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Revista Pilotis - número 26

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Publicação interna do Colégio São Luís (www.saoluis.org)

Text of Revista Pilotis - número 26

  • sob o lema dois perodos de uma mesma histria Num mesmo esprito,a Cia. de Jesus Celebra os 200 aNos de restaurao da ordem, que

    foi supressa eNtre 1773 e 1814. mas o que sigNifiCa isso?

    aNo que Vale

    Revista Pilotis # 26 - maro/abril de 2014Produo interna dos alunos e educadores

    do Colgio So Lus

    COPA DO MUNDOo brasil entre as Copas

    PROJETO SOCIALuma experincia para

    a vida inteira

    VESTIBULARlista de aprovados

  • Ano de importAntes eventos

    Este o ano do Bicentenrio da Restaurao da Companhia de Jesus (1814-

    2014). A data oficial da fundao dos jesutas 1540, quando Santo Incio

    obteve a aprovao do Papa Paulo III para a Frmula do Instituto, documento

    que foi o ncleo inicial das Constituies que o mesmo Santo Incio escreveu

    ao longo dos dez primeiros anos de existncia da nova Ordem religiosa.

    O que isso tem a ver com o So Lus?

    O Colgio So Lus jesuta e faz parte da Companhia de Jesus, juntamente

    com milhares de obras do mundo inteiro.

    Vamos histria.

    Em 1759, os jesutas foram expulsos do Brasil. Era o comeo de uma perse-

    guio mundial. Quem j viu o filme A Misso tem uma ideia do que estava

    acontecendo. Todo esse processo culminou com a supresso da Companhia

    de Jesus por decreto papal em 1773. Assim, os jesutas deixaram de existir

    oficialmente at 1814, quando um outro papa, Pio VII, restaurou a Ordem.

    A fundao do nosso So Lus em Itu, em 1867, faz parte do processo de

    retorno dos jesutas ao Brasil, pas que ajudamos a formar no incio da colo-

    nizao (1549). A nossa cidade, que nasceu em torno e por causa do Colgio

    de So Paulo de Piratininga h 460 anos (1554), ficou sem a presena da

    educao jesuta de 1759 at a transferncia do CSL para a Avenida Paulista,

    em 1917.

    Mais detalhes sobre essa histria e mais novidades que acontecem neste ano

    no CSL voc poder ler nas pginas desta edio da revista Pilotis.

    Que Deus abenoe a todos e boa leitura!

    Pe. Eduardo Henriques, SJ

    Diretor-Geral do Colgio So Lus

    Edio/Jornalista rEsponsvEl

    Marcia Guerra - DECOM

    Departamento de Comunicao (MTB 2435)

    diagramao E proJEto grfico

    Andr Cantarino - DECOM

    rEviso

    Departamento de Publicaes

    rEportagEm

    Anna Paula Sun - Antiga aluna do CSL

    Cris Mazzocchi - Coordenadora do 6. ano EF

    Edison Petenussi - Prof. de Sociologia do EM Diurno

    Gilberto Teixeira - Professor de Histria do EM Noturno

    e Coordenador do Centro de Memria do CSL

    Iracy Gomes - Ass. de Formao Crist do 6. ano EF

    Jos Nilson M. dos Santos - Antigo aluno do CSL

    Juliana Quarenta - Antiga aluna do CSL

    Marcia Guerra - Coordenadora do DECOM

    Marcelo Carvalho - Responsvel pelos Cursos Extras

    Paula Viotti Bastos - Professora de Educao Fsica

    Pilar Baptista - Estagiria do DECOM

    Tuna Serzedello - Assessor do DECOM

    colaborao

    Tuna Serzedello - DECOM

    dirEo-gEral

    Pe. Eduardo Henriques, SJ

    dirEo

    Benedita de Lourdes Massaro

    Jairo Nogueira Cardoso

    Luiz Antonio Nunes Palermo

    Rua Haddock Lobo, 400 - Cerqueira Csar

    CEP 01414-902 / So Paulo, SP

    Tel.: 11 3138 9600 / www.saoluis.org

    A Revista Pilotis uma publicao

    interna do Colgio So Lus.

  • projeto sociAlUma experincia para a vida inteira

    estendidoQuem no se comunica...

    copA do mundoO Brasil entre as Copas

    cursos extrAsFamlia tem espao na escola

    novidAdeA nova TV So Lus

    teAtroDe ator a escritor

    Antigo Aluno (noturno)Mudana de vida

    AspAs | O que h de errado no mundo e o que podemos fazer para melhor-lo?

    eleiesAcredito na rapaziada

    estudo do meioRevista Rural

    esporteMulheres na quadra

    FAA voc mesmoDiverso com a Galinha Pintadinha

    culturA

    Antigo Aluno (diurno)Pelo bem do Prximo

    4

    9

    10

    13

    25

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    37

    38

    40

    42

    44

    Revista Pilotis # 26 - maro/abril de 2014

    10cApA

    1 ano que vale 200

    14vestibulArLista de aprovados no Vestibular

    32internAcionAlSo Lus Internacional

    22

    Leia mais matrias completas no site

    www.issuu.com/revistapilotis

    na web

  • por anna paula sun e juliana quarentafotos luiza Montesanti, Carolyn Gilbert e Danilo paloMares

    Antigos Alunos do Csl do vidA A projeto que trAnsformou

    vidAs em montes ClAros

    projeto social

    Uma experincia para a

    Vida inteira

    4 | Revista Pilotis

  • A Experincia de Comunho e Par-ticipao uma das melhores oportunidades oferecidas pelo Colgio So Lus. Sendo compromisso

    primordial da instituio constituir muito

    mais que meramente um ambiente de

    excelncia acadmica, a Misso Rural

    atividade que j se tornou tradio.

    exemplo da busca pelo desenvolvimento

    de um ser humano, cujas habilidades no

    podem restringir-se apenas ao campo te-

    rico do conhecimento.

    Em 2008, Anna Paula Sun e Luiza Mon-

    tesanti foram recepcionadas na Comu-

    nidade Chapadinha. Em 2009, Juliana

    Quarenta e Danilo Palomares conviveram

    com uma famlia da Comunidade Rio

    do Stio. Nesses contextos, vivenciaram

    momentos de profundo amadurecimen-

    to, devido s diversidades encontradas.

    Esses estudantes jamais seriam subme-

    tidos a tais situaes caso permaneces-

    sem no contexto no qual esto social-

    mente inseridos.

    Aps seguirem caminhos diferentes, es-

    ses quatro estudantes se reencontraram

    por iniciativa de Luiza Montesanti, que,

    cursando faculdade nos Estados Unidos,

    viu no projeto Live it! Fund uma chan-

    ce de retornar a Montes Claros, MG.

    Tal projeto consiste em um investimento

    financeiro que a faculdade de Macalester,

    em Minnesota, oferece aos graduandos,

    os quais so incentivados a pensar em ini-

    ciativas que ponham em prtica o concei-

    to de cidadania global, propiciando uma

    mudana social relevante. Unidos, ento,

    pensaram em um projeto que poderia

    ajudar a convivncia em comunidade: re-

    formar o centro comunitrio.

    Assim, em 25 de junho de 2013, Anna e

    Juliana partiram para Montes Claros com

    diversas expectativas, esperanas e parcei-

    ros, prontas para mudar uma realidade.

    depoimento de AnnA pAulA YAzAki sunO essencial invisvel aos olhos. Com

    a simplicidade de Saint-Exupry - e talvez

    beirando o clich -, inicio o relato de uma

    das experincias mais importantes das

    nossas vidas.

    O ano era 2008. A Comunidade Chapa-

    dinha acolheu a mim, assim como a ou-

    tras cinco meninas do So Lus, de braos

    abertos. Entre essas sortudas estava Luiza

    Montesanti, uma de minhas melhores

    amigas poca.

    Foi naquele inverno que tive a oportuni-

    dade de me deparar com um dos maiores

    paradoxos da humanidade. Percebi, por

    meio das pessoas que me receberam com

    um carinho inexplicvel, que a felicidade

    vai muito alm de uma casa bem-estrutu-

    rada na cidade. Percebi que, infelizmen-

    te, solidariedade e riqueza material no

    so medidas diretamente proporcionais.

    Percebi, enfim, que a felicidade algo

    que vai muito alm da redoma social per-

    feita na qual estava inserida.

    O tempo passou e seguimos por cami-

    Percebi, enfim,

    que a felicidade era

    algo muito alm

    da redoma social

    perfeita na qual

    estava inserida.

    projeto social

    Revista Pilotis | 5

  • nhos distintos. Luiza foi morar nos Esta-

    dos Unidos, para l estudar. Eu, depois

    de um rduo ano de cursinho, finalmente

    ingressei na Faculdade de Direito da USP.

    Contribuir para uma melhora social, a par-

    tir de ento, no somente era um sonho

    juvenil: tornou-se uma obrigao moral a

    ser cumprida, uma vez que a sociedade

    estava financiando minha formao.

    Nunca me esqueci da vontade de voltar

    a Montes Claros. Assim, em julho de

    2012, finalmente retornei. Com a ajuda

    do So Lus, pude ser recepcionada por

    uma nova famlia, na minha comunida-

    de to amada. Rever todos foi um dos

    momentos mais importantes. Muitos se

    lembravam de mim e contavam histrias

    de quando os visitei em 2008. Histrias

    estas de que, confesso, muitas vezes nem

    lembrava. Senti o quo importante minha

    presena havia sido para a vida deles e

    envergonhei-me por no ter percebido a

    falta que eles me faziam tambm.

    Foi no fim de 2012 que, por meio de

    e-mails, eu e a Juliana recebemos um

    convite inusitado da Luiza. A faculdade

    Macalester, na qual ela estuda, incentiva

    seus alunos a gerenciar projetos sociais,

    por meio do financiamento destes. Assim,

    pensando na experincia que tivemos em

    2008, Luiza nos convidou a desenvolver

    um projeto para a Chapadinha, a ser fi-

    nanciado pelo Live it! Fund. Ficamos

    atnitas com o convite, que, obviamente,

    foi aceito de imediato.

    Como eu havia sido a pessoa com maior

    contato com a comunidade, fiquei encar-

    regada de iniciar uma srie de pesquisas

    com os membros da Chapadinha, a fim

    de extrair as melhores possibilidades de

    investimento. Por meio de inmeras liga-

    es, fui informada de que um dos maio-

    A realidade nova

    e a ternura com

    que as pessoas

    nos tratavam me

    inspiraram e me

    fizeram aprender

    muito na vida.

    projeto social

    6 | Revista Pilotis

  • res desejos dos moradores era a reforma

    do centrinho comunitrio que possuam.

    Tratava-se de uma casa antiga e simples,

    cuja construo foi feita com muito es-

    foro. Nesse local, realizavam-se missas,

    consultas mdicas, reunies da Associa-

    o... Soube, por meio do meu pai minei-

    ro (o Nilson), que j havia sido levantada

    uma certa quantidade de materiais de

    construo para reformar esse local. No

    entanto, a comunidade nunca teve subs-

    trato para tal. Senti, naquele momento,

    que promover a reforma desse centro se-

    ria o objetivo perfeito.

    Foi assim que, por meio de inmeras li-

    gaes para Minas Gerais, assim como

    reunies semanais via Skype, chegamos

    a um projeto final. Optamos por levar a

    esse centrinho uma reforma, a qual en-

    globaria o acrscimo de dois banheiros e

    de um consultrio mdico.

    depoimento de juliAnA veshAgem QuArentAA misso rural foi uma das melhores ex-

    perincias no Colgio So Lus. Minha

    rotina baseava-se sempre nas mesmas re-

    alidades. Entender o que foi a Experincia

    de Comunho e Participao em Montes

    Claros na minha vida entender o que eu

    sou hoje. A realidade nova e a ternura com

    que as pessoas nos tratavam me inspira-

    ram e me fizeram aprender muito na vida.

