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Revista Pilotis 00 - (piloto)

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Revista Pilotis - Piloto - 2005

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    spor aqui A Zonacomo que ? Por trs da fantasiapaulicia Jorge e Raimundocompanheiros e companheiras Ativismo Joveminfantil A Turma da Mnicasaindo do muro A Cola

    nmerozeroRevista Pilotis - ano 1 - n 0 - dezembro de 2004Produo interna dos alunos e educadoresdo Colgio So Lus

    Na dcada de 1960, a cultura e a poltica alteraram profundamente as relaes sociais. Uma gerao que percebeu que eram necessrias mudanas. E agora, o que ns, seus fi lhos, estamos fazendo?

    Revista Pilotis.indd 1Revista Pilotis.indd 1 3/12/2004 10:52:553/12/2004 10:52:55

  • Ouve-se muito sobre mdia e

    a sua in uncia na sociedade.

    Nosso desejo era de, no mni-

    mo, palpar a dimenso dessa

    Trote igual a Zona?Por trs da FantasiaJorge Scottch & Raimundo dos SantosAtivismo JovemNosso MundinhoA Cola

    por aqui

    como que ?

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    companheiros e companheiras

    infantil

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    in uncia, entendendo o processo de criao de uma revista. E, orgulhosamente, tal-

    vez seja o caso de dizer que, no nal desse processo, tnhamos aprendido mais que isso.

    O jornalista deve carregar consigo o respeito ao leitor e o constante contato com a realidade.

    No deve perder o seu senso crtico tampouco o gosto pelo saber cient co. Esse o esp-

    rito que carregamos durante a elaborao desta revista, e pretendemos sempre honr-lo.

    Nosso material fruto da iniciativa dos alunos do

    Colgio So Lus junto ao Grmio Estudantil, para a criao de

    um canal em que possamos nos expressar e transmitir nossos

    valores e ideais, conscientes das implicaes ticas dessa opo.

    A esfera do Colgio muito rica. Procuraremos nunca nos distanciar

    das questes cotidianas, mas de sempre relacion-las a tantas outras vi-

    ses de mundo existentes fora do Colgio. Nosso objetivo atingi-las.

    Queremos inovar, queremos nos mostrar em um mundo

    aptico e sem sal que, s vezes, perde o seu brilho nas atitudes ro-

    botizadas, estatsticas, impessoais. No falamos a uma juventude

    alienada, termo que a mdia incorporou nossa gerao.

    Falamos queles curiosos por saber o que andam sussurran-

    do nos versos e trovas, no breu das tocas; queles certos da

    necessidade de abrir caminho na construo de um mun-

    do mais humano e mais justo para as prximas geraes.

    A matria de capa desta edio foi escolhida por tra-

    duzir justamente essa conscincia, e mostra que, ape-

    sar do julgamento equivocado de muitas pessoas, os

    jovens ainda sonham e se mobilizam por todo o mundo.

    Esperamos no s estabelecer um dilogo consistente

    e produtivo com o leitor, como tambm trocar idias e su-

    gestes, com o intito de prolongar a existncia desta re-

    vista e amadurec-la o quanto for necessrio. Agradecemos,

    desde j, aos leitores desta edio pela con ana em nossa equipe.

    e d i t o r i a l

    ( n e s t a e d i o )

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    o novojovempor Joo Ortiz e Diogo Bardal

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  • O trote uma brincadei-

    ra que tem como objeti-

    vo marcar a entrada do

    aluno na faculdade. Aqui

    no So Lus, como rito de

    passagem, temos a Zona.

    3

    por Alana Rany Vasconcelos

    (por aqui)

