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SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO · PDF fileprojeto gráfico e ... envolvem jogos, brinquedos e brincadeiras que garantem o ... algumas obras musicais que são referência para o

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    Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)

    So Paulo (SP), Secretaria Municipal de Educao. Diretoria de Orientao Tcnica. So Paulo uma escola - Manual de Brincadeiras/ Secretaria Municipal de Educao. - So Paulo : SME /DOT, 2006. 96p. il. Bibliografia 1. Educao Infantil I.

    CDD 372.21

    Cdigo da Memria Tcnica Documental: CO.DOT3 / Sa.007/06

    SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAO

    CENTRO DE MULTIMEIOS - setor de ARTES GRFICAS

    projeto grfico e editoraoANA RITA DA COSTACONCEIO AP. B. CARLOS

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    Na tarefa de garantir s crianas seu direito de viver a infncia e desenvolver-se em situaes

    agradveis, estimulantes, espontneas e criativas, a Diviso de Orientao Tcnica de Educao Infantil,

    da Diretoria de Orientao Tcnica da Secretaria Municipal de Educao elaborou o MANUAL DE

    BRINCADEIRAS. So Paulo

    Este material foi organizado pela DOT EI para colaborar com todos os envolvidos no

    PROGRAMA SO PAULO UMA ESCOLA que, com atividades culturais, de lazer e de recreao,

    de segunda a sexta-feira e nos fins de semana, busca organizar o antes e o depois do horrio em que

    a criana freqenta a Unidade Educacional.

    Nas instituies de Educao Infantil, a organizao dos diferentes espaos para ampliar a

    ocorrncia das brincadeiras exige um planejamento que considere o carter essencialmente ldico

    das vivncias infantis. Brincar, como a principal linguagem da infncia, compreende prticas que

    envolvem jogos, brinquedos e brincadeiras que garantem o direito criana de comunicar-se, de

    interagir, de aprender, de viver e conviver.

    Acredito que a partir do MANUAL DE BRINCADEIRAS muitas boas aes podero ser

    desencadeadas e contribuiro para que a brincadeira infantil ocupe, cada vez mais, um lugar privilegiado

    nas rotinas das nossas Unidades Educacionais tanto em seus horrios regulares, quanto no perodo

    anterior ou posterior escola. Conquistar toda a comunidade e tornar nossa cidade, cada vez mais,

    uma cidade educadora tarefa de todos.

    Jos Aristodemo Pinotti

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    APRESENTAO

    Este documento, que denominamos de Manual de Brincadeiras, foi organizado pela equipe da Diviso

    de Orientao Tcnica de Educao Infantil como contribuio para o segmento da Educao Infantil

    do Programa So Paulo uma escola.

    Para isso comeamos a pensar e relembrar nossas infncias: partimos ao encontro de nossa criana.

    Esta imerso foi maior do que o tempo e o espao em que hoje fincamos o p, esquecendo-nos quase

    sempre de que um dia tambm fomos crianas.

    Voltamos no tempo, muitas vezes no espao, e alcanamos nossas melhores lembranas da infncia.

    Este processo demandou tempo, e neste tempo buscamos resgatar tambm em livros, revistas, sites e,

    principalmente, com outras pessoas as brincadeiras que vivencivamos na nossa infncia.

    Apresentamos, portanto, de modo muito carinhoso e honesto um pouco da infncia de todos ns.

    Este material deve ser visto como uma referncia para a prtica. Cada intrprete deste texto, a cada

    leitura, a cada interao, poder e dever criar novas possibilidades e diversas outras brincadeiras. O

    Manual permite inovaes em cada pgina e alteraes de regras, de formas e de contedos de todas

    as brincadeiras. A est o grande segredo: invente, crie, amplie este Manual junto com suas crianas e

    comece a crescer novamente...

    DIRETORIA DE ORIENTAO TCNICADIVISO DE EDUCAO INFANTIL

    Fevereiro de 2006

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    PARA COMEAR...

    LEMBRANDO AOS MONITORES...

    QUADRO DE BRINCADEIRAS

    JOGOS DE FAZ-DE-CONTA

    JOGOS DE CONSTRUO

    JOGOS DE REGRAS

    JOGOS COOPERATIVOS

    LEMBRAM DISSO?. Cabra cega. Agacha-agacha. Coelhinho sai da toca. Queimada. Balana caixo. Elefantinho colorido. Esttua. Batata quente. Barra manteiga. Corrida de saco. Caracol. Amarelinha. Passa, passa trs vezes. Elstico. Passa anel. Arranca rabo. Beijo, abrao ou aperto de mo. Vivo ou Morto. Telefone sem fio

    NDICE09

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    . Boca de forno

    . Dana da cadeira

    . Cabo de guerra

    . Mame, posso ir?

