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ar difuso Aeração por B&F Dias mantém liderança e inovação no mercado Biogás: ótima fonte de energia que é pouco aproveitada Sistemas para polimento em alta no mercado Tratamento de efluentes na fabricação de bebidas Entenda as diferenças entre bombas para ETA e ETE dezembro -2013/janeiro-2014 I SSN 2236-2614 16 9 772236 261005 especializada em tratamento de revista

Revista tae n16

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Aeração por ar difuso, sistemas de polimento para ETA e ETE

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  • ar difusoAerao por

    B&F Dias mantmliderana e inovao

    no mercado

    Biogs: tima fonte de energiaque pouco aproveitada

    Sistemas para polimentoem alta no mercado

    Tratamento de euentesna fabricao de bebidas

    Entenda as diferenas entrebombas para ETA e ETEde

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  • ndice

    46Biogs: tima fonte de energia

    que pouco aproveitada

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    Sistema para polimentoem alta no mercado

    Tratamento de efluentes na fabricao de bebidas Entenda as diferenas

    entre bombas para ETA e ETE

    Os danos que o Cromo Hexavalente pode causar sade

    GUA Anlise de gua mineral em Porto Alegre

    DESTAQUE Controle de odores no tratamento de esgoto

    sanitrio tema de workshop de inovao da SABESP

    EVENTOSFIMAI 2013 traz comitiva de empresas inovadoras

    da regio francesa Paris Region com solues em meio ambiente e tratamento de gua e efluentes

    VISO DE NEGCIOSJ pensou em no ser dono da sua central de tratamento?

    SEONovidades

    GUA EQUIPAMENTOS

    10Aerao por ar difusoB&F Dias mantm liderana e inovao no mercado

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  • Editorial

    Conselho Editorial:Adriano de Paula Bonazio; Alice Maria de Melo Ribeiro; Arno Rothbarth; Douglas Moraes; Eric Rothberg; Fbio Campos; Geraldo Reple Sobrinho; Giorgio Arnaldo Enrico Chiesa; Hercules Guilardi; Jeffrey John Hanson; Joo Carlos Mucciacito; Jos Carlos Cunha Petrus; Jos Luis Tejon Megido; Lucas Cortez Moura; Luciano Peske Ceron; Marco Antnio Simon; Nelson Roberto Cancellara; Patrick Galvin; Paul Gaston; Paulo Roberto Antunes; Ricardo Saad; Santiago Valverde; Tarcia Davoglio; Tarcsio Costa; Valdir Montagnoli.

    Colaboraram nesta edio:Edgard Luiz Cortez (Iteb); Amin Kaissar El Khoury (Etatron); Luciana Beneton e Simo Ribeiro Fernandes (Tecitec); Pamela Santos e Eng. Andr G. Gomes (GEA); (Agncia Publicis); Angela Halat Portugal e Jos Donizete dos Santos (Sulzer Pumps); Maria Candida Stecca DAngieri (Mann+Hummel Fluid Brasil); Andr Luis Moura (Laffi Filtration); Fred Schuurman e Luiz Carlos da Silva (Produqumica); Luciano Peske Ceron (Renner Txtil); Andr Luiz Zanette (BNDES); Charles Carneiro (Sanepar); Thiago Forteza (General Water); Luiz Abraho (Veolia Water); Renato Zerbinati (Grundfos); Roberto Brasil (Xylem); (KSB); Henrique Martins Neto (EQMA); Fabrcio Drumond (Nova Opersan); Anthony Gladek (Hoganas); Bruno Dinamarco, Manuel Dias e Felipe Dias (B&F Dias); Alan da Silva; Paulo Jos Menegasso e Michele Kimieciki.

    2014: Saber e querer fazerPara ns da revista TAE, esse exemplar j traz uma ideia de como deve ser o exerccio fiscal do prximo ano: apesar de todas as turbulncias que os brasileiros j enfrentaram ano a ano, 2014 no vai ser diferente do que todos ns j passamos e de muitos anos que viro. Neste editorial, na contramo de muitas publicaes, no vamos falar de previses e nmeros para o prximo ano. Na verdade, ndices e estatsticas so sempre muito bem-vindos, mas o que faz nosso exerccio fiscal apresentar resultados diferentes so nossas aes. Se houver uma mudana de atitude de forma positiva, os resultados tm grande possibilidade de representar um cenrio mais azul e expressivo. preciso ficar atendo s movimentaes do mercado e acompanhar tudo, no s em pocas difceis e turbulentas, mas tambm nas fases boas e seguras. Muitas vezes, o que falta para ns e para muitos segmentos da sociedade a simplicidade dos bons hbitos: estudar, entender, repetir e repassar o texto todos os dias.To ou at mais importante do que saber fazer, querer fazer. Quem tem vontade, aprende a andar por novos caminhos e realizar ainda mais. E se no meio do caminho algo der errado, ter a humildade de reconhecer o erro e recomear, como a clebre frase atribuda a Juscelino Kubitschek: Costumo voltar atrs, sim. No tenho compromisso com o erro.Trazemos nesta edio como matria de capa, uma entrevista com Manuel Antnio Magalhes Dias, diretor geral da B&F Dias, fundada em 1990 em um momento de crise no cenrio poltico-econmico nacional e se tornou a maior empresa em sistemas de aerao por ar difuso da Amrica Latina, com mais de 2000 plantas instaladas em diversos pases. E muito mais informao: uma anlise da gua mineral de Porto Alegre; o panorama de utilizao do biogs, recurso energtico ainda pouco explorado; novas tecnologias em sistemas para polimento de gua e efluentes ; a alternativa de terceirizar a operao de centrais de tratamento; diferenas entre bombas para ETA e ETE; seo Novidades; entre outros destaques. A todos os nossos leitores, clientes, colaboradores e amigos, um 2014 repleto de oportunidades para fazer, e muita disposio para alcanar a capacidade plena das suas possibilidades de realizar, tanto no campo profissional quanto pessoal e familiar.

    Boas festas e um prspero ano novo!

    Rogria Sene Cortez Moura - Editora

    Revista TAE - Informao cristalina e bem tratada.

    Os artigos e matrias no refletem a opinio desta revista, assim como declaraes emitidas por entrevistados e atravs de anncios, sendo de nica e exclusiva responsabilidade de seus autores e anunciantes. A reproduo total ou parcial das matrias s permitida mediante autorizao prvia da Revista TAE, e desde que citada a fonte.

    Editora Rogria Sene Cortez [email protected]

    PublicidadeJoo B. Moura

    Yara [email protected]

    RedaoAnderson V. da Silva, Beatriz Farrugia, Cristiane

    Rubim, Daiana Cheis e Vicente de [email protected]

    Assinaturas, Circulao e Atendimento ao Cliente

    Rogria Sene Cortez [email protected]

    Comunicao Loiana Cortez Moura

    [email protected]

    Criao e EditoraoAnderson Vicente da Silva

    Paula [email protected]

    Impresso e AcabamentoGrfica IPSIS

    A Revista TAE uma publicao da L3ppm - L Trs publicidade,

    propaganda e marketing Ltda. Rua Aracanga, 330 Pq. Jaatuba CEP 09290-480 - Santo Andr - SP

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    ERRATA: Na edio n 15 outubro/novembro, pgina 03 (ndice), foi informado erroneamente o ttulo da matria correspondente pgina 26 da revista, o ttulo correto da matria : Estaes compactas de tratamento de gua e esgoto so opes para locais que geram demandas menores. Na pgina 27 da mesma edio o crdito da foto superior e a da pgina 28 Mizumo.

  • NOVIDADES

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    A Prolagos Concessionria de gua e Esgoto do Grupo Equi-pav inaugurou no dia 11 de novembro, no municpio de Ar-mao dos Bzios, a estao de tratamento de gua de reso (ETAR), a primeira no Estado do Rio de Janeiro no setor do sanea-mento bsico com nvel tercirio.Em seu discurso, o presidente da Prolagos, Carlos Roma Jr., des-tacou os benefcios ambientais proporcionados pela unidade. O uso responsvel da gua fun-damental, principalmente nas re-gies metropolitanas mais popu-losas. Cada litro de gua de reso representa um litro de gua con-servada em nossos mananciais. uma maneira inteligente e capaz de assegurar que as geraes fu-turas tenham acesso gua pot-vel e de qualidade., afirmou.A ETAR de Bzios tem capacida-de de produzir mais de dois mi-lhes de litros de gua de reso por ms, o equivalente a 200 ca-minhes-pipa. A gua de reso pode ser utilizada para inmeras finalidades, como gerao de energia, refrigerao de equipa-mentos, aproveitamento nos pro-

    cessos industriais, na construo civil e limpeza de ruas e praas.Em Bzios, parte da gua pro-duzida pela estao j atende, diariamente, ao Campo de Gol-fe. So cerca de 40 mil litros de gua de reso por dia utilizados para a irrigao da grama que, por ser diferenciada, requer uso de gua com alto nvel de pota-bilidade. O local ser palco dos treinos da modalidade esportiva para os jogos olmpicos de 2016.A meta da Prolagos, agora, am-pliar o fornecimento deste insumo ao maior nmero de empresas e indstrias possvel. importante ressaltar que as empresas interes-sadas em utilizar a gua de reso passaro a colaborar com a eco-nomia de gua potvel destinada ao abastecimento do consumidor final, tornando-se, assim, ecoefi-cientes., disse o presidente da concessionria, Carlos Roma Jr.O prefeito de Bzios, Andr Gra-nado, classificou a inaugurao da ETAR como um marco para o desenvolvimento sustentvel da regio. Mais uma vez Bzios saiu na frente no quesito sustentabili-dade. A questo do saneamento e da preservao ambiental so nossas prioridades e acredita-mos na parceria firmada com a Prolagos, Consrcio Lagos So Joo e Governo do Estado para a concretizao de nossas metas, disse Granado. O vice--prefeito, Carlos Alberto Muniz, ressaltou que a ETAR representa uma nova etapa na maturidade ambiental da cidade de Bzios.A estao de tratamento de re-so, alm de sustentvel, gera ou-tros benefcios ambientais, como a diminuio do consumo dos recur-sos hdricos naturais e a reduo do volume do efluente (esgoto tra-

    tado) lanado no meio ambiente.Conforme legislao ambiental, a gua de reso deve ser utilizada na irrigao de jardins, em inds-trias e outros fins secundrios, ou seja, no pode ser destinada para o consumo humano. O in-vestimento para a implantao da estao de gua de reso foi de-liberado pela Agenersa (Agncia Reguladora de Energia e Sanea-mento Bsico do Estado do RJ).Na ETAR, o efluente que vem da estao de tratamento de esgo-to (ETE) Bzios submetido a um polimento, que consiste em trs etapas: filtrao, ultrafiltra-o e osmose reversa - para re-mover as impurezas. Com tec-nologia pioneira no Estado do RJ, a ETAR recebe os efluentes da ETE Bzios, que no primei-ro estgio de tratamento passa por filtros de areia, que fazem a remoo inicial dos resduos.No segundo estgio, a ETAR re-aliza o polimento dos efluentes com uso da tecnologia avanada das membranas de filtrao, mui-to comum nos pases europeus e da Amrica do Norte. Nesta eta-pa, chamada de ultrafiltrao, as membranas com poros, cujo ta-manho 100 mil vezes menor que um milmetro, remove slidos sus-pensos, algumas bactrias e vrus.O processo do tratamento finali-zado com a osmose reversa, lti-mo estgio de filtrao por mem-branas. Nesta fase, ao atravessar os microporos, cujo tamanho de um milho de vezes menor que um milmetro, so removi-dos os slidos dissolvidos, como sais, outros vrus e bactrias, que no foram retirados na etapa an-terior. Aps estes processos, se obtm gua doce com caracte-rsticas similares gua potvel.

