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Revista Pilotis 12

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Revisa Perfil Entrevista com o professor Martinho Dicas para os vestibulandos Revista Pilotis - n.º 12 - agosto/setembro de 2009 Produção interna dos alunos e educadores do Colégio São Luís Lazer levado a sério nesta edição: 1 www.saoluis.org/revistapilotis

Text of Revista Pilotis 12

  • 1www.sao

    luis.org

    /rev

    istapilotis

    Perfil

    Esporte

    Revisa

    Entrevista com o professor Martinho

    Lazer levado a srio

    Dicas para os vestibulandos

    nesta edio:

    nmerodozeRevista Pilotis - n. 12 - agosto/setembro de 2009Produo interna dos alunos e educadores do Colgio So Lus

    Obra de artea servio daeducao

  • 2Revista Pilotis - n 12 - agosto/setembro de 2009

    .3 falaram de ns

    .4 aconteceu

    .7tecnologiaFazer a diferena

    .8literaturaa influncia dos livros na vida dos alunos

    .9atualizaoreciclando a Lngua Portuguesa

    .10capaobra de arte a servio da educao

    .14esporteLazer levado a srio

    .15voluntariadoaes voluntrias

    .16perfilcalem a boca!

    .18carreiraconhecer para escolher

    .19teatroWorkshop coNeXes

    .20grmioconquistando um ideal

    .21alunos novosescola nova, vida nova

    .22formao cristexperincia de comunho e Participao

    .24integraleducao tecnolgica

    .25revisadicas para os vestibulandos: histria

    .26fotojornalismoclique so Lus

    Perfeio divina

    No final do ms de junho, inauguramos o Museu de Histria

    Natural Ferno cardim, no colgio so Lus. Fruto do trabalho

    e da dedicao de duas talentosas mes de alunos, o espao

    servir de inspirao e complemento da aprendizagem de

    crianas e jovens. Todas as informaes sobre o evento podem

    ser lidas na matria de capa desta edio da revista Pilotis.

    Poucos sabem quem foi o jesuta que inspirou a concreti-

    zao do sonho dessas mes. Ferno cardim entrou para a

    companhia de Jesus em Portugal, em 1566. ao missionar no

    Brasil, de 1583 a 1600 (onde certamente se encontrou alguma

    vez com Jos de anchieta), se encantou com a fauna e flora

    brasileiras descrevendo com detalhes, em diversos manuscritos,

    a natureza e o povo indgena que aqui encontrou. reunidos no

    sculo passado, seus escritos receberam o ttulo de Tratados

    da Terra e da Gente do Brasil.

    a grandiosidade da natureza, ressaltada nesses documen-

    tos, est retratada em nosso Museu. ele nos faz contemplar e

    admirar a perfeio da vida e dos seres que deus criou, ape-

    lando, assim, para a responsabilidade do homem em conhecer

    cada vez mais e preservar o meio ambiente em que vivemos e

    do qual desfrutamos.

    Fica aqui o convite para visitar o recanto do 6. andar

    que abriga o Museu.

    desejo a todos uma tima leitura deste nmero da Pilotis.

    abrao fraterno,

    Pe. Jos Luis Fuentes, SJ

    diretor Geral do colgio so Lus

    :: editorial

  • 3Leia as matrias completas no site www.saoluis.org/sala-de-imprensa

    Falaram de NS

    MSICa dO COraOrevista atrevida, junho de 2009o grupo de alunos voluntrios do colgio so Lus visita uma vez por

    semana o Hospital das clnicas e leva um pouco de msica e alegria

    s crianas e suas famlias.

    OLHa O baLaNC!Folhinha, junho de 2009

    a variao de msicas e danas anima as quadrilhas do Brasil, inclusive a

    quadrilha da educao infantil do colgio so Lus.

    aS eSCOLaS eNCaraM O bULLYINGVeja, junho de 2009educadores reconhecem o problema e propem solues preventivas

    para os jovens. esse o caso do trabalho realizado pela equipe peda-

    ggica do colgio so Lus.

    CSL no altas HorastV Globo, maio de 2009

    No dia 28 de maio, um grupo de alunos da 3. srie eM participou da

    gravao do programa altas Horas, na rede Globo. os alunos aproveita-

    ram a apresentao das bandas Paralamas do sucesso e skank, alm do

    bate-papo com o ator selton Mello, que divulgou dois novos filmes.

  • 4:: aconteceu

    Futebol na EuropaNo ms de julho, vinte alunos da 8. srie 2. srie eM do colgio so Lus viajaram europa para participar de uma excurso esportiva

    e turstica de Futebol. o grupo visitou a sucia, a Finlndia e a dinamarca e participou de duas copas: a dana cup e a Gotcha cup.

    1./9 no Aqurio de So PauloPara enriquecer ainda mais o trabalho feito em sala de aula sobre o meio ambiente, os alunos do 1. ano/9 visitaram o aqurio de so Paulo.

    Dia de Formao da 6. srieTendo como objetivo o desenvolvimento integral de seus alunos, o

    colgio so Lus promove em todas as sries o dia de Formao. No ms de maio, foi a vez da 6. srie eFii participar do dia de Formao

    na vila Gonzaga, que teve como tema central a afetividade.

    Plantio do amor-perfeitoo Pr i fez o plantio do amor-perfeito na vila Piratininga. essa foi

    mais uma atividade vinculada ao projeto crianas como eu.

    Coroao de MariaNo dia 29 de maio, foi realizada a coroao de Maria com os alunos da educao infantil e ensino Fundamental i do csL, familiares e funcionrios.

    Exposio do Projeto do Infantil Bo tema vai e vem, com o Projeto carros do integral aprendemos tambm incentivou a turma do infantil B do integral a construir os trabalhos que foram vistos por todos na sala de aula em uma exposio.

  • 5aconteceu ::

    Alunos da 5. srie realizam Estudo do Meio em BrotasNa ltima semana de abril, a 5. srie viajou para Brotas, interior de so Paulo, com o objetivo de realizar o estudo do Meio. o projeto consiste na oportunidade que os alunos de todas as sries tm de estabelecer uma relao entre o estudo em sala de aula e a realidade do lado de fora do colgio.

    O Mgico de Ozcom o objetivo de enriquecer o trabalho feito em sala de aula, as turmas do Pr i e do Pr ii foram ao teatro assistir pea O Mgico de Oz.

    Missa da FamliaNo domingo, 10 de maio, pais, alunos e funcionrios do colgio so Lus se reuniram com suas famlias no salo santo incio para

    homenagear o dia das Mes. a missa foi celebrada por Pe. Fuentes, diretor geral do csL.

    CSL em Festival de Ginsticaas alunas do csL ana clara Mariani, ana carolina custdio,

    Gabriela souza, ana carolina Ferraz e raquel Mariani participaram do Festival de Ginstica do colgio albert sabin no dia 30 de maio.