    O trote , sem sombra de dvida, um assunto muitoconhecido por todos ns; em especial pelos jovens. O trote uma celebrao. Nada mais do que um rito de passagem importante para muitos, porque representa a transio da fase adolescente para a fase adulta. Porm, dependendo de sua natureza, pode vir a ser questionado. Ser que vale a pena arriscar-se por esse momento nico?Tal questionamento ocorre quan-do h violncia na brincadeira. Pintam-se os rostos, cortam-se os cabelos, fecham-se as ruas, mas muitos jovens adquirem perspectivas erradas sobre o rito, e quando percebem que pode no ser uma boa idia faz-lo, tarde demais, pois nem sempre possvel voltar atrs. Existem ca-sos de mortes, como o de Edison Tsung Chi Hsueh, que faleceu por afogamento na piscina da Asso-ciao Atltica Oswaldo Cruz, no dia 22 de fevereiro de 1999.Por outro lado, seria totalmente injusto no mencio-nar aquele trote que um exemplo de cidadania. O TroteSolidrio valoriza o voluntariado, para que marque o estudante em seus primeiros passos como adultoresponsvel, consciente e profi ssional. Criou-se at um pr-mio: o Prmio Trote da Cidadania, que visa o incentivo desse trabalho, avaliando os benefcios comunidade, a criativi-dade no desenvolvimento de atividades e o planejamento.No So Lus, a Zona mantm as principais caractersti-cas do trote, como a integrao. No entanto, represen-ta o rito da despedida do Colgio. A Zona j passou porvrias modifi caes, aperfeioando-se e garantindo, sempre na medida do possvel, a segurana dos alunos. Apesar de toda a preocupao, alguns acidentes j acon-teceram, provocando a desaprovao de alguns pais. Sabemos que a Zona uma brincadeira e um desejo muito for-te dos alunos, justamente porque conseguem conciliar o clima alegre e acolhedor do Colgio com uma despedida emocio-nante e devidamente festejada pelos alunos do terceiro ano.Portanto, fi ca a critrio de quem vai participar assumir as possveis conseqncias. O importante no deixar passar e aproveitar esse momento to especial de nossas vidas.

    Agradecimento: Larcio Coordenador do 3 E.M.

    foto: Renato Santos

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  • ra uma vez, num reino muito distante... por volta de II a.C., surgiram os primeiros contos de fadas, de origem cltica. Esses contos foram passando

    at ganharem mais fora no sculo XVII. Eram destina-dos populao adulta por muitas vezes terem assuntos imprprios, mas, ao mesmo tempo, tinham um contedo mgico e sobrenatural que foi perdendo

    a popularidade entre os adultos. E assim esses contos foram, aos poucos, ganhan-do o interesse das crianas, contados a elas com uma linguagem diferente da original. Os contos de fadas, alm dedivertirem os pequenos, tm um poder psicanaltico, propondo solues aos con itos interiores dos seres humanos de uma maneira acessvel s crianas. Por volta dos quatro anos, as crian-as comeam a descobrir maissobre o mundo e a questionar algu-mas situaes de sua vida. A guramaterna vista com ternura e cer-

    cada de atributos positivos.Entretanto, algumas vezes a

    criana contrariada em suas vontades exatamente por essa pessoa. Instaura-se, assim, o dilema infantil: comosentir raiva de algum to amado sem ferir-lhe os senti-mentos e perd-la? Nisso, os contos de fadas as auxiliam ao dividir a gura materna em duas partes: a fada, lado positivo, e a bruxa, lado negativo. A bruxa concentra em si a maldade e pode ser odiada e castigada pela criana. A partir dos cinco anos, a criana percebe que fazer algumas coisas sem a presena dos pais pode ser mais grati cante. Podemos dar como exemplo o conto de Joo e Maria, quando seus pais os dei-xam no meio da oresta por falta de opo. Foi s as-sim que os dois conseguiram enfrentar a bruxa, que representa todos os seus medos.

    Outro aspecto, no mbito familiar, sobre como as crianas enxergam seus familiares: a ciso entre o bem e o mal tambm acontece com outros parentes. Em Chapeuzinho Vermelho, a vov muda de uma velhinha simptica e graciosa para um lobo faminto e aterrorizante. H outros ensinamentos importantes, no s da parte familiar, como no caso de Os Trs Porquinhos, que passa para as crianas

    que no devem ser preguiosas, que devem planejar bem suas atividades, e assim podero vencer seus piores ini-migos, como o lobo. Tambm h ensina-mentos na histria de Chapeuzinho Ver-melho, que resolve seguir o conselho do lobo e no o de sua me, e perde tempo colhendo ores pelo caminho, sugerindo a obedincia aos pais. Esse trecho ainda mostra a di culdade das crianas ao se-rem confrontadas com a escolha de viver pelo prazer ou suas responsabilidades.Cada detalhe colocado nos contos de fa-das tem uma nalidade dentro da mente das crianas, tornando muito importante no se modi car essa lgica. Livrinhos adaptados de histrias infantis, no geral, falam que quem vence a mais bela e que ela se casa com o prncipe mais rico.