    Prolagos inaugura estao de tratamento de gua de reso em Bzios

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  • Combinando processos f-sico-qumicos e biolgicos, com reduzida ocupao de espao e alta performance na remoo da carga poluidora, o sistema atende s cada vez mais restritivas exigncias dos rgos ambientaisA Enfil, empresa lder no tra-tamento de efluentes lquidos e gasosos para processos in-dustriais, passou a fornecer ao mercado tambm solues especficas para o tratamen-to biolgico de efluentes de fbricas de bebidas e ali-mentos. Buscamos a melhor tecnologia mundial para este tipo de tratamento, de modo a possibilitar a completa eli-minao de resduos que

    possam causar contaminao orgnica no seu despejo, de modo a no provocar altera-es na DBO do rio onde so lanados, diz Franco Tarabi-ni Jr, scio-diretor da Enfil.O processo de tratamento tem como base um reator anaer-bio de alta taxa, com circula-o externa, fornecido pela holandesa Hydrothane BV, empresa com a qual a Enfil mantm acordo de parceria tecnolgica. Neste reator en-tre 80 e 85% da matria org-nica oxidada, e ocorre um processo de fermentao com produo de gs metano, que pode ser queimado num flare ou ser aproveitado para ge-rao de energia. Esta etapa anaerbia precedida por um tratamento em nvel primrio, que envolve desarenao, peneiramento, equalizao de vazo e neutralizao. O pro-cesso complementado com um sistema clssico de lodos ativados que tem a funo de

    polimento do efluente final, antes que este seja descarta-do para o corpo receptor.Caracterizadas por produ-zir efluentes com alta carga orgnica, as fbricas de cer-vejas, refrigerantes, sucos e alimentos tm a garantia de gerar um efluente tratado que no vai causar impacto nos corpos dgua e ao mesmo tempo produzir uma quan-tidade mnima de lodo, que por ser de natureza orgnica pode ser queimado em cal-deiras, acrescenta Franco Tarabini Jr, da Enfil.

    Laboratrio Nacional de Portugal (LNEC) traz experi-ncia europeia para o BrasilA Hagaplan, em consrcio com a empresa Sanear, bus-cou a parceria com o Labo-ratrio Nacional de Engenha-ria Civil (LNEC) de Portugal para auxiliar na elaborao

    do Plano de Ao para a Re-duo de Perdas do Sistema de Abastecimento de Guaru-lhos, segundo maior munic-pio paulista, com mais de 1,2 milhes de habitantes. O Servio Autnomo de gua e Esgoto (SAAE) de Guarulhos vem sistematicamente, nos l-timos anos, investindo na re-duo de perdas de gua e o consrcio formado pela Haga-plan e a Sanear tem contribu-do com este objetivo, inclusive trazendo experincias de ou-tros pases para serem apli-

    cadas aqui. A parceria com uma instituio europeia traz novos parmetros para nosso trabalho. Um dos consultores desse laboratrio fez parte da equipe que elaborou manuais e procedimentos para controle e reduo de perdas de gua, utilizados em diversos pases no mundo, desenvolvendo pro-cessos e definindo indicadores de desempenho. Toda essa ex-perincia ser muito bem apli-cada em Guarulhos, ressalta Edson Victor de Souza, diretor comercial da Hagaplan.

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    Enfil desenvolve e instala sistemas de tratamento biolgico de efluentes em fbricas de bebidase alimentos

    Parceria internacional auxilia na elaborao de plano para reduzir perdas de gua de Guarulhos

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  • Recentemente apresentado empresas e investidores de todo o mundo, o Global Water Report 2013 (Relatrio Global de gua 2013) do CDP, or-ganizao internacional que atua junto a investidores e em-presas de todo o mundo para prevenir as mudanas clim-ticas e proteger os recursos naturais, estabelece que uma abordagem equivocada de gesto de riscos relacionadas com a gua tornou-se comum nas maiores empresas glo-bais do mundo. O foco corpo-rativo direcionado com fre-quncia somente reduo do uso de gua, que uma resposta inadequada a riscos cada vez mais imediatos e substantivos de gua, amea-ando o valor ao acionista e demais partes interessadas. A gesto adequada a solu-o para alcanar a seguran-a da gua, uma das questes mais urgentes que o mundo enfrenta hoje. No entanto, uma mudana significativa ser necessria para que a gesto possa ser alcanada. O CDP, anteriormente conhe-cido como Carbon Disclosure Project, est convidando os in-vestidores a assumir um papel de liderana para orientar as empresas sobre esta questo. Este novo relatrio, desen-volvido em parceria com a

    Deloitte, baseia-se em dados fornecidos ao CDP por 180 empresas listadas na FTSE Global 500 Equity Index, a pe-dido de 530 investidores que representam US$ 57 trilhes de dlares. O relatrio faz anlise de empresas como BP, Bayer, Lockheed Martin, General Motors, Nestl, Wal--Mart e Unilever. Estas organi-zaes usam o programa de gua do CDP para reduzir os riscos e aproveitar as oportu-nidades relacionadas gua.As principais concluses do relatrio, este ano intitulado A need for a step change in water risk management so: - A gua apresenta um risco substancial, ameaando a rentabilidade e a segurana dos acionistas. Cada empre-sa na amostra enfrenta uma mdia de sete riscos relacio-nados com a gua, com trs quartos (70%) afirmando que a gua apresenta risco subs-tancial para os seus negcios. - Riscos relacionados gua so cada vez mais imediatos. A porcentagem de riscos que as empresas esperam impac-tar em seu negcio dentro de cinco anos (64%) aumentou em 16% no espao de um ano e que a maioria dos riscos identificados em operaes diretas (65%) e cadeias de fornecimento (62%) sero em curto prazo. O risco relacio-nado gua no curto prazo mais amplamente identificado o estresse hdrico ou escas-sez, seguido por enchentes e aumento dos custos de con-formidade. O declnio da qua-

    lidade da gua e seus preos mais elevados, alm de danos reputao esto entre os outros riscos relatados, que podem impactar as empre-sas no prazo de cinco anos. - Empresas acreditam errone-amente que o uso da gua o principal risco. Dois teros das empresas (63%) repor-tam as metas do relatrio para suas operaes diretas que, em grande parte, se relacio-nam com reduo do uso de gua ou aumento da reutiliza-o. Embora mais da metade (52%) das matrias-primas ou negcios provenha de regies de riscos de gua, menos de dois quintos (37%) solicitam aos principais fornecedores que meam e gerenciem os riscos relacionados gua. Outro dado preocupante que um quarto (23%) das empresas no sabem se a gua apresenta risco para suas cadeias de suprimentos. - O baixo nvel de planejamen-to estratgico ou ambio cor-porativa sobre os principais in-dicadores de manejo de gua aumentam o nvel de risco.

    A CDP uma organizao internacional sem fins lucra-tivos que prov um sistema global nico para que as em-presas e cidades meam, di-vulguem, gerenciem e com-partilhem informaes vitais sobre o meio ambiente.O relatrio completo do es-tudo pode ser acessado no link: www.cdproject.net/CD-PResults/CDP-Global-Water--Report-2013.pdf.

    NOVIDADES

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    Relatrio do CDP chama a ateno de empresas e investidores para a questo da gua

  • Fundada em 1990 em um momento de cri-se no cenrio poltico-econmico nacio-nal e contando com a experincia e o es-prito empreendedor de seus criadores, a B&F Dias, uma empresa idealizada e fundada por Manuel Antnio Magalhes Dias e Rachel Dina-marco Lima Dias, hoje a maior empresa em sistemas de aerao por ar difuso da Amrica Latina, com mais de 2000 plantas de tratamento de efluentes espalhadas por diversos pases. A partir do aperfeioamento e da inovao constante de seus produtos e servios e a

    por Vicente de Aquino

    Aerao por ar difusoB&F Dias mantm liderana e inovao no mercado

    CAPA

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    adoo de um modelo sustentvel dos neg-cios, investindo nas polticas ambientais e na formao de recursos humanos consolidou-se no mercado mantendo uma relao de respei-to e confiana com os seus clientes.A reportagem da TAE foi recebida em Vinhe-do pelo prprio Manuel Dias, que falou sobre como nasceu a empresa. A B&F Dias surgiu por necessidade. Trabalhava na rea em uma empresa que foi a primeira a trazer o sistema de aerao por ar difuso para o Brasil. Em 1990, com a entrada do presidente Collor, a

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    Sistema de aerao em funcionamento

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    Um recorde de fornecimentoRecentemente, a B&F Dias bateu um recorde: o fornecimento de 45 sistemas de aerao por ar difuso em 20 dias. O projeto foi desenvolvi-do para um grupo empresarial do setor agro-pecurio do Nordeste e foi distribudo em trs cidades: Juazeiro, Lagoa Grande e Petrolina.O recorde s foi possvel devido utiliza-o de medidas estratgicas que incluram a criao de um grupo interno especfico para atender e gerenciar o pedido, um pla-nejamento elaborado, o fechamento de con-tratos exclusivos com os principais fornece-dores e o controle dirio da produo para garantir o cumprimento dos planos iniciais. Os desafios de curto prazo foram acentua-dos pelas caractersticas diferenciadas de implantao que exigiu a elaborao de di-versos projetos, mas puderam ser vencidos devido ao uso de ferramentas tecnolgicas, como o sistema B&F Full Engineering, e ao comprometimento de toda equipe envolvida. Estas estratgias fazem com que a B&F Dias tenha um dos servios mais rpidos do merca-do: No nosso cotidiano, todos os projetos so entregues em mdia 24 horas aps a consulta, com mximo de 48, salvo situaes que exijam estudos mais detalhados, ressalta o gerente comercial da empresa, Bruno Dinamarco.

    companhia passou por uma reestruturao que incluiu a demisso de 25 gerentes e de um diretor. Neste momento eu me vi desemprega-do, com quase 40 anos, em um mercado es-tagnado. Encontrar uma nova colocao seria difcil, mas eu tinha experincia e uma indeni-zao boa por 13 anos de servios prestados. Decidi continuar fazendo o que eu sabia fazer e montamos a empresa. O nome B&F Dias eu j tinha criado na poca, fala com orgulho. O esprito empreendedor de Manuel Dias fez com que a empresa suplantasse bem os seus primeiros anos de existncia, apesar de todas as dificuldades da poca: Logo que montei a B&F Dias fiz uma proposta para a antiga com-panhia em que eu trabalhava, tentando comprar

    a diviso de saneamento. No consegui na oca-sio. Ento, em outubro de 1990, eu fui para os EUA para o Congresso de Engenharia Sanitria buscar um parceiro. Fui atendido na base da persistncia: eles no tinham interesse em vir para o Brasil, mas insisti tanto que eles cede-ram. Fiz a primeira compra no final de novem-bro daquele mesmo ano. Nosso primeiro cliente foi o frigorfico Prieto, em Jordansia. Foi um projeto bastante desafiador, j que minha ex-perincia era com sistemas de aerao e eles tinham interesse em comprar a estao como um todo, incluindo sopradores, decantadores, bombas. Foi um comeo muito difcil, explica. Experincia anteriorManuel Dias gosta de falar sobre a experincia que teve antes de fundar a B&F Dias e de como isso influenciou no sucesso da empresa: Eu trabalhava na Norton, tradicional fabricante de lixa e rebolo, que hoje uma marca da Saint

    Construo de sistema de aerao

    Sistema de aerao com difusor circular

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    Quarta conquista na FenasanInovaes tecnolgicas e aes sustentveis so destaques na B&F Dias que, em 2013, conquistou pela quarta vez consecutiva um Prmio na Fenasan. Desta vez, a empresa recebeu o Trofu Sustentabilidade pela pre-ocupao constante com as polticas que permitam o crescimento respeitando o meio ambiente. Em 2010, j havia se destacado pelo mesmo motivo, tendo-se repetido o tro-fu Destaque nos anos de 2011 e 2012, tambm por excelncia no atendimento ao cliente e pelas inovaes tecnolgicas. Os prmios so reflexos das polticas am-bientais fortemente inseridas no cotidiano da empresa. Desde o projeto impresso zero, onde todos os projetos gerados so digitali-zados at o uso de camisas reciclveis con-feccionadas com pet pela equipe de vendas, passando pela coleta seletiva de lixo, o uso de monitores com 100% de eficincia, plan-tao anual de mudas, enfim, em todas as etapas a nossa preocupao est nos mni-mos detalhes. At no projeto social, fazenda Pau a Pique, h um trabalho de educao ambiental com as crianas da comunidade, conta Bruno Dinamarco, gerente comercial.