    Primeiros Ministros do Mundoos alunos do ensino Mdio do csL esto se preparando para rece-

    ber, entre os dias 01 e 15 de agosto, em suas casas e no colgio

    so Lus, trinta jovens ingleses dentro do projeto Primeiros Ministros

    do Mundo (The Prime Ministers Global Fellowship), concebido pelo

    ministro britnico Gordon Brown.

    II Festival de Jud do CSLNo sbado, 30 de maio, aconteceu o ii Festival de Jud do colgio

    so Lus. o evento foi um sucesso e contou com a participao de 29 entidades e 420 atletas.

  • 6No dia 6 de junho aconteceu o

    arrai do colgio so Lus, que contou

    com a presena de cerca de 4 mil

    pessoas e muitas atraes. Todos os que

    estavam presentes puderam aproveitar

    brincadeiras, jogos, oficinas, brinquedos,

    comidas tpicas, doces e at sopa para

    aquecer o frio de junho.

    Tambm fizeram parte do evento

    as apresentaes da educao infantil,

    acompanhadas por msica ao vivo, e

    dos alunos do ensino Fundamental e

    ensino Mdio, que se divertiram danan-

    do a tradicional quadrilha. Na ltima

    quadrilha da festa, funcionrios, pais e

    familiares foram convidados a participar

    para relembrar os tempos de colgio.

    arrai do so Lus

    :: aconteceu

  • 7tecnologia ::

    Fazer a dIFereNaNo ms de maio, a 8. srie eFii deu incio produo de blogs com o intuito de

    proporcionar um espao de reflexo e motivar a discusso a respeito de temas sociais.

    a ideia desse projeto-piloto surgiu aps a realizao da palestra sobre segurana

    na internet, ministrada pela equipe da safernet no colgio so Lus, que despertou a

    necessidade de mostrar aos alunos como utilizar essa tecnologia de forma educativa.

    Foi a forma que eu encontrei de trabalhar esse tema e mostrar que a ferramenta em si

    positiva, diz renan, assessor de Formao crist da 7. e 8. sries.

    renan explica que o projeto faz parte de um aprendizado espiritual maior, que

    trabalhar o conceito de corpo e igreja enquanto comunidade. igreja enquanto corpo e

    comunho tem tudo a ver com o blog, diz o assessor.

    a partir dessa premissa, divididos em funes, os alunos escrevem, pesquisam imagens

    e vdeos e publicam o material nos blogs de suas respectivas salas, mostrando que cada

    um depende do outro para que o todo se concretize ao final. como no corpo e na comu-

    nidade, tem gente que trabalha bem, tem gente que no trabalha bem, tem gente que leva

    a srio, tem gente que no leva a srio. ento, aqui eles tm a conscincia de que se no

    fizerem bem feito, vo prejudicar o grupo inteiro, enfatiza renan.

    Sociedade em focoentre os temas trabalhados no projeto esto a desigualdade social, a pobreza, a indife-

    rena e a violncia. a aluna Helena conta que foi designada para escrever uma parbola

    sobre a corrupo no Brasil e a indiferena da sociedade diante desse fato: a gente fez

    uma parbola sobre uma menina que fala mal de outra e a que est escutando no toma

    atitude nenhuma. ela est sendo omissa, no est ajudando em nada porque ela deveria

    corrigir a amiga para mud-la e, assim, mudar o mundo, explica Helena.

    a aluna Natacha, uma das responsveis pela parte audiovisual do blog, explica a

    funo essencialmente social da ferramenta: a gente quer mostrar para o mundo e para os

    alunos a desigualdade social. vamos tentar abrir os olhos das pessoas para ficarem atentas

    e no cometerem os erros que cometem no dia a dia, comenta Natacha.

    Helena anima-se ao contar que a partir desse blog ela pode ajudar a fazer a diferen-

    a. estou gostando muito porque legal atingir a sociedade de um jeito diferente, no

    ? um blog pblico, ento todo mundo vai poder ver. Quem sabe se essa no uma

    maneira de comear a fazer alguma coisa?, conclui Helena.

    MaS aFINaL, O QUe UM BLOG? Blog, proveniente da abrevia-

    o de weblog, consiste em

    um dirio online que pode

    ser acessado por pessoas do

    mundo todo. Por causa da sua

    facilidade e rapidez de uso,

    atualmente podemos encontrar

    blogs sobre os mais variados

    assuntos e finalidades. H

    desde blogs pessoais, que

    funcionam literalmente como

    dirios, at blogs jornalsticos,

    que procuram discutir assuntos

    atuais de interesse geral.

    FOtOS

  • 8outro livro de que gostei muito foi o

    Histria de amor. apesar de bvia, a hist-

    ria linda. o menino com menos dinheiro

    se apaixona pela menina rica da escola e

    acontecem vrias coisas at que no final

    Bem, no vou contar o final!

    Mesmo os livros que nossos professo-

    res recomendam trazem um aprendizado

    e, de repente, voc acaba se apaixonan-

    do pela histria e quer at mesmo uma

    continuao.

    Por fim, citarei o livro Penlope, um

    conto de fadas que no foi recomen-

    Por Manoela Meirelles, aluna da 8. srie EFII

    a iNFLuNcia dos LivrosNa vida dos aLuNos

    os livros recebidos pela escola, ou seja,

    aqueles que temos que ler para a aula e tirar

    notas boas nas provas, nos influenciam em

    nossa na vida e na nossa cultura.

    comecei a perceber isso quando,

    na 7. srie, foi pedido para ser lido o

    livro Inconfidncias Mineiras, que conta

    a histria de como foi uma das pocas

    mais importantes de nosso pas: a sua

    independncia.

    Nesse livro narrada uma histria de

    amor e a autora parente bem distante

    da personagem principal do livro. aca-

    bei percebendo que o livro influen-

    ciou mais na vida dos alunos e

    na minha vida, em particular,

    porque percebi que a linda

    histria de amor fez eu me

    aprofundar no assunto, que-

    rendo saber mais e mais

    sobre ele.

    :: literatura

    dado pela escola: li por conta prpria.

    a histria de uma menina que acaba

    recebendo uma maldio da famlia: a

    prxima menina a nascer teria uma cara

    de porco e o nariz dela s sumiria se

    algum de sangue azul a aceitasse.

    No fim do livro, voc nota o mundo

    com outros olhos, percebendo como as

    pessoas podem ser especiais e diferentes.

    como minha av falou: no importa

    o livro que voc leia, seja Gossip Girl,

    o livro que a escola recomendou, seja

    Crepsculo, ou os Meg cabot da vida,

    eles sempre vo trazer uma cultura, uma

    influncia, um bem-estar, um prazer para

    a vida da pessoa.

