alimentao ................................................................................................. 17 1.4.2 O Saber Fazer: influncias da cultura na alimentao ................................ 18 1.4.3 Alm da alimentao: o autoconsumo como instrumento de sociabilizao .......................................................................................................... 19 1.4.4 O Autoconsumo e as questes de gnero ................................................... 19 2 OBJETIVOS ........................................................................................................... 22 2.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................. 22 2.2 OBJETIVOS ESPECFICOS ............................................................................... 22 3 METODOLOGIA .................................................................................................... 23 3.1 LOCAL DA REALIZAO DO ESTGIO E INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS ..................................................................................................................... 25 3.2 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ........................................................................25 4 RESULTADOS E DISCUSSO .............................................................................26 CONSIDERAES FINAIS.......................................................................................37

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ......................................................................... 39 APNDICES ............................................................................................................. 42

    ANEXOS....................................................................................................................46

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    INTRODUO

    1.1 CONTEXTUALIZAO HISTRICA

    1.1.1 SantAna do Livramento

    SantAna do Livramento o segundo maior municpio em extenso do Estado

    do Rio Grande do Sul, ocupando uma rea de 6.950,388 km2, e est situado na

    regio da Campanha Gacha (Figura 1). Possui atualmente 82.464 habitantes,

    sendo que destes, 8.054 residem na zona rural (IBGE, 2012).

    Figura 1: Localizao de SantAna do Livramento.

    A construo do municpio de SantAna do Livramento/RS pode ser descrita

    atravs de uma contextualizao socioespacial das primeiras ocupaes, sua

    estrutura de produo, seus costumes e o incio de seu desenvolvimento industrial

    (CHELOTI, 2003).

    O municpio teve origem em 1814, quando o governo preocupado com a

    consolidao de posse da ento fronteira do Rio Pardo, concedeu inmeras

    sesmarias a 34 famlias que iniciaram o povoamento da regio. A cidade foi

    oficialmente fundada em 1823. A economia baseada na pecuria consolidou-se no

    municpio, tendo aqui por vrios anos existido o maior rebanho bovino do Estado, o

    qual era destinado s charqueadas localizadas em outros municpios como Bag,

    Uruguaiana, Quara, Paisand e Tacuaremb, estas duas ultimas localizadas no

    pas vizinho, Uruguai. A dificuldade no transporte da produo devido inexistncia

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