    CAPA

    Sistema de aerao com difusor tubular

    Decanter - ETE Paba

    Gobain. Nela eu tive oportunidade de ser trei-nado, conhecer instalaes e ter contato com toda a tecnologia. Inicialmente eu fui contratado para trabalhar com desenvolvimento de novos mercados. Mas um dia recebi uma ligao da Sabesp querendo comprar uma pedra porosa, quadrada que eles haviam adquirido pela pri-meira vez em 1929 e que usavam como difusor de ar. Fomos nos informar com a Norton ame-ricana sobre este produto e eles nos disseram que esta placa no era mais fabricada. Primei-

    ramente no houve interesse. Mas depois con-versamos e ficamos sabendo que estas pedras seriam para o projeto Sanegran que incluiria a construo das estaes de Barueri e do ABC e que vrias seriam utilizadas. Vimos a uma boa oportunidade, mas como a Norton no fazia sistemas, s produtos, precisamos fechar um consrcio. Assinamos contrato com a Sabesp para o fornecimento de 140.000 difusores. O negcio do sistema de aerao da Norton era muito pequeno e, embora no tenhamos conse-guido comprar a diviso na poca da abertura da B&F, acabamos por fazer isto no final dos anos 90. A experincia de inovao vivida em 1979 - com o desafio de atender o projeto Sane-gran - se repetiu mais tarde na abertura da B&F. Isto porque at 1990 se vendia o sistema de ae-rao com difusores cermicos. E nesta poca no tnhamos um preo competitivo para este produto, a alternativa era trazer outro produto com maior eficincia e que se diferenciasse no mercado, que foi o difusor de membrana. Nessa poca eu precisava mostrar ao meu potencial

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    Fachada da B&F Dias

    cliente que eu tinha algo mais caro, mas que ti-nha um diferencial e passei a vivenciar em 1990 o que tinha passado em 1979, afirma.Ter um organograma onde as posies de direo so bem definidas e direcionadas tambm um dos fatores que contribui para o sucesso da B&F Dias.

    Produtos e soluesE justamente o diretor comercial, Bruno Di-namarco, quem fala sobre os produtos e solu-es da indstria: O carro-chefe da empresa o sistema de aerao por ar difuso e os difu-sores propriamente ditos. Hoje temos a linha mais completa do mercado com diversos tipos de formatos, membranas, sistemas fixos e re-movveis para esgoto sanitrio e industrial. H situaes em que ns vendemos no s os sis-temas, mas o pacote como um todo: as tubula-es, os sopradores. Nosso segundo produto em termos de faturamento so as comportas em ao inoxidvel, que so utilizadas em es-taes de tratamento de gua e esgoto e es-taes elevatrias. Tambm temos um produto para ser utilizado em estaes de tratamento de esgotos em sistemas biolgicos aerados chamado de B&F Oxring, uma mdia utilizada em projetos de MBBR (Moving Bed Biofilm Re-actor). Foi desenvolvido por dois anos dentro da empresa. um produto bom a preo com-petitivo. H tambm os decanters (clarificado-res) que so utilizados em plantas que operam lodos ativados por batelada, sendo respons-vel por fazer a descarga do sobrenadante ou

    do esgoto tratado nos tanques. E h um produ-to novo, de processo, resultado de uma parce-ria fechada h trs meses com uma empresa alem e que uma tecnologia utilizada para aumento da capacidade de tratamento biol-gico nas estaes. Sucintamente, quando a indstria no tem mais espao fsico para cres-cer, para construir mais um tanque, pode uti-lizar estes mdulos constitudos por liga txtil disponibilizando mais rea para a fixao de bactrias. Este produto chama-se Cleartec. Bruno tambm explica como feita a seleo de pessoal para a B&F Dias. Conta muito a qualificao e capacitao: Todas as pessoas que trabalham conosco tm algum curso espe-cfico na rea. E fazemos questo de subsidiar ao menos 50% do curso, seja de graduao ou ps-graduao. Muitos de nossos funcionrios esto aqui h mais de 7 anos e eles permane-cem devido a cultura da empresa. um ganho mtuo. Tudo que possvel fazer pelos funcio-nrios, fazemos. O investimento nas pessoas algo muito srio para a B&F Dias. H casos de funcionrios que tiveram graduao e ps--graduao financiada pela empresa, ou seja, ele se formaram e se especializaram aqui den-tro. Temos outros que tm mais de oito cursos de especializao pagos pela empresa. Ns temos uma boa sala de treinamento. E isto faz diferena no resultado final.O diretor salienta que esse processo faz muita Bruno Dinamarco e Felipe Dias

  • diferena e traz reflexos internos positivos para a empresa como um todo: O profissional vai ser treinado na escola e vai aplicar aqui dentro. Internamente desde o primeiro momento, ele passa por um proces-so que envolve no s as reas de ativida-de dele, mas tambm uma integrao com outros funcionrios. H

    um livro escrito por ns, sobre aerao, que quem entra na rea de vendas passa um bom tempo lendo para entender o que faz. Existem hoje manuais de todos os procedimentos que a pessoa deve executar. O ciclo de treinamento de algum que est entrando em vendas, por exemplo, demora um ano. Nos primeiros 12 meses ele faz atendimentos acompanhados por um vendedor mais experiente ou por um gerente, e s aps este perodo poder fazer um atendimento sozinho, afirma. Exigncias do mercadoBruno explica que o mercado atualmente tem uma srie de exigncias e que hoje a empre-sa entrega solues, no s processos. Anti-gamente se comprava um equipamento aqui, outro ali. Hoje j se buscam os processos mon-tados. E, por isso mesmo, a B&F Dias vem se

    14

    CAPA

    Expanso para outros continentesA B&F Dias a maior empresa em aerao por ar difuso da Amrica Latina. Alm do Brasil, pases como Chile, Equador, Colm-bia e Panam possuem plantas instaladas por ela. No entanto, recentemente, foi ini-ciada a expanso para outros continentes, que inclui pases como Angola, Emirados rabes, Alemanha e Grcia.Em Angola, um sistema de aerao insta-lado em unidades de fibra de vidro, com filtros de areia e lmpada UV, foi vendido a um fabricante de estaes de tratamen-to para ser implantado em um condomnio residencial. J em Dubai, nos Emirados rabes, o projeto de instalao do sistema de aerao por ar difuso foi desenvolvido para uma indstria de tabaco e o pri-meiro de uma srie que j est em fase adiantada do detalhamento.

    Comporta

    preparando para atender estas tendncias: O que ns vemos hoje a tendncia para a ven-da de grandes pacotes, mas ns no temos o desejo de entrar nesse campo porque grande parte das empresas que fazem esta integrao so nossos clientes. Se fssemos trabalhar na linha de integrao, perderamos parte dos nossos clientes e no queremos isso. Onde va-mos continuar trabalhando em tudo que se refere a etapa do processo biolgico aerado. Nessa esfera faremos os nossos pacotes: so-pradores, sistemas de aerao, ou seja, fare-mos dentro do nosso mdulo.Mas Bruno no para por ai. Ele cita o que consi-dera um grande diferencial da B&F Dias, que a velocidade: Acho que um grande diferencial que temos que o nosso servio o mais rpido do mercado. Desde o contato comercial, pas-sando pela entrega e fechamento da proposta e terminando na instalao do equipamento tra-balhamos com um servio de excelncia que possui metas e prazos bem definidos. Em m-dia, no nosso dia-a-dia, o tempo para entrega de propostas de 24 horas, com mximo de 48, Sistema de aerao com difusores circulares

  • salvo situaes especficas que envolvam ca-sos mais complexos em que temos que consul-tar outros locais ou fornecedores, por exemploUm dos orgulhos de Bruno diz respeito ao processo de internacionalizao da empre-sa: Felizmente hoje temos conseguido viabi-lizar alguns projetos internacionais. At este ano esse no era o foco da empresa porque a gente achava que a nossa misso no mercado brasileiro era muito grande. A partir de 2014 iniciaremos a internacionalizao da marca e dos produtos, atingindo de forma significativa o mercado latino-americano e outros mercados internacionais. Hoje j possumos dezenas de sistemas em funcionamento em diversos pa-ses como Dubai, Angola, Colmbia, Equador, Panam e Uruguai, entre outros, afirma. Meio ambienteO diretor comercial tambm faz questo de sa-lientar a poltica de meio ambiente implantada pela B&F Dias: Hoje temos as duas linhas com-pletas de sistemas de aerao por ar difuso: sistemas fixos ou removveis, que permitem que seja feita a manuteno sem o esgotamento dos tanques. H uma preocupao muito grande com a questo ambiental, alm da participao mais efetiva dos rgos de fiscalizao, temos uma conscientizao por parte das prprias empresas que sabem que durante a manuten-o de um sistema, o tratamento do efluente ge-rado fundamental. Dentro da B&F Dias temos uma poltica ambiental forte. Desde o projeto impresso zero, onde todos so gerados digita-

    Instalao de difusores circulares

    Sistema removvel de aerao com difusores tubulares

    lizados - at o uso de camisas reciclveis con-feccionadas com pet pela equipe de vendas, passando pela coleta seletiva de lixo, o uso de monitores com 100% de eficincia energtica, plantao anual de mudas, enfim, em todas as etapas a nossa preocupao est nos mnimos detalhes. At no projeto social, fazenda Pau a Pique, h um trabalho de educao ambiental com as crianas da comunidade local. Bruno tambm cita os investimentos em pes-quisa e desenvolvimento da B&F Dias: De-pendendo dos processos internos, comum recorrer a algumas consultorias especializa-das. Por exemplo, se precisamos desenvolver um novo layout, sempre buscamos contar com especialistas. Temos um parceiro que hoje referncia no mundo inteiro como fabrican-te de membranas para sistemas de aerao, chamado Gummi Jaeguer. com essa empre-sa que fazemos nosso link mundo afora, com ela temos nosso brao tecnologico e troca de informaes. No Brasil, temos um extenso trabalho junto aos fornecedores e potenciais fornecedores realizando pesquisa e desenvol-vimento dos componentes dos produtos. Se vamos desenvolver algo novo, chamamos dois ou trs fornecedores e juntos testamos tudo exaustivamente. No ano passado fizemos tes-tes de 20 processos para inovaes internas que incluram no s mudanas no produto, como na logstica de embalagem, explica. Bruno finaliza a entrevista dizendo que o mer-cado brasileiro de saneamento, gua e eluentes est em franca expanso e que 2014 ser um ano de novidades e bons negcios.