  • 9atualizao ::

    o colgio so Lus, no ms de

    junho, deu incio a um projeto-piloto de

    reciclagem da Lngua Portuguesa dirigido

    aos funcionrios. o objetivo principal

    do curso tornar a comunicao mais

    eficiente, ou seja, aprender a escolher

    as palavras certas para falar e escrever

    de forma simples e objetiva utilizando um

    vocabulrio correto e de fcil entendi-

    mento. Ns percebemos que para o

    atendimento as pessoas precisam utilizar

    uma linguagem correta, inclusive para

    se comunicarem por e-mail, diz Melita

    Grams, responsvel da rea de rH e

    idealizadora do projeto.

    os funcionrios escolhidos para

    participar do grupo inicial foram os auxi-

    liares de srie e integrantes da secretaria

    e Tesouraria pessoas que trabalham

    diretamente com os pais, com os alunos

    e, tambm, com o pblico externo.

    a iniciativa visa exercitar a Gramti-

    ca e a prtica da redao por meio de

    plantes semanais e tarefas enviadas por

    e-mail. Para melhorar a fala preciso

    trabalhar a linguagem escrita porque tudo

    parte de um conjunto, explica Paula

    Frana, revisora do colgio e professora

    do projeto.

    apesar de ainda ser um projeto-pilo-

    to, a novidade j atraiu outros profissio-

    nais do colgio. Profissionais de vrias

    reas demonstraram interesse em fazer o

    curso. a reforma ortogrfica o tema

    que mais atrai, conta Paula.

    o importante que todos estejam

    preparados para absorver tudo o que

    possa representar uma melhoria, um salto

    em direo a uma condio maior de

    conhecimento. essa iniciativa do colgio

    refora a nossa misso de investir no ser

    humano: no s no aluno, mas no funcio-

    nrio tambm, e isso muito importante

    para todos, elogia.

    reCICLaNdOa LNGuaPorTuGuesa

  • 10

  • 11

    capa ::

    professora universitria, foi responsvel

    pela pesquisa com o apoio da profes-

    sora de cincias do csL, Margarete

    sevilha. Foi um trabalho realizador.

    Tive a possibilidade de estudar e

    aprender muito, principalmente sobre os

    detalhes, que fazem toda a diferena,

    explica Liliana.

    resultado de um trabalho delicado e

    minucioso para que a conservao do

    espao em longo prazo fosse possvel,

    todo o material utilizado teve que ser de

    origem artificial. Pai Hong sin, pai de

    um aluno do colgio, contribuiu com

    a doao das plantas artificiais e ficou

    realmente surpreso com o resultado final.

    Beatriz esclarece que a obra de arte

    nunca fechada. a obra de arte pode

    ser sempre continuada. a data de entrega

    colocou um limite no nosso trabalho, mas

    as pessoas que vo visit-la traro suas

    interpretaes, explica a artista plstica.

    No dia 29 de junho foi inaugurado

    o Museu de Histria Natural Ferno

    cardim no colgio so Lus. o novo

    espao abriga 95 animais inseridos em

    reprodues de seu ambiente natural,

    incluindo vegetao tpica, variaes

    de iluminao e sonorizao com o

    intuito de contribuir com o aprendizado

    dos alunos. os animais utilizados so

    originrios do antigo acervo do prprio

    colgio e foram restaurados para faze-

    rem parte do Museu.

    aps dois anos de trabalho, o

    idealizador do projeto, Pe. smyda, an-

    tigo diretor geral do colgio, e Liliana

    cardinalli e Beatriz Montobbio, mes

    de alunos, viram o sonho transformado

    em realidade.

    Beatriz, artista plstica, contribuiu

    com a concepo artstica, e Liliana,

    Pe. Fuentes, diretor geral do csL,

    agradeceu a todos pela contribuio

    na construo do Museu e reforou a

    importncia de obras como essa. esse

    espao representa a admirao e o res-

    peito natureza, uma maravilha criada

    por deus, conclui o diretor.

    os funcionrios e educadores do

    colgio compareceram inaugurao,

    juntamente com os familiares das duas

    mes. Todos foram homenageados com

    agradecimentos pela colaborao no pro-

    cesso de construo do novo ambiente.

    o Museu de Histria Natural Ferno

    cardim estar aberto visitao dos

    alunos e interessados a partir de agosto.

    os auxiliares de Laboratrio, renata

    e sandro, sero os responsveis pelo

    agendamento e acompanhamento das

    turmas. No prximo ano, o espao ser

    disponibilizado, tambm, para alunos de

    outras instituies de ensino.

    Por Mariana Antunes, do Departamento de Comunicao do CSL

    oBra de arTea servio da educao

  • 12

    :: capa

    Making of o colgio so Lus sempre con-

    servou um acervo cientfico composto

    por diversas colees, entre elas, uma

    de animais empalhados. esse acervo

    zoolgico muito antigo: existem infor-

    maes grficas de alguns exemplares

    que remontam poca da fundao do

    colgio em itu, em 1867. Transferida

    para so Paulo junto com a escola em

    1918, a coleo esteve exposta em di-

    ferentes espaos e manteve-se guardada

    por conta das reformas feitas no colgio

    nos ltimos anos.

    a partir da idealizao do projeto,

    com o intuito de aproveitar o potencial

    pedaggico do acervo, Liliana cardi-

    nalli e Beatriz Montobbio iniciaram a

    avaliao do material, verificando quais

    seriam os cuidados necessrios para seu

    restauro, alm de realizar uma intensa

    pesquisa sobre as espcies em questo

    para classificar os animais corretamen-

    te. dentro dessa investigao cientfica

    tambm estava a descoberta de seus

    possveis habitat para que fossem inseri-

    dos em ambientes em comum no museu.

    ao mesmo tempo, buscavam os modos

    de exposio existentes, analisando

    o espao disponvel e desenhando os

    primeiros esboos.

    Foi um trabalho realizador. Tive a possibilidade de estudar e aprender muito, principalmente sobre os

    detalhes, que fazem toda a diferena

    J durante o processo de execuo

    do projeto, muitas adaptaes tiveram

    que ser feitas sala para as peas

    tivessem uma boa conservao. Liliana

    e Beatriz explicam que foi preciso vedar

    as janelas para evitar a entrada de luz,

    alm de realizar a instalao de exaustor

    e de sistema de ar condicionado para

    regular a umidade do ar. um ponto

    interessante observar os troncos das

    rvores do museu. Na verdade, eles fo-

    ram todos feitos com canos de Pvc, que

    foram trabalhados para que obtivessem

    a aparncia final.

  • 13

    Ferno Cardim Missionrio e escritor portugus, Ferno

    cardim, nascido por volta de 1540,

    foi um dos primeiros a descrever os

    habitantes e os costumes do Brasil. desde

    criana fez parte da companhia de

    Jesus e, como jesuta, viajou para o Brasil

    em 1583 com o visitador cristvo

    de Gouveia e o governador Manuel

    Teles Barreto. com a misso de padre

    visitador, viajou de Pernambuco at o rio

    de Janeiro tomando contato com as terras

    brasileiras. suas observaes resulta-

    ram em dois tratados e duas cartas. o

    primeiro dos tratados ocupa-se do clima

    e da terra do Brasil e o segundo trata

    das origens e dos costumes dos ndios

    brasileiros.

    Liliana Cardinalli, Beatriz Montobbio e Marins Bejar.