    Esses livrinhos passam valores invertidos; a pessoa no vence mais por sua habilidade, mas por sua be-leza e riqueza, adverte ngela Leite, pedagoga do Colgio Heitor Garcia. Por isso, os pais devem tomar cuidado com as adaptaes dos contos de fa-das, para que sua mgica no se perca no caminho.

    A Ao dos contos de fadas no inconsciente da criana.por trs da fantasia

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    (como que ?)

    por Jussane Pavan e Roberta Figueira

    a literatura da criana1 a 2 anos: nessa idade, a criana prende-se ao movimento, ao tom de voz e muito pou-co ao contedo. Use fantoches para contar histrias.

    2 a 3 anos: as histrias devem ser contadas com ritmo e entonao. Prefi ra os livros que possuem muitos animais e seres das fl ores-tas.

    3 a 4 anos: histrias relacionadas ao coti-diano da criana. Os melhores livros soOs Trs Porquinhos e O Patinho Feio.

    4 a 6 anos: histrias tambm do cotidiano; livros com muitas gravuras. Os melhores livro so Chapeuzinho Vermelho, Pedro e o lobo e Joo e Maria,

    6 a 7 anos: os melhores livros so, A Branca de Neve e os sete anes, A Bela Adormeci-da, Joo e o p de Feijo, O Gato de Botas e Pinquio.

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  • Raimundo dos Santos, 35 anosMaranho, nordeste do Brasil

    Opinio, ocupao, histria: Saiu jovem do Maranho em bus-ca de uma vida melhor, sozinho, com a cara e a coragem. Concluiu o primeiro grau e largou a escola, gosta do que faz: zelador de um prdio. Se sente representado pela gura de Enas, e ser nele que pretende votar. Meu nome Raimun-do!. Tem no parque Trianon e na avenida Paulista dois gran-des cones da capital bandeirante.

    Jorge Scottch, 40 anosde famlia alem e portuguesa, nasceu em So Paulo

    Opinio, ocupao, histria: J estudou fora do pas, em col-gio alemo, onde o que se destaca, segunda sua opinio, a rigidez. Alm do portugus, fala ingls e alemo uentemen-te. psiclogo e trabalha no Hospital So Paulo. Acredita que a Paulista caminha cada vez mais para uma Nova Iorque, ape-sar do povo ser muito diferente: Aqui somos muito mais ca-lorosos, temos muitos feriados. Atualmente est solteiro, no tem lhos e est se dedicando, inteiramente, ao seu trabalho. Gosta de ir ao parque Trianon pois uma forma de relaxar e pensar na vida.

    Avenida Paulista,

    Nessa salada de vidas encontramos parte do que d tempero s frias toneladas de concreto, asdiferenas, caricaturadas em duas pessoas.

    dando vida a uma grande metrpole.

    diversidade de pessoas e histrias que se cruzam,

    mais especifi camente no Parque Trianon,

    prdios,correria,barulho,

    caras amarradas epassos apressados,

    por Manuela Hisae e Rodrigo Dornelles

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    Revista Pilotis.indd 5Revista Pilotis.indd 5 3/12/2004 10:53:243/12/2004 10:53:24

  • a dcada de 1960, a cultura e a pol-tica alteraram profundamente as re-

    laes sociais. Uma gerao que percebeu que eram necessrias mudanas. E agora, o que ns, os seus fi lhos, estamos fazendo?1968 Um nmero forte. Para quem vi-veu, viu, leu no Brasil ou fora dele. Foi um ano decisivo, explosivo e, mesmo passado 36 anos, no h como esquecer. A juventu-de tomava para si as rdeas da sociedade, buscava alternativas, um estouro mundial. Mas, em 14 de dezembro, entrava em vigor, no Brasil, o Ato Institucional nmero 5 (AI-5) que, entre outras coisas, suspendia os direitos polticos, proibia atividades ou manifestaes de natureza poltica.O AI-5 foi uma mordaa na boca dos estudantes, nas produes culturais e nos jornais. A censura era cruel, toda a efervescncia cultural que vinha dos anos 60, a chamada contracultura, foi freada bruscamente e s retomada, em pequena parte, nos anos 80, quando o regime comeava sua abertura. Mas mesmo a censura foi incapaz de impe-dir o PC (Partido Comunista) e suas dissidncias mantiveram-se ativas, mesmo ilegalmente. Apesar das tor-turas, assassinatos e exlios de seus membros, a resistncia permanecia.

