Revista Headphone #1

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Revista independente de música,Primeira edição.

Text of Revista Headphone #1

  • www.revistaheadphone.comrevistaheadpohne@gmail.com

    Redao

    Nal BaptistaCatharine Piai

    Mateus Palaro Marques

    Reviso

    Gabrielle Bauman

    Direo de Arte

    Beatriz Mioto

    Entrevistas

    Giovanny Camargo GerlachNal Baptista

    Divulgao

    Maria Beatriz MoreiraThamris Nbrega Andruccioli

    Revista Headphonewww.revistaheadphone.comrevistaheadphone@gmail.comEsta uma produo independentesem fins lucrativos. Permitida a reproduo com indentificao da fonte.

  • www.revistaheadphone.com

    @_headphone

  • 1,2,3, som... testando....

    Ol meus caros. Estou achando realmente muito difcil abrir a 1 edio da revista Headphone (a primeira de muitas, esperamos). Ento como no sei muito o que falar, vou falar sobre aquilo que move essa revista e nos move ao faz-la: msica!

    Quando perguntamos o que msica para apaixonados por ela como ns, sempre vem aquela resposta: tudo!

    Mas o que tudo? At tudo superficial demais para caracterizar algo.

    Assim, de imediato difcil falar, mas vamos refletindo. Esse tudo tem o poder de nos transformar e transformar o que est a nossa volta; nos envolve, nos funde em uma s sensao, em um mesmo sentimento, sem restries, sem raas, sem classes, sem nada; um tudo que nos deixa atnitos pedindo bis; que nos faz lembrar de algo ou algum quando ouvimos certa msica e que traz um sorriso ao rosto ou uma lgrima aos olhos; um tudo que s quem ficou em uma fila por horas e depois sentiu a emoo de estar no show daquela banda preferida, pode entender; que em uma frase move mundos e que diz tudo quando as palavras no querem sair.

    Ser que nessas poucas linhas conseguimos destrinchar esse tudo que nos vem boca como resposta?

    Impossvel. Como toda forma de arte a msica tem que ser sentida e vivenciada para ser entendida e, mesmo assim, no d para colocar isso no papel. Ela tem um valor diferente para cada pessoa e em cada contexto.

    J que fiz uma pergunta que no tem uma resposta certa e nem nica, vou criar vergonha na cara e falar sobre aquilo que sei: a revista em si.

    A Headphone nasceu com a intuito de falar sobre msica e acima disso ajudar a di-vulgar o trabalho de bandas independentes, claro que no falamos apenas sobre elas, mas aqui elas so as personagens principais e esperamos poder aumentar nas edies seguintes a participao e a parceria dessas bandas com a Headphone.

    No somos profissionais, mas podemos afirmar que demos o nosso melhor para que a revista ficasse pronta e chegasse tela do seu computador.

    Esperamos que goste, boa leitura e at a prxima!

    Nal B. Souza

  • DOSSI CASUARINACavalcanti, um grito, como afirmou o vocalista. Um grito de quem faz samba, vive dele e para ele, um grito que ecoa por todo o CD dizendo: O samba que hoje canto/ ntimo e tem razo de ser/ As palavras no so sem querer. Mas no s de samba vive o malandro, o disco tambm abre espao para canes que falam sobre amores, malsucedidos, mas ainda sim amores (afinal, quem quer ver final feliz que v assistir novela, no ?). Na faixa , Joo de Joo Cav-alcanti, temos o poeta que se rende ao samba e suplica para que ele consiga refle-tir na msica o que a alma e o corao querem dizer.Ao ouvir Certido encon-tramos o mesmo cuidado com os arranjos presente no primeiro CD do grupo, que consegue fazer um tra-balho praticamente autoral, de qualidade. Em Certido, encontramos o poeta, o bomio, o sambista, o malandro, todos eles cantando a uma s voz: Hoje a poesia meu refgio.

    No ltimo CD (tambm em DVD e Blu-Ray) do grupo, MTV Apresenta: Casuarina (Sony Music), gravado ao vivo em 2009 na Fundio Progresso, registrado o que o grupo vinha fazendo h 3 anos no mesmo local: uma roda de samba com convidados ilustres. O grupo recebeu no palco da Fundio o cantor Moska (cantando Ca-belos Brancos), Roberto Silva

    (com Jornal da Morte, msica que foi censurada no Rio na dcada de 50), Frejat (cantando J Fui Uma Brasa, de Adoniran Barbosa), Wilson Moreira (com Senhora Liberdade) e o grupo Moinho, composto por Emanu-elle Arajo, Toni Costa e Lan Lan (cantando o sucesso de Dori-val Caymmi, Rosa Morena).Dos 23 sambas que compem a gravao, trs so autorais

