Revist@Mais Set'15

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Revista do AEOB, setembro de 2015

Text of Revist@Mais Set'15

  • revistrevist@@maismais inovaoinovaoinovao

    amizadeamizadeamizade

    futurofuturofuturo

    AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE OLIVEIRA DO BAIRROAGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE OLIVEIRA DO BAIRRO

    ISSN 2183 2196 ano letivo 2014/15

    revist@ n 8, setembro 2015

    ambioambioambio

  • pgin@ 2 Sede: Rua Dr Accio de Azevedo, 28 3770-213 Oliveira do Bairro Tel: +351 234 747 747

    FICHA TCNICA ttulo

    revist@mais

    equipa tcnica

    Capa: Paula Agostinho

    Reviso: Llia Filipe e Lygia Pereira

    Editor: Joaquim de Almeida

    Entrevista: Ana Barqueiro

    ISSN

    21832196

    tiragem

    250 exemplares

    Reservados todos os direitos de acordo

    com a legislao em vigor

    setembro 2015

    agradecimentos

    A toda a comunidade escolar, mas espe-

    cialmente aos alunos sem os quais esta

    publicao no faria sentido.

    ndice pgin@ 3 editori@l

    pr-escolar em revist@

    pgin@ 4

    pgin@ 9

    1 ciclo em revist@

    pgin@ 13

    pgin@ 17

    educao especi@l

    pgin@ 21

    trabalhos de @lunos

    ensino profissionalizante em revist@

    pgin@ 30

    pgin@ 33

    bibliotec@ndo ...

    pgin@ 36

    em entrevist@

    pgin@ 39

    pgin@ 40

    acontece no @eob

    desporto em revist@

    revist@ n 8, setembro 2015

    sugest@ao do chef pgin@ 29

    ... conta-me como er@

    ... for@ de portas

    pgin@ 43

  • editorial pgin@ 3 Sede: Rua Dr Accio de Azevedo, 28 3770-213 Oliveira do Bairro Tel: +351 234 747 747

    Na altura em que frequentava a escola, no digo no meu tempo porque

    me chamariam velhota ou cota, as aulas comeavam a 7 de outubro.

    Curioso quando frequentemente ouvimos comentar nesse tempo sim,

    na escola ensinava-se e aprendia-se!

    Do ms de Setembro, eu e a maioria dos jovens da minha idade, guarda-

    mos maravilhosas recordaes. Era altura de vindimas! Crianas, jovens e

    idosos, ricos e pobres, todos se juntavam para vindimar, para pisar as

    uvas no lagar, para comer as papas de abbora quentinhas ao final do dia.

    E depois havia a colheita e secagem do milho

    O facto das aulas terminarem nos finais de junho e iniciarem s em outu-

    bro, permitia-nos viver ativa e alegremente todas as fainas agrcolas de

    vero, sermos felizes e simultaneamente desejosos de regressar s aulas.

    Este ano as aulas comeam a 21 de Setembro.

    Muito se tem escrito e falado sobre este atraso e suas implicaes: no

    haver tempo para a lecionao de todos os contedos; ser difcil cum-

    prir as metas; o perodo prolongado de frias conduzir perda de hbi-

    tos de trabalho; enfim, um rol infinito de razes, que fazem antever um

    ano letivo calamitoso.

    O que preocupa realmente os pais? E digo pais, porque no julgo que os

    professores estejam realmente preocupados com o facto de terem mais

    uma semana para preparar refletidamente o regresso dos alunos.

    Muitas famlias hoje, pelas mais diversas razes, tm menos tempo de

    qualidade para os filhos, abdicando dos seus direitos ao delegar na escola

    muitas das tarefas que lhes so devidas, descurando a ligao afetiva e o

    acompanhamento dirio, pretendendo conferir escola o papel bsico de

    ATL, em que o essencial cuidar das crianas e ocupar os jovens. H cri-

    anas que entram na escola s 7.30 da manh e saem s 7 horas da tarde;

    h crianas que aps sarem da escola passam horas em ocupaes extra

    escolares; h um nmero demasiado elevado de crianas que ocupam em

    frente ao televisor, ao computador ou a teclar no telemvel, o escasso

    tempo passado em casa. E quando que brincam livremente ao ar livre,

    correm e saltam com os vizinhos, sujam as mos na terra, vivem experin-

    cias que no so atividades orientadas e supervisionadas? Falamos tanto

    em autonomia, mas como que ela se desenvolve?

    Felizmente vivemos num concelho onde ainda podemos desfrutar do

    campo, respirar ar no poludo, onde faz pouco sentido visitar quintas

    pedaggicas, porque h hortas, quintais e pinhais, onde ainda possvel,

    em muitos casos, confiar as crianas aos cuidados dos avs ou dos vizi-

    nhos, onde os nossos jovens podem ocupar os seus tempos livres em par-

    ques ao ar livre ou atividades de voluntariado.

    Nunca ningum disse que criar os filhos tarefa fcil, mas no nos deixe-

    mos cair na tentao de a descomplicar, passando para a escola respon-

    sabilidades que so, e devemos pugnar para que continuem a ser, da fa-

    mlia!

    Aproveitemos as condies que a nossa regio ainda nos oferece para

    tornar os nossos filhos crianas e jovens felizes, responsveis e criativos,

    comprometidos com deveres sociais.