    CMI: Centro de Mdia Independente, uma rede de produtores e produtoras independentes de m-dia que busca oferecer ao pblico informaes al-ternativas e crticas de qualidade, que contribuam para a construo de uma sociedade livre, igualit-ria e que respeite o meio ambiente. A publicao livre e tem uma rea destinada ao calendrio dos chamados dias de ao global e local. H canais coletivos espalhados pelo Brasil, inclusive em SP. http://www.midiaindependente.org

    Attac: Ao pela Tributao das Transaes Fi-nanceiras em Apoio aos Cidados o movimento busca no s alternativas ao capitalismo globaliza-

    do, mas tambm expressar, na sua sonoridade, a retomada da combatividade das lutas sociais. Tem ncleos no Brasil. http://www.attacpoa.org

    AGP: Ao Global dos Povos organiza os dias de ao global por diversos pases do mundo, in-clusive no Brasil.

    Organizao Ofi cial dos Confeiteiros Sem Fronteiras: organizao que atira tortas como forma de protesto, com alvos que vo de polticos a empresrios. Tem membros espalhados pelo Bra-sil e aqui j efetuaram muitos ataques, inclusive ao presidente do PT, Jos Genuno.

    Um secundarista carioca, Edson Lus, foi morto em uma operao policial de repres-so a um protesto diante do restaurante uni-versitrio Calabouo. O cortejo fnebre foi acompanhado por 50 mil pessoas. Dois meses depois, 100 mil jovens foram s ruas do Rio de Janeiro para protestar contra a ditadura. Em um congresso clandestino da UNE, 920 estudan-tes foram presos, e, naquele ano, 12 morreram.As relaes humanas, a poltica, o consu-mo, a moda, tudo foi questionado, tudo foi provocado, uma fervura incrvel. Anos de luta, re-sistncia, quando se trocava a vida por uma idia, de uma gerao pronta para mudar o mundo de hoje. E o que restou disso tudo? Por que essa sen-sao de abandono poltico das juventudes atuais?Os tempos mudaram, a China trocou a revoluo cultu-ral pela abertura do mercado, o muro de Berlim caiu, a URSS (Unio Sovitica) virou Rssia e no mais socia-lista, vivemos em um pas democrtico, em um mundo democrtico, a mdia deixou de ser dominada e passou a dominar. Outra gerao, outro mundo e outro ativismo. Houve um esvaziamento do movimento estudan-til, uma descentralizao na luta poltica. No h mais um sistema ou um governo a ser destrudo, a mili-tncia partidria perdeu a fora entre a juventude, a guerrilha tornou-se ultrapassada. Existem jovens alie-nados, como sempre existiram, mas ainda existem aqueles idealistas, sonhos de um mundo melhor, constru-dos e destrudos diariamente. A luta apenas mudou de plano.

    A luta partidria e polarizada deu lugar a uma maior unio entre as diversas ideologias, di-versos istas e ismos juntam-se nas atu-ais organizaes. A guerrilha uma ttica antiquada, apenas justifi cvel por governos ainda mais antiquados, que foi substituda pela luta miditica. cada vez maior a tendncia das novas geraes politizadas de serem voltadas para o lado social. De acordo com Walter de Tarso de Campos, pesquisador FIPE, e Antonio Bara Breso-lin, graduando em Economia FEA/USP, entre 1997 e 1999 o nmero de volunt-rios no Brasil teve um aumento de 73,3%. As estatsticas no so to altas se com-paradas s dos pases europeus, e no h como garantir que o crescimento con-tinuar. Por outro lado, elas indicam que h uma busca para solucionar os problemas imediatos da sociedade, uma idia de que no h como deixar a misria crescer, espe-rando a destruio do siste-ma. necessrio fazer algo.O dia 1 de janeiro de 1994, o mesmo do comeo do le-vante Zapatista e do incio do NAFTA, considerado o marco inicial do movi-mento antiglobalizao, que