    Ivan, Francisco Pinguim e Manuel, al-guns dos funcionrios que colaboraram na montagem do Museu.

    Marins Bejar, Liliana Cardinalli, Beatriz Montobbio, Pe. Fuentes e Denise Klein, na inaugurao.

    Cerimnia de inaugurao.

  • 14

    :: esporte

    Muito recomendada para a sade

    do corpo e da mente, a prtica esporti-

    va tambm proporciona muita diverso

    para todas as idades. Mas h alguns

    alunos do colgio so Lus que decidi-

    ram transformar o lazer em coisa sria,

    dedicando-se intensivamente ao esporte.

    como o Tnis sempre fez parte da roti-

    na esportiva de sua famlia, Beatriz, aluna

    da 7. srie eFii, comeou cedo a se

    relacionar com o esporte. seus avs joga-

    vam, sua me e tia chegaram a competir

    quando eram pequenas e h muitos anos

    do aula de Tnis no so Lus. Quando

    a gente era pequeninha, gostvamos de

    pegar as bolinhas com os alunos, enquan-

    to elas davam aulas. Pegamos gosto e co-

    meamos a jogar tambm, conta Beatriz.

    ela j participou de diversas competies,

    incluindo um campeonato sul-americano,

    no qual foi vice-campe.

    o primo de Beatriz, antonin, aluno

    da 7. srie eFii, tambm treina Tnis

    desde os 5 anos de idade. antonin j

    participou de vrias competies brasilei-

    ras e sul-americanas. sua ltima parti-

    cipao foi em um torneio organizado

    pelo tenista Gustavo Kuerten, o Guga,

    em santa catarina.

    outra aluna que tambm se dedica ao

    esporte camila Zattar, estudante da 1.

    srie eM. camila explica que comeou a

    fazer Natao como qualquer outra crian-

    a. Minha me me colocou na aula de

    Natao com 6 anos para eu aprender a

    nadar para no morrer afogada, brinca.

    o LaZerLevadoa srio

    Foi a partir dos 11 anos que camila

    decidiu nadar competitivamente. Mas

    a escola sempre prioridade, ento,

    aprendi muito, consegui me disciplinar

    para conseguir conciliar a escola com os

    treinos, explica camila.

    a aluna faz treinamento intensivo de

    segunda at sbado, 3 horas por dia,

    sendo 2 horas na gua e 1 hora de pre-

    parao fsica. ela campe brasileira e

    sul-americana de 200 metros borboleta e

    vice-campe brasileira de 800m livre.

    camila ressalta a importncia do

    esporte principalmente para os jovens

    no carem no sedentarismo. atividade

    fsica importante porque voc apren-

    de alguma coisa, compete e no fica

    parado, n? Ficar o dia inteiro na frente

    da Tv muito chato, incentiva camila.

    atividade fsica impor-tante porque voc aprende alguma coisa, compete e no fica parado

  • 15

    voluntariado ::

    cristiane, dermatologista, realiza um atendi-

    mento quinzenal e o dr. Gensio e dra. ana,

    dentistas, atendem de duas a trs vezes por

    semana as famlias da regio.

    um grupo de alunos do so Lus, acom-

    panhados pelos assessores de Formao

    crist, tambm realizam trabalhos peridicos

    com as crianas, como acompanhamento

    escolar e brincadeiras.

    Melita Grams, responsvel pelo rH do

    csL, coordena o trabalho de assistncia

    social na vila Gonzaga e realiza o encami-

    nhamento psicolgico, psicopedaggico,

    mdico, entre outros. oferecido, tambm,

    um apoio constante, durante todo o ano, s

    famlias, seja com a distribuio de coberto-

    solidariedade a palavra que define o

    trabalho que os pais, funcionrios, amigos e

    alunos voluntrios realizam na vila Gonzaga,

    chcara do colgio so Lus, localizada a

    25 km da av. Paulista.

    a ao social santa F tem a sua sede

    em uma casa, reformada em 2006 pelo anti-

    go diretor geral do csL, Pe. smyda, e visa

    o atendimento da populao das favelas

    do entorno da vila Gonzaga. o espao foi

    criado h mais de 30 anos, e o csL acom-

    panha e administra o local h 14 anos.

    Hoje so 130 famlias cadastradas,

    totalizando, em mdia, 700 pessoas. o

    atendimento engloba a distribuio quinzenal

    de cestas bsicas, com a introduo de frutas

    e legumes. em 2005, a me de um aluno

    orientou uma tese de doutorado que realizou

    o levantamento de toda a regio, promoveu

    o cadastramento das famlias no Hospital das

    clnicas de so Paulo e iniciou o trabalho de

    introduo de frutas e legumes na alimenta-

    o da populao.

    a preocupao com a sade um dos

    focos do trabalho assistencial que o csL

    realiza e, para isso, conta com o trabalho

    voluntrio de alguns pais de alunos. a dra.

    agradecimentos especiaisNo primeiro semestre deste ano, foram doados ao social santa F uma srie

    de equipamentos e materiais odontolgicos novos, importados da alemanha. so ma-

    teriais e equipamentos para fazer restauraes brancas (resina) e tratamento de canal,

    brocas especiais, entre outros. amiga do dr. Gensio e dra. ana, denise Gomes foi a

    responsvel pelo presente, que continua beneficiando as famlias. o colgio so Lus

    e todos os atendidos agradecem imensamente esse gesto solidrio.

    aessoLidrias

    res no inverno ou com a reforma de algumas

    casas dos moradores.

    Para o segundo semestre, estamos

    preparando um trabalho de conscientizao

    e orientao de higiene bucal junto com os

    dentistas voluntrios, conta Melita. a ideia,

    para ser colocada em prtica, necessita de

    outros pais, alunos e funcionrios voluntrios

    que se disponibilizem a realizar essa ao

    de educao.

  • 16

    :: perfil

    conhecido por essa clebre frase,

    primeira vista todos tremem pelo simples

    fato de estarem ao seu lado, mas bastam

    alguns minutos de conversa para desco-

    brir que o gigante uma das pessoas

    mais carinhosas do mundo.

    a revista Pilotis entrevistou o professor

    mais querido do colgio so Lus: o

    professor Martinho!

    Martinho Marcos de Freitas, 56

    anos, foi citado como o professor mais

    marcante na vida acadmica dos antigos

    alunos do csL, em uma pesquisa reali-

    zada no ano de 2008 e divulgada na

    edio 11 desta revista.

    com seu jeito srio e suas provas in-

    solveis, ele pode at assustar os alunos

    a princpio, mas , com certeza, um do-

    lo para todos. sempre com uma legio

    de alunos seguindo-o pelo corredor, ele

    gentilmente atende a todos, abraando-

    os e deixando que tirem fotos em sua

    companhia. confira a entrevista, na qual

    o mestre mais pop do csL fala sobre sua

    carreira como professor e como conquis-

    tou tantos fs.

    PILOtIS - Por que decidiu ser professor?