    15

  • O objetivo desse trabalho verificar por meio de anlises instrumentais, as concentraes de componentes presentes em sete marcas de gua dispo-nibilizadas no mercado de Porto Alegre/RS. No entanto, surgem questes como: Quais seriam os procedimentos impostos para que essa gua finalmente chegue ao consumidor? Quais rgos competentes padronizariam os requisitos para o consumo dessa gua? Ser que ingerimos realmente o que descrito no rtulo das garrafas? Se sim, ser que esto dentro dos padres previstos por lei? At que ponto o consumo de gua envasada se justi-fica em termos de qualidade? Esta e outras questes o artigo pretende responder.

    IntroduoAtualmente no Brasil, o consumo de gua en-vasada1 apresenta crescimento de aproximada-mente 15% ao ano2. Isso ocorre porque a maio-ria dos consumidores encontra na gua mineral envasada o que procuram uma gua inspida e inodora, o que no ocorre na gua distribuda pela rede de abastecimento pblico. Tendo em vista a enorme dimenso de neg-cios, e de lucros que o mercado de guas en-vasadas abrira, foram investidos neste, cerca de 13,69 milhes reais, para fins de pesqui-sas, s quais caberiam as funes de inten-sificar, aprimorar e melhorar a produo des-sas guas, para que fosse possvel suprir a demanda que em pouco tempo intensificaria. Os maiores investimentos deram-se no per-odo de 2005-2006, onde foram creditados a este setor cerca de 8,3 milhes de reais. J o menor ndice de investimento deu-se no per-odo de 2007-2008, apenas 5,3 milhes de re-ais. Essa significativa queda de investimen-tos de pesquisa deu-se devido a este setor apresentar-se consolidado, restando ape-

    Anlise de gua mineral em Porto Alegre

    GUA

    nas buscar alcanar novos consumidores3. A produo brasileira de guas envasadas passou de 3,73 milhes de litros para 4,37 milhes de litros, durante o perodo de 2001-2008. Em 2005 houve o maior ndice produtivo de gua envasada, at ento. Certamente isso ocorreu devido ao forte investimento nesse setor, durante o mesmo ano, aproximando-se de 4,2 milhes de reais4. Devido s condies de distribuio desta gua pelas redes pblicas, h o preconceito de que a mesma no seja boa, sendo que na maioria das vezes atende aos padres, pr--estabelecidos pela Agncia Nacional de Vigi-lncia Sanitria (ANVISA). Devido ao tratamen-to da gua potvel ocorrer em grande escala, essa, apresenta muitas vezes um gosto mais forte, isso remete ao cloro presente, adicionado mesma, com o intuito de melhor purific-la. Diante destas caractersticas organolpticas da gua potvel, muitas famlias optam pela gua envasada, buscando consumir uma gua de qualidade superior. Mas ser mesmo que estariam dentro dos parmetros de qualidade? Segundo o art. 35 da Portaria n 374 de 1 de outubro de 20095, sero classificadas, quanto sua composio qumica, em: I - oligominerais, quando, apesar de no atin-girem os limites estabelecidos, forem classifi-cadas como minerais pelo disposto nos 2 e 3, do art. 1 da presente lei; II - radferas, quando contiverem substncias radioativas dissolvidas que lhes atribuam ra-dioatividade permanente; III - alcalino-bicarbonatadas as que contive-rem, por litro, uma quantidade de compostos alcalinos equivalentes, no mnimo, a 0,200 g de bicarbonato de sdio;IV - alcalino-terrosas as que contiverem, por litro, uma quantidade de compostos alcalino--terrosos equivalente, no mnimo, a 0,120 g de

    16

    por Alan da Silva, Paulo Jos Menegasso, Michele Kimieciki e Dr. Luciano Peske Ceron

  • 31

    carbonato de clcio, distinguindo-se:a) alcalino-terrosas clcicas, as que contive-rem, por litro, no mnimo, 0,048 g de cationte Ca sob a forma de bicarbonato de clcio;b) alcalino-terrosas magnesianas, as que conti-verem, por litro, no mnimo, 0,030 g de cationte Mg sob a forma de bicarbonato de magnsio;V - sulfatadas, as que contiverem, por litro, no mnimo, 0,100 g do anionte6 SO4 combinado aos cationtes Na, K e Mg;VI - sulfurosas as que contiverem, por litro, no mnimo, 0,001 g de anionte S;VII - nitradas, as que contiverem, por litro, no m-nimo, 0,100 g do anionte NO3 de origem mineral;VIII - cloretadas, as que contiverem, por litro, no mnimo, 0,500 g do NaCl (Cloreto de Sdio);IX - ferruginosas as que contiverem, por litro, no mnimo, 0,005 g do cationte Fe;X - radioativas as que contiverem radnio em dissoluo, obedecendo aos seguintes limites:a) francamente radioativas, as que apresenta-rem, no mnimo, um teor em radnio compre-endido entre 5 e 10 unidades Mache7, por litro, a 20C e 760 mm de Hg de presso;b) radioativas as que apresentarem um teor em radnio compreendido entre 10 e 50 unidades Mache por litro, a 20C e 760 mm Hg de presso; c) fortemente radioativas as que possurem um teor em radnio superior a 50 unidades Mache, por litro, a 20C e 760 mm de Hg de presso.XI - Toriativas, as que possurem um teor em trio em dissoluo, equivalente em unidades eletros-tticas, a 2 unidades Mache por litro, no mnimo.

    XII - Carbogasosas, as que contiverem, por li-tro, 200 ml de gs carbnico livre dissolvido, a 20C e 760 mm de Hg de presso. 1 - As guas minerais devero ser classifica-das pelo DNPM de acordo com o elemento pre-dominante, podendo ser classificadas mistas as que acusarem na sua composio mais de um elemento digno de nota, bem como as que con-tiverem iontes8 ou substncias raras dignas de nota (guas iodadas, arseniadas, litinadas, etc). 2 - As guas das classes VII (nitratadas) e VIII (cloretadas) s sero consideradas mine-rais quando possurem uma ao medicamen-tosa definida, comprovada conforme o 3 do Art. 1 da presente Lei.Essa pesquisa tem como principal finalidade, analisar algumas das marcas de guas minerais engarrafadas, encontradas no mercado porto alegrense, para que deste modo seja possvel verificar se as mesmas encontram-se dentro dos padres legais estabelecidos pela Resolu-o de Diretoria Colegiada RDC N. 274, de 22 de setembro de 2005, CONAMA n 357/2005 e a Portaria 518 do Ministrio da Sade.

    Metodologia e materiais Para o estudo como materiais e mtodos foram adquiridos no comrcio de Porto Alegre sete amostras de guas envasadas, de diferentes fornecedores, listadas na Tabela 1. Foram sub-metidas a anlises instrumentais, tendo como objetivo os conhecimentos qualitativo e quanti-tativo dos ons e nions dispostos nestas.

    17

    Tabela 1 - Amostras de guas analisadas

  • No perodo de leitura das amostras, as mes-mas foram analisadas visando todos os pa-rmetros que os instrumentos analticos utili-zados fossem capazes de detectar, por mais que no constassem nem mesmo no rtulo. As anlises foram realizadas no laboratrio da Bioensaios Anlises & Consultoria Am-biental, localizado em Viamo, utilizando os seguintes equipamentos:

    Espectrofotmetro de Emis-so pticaAs determinaes dos elementos foram rea-lizadas por ICP-OES (espectrofotmetro de emisso ptica com plasma indutivamente

    GUA

    18

    acoplado, marca Perkin Elmer, modelo Opti-ma 7300DV), equipadas com cmara de ne-bulizao Mira Mist, tocha com tubo injetor de quartzo e amostrador automtico.

    O plasma foi gerado a partir de argnio e suas vazes otimizadas para as determinaes foram de 0,6 L/min para o gs nebulizador, 0,2 L/min para o gs auxiliar e 15 L/min para o gs princi-pal, com o emprego da potncia de 1300 W. As leituras foram realizadas no modo axial de visu-alizao do plasma, nos comprimentos de onda de cada parmetro, mostrados na Tabela 2. Cromatgrafo Para anlise de nions comuns na gua: clo-retos, fluoretos, sulfetos e nitratos foi utilizado Cromatgrafo de ons acoplados a diferentes dectetores IC Compacto Pro 881, Dectetor

    Figura 1 - Ilustrao do Espectrofotmetro

    Tabela 2 - Comprimento de onda para cada parmetro Figura 2: Ilustrao do cromatgrafo inico

    Foto

    s: D

    ivul

    ga

    o

  • condutomtrico (S), ampe-romtrico contnuo ou pulsa-do (nA), UV-VIS (absorbn-cia) ou ndice de refrao. Canal: CondutividadeTempo de Registro: 20 minutosTipo de Coluna: Metrosep A Supp 5 150/4.0Composio do Eluente: A Supp 5 1,0 Mm NaHCO3/3,2 Mm Na2CO3Fluxo: 0,700 mL/min.Presso: 8,05 MpaTemperatura: 28,1 C

    pHmetro Com o auxlio do pHmetro de campo porttil denver up25 ph/mv/ise/temp foi possvel a determinao de alcalinida-de, a partir da titrimetria. Com o uso do pHmetro observou--se a quantidade de titulante gasto at atingir o pH 8,4.