    6

    (companheiros e companheiras)

    Principais organizaes do movimento Antiglobalizao

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    Revista Pilotis.indd 6Revista Pilotis.indd 6 3/12/2004 10:53:283/12/2004 10:53:28

  • tende a unir diversas lutas nos mais variados contextos. Muitas pessoas esto insatisfeitas com o atual sistema e com as medidas neoliberais, e comearam a organi-zar-se para mostrar isso ao mundo. Seattle, Quebec,

    So Paulo, Porto Alegre, todos j foram palco de pro-testos contra polticas neoliberais. No Brasil, o protesto

    anti-ALCA, no dia 20 de abril de 2001, levou 5 mil pessoas s ruas. Umas das grandes diferenas do movimento antiglobalizao

    para aqueles que o antecederam, o uso da internet. Com ela, tornou-se possvel organizar os chamados dias de ao global,

    nos quais so feitos protestos por todo o mundo, por um nico motivo e durante um nico dia. Tambm na internet surge o Ha-cktivismo, onde grupos hackers se organizam e fazem ataques

    contra sites no pela diverso mas por questes pol-tico-sociais. Os alvos vo desde as empresas e as pessoas at governos e blocos econmicos.O movimento antiglobalizao busca no s o apoio social aos pases mais pobres como tambm a unio dos diversos movimentos pelo mundo (usando como palco princi-palmente o Frum Social Mundial). Busca

    tambm ser ouvido: so as aes miditi-cas que buscam atrair a ateno da popu-

    lao para os danos das polticas neoliberais e veicular notcias que muitas vezes so

    ignoradas pelos meios de comu-nicao. Seja pichando sites, divulgando notcias em protes-tos, shows, livros ou palestras.O movimento antiglobalizao, como todos os movimentos polticos que o antecederam, tem apoio e razes no meio cul-tural. Na gerao de 68 havia a Tropiclia, a poesia concreta, o Cinema Novo, a contracultu-ra, uma exploso mundial que gritou hinos como faa amor, no faa a guerra ou proi-bido proibir. Figuras como Chico Buarque, Caetano Velo-so, Geraldo Vandr, Glauber Rocha, Joo Antnio, Ant-nio Callado, Jos Agrippino

    de Paula e tanto outros. Era uma agitao muito grande. Hoje em dia no diferente. No cinema, Michael Moore e o chamado novo cinema politizado, feito por muitos da antiga gerao de 68 para as novas geraes. Na literatura, escritores como John Holloway (Como Mudar o Mundo Sem Tomar o Poder), e na msica bandas como O Rappa, que demonstra uma postura poltico-social da gerao, Manu Chao, membro da Attac (vide box) e fi gura certa em todos os FSM (Frum Social Mundial) e o Rage Against the Machine, banda que sempre se ops ao neoliberalismo, dan-do fora ao movimento anti-globalizao internacionalmente. A efervescncia no a mesma de 68, e sempre difcil analisar as geraes, passadas ou presentes, pois no h uma juventude, e sim juventudes. Mas algo est comeando, e isso um fato. Algo no independente de 68, uma continuao de fi lhos, alunos ou estudantes da juventude de 68. Zuenir Ventura afi rma que a garotada est indo buscar em 1968 um pouco de 1998.

    No h como negar que o comeo de algo grande, e a maior prova disso a organizao do Frum Social Mundial, reunindo ativistas de todo o mundo. No h como desprezar a organizao mundial que conseguiu at impedir que reunies das mais importantes do mundo acontecessem. No h como ignorar o aumento da conscincia social. So outras pessoas, outro momento, outros inimigos e outra gerao, mas a idia de transformar o mundo em um lugar mais humano, onde todos tenham dignidade para viver sempre a mesma.

    7

    1966 25 de julho, Recife Brasil.Comea o terrorismo de esquerda no Brasil.

    1968 10 de maio, Paris Frana. Estudantes saem s ruas na noite das Barricadas.