    Quando a Luiza nos convidou para rea-

    lizar esse projeto, aquele sentimento de

    fazer parte de novo de uma comunidade

    rural em Montes Claros me animou. Fo-

    mos atrs de ligaes, entendemos qual

    seria a real demanda dos moradores.

    Buscamos parceiros, conseguimos mais

    um voluntrio de So Paulo, que tam-

    bm ex-aluno do Colgio So Lus, Danilo

    Palomares Roselli. Assim, ramos quatro

    ex-alunos e uma americana que, entre

    milhares de e-mails e reunies semanais

    via Skype, planejvamos minuciosamente

    os detalhes da realizao do projeto.

    Entre as ideias dessas reunies e planeja-

    mentos, buscamos ento uma parceria com

    o Colgio So Lus. Marcamos uma reu-

    nio com a Ben, que logo acatou a nos-

    sa ideia e animou-se com o projeto, alm

    dos nossos antigos professores, que nos

    apoiaram incondicionalmente.

    Assim, em junho, depois de conseguirmos

    grandes parceiros, com muita animao,

    esperanosos e com muitas expectativas,

    fomos a Montes Claros. A longa viagem

    nos ajudou a conhecer melhor a Carolyn,

    a americana que tambm fazia parte do

    projeto. Fomos recebidos em Montes Cla-

    ros por aqueles que, ao longo do projeto,

    se tornaram grandes parceiros e apoiado-

    res: Padre Kity, Alice e Z Lus.

    Chegamos, ento, comunidade. A maior

    surpresa era que a obra j estava come-

    ada! Os nossos contatos iniciais tinham

    conseguido um pedreiro por doao da

    prefeitura de Bocaiuva, distrito prximo a

    Montes Claros. Seu Roberto era o nome

    dele e, ao longo do tempo, construmos

    uma grande amizade e carinho com

    aquele senhor.

    A obra foi cativando a comunidade e a

    ns. Passvamos grande parte do dia na

    obra, ficamos amigas dos voluntrios, das

    crianas e aprendemos algumas coisas

    sobre construo.

    O consultrio mdico representava mui-

    to para os moradores. Na primeira reu-

    nio que fizemos para nos apresentar, foi

    combinado, juntamente com as mulheres

    da comunidade, que os almoos seriam

    servidos por elas. Dessa forma, elas tam-

    bm poderiam participar da obra.

    Assim, ao longo de quatro semanas, ex-

    perimentamos as deliciosas comidas mi-

    neiras das mulheres da comunidade e

    projeto social

    Revista Pilotis | 7

  • trabalhamos duro na obra. Construmos,

    no dia a dia, uma unidade dos voluntrios

    e dos pedreiros. Havia um revezamento

    de voluntrios, moradores da comunida-

    de, que trabalhavam como serventes de

    pedreiros e tinham prazer por estarem ali.

    A obra foi tambm um momento de co-

    munho, em que se perceberam ali, alm

    de vizinhos, amigos que podiam contar

    uns com os outros; perceberam a fora

    que eles unidos tinham.

    Conseguimos tambm fazer um grande

    jogo de futebol e, para isso, tivemos de

    passar uma manh arrumando o campi-

    nho, que estava desativado, pois havia se

    transformado em um pasto. O jogo de

    futebol foi muito simblico! Estvamos

    todos l, com vrios times formados, as

    mulheres, os senhores, cada um como

    queria: torcedores, juzes, times mistos,

    e, para alegrar mais ainda, uma pipoca

    feita no fogo do centrinho.

    Assim, o centrinho foi tomando forma.

    Na ltima semana, acordvamos mais

    cedo para chegar obra e pintar, alm de

    trabalhar nos detalhes. Alm da correria

    da reforma, trabalhvamos tambm na

    festa de inaugurao, que aconteceria na

    sexta-feira. Os nimos estavam exaltados.

    Como a obra terminaria? Como ficariam

    os detalhes? Enquanto isso, tambm es-

    tvamos ansiosos para receber a placa

    que nomeava aquele centrinho: Centro

    Comunitrio da Chapadinha.

    A ltima semana foi chegando ao fim,

    o centrinho ficou lindo! As doaes que

    conseguimos completaram a nossa obra!

    O consultrio mdico agora teria mveis,

    maca e biombo. Estvamos cheios de

    alegria, o nosso projeto estava ali, to-

    mando forma!

    Na sexta-feira, trabalhamos de manh e,

    depois, voltamos casa e nos arrumamos

    para a missa de encerramento e para a

    festa posterior. Foi um dos dias mais bo-

    nitos naquela comunidade. A missa, as

    falas de cada um e a esperana que tudo

    aquilo gerou no corao de cada um ilu-

    minavam a nossa obra.

    O projeto, para todos ns, voluntrios, foi

    maravilhoso. Foi reviver diversos momen-

    tos da nossa vida e poder confirmar a im-

    portncia que eles tiveram na nossa for-

    mao. Montes Claros representa muito

    mais que uma comunidade carente para

    ns, smbolo de luta diria pela quali-

    dade de vida, de fora para lidar com as

    dificuldades impostas pela vida na roa.

    Aquele consultrio mdico significou a vi-

    tria de uma comunidade que agora ter

    o mnimo de infraestrutura para atendi-

    mentos feitos por profissionais de sade,

    significa tambm um marco em nossas

    vidas. Tudo o que aprendemos, vivemos

    e sentimos no acontecer de novo. S

    temos a esperana de que, assim como

    aconteceu conosco, a Experincia de Co-

    munho e Participao toque cada um

    dos alunos do Ensino Mdio, para que

    juntos busquem a construo de uma

    qualidade de vida melhor para os mais

    necessitados. Essa atividade exemplo

    para a busca de um desenvolvimento ple-

    no de um estudante e uma das mais belas

    promovidas pelo Colgio So Lus.

    O projeto, para todos ns, voluntrios, foi

    maravilhoso. Foi reviver diversos momentos da

    nossa vida e poder confirmar a importncia que

    eles tiveram na nossa formao.

    projeto social

    Confira fotos e registros da reforma realizada pelo

    projeto no site www.liveitchapadinha.wordpress.com

    para saber mais

    8 | Revista Pilotis

  • estendido

    A ideiAComo falar, o que falar, com quem falar,

    quando falar... A comunicao est pre-

    sente em tudo e item bsico e necess-

    rio em qualquer momento: na escola, na

    rua, no trabalho, no esporte, em famlia,

    no lazer, nas redes sociais etc.

    possvel aprender a se comunicar?

    possvel realizar atividades ou exerccios

    que ajudem uma pessoa a se expressar

    de maneira clara e objetiva?

    a isso que o novo curso de Expresso

    Corporal e Oral, criado especialmente para

    os alunos do Perodo Estendido do Col-

    gio So Lus, pretende responder.

    A propostAOs professores de Teatro e de Arte, Caru

    e Paulo, so os responsveis por colocar

    o curso em prtica. Expresso Corporal

    e Oral, ou ECO, como os professores o

    apelidaram, iro, durante o ano, auxiliar

    os alunos e tambm descobrir junto com

    eles como conseguir expressar os pensa-

    mentos e ideias, e quais ideias e pensa-

    mentos so esses.

    Pelo nome da aula muitos alunos j con-

    seguem intuir o que acontecer ao lon-

    go do ano: Ah, professora, a gente vai

    aprender a se expressar com o corpo e a

    voz!. De certa maneira faremos isso, mas

    COMO faremos isso ser nossa descober-

    ta esse ano!, conta Caru.

    Caru tambm atriz, alm de professo-

    ra de Teatro, e sua contribuio ao curso

    ser na parte corporal e no trabalho com

    a voz e na construo de como expressar

    essas ideias por meio do corpo.

    o cursoAs aulas, com 50 minutos de durao,

    acontecero uma vez por semana e sero

    ministradas por uma equipe diferente de

    professores. O conceito de termos uma

    equipe que se alterna nas aulas e nos con-

    tedos. Alm de poder apresentar dife-

    rentes ideias, exemplifica modos distintos

    de apresentao pessoal de acordo com

    as caractersticas dos prprios professores.

    As possibilidades de dinmica de aula

    pensadas so:

    Debates;

    Mesas-redondas;

    Simulaes (jri, ONU, Congresso etc.);

    Leituras dramticas;

    Discursos (escrita e leitura pblica);

    Expresso corporal;

    Tcnicas vocais;

    Teatro-jornal;

    Mdia-educao (anlise e produo dos

    meios de comunicao);

    Palestras e apresentaes (dos alunos,

    dos temas trabalhados), entre outras.

    comunica...quem No se

    o NoVo Curso do perodo esteNdido ofereCe tCNiCas para o aluNo CoNstruir seu disCurso e express-lo de maNeira Clara e obJetiVa.

    Revista Pilotis | 9

  • o brasil eNtre as

    COPASpor Gilberto teixeira,

    professor de Histria do eM NoturNo

    copa do mundo

    10 | Revista Pilotis

  • N este ano ser realizada a 20. Copa do Mundo FIFA de futebol no Bra-sil. A expectativa com relao ao evento s no maior do que a infind-

    vel polmica sobre o mrito desse evento

    esportivo em um pas com os problemas

    e carncias como os que temos e o con-

    traste entre essas carncias e as imensas

    quantias de dinheiro pblico que foram

    gastas na preparao da competio.

    Esta no a primeira vez que vrios des-

    ses assuntos polmicos entram na pauta

    da opinio pblica nacional. H exatos 64

    anos, durante os preparativos da 4. Copa

    do Mundo FIFA, em 1950, muitas dessas

    questes tambm se colocaram na ordem

    do dia. Uma visita ao distante Brasil de 1950

    pode ser muito ilustrativa para pensarmos

    sobre as questes que nos angustiam em

    relao Copa do Mundo de 2014.

    diFerenAs e semelhAnAsNaquele momento histrico, a recente II

    Guerra Mundial (1939-1945) havia sido

    responsvel pela suspenso de duas Copas

    do Mundo (1942 e 1946). Em 1946, quan-

    do a FIFA organizou sua primeira reunio

    depois da Guerra, o Brasil era o nico can-

    didato para sediar a prxima Copa, cuja

    realizao estava prevista para 1949, mas

    acabou sendo adiada por mais um ano.

    O Brasil daqueles anos era ainda muito di-

    ferente do que vemos hoje. Acabvamos

    de sair de um longo regime de exceo

    poltica, o chamado Estado Novo, em que

    o Estado brasileiro tentou controlar as ma-

    nifestaes da sociedade civil por meio de

    rgos de vigilncia e censura da impren-

    sa e dos meios de comunicao, como foi

    o DIP (Departamento de Imprensa e Pro-

    paganda). O fim da Guerra, assinalando

    a definitiva derrocada dos regimes totali-

    trios na Europa, ps tambm em xeque

    essas tendncias em nosso pas. Os anos

    que antecederam a Copa de 1950 foram

    tumultuados. No entanto, nem tudo era

    to diferente assim.

    De uma forma que nos lembra de acon-

    tecimentos recentes, em agosto de 1947,

    So Paulo foi palco de grandes manifesta-

    es de rua em funo de um aumento de

    150% no preo das passagens dos bon-

    des da cidade. Houve greve e depredao

    de bondes e de nibus administrados pela

    recm-criada CMTC (Companhia Munici-

    pal de Transportes Coletivos). A imprensa

    condenou a ao dos manifestantes de

    uma forma que no parece muito distan-

    te da forma como ela faz hoje em face

    de manifestaes semelhantes, como se

    pode ver neste trecho de O Estado de So

    Paulo do dia 10 de agosto de 1947:

    (...) O que houve est dentro da lgica

    que regula os atos das multides. Elas

    no sabem proceder seno pela via de-

    predatria. Os seus movimentos so tan-

    to mais naturais quanto mais absurdos.