    MartINHO - creio que o desejo, no

    propriamente a deciso de ser professor

    Por Nnive Macedo, aluna da 3. srie EM

    caLeM a Boca!

  • 17

    perfil ::

    est relacionada imagem que constru

    do professor celso, meu professor de

    Portugus da 2. srie do Ginsio (6.

    srie do ensino Fundamental). uma

    pessoa de profundo saber, que desper-

    tou em mim principalmente o interesse

    pela literatura. Naquela poca, eu tinha

    vontade de ser como ele.

    P - Quando e como voc entrou no

    Colgio So Lus?

    M - Foi em 1982. cheguei ao so

    Lus pelas mos de uma pessoa muito

    importante na minha vida, o professor

    everaldo Jos. Foi graas a ele que pude

    cursar Letras. Foi graas a ele, tambm,

    que muitas portas se abriram para a mi-

    nha vida profissional. infelizmente, hoje

    estamos distantes, mas isso no significa

    que eu no tenha por ele a mesma admi-

    rao e o mesmo carinho da poca em

    que ramos prximos.

    P - Voc se lembra do seu primeiro dia

    de aula como professor?

    M - sim. e posso assegurar que a cada

    ano, a cada curso que inicio, a cada

    turma que recebo, as emoes e os

    desafios se repetem. isso faz com que o

    exerccio do Magistrio seja fascinante.

    P - Por que trabalha h tanto tempo no

    CSL? De que voc mais gosta aqui?

    M - o csL me oferece plenas condies

    de desenvolver um bom trabalho. creio

    que a direo do colgio confia no meu

    trabalho, h poucas interferncias, e isso

    fundamental. Gosto muito do convvio

    com os alunos e do convvio com os

    professores, com os quais aprendo muito.

    a generosidade do cassiano (o Bob) em

    socializar seu saber fantstica. alm

    disso, o so Lus me proporcionou conhe-

    cer o Pe. spartaco, com quem trabalho

    h alguns anos. ele me ensinou, e ainda

    me ensina, a estudar, a pesquisar, a cres-

    cer intelectualmente. devo muito a ele.

    P - Voc foi o professor mais lembrado

    pelos antigos alunos do Colgio. Em

    sua opinio, qual o motivo?

    M - Talvez porque ainda se lembrem

    das minhas provas impossveis, do

    meu grau de exigncia, dos meus gritos

    de calem a boca!. Mas, penso que,

    principalmente, pela relao verdadeira,

    pautada sobretudo no carinho que busco

    estabelecer com meus alunos e com

    as pessoas com quem convivo. eu no

    enxergo o aluno na sua funo acadmi-

    ca, enxergo o aluno como uma pessoa

    que, embora na estrutura do colgio

    desempenhe um papel, traz consigo um

    universo mgico a ser explorado, des-

    vendado. algum que sempre tem algo

    novo a me dizer.

    Nome: Martinho Marcos de

    Freitas

    idade: 56 anos

    Local de nascimento: So Paulo

    signo: Touro

    cor preferida: azul

    Prato preferido: peixe

    P - De que voc mais gosta na sua

    profisso?

    M - do convvio com os adolescentes.

    de certa forma, o professor envelhece

    mais lentamente. Tenho pra mim que o

    universo do professor pode ser distin-

    to, e certamente o , do universo do

    aluno, mas no pode ser distante. e o

    desafio de estar em permanente sinto-

    nia com o universo dos adolescentes

    muito estimulante.

    P - Como voc lida com o assdio

    das alunas?

    M - Que assdio?

    P - Voc com certeza vivenciou muitas

    experincias importantes como profes-

    sor. Conte uma delas.

    M - certamente a experincia da meni-

    na sheila. Para quem no se lembra ou

    mesmo desconhece esse episdio, shei-

    la, por ser aidtica, teve sua matrcula

    recusada na escola em que estudava.

    Professores e direo do so Lus,

    e aqui tiveram capital importncia a

    professora cleide Lugarini, ento coor-

    denadora do Fundamental ii e do ensino

    Mdio, e o Pe. Klein, na poca reitor

    do colgio, se mobilizaram e acolhe-

    ram a pequena sheila. Nesse episdio,

    o so Lus, por meio de sua direo

    e de seu corpo docente, mostrou ser

    realmente um colgio diferente.

    P - O que voc gostaria de dizer aos

    seus milhes de fs espalhados por

    todo o mundo?

    M - Que leiam a revista Pilotis!

  • 18

    :: carreira

    No dia 30 de junho aconteceu, no

    colgio so Lus, o Frum de Profisses,

    que contou com a presena de profis-

    sionais das reas de Medicina, direito,

    Publicidade, Teatro, Jornalismo, rdio e Tv,

    cinema, economia, administrao e enge-

    nharia, todos antigos alunos do colgio.

    segundo Marco antonio, coordena-

    dor da 3. srie eM, o objetivo do Frum

    ajudar no processo de escolha da

    carreira e da profisso, oferecendo, por

    meio da experincia dos antigos alunos,

    uma viso do mercado e o conhecimento

    aprofundado de determinadas reas.

    o evento teve incio com a palestra

    da coordenadora da escola de Neg-

    cios Trevisan, Letcia Bechara, que falou

    sobre as possibilidades de atuao de

    cada rea, desde sade at entreteni-

    mento. aps o fim da palestra, os profis-

    sionais se colocaram disposio dos

    alunos em diferentes salas de aula para

    contar um pouco sobre seus cotidianos

    e suas trajetrias desde que saram do

    colgio. eu participei da sala de direito

    no Frum, pois j quase decidi que

    esse o curso que vou fazer na faculda-

    de, disse a aluna Lvia, que antes queria

    prestar Medicina.

    Na hora da escolhaeduardo semerjian, ator de teatro e

    Tv, deu a dica para os alunos que esto

    em dvida na hora de escolher uma

    profisso: identifique o que voc gosta

    em cada uma dessas profisses. Talvez

    voc encontre algo em comum entre elas,

    assim ficar mais fcil decidir por uma.

    os profissionais tambm apontaram

    os prs e os contras de cada carreira,

    advertindo os alunos que pode ser to

    fcil quanto parece, como em Medici-

    na, profisso em que, segundo otvio,

    residente em Ginecologia e obstetrcia,

    a iluso de receber sempre bons salrios

    faz parte do passado.

    a necessidade de fazer cursos

    paralelos graduao tambm se

    mostra importante em todas as carreiras,

    trazendo o diferencial na hora das sele-

    es: o mercado altera rapidamente as

    exigncias aos profissionais. preciso

    se reciclar constantemente, afirmou rui

    Branquinho, publicitrio.

    Paulo Mavu, produtor da Tv so Lus,

    conversou com os alunos interessados

    no curso de rdio Tv e cinema e deu a

    dica: cursar a graduao fora do Brasil

    interessante para o currculo, porm se

    perde a chance de fazer contatos que po-

    dem render trabalhos e parcerias futuras.

    a iniciativa da realizao do Frum

    foi elogiada por todos os que estavam

    presentes e a importncia da base forne-

    cida pelo colgio so Lus foi destacada

    pelos profissionais de todas as reas,

    que acreditam que a formao humana

    lhes ajudou muito no reconhecimento

    profissional que obtiveram. a formao

    pessoal que o csL oferece faz com que

    os profissionais, futuramente, sejam reco-

    nhecidos em suas reas, finaliza Maria

    Gabriela, juza.