    1968 26 de junho. A passeata dos 100 mil.

    1968 28 de maro, Rio de Janeiro Brasil. Um secundarista carioca, chamado Edson Lus, foi mor-to em uma operao policial de represso a um protesto diante do restaurante universitrio Calabouo.

    1983 27 de novembro, So Paulo Brasil. Comcio de 10 mil pessoas d incio campanha das diretas.

    1984 25 de janeiro, So Paulo Brasil.No aniversrio da cidade, 300 mil pessoas vo a S embusca das Diretas J.

    1984 16 de abril, So Paulo Brasil.1,5 milho de pessoas vo ao Vale do Anhangaba pelasDiretas no maior evento poltico da histria.

    1994 1 de janeiro, Chiapas Mxico.Comea o levante zapatista (nascimento do movimento Antiglobalizao).

    1997 Nascimento do hacktivismo: o grupo cDc (Cult of Dead Cow) anuncia que comearia a trabalhar contra a opresso na China.

    2001 20 de abril, So Paulo Brasil.Protesto contra a ALCA, com cerca de 5 mil pessoas na av. Pau-lista, acaba em confuso e prises. inaugurado o A20 (deno-minao dada pelos manifestantes) da luta contra o Capitalismo e a ALCA (rea de livre comrcio entre as Amricas).

    2001 25 de janeiro, Porto Alegre Brasil.Inaugurao do I Frum Social Mundial, 2 mil inscries no Acampamento da Juventude.

    2002 31 de janeiro, Porto Alegre Brasil. II Frum Social.

    2003 19 de janeiro, Porto Alegre Brasil.Inaugurao do III Frum Social Mundial, 35 mil ouvintes cadas-trados pelo comit gacho. 25 mil inscries no Acampamento da Juventude.

    2004 16 de janeiro, Mumbai ndia.Inaugurao do IV Frum Social Mundial, 2.723 inscries no Acampamento Intercontinental da Juventude.

    por Ricardo Mito, Jos Francisco Cabral e Daniel Frare

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  • Turma da Mnica nasceu em 1959, criada por Maurcio de Sousa, sendo os seus primeiros personagens Bidu e Franjinha.Em 1960, Maurcio de Sousa criou uns de seus mais famosos personagens, Cebolinha e Casco - inspirados nos amigos do seu irmo. Dessa forma, a Turma j contava com quatro perso-nagens que iriam fazer muito sucesso.

    8

    (infantil)

    A Turma da Mnica

    entrevista | professor

    Professora Elosa Rodriguez Centeno Fontalva(Infantil 3 - Turma 3)

    Como vocs tiveram essa iniciativa?

    R: Pelo interesse das crianas, pois gostam de ler hist-ria em quadrinhos.

    Quando comeou o trabalho? Como?

    R: No incio do 3 bimestre (agosto). A partir da leitura e de vdeos da Turma da Mnica (Maurcio de Sousa).

    Ainda no incio da dcada de 1960, Maurcio criou os per-sonagens de Chico Bento e Piteco, baseando-se nas histrias contadas por sua av Dona Benedita. Foi somente no ano de 1963, que Maurcio de Sousa criou as primeiras personagens femininas para entrar em suas histrias: Mnica, Magali e Maria Cebolinha, que foram baseadas nas lhas do escritor. Sem dvida, no demorou muito para que a personagem da garotinha Mnica se tornasse a gura central de muitas de suas histrias. Diante do sucesso de seus quadrinhos publi-cados no jornal Folha da Manh, o escritor no deu conta de tanto trabalho e necessitou montar uma equipe para auxi-li-lo na produo das histrias da Turma da Mnica. Dessa forma, em 1970, chegou s bancas a revista Nmero 1 da Mnica e aos poucos os vrios personagens ganharam suas prprias revistas.A aceitao por parte dos leitores brasileiros de vrias idades foi to grande que a turminha foi igualmente bem recebida em outros pases. Como se no bastasse, dos quadrinhos os personagens seguiram para o cinema, o teatro e ganharam at um parque.O Infantil 3, do Colgio So Lus, fez um trabalho sobre o Mauricio de Sousa; zemos algumas perguntas para uma professora e 4 alunos!!!

