Samizdat 37 - A Poesia Latino-Americana

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  • 8/22/2019 Samizdat 37 - A Poesia Latino-Americana

    1/80

    SAMIZDAT

    37julho

    2013

    ano VI

    ficina

    www.evss.c

    http://samizdat.oficinaeditora.com/http://samizdat.oficinaeditora.com/
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    Edio, Capa e DiagramaoHenry Alfred Bugalho

    Editor de poesiaVolmar Camargo Junior

    AutoresCristina Garcia Lopes AlvesTatiana Alves

    Joaquim BispoThomas Rodolfo BrennerAdriane Dias BuenoHenry Alfred BugalhoVolmar Camargo JuniorRafael F. CarvalhoRodrigo DomitDayvson FabianoClaudiomiro Machado FerreiraCinthia KriemlerEdweine Loureiro

    Priscila LopesLeandro LuizEduardo MacedoFelipe Garcia de MedeirosLohan Lage PignoneAndria PiresSilvana RamosVanessa ReginaSetbalLeonardo SiviottiAntonio Fernando Sodr Jnior

    Ricardo ThadeuVander Vieira

    Textos de:Jorge Luis BorgesMrio de S-CarneiroLeopoldo LugonesJos MartPablo NerudaOctavio Paz

    Foto da Capa: Pablo Nerudawww.revistasamizdat.com

    ISSN 2281-0668

    SAMIZDAT 37julho de 2013

    Obra Licenciada pela Atribuio-Uso No-Comercial-Vedadaa Criao de Obras Derivadas 2.5 Brasil Creative Commons.

    Todas as imagens publicadas so de domnio pblico, royaltyfree ou sob licena Creative Commons.

    Os textos publicados so de domnio pblico, com consensoou autorizao prvia dos autores, sob licena Creative Com-mons, ou se enquadram na doutrina de fair use da Lei deCopyright dos EUA (107-112).

    As ideias expressas so de inteira responsabilidade deseus autores. A revista adota a ortograa do Novo Acordo

    Ortogrco. A aceitao da reviso proposta depende davontade expressa dos colaboradores.

    El

    H meros seis anos escrevo poesia gosto de acreditarque o que fao. Toda minha produo pode ser acompa-nhada desde a primeira edio da SAMIZDAT. De tudo oque escrevia, tomava o cuidado de selecionar o que julgavamais adequado ao esprito, vibe da SAM. H alguns me-ses, o patro Henry deu-me a incumbncia de receber ospoemas submetidos revista. Nos ltimos meses, recebemosuma quantidade signicativa de textos, bons, muito bons e,ufa, alguns de tirar o flego. No princpio, foi muito, muitodifcil pensar nos critrios para fazer a triagem do que iriaou no ser publicado. Enm, precisei submet-los ao mesmocrivo que estabeleci para escolher os meus: o que queremosdizer aqui, o discurso dessa publicao. Isso no signicaque aqui se encontra uma elite. No somos o mainstream dapoesia lusfona contempornea. Somos independentes, irre-verentes de certa forma. Nesta 37 edio, encontramos umaamostra do melhor que recebemos. Um grande motivo de

    orgulho, mas tambm de preocupao: co aito quando ospoemas comeam a chegar, e preciso fazer cortes; mas, acre-ditem, graticante ver que existe uma assustadora leva debons poetas em portugus, vivos, ativos, procurando espaopara suas melhores coisas. Aqui, uma edio de boa poesiaindependente, irreverente. Impactante.

    Boa leitura.

    Volmar Camargo Junior

    http://samizdat.oficinaeditora.com/http://samizdat.oficinaeditora.com/
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    SumrioPor quE Samizdat? 8

    Henry Alfred Bugalho

    ENtrEViStamnk dh, nn e se n s s vens an 10

    rEComENdaES dE LEitura

    H Sbs n Cc 14Edweine Loureiro

    autor Em LNGua PortuGuESaPes e m e S-Cne 16

    CoNtoCn o os a esl e

    vl ac Sl e encn c sn c 22Joaquim Bispo

    N e c... 25Rafael F. Carvalho

    Nveg e Csnh 26Silvana Ramos

    Ce 27

    Eduardo Macedo

    Kschng 28Setbal

    a Enevs 30Lohan Lage Pignone

    Bln Ven 34Tatiana Alves

    Bbe 36Rodrigo Domit

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    Segn V 38Andria Pires

    Ple al 40Dayvson Fabiano

    o r 42Cinthia Kriemler

    Jne de 46Adriane Dias Bueno

    traduoVess Sples 50

    Jos Mart

    Pe 6 52Pablo Nerudao Pss 53

    Octavio Paz

    L mlgn 54Leopoldo Lugones

    as rs 55Jorge Luis Borges

    tEoria LitErriaa ml Lng Pges 56

    Henry Alfred Bugalho

    artiGoo dwnl e Lvs 60

    Claudiomiro Machado Ferreira

    CrNiCaas Bs-Vns 64Antonio Fernando Sodr Jnior

    a Vv 66Leandro Luiz

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    5

    PoESia che ncnfnvel e p 68

    Volmar Camargo Junior

    as egs p cnsev se 69Volmar Camargo Junior

    Pjees 70Priscila Lopes

    res 71Vanessa Regina

    a rs Glcl 72Felipe Garcia de Medeiros

    d pe esc n penle 74

    Vander Vieira

    Lnes 75Cristina Garcia Lopes Alves

    CoNCurSoGnhes i Cncs e mncnsaes S/a 76

    Cinthia Kriemler 76

    Leonardo Siviotti 77

    Ricardo Thadeu 77

    Thomas Rodolfo Brenner 78

    Sg-ns n Fcebk e twe e cpnhe s nves

    revs Samizdat

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    6 SAMIZDAT julho de 2013ficina

    www.ofcinaeditora.com

    O lugar onde

    a boa Literatura fabricada

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    7www.revistasamizdat.com

    A Revista SAMIZDAT conta com a suaparticipao para manter o alto padro das

    publicaes.