    Por Marianna Martins Costa, aluna da 3. srie EM

    coNHecer ParaeSCOLHer

  • 19

    teatro ::

    visando a integrao de jovens de

    diversos colgios, nos dias 30 e 31 de

    maio foi promovido o workshop de imer-

    so do Projeto conexes no colgio so

    Lus. a iniciativa visa unir os estudantes por

    meio de uma paixo em comum: o teatro.

    ao longo do ano, os participantes

    passam por um intenso processo de

    aprendizagem constitudo por diversas

    etapas, entre elas, este workshop realiza-

    do no so Lus.

    o evento contou com a participao

    de 300 estudantes de escolas pblicas,

    particulares e grupos independentes que

    se reuniram com os autores das peas

    escritas especialmente para o conexes:

    Bosco Brasil, srgio roveri e Gilberto

    dimenstein e os ingleses do National

    Theatre (de Londres), davey anderson

    e christopher William Hill. o workshop

    foi transmitido ao vivo pela internet pelo

    canal vivo educa.

    WorKsHoP COnExESo conexes faz parte de um traba-

    lho j consagrado, o New connections,

    concebido h 16 anos pelo National

    Theatre, em Londres, e j gerou mais

    de 100 peas, envolvendo milhares de

    jovens no mundo. atualmente, o projeto

    desenvolvido na inglaterra, Portugal,

    Noruega, itlia e Gergia.

    No Brasil, o projeto resultado de

    parceria entre cultura inglesa so Pau-

    lo, British council Brasil, colgio so

    Lus, clia Helena Teatro-escola, com

    patrocnio da vivo.

  • 20

    :: grmio

    seguido adequadamente.

    aps o perodo de

    inscries, comeou a fase

    mais importante e interessan-

    te na escolha do Grmio:

    o perodo de campanha.

    Nessa hora, o que valeu foi o

    empenho e a criatividade.

    a campanha incluiu divul-

    gao em sala, divulgao

    impressa, o boca a boca

    e um animado debate em

    que os grupos expuseram e

    confrontaram suas propostas,

    tais como a maior participa-

    o do noturno nos eventos

    do colgio e a ampliao

    do nosso horrio de entrada

    e do uso da Biblioteca. alm

    disso, os membros de ambas

    as chapas se dispuseram a

    fornecer apoio ao Grmio,

    independente de qual chapa

    fosse eleita.

    esse perodo foi muito

    interessante porque os alunos

    envolvidos vivenciaram uma

    atmosfera de comprometi-

    mento com o colgio, com

    a sua realidade, com o que

    sonhamos, com os nossos

    ideais e com as conquistas

    que esperamos alcanar pelo

    bem do nosso curso.

    em 2008, o projeto de

    implantao de um Grmio

    no ensino Mdio noturno foi

    elaborado por alunos da 2.

    srie eM. este ano, o projeto

    se tornou realidade graas s

    mudanas no eM noturno e ao

    empenho e interesse de alunos

    e funcionrios em realiz-lo.

    em meados do primeiro

    semestre, o primeiro passo

    rumo escolha de um Gr-

    mio foi dado: as inscries

    foram abertas e ns, alunos,

    comeamos a nos organizar

    em chapas. as duas principais

    chapas inscritas foram a chapa

    conquista e a chapa ideal.

    Concorrncia lealo desafio mais importante

    nessa fase foi formar uma

    chapa cujos integrantes tivessem

    interesse, motivao, disponibi-

    lidade de tempo e responsabi-

    lidade para o cargo, alm de

    representarem de forma justa os

    diferentes alunos de todas as

    sries do curso.

    as chapas possuem nove

    cargos previstos pelo estatuto

    dos Grmios da Provncia

    centro-Leste. este documento

    deve guiar os trabalhos e ser

    Hora de trabalharcomo aluna e participan-

    te desse processo, posso afir-

    mar que foi uma das semanas

    mais intensas e significativas

    que vivenciei no so Lus,

    pela demonstrao de unio,

    esforo e compromisso de

    todos os envolvidos.

    No dia 07 de maio foram

    realizadas as eleies, e a

    chapa ideal foi eleita. a

    posse ocorreu uma semana

    depois, no Pilotis, contan-

    do com a participao da

    equipe de Formao crist,

    diretoria, equipe de apoio e

    alunos.

    Nada disso teria ocorrido

    sem o apoio e incentivo da

    Formao crist do nosso

    curso, por meio da qual apren-

    demos que o Grmio, alm de

    todas suas funes, tambm

    pode acrescentar muito

    formao humana de todos.

    Por Suzana Petropouleas, aluna da 3. srie EM noturno

    coNQuisTaNdoUM IdeaL

    Nosso Grmio est traba-

    lhando h cerca de um ms e

    meio e tem, sem dvida, mui-

    to trabalho ainda pela frente.

    a realizao das eleies j

    foi uma conquista porque o

    mais importante nesse proces-

    so todo foi a criao de um

    espao poltico de represen-

    tao dos alunos do curso

    noturno no colgio, afirmou

    o presidente da chapa eleita,

    Guilherme Frana.

    em longo prazo, o nosso

    maior objetivo que nosso

    Grmio persevere e se reno-

    ve, nos prximos anos, como

    um elemento de apoio e

    representao dos ideais de

    todos os presentes e futuros

    alunos do eM noturno.

  • 21

    alunos novos ::

    esclarecendo as dvidaseste tambm o momento para os

    pais esclarecerem as dvidas sobre o

    funcionamento do colgio, os recursos

    disponveis e a rotina dos alunos. ana

    Maria explica que as questes mais

    frequentes levantadas pelos pais mudam

    conforme a faixa etria. Para os pais

    Mudar de escola ou iniciar

    a vida acadmica sempre um

    momento de conhecimento, iden-

    tificao e adaptao, tanto para

    o estudante e sua famlia, quanto

    para o colgio.

    anualmente, no 2. semestre,

    o colgio so Lus realiza o

    processo de ingresso de novos

    alunos, quando os estudantes e

    suas famlias podem realizar uma

    visitao pelas dependncias do

    colgio, conhecendo melhor sua

    infraestrutura, seus profissionais e

    sua pedagogia. oferecemos um

    tratamento personalizado, pois

    desejamos conhecer a famlia e

    o aluno. o tratamento olho no

    olho que faz a diferena, diz

    ana Maria Paukstys, coordenado-

    ra do processo.

    antigos alunoseste ano, o csL vai oferecer um

    momento especial para a recepo

    de seus antigos alunos que desejam

    rever o colgio e realizar uma visita

    no processo de ingresso.

    as informaes sobre essa novi-

    dade, bem como as datas para ins-

    cries e visitas para todo o pblico

    estaro disponveis no site do colgio

    (www.saoluis.org) a partir do incio

    do ms de agosto. Fique atento!

    escoLa Nova,vida Nova

    de crianas pequenas, o principal foco

    a rotina diria do colgio e quem fica

    com elas durante cada horrio. J para

    os pais dos alunos do ensino Mdio

    as perguntas abordam o vestibular, as

    universidades que os alunos daqui prefe-

    rem e colocao do so Lus no enem,

    comenta ana.