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    entrevistados:Luis Felipe Rivitt de Paulo Machado (6 anos) 2 TurmaAna Luisa Eui Braso Farinha (6 anos) 2 turmaJulia Borges Camargo (6 anos) 3 TurmaLucas Midicier (6 anos) 3 Turma

    Voc acha a Turma da Mnica legal? Por qu?

    R: Sim, porque eles so amigos e a turma grande.R: Sim. divertida, e acho as histrias legais.R: Acho, porque tem personagens legais.R: Acho, porque eles fazem brincadeiras divertidas.

    Qual o seu personagem favorito da Turma da Mnica? Por qu?

    R: Cebolinha, porque eu o acho legal, porque ele fala errado.R: Casco, porque ele sujo.

    Quem voc gostaria de ser da Turma da Mni-ca? Por qu?

    R: O Sanso. Porque ele o coelhinho da Mnica; porque ele azul.

    Como seria o seu personagem?

    R: Ia ser legal, ia ser um heri que nem o Batmam, cabelos pretos.R: Cabelo preto, usaria saia vermelha e se chamaria Sofi a.R: Teria vestido azul, cabelos cumpridos loiros, menina, e se chamaria Mariana.R: Sapatos bege, mais ou menos igual ao Casco.

    Querido povo brasileiro: eu acabarei com a vio-lncia, seqestros e assaltos, e construirei moradias para os pobres, doarei alimentos e diminuirei a po-luio. - Dbora

    S quero agradecer a todos que me ajudaram e agradecer todo o carinho e amor que meu pai e minha me me deram. Amo vocs! - Matheus

    Ser brasileiro ter orgulho de sua cultura. - Flvia

    Brasil precisa de mais vida.Brasil precisa de mais verde.Brasil precisa de mais ar.Brasil precisa de um lar. - Julia

    Eu no sou brasileiro, no comeo, quando che-guei achei que seria ruim, mas no foi, me sinto orgulhoso deles. - Jaime Garcia

    Brasileiros so os melhores, os melhores no fute-bol, os que tm mais gua e gostam de muito sol. - Paulo

    Higiene entrei, poluio t fora. - Caio

    Querido brasileiro: Sempre acredite em si mesmo. Isso faz com que voc, brasileiro de corao, sinta mais orgulho do seu, do nosso Brasil. O melhor do Brasil o brasileiro. - Marina

    Ol povo brasileiro, estou feliz em falar com vo-cs, mas no estou feliz sobre o Espeto de Bambu, pois, s vezes, na frente da minha casa vocs tocam samba at de madrugada e a eu no consigo dor-mir . Pensem bem nisso. - Suas amigas Isabel, Nicole e Amy

    por dentro do nosso mundinho (infantil)

    entrevista | alunos

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  • stamos falando aqui da cola mesmo (voc sabe qual). Aquele mecanismo usado pelos alunos para consultar os conhecimentos que ele no tem, naquele momento.

    So variados e criativos (para alm do nosso conhecimento): vo desde as anotaes nas mos, braos e pernas, at as engenhocas digitais, passando por cdigos e sinais, previamente combinados,

    e s inteligveis entre os envolvidos. Um aluno respon-deria: no cola, mas uma consulta ao banco de dados. Ser mesmo? Por que colar? Como entender e expli-car o fenmeno da cola? Atrevemo-nos a pensar emalguns aspectos, dignos de re exo, no nosso entender.Um primeiro diz respeito ao sistema de avaliao pra-ticado nas escolas. A avaliao coloca o aluno em situao de presso e cobrana ao querer que ele devol-va, em uma prova, todo o conhecimento ensinado durante um determinado perodo. O aluno sabe que, naquele mo-mento, se decide a sua aprovao, o sucesso ou o fracasso escolar. Diante da possibilidade do fracasso e com medo dele, busca-se a cola como garantia, aparente, de sucesso.Outro aspecto diz respeito atitude diante do conhe-cimento. O trabalho principal do aluno estudar e aprender. Para isso, ele tem uma boa escola, bons pro-fessores que educam nos valores e nos contedos; bons recursos didticos ao alcance e um investimento total dos pais, inclusive nanceiro, para que ele consiga dar conta da sua tarefa. Dessa forma, tudo est disposto para que aprenda e bem. Assim sendo, no h como explicar o no-aprendizado (salvo em situaes de sade ou ausncia de pr-requisitos cognitivos) a no ser por-que ele no assumiu o compromisso e a responsabilidade e no se dedi-cou aos estudos. Dito claramente: trata-se de uma irresponsabilidadediante do conhecimento. T na cara!Consideremos, ainda, um outro fator: insegurana. Talvez ele tenha estudado, se dedicado e cumprido os seus compro-missos. possvel mesmo que esteja preparado para fa-zer a prova. Entretanto, a fal-ta de con ana em si mesmo, uma baixa auto-estima e um certo nervosismo (provocado, s vezes, por um momento em que se est vivendo) po-10