    Aceitamos e estimulamos a participaode autores estreantes, pois o nosso objetivo apresentar a maior diversidade possvelde autores, gneros e textos.

    inses p env e bs

    1 - Cada escritor poder inscrever, nos

    respectivos campos, somente 1 (um) tex-to literrio para publicao, de qualquergnero - conto, crnica, poesia, microconto- ou um (1) texto terico, como artigo deteoria literria, resenha de livros, ou entre-vista, alm de tradues de textos literriosem domnio pblico, sob licena CreativeCommons ou com a expressa autorizaodo autor. A temtica livre.

    O autor tambm deve enviar uma brevebiograa na primeira pgina do arquivo.

    2 - O limite mximo para cada textoliterrio de mil (1000) palavras, ou 4pginas em A4, fonte Times ou Arial 12,espaamento 1,5. O envio dos textos noimplica na aceitao automtica, a seleodepender da quantidade de textos envia-dos, da qualidade literria e da disponibi-

    lidade de espao na revista. A reviso dostextos de responsabilidade de seus auto-res. O texto no precisa ser indito.

    3 - Os textos devem ser enviados ato dia 30 de setembro de 2013 atravs donosso gerenciador de submisses (linkabaixo) em um arquivo anexo, em formato.DOC, .DOCX ou .TXT.

    Por favor, aguarde o perodo de um msaps receber a resposta antes de enviar um

    outro texto.

    http://revistasamizdat.submishmash.com/submit

    No aceitamos mais textos enviados pore-mail.

    4 - Os textos selecionados sero publi-cados na edio 38 da Revista SAMIZDATna segunda quinzena de outubro de 2013,no site

    www.revistasamizdat.com

    ou podero aparecer no site, caso aedio em .PDF j esteja fechada.

    5 - Os textos sero publicados soblicena Creative Commons Atribuio-Uso

    No-Comercial-Vedada a Criao de ObrasDerivadas e o autor no ser remunerado.O envio de textos implica na aceitao porparte do autor destes termos.

    6 - Os organizadores da SAMIZDAT sereservam o direito de no publicar a revis-ta, caso o nmero de submisses no sejao suciente para o fechamento da edio.

    7 - O no cumprimento dos itens acima

    poder implicar na desqualicao da obraenviada.

    Contamos com a sua participao!

    Atenciosamente,

    Henry Alfred Bugalho

    Editor

    Participe da Revista SAMIZDAT 38

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    incls e Excls

    Nas relaes humanas,sempre h uma dinmica deincluso e excluso.

    O grupo dominante, pelaprpria natureza restritivado poder, costuma excluirou ignorar tudo aquilo queno pertena a seu projeto,ou que esteja contra seusprincpios.

    Em regimes autoritrios,esta excluso muito eviden-te, sob forma de perseguio,censura, exlio. Qualquer umque se interponha no cami-nho dos dirigentes afastadoe ostracizado.

    As razes disto so muitosimples de se compreender:o diferente, o dissidente perigoso, pois apresentaalternativas, s vezes, muitomelhores do que o estabe-lecido. Por isto, necessriosuprimir, esconder, banir.

    A Unio Sovitica nofoi muito diferente de de-mais regimes autocrticos.

    Origina-se como uma formade governo humanitria,igualitria, mas

    logo se converte em uma di-tadura como qualquer outra. a microfsica do poder.

    Em reao, aqueles quese acreditavam como livres-pensadores, que no que-riam, ou no conseguiam,fazer parte da mquinaadministrativa que esti-

    pulava como deveria ser acultura, a informao, a vozdo povo , encontraram naautopublicao clandestinaum meio de expresso.

    Datilografando, mimeo-grafando, ou simplesmentemanuscrevendo, tais autoresrussos disseminavam suasideias. E ao leitor era incum-bida a tarefa de continuar

    esta cadeia, reproduzindo taisobras e tambm as passandoadiante. Este processo foidesignado "samizdat", quenada mais signica em russodo que "autopublicado", emoposio s publicaes o-ciais do regime sovitico.

    P e S?

    Eu mesmo crio, edito, censuro, publico,

    distribuo e posso ser preso por causa disto

    Vladimir Bukovsky

    Henry Alfred Bugalho

    [email protected]

    Foto: exemplo de um samizdat. Corte-

    sia do Gulag Museum em Perm-36.

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    9www.revistasamizdat.com 9

    E p e S?

    A indstria cultural e omercado literrio faz par-te dela tambm realizaum processo de excluso,baseado no que se julga noter valor de mercado. Inex-plicavelmente, estabeleceu-seque contos, poemas

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