    Resultados e dis-cusso Os resultados na Tabela 3 re-presentam as variaes das concentraes de determina-dos parmetros analisados, ilustrando as discrepncias (alguns aceitveis em funo da no uniformidade da fonte),

    com o que est descrito no r-tulo da gua mineral comercia-lizada. As anlises detectaram alguns elementos em concen-traes que ultrapassam os li-mites da legislao. Observa-se nas amostras 1 e 4 teor elevado de fluoreto, acima dos limites impostos pelo De-partamento Nacional de Produ-o Mineral (DNPM), Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e Ministrio da Sa-de, sendo contra indicada s crianas, gestantes e pessoas que faam uso de medicamen-tos contendo flor. O fluoreto de guas naturais pode ser originado pela disso-luo de minerais como a fluori-ta, apatita, micas e anfiblios, e tambm pela desadsoro em argilominerais, principalmente em guas de natureza mais al-calina (Hounslow, 1995). Ao analisar o rtulo das amos-tras 1 e 4 constatou-se outra inadequao, de acordo com o item 7.2.2 da Resoluo de diretoria colegiada n 274, de 22 de setembro de 2005, o r-tulo desta gua comercializa-da encontra-se irregular, dian-te das seguintes exigncias:7.2.2. Devem constar, obri-gatoriamente, as seguintes advertncias, em destaque e em negrito:a) Contm Fluoreto, quando o produto contiver mais que 1 mg/L de fluoreto;b) O produto no adequa-do para lactentes e crianas com at sete anos de idade, quando contiver mais que 2 mg/L de fluoreto;c) O consumo dirio do pro-

    Figura 3: pHmetro utilizado durante as anlises

  • duto no recomendvel: contm fluoreto acima de 2 mg/L, quando contiver mais que 2 mg/L de fluoreto; Uma vez que a gua comercializada no con-tm as informaes necessrias, a mesma pe em risco a integridade fsica do consumidor, pois dentre danos causados pelo excesso de flor ingerido est a fluorose dentria ou ssea. Na amostra 2 observa-se a presena de nitrato com concentrao acima do permitido pelo CO-NAMA, e nitrito dez vezes acima do limite mxi-mo imposto pelo DNPM. alarmante, uma vez que o nitrato se reduz para nitrito, que compete com o oxignio do sangue, desenvolvendo no consumidor uma doena rara, a metahemoglo-bina, conhecida como doena do sangue azul. Na amostra 2 e 3 apresentaram teor de nitrato acima do limite mximo permitido pelo CONAMA. A amostra 4 contm concentraes de nitra-to, nitrito e fluoreto acima do permitido pelos rgos regulamentadores. Assim como as amostras 1, 2 e 3, essa tambm pode acarre-tar em desenvolvimento de fluorose e metahe-moglobinemia, consideradas doenas graves. Na amostra 5 no foram detectados teores de nitrato nem nitrito durante as anlises, mas a concentrao mxima de vandio ultrapassou o limite permitido pelo CONAMA, que o ni-

    co rgo legislador no Brasil que impe limite mximo permissvel a este elemento. A ONU recomenda limite mximo de 0,1 mg/L de va-ndio para as guas de irrigao. A amostra 6 no possui excessos de limites permissveis em nenhum dos parmetros ana-lisados, logo, esta gua obedece a todos os requisitos impostos pelos rgos regulamen-tadores, estando apta ao consumo. A amostra 7 apresenta-se dentro dos limites impostos pela rgos regulamentadores. As-sim como a gua da amostra 6, est adequa-da ao consumo por qualquer pessoa, sem ofe-recer riscos sade da mesma.

    Concluso No decorrer das anlises detectaram-se irregu-laridades significativas nas composies das amostras, tanto dentre os parmetros analisa-dos por meio de espectrofotometria de emis-so ptica, quanto na cromatografia inica. Aps as sries de anlises que foram submetidas as sete amostras de guas minerais comerciali-zadas em Porto Alegre e regio metropolitana, dessas, apenas duas amostras esto completa-mente adequadas para consumo, enquanto as outras cinco amostras apresentam alguma irre-gularidade, segundo os padres impostos pelo

    Tabela 3 - Resultados das anlise entre rtulo, amostras e legislao

    20

    GUA

    SOLUES EM

    TRATAMENTO DE

    EFLUENTES E

    RESO DE GUA

    Al.Araguaia, 4001 - Tambor - Barueri - SP - Cep:06455-000 -

    Tel (11) 2198.2200 - Fax (11) 2198.2211 -

    Site: www.tecitec.com.br

    Email: [email protected] SEPARADORES DE LEO (SAO)

    PROJETO, FABRICAO E MONTAGEM DE SISTEMAS DE

    TRATAMENTO DE EFLUENTES INDUSTRIAIS COM RESO DE

    GUA COMPOSTOS POR EQUIPAMENTOS TAIS COMO:

    FILTRO PRENSA, SEPARADOR DE GUA E LEO,

    DEMINERALIZADOR DE GUA, FILTRO DE POLIMENTO,

    ENTRE OUTROS. TAMBM DISPOMOS DE:

    - LABORATRIO E EQUIPAMENTOS PILOTO

    - LOCAO DE EQUIPAMENTOS

    FILTROS PRENSA

    ESTAES DE TRATAMENTO

    DE EFLUENTES

    BAGS DESIDRATADORES

    DE LODO

  • DNPM, CONAMA e Ministrio da Sade.Mediante anlises comparativas entre as cin-co amostras constatadas como imprprias para consumo, a amostra de gua mineral n 4 apresenta maior risco em potencial sa-de dos consumidores. Visto que a gua n 4 possui concentraes de fluoreto, nitrato e nitrito, acima dos limites mximos aceitveis pelas organizaes regulamentadoras, essa, propicia em grau elevado, o desenvolvimento de algumas doenas, como as citadas acima. Desta forma, a gua da amostra n 4, a partir dos conhecimentos qumicos vista como im-prpria e gravemente prejudicial ao consumi-dor, devendo ter sua comercializao proibi-da, sua qualidade restaurada, ou sua fonte de explorao desativada, se assim for julgado necessrio pelos rgos competentes.Ao contrrio das outras amostras, as guas das amostras 6 e 7, no apresentaram con-centraes excessivas, estando plenamen-te prprias ao consumo. Dentre essas duas guas, a da amostra n 6 a mais recomen-dada, por apresentar menor dureza (Clcio e Magnsio), fazendo com que a gua seja mais saborosa, de fcil ingesto, livre de gostos e odores, alm de uma textura mais leve.Este estudo indica que deveria haver maior rigor pelos rgos de fiscalizao, com amostragens peridicas, pois os resultados apresentam elementos acima do limite permi-tido em algumas marcas.

    1 Segundo normas legais da Anvisa define-se o termo gua envasada como caracterizao do engarrafa-mento de guas minerais naturais, naturais ou adicio-nadas de sais.2 www.bndes.gov.br/Si teBNDES/export /s i tes/de-faul t /bndes_pt /Galer ias/Arquivos/conhecimento/bnset/ set1107.pdf agosto, 2012).3 DIDEM/DNPM. Valores investidos4 Anurio Mineral Brasileiro AMB 2001 a 2008.5 Disponvel ht tp: www.dnpm-pe.gov.br/Legisla/Port_374_09.htm.6 Termo utilizado no Brasil para designar um tomo ou grupo de tomos com carga negativa, on com carga negativa, nion.7 Mache, (smbolo ME de l alemo Mache-Einheit, plu-ral Maches) uma unidade de medida da radioativi-dade volmica anteriormente utilizada como indicao da concentrao de rdio nas guas de nascentes e litro de ar. Desde 1985, esta unidade foi substituda por Becquerel (smbolo Bq) por litro e n utilizado mais. O nome da unidade uma homenagem ao fsico austra-co Henrich Mache.8 tomo ou grupo de tomos que tem uma carga el-trica e que provm da dissociao eletroltica de um composto ou da ao de certas radiaes.

    Ver referncias bibliogrficas em nosso site:

    www.revistatae.com.br

    Dr. Luciano Peske CeronDoutor em Engenharia de Materiais (Filtrao/Particulados), Mestre em Polmeros (No te-cidos), Engenheiro Qumico, Especialista em Gesto Ambiental. Professor na PUCRS / En-genharia Qumica. e-mail.: [email protected]: (51) 9972-6534

    SOLUES EM

    TRATAMENTO DE

    EFLUENTES E

    RESO DE GUA

    Al.Araguaia, 4001 - Tambor - Barueri - SP - Cep:06455-000 -

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    GUA COMPOSTOS POR EQUIPAMENTOS TAIS COMO:

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    DEMINERALIZADOR DE GUA, FILTRO DE POLIMENTO,

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    FILTROS PRENSA

    ESTAES DE TRATAMENTO

    DE EFLUENTES

    BAGS DESIDRATADORES

    DE LODO

  • O cromo um mineral trao que ocorre nas valncias de 2 a +6, sendo as mais comuns +2 (Cr2+), +3 (Cr3+) e +6 (Cr6+). Est presente em pequenas quantida-

    Os danos que o Cromo Hexavalente pode causar sade

    GUA

    des em alguns alimentos como carnes, cere-ais integrais, etc. Cada valncia corresponde ao nvel do cromo e cada um se distingue de acordo com o seu uso. O cromo Hexavalente (VI), por exemplo, tem sido usado pela inds-tria de eletrnicos como tratamento anti-cor-rosivo, tais como: peas com banho de zin-co, painis de circuitos integrados e tubos de raios catdicos, bem como para blindagem eltrica para alguns componentes. Tambm tem uso em cromados, fabricao de coran-tes e pigmentos, escurecimentos de peles e preservao da madeira. O elemento integra a listagem da EPA (Agncia Ambiental dos EUA) dos 129 poluentes mais crticos.O cromo surge naturalmente e pode ser en-contrado em rochas, no solo e em poeiras e gases vulcnicos; pode surgir em vrios estados de oxidao. Embora as formas tri-valentes predominem nos organismos vivos, o cromo Hexavalente (CrVI) e o cromo (Cr0) so formas, geralmente, produzidas por pro-cessos industriais. O cromo Hexavalente convertido em cromo Trivalente dentro do corpo humano, uma vez que o cromo triva-lente um elemento necessrio para a ma-nuteno da boa sade, uma vez que ajuda o corpo humano a utilizar o acar, a gordura e as protenas. O cromo Hexavalente, presente no meio ambiente, , geralmente, o resulta-do em aplicaes na fabricao de produtos qumicos, peles e txteis e eletro-pintura.A maioria dos metais possui potencial ne-frotxico, ou seja, substncia que txica para o rim. Alm de outros elementos como o ferro, chumbo, cdmio, entre outros, o

    Considerado altamente txico, o cromo hexavalente (VI) inalado pode at causar cncer e, apesar de no comprovada o n-vel seguro de cromo na gua, preocu-pante os riscos que o excesso desse mi-neral pode trazer ao ser ingerido

    22

    por Daiana Cheis

    Foto

    : Dre

    amst

    ime

  • cromo um perigoso metal e no apenas para o rim, mas responsvel por causar ou-tras doenas fatais, como tumores.

    Cromo VI na guaA toxicidade do cromo est limitada aos compostos hexavalentes (Cromo VI), que tm uma ao irritante e corrosiva no corpo humano. A exposio do cromo hexavalente pode ocorrer, geralmente, atravs da inala-o contato com a pele e ingesto. A ina-lao, por exemplo, do cromo VI, alm de causar grave irritao das vias respiratrias, j foi reconhecida como um carcinognico humano (isto , cancergeno). Apesar da Organizao Mundial da Sade (OMS) es-tabelecer o limite para o consumo humano, de 0,05 miligramas por litro, no h estudos cientficos que comprovem qual o nvel de cromo ingerido pode vir causar a doena. Os potenciais efeitos do cromo hexavalente variam, principalmente, com as espcies e as quantidades absorvidas na corrente san-gunea, a rota e a durao da exposio. Por isso, o cromo hexavalente encontra--se na maior parte das listas nacionais e internacionais de materiais de elevada to-xicidade, para os quais se aplicam rgidos procedimentos de controle. Nos EUA, o cromo Hexavalente regulamen-tado como uma Substncia Perigosa, Peri-goso Poluente do Ar, Desperdcio Perigoso, Qumico-Txico e um poluente prioritrio ao abrigo da Lei de Salubridade da gua. A res-trio de Unio Europia para a utilizao de determinadas Substncias Perigosas (RoHS), juntamente com outras restries em mbito mundial, conduz eliminao no uso de cro-mo Hexavalente nos bens de consumo. O Cromo Hexavalente (VI) difere de outros me-tais pesados no sentido em que, apesar de ser txico para os seres humanos e para um gran-de nmero de organismo aqutico em determi-nadas concentraes, rapidamente converti-do em Cromo III (trivalente) e no registra uma

    acumulao biolgica no meio ambiente.O Cromo no encontrado em sua forma li-vre, bastante comum em toda a crosta terres-tre, com maior ou menor concentrao, no mi-nrio CROMITA (FeCr2O4), quase metade da sua produo vem da frica do Sul. O cromo hexavalente resultado da reduo industrial do cromo Trivalente. Existe a possibilidade da oxidao do cromo trivalente em Hexavalente nas circunstncias especficas (gua com pH elevado, etc), mas requerem estudos para sua comprovao, explica o engenheiro de apli-cao da Hoganas, Anthony Gladek.A dificuldade de se estabelecer uma RDA para o cromo deve-se, principalmente, s li-mitaes da estimativa da ingesto do mes-mo, devido a sua reduzida concentrao e a problemas de contaminaes ambientais. A presena de Cromo est ligada ao local, re-gio, tanto na contaminao antrpica como natural. E cabe aos rgos competentes fis-calizar a abertura de novos poos para cons-tatar a qualidade da gua.Segundo a assessoria de imprensa da Sa-besp, responsvel pelos servios de sanea-mento em 364 municpios do Estado de So Paulo, a empresa bastante criteriosa quanto liberao de uma nova fonte produtora de gua. Antes de um poo vir a entrar em ope-rao so realizadas mais de 80 anlises para verificao da qualidade da gua do manan-cial, em determinado perodo de tempo de ex-plorao, sempre atendendo a legislao.