    (saindo do muro)

    dem lev-lo a querer garantir, em uma cola, aquilo que ele j sabia. Entretanto, sabemos que esse no o me-lhor caminho, sem falar no risco que ele est correndo.A cola denota um certo descaso com o conheci-mento. Sabemos que a cola um conhecimentofugaz. Ele s existe no momento em que o usamos. De-pois disso, evapora-se e cai no esquecimento. No lem-bramos mais o que tnhamos aprendido. Dessa forma, o aluno perde a oportunidade de realmente adquirir o verdadeiro conhecimento, que aquele que passa pela compreenso profunda do seu signi cado e o leva a re-lacion-lo com a vida e a felicidade. O conhecimentoverdadeiro nos faz pensar na nossa vida e na vida dos outros, e nos motiva a participar da construo de ummundo mais humano, fraterno e justo. O resto pseudo-saber.Finalmente, podemos ver a cola como uma contraveno. Vejamos: se na avaliao, as regras so claras e o aluno sabe que, durante a sua realizao, no pode usar nenhumafonte de informao ou consulta (exceto provas com consulta), no pode olhar para o lado nem tampouco con-versar com alguns, fazer qualquer um desses gestos ir contra o que foi acordado e sabido. O aluno est, nesse

    momento, indo contra as normas, as regras.Puxa vida! Colar tudo isso? Pode no ser, se voc no quiser pensar seriamente em valores, opes e moral. Entretanto, se essas coisas lhe parecem fazer algum sentido, o melhor mesmo dedicar-se quilo que sua tarefa principal: estudar, compreender e se preparar tica, in-telectual e humanamente bem, pois,

    a nal, h um futuro a se cumprir e uma multido de gente precisando de voc.

    L a e z B a r b o s a F o n s e c a

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    Prof. Paulo Vicente MoregolaDECOM - Departamento de Comunicao

    Diogo BardalConsultor: Tuna Serzedello

    Fernanda LeiteConsultor: Bruno Tarmann Barretto

    Joo OrtizConsultor: William Jacques Ribeiro

    Alana Rany VasconcelosRenata PreturlanJussane PavanConsultora: Martha PucciTh aiane MoregolaCaio FerrazRenato SantosConsultor: Rodrigo (Digo - Pastoral)

    Alana Rany Vasconcelos, Daniel Frare,Jos Francisco Cabral, Jussane Pavan, Manuela Hisae, Renata Preturlan, Ricardo Mito, Roberta Figueira e Rodrigo Dornelles

    Bruno Tarmann BarrettoLaura Lotufo

    Bruno Tarmann Barretto

    Caio Ferraz, Daniel Frare, Flvia Ferlin Antunes, Nathalia Rossi Migliano e Stefano Matteo

    Carolina Costa (Revista Educao)

    Vera Lcia Quintanilha

    Gabriele Lender, Gabriela Safon e Helisa Ha

    coordenao geral

    diretor de redao

    projeto grfi co

    editores

    editor chefe

    por aquicomo que ?

    infantil

    pauliciacompanheiros e companheiras

    reprteres

    ilustrao

    diagramao

    fotografi a

    assessoria tcnica

    reviso

    colaboradores

    w w w . s a o l u i s . o r g / r e v i s t a p i l o t i s

    Uma publicao do Colgio So LusProduo interna dos alunos e educadoresdo Colgio So Lus

    Rua Haddock Lobo, 400 - Cerqueira CsarCEP 01414-902 / So Paulo - SPTel: (11) 3138-9600www.saoluis.org

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