Safrinha Safrinha - Sucesso na safrinha produtivo do milho no manejo inte-grado de doen£§as, possibilitando

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  • Safrinha Safrinha Safrinha Safrinha Safrinha - Dezembro 2008/Janeiro 2009 • 03

    Matheus Zanella

    Opotencial produtivo domilho pode ser afetadodiretamente pela interfe- rência de fatores fitossanitários, como matocompetição nos estágios iniciais da lavoura e ocorrência de pragas im- portantes incidindo sobre o colmo e as espigas. Recentemente, a ocorrên- cia de fungos fitopatogênicos tem se apresentado como mais um fator li- mitante na obtenção de altos índices de produtividade. Estas doenças fún- gicas, em função da sua presença, se- veridade e modo de ataque (semen- tes, folhas, colmos, raízes e espigas) têm acarretado reduções expressivas

    na produção, variando de acordo com as condições edafoclimáticas de cada região.

    O aumento da incidência e severi- dade dessas doenças tem sido relacio- nado ao manejo da cultura, incluindo- se uso de sementes infectadas, o plan- tio direto, cultivos sucessivos em exten- sas áreas, plantio de segunda safra (mi- lho safrinha), cultivos irrigados e uso de híbridos suscetíveis. Considera-se também o natural acúmulo de inóculo dos principais fungos fitopatogênicos nas áreas dos cerrados, como fator de grande importância na explosão de epi- demias na cultura do milho.

    TRATAMENTO DE SEMENTES A semente de milho durante a ger-

    minação pode ser alvo de fungos do solo ou daqueles associados às semen- tes, com capacidade de levar ao apo- drecimento da semente ou à morte da plântula. Esse processo patogênico pode resultar no estabelecimento de uma lavoura com baixa população de plantas, devido à emergência desuni- forme e a falhas no estande.

    Os principais fungos que infectam as sementes de milho são Fusarium verticillioides e Cephalosporium acremo- nium, em condições de campo de pro- dução de sementes, e Aspergillus spp.

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  • 04 • Dezembro 2008/Janeiro 2009 - SafrinhaSafrinhaSafrinhaSafrinhaSafrinha

    Ingrediente ativo* Captana Captana Captana Thiram Thiram Thiram

    Carboxina-Thiram Carboxina-Thiram

    Carbendazim+Thiram Tiabendazol Tiabendazol Tolifluanida Fludioxonil

    Fludioxonil+Metalaxil-M+Tiabendazol Fludioxonil+Metalaxil-M+ Fludioxonil+Metalaxil-M+

    Grupo Químico Dicarboximida Dicarboximida Dicarboximida

    Dimetilditiocarbamato Dimetilditiocarbamato Dimetilditiocarbamato

    Carboxanilida+ Dimetilditiocarbamato Carboxanilida+ Dimetilditiocarbamato Benzimidazol + Dimetilditiocarbamato

    Benzimidazol Benzimidazol Fenilsulfamida

    Fenilpirrol Fenilpirrol+Acilalaninato+Benzimidazol

    Fenilpirrol+Acilalaninato Fenilpirrol+Acilalaninato

    Formulação SC - Suspensão concentrada

    DP – Pó seco WP – Pó molhável

    SC - Suspensão concentrada DP – Pó seco

    SC - Suspensão concentrada WP – Pó molhável

    SC - Suspensão concentrada SC - Suspensão concentrada

    WP – Pó molhável DP – Pó seco

    WP – Pó molhável SC - Suspensão concentrada

    FS - Suspensão concentrada para tratamento de sementes SC - Suspensão concentrada

    FS - Suspensão concentrada para tratamento de sementes

    Doses g ou mL do p.c./100kg de sementes 250 160 240 300

    200-300 350

    250-400 250-300 200-300

    15-76 100-200

    150 150

    100-150 100-150

    150

    Tabela 1 - Fungicidas registrados para o tratamento de sementes de milho no controle dos principais fungos

    Fonte: Agrofit; *Alguns fungicidas são específicos para determinados grupos de fungos. Assim, é recomendado o conhecimento do perfil sanitário do lote de sementes antes do tratamento.

    e Penicillium spp., em condições de armazenamento. No solo, espécies dos gêneros Pythium sp., Diplodia sp., Fu- sarium sp. e Rhizoctonia sp. são as prin- cipais promotoras de danos às semen- tes de milho. Fungos causadores de doenças foliares também podem estar presentes nas sementes, destacando- se Exserohilum turcicum, Bipolaris maydis e Cercospora zeae-maydis.

    A transmissão de patógenos pelas sementes caracteriza-se na lavoura pela distribuição ao acaso de focos pri- mários de doença, em que o processo de infecção ocorre geralmente na fase inicial de desenvolvimento da planta.

    Além da manutenção do bom de- sempenho inicial de plântulas, o tra- tamento de sementes com fungicidas pode promover benefícios adicionais no controle de doenças, incluindo a redução da severidade na fase inicial (vegetativa) da lavoura quando inte- grado ao tratamento químico da par- te aérea, podendo fazer parte de pro- gramas de manejo integrado de doen- ças.

    O tratamento de sementes com fungicidas apresenta diversos benefí- cios ao sistema produtivo do milho, destacando-se o controle de doenças de importância econômica antes da

    implantação da lavoura (mancha de exserohilum, mancha de bipolaris, mancha de phaeosphaeria e cercospo- riose), melhor desempenho inicial das sementes (germinação, vigor), a elimi- nação ou redução dos fungos associa- dos às sementes e a proteção da se- mente durante a fase de germinação e período inicial de desenvolvimento da plântula, permitindo o estabelecimen- to da cultura e a redução de custos com aplicação de fungicidas foliares.

    O uso de fungicidas sistêmicos combinados com os de contato ou pro- tetores vem sendo considerado uma estratégia das mais eficazes no controle de patógenos das sementes e do solo, pois possibilita a ampliação do espec- tro de ação da mistura, devido à ação de dois ou mais produtos.

    A associação dos fungicidas sistê- micos e de contato garante benefícios não somente às sementes, como tam- bém às folhas e às raízes, já que os fun- gicidas de contato protegem a semen- te contra fungos do solo durante o processo de germinação e os fungici- das sistêmicos controlam os fungos presentes nas sementes e protegem as raízes e folhas contra a infecç