    Para matar a fome, destroem os alimen-

    tos. (...) Era inevitvel que encarecidos os

    transportes, procurassem elas melhorar a

    situao queimando os veculos destina-

    dos ao seu servio. A maneira tradicional

    por que resolvem as suas dificuldades

    proceder de tal modo que elas se tornem

    mais agudas ainda (...)

    Como se v, perto da Copa de 1950, o

    tema das manifestaes populares e suas

    formas de atuao tambm estavam na

    ordem do dia. Tal como hoje, a imprensa

    procurava apenas provar a irracionalidade

    da ao popular e desqualificar suas aes.

    Futebol e polticAO ano de 1950 foi tambm de eleies

    presidenciais. No dia 3 de outubro daque-

    le ano, seria escolhido um novo presiden-

    te para substituir o senhor Eurico Gaspar

    Dutra. Naquela ocasio, o grande candi-

    dato, aquele que desde o incio do ano

    figurava como favorito, era o Sr. Getlio

    Vargas numa coligao entre a PSP e o

    PTB. Embora ele tivesse sido ditador, go-

    zava de grande popularidade graas in-

    tensa propaganda de sua imagem que foi

    realizada em seu governo. De outro lado,

    tnhamos como candidato da situao,

    da coligao PSD-PR, alm de outros par-

    tidos menores, o ex-prefeito de Belo Ho-

    rizonte Cristiano Machado. Entre ambos,

    ainda havia o tenente-brigadeiro Eduardo

    Gomes. A derrota do Pas naquela Copa

    certamente deve ter inviabilizado seu uso

    poltico mais eficaz e o resultado que

    o candidato de oposio, Getlio Vargas,

    venceu as eleies, com uma votao de

    48,73% dos votos contra 29,66% do

    outro candidato de oposio, ficando o

    candidato situacionista com 21,49% dos

    votos. Havia ainda um quarto candidato,

    Em agosto de 1947, So Paulo foi palco de

    grandes manifestaes de rua em funo

    de um aumento de 150% no preo das

    passagens dos bondes da cidade.

    copa do mundo

    Revista Pilotis | 11

  • que obteve menos de 1% dos votos.

    Em 2014, igualmente teremos eleies em

    ano de Copa, embora o resultado delas

    dependa cada vez menos do desempenho

    do selecionado nacional, j que so outros

    os tempos e hoje j no se faz esse uso to

    imediato do futebol para fins polticos, ao

    menos no como se fazia antes e durante

    o Regime Militar, entre 1964 e 1985.

    o tAmAnho dA copA verdade que a Copa do Mundo de

    1950 foi tambm muito mais modesta e

    simples do que a que agora realizaremos.

    Eram apenas 13 os selecionados partici-

    pantes, divididos em quatro grupos, mas

    curiosamente os grupos tinham quanti-

    dades diferentes de selees. Dois grupos

    tinham quatro selees, incluindo o do

    Brasil, que foi formado por nossa seleo

    mais Mxico, Sua e Iugoslvia. Um dos

    grupos era formado por trs selees, e o

    outro, em que ficou o pas que se sagraria

    campeo dessa Copa, o Uruguai, apenas

    por duas: ele e a Bolvia. Claro que isso

    no foi feito com o objetivo de favorecer

    o Uruguai. Acontece que selees que

    estavam destinadas a esse grupo desisti-

    ram antes de a Copa comear, como foi o

    caso de Esccia, ndia e Turquia. Em com-

    parao, a Copa do Mundo de 2014 ter

    a presena de 32 selees, divididas em

    8 grupos, cada um com quatro selees.

    Absoluta igualdade...

    QuAnto custA A copA?A estrutura para o evento tambm apre-

    senta grandes diferenas. Em 1950, t-

    nhamos seis sedes (Belo Horizonte, Curi-

    tiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro

    e So Paulo), embora a maioria dos jogos

    tenha sido disputada entre So Paulo, Rio

    de Janeiro e Minas Gerais (17 dos 22 jo-

    gos). Todos os estdios utilizados j exis-

    tiam, com exceo do Maracan, o nico

    que foi construdo exclusivamente para a

    Copa. Tal como agora, um assunto que

    se discutiu muito poca foi o aporte de

    dinheiro pblico para a construo e re-

    forma dos estdios onde se realizaram os

    jogos. No h uma estimativa exata com

    relao aos gastos, mas diferentes fontes

    citam recursos municipais, estaduais e

    federais que foram utilizados para cons-

    truir ou reformar os estdios. Claro que,

    comparados s enormes despesas realiza-

    das agora, os custos de 1950 foram quase

    desprezveis. No estdio do Pacaembu, em

    So Paulo, por exemplo, a obra consistiu

    em pavimentar o entorno, a atual Praa

    Charles Miller, j que, em dias de jogos, a

    lama que se formava devido aos milhares

    de ps pisando a terra batida era lendria.

    No havia, claro, as grandes obras de

    mobilidade urbana que hoje se realizam

    no contexto da preparao da Copa. Po-

    rm, se considerarmos o assunto, uma

    parcela muito pequena dessas obras fi-

    car pronta at a abertura da Copa, de

    forma que esse legado ainda pode ser

    considerado incerto. Ainda assim, os gas-

    tos pblicos, a natureza pblica ou pri-

    vada do financiamento do nico estdio

    inteiramente construdo para a Copa (o

    Maracan) e o custo total do evento para

    os cofres pblicos foram assuntos apaixo-

    nadamente discutidos na imprensa cario-

    ca durante os meses que antecederam a

    Copa do mundo .

    Ao fim e ao cabo, a Copa do mundo de

    1950, como de conhecimento geral,

    acabou de forma trgica para ns, bra-

    sileiros. Toda a nossa energia dispensada

    e os interminveis debates em torno dos

    gastos e do questionvel legado da Copa

    terminaram de forma melanclica na tar-

    de de 16 de julho de 1950, quando fomos

    derrotados pelo Uruguai pelo placar de 2

    a 1 e demos adeus s nossas pretenses

    de nos tornarmos campees mundiais de

    futebol. A comunidade de nosso colgio

    tambm acusou o golpe dessa trgica

    derrota. Em um artigo no assinado da

    Revista So Lus a precursora da nossa

    Pilotis , um aluno do colgio comentou,

    entre desiludido e trado, o destino da

    paixo do brasileiro pelo futebol. Aten-

    tem para o rancor e tristeza destas frases:

    Pois o amor faleceu com o campeonato.

    Quando tnhamos nas mos a Copa do

    Mundo, quando todas as brisas sopravam

    a nosso favor, aconteceu no sabemos o

    qu, faltou-nos qualquer coisa indefinvel

    (talvez fora, talvez raa, talvez alma), e

    a taa mundial bateu asas para sempre,

    ad aeternum... Foi assim que, indiscu-

    tivelmente, morreu o amor da multido

    brasileira pelo futebol nacional. Espera-

    -se, agora, que outro esporte conquiste o

    corao desenganado das massas. (...).

    Sabemos que houve exagero do aluno,

    tanto que aqui estamos a discutir no-

    vamente esses assuntos. S podemos es-

    perar que o desfecho da Copa de 2014

    seja bem diferente do que se viu naquela

    triste tarde de julho.

    O Maracan foi

    o nico estdio

    construdo

    exclusivamente

    para a Copa.

    copa do mundo

    12 | Revista Pilotis

  • por Marcelo carvalho, responsvel pelos cursos extrasfotos ronaldo hiplito e anderson silva

    O Colgio So Lus, alm de ofere-cer cursos para os seus alunos, apresenta um diferencial, que so as atividades proporcionadas aos pais

    e aos avs de alunos e antigos alunos.

    escolhA o ritmoNa Dana de Salo, o aluno aprende v-

    rios ritmos, como forr, bolero, foxtrote,

    tango, ch-ch-ch, rock, valsa e samba

    de gafieira. As aulas acontecem todas

    as quintas-feiras, das 20h s 21h30, no

    Espao Criana, com o professor Afonso.

    corpo e mentePor que no exercitar o corpo e a mente ao

    mesmo tempo? As aulas de Pilates, com a

    professora Carla, acontecem todas as quar-

    tas e sextas-feiras, das 7h s 8h e das 8h

    s 9h, no 3. andar do prdio Bela Cintra.

    msicA pArA todosEm geral, o indivduo que aprende a tocar

    algum instrumento musical desenvolve

    uma srie de ganhos pessoais, como mo-

    tivao, criatividade, interao, comunica-

    o e alegria, alm de aprimorar o racioc-

    nio lgico e o poder de concentrao. No

    CSL, oferecemos aulas de teclado, piano,

    violo e guitarra. A professora Silvia a

    responsvel e suas aulas acontecem no

    7. andar do prdio Haddock Lobo.

    como pArticipArTodos os cursos citados ainda encontram-

    -se abertos para possveis interessados

    em conhecer e participar de uma aula.

    Mais informaes pelo e-mail [email protected]

    ou telefone (11) 3138-9607

    h vagas em todos os cursos

    tem espao Nafamliaescola

    cursos extras

    Revista Pilotis | 13

  • AllAn Young jAe leeMackenzie - Engenharia Civil

    AnA cArolinA c. g. corAdiniUNIFESP - Cincias Contbeis

    AnA cArolinA de c. bottAroESPM - Publicidade e Propaganda

    Instituto Federal de So Paulo - Administrao

    NSPER - SP - Administrao

    AnA clArA lAdeirA cruzUFSCAR - Qumica (7. lugar)

    UNIFAP - Medicina

    AnA cristinA chimAbucoESPM - Design

    Belas Artes de So Paulo - Design Grfico

    UFAM - Artes Visuais

    Istituto Europeo di Design - Design Grfico

    AnA mAriA de mAtos guidiPUC - Jornalismo

    AnnA vitoriA tieme morinAgAUFRJ - Cincias Biolgicas - Biotecnologia

    Artur renAto teixeirA sAntoroUFAL - Arquitetura

    Mackenzie - Arquitetura

    biAncA AndrielloFAAP - Cinema

    brunA de AguiAr vAnnucciESPM - Publicidade e Propaganda

    brunA kAr roscigno pintoInstituto Federal de So Paulo - Geografia

    Uniara - Direito

    Faculdade Damsio de Jesus - Direito

    brunA neves leiteESPM - Design

    Belas Artes de So Paulo - Design de Produto

    bruno Antonio b. A. lopesUSP - Educao Fsica

    So Camilo - Nutrio

    bruno FernAndo pAnhocAUNIFESP - Histria da Arte

    UFABC - Cincias e Humanidades

    PUC-SP - Direito

    cAio torrAno de AlmeidAFEI - Engenharia Mecnica Automobilsitica

    Mackenzie - Engenharia Mecnica

    cArolinA c. mAdAlosoESPM - Administrao

    dAniel neves russoInstituto Mau de Tecnologia - Engenharia Eltrica

    dorA domingues AlbimSo Camilo - Nutrio

    emmA dA cunhA limAUnB - Gesto de Polticas Pblicas

    FGV - Administrao Pblica

    estibularlista de aproVados No

    Ensino Mdio

    Diurno

    vestibular

    14 | Revista Pilotis

  • erikA mentzingen c. e silvAUSP - Nutrio e Metabolismo

    So Camilo - Nutrio

    FlAviA cAnton plAdevAllMackenzie - Engenharia Civil

    gAbriel Alberti rosAttiUSP - Cincias Biolgicas

    USFCAR - Cincias Biolgicas (4. lugar)

    UNESP - Cincias Biolgicas (5. lugar)

    UNICAMP - Cincias Biolgicas

    gAbriel mArcos teixeirAUSP - Fsica

    INSPER - Economia

    giorgio lopes bArcellosUSP - Cincias Atuariais

    giuliA guArieiroUFPB - Relaes Pblicas

    giuliA tochio lucciFAAP - Rdio / TV (10. lugar)

    giuliAnA cArAmFAAP - Rdio / TV

    ESPM - RJ - Jornalismo

    UFRJ - Nutrio

    PUC - SP - Jornalismo

    giuliAno occulAti diogoInstituto Mau de Tecnologia - Engenharia Eltrica

    gustAvo rodrigues de mArco Instituto Mau de Tecnologia - Eng. de Produo

    heitor de proenA g. piresPUC - Economia

    UFABC - Cincias e Tecnologias - Engenharia de

    Produo (9. lugar)