    (Vaso Ruim, Certido e Arco-ris). Ao juntar grandes sambas j consagrados por mi-tos da nossa msica com sam-bas autorais, fica difcil compor uma unidade, um ponto co-mum a todas as msicas. E foi isso que o grupo conseguiu nesse trabalho, suas msicas no deixaram a desejar em meio a sambas que j tinham uma histria, um espao, o

    que s comprova a qualidade do grupo e de suas msicas.Lugar comum nos trs trabal-hos do Casuarina a sensao que voc tem de estar no meio de uma roda de sam-ba, regada a cerveja e boa msica. O repertrio garim-pado e pretende trazer para a cena musical grandes sambas, mas que acabaram sendo es-quecidos. Os arranjos, embora

    bem trabalhados, so sim-ples e no trazem o peso industrial e a artificiali-dade que os estdios mui-tas vezes acabam acres-centando a um trabalho (infelizmente ou felizmente para alguns que se apoiam nessa artificialidade). Joo Cavalcanti ex-plica: O incio diz muito a respeito do que a gente hoje, uma banda for-jada na noite, tocando. Em nenhum momento a gente teve uma grande estrutura de gravado-ra investindo dinheiro. uma banda de show que conquistou seu es-

    pao, a gente fez o caminho que achou o mais legtimo.

    Ouvindo o grupo sentimos uma nostalgia enorme at da-quilo que no vivemos. Toda boa msica tem esse poder de transportar-nos para um de-terminado lugar, em um de-terminado contexto, fazendo parte de uma histria e ex-perimentando sentimentos guardados que nunca deixa-

  • mos aflorar ou que nunca nem pensamos pod-los sentir.No sei se consegui convenc-lo, meu caro leitor, mas espero que meu poder de persuaso seja bom o suficiente para isso.

    Termino ento, contan-do-lhe do que tenho saudade quando ouo uma msica do Casuarina (ou alguma inter-pretada por eles). Tenho sau-dade de um dia ter estado na Lapa, em uma roda de samba, com bons amigos, boa cerveja e boa comida. Tenho saudade da poca em que o samba tinha um espao grande na msica brasileira, da poca em que ele tocava nas rdios e vivia no corao do povo. Tenho uma saudade imensa da bomia e de pedir a al-gum: Me d um violo, um D/ Uma calada para eu ficar parado/ Ouvindo o som do vio-lo e um D/ [...] Me d aquela velha maravilha de cidade/Mas no me d muita saudade.

    www.casuarina.com.br

    Premiado como o mel-hor albm de MPB no Pr-mio da Msica Brasileira e fruto de 3 anos de pes-quisa e criao, Quando o Canto Reza traz a suavidade e talento de Ro-berta S com o equilibrio e malemolncia do trio Ma-deira Brasil. Juntos eles interpretam 13 canes do compositor baino Roque Ferreira, que tem mais de

    400 msicas gravadas por grandes nomes do samba. O lbum coberto por uma ura afro, equilibra mara-vilhosamente ritmos genu-inamente brasileiros, desde o afox e samba de roda, com um delicioso tom de novidade desproposital e despretenciosa que se de-senrola a cada faixa. Mais que recomendado!!

    Quando o Canto RezaRoberta S & Trio Madeira BrasilUniversal Music

    Por Nalu Baptista

  • Speed of Darkness, o novo l-bum da famosa banda de celtic punk Flogging Molly, foi lan-ado dia 31 de maio pela nova gravadora da banda Borstal Beat Records. Este ser o quin-to lbum de estdio da banda, e talvez, o mais importante. De acordo com o vocalista Dave King, No foi o lbum que nos juntamos para compor. Foi o lbum que ns tn-hamos que compor.

    Speed of Darkness foi escri-to em Detroit, EUA e tem uma viso realstica sobre o colapso econmico ocorrido nos EUA: as causas e o efeito direto que ele tem tido sobre as pessoas todos os dias. A cidade serve

    de exemplo para o lbum como um dos maiores exemplos do que deu errado. Enquanto Speed of Darkness ataca mui-to a ganncia e a ignorn-cia responsveis por onde es-tamos agora, o lbum tambm deixa uma mensagem de espe-rana, humanidade e resistn-cia. Ele nos lembra de como crescemos mais fortes quando demos de cara com as adversi-dades e como nos vinculamos e nos tornamos mais envolvidos. O trabalho possui a mistura caracterstica de rock, folk, punk, blues e msica tradi-cional irlandesa com a poesia popular de Dave King. A faixa-ttulo explode com um anda- Por Mateus Palaro

    popular de Dave King. A faixa-ttulo explode com um anda-mento intenso de pura adren-alina e paixo. O mesmo pode ser dito de The Powers Out, Oliver Boy e Dont Shut Em Down