    Quanto escola, c estaremos no dia 21, empenhados em cumprir o nos-

    so papel, desejosos de receber os vossos filhos e certos de que no faltar

    tempo para cumprir os nossos objetivos.

    Bom ano letivo para todos!

    Sejamos felizes!

    Jlia Gradeo Diretora do AEOB

    editori@l revist@ n 8, setembro 2015

  • pgin@ 4 Sede: Rua Dr Accio de Azevedo, 28 3770-213 Oliveira do Bairro Tel: +351 234 747 747

    em entrevist@

    conversa com

    Jaime Martins, Professor aposentado do

    Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro

    Jaime Augusto da Rocha Martins, licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto, lecionou as

    disciplinas de Portugus, Estudos Sociais e Histria e Geografia de Portugal, durante vrios anos, no

    atual Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro. Alm de docente, tambm exerceu funes de

    Presidente do Conselho Diretivo / Conselho Pedaggico e Perito de Orientao Escolar e Vocacional

    nos Servios de Psicologia e Orientao do Agrupamento.

    Dedicou-se tambm implementao de projetos que visavam o sucesso do ensino/aprendizagem.

    Aposentado desde 2012, quisemos saber como ocupa atualmente o seu tempo.

    Preferncias:

    Escritor de lngua portuguesa: Aquilino Ribeiro pela temtica e pela linguagem popular onde os regi-

    onalismos ganham estatuto e eternizam o povo mais simples; Sofia de Mello Breyner pela clareza e

    simplicidade da linguagem expressa na literatura infantil

    revist@ n 8, setembro 2015

    Modalidade desportiva: Todas, em geral, mas o futebol em particular

    Cor: A cor do corao: vermelho (mas o azul segue de perto)

    Cidade: Braga

    Prato favorito: Cozido Portuguesa

    Clube de eleio: Glorioso S.L.Benfica

    Destino de frias: Algarve e Barra

    Passatempo: Leitura e futebol (s visto, infelizmente)

  • em entrevist@

    pgin@ 5 Sede: Rua Dr Accio de Azevedo, 28 3770-213 Oliveira do Bairro Tel: +351 234 747 747

    em entrevist@ em entrevist@

    Depois da sua to longa e dedicada carreira como docente, como ocupa

    atualmente o seu tempo?

    Antes de iniciar esta conversa, gostaria de agradecer a lembrana e a

    oportunidade de repassar o filme de uma carreira de quarenta anos,

    trinta e trs dos quais ligados s Escolas de Oliveira do Bairro. Mesmo nas

    passagens de trs anos por Lisboa (ps-graduao no Instituto de Orien-

    tao Profissional) e sete por Salamanca (parte curricular do doutoramen-

    to em Psicologia da Educao na Faculdade de Psicologia de Salamanca),

    nunca deixei de estar ligado Escola Preparatria de Oliveira do Bairro e

    posteriormente ao Agrupamento de Escolas.

    Respondendo objetivamente pergunta, o meu tempo, hoje, orienta-se

    por outro quadrante. A viticultura e a gesto do patrimnio familiar ocu-

    pam-no totalmente, com a mesma entrega e paixo que a escola e a edu-

    cao me mereciam, mas com uma diferena significativa: a gesto do

    tempo decorre por minha conta.

    A viticultura passou a ser o objeto, quase permanente, das minhas preo-

    cupaes: os problemas que coloca, os desafios que promove, as exign-

    cias que faz constituem uma aliciante alternativa vivncia que fazia na

    rea educativa. Nunca se sabe tudo, nunca se tem soluo completa para

    tudo. Vive-se de aproximaes, de pequenos xitos, de satisfaes inter-

    nas Replantaes, escolha de cepas adequadas, substituio de paus e

    arames so preocupaes que preenchem o meu dia, acrescidas das ativi-

    dades inerentes a quem produz vinho. assim a vida!

    O patrimnio familiar tem sido outra rea absorvente do meu tempo.

    Implica obras de melhoramento ou recuperao na adega, nos anexos e,

    at, na prpria casa. Os pinhais e terrenos carecem de tratamento

    (limpeza, remoo de madeiras) ou aproveitamento (plantao de rvo-

    res). O tempo torna-se, por vezes, escasso para tantos afazeres!

    Mas nem s de trabalho vive o homem. Os netos ocupam um tempo es-

    pecial, normalmente aos fins de semana, que difcil verbalizar.

    As viagens, mais frequentes, a Braga representam, de algum modo, o

    regresso s origens, o contacto mais assduo com familiares e amigos de

    infncia e juventude.

    Quando, em 2012, passou situao de professor aposentado, que sen-

    timentos ou emoes vivenciou?

    A aposentao para mim constituiu um passo consciente, embora marca-

    do por sensaes contraditrias. A nvel macro e superestrutural (relao

    com o poder distante), a turbulncia do sistema, a falta de respeito pelos

    agentes e instituies no terreno, o pretensiosismo poltico educativo

    promoveram uma sensao interna de revolta que se traduzia em cansa-

    o, saturao, desiluso, condies prvias internalizao do fracasso,

    empurrando-me para a aposentao; a nvel microestrutural (relao di-

    reta com a realidade educati