    Processos de remoo do Cromo VI De acordo com o Gladek, a gua de um poo, que contm alto nvel de cromo, pode ser in-gerida aps a remoo do Cromo Hexavalen-te, atravs de um meio adsorvente.Dos processos mais utilizados para remo-ver o Cr(VI) de guas residurias incluem filtrao por membranas, precipitao qu-mica, osmose reversa, evaporao, troca inica, extrao por solventes, adsoro,

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  • entre outros. Entre esses mtodos, a ad-soro se destaca como processo fsico--qumico eficaz na remoo de ons de me-tais pesados de guas at mesmo quando presentes em baixas concentraes.A Hoganas desenvolveu o meio filtrante ad-sorvente Cleanit LC. Segundo o fabricante o sistema reduz a perda de gua, no gera passivo ambiental, e o meio adsorven-te reciclvel, considerado uma soluo completamente sustentvel e integrada s boas prticas ambientais.Contudo, os mtodos convencionais utiliza-dos para remoo de metais pesados tais como: a precipitao qumica, a oxidao ou reduo qumica nem sempre so eficien-tes, o que incentiva pesquisas no sentido do desenvolvimento de tecnologias alternativas para tratamentos mais adequados. Nas lti-ma dcada, um grande nmero de estudos tm sido realizados visando a utilizao de microrganismos/biomassas para a remoo de metais pesados de efluentes atravs de processo denominado biossoro. Dentre as biomassas destacam-se as algas marinhas pela sua abundncia e riqueza estrutural, que podem ser usadas como retentores sli-dos de metal pesado, substituindo as resinas convencionais. As vantagens deste processo esto na eficincia de remoo e na possibili-dade de reutilizao da biomassa atravs da dessoro dos ons metlicos. Estudos recentes trazem mtodos alterna-tivos, como a casca da banana sendo um eficaz adsorvente de metais pesados. Uma Pesquisa do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba, identificou a potencialidade da casca de ba-nana na remediao de guas poludas pe-los pesticidas atrazina e ametrina, utilizados, em sua maioria, em plantaes de cana-de--acar e milho. Em amostras coletadas nos rios Piracicaba e Capivari e na estao de tratamento de gua de Piracicaba, as guas contaminadas com estes pesticidas ficaram

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    livres dos componentes aps o tratamento, comprovando a eficcia do mtodo, se com-parado a outros procedimentos fsico-qumi-cos mais comuns, como a utilizao de car-vo. O estudo foi realizado nos laboratrios de Ecotoxicologia e Qumica Analtica do Cena.

    LegislaoA Unio Europia, uma das administraes mais avanadas neste sentido, criou, em 2006, duas diretrizes: a RoHS (Restrictionof Certain Hazardous Substances) e a WEEE (Wastefrom Electrical and Electronic Equip-ment). A RoHS uma norma que probe que certas substncias perigosas, como o cromo hexavalente (Cr(VI)) sejam empregadas em equipamentos eletrnicos, por ser radioativo, alm de prejudicar o metabolismo celular e o DNA. Tambm conhecida como a lei do sem chumbo (lead-free), a diretiva RoHS (Res-trictionof Certain Hazardous Substances ou Restrio de Certas Substncias Perigosas) entrou em vigor em 1 de Julho de 2006. A diretiva RoHS limita a total de 0,1% o uso de certas substncias na composio de manu-faturados na Unio Europia, ou importados dos EUA, China, Nova Zelndia e outros pa-ses. Caso os produtos no respeitem a direti-va, sua comercializao proibida na Europa. No Brasil, temos a portaria MS 2.914/2011 que substituiu a portaria MS 518/2004 e es-tabelece um valor mximo permitido de 0,05 mg/L de cromo na gua potvel, sendo que no est descriminado em qual valncia o mesmo se apresenta. Para efeitos ambien-tais, devido a complexidade das nossas leis fica abrangente questes ligadas apenas a crimes ambientais. Temos resolues como a do CONAMA (descarte ou reciclagem final adequada do composto) e ABNT NBR 10.004, menos abrangente, que especifica a periculo-sidade de resduos, sendo: Perigosos (Clas-se 1 - contaminantes e txicos); No inertes (Classe 2A possivelmente contaminantes); Inertes (Classe 2B no contaminantes).

  • Nos EUA h estudos mais especficos nes-ta rea. Desde a maior contaminao am-biental, na dcada de 50 at 90, na cidade de Hinkley, Califrnia, cuja empresa Pacific Gas and Eletric Company (PG&E) foi respon-svel pelo vazamento de cromo VI no solo, ao utilizarem a sustncia txica na limpeza de equipamentos de suas instalaes locais. A partir desse problema foi que os Estados Unidos focaram os estudo voltados ao cromo Hexavalente. De acordo com a recente pu-blicao, maio de 2012, da Water Research Foundation State of the Science of Hexa-valent Chromium in Drinking Water, por ter se demonstrado cancergeno quando inalado, os efeitos na sade, atravs da ingesto - via de exposio dominante na gua potvel, do cromo Hexavalente, que esto sendo fei-tas anlises a nvel federal de cromo VI pela Agncia de Proteo Ambiental dos EUA (USEPA). Em 2011, a (USEPA) ponderava se devia ou no estabelecer um nvel mximo de contaminador (MCL) especificamente para o cromo Hexavalente. Em fevereiro de 2011, audio do Congresso dos EUA, em grande parte focada na pauta do EWG (Environmen-tal Working Group) sobre o cromo Hexavalen-te. O objetivo dessa reviso o de informar melhor ao regulatria potencial sobre esta questo, resumindo o que se sabe sobre cro-mo Hexavalente, bem como apontando lacu-nas que ainda existem atualmente.No Brasil, o caso de maior proporo em re-lao contaminao por cromo VI foi em 2003, no aqufero de Bauru, onde apresenta-va naturalmente uma alta incidncia do com-posto em 17 cidades do interior paulista. Na poca, uma pesquisa publicada pela USP, Srie Centifca - do Instituto de Geocincias (IGc), na revista Geologia USP, os cientis-tas diziam que a causa do fenmeno era uma combinao de guas profundas muito alca-linas e um mineral de origem vulcnica ines-perado no tipo de rocha da regio. O cromo metlico puro, a cromite e os com-

    postos trivalentes de cromo no so txi-cos para os tecidos humanos, que tm uma ao irritante e corrosiva no corpo humano. Em certas condies estes compostos He-xavalentes podem causar a precipitao de protenas. Num ambiente industrial, podem afetar a pele e as vias respiratrias, provo-cando dermatites e ulceraes. Genotxico e alrgico. Facilmente absorvido pelas c-lulas e tem efeito alrgico e txico.

    Atualidade Em nota redao da TAE, a Sabesp afirma que nas cidades dos 364 municpios pelo qual responsvel pelo servio de sanea-mento, a gua distribuda para a populao est dentro dos parmetros exigidos pela Portaria N 2.914/2011 do Ministrio da Sa-de. E informou que ainda tem, no total, 17 laboratrios de controle sanitrio, que so certificados pela ISO 9001. Nesses laborat-rios especializados so realizados, em m-dia, mais de 62 mil anlises mensais, sen-do: 17.200 anlises na Grande So Paulo; 45.271 anlises no interior e no litoral paulis-ta. As anlises incluem parmetros bsicos de controle, como turbidez, cor, cloro, coli-formes e termolerantes. Todos os resultados so encaminhados para as Vigilncias Sani-trias locais, conforme preconiza a lei. A Sa-besp realiza ensaios da gua distribuda em todos os municpios em que atua, garantin-do e comprovando, dessa forma, a qualida-de e a potabilidade. Os laboratrios seguem as normas NBR ISO/IEC-17025 e so acredi-tados pelo Inmetro. A acreditao o reco-nhecimento da competncia tcnica de um laboratrio e tem abrangncia internacional. A empresa tem mais de 1.200 sistemas pro-dutores de gua e poos que passam pelo processo de monitoramento.

    Contato das empresas:Hoganas: www.hoganas.comSabesp: www.sabesp.com.br

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  • A exigncia de novas solues para a questo da gua no planeta, seja ela de consumo ou de reso, faz com que todo o mercado se movimente cada vez mais em direo a novas tecnologias. E isso acontece em todos os processos pelos quais a gua passa. No caso dos sistemas de po-limento de gua e efluentes no diferente. Alm da busca de novas tecnologias, h a necessidade de fazer adequaes nos sis-temas de polimento existentes at hoje para atender proposta atual de reso da gua que antes era descartada e agora passa a ser reutilizada para diversas aplicaes. Toda essa renovao na forma de pensar sobre a gua traz crescimento das vendas e

    Sistema para polimento em alta no mercado

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    aumento de investimentos para as empresas, que apostam neste filo atentas a tudo o que h de novo no mercado e buscam inovar para acompanhar as mudanas que a maior pre-ocupao com a gua vem estabelecendo. Apesar de se tratar de guas para usos dis-tintos, os sistemas mais utilizados que fa-zem o polimento (clarificao) de gua e de efluentes so semelhantes. No h grandes diferenas entre eles, na realidade, em geral, os processos de polimento aplicam-se funda-mentalmente aos efluentes, pois as etapas de clarificao e desinfeco j esto intrnsecas aos processos de tratamento de gua, afirma Thiago Forteza, gerente de operaes da Ge-neral Water, concessionria privada de gua que atua desde a captao at o tratamento de efluentes para reso e descarte. Luiz Abraho, engenheiro de processos da Veolia Water, em-presa que oferece solues e tecnologias em gesto das guas, tambm aponta que as tec-nologias disponveis para clarificao/polimen-to de gua ou efluentes so similares entre si. Elas podem passar basicamente por etapas de remoo de slidos suspensos, filtrao e remoo de compostos dissolvidos. Abraho explica que preciso fazer uma anlise das caractersticas do fluxo a ser tra-tado e qual a qualidade final requerida para se chegar necessidade e recomendao de aplicao de cada uma das tecnologias, se isoladamente ou em conjunto. O projeto de tratamento de efluentes para um caso pode no servir para outro, expe. O engenhei-ro de processos da Veolia Water cita como exemplos efluentes domsticos e industriais, que tm caractersticas diversas e devem ser tratados de acordo com essas particularida-des; e efluentes de refinarias de petrleo,