  • 22

    eXPerINCIade coMuNHo e ParTiciPaoPor Edelson Soler, assessor de Formao Crist

  • 23

    formao crist ::

    de 26 de junho a 8 de julho

    aconteceu, em Montes claros MG,

    mais uma experincia de comunho e

    Participao.

    Quinze alunos do ensino Mdio,

    acompanhados por seis educadores,

    participaram dessa tradicional experin-

    cia de insero na vida rural daquela

    cidade. Hospedaram-se por dez dias nas

    casas dos moradores integrantes de algu-

    mas das comunidades rurais de Montes

    claros. alm da insero, os alunos

    receberam materiais para auxili-los na

    observao, reflexo e orao pessoal.

    Particularmente importante foi o

    apoio dos padres jesutas que mantm

    h anos um trabalho junto a essas co-

    munidades. eles auxiliaram a equipe de

    educadores durante toda a experincia.

    interessante chamar a ateno para

    o fato de que as experincias so indivi-

    duais e cada aluno as vivencia de forma

    diversa. acaba sendo uma aventura para

    cada um. alguns se adaptam com faci-

    lidade. outros percebem que precisam

    amadurecer e superar os prprios hbitos

    e uma viso estreita da realidade a fim

    de aproveitar bem a experincia.

    Na avaliao que fizemos no ltimo

    dia, os alunos expressaram a riqueza dos

    momentos que vivenciaram: o contato

    com a realidade do campo, a lida com a

    terra, os hbitos simples e, especialmen-

    te, as caractersticas marcantes do povo

    norte-mineiro, com sua simplicidade, seu

    intenso afeto e religiosidade marcante.

    Nossos alunos, em sua maioria, vol-

    taram com o sentimento de gratido pelo

    aprendizado e pela convivncia com a

    sabedoria popular daquela regio. Parti-

    ciparam de festas, celebraes, encontros

    de lideranas, feiras e encontros com o

    povo do lugar. descobriram a alegria das

    coisas simples e o sabor da vida mais

    natural. alguns aprenderam at a lavar

    roupa e a cozinhar alguns pratos tpicos

    da regio: paoca, biscoitos, pes e

    doces. (alguns alunos e educadores at

    ganharam uns quilinhos!) outros viram

    bezerros recm-nascidos e criaes de

    porcos, buscaram ovos no galinheiro, par-

    ticiparam da feitura de melado, rapadura

    e farinha, passearam por rios, pastos e

    pequenas colinas, cuidaram das inmeras

    hortalias sem nenhum agrotxico que se

    produz na regio, foram s escolas ru-

    rais, brincaram com as crianas, jogaram

    futebol, rezaram, se divertiram e deram

    muitas risadas. como era uma zona rural,

    tambm teve quem pegou carrapato e

    bicho do p. Mas nada grave!

    os alunos destacaram a f e a

    alegria contagiante das pessoas do lugar

    e o fato de terem criado laos profun-

    dos com as famlias como elementos

    marcantes. as despedidas do ltimo dia

    foram particularmente fortes, com as

    famlias e vrios de nossos alunos muito

    emocionados.

    Milhares de fotos foram tiradas.

    algumas foram colocadas no site do

    colgio ou enviadas s famlias dos

    participantes. Trata-se do registro de uma

    das experincias mais interessantes da

    vida estudantil dos alunos do so Lus,

    que, via de regra, ficam marcados para

    toda a sua vida.

  • 24

    A educao jesuta d uma ateno

    particular ao desenvolvimento da imagi-

    nao, da afetividade e da criatividade

    de cada estudante em todas as matrias

    de estudo. Essas dimenses enriquecem

    a aprendizagem e impedem que ela

    se torne meramente intelectual. So

    essenciais para a formao integral da

    pessoa e so um modo de descobrir a

    Deus, que se revela atravs da beleza.

    Por essas mesmas razes, a educao

    da Companhia inclui tambm oportunida-

    des seja atravs do currculo ou atravs

    de atividades extraescolares para que

    todos os alunos cheguem a apreciar a

    literatura, a esttica, a msica e as belas

    artes. (caractersticas da educao da

    companhia de Jesus, 1998, p. 25)

    durante as aulas de educao

    Tecnolgica do Grupo v do integral foi

    proposto o projeto intitulado robtica,

    com a colaborao do ceTae e do prof.

    edson, da e-robotika. visamos desen-

    volver, por meio de trabalhos manuais,

    EDuCAO TecNoLGica

    :: integral

    o esprito de trabalho em equipe, o

    cumprimento de metas e a noo de

    reciclagem no cotidiano dos alunos.

    a ideia surgiu com o intuito de

    mostrar aos alunos que, com simples

    materiais at ento considerados lixo,

    podemos montar brinquedos divertidos

    e interessantes. o projeto consiste na

    confeco de um carrinho eltrico a

    partir de sucatas e de um circuito eltrico

    acionado por um feixe de luz, que no

    caso ser um farolete.

    inicialmente demos total liberdade

    aos alunos para a confeco de seus

    carrinhos. eles encararam a ideia como

    uma brincadeira. ao colocarem a mo

    na massa, perceberam que a brincadeira

    no era to simples assim, pois vrias fo-

    ram as estruturas montadas e desmontadas

    quando os carrinhos no saam do lugar.

    Naturalmente, iniciamos uma srie de

    discusses sobre os erros cometidos, dan-

    do enfoque aos principais pontos que

    deveriam ser mudados e desenvolvendo

    um roteiro para facilitar a confeco dos

    carrinhos. aps o roteiro elaborado, com

    a ajuda dos alunos, o projeto comeou

    a caminhar de forma muito empolgante.

    os alunos puderam perceber como

    foram valiosas as discusses sobre a

    montagem do roteiro, pois finalmente os

    carrinhos comeam a ter suas formas e

    desempenho satisfatrio.

    Por meio do desenvolvimento deste

    projeto, temos observado um timo

    relacionamento de trabalho entre os

    alunos, bem como a organizao e o

    comprometimento de cada um. obser-

    vamos, tambm, que os alunos tiveram

    muita pacincia, pois trabalhar com

    materiais que no foram elaborados

    para tais finalidades torna a atividade

    minuciosa e trabalhosa.

    Para finalizar o projeto, elabora-

    mos uma corrida entre os carrinhos

    dos alunos do integral e os alunos da

    turma de robtica do prof. edson. du-

    rante a corrida, alm de realizar uma

    atividade divertida, podemos discutir

    eventuais questes relacionadas com a

    dinmica dos carrinhos.

    desenvolver esse projeto foi uma

    maneira de proporcionar um espao no

    qual os nossos alunos puderam vivenciar

    situaes de companheirismo, coopera-

    o e muita criatividade.