    UnB - Estatstica (6. lugar)

    USP - Economia

    heitor pilotto rodrigues Alves USP - Fsica

    UNICAMP - Matemtica

    henriQue m. gArrigsUSP - Administrao

    UNIFESP - Economia

    iAgo FernAndes de sousAUSP - Fsica

    ingrid schmidtESPM - Publicidade e Propaganda

    FAAP - Rdio / TV

    isAbel leme olivAUSP - Eng. Ambiental (3. lugar)

    UNICAMP - Eng. Ambiental

    UFSC - Eng. Ambiental

    UFV - Eng. Ambiental

    joo pedro F. sAboiA cunhAFAAP - Economia

    joo victor j. n. mAcedoPUC - SP - Direito

    UNICAMP - Administrao de Empresas

    vestibular

    Revista Pilotis | 15

  • jliA cArolinA ghizziUSP - Economia

    Fundao Getlio Vargas - FGV - Economia

    juliA duprAt ruggeriUFBA - Direito

    Univ. Federal do Rio Grande do Sul - Direito

    juliA roriz de oliveirAUSP - Gesto Ambiental

    lArissA costA morAes de ArAujoPUC - Campinas - Odontologia

    letciA Alves p. morgAnBelas Artes de So Paulo - Moda

    FASM - Moda

    lucA de morAes o. nicolelisFEI - Engenharia

    luis Arthur o. prAdo gAlhAnoFEI - Engenharia

    luis cArlos prAlong eirAsUSP - Turismo

    luis Filipe de o.cArneiro INSPER - SP - Economia

    lus renAto moreirA dA costAInstituto Mau de Tecnologia - Engenharia

    lusA desiderio corts USP - Letras

    luiz gAbriel diAs d. mAchAdoPUC - Campinas - Cincas Biolgicas

    luiz Antnio cAstro custdioUSP - Sade Pblica (2. lugar)

    FACAMP - Direito

    IFSP - Geografia (10. lugar)

    luizA del nerY ForghieriUFRJ - Histria

    UNIFESP - Administrao

    lutti mirA sAlineiroUSP - Filosofia

    mAnuelA lee nogueirASENAC - SP - Gastronomia

    mArcelo vAdA dominguesMackenzie - Engenharia Civil

    mAriA sol bAttAglini rodriguez FAAP - Publicidade e Propaganda

    mAriA vitriA pierAlisiUNESP - Psicologia

    PUC - Psicologia

    mAriAnA melo AngelelliUSP - Sade Pblica

    mArinA mArcondes F. e silvAUSP - Matemtica

    Universidade de Campinas - Matemtica

    mArinA orioli cAstelloMackenzie - Arquitetura

    mAtheus medeiros dA s. clioFEI - Engenharia de Controle e Automao

    vestibular

    16 | Revista Pilotis

  • nAthAliA mArQues cordeiro Anhembi Morumbi - Publicidade e Propaganda

    So Judas - Publicidade e Propaganda

    nicolAi todinov pAnzAnellAESPM - Publicidade e Propaganda

    pAulA kreinUSP - Medicina

    UNIFESP - Medicina (1. lugar)

    UNICAMP - Medicina

    UFCSPA - Medicina

    pedro de sordi soltAuPUC - Tecnologia em Jogos Digitais

    Anhembi Morumbi - Design em Jogos Digitais

    pedro dellA piAzzA de souzAFGV-SP - Direito

    rAFAel AbrAho silvA oliveirAPUC - Comunicao da Arte do Corpo

    rAFAel bregolA cArdoso pintoPUC - Administrao

    INSPER - Administrao

    rAphAel gArciA vAsconcellos ESPM - Publicidade e Propaganda

    FAAP - Publicidade e Propaganda

    reginA pereirA Alves de AmorimPUC - Direito

    renAn brienzA simesUSP - Direito

    FGV - Administrao Pblica (1. lugar)

    UNICAMP - Cincias Econmicas

    UNESP - Direito

    rodolFo Augusto t. cAlvo urAsESPM - Relaes Internacionais

    UFABC - Cincias e Humanidades

    UNIFESP - Administrao

    rodrigo torrAno de AlmeidAESPM - Publicidade e Propaganda

    FAAP - Publicidade e Propaganda

    sophiA sArtoriUSP - Cincias Sociais

    tAtiAnA semprini rAmAlho pintoMackenzie - Publicidade e Propaganda

    tAtiAnA torrAno de AlmeidACsper Lbero - Publicidade e Propaganda

    Mackenzie - Publicidade e Propaganda

    teresA pereirA bucciPUC-SP - Direito

    thAis terezA cAtAldi beiroFAAP - Artes Visuais

    Belas Artes - Artes Visuais

    tho vicente p. de m. A. pintoAnhembi Morumbi - Gastronomia

    SENAC - Gastronomia

    thiAgo cAngu FerreirA limAPUC - Campinas - Administrao

    FACAMP - Administrao

    thiAgo pAul AkliFMU - Economia

    vitriA bArAldi de oliveirACsper Lbero - Jornalismo

    vestibular

    Revista Pilotis | 17

  • AdriAnA vieirA mArciAnoFASB - Pedagogia

    Aline cristinA g. de oliveirASo Judas Tadeu - Qumica

    Oswaldo Cruz - Qumica

    AlissA dA costA gloriA e silvAESPM - Publicidade e Propaganda

    Anhembi Morumbi - Publicidade e Propaganda

    AllAn mAtheus rAmos dA silvAFAAP - Publicidade e Propaganda

    AmAndA pimentA dos s. silvASo Camilo - Fisioterapia

    AmAndA vieirA mArtinsSo Judas Tadeu - Fisioterapia - (5. lugar)

    So Camilo - Fisioterapia

    Universidade Nove de Julho - Fisioterapia

    AnA beAtriz silvA AguiArOswaldo Cruz - Engenharia Qumica

    AnA cArolinA sAntos cruzFAAP - Relaes Pblicas

    Belas Artes - Relaes Pblicas

    beAtriz Amorim de FreitAsSo Judas Tadeu - Arquitetura e Urbanismo

    Belas Artes - Arquitetura e Urbanismo

    Anhembi Morumbi - Arquitetura e Urbanismo

    beAtriz cristinA de jesus vAriziUFPEL - Qumica

    So Judas Tadeu - Farmcia

    Oswaldo Cruz - Qumica

    beAtriz torres dos sAntosAnhembi Morumbi - Gastronomia

    UNIOESTE - PR - Pedagogia

    biAncA cristinA g. prudncioAnhembi Morumbi - Psicologia

    So Judas Tadeu - Psicologia

    brendA tom de FreitAsPUC - Campinas - Biblioteconomia

    brunA eduArdA de A. vAlenAFMU - Histria

    bruno vArizi do cArmoFEI - Engenharia Civil

    cAmilA pereirA r. dA silvAUFMT - Cincias Biolgicas

    cArllA shimpoFEI - Engenharia Eltrica

    cArlos vitor soAres mArQuesMackenzie - Cincia da Computao

    cAroline dos sAntos silvAPUC-SP - Direito

    cecile rochA de oliveirASo Judas Tadeu - Engenharia de Produo

    dborA menezes m.britoFEI - Engenharia

    diego menezes mAgAlhes brito So Judas Tadeu - Administrao

    diego souzA dA cruz silvAFEI - Engenharia Civil

    SENAC - Moda

    Felipe FonsecA dA silvAFAAP - Moda

    Belas Artes - Moda

    Anhembi Morumbi - Moda

    vestibular

    Ensino Mdio

    Noturno

    18 | Revista Pilotis

  • gAbriel cesArio dA costAFEI - Engenharia Mecnica

    SENAI - Engenharia Mecnica (6. lugar)

    gAbriel FernAndo r. dos sAntosPUC-SP - Matemtica

    giselle rossi AlvArAdoOswaldo Cruz - Qumica

    SENAC - Sistemas de Informao

    IFSP - Anlise e Desenvolvimento de Sistemas

    giuliA Forlin cAvAlcAntiUniversidade Nove de Julho - Administrao

    guilherme coelho de AzevedoPUC-SP - Sistemas de Informao

    So Judas Tadeu - Sistemas de Informao

    Mackenzie - Sistemas de Informao

    Anhembi Morumbi - Design Grfico

    Uninove - Jogos Digitais

    gustAvo steFAniUniv. Federal de So Paulo - Automao

    So Judas Tadeu - Eng. Mecnica (1. lugar)

    Mackenzie - Design Grfico

    hAnnAliciA bueno de FreitAsFaculdade de Cincias Mdicas - Fonoaudiologia

    henriQue de cAstro AlbertoSo Judas Tadeu - Engenharia Civil

    ingrid cAstro loureiro silvAUSP - Histria

    UNICAMP - Cincias Econmicas

    isAbel cArvAlho FerreirA silvA Univ. Federal do AL - Cincias Sociais e Filosofia

    So Judas Tadeu - Direito

    FMU - Direito

    isAbele gomes c. correiAAnhembi Morumbi - Rdio e TV

    jAnAinA sAbino silvAUNISO - Qumica Industrial

    FMU - Histria

    jeAn vincios mAchAdo silvAFAAP - Arquitetura e Urbanismo

    So Judas Tadeu - Arquitetura e Urbanismo

    Anhembi Morumbi - Arquitetura e Urbanismo

    jssicA Alves dos reisBelas Artes - Tec. em Produo Musical

    PUC-PR - Comunicao Social

    Mackenzie - Publicidade e Propaganda

    joo gAbriel FerreirA dA silvA UNESP - Geologia

    UFMT - Geologia

    joYce mAriA sAntos de mAcdoPUC-SP - Servio Social

    juliAnA mArQues cintrA UNISANTOS - Cincias Biolgicas

    UNIPAMPA - Qumica

    FEI - Engenharia Civil

    IFSP - Qumica

    juliAno de c. vieirA FlrioAnhembi Morumbi - Educao Fsica

    kAu comette cArdoso mAtiAsFEI - Engenharia Civil

    Anhembi Morumbi - Engenharia Civil

    So Camilo - Fisioterapia

    lAs ester roveronSo Camilo - Fisioterapia

    UNICID - Fisioterapia

    vestibular

    Revista Pilotis | 19

  • lArissA morAes silvAMackenzie - Direito

    lArissA vieirA FreitAsSanta Marcelina - Fisioterapia

    leAndro lourencio FerreirASo Judas Tadeu - Comunicao Social (3. lugar)

    Anhembi Morumbi - Com. Social em Rdio e TV

    leonArdo AlexAndre silveirAFECAP - Administrao

    So Judas Tadeu - Marketing e Propaganda

    Faculdades Int. Rio Branco - Relaes Internacionais

    leonArdo dAntAs b. de oliveirAPUC-SP - Direito

    Mackenzie - Direito

    leticiA soAres gonAlves (2011) USP - Relaes Internacionais

    UNIFESP - Relaes Internacionais

    UNESP - Relaes Internacionais

    luAnA Alves meloSo Camilo - Fisioterapia

    So Judas Tadeu - Fisioterapia

    lus cArlos moreirAPUC-SP - Cincias Econmicas

    UFPR - Cincias Exatas

    FEI - Administrao

    luiz gonzAgA de souzA jniorPUC-RJ - Engenharia Civil

    So Judas Tadeu - Engenharia Civil

    Csper Lbero - Jornalismo

    luiz gustAvo h. de m. de oliveirA PUC-RJ - Engenharia Civil

    So Judas Tadeu - Engenharia Civil

    luizA cerQueirA mArinhoPUC-SP - Publicidade e Propaganda

    UFMT - Univ. Federal do Mato Grosso - Jornalismo

    mAriA terezA s.s.p. de oliveirACsper Lbero - Jornalismo

    Anhembi Morumbi - Jornalismo

    mAriAnA mAtos sAntAnAFEI - Engenharia Civil

    mAriAnnY dA silvA gomesPUC-SP - Engenharia de Produo

    mArio portA limAPUC-SP - Administrao

    Mackenzie - Administrao

    mAteus cesArio dA costAFEI - Engenharia Mecnica

    SENAI - Engenharia Mecnica (9. lugar)

    mAtheus duArte de jesusFMU - Direito

    mAtheus oliveirA rochA (2012) UNESP - Engenharia Ambiental

    PUC-SP - Cincias Econmicas

    UFF - Cincias Contbeis (5. lugar)