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    por Cristiane Rubim

    Novas tecnologias e ajustes em sistemas de polimento de gua e efluentes aumen-tam vendas das empresas

    Sistema Actiflo da Veolia Water

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    Filtro tipo leito da Tecitec

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    que possuem contaminantes diferentes dos encontrados em despejos de indstrias cer-vejeiras ou de papel e celulose, especficos para cada tipo de indstria. Essas conside-raes devem ser levadas em conta para um bom projeto e, muitas vezes, um teste piloto faz-se necessrio para a confirmao de uma rota de processo adequada.De acordo com Forteza, polimentos so pro-cessos complementares ao tratamento con-vencional com foco na reduo de cor, tur-bidez e/ou microrganismos. Segundo ele, os filtros utilizados para polimento aplicam-se fundamentalmente para reduo de turbidez e microrganismos. O gerente de operaes da General Water esclarece que, tanto nas Estaes de Tratamento de gua (ETA) como de Efluentes (ETE), podem ser aplicadas desde as tecnologias mais antigas, como fil-trao em meios porosos, at as tecnologias mais modernas de membranas, especialmen-te microfiltrao e ultrafiltrao. Outras tec-nologias, como filtros cartucho, filtros bag e filtros tela do tipo autolimpantes, tambm po-dem ser aplicadas, acrescenta. Segundo Abraho, os filtros normalmente mais utilizados ainda so aqueles compostos de camadas filtrantes com areia de diversas granulometrias e/ou carvo antracito para a reduo do material em suspenso, poden-do ser por gravidade ou pressurizados. Caso haja necessidade de remoo de compostos orgnicos, podem ser projetados os filtros com carvo ativado granulado. De acordo com o engenheiro de processos da Veolia Water, pensando na substituio dos filtros de carvo ativado granulado, a empresa dis-pe da tecnologia Acticarb, que agrega em um nico equipamento o Actiflo com a utiliza-o do carvo ativado em p. Uma das van-tagens do carvo ativado em p sua maior rea superficial em relao ao granulado. Outras boas opes presentes no mercado como parte integrante de plantas de trata-mento de guas e efluentes, de acordo com Abraho, so as membranas filtrantes de mi-cro ou ultrafiltrao. J para a remoo de

    sais, ele diz que as membranas de nano e os-mose reversa so recomendadas, assim como a tecnologia de eletrodilise reversa.Simo Ribeiro Fernandes, engenheiro am-biental da Tecitec, fabricante de equipa-mentos e solues para filtrao industrial e tratamento de efluentes, explica que entre os filtros mais utilizados para polimento de gua e efluentes, esto: filtros de carvo ativado, areia e zelitos. Ele cita os elementos con-tidos na gua e o objetivo da utilizao dos filtros que vo agir para torn-la til: Na gua de ETA, como isenta de carga orgnica e resduos dissolvidos txicos, bem como colorao, utilizado filtro de areia no polimento final para reter ou eliminar poss-veis particulados em suspenso. No caso de polimento de efluentes, depen-der das caractersticas fsico-qumicas de cada efluente: Em efluente que contm particulados em suspenso, aplica-se filtro de areia. No efluente com traos de metais pesados, compostos orgnicos e inorgnicos que produ-zem mau cheiro, hidrocarbonetos, compostos organoclorados e um grande nmero de subs-tncias que conferem periculosidade, so usa-

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    H duas dcadas, estamos na vanguarda em turbocompressores para aerao de efluentes. Apresentamos agora o turbocompres-sor ABS HST 20, a terceira gerao de nossa tecnologia totalmente refrigerada a ar.

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    dos filtros de carto ativado e filtro de zelitos. No efluente cujos traos de matria org-nica promovem colorao e odor, utiliza-se filtro de carvo ativado.

    Combinaes importante conhecer quais combinaes podem ser feitas no sistema de polimento de gua e de efluentes para se obter uma gua que atenda s necessidades com a qualidade requerida. Quando so utilizadas membranas, com a elevada eficincia dos processos de mi-crofiltrao e ultrafiltrao, no usual a com-binao com outras tecnologias de filtrao, in-clusive na separao de microrganismos, alm de turbidez, afirma Forteza, da General Water. Por outro lado, segundo ele, quando so apli-cadas tecnologias convencionais, como filtros de meios porosos, comum a associao com filtros do tipo cartucho ou bag. O gerente de operaes diz tambm que os filtros tela do tipo autolimpante so uma soluo moderna que tem sido aplicada em alguns processos para produo de gua de reso nos EUA. Os filtros tela autolim-pantes so uma novidade, ao menos no Brasil, para polimento de efluentes, visando ao reso. Foram sistemas que conhecemos durante a visita na WEFTEC 2013, em Chi-

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    Sistema Actiflo da Veolia Water

    cago, maior evento mundial de qualidade de gua, que ocorre anualmente em dife-rentes cidades dos EUA, destaca. Abraho, da Veolia Water, diz que so pos-sveis muitas combinaes de tecnologias visando ao polimento de guas para reso, dependendo basicamente das caractersti-cas iniciais e finais do efluente a ser tratado. Uma configurao muito comum a instala-o de sistemas fsico-qumicos ou filtrao, seguidos de membranas filtrantes para remo-o de sais e outros compostos dissolvidos, ressalta. O engenheiro de Processos afirma que a Veolia possui sistemas de tratamento fsico-qumico de altas taxas, como o Actiflo (citado acima) e o Multiflo. Alm da reduo do material em suspenso e orgnicos, estes sistemas podem ser facilmente projetados para o abrandamento de gua e precipita-o de metais, potencialmente prejudiciais s membranas posicionadas a jusante desse pr-tratamento e extremamente importantes para garantir a vida til desses sistemas. Para atender a um mercado com diversas ne-cessidades e aplicaes para o uso da gua e efluentes, as tecnologias de filtrao se-guem um ritmo de constante desenvolvimen-to que visa melhoria de eficincia, reduo de consumo de energia, reduo de cus-

  • tos operacionais etc. Dentro deste contexto, Abraho destaca que os sistemas biolgicos de tratamentos que utilizam membranas de ultrafiltrao, chamados MBR (biorreatores de membranas), esto ganhando fora tanto no mercado industrial quanto no municipal, uma vez que a qualidade do efluente apresenta ca-ractersticas para uma possvel complementa-o, visando ao reso. Outra tecnologia de separao por membranas que tem apresen-tado grandes avanos a eletrodilise inver-sa, indicada para a remoo de sais em fluxos lquidos, ressalta o engenheiro de processos.Fernandes, da Tecitec, resumiu desta forma as combinaes: Para gua de ETA Aplicao de filtro de areia. Dependendo do tipo de consumo,nos processos em que a gua tem ser purifi-cada (isenta de sais), como nos casos de processo de caldeiras e de cosmticos, uti-liza-se osmose reversa ou resina de troca

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    1- Tanque de Coagulao: o coagulante (sair de ferro ou alumnio) adicionado a gua bruta, cuja mistura rpida garantida pelo misturador devidamente projetado para tal. 2- Tanque de Maturao: os flocos so desenvolvi-dos pela adio de polmero nessa etapa. O Turbomix

    instalado nesse tanque assegura a tima mistura entre o polmero e a massa lquida num menos tempo de contato.3- Decantao Lamelar em contracorrente: permite uma sedimentao bastante rpida dos flocos maturados na

    fase anterior. 4- Recirculao de Lodo: para a otimizao do processo, uma pequena parcela do lodo de fundo

    pode ser bombeado para a entrada do sistema. 5- Descarte de Lodo: o lodo em excesso (mais concen-

    trado) removido para posterior tratamento.

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  • inica aps o polimento.Para efluentes de Estao de Tratamento de Efluentes Biolgico (ETEB) Uso de filtro de areia seguido de filtro de carvo.Para efluentes de Estao de Tratamento de Efluentes Industrial (ETEI) Utilizao de fil-tros de areia ou zelitos seguidos de filtro de carvo ativado. Dependendo da finalidade de reso, aplica-se osmose reversa ou resina de troca inica aps o polimento.

    Aumento nas vendasA preocupao maior com o meio ambiente e reso da gua e a busca de novas solues e ajustes nos processos fazem com que haja crescimento de vendas e aumento de inves-timentos nas linhas de polimento de gua e efluentes. Forteza, da General Water, confirma e explica que h uma necessidade de ade-quar processos convencionais de tratamento de efluentes que foram concebidos unicamen-te para descarte do efluente tratado. Com a tendncia de crescimento do interesse no re-so de guas, esses processos no atendem qualidade para os usos propostos e, ento, se fazem necessrios processos visando ao polimento de efluentes, aponta.Abraho, da Veolia Water, tambm confirma

    e diz que isso ocorre principalmente nas re-gies com maiores densidades populacio-nais, que tenham baixa disponibilidade de gua, seja por escassez ou por comprometi-mento de qualidade nas fontes primrias. O reso de gua um tema crescente nestes ltimos anos, principalmente entre indstrias e setor agrcola, cujo aumento de produo est diretamente ligado disponibilidade de gua, afirma. Segundo ele, a Veolia est muito atenta a todas essas alteraes am-bientais e demandas do mercado de reso, oferecendo tecnologias e referncias de destaque para essa finalidade.A Tecitec tambm registra esse aumento nas vendas j que todas as ETEs e ETAs fabrica-das e fornecidas pela empresa contemplam filtros de polimento. Alm dos tradicionais filtros de carvo ativado e zelitos, a Teci-tec produz filtros de carvo especficos para reduo de DQO (Demanda Qumica de Oxi-gnio) e VOC (em portugus, Compostos Or-gnicos Volteis), alm de filtros de zolitos especficos para remoo de ferro e manga-ns, destaca Fernandes.