    Por Cesar Machia Alberto, orientador de estudos do Grupo V do Integral

  • 25

    dICaS Para OSVeStIbULaNdOS

    em primeiro lugar, acredito ser neces-

    srio tranquilizar os alunos quanto s

    mudanas implementadas no enem e

    nos vestibulares. apesar das altera-

    es nos critrios de avaliao e na

    quantidade das questes, o bom aluno

    deve confiar na sua capacidade de

    identificar problemas, avaliar processos

    e pensar alternativas, tarefas inerentes

    ao verdadeiro saber, que extrapola o

    simples acesso e acmulo de informa-

    es. H muito a famosa decoreba

    no atende s exigncias dos grandes

    vestibulares. Portanto, quem realmente

    estuda, buscando identificar e entender

    as complexas relaes entre os proces-

    sos histricos e as suas implicaes nas

    diferentes conjunturas, est plenamente

    capacitado para atender s expectati-

    vas dos novos exames.

    RE ISA

    revisa ::

    Por Regina Clia dos Santos Neto, professora de Histria do Revisa

    HIStrIa

    a pergunta o que vai cair no vestibu-

    lar? uma incgnita at a data dos

    exames, mas possvel apontar algumas

    possibilidades. Normalmente, a Fuvest

    no se prende s chamadas datas

    comemorativas. Porm, levando em

    considerao os recentes acontecimentos

    relacionados a cuba e ao ir, seria uma

    boa ideia o aluno dedicar a sua ateno

    ao estudo da revoluo cubana (1959)

    e da revoluo iraniana (1979).

    os grandes vestibulares geralmente enfatizam os momentos histricos de transi-

    o e de ruptura. Portanto, necessrio um cuidado especial com as passagens

    da idade Mdia para a idade Moderna e desta para a idade contempornea,

    assim como a expanso Martima e as implicaes do sistema colonial nas

    reas dominadas. a revoluo Francesa, a revoluo industrial e a revoluo

    russa so alguns dos temas recorrentes.

    provvel ainda que

    apaream questes

    relacionadas Grande

    depresso de 1929 e

    crise atual, incluindo

    os limites do modelo

    neoliberal e as medidas

    recentemente adotadas.

    as estruturas poltico-econmicas da chamada

    repblica velha e os movimentos sociais de

    contestao desse perodo, as transformaes

    verificadas na era vargas, o modelo de desen-

    volvimento do governo JK, a crise do modelo po-

    pulista e a ditadura militar e a abertura concreti-

    zada no governo do general Figueiredo tambm

    fazem parte do repertrio dos examinadores.

    uma ltima dica: o enem ressalta a temtica tnica como uma matriz de refern-

    cia para o exame. assim, ateno aos processos de contato, dominao, resis-

    tncia e miscigenao, especialmente no continente americano, a partir de uma

    crtica da viso eurocntrica. obviamente, interessante relacionar as questes

    tnicas na composio da populao brasileira, destacando o perodo colonial e

    a vinda dos imigrantes a partir do sculo XiX, momento da chamada poltica de

    embranquecimento, por sua vez, relacionada ao chamado darwinismo social

    (termo criado no sculo XX, mas utilizado nos exames no contexto do sculo XiX).

    este ano muito provvel que apaream questes relacionadas a darwin, pois

    estamos comemorando o seu bicentenrio e os 150 anos da publicao da sua

    obra A Origem das Espcies.

    Por fim, fundamental que o aluno mantenha

    uma postura equilibrada, organizando os

    seus horrios para as atividades de estudo

    e lazer. Quando a presso aumentar, caro

    aluno, lembre-se: respire e revise!

  • 26

    :: fotojornalismo

    SO LuScLiQue

    Fotos feitas pelos alunos ana carolina Marques (6. eF), eduardo Lopes

    (6. eF), isabela Munhoz (7. eF), Luiz antonio (7. eF), Nina de Matos

    Batista (6. eF) e Pedro Melo (5. eF).

  • 27

    rua Haddock Lobo, 400 - cerqueira csarceP 01414-902 / so Paulo - sP

    Tel: (11) 3138-9600www.saoluis.org

    agenda :::: expediente

    agosto as atividades esto sujeitas a alteraes.03 incio do 3. bimestre / volta s aulas

    04 Palestra orientao para pais

    de 04 a 07 inscries para a crisma

    08 encontro de Pais da aPM / intercmbio de Tnis Kirmayr

    09 Missa da Famlia dia dos Pais

    de 10 a 14 semana de investigao cientfica 1. srie eM

    de 12 a 15 Bienal de arte (eTe)

    19 reunio de pais do eM noturno

    28 Prova integrada do eFi

    29 Testo e Prova Multidisciplinar

    de 31/08 a 04/09 estudo do Meio da 2. srie eM

    de 31/08 a 05/09 estudo do Meio da 1. srie eM

    de 31/08 a 03/09 estudo do Meio da 8. srie eFii

    setembro01 Testo do eM noturno / Palestra orientao para pais

    de 01 a 03 estudo do Meio da 6. srie eFii

    07 dia da independncia do Brasil recesso

    de 10 a 12 ii simpsio de ensino Fundamental i

    de 11 a 13 iii siNu

    12 vi Festival de Ginstica olmpica e rtmica / encontro de Lideranas do eM noturno

    de 22 a 29 Provas Bimestrais

    de 24 a 26 encontro de Funcionrios na vila Gonzaga

    26 Prova Bimestral 3. srie eM

    edio/jornalista responsvelMarcia Guerra - decoM departamento de comunicao (MTB 2435)

    diagramaodimas oliveira decoM

    revisoPaula Frana - departamento de Publicaes

    reportagemcsar Machia alberto, orientador do grupo v do integraledelson soler, assessor de Formao crist do eMManoela Meirelles, aluna da 8. srie eFiiMariana antunes, estagiria do decoMMarianna Martins costa, aluna da 3. srie eMNnive Macedo, aluna da 3. srie eMregina clia dos santos Neto, professora de Histria do revisasuzana Petropouleas, aluna da 3. srie eM

    Colaborao diego Petruce Marques - decoMTuna serzedello - decoM

    Fotografiadaniel spalattodimas oliveira - decoMNavi Ncleo udio visual

    alunos: ana carolina Marques (6. eF), eduardo

    Lopes (6. eF), isabela Munhoz (7. eF), Luiz

    antonio (7. eF), Nina de Matos Batista (6. eF) e

    Pedro Melo (5. eF)

    COLGIO SO LUS

    direo GeralPe. Jos Luis Fuentes, sJ

    direoJairo Nogueira cardoso denise Michels ortiz KreinBenedita de Lourdes MassaroLuiz antonio Nunes Palermo

    escreva sua sugesto de pauta, artigo ou crtica e envie para o [email protected]

    13!