    BRINQUEDOS QUE MEUS PAIS BRINCAVAM.... Pipa. Pio. Peteca. Cinco marias ou pedrinhas

    FAZENDO O PRPRIO BRINQUEDO.... Cavalo de pau. P de lata. Diabol. Capucheta

    QUANDO TODOS GANHAM.... Basquete: a cesta de todos. Estamos todos no mesmo saco. Jogo das cadeiras cooperativo. Coelhinho na toca. Elefantinho colorido. Tartaruga gigante

    LEVAR A VIDA CANTANDO . As brincadeiras musicais. Parlendas. Trilhas sonoras da infncia

    PARA CRIAR OU AMPLIAR O REPERTRIO

    PARA AQULES QUE QUISEREM SABER MAIS

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    93

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    DOT- Educao Infantil entende que o PROGRAMA SO PAULO UMA ESCOLA parteintegrante de uma proposta educacional que se destina a toda cidade e a cada cidado e quetem por finalidade maior organizar, gradativamente,as pessoas, os espaos e as vrias oportuni-dades existentes na cidade, para que o potencial educador desta se realize plenamente. Oresultado deste trabalho ser a formao integral das crianas, jovens e adultos que vivem nestacapital, aproveitando um recurso imenso existente, que o que esta cidade tem de melhor: seus

    cidados.

    Para tal, a organizao do antes e do depois da escola, dos tempos e dos espaos, enriquecidascom atividades culturais, esportivas, de lazer e de recreao torna-se fundamental. Da, a

    necessidade do envolvimento de toda a Comunidade Escolar.

    Estamos utilizando os diversos equipamentos j existentes no municpio, como as prprias escolas,

    os CEUs, parques, praas, centros culturais, museus, balnerios e o Sambdromo, mostrando

    assim o multiuso dos espaos como algo vivel.A idia da educao integral est presente nos

    maiores centros urbanos mundiais, onde os horrios das escolas, creches, bibliotecas e demais

    espaos pblicos atendem as plenas necessidades de seus usurios, acarretando assim a melhoria

    de qualidade de vida das crianas e das famlias.

    PARA COMEAR ...

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    Nossa tarefa agora, enquanto Diviso de Educao Infantil, apontar como entendemos que

    estes tempos e espaos devem ser ocupados e apropriados, ainda na primeira infncia, pelas

    crianas da Rede de Escolas Municipais de Educao Infantil.

    Dessa forma as crianas podero vislumbrar um espao ldico e de fantasias, no qual a brincadeira

    seja o maior e o principal motivo para que continuem na escola.

    Partimos do princpio de que todos os envolvidos com os projetos destinados s crianas de 4 a

    6 anos sabem da importncia do ldico para esta faixa etria e, portanto, elaboramos esquemas

    muito tranqilos e perfeitamente exeqveis de atividades para esta faixa etria. Indicamos tambm

    algumas obras musicais que so referncia para o trabalho na educao infantil.

    Precisamos destacar a importncia da observao constante das crianas, a fim de que os

    educadores/ monitores aproveitem as oportunidades e criem intervenes, para tirar com o

    grupo novas regras, para corrigir as estratgias anteriormente estabelecidas...

    Lembramos tambm que as faixas etrias indicadas so apenas sugestes, devendo ser tomadas

    como referncia para o planejamento das brincadeiras. Aqui, mais uma vez, sugerimos que voc

    observe as crianas, no sentido de perceber como cada uma delas se envolve ou no nas

    brincadeiras e como elas se relacionam com as regras e com os outros colegas.

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    EMEI Antonio Rubbo Muller - Coordenadoria de Educao Ipiranga

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    Mediar a relao que as crianas estabelecem entre si talvez seja a principal ao do educadornesta faixa etria. Como assim? O educador auxilia o processo de desenvolvimento dascapacidades infantis, tais como: tomadas de decises, construo e apreenso de regras,cooperao, dilogo, solidariedade etc. Assim, o educador favorece o desenvolvimento desentimentos de justia e atitudes de cuidado que a criana passa a ter consigo mesma e com asoutras pessoas. Portanto, o educador participa da brincadeira, alm de organiz-la, observ-la eavali-la. Para isso, o processo de observao das crianas durante a brincadeira torna-sefundamental.

    O educador, quando considera a criana um ser ativo em seu processo de desenvolvimento, faza mediao entre ela e seu meio, podendo utilizar recursos como: materiais, brinquedos, atividadesplsticas etc. Mas ateno: fundamental o modo pelo qual o educador se relaciona com ascrianas.

    Como assim? Vamos nos perguntar:

    Com que olhar o educador observa a criana? Seu olhar de crtica ou de apoio? Ele d respostas prontas ou estimula a criana descobrir por si mesma? Ele explica os acontecimentos e as regras, questionando-as com as crianas?

    LEMBRANDO AOS MONITORES ...

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    O educador deve interagir com a criana de modo a ser um facilitador, interventor,

    problematizador e propositor de novas idias, espaos e brincadeiras, levando em conta as reaes

    das mesmas e as encorajando em seus modos de brincar e de compreender o mundo. Assim, o

    educador e as crianas, juntos, podero transformar e descobrir diferentes modos de se relacionar.

    Quando o educador compartilha uma brincadeira ou jogo com a criana, ele pode ajud-la aenfrentar eventuais insucessos, estimular seu raciocnio, sua criatividade, reflexo, autonomiaetc. Isto quer dizer: quando o educador tem inteno de brincar junto com a criana, pode criar

    diversas situaes que estimulem o seu desenvolvimento, sua inteligncia e afetividade.

    Quando a criana brinca com outra criana age de maneira