    Contato das empresas: General Water: www.generalwater.com.brTecitec: www.tecitec.com.brVeolia Water: www.veoliawaterst.com.brSistema Multiflo da Veolia Water

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    Filtro de areia da Tecitec

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  • FIMAI 2013 traz comitiva de empresas inovadoras da regio francesa Paris Region com solues em meio ambiente e tratamento de gua e efluentes

    EVENTOS

    por Anderson V. da Silva

    Mais de 400 expositores, entre empre-sas nacionais e internacionais, estive-ram presentes na 15 edio da FIMAI - Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade. O evento teve um pblico es-timado em 15 mil visitantes, alm de mais de 650 inscritos para os seminrios. A feira fechou o ca-lendrio anual do setor com participao de, pelo menos, cem dos mais renomados palestrantes e tambm todas as novidades do mercado para a

    produo mais limpa, controle de emisses, ino-vao ambiental, gesto de resduos e tecnolo-gias pela qualidade ambiental de todo o planeta. Uma das razes do sucesso da Feira poder contar com participaes de personalidades do setor como Gil Anderi da Silva, professor da Es-cola Politcnica da USP, e Nelson Roberto Bu-galho, vice-presidente da Cetesb, afirma Julio Tocalino Neto, diretor executivo da FIMAI. Ele afirmou que a presena de profissionais dessa

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    envergadura que faz a diferena para engran-decer o evento e atrair um pblico to grande. Os destaques da XV FIMAI foram os seminrios internacionais, promovidos pelas delegaes da Frana e da Itlia, e pela seo Brasil da A&WMA (Air and Waste Management Association). O pa-vilho francs organizou a vinda da secretria de Estado, Michel Pappalardo, para apresentar o projeto Vivpolis, de cidade sustentvel, de-senvolvido na regio da le de France ou Paris Region como conhecida comercialmente. J a comitiva italiana, com participao do senador talo-brasileiro Fausto Longo, reuniu vrias cor-poraes do setor e realizou o seminrio Made in Vneto - Um modelo de sucesso na gesto dos resduos, em atividade na regio do Vneto. A Paris Region Economic Development Agency, abriga empresas e projetos que correspondem a cerca de 30% do PIB da Frana, trouxe para a 15 FIMAI algumas empresas na rea de sanea-mento, tratamento de gua e tambm do meio--ambiente. A regio tem como objetivo tornar-se a principal eco-regio da Europa, contando com elevada capacidade de P&D, diversos projetos em matrias de desenvolvimento sustentvel, envolvendo inmeras empresas, multinacionais ou PMEs e desenvolvendo pesquisas para as reas de eco-tecnologias, eco-construo ou eco-mobilidade. A agncia vem atuando na in-ternacionalizao das empresas, assim como atua em prol do desenvolvimento das empresas implantadas na Paris Region.Segundo Frdrique de Bast, diretora de marketing da Paris Region, dentro dos setores de desenvolvimentos sustentveis so estuda-dos todos os setores que envolvem a melho-ria do tratamento da gua, tratamento do lixo, mobilidade, tratamento de efluentes, desconta-minao de solos, transportes, eficincia ener-gtica e construes sustentveis. Outro ponto importante na regio o cluster Advancity, com mais de 135 projetos em andamentos e que re-presentam mais de 400 milhes de euros, alm de unir empresas da Paris Region, centros de pesquisas, universidades para desenvolver so-lues e estudos para diversas reas, criando de forma colaborativa solues globais, disse.

    Paris Region, um territrio de pesquisa e desenvolvimentoA Paris Region j foi responsvel por projetos e desenvolvimentos interessantes e que vm auxiliando de forma efetiva o meio ambiente e a populao. Exemplos disso so os proje-tos AIRCITY - focado para a qualidade do ar e que possibilitou desenvolver um sistema de simulao para representar em 3D e prever a poluio atmosfrica, o MICADEAU que visa desenvolver microcaptadores para o telemoni-toramento da qualidade da gua, de maneira contnua e a baixo custo, o que permitir aos operadores da rede de gua que diagnos-tiquem de maneira precisa o estado de seus recursos e assinalem de imediato as anoma-lias existentes, o SMATWATER que permite o aperfeioamento de um servio de monitora-mento inteligente das redes urbanas de gua potvel, alm da KENTREC que um tipo de tinta para aplicao em tanques de gua po-tvel que minimiza a necessidade de aditivos.

    Novidades da FIMAI 2013Segundo Jacques Moussafir, presidente da Aria Technologies e desenvolvedora do siste-ma AIRCITY, os primeiros projetos desenvolvi-dos em terras brasileiras remontam ao come-o dos anos 2000, porm a unidade brasileira foi constituda somente em 2010 e j conta com um projeto instalado no Rio de Janeiro para modelagem da qualidade do ar. Nosso sistema possibilita o monitoramento dos fenmenos atmosfricos, visando o planejamen-to e a antecipao desses problemas, em qual-quer escala. Nosso software permite criar diver-sos cenrios para que aes mais efetivas sejam tomadas afirma Marc Chiappero, gerente geral da Aria do Brasil. No segmento industrial, nos-so sistema auxilia na anlise em tempo real das emisses atmosfricas, com a modelagem de pluma, auxiliando as indstrias a terem uma me-lhor gesto do seu entorno, e de suas emisses.A empresa trouxe para a FIMAI deste ano qua-tro solues para o controle atmosfrico sendo: ARIA CITY software que permite fazer padro-nizao urbana, ARIA VIEW sistema que pos-

    EVENTOS

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    sibilita acompanhar os itens de poluio de uma indstria em tempo real (odores, poluentes re-gulamentados e outros), ARIA FIRE RISK sis-tema para prever riscos de incndio, ARIA FIRE SPREAD - sistema que permite reproduzir a pro-pagao de um incndio e o ARIA REGIONAL que opera h vrios meses no Rio de Janeiro e oferece uma previso em termos de poluio atmosfrica em um prazo de 48 horas.Outra empresa presente na FIMAI, e partici-pante da Paris Region, foi a EUROPELEC, fa-bricante e fornecedora de sistemas de aera-o de superfcie e fundo (aerao mecnica e difuso de ar em bolhas finas). Segundo Sophie Valentin, engenheira tcnica-comer-cial, o Brasil um mercado importante para as aes da empresa, devido ao dinamismo econmico e o mercado crescente.A Valgo tambm esteve presente na FIMAI 2013. Recentemente instalada no pas a empresa traz ao mercado sua expertise na rea de descon-taminao e despoluio de solos e lenis freticos, alm de uma slida experincia em desamiantagem (extrao do amianto do solo). A empresa conta com mais de nove escritrios

    no territrio francs e faz parte da Paris Region. Mesmo estando recentemente instalada em solo brasileiro, a empresa j desenvolveu trs projetos em dois estados (SP/MG), sendo que um deles j est perto de ser decretado como rea reabilitada para uso declarado, e indicado como projeto modelo da agncia do Meio Ambiente de Minas Gerais.Segundo Antonio Passarelli, gerente da Valgo Brasil, a empresa traz seu conhecimento, anos de pesquisa e desenvolvimento, alm de uma competente equipe tcnica altamente qualificada. Temos como prioridade sempre apresentar solues mais viveis aos nossos clientes, priorizamos sempre as solues in situ do que a evacuao, preferimos sempre tratar o problema adequadamente do que fa-zermos uma transferncia do problema para outro local, as solues in situ ao nosso ver, resolve parcialmente o problema, porm gera novos resduos nos aterros, saturando-os, alm de provocar emisses de carbono com o transporte dos resduos. Por isso, procuramos fazer uma avaliao mais rigorosa das solu-es a serem aplicadas, finalizou.

  • Com o avano da tecnologia, so cada vez maiores as ofertas no mercado de solu-es e peas para Estaes de Trata-mento de gua (ETA) e Estaes de Tratamento de Esgoto (ETE). Um bom exemplo o caso das bombas, as quais possuem inmeras especifica-es e aplicaes, o que pode gerar dvidas na hora da compra e implantao do produto. O primeiro passo para a escolha ideal de uma bomba pensar no trabalho que ela desen-volver e nas caractersticas do fluido que transportar, j que ETEs e ETAs possuem funes extremamente diferentes. De maneira resumida, pode-se afirmar que a ETA capta a gua dos rios e represas e trata para torn-la potvel. J a ETE uma infraestru-tura que trata as guas residuais de origem do-mstica e/ou industrial, comumente chamadas de esgotos sanitrios ou despejos industriais, para depois serem escoadas para o mar ou rio. Nessas estaes, o processo muito mais tra-balhoso e passa por vrias etapas devido alta contaminao do lquido por agentes qumicos.Sendo assim, um fluido livre de partculas s-lidas pode ser recalcado por bombas equi-padas com rotores hidrulicos de passagens estreitas (maior nmero de ps).J um fluido contaminado com partculas sli-das ou fibras grandes o suficiente para obstruir pequenos canais necessita de bombas equi-padas com rotores hidrulicos de passagens maiores (com menor nmero de ps). Como nas ETEs a maior parte dos fluidos, efluentes

    Entenda as diferenas entre bombas para ETA e ETE

    EQUIPAMENTOS

    lquidos e lodos so carregados de partculas, o recomendado o uso de bombas desse tipo, com passagens maiores para slidos.Nas ETAs, mesmo nos pontos de captao de gua, a quantidade de slidos e, principalmen-te, a granulometria desses slidos so muito menores, o que faz com que os fluidos possam ser recalcados por bombas centrfugas comuns.A principal diferena entre as bombas para ETE e ETA est nos rotores hidrulicos, mas a caracterstica construtiva das volutas (carca-as) e os materiais empregados na construo das peas acabam tambm por caracterizar os equipamentos, afirmou Roberto Brasil, gerente de engenharia e aplicaes da Xylem.Bombas para efluentes, lodos, fluidos contami-nados com abrasivos, todos muito comuns nas ETEs, apresentam normalmente carcaas mais espessas em ferro fundido ou em ligas mais re-sistentes abraso, corroso, ou em ambas.As peas das bombas para fluidos limpos so muito finas e mais leves, simplesmente porque no sero expostas a fluidos agressivos.Vrios modelos de bombas podem ser aplica-dos em ambos os processos. Entretanto, em linhas gerais, bombas para bombeamento de esgoto devem ser altamente resistentes, pois o esgoto abrasivo e com muita concentrao de slidos em suspenso. Alm disso, a areia comumente adicionada ao esgoto, o que pode causar deteriorao precoce das bombas, ex-plicou Renato Zerbinati, coordenador de pro-dutos e aplicaes WU da Grundfos.Nas bombas para bombeamento de gua, o fa-tor eficincia determinante. Bombear grandes quantidades de gua com baixo consumo o que o mercado procura. Motores de alta eficin-

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    por Beatriz Farrugia

    Diante das inmeras opes no mercado, fundamental conhecer melhor as aplica-es de cada bomba

  • cia conciliados com bombas altamente eficazes resultam em economia. Atualmente, bombas consomem cerca de 10% de toda a energia el-trica do planeta, acrescentou o especialista.

    AplicaesExceo aos equipamentos para bombea-mento de qumicos, a maior parte das bom-bas empregadas nas ETAs so bombas cen-trfugas centrfugas horizontais, verticais, de carcaa bi-partida para vazes maiores, multi-estgio para presses maiores, ou seja, quase todo tipo de bomba centrfuga.Nas ETEs, a maioria das bombas tambm do tipo centrfuga, mas so frequentes as bombas de deslocamento positivo, como as de cavida-de progressiva e as bombas diafragma.A Grundfos uma das empresas que atuam no mercado brasileiro e oferecem solues para cada etapa das ETEs e ETAs.Na captao das ETEs, utiliza-se bombas sub-mersveis, modelos S, SL/SE, que se destacam por tima cobertura hidrulica (H mx. 100m Q mx.1500 l/s) com grande passagem de slidos (at 160mm com o Impulsor S-tube), concilian-do baixa potncia pelo excelente ndice de efi-cincia hidrulica (em geral na casa dos 80%).Tratamento Preliminar: A separao dos s-lidos feita atravs de sistemas de gradea-mento , retendo os slidos maiores, a fim de bombear o esgoto fino para o Tratamento Primrio . Nesta etapa, podemos aplicar Bom-bas End Suction Mancalizadas Grundfos NKG,

    Bomba dosadora digital da Grundfos

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    cuja presso mxima oscila em at 150m.No Tratamento Primrio, h o processo de sedimentao da matria poluente, e pode ser adicionado agentes qumicos, provocan-do a floculao da matria. Nesta etapa, a Grundfos se destaca pela bomba dosadora s-rie SMART Digital, cuja reduo de 1:1000, pelo sistema de controle de velocidade digital atravs de motor de passo, que elimina ajuste de stroke e garante uma dosagem precisa e sem desperdcios.No Tratamento Secundrio, passa-se pelo pro-cesso biolgico, que po