    UFLA - Eng. Ambiental

    Mackenzie - Engenharia Civil

    mikAelA Alves AlmeidAUERG - Gesto Ambiental (1. lugar)

    UNIFESP - Filosofia

    pAollA menchetti mArtinsPUC - Campinas - Cincias Sociais

    pedro henriQue A. cerQueirAFEI - Engenharia Civil

    vestibular

    20 | Revista Pilotis

  • pedro henriQue m. rAimundoUNISAL - Teologia

    rAissA morAes silvAPUC - Albert Einsten - Enfermagem

    So Camilo - Enfermagem

    rAQuel de cArvAlho souzAUEMS - Turismo

    sAmAnthA silvA de mAcedoFASM - Moda

    sergio de souzA borgesMackenzie - Cincias Contbeis

    steFAnY souzA silvAUSP - Lazer e Turismo

    HOTEC - Gesto de Turismo

    tAlles mArtins dA silvAFEI - Engenharia Civil

    UFF - Matemtica

    tAYnA cAstilho spirlAndelliAnhembi Morumbi - Farmcia

    Mackenzie - Farmcia

    thAis peclY lopesAnhembi Morumbi - Farmcia

    FAAP - Engenharia Civil

    thAis FeitozA bezerrA (2009)UNESP - Engenharia Civil

    UFRJ - Engenharia Civil

    thAYnA Alves Felix tomAzimFEI - Engenharia Civil

    So Judas Tadeu - Engenharia Civil

    vernicA AlvArengA pereirAUFRS - Univ. Federal do RS - Histria

    vincius de limA beneditoIFNMG - Administrao (9. lugar)

    vincius leite FerreirAUFPR - Engenharia

    UNIPAMPA - Fsica

    FEI - Engenharia Civil

    vitriA bArbosA FerreirAUSP - Geografia

    UFMG - Agronomia

    viviAn brAndo gArciAPUC-SP - Direito

    So Judas Tadeu - Direito

    viviAne nAscimento dA silvASo Camilo - Biomedicina (3. lugar)

    Wilson FerreirA de limA jniorUFAM - Antropologia

    Mau - Engenharia Civil

    YAsmin Fermino de A. silvAUEMS - Agroecologia

    FEI - Engenharia Civil

    YohAnA cAstro loureiro silvAUSP - Cincias Sociais

    UNICAMP - Cincias da Computao

    vestibular

    Revista Pilotis | 21

  • sob o lema dois perodos de uma mesma histria Num mesmo esprito, a Cia. de Jesus Celebra os 200 aNos de restaurao da ordem, que foi supressa eNtre 1773 e 1814. mas o que sigNifiCa isso?

    aNo que Vale

    por tuna serzedello,departamento de comunicao

    capa

    22 | Revista Pilotis22 | Revista Pilotis

  • A perseguio e extino dA compAnhiA de jesusA Cia. foi perseguida por questes econmicas e po-

    lticas no Brasil e no mundo. Aqui, os descobrimen-

    tos das minas de ouro, a escravizao dos ndios e

    certa acomodao por parte dos jesutas foram o

    estopim para a sua expulso pelo Marqus de Pom-

    bal, ento 1. ministro de Portugal. Pombal obteve,

    ainda, do Papa Bento XIV, a nomeao de seu pri-

    mo, o Cardeal Francisco Saldanha, como visitador

    apostlico para a reforma dos jesutas portugueses.

    Ao mesmo tempo, estreitou relaes com as cor-

    tes bourbnicas, formando uma forte aliana para

    a expulso da Companhia de Jesus dos domnios

    portugueses e para a posterior supresso da Or-

    dem. A conspirao contra os jesutas apossou-se

    de todas as cortes da Dinastia Bourbon e das de

    Portugal e da Espanha. O ltimo e decisivo golpe

    foi a medonha alternativa: suprimir os jesutas ou

    ver Frana, Espanha, Portugal, Npoles e Parma

    passarem para um cisma, e a Revoluo Francesa

    foi um dos desfechos desse drama. Por meio do

    breve Dominus ac Redemptor, de 21 de julho de

    1773, a Companhia foi supressa pelo Papa Cle-

    mente XIV.

    A preservAo dA compAnhiA de jesus no leste europeuApesar de supressa, a Companhia de Jesus se man-

    teve viva graas sua presena em alguns pases.

    Em 1772, a Polnia nao onde a presena dos

    jesutas era praticamente hegemnica foi dividi-

    da entre as potncias russa, austraca e prussiana.

    O principal motivo dessa conservao foi o papel de-

    sempenhado pelos jesutas na educao. Frederico II

    defendeu os padres jesutas, chegando a afirmar

    que, na religio catlica, nunca encontrara melho-

    res padres, sob todos os pontos de vista, e que

    A Companhia de Jesus est

    presente em mais de 130 pases

    e atua h mais de 470 anos.

    capa

    Revista Pilotis | 23

  • dificilmente poderiam ser substitudos na educa-

    o da juventude prussiana. Alm dessa proteo

    oficial, Catarina II, czarina russa, realizou uma srie

    de medidas para ampliar as possibilidades de ao

    dos jesutas em seu territrio. Entre elas, a mais

    importante foi a abertura do Noviciado de Polotsky,

    que, alm de formar novos membros para a Com-

    panhia, possibilitou a admisso de antigos jesutas

    espalhados pelo mundo. Esse crescimento gradual

    da Companhia em terras russas e a admisso mas-

    siva de estrangeiros oriundos de territrios onde

    a Ordem permanecia supressa fizeram com que a

    Companhia de Jesus se mantivesse verdadeiramen-

    te internacional, mesmo que em territrio russo.

    A restAurAo e o colgioso lus A convite da comisso que prepara as comemo-

    raes, o Prof. Dr. Gilberto Lopes Teixeira, Pes-

    quisador do Centro de Memria do Colgio So

    Lus, escreveu um artigo para o site do Bicente-

    nrio (leia-o em www.bicentenariosj.com.br). Em

    seu texto, cita os desafios da fundao do CSL em

    Itu: ...os jesutas finalmente conseguem quebrar

    as resistncias da autoridade constituda e, no in-

    cio de 1867, concedida a licena para abertura

    do colgio que se fez oficialmente em maio deste

    mesmo ano. A ao de conjunto dos jesutas em

    todo territrio nacional ainda durante os anos de

    Imprio demonstra uma inteno firme de retornar

    ao Brasil, numa atividade que ser a principal mar-

    ca da atuao dos jesutas restaurados no Brasil: a

    formao das elites polticas do pas nas mais di-

    ferentes regies. O Colgio So Lus, estabelecido

    em Itu, no tardou a se tornar o mais importante

    colgio neste aspecto. Uma parte muito expressi-

    va das lideranas do pas de diferentes regies foi

    formada integralmente ou esteve por alguns anos

    aos cuidados dos padres jesutas deste colgio.

    A compAnhiA contemporneAHoje, a Companhia de Jesus est presente em mais

    de 130 pases e atua h mais de 470 anos pro-

    duzindo conhecimento para o desenvolvimento

    social por meio da pesquisa cientfica e do apro-

    fundamento intelectual. Conta com mais de trs

    milhes de pessoas em uma das maiores redes de

    educao do mundo, a Rede Jesuta de Educao,

    que abraa mais de 180 colgios, 200 universida-

    des e faculdades e 2724 centros de Educao Po-

    pular F e Alegria.

    Sua aposta na inovao, na formao integral de

    crianas e de jovens, no resgate da dignidade e da

    integridade humana por meio do Evangelho de Cris-

    to continua inabalvel, colaborando com a transfor-

    mao da sociedade por meio da Espiritualidade, da

    promoo social, do dilogo intercultural e inter-reli-

    gioso, do servio da f e da promoo da justia.

    Para saber mais sobre a

    Histria da Companhia e de

    seus trabalhos, acesse:

    www.bicentenariosj.com.br

    site do bicentenrio

    capa

    A admisso massiva de estrangeiros oriundos

    de territrios onde a Ordem permanecia

    supressa fez com que a Companhia de

    Jesus se mantivesse internacional.

    24 | Revista Pilotis

  • Acesse todos os vdeos da TV So

    Lus em nosso canal do YouTube:

    www.youtube.com/tvsaoluis

    conhea a nova tv

    proJeto, equipe, Captao de imageNs, edio e paCote grfiCo. tudo difereNte para trazer VoC mais perto da tV!

    a NoVa tv so lusO ano de 2014 ser de muitos eventos e

    muitas novidades para a nossa comuni-

    dade educativa.

    Uma delas j comeou a acontecer em ja-

    neiro, antes da volta s aulas, e pode ser

    vista por todos nos intervalos, nas aulas

    especiais e tambm na Vila Gonzaga.

    Uma nova equipe da TV So Lus deu

    incio s gravaes, acompanhada pela

    equipe do DECOM, e capturou imagens

    do So Lus trabalhando a todo vapor

    durante as frias escolares no ms de ja-

    neiro. A ideia foi mostrar o nosso Colgio

    se preparando para o retorno dos nossos

    alunos, correndo contra o tempo para

    que tudo estivesse melhor, em ordem e

    limpo para a volta s aulas.

    voc nA tv A mudana e a renovao da TV So Lus

    objetivam trazer a TV para mais perto dos

    nossos alunos e professores e torn-la par-

    te das suas rotinas escolares e dos seus

    interesses diversos.

    Com vdeos mais longos e mais aprofun-

    dados sobre assuntos atuais e acadmi-

    cos, a TV vai no somente retratar o dia

    a dia do Colgio mas tambm mostrar

    curiosidades, notcias e novidades do

    mundo, alm de sugestes culturais rele-

    vantes a toda a comunidade do Colgio

    So Lus.

    Voc tambm pode e deve fazer parte da

    nova TV So Lus! Novas ideias, suges-

    tes de pautas, cobertura de atividades e

    eventos, produo de novos programas,

    incluso do veculo em projetos acadmi-

    cos, tudo isso pode ser agendado com a

    equipe do DECOM pelo e-mail [email protected]

    saoluis.org

    novidade

    Revista Pilotis | 25

  • Jos arthur, o z, partiCipou de quatro edies do proJeto de teatro para JoVeNs CoNexes.

    agora, quem esCreVe ele!

    por marcia guerra,coordenadora do decom

    de ator a

    teatro

    26 | Revista Pilotis

  • J podemos ter uma ideia de quem o Z no incio da entrevista para a Pilotis, quando ele avisa: Se existe uma encarnao do antinarcisismo, essa

    seria eu, ento seria prefervel que atribu-

    ssem mais ateno ao texto que escrevi.

    O que realmente importa aqui o Teatro,

    a arte e, principalmente, a mensagem.

    Infelizmente, Z, este texto sobre o Pro-

    jeto Conexes, sobre o seu texto, mas

    tambm, e especialmente, sobre voc!

    Quem o z?Jos Arthur ingressou no Colgio So Lus

    na antiga 1. srie EF, em 2001, e saiu em

    2003, quando passou um perodo em

    Braslia. Ao retornar, em 2007, para a 7.

    srie EF, uma amiga sugeriu que ele cur-

    sasse as aulas de Teatro, onde permane-

    ceu at sair do Colgio, em 2011, quan-

    do se formou no Ensino Mdio.

    Z acredita que o Teatro tambm teve

    impacto na sua formao. Apesar de o

    diretor de l aparentar ter um parafuso a

    menos, eu no poderia ter mais sorte que

    t-lo ao meu lado, diverte-se o aluno

    de Tuna Serzedello, professor de Teatro

    do CSL e responsvel pelo Projeto Cone-

    xes no Colgio. Alm disso, Z tambm

    credita aos professores, coordenadores e

    funcionrios com quem conviveu durante

    esses anos a sua formao pessoal.

    z e o conexesDe 2008 at 2011, dentro do Teatro do

    CSL, Z participou como ator do Projeto

    Conexes. Acho que um projeto mui-

    to inteligente, divertido e com um objeti-

    vo nobre que realmente necessrio no

    ambiente teatral de hoje, tanto no Brasil

    quanto fora. Todos os textos que encenei

    foram de altssima qualidade, e pratica-

    mente todos os que li durante o Projeto

    tambm eram muito bons, afirma Z.

    o Que o conexes?O Projeto Conexes de Teatro Jovem teve

    incio com a parceria entre o Colgio So

    Lus, o British Council, a Escola Superior

    de teatro Clia Helena, Cultura Inglesa e

    o Theatre de Londres, em 2007, e uma

    verso do projeto original de Teatro da In-

    glaterra. Na sua oitava edio, este ano,

    Acho que at hoje no escrevi tanto

    sobre mim mesmo, e acho que no o faria

    novamente. O meu objetivo , e sempre

    foi, passar uma mensagem. Ela que tem

    relevncia aqui. Espero que todos entendam.

    teatro

    Revista Pilotis | 27

  • o Projeto continua incentivando o teatro

    jovem, promovendo a divulgao de au-

    tores nacionais e estrangeiros e propor-

    cionando temas para reflexo e aprendi-

    zado sobre esse universo.

    z e o conexes (de novo)Para a surpresa do agora antigo aluno

    do So Lus, a pea A voz do silncio,

    escrita por ele em 2013, foi escolhida e

    ser encenada pelos grupos de Teatro

    que participaro do Projeto Conexes

    neste ano. A minha inspirao, no sen-

    tido do contedo que utilizei como base

    para escrever o texto, foram as peas que

    li e das quais participei at hoje no Proje-

    to. O estilo e a temtica de Blackout,

    do Davey Anderson, e a trama de Uma

    Histria de Vampiro, da Moira Buffini, e

    de Nas Alturas, da Lisa McGee, foram

    elementos que levei bastante em consi-

    derao ao escrever minha pea, afirma

    o jovem escritor. Porm, a sua motivao,

    segundo ele mesmo, referindo-se quilo

    que lhe deu foras para colocar esses sen-

    timentos no papel, foram principalmente

    as manifestaes populares do ano pas-

    sado, sua constante indignao com a si-

    tuao poltico-social de nosso pas e suas

    ingnuas e modestas concluses filosfi-

    cas sobre os problemas da humanidade.

    como ele chegou l?A Filosofia sempre permeou a vida de Z,

    assim como a Fsica e as Artes Cnicas.

    Conforme eu fui estudando percebi que

    a distncia entre Filosofia e Fsica extre-

    mamente pequena, se que ela existe, o

    que para a maioria das pessoas difcil en-

    tender, ento bastava escolher por onde

    comear. No meu caso acho que ocorreu

    uma influncia mtua entre o Teatro e a

    Filosofia, filosofa o jovem. E continua:

    O teatro grego fez com que eu me inte-

    ressasse ainda mais pela Filosofia, j que

    podemos dizer que a Grcia foi o bero da

    filosofia ocidental. E a Filosofia influenciou

    muito minha viso sobre a arte em geral,

    principalmente nas reas da Literatura, da

    Poesia e, lgico, das Artes Cnicas. Seria

    inevitvel, para mim, seguir um caminho

    que atravessasse essas disciplinas.

    pArA onde z vAi?O universitrio pretende continuar a es-

    tudar Filosofia, assim como Teatro e dra-

    maturgia. Talvez eu estude Fsica mais

    profundamente no futuro, coisa que sem-

    pre quis, mas isso seria para saciar minha

    sede de conhecimento, planeja. Z pre-

    tende dar aulas nessas reas tambm, j

    que julga que ensinar uma parte funda-

    mental no desenvolvimento de qualquer

    disciplina. Quanto a escrever, acho que

    no tenho muita escapatria. Vou conti-

    nuar provavelmente pelo resto de minha

    vida. Agora, se sero coisas que as ou-

    tras pessoas podem considerar dignas do

    tempo delas, no cabe a mim julgar, ex-

    plica, modesto.

    Veja a galeria de fotos, vdeos, notcias, histrico de

    todas as edies do Conexes, alm de poder fazer

    download, em ingls e portugus, das peas:

    www.conexoes.org.br

    novo site do conexes

    Quanto a escrever,

    vou continuar pelo

    resto de minha vida.

    teatro

    28 | Revista Pilotis

  • o comeoComo muitos brasileiros, no tive oportu-

    nidade de estudar em boas escolas e mui-

    to menos de terminar os meus estudos

    em tempo regular. Assim, eu terminei o

    Ginsio atrasado (1984) e provavelmente

    no teria dado prosseguimento se no ti-

    vesse conhecido o padre Chabassus.

    No Natal de 84, passava pela passare-

    la subterrnea aquela que atravessa a

    Consolao e, como estava atrasado,

    corria, por isso quase atropelei o padre

    Chabassus. Peguei os papis dele que

    derrubei no cho e os devolvi, pedindo

    desculpas. Ele me desculpou e pergun-

    tou se eu estava estudando. Respondi

    que sim, mas que com certeza no iria

    continuar, pois eu no tinha dinheiro. Ele

    me falou que as inscries para o Colgio

    So Lus iriam abrir e me deu o endereo

    do Colgio. Imaginei que aquilo tudo no

    estava acontecendo, pois o So Lus era

    um colgio inacessvel para mim.

    o meioAps criar coragem e fazer o teste, pas-

    sei! O Colgio So Lus oferecia des-

    contos para quem no pudesse pagar a

    mensalidade integral, mas na poca eu

    trabalhava como office boy e conseguia

    pagar. Desde 1985, a minha vida mudou

    pra sempre. No final do ano, os profes-

    sores me deram a medalha Incio Loyola

    de esforo e perseverana, que me deu

    mais energia para concluir o curso Tcni-

    co em Contabilidade. Em 1989, cursei Ci-

    ncias Econmicas na Faculdade Sao Lus.

    Atuei por anos na rea financeira, hoje

    sou scio de um Caf em uma Bibliote-

    ca do Estado de Connecticut e moro em

    Nova York.

    o novo comeoO nosso Caf pequeno e atendemos os

    estudantes e professores que vm Bi-

    blioteca. Aps 18 anos vivendo em outro

    pas, j me acostumei com as diferenas

    culturais, que no incio so mais difceis.

    Aos 49 anos de idade, sonho em fazer al-

    guns cursos para ser professor voluntrio

    e retribuir um pouco comunidade tudo

    o que recebi, pois me considero um privi-

    legiado! Sou extremamente grato a Deus

    e aos Jesutas.

    mudana deVida

    antigo aluno (noturno)

    por Jos NilsoN MartiNs dos saNtos,aNtigo aluNo do EM NoturNo

    Revista Pilotis | 29

  • aspas

    o que h de errado No MUNDO e o que

    podemos fazer para MELhOR-LO?

    30 | Revista Pilotis30 | Revista Pilotis

  • aspas

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    no Twitter com a hashtag e cite o

    nosso perfil @colegio_saoluis!

    #deerradocomomundo

    Eu acho que o que est de errado com o mundo so as pessoas e o modo

    como elas esto sendo educadas. E o que est de errado com as pessoas? A

    educao, a formao, o ensino, valores que antigamente elas tinham e ago-

    ra no tm mais, o jeito que uma pessoa trata a outra... A competitividade

    atualmente muito mais alta, ento muita gente quer mal a outra porque

    quer se sair melhor. Essa competio, esses atritos, acabam por gerar atro-

    cidades, desde guerras que o grau mais absurdo at brigas no colgio

    que tambm acontecem bastante. O que tinha que mudar o modo como

    essas crianas esto sendo educadas porque os pais, que so as pessoas que

    esto fazendo do mundo algo ruim, so aqueles que esto educando-as, de

    forma a estabelecer um ciclo. A curto prazo, nada vai mudar a gente tem

    que esperar dcadas para ver se as coisas melhoram, mas o rumo delas est

    indo de mal a pior. Eu acho que as pessoas so o grande mal do mundo,

    esto transformando tudo em atrocidade, em coisas ruins.

    lus felipe sorgini peterlini, 17 anos, 3. srie em.

    Posso falar da gua? Eu poderia convencer o

    Sol para trazer a chuva e falar com as pessoas

    para elas reciclarem o lixo. Eu tomo banho rapi-

    dinho e escovo os dentes rapidinho tambm, s

    preciso abrir a torneira para lavar a escova e pra

    fazer bochecho.

    jlia vasconcelos abdalla, 6 anos, 1. ano ef.

    Eu acho que o mundo est muito poludo e temos

    que ajudar. Porque o nosso mundo! E as pessoas

    no pensam no futuro e que isso vai prejudicar a

    gente. Podemos ajudar no jogando lixo no cho,

    no gastando muita gua, reciclando e no usando

    muito o carro.

    carolina de araujo negri, 12 anos, 7. ano ef.

    Eu quero que o mun-

    do melhore na gua

    porque ela est sendo

    muito gastada e est

    poluda. As pessoas

    ficam jogando lixo no

    cho e deixam o nosso

    mundo mais poludo.

    E em So Paulo j est

    acabando a gua! As

    pessoas tm que to-

    mar banhos menores,

    no deixar a torneira

    aberta, escovar os

    dentes com a torneira

    fechada e jogar lixo

    no lixo.

    beatriz carduz castilho, 9 anos,5. ano ef.

    Revista Pilotis | 31

  • so lus iNterNaCioNal

    Esse ttulo a em cima quer dizer Colgio So Lus em chins. Pelo menos na verso do Google tradutor. O processo de interna-cionalizao do CSL est em pleno curso. Neste

    ano, alm de receber mais uma vez a Feira do

    Council Of International Schools (CIS TOUR), que

    conta com a presena de mais de 40 universida-

    des internacionais, e de realizar pela segunda vez

    o Estudo do Meio da 2. srie do Ensino Mdio

    nos EUA, em parceria com a Universidade Jesuta

    de Omaha/NE a Creighton University , o CSL foi

    certificado para ser um centro aplicador do TOEFL.

    toeFlO Test of English as a Foreign Language ou Teste de

    Ingls como uma Lngua Estrangeira um exame

    que tem o objetivo de avaliar o potencial individual

    de falar e de entender o ingls em nvel acadmico.

    Aplicado no mundo todo pela ETS (Educational Tes-

    ting Service), o principal exame para admisso de

    alunos estrangeiros em universidades que tm o in-

    gls como lngua principal. O CSL passou nas rigoro-

    sas exigncias da ETS e se credenciou para aplicar o

    exame. Mais informaes: [email protected]

    por Tuna Serzedello,deparTamenTo de ComuniCao

    internacional

    32 | Revista Pilotis32 | Revista Pilotis

  • no corAo dA AmricAOmaha, veia econmica do estado de Nebraska e

    cidade onde mora Warren Buffet, o homem mais

    rico do mundo, receber pela segunda vez os alu-

    nos do CSL que iro descobrir o que ser um ci-

    dado do mundo, o papel do Brasil na economia

    mundial e, como nossos embaixadores, represen-

    tar o Pas. Aprendero sobre histria, geografia e

    cultura americana, vivenciaro as diferenas entre

    os nossos sistemas educacionais e faro uma in-

    vestigao dentro de si para descobrir quais so

    as suas aspiraes profissionais. A viagem, que

    une passado, presente e futuro, pretende, alm de

    ensinar na prtica questes poltico-culturais e au-

    xiliar os alunos na sua futura escolha profissional,

    dar uma viso crtica da sociedade americana.

    cis tourReceber 40 universidades internacionais ter um

    pedao do mundo dentro do CSL. Diferentes vi-

    ses e propostas encantam os alunos e nos trazem

    muitos questionamentos. Estudar ou no fora?

    para mim? Eu posso pagar? Como fazer? Quando

    fazer? A feira ajudar a responder a essas questes.

    viso do colgioO CSL aconselha seus alunos a no fazerem inter-

    cmbios longos (6 meses a um ano) durante o tempo

    em que estiverem cursando o Ensino Mdio. Alm de

    perderem o contedo acadmico e o convvio (em

    uma poca muito especial) com os colegas de esco-

    la, o estudante retorna com dificuldades em diver-

    sas matrias e, por melhor que seja o aluno, muitas

    vezes acaba por perder o ano intercambiado.

    Esses motivos fazem o CSL recomendar que o

    aluno interessado em experincias internacionais

    viaje durante o perodo de suas frias letivas, nos

    inmeros summer courses oferecidos para ensino

    do ingls como segunda lngua ou que aguardem

    um pouco e cursem uma universidade fora do Bra-

    sil, ou ainda faam um intercmbio pela faculdade

    com vrias opes de cursos e bolsas.

    Bolsas, descontos e financiamentos so outros te-

    mas possveis de serem discutidos na CIS Tour ou

    ainda no Departamento Internacional do Colgio

    So Lus, que auxilia os alunos a entenderem e a

    amadurecerem a ideia de estudar no exterior, alm

    de apresentar a eles as opes de bolsa e cursos

    nas diversas faculdades.

    Receber 40 universidades

    internacionais ter um pedao

    do mundo dentro do CSL.

    internacional

    Saiba mais sobre as

    universidades parceiras

    do CSL no site:

    saoluis.org/universidades

    universidades parceiras

    Revista Pilotis | 33

  • Nosso pas possui aspectos extre-mamente curiosos e, ainda que seja um anacronismo bruto ou at mesmo radical, vou me permitir con-

    siderar algumas coisas aqui. Exatamente

    h cinquenta anos, o Brasil sofria uma

    mudana de direo extremamente signi-

    ficativa, a saber, o golpe militar de 1964.

    Retirava-se do poder o ento presidente

    Joo Goulart e, junto com ele, a chama

    democrtica de uma nao ainda contur-

    bada. O Pas mergulha profundamente

    no pesadelo da ausncia de liberdade, au-

    sncia de expresso, ausncia de direitos;

    ouso dizer que o Pas era a prpria ausn-

    cia. Nos anos interminveis que se segui-

    ram a essa mudana abrupta de direo

    poltica e social, no faltaram tentativas

    de restabelecer a ordem, e uma classe

    especfica da sociedade passou a mostrar

    a que veio: a dos estudantes. Sim, o san-

    gue que corria nas veias daqueles jovens

    j havia flertado tempo suficiente com a

    liberdade a ponto de saber que na dita-

    dura, o Poder o monstro do povo, e na

    democracia, o povo o monstro do Po-

    der. Os estudantes agigantaram-se, agi-

    taram-se, organizaram-se, tudo em torno

    de um nico desejo: autonomia. Em um

    sistema democrtico, a autonomia vem

    por meio de um simples instrumento:

    o voto. Pois ento era isso que aquelas

    crianas tanto desejavam? Queriam de

    volta apenas a autonomia para esco-

    lher quem deveria gui-las? Exato! Hoje

    este breve relato de uma nfima parte da

    luta estudantil ganha um contorno leve,

    caracterstico a tudo o que as camadas

    do tempo vo sutilmente sobrepondo. As

    geraes passam e passam pela histria,

    passam pelos direitos e lutas em frias p-

    ginas de livros com fotografias em preto e

    branco, longnquas sombras e narrativas

    de um tempo obscuro, mas um tempo

    que no deles.

    Podemos observar vrias falhas no pro-

    cesso democrtico atual no Brasil, mas

    no podemos dizer que as condies

    Eu acredito na rapaziada

    Que segue em frente e segura o rojo

    Eu ponho f na f da moada

    Que no foge da fera e enfrenta o leo

    Eu vou luta com essa juventude

    Que no corre da raia a troco de nada

    Eu vou no bloco dessa mocidade

    Que no t na saudade e constri

    A manh desejada

    GonzaGuinha

    Acredito nA rApAziAdAacredito na rapaziada

    eleies

    por Edison pEtEnussi,profEssor dE sociologia do Em diurno

    34 | Revista Pilotis

  • polticas no foram criadas para a ma-

    nuteno desse mesmo processo. Agora

    vem o anacronismo, se que podemos

    chamar assim: imaginemos um estudan-

    te ps-64, vivente do ambiente ditato-

    rial, recebendo a notcia de que jovens

    ganhariam o direito de escolher seus

    governantes aos 16 anos. Quanta luta,

    quanto sangue derramado para que es-

    sas doces palavras pudessem ganhar os

    ouvidos daqueles adolescentes. Hoje,

    essa conquista real e deve ser encarada

    como uma das maiores do sistema demo-

    crtico vigente. Lugar-comum lembrar

    a todos de que a democracia nasceu na

    Grcia antiga, mas no custa rememorar

    as condies em que tal regime se esta-

    beleceu: tinham direito a voto cidados

    atenienses, homens e maiores de idade.

    Ora, guardadas as devidas propores e

    o devido respeito aos pais da civilizao

    ocidental, a democracia grega nascia

    cerceando direitos aos jovens de opinar

    e participar das decises polticas. Muito

    tempo se passou e hoje temos o privil-

    gio de, aos 16 anos de idade e de forma

    espontnea, sermos coparticipantes dos

    rumos da nossa nao. bom que fique

    claro que isso uma grande conquista e

    no deve ser encarado como um fardo.

    bem verdade que a classe poltica no

    vem colaborando com o estmulo que es-

    ses jovens devem receber para participar

    do processo poltico, mas encaremos com

    verdade, essa no uma responsabilida-

    de apenas de uma classe especfica. A

    discusso poltica deve ganhar os espaos

    pblicos, deve ser uma responsabilidade

    da famlia e, acima de tudo, deve ter es-

    pao privilegiado nas casas educadoras.

    Fomentar o debate e privilegiar o con-

    flito de ideias uma condio bsica da

    democracia e os jovens no podem ficar

    alijados desse processo.

    Ao contrrio do que muitos podem vatici-

    nar, proferindo frases que no so verda-

    deiras quanto ao interesse dos adolescen-

    tes na poltica, os nmeros que indicam

    a participao de jovens com 16 anos no

    processo poltico por meio do voto so

    animadores. Segundo o TSE, nas eleies

    municipais de 2012, mais de 2,6 milhes

    de eleitores na faixa dos 16 aos 17 anos

    puderam votar para prefeito e vereador.

    Se analisarmos o cenrio poltico e a ques-

    to do estmulo participao desses jo-

    vens, poderemos concluir que se trata de

    um nmero expressivo. Se compararmos

    os dados das duas ltimas eleies, o pa-

    norama ainda mais animador: nas elei-

    es gerais de 2010, os jovens de 16 anos

    do sexo masculino eram 436.942, j nas

    eleies municipais de 2012, o nmero

    foi de 475.354. Percebemos esse mesmo

    movimento quanto ao sexo feminino, que

    apresentava um total de 739.566 votan-

    tes nas eleies gerais de 2010, passando

    para 827.783 nas eleies municipais de

    2012 (TSE). A curva desse grfico tambm

    ascendente entre os jovens de dezessete

    anos, o que indica que no houve perda

    de interesse na participao poltica.

    eleies

    Revista Pilotis | 35

  • Como cientista social e professor do Ensi-

    no Mdio, possuo experincias ricas acer-

    ca do debate poltico em sala de aula. No

    penso que estamos diante de uma gera-

    o aptica, de revolucionrios de sof

    ou de agitadores virtuais de redes sociais.

    Outras geraes, como a de 64 ou at

    mesmo a dos caras pintadas, recebiam

    determinado estmulo ao processo demo-

    crtico e reconheceram-se extremamente

    importantes em um determinado mo-

    mento poltico do seu pas. Os jovens hoje

    precisam reconhecer que so os guardies

    das lutas e das conquistas de seus avs e

    pais e garantidores dos direitos e da liber-

    dade de seus filhos, esse o desafio.

    Quando h paixo, conscincia e prazer,

    quando entendemos e reconhecemos a

    importncia de nossa ao em sociedade,

    no nos precisam forar a coisa alguma,

    vamos porque reconhecemos, enxerga-

    mos, tudo fica translcido.

    Talvez um dos ajustes necessrios entre

    tantos de que ainda carecemos no pro-

    cesso democrtico seja a espontaneidade

    do voto. A pergunta que fica : como sou

    obrigado a participar se o regime demo-

    crtico? A pergunta que se contrape a

    essa : teramos atingido uma maturidade

    poltica para compreendermos que cada

    voto de suma importncia e que a parti-

    cipao pura cidadania? Os responsveis

    e que possuem o poder de deciso (ainda

    que estejam submetidos a uma democra-

    cia representativa) entendem que no, ou

    melhor, ainda entendem que no.

    Se analisarmos os nmeros que indicam a

    participao poltica dos jovens e o ama-

    durecimento do Pas no que tange a de-

    mocracia e o engajamento s questes vi-

    tais do funcionamento da coisa pblica

    (res publica), ouso dizer que a obrigatorie-

    dade do voto est com os dias contados.

    No podemos esconder as conquistas do

    ltimo ano, alguns podem conjecturar

    que foi muito barulho por nada, mas

    no podemos esquecer que somos uma

    democracia extremamente jovem e com

    muito para conquistar e reconquistar. O

    voto obrigatrio um resqucio, um ves-

    tgio de um tempo que no serve mais,

    a no ser de exemplo do que no deve

    ser feito. No entanto, esse tema sempre

    recorrente, em especial aps o perodo

    de pleito, e no senado parece haver um

    racha de opinies acerca dessa obriga-

    toriedade. So vrios os argumentos pr-

    -obrigatoriedade, um dos mais latentes

    o de que o voto um poder-dever, ou

    seja, mais que um mero direito, o voto

    constitui-se num dever, numa responsabi-

    lidade que cada um tem em relao aos

    seus concidados ao escolher seus man-

    datrios. Ora, se somos punidos pelo

    Estado pela ausncia no justificada ao

    pleito, trata-se ento de um dever jurdi-

    co e no poltico. O argumento contrrio

    tambm existe e defende que o voto

    um direito, no um dever, e representa a

    plena aplicao do direito e da liberdade

    de expresso.

    No entanto, o argumento mais significa-

    tivo sem dvidas o de que o voto fa-

    cultativo adotado em todos os pases

    desenvolvidos e de tradio democrtica,

    sendo que a liberdade outorgada a seus

    cidados no torna, em hiptese alguma,

    sua soberania mais frgil. Alm disso, en-

    tendo que tolice acreditar que o voto

    obrigatrio possa gerar cidados politi-

    camente evoludos. Estamos em 2014 e

    a exigncia do voto j existia no Cdigo

    Eleitoral de 1932, segundo um excerto

    de discurso proferido pelo ex-senador Ju-

    tahy Magalhes.

    O debate est longe de terminar, mas

    sem excesso de otimismo, coisa que par-

    ticularmente no possuo, vislumbro, por

    conta dos aspectos aqui abordados, um

    caminho democrtico de amadurecimen-

    to. Acreditemos nos novos guardies das

    nossas lutas e conquistas, acreditemos

    no sangue de todos e todas que doaram

    um tanto de si para que a sociedade bra-

    sileira pudesse respirar em paz o doce ar

    da liberdade.

    Quando h paixo, conscincia e prazer, quando entendemos

    e reconhecemos a importncia de nossa ao em sociedade,

    no nos precisam forar a coisa alguma, vamos porque

    reconhecemos, enxergamos, tudo fica translcido.

    eleies

    36 | Revista Pilotis

  • A Revista Rural resultado do trabalho

    interdisciplinar do 6. ano EF, realizado

    em 2013, aps o Estudo do Meio que

    aconteceu em Leme-SP.

    Durante o ano, os alunos entraram em

    contato com os diversos contedos na

    sala de aula experienciados durante o Es-

    tudo do Meio.

    O tema O Homem o e Ambiente ins-

    pirou a criao da Revista Rural. O traba-

    lho comeou com uma apresentao do

    Tuna (DECOM), que mostrou a variedade

    de exemplares de revistas e suas particu-

    laridades. Feito isso, os professores, de

    acordo com seus contedos, programa-

    ram a distribuio dos diversos assuntos.

    A diagramao, a ilustrao e a capa da

    revista foram elaboradas pelos alunos.

    por Cris MazzoCChi e iraCy GoMes,Coordenadora e assessora de ForMao Crist do 6. ano eF.

    rural reVista

    estudo do meio

    Revista Pilotis | 37

  • por paula Viotti Bastos,professora de educao fsica.

    Em 1991, o Coordenador de Esportes

    (Paulinho), numa conversa informal comi-

    go, lanou a ideia de iniciarmos o Futsal

    feminino para o ano seguinte. Ele sabia

    da minha paixo pelo futebol! E foi com

    muita alegria que, em 1992, demos incio

    ao Futsal feminino.

    Os treinos aconteciam apenas durante os

    recreios, nas quadras onde hoje se localiza

    o prdio So Lus Gonzaga e que cham-

    vamos de rala-rala, por serem de cimen-

    to. Iniciamos com as meninas do 5. ano

    ao Ensino Mdio, com as categorias mini,

    mirim, infantil e juvenil. Eram meninas que

    vinham dispostas a treinar num tempo to

    curto em que aconteciam os recreios. Com

    essas primeiras equipes, fomos ao Oliarqui

    (Olimpadas do Colgio Arqui).

    Junto com o Coordenador Paulinho, per-

    cebemos que poderamos seguir com es-

    ses treinos no ano seguinte.

    Ganhando espaoEm 1993, muitas meninas se inscreveram

    nos treinos e, com isso, samos dos re-

    creios. Tnhamos, ento, um horrio e as

    quadras da Bela Cintra para treinar!

    Em 1994, o Futsal feminino contava com

    inmeras meninas de todas as categorias,

    que treinavam e participavam de vrios

    amistosos e campeonatos. A cada ano,

    eram mais e mais meninas que participa-

    vam dos treinos!

    Em 1996, o Futsal feminino foi pela pri-

    meira vez aos Jogos Jesutas em Santa

    Rita. J em 2008, fomos Europa com

    7 meninas do Colgio So Lus, que se

    juntaram a meninas dos Colgios Ma-

    ckenzie, Rio Branco e Santa Cruz para

    jogar futebol de campo. A experincia foi

    marcante e divertida, e assim o Futsal fe-

    minino permanece at hoje!

    DerrubanDo preconceitosForam muitas barreiras vencidas, princi-

    palmente no comeo, quando o precon-

    ceito era muito grande. Meninas no fo-

    ram feitas para jogar futebol, j diziam

    educadores, pais, mes, tios, tias e todos

    aqueles que nunca acreditaram na beleza

    e na arte de aprender e ser possvel, SIM,

    que meninas joguem futebol!

    Histrias de meninas que j nasceram

    com o dom de jogar bola, como Fernan-

    da Botter, Angela Lima, Carolina Lacreta,

    Carla Mattar, Judith Piza, Daniela Cyrino,

    Mariana Pereira, Juliana Barros, Ana Ga-

    lhano, Gabriela Queiro e Flvia Canton,

    entre outras, receberam destaque.

    Em 21 anos de Futsal feminino no So

    Lus, a melhor jogadora que j tive foi

    Carolina Borges, a nossa Ninu, que, dife-

    rentemente das outras, no nasceu com

    o dom da bola, alis, parecendo no ter

    capacidade alguma para jogar Futsal aos

    olhos de quem no acredita. Havia me-

    ninas que nunca desistiram e s quais

    eu insistia que conseguiriam jogar, cada

    uma com suas habilidades. Assim, muitas

    meninas se tornaram grandes fixas, alas,

    pivs e goleiras. Alis, a melhor goleira

    nesses 21 anos de Futsal feminino se fez

    assim, tomou 13 gols no primeiro campe-

    onato da sua vida, l no Colgio Assun-

    o, e pensou em desistir. Porm para a

    alegria de todas, a nossa Ju 40 (Juliana

    Quarenta) seguiu fechando o gol! meu

    exemplo de jogadora, todos os dias, para

    aquelas meninas que chegam sem saber

    coisa alguma e vm treinar porque gos-

    tam de futebol.

    As histriAs so muitAs...Uma das mais emocionantes histrias

    aconteceu no dia 8 de outubro de 2006.

    Em plenos XVI Jogos Interamizade, con-

    mulheres da

    quadra

    esporte

    38 | Revista Pilotis

  • seguimos chegar final contra o Colgio

    Palmares, com as meninas do Juvenil. No

    dia anterior, perdi uma grande amiga aos

    36 anos, de leucemia, e o enterro iria

    acontecer no horrio da final.

    As meninas j conheciam a histria des-

    sa amiga, pois ela morava na Av. Paulista

    e, quando amos jogar no Colgio Mag-

    no, passvamos na frente do prdio. Na

    Kombi, elas pediam que buzinssemos

    e davam um tchau para mandar fora

    positiva. No dia do jogo, o Prof. Fbio e

    a Prof. Rita ficaram com as meninas na

    final. Conversei com Daniela Jerez, minha

    capit, e pedi que desse fora para o time.

    Na hora do jogo, elas pediram que fosse

    feito 1 minuto de silncio no Ginsio.

    No preciso dizer o quanto foi difcil no

    estar com elas, meninas que estavam co-

    migo por 7, 8 anos! Fui ao enterro e liguei

    assim que sa, para saber como estavam as

    coisas. As meninas pediram que eu fosse

    at l, e eu fui. Elas, com todos os pais, que

    sempre nos acompanharam nos jogos por

    todos esses anos, estavam l, gritando, vi-

    brando, por terem sido campes. Fui to

    abraada que mal conseguia respirar. Jun-

    tas, na alegria e na tristeza, comemoramos!

    Outra histria foi com a Luiza Del Nery, alu-

    na em 2013 da 3. srie EM. Eis mais um

    caso de menina que tem paixo pelo fute-

    bol e que chegou para treinar sem saber

    jogar. Ela mesma brinca com isso e se tor-

    nou uma bela jogadora. Fez belos gols nes-

    ses XXIII Jogos Interamizade de 2013, os

    ltimos dela e dos quais fomos campes.

    Foi num Interamizade, quando o futebol

    dela comeou a aparecer, que combinei

    com ela: Se voc fizer um gol, eu vou

    invadir a quadra. Isso para mim era in-

    vivel, pois seria passvel de receber um

    carto amarelo, o que nunca aconteceu,

    e muito menos invadir a quadra. E no

    que ela fez o gol? E eu... invadi! Foi emo-

    cionante, quase fomos para o cho!

    ReencontRando atletase amigasEm 2012, foi realizado o 1. Encontro de

    ex-alunas do Futsal feminino, com a par-

    ticipao de quase 100 ex-alunas. Eu diria

    que foram poucas, pois a soma s vezes

    de 1 ano, apenas. Outros vrios encon-

    tros viro e, se a emoo for igual do 1.

    encontro, que Deus me ajude a segurar

    meu corao.

    Montamos vrios times, de acordo com

    as turmas, e elas jogaram bola por quase

    2 horas, entre quadras externas e gin-

    sio. Alis, essa uma maneira de essas

    meninas, mulheres, mes, se despedirem

    do lugar onde jogaram por muitas vezes,

    o ginsio.

    Enfim, emoes com vitrias, derrotas,

    treinos, brincadeiras, amizades, festas,

    risadas, choros, alegrias, tristezas, cum-

    plicidades, aprendizados, dificuldades...

    Treinar meninas no tarefa fcil, pois

    os adversrios so muitos alm daqueles

    com os quais jogamos de fato. TPM, c-

    licas, briga com namorado, a unha que

    quebrou, a nota ruim, a briga com a me-

    lhor amiga, o cabelo que desarrumou, a

    inconstncia da adolescncia, o precon-

    ceito dos pais, meninas difceis de domar,

    como Catarina, do Noturno, que na 1.

    srie EM era encrenqueira e chegou 3.

    srie EM como minha capit. Enfim, meu

    maior prazer ver o quanto a vida pode

    ser aprendida por meio do Futsal para

    cada menina, e o quanto eu ainda apren-

    do com elas!

    Cada turma que sai deixa saudade, e as

    novas turmas trazem novas possibilidades.

    Amo o que fao, simples assim.

    Se ainda tem gente que acredita que Fu-

    tebol no para meninas, que pena.

    esporte

    Revista Pilotis | 39

  • faa voc mesmo

    1Recorte os moldes do bico, das patas, da

    crista e dos olhos da Galinha, disponveis

    no lbum do Flickr, nas linhas indicadas.

    Voc utilizar esses moldes como uma

    referncia para fazer os desenhos nas car-

    tolinas que so mais resistentes e indica-

    das para compor a Galinha do que papel

    sulfite. Contorne os moldes nas cartolinas

    de mesma cor com lpis ou caneta e re-

    corte. Lembre-se: tanto os olhos quanto

    as patas devem ser recortados da carto-

    lina duas vezes, de modo a formar pares.

    2Pegue a bexiga azul-claro e infle-a. De-

    pois, pegue a crista recortada da cartoli-

    na vermelha e, separando as duas partes

    criadas pelo pequeno corte em sua base,

    encaixe-a na rea que possui o n da

    bexiga. Para colar, passe cola-basto nas

    pontas das duas partes que ficaro em

    contato com a bexiga.

    No h a menor dvida a Galinha Pintadinha, fenmeno

    infantil que surgiu na Internet, um verdadeiro sucesso com

    as crianas. Por isso, para garantir a diverso em casa, produ-

    zimos, junto com o Integral, um passo a passo de como fazer

    a sua prpria Galinha Pintadinha, com o(a) seu(sua) filho(a)!

    voc vAi precisAr de:- 1 bexiga azul-claro

    - 1 bexiga vermelha

    - 3 cartolinas (ou papel-carto), sendo uma

    branca, uma amarela e uma vermelha

    - 1 par de olhos mveis

    - 1 tesoura sem ponta

    - 1 embalagem de cola-basto

    - 1 caneta permanente

    - 6 botes amarelos ou brancos

    - Folha de moldes (disponvel no Flickr)

    Confira aCima o passo a p

    asso para

    produzir de maneira fC

    il e em Casa

    a famosa personagem

    Para visualizar todas as fotos do passo a passo, acesse

    o lbum Galinha Pintadinha no nosso Flickr:

    www.flickr.com/photos/saoluis/sets

    passo a passo detalhado no flicKr

    40 | Revista Pilotis

  • diVerso Com a

    gALINhA PINTADINhA

    faa voc mesmo

    3Para fazer os olhos, cole os olhos m-

    veis nos recortes de cartolina branca e,

    depois, cole-os na bexiga na altura em

    que seriam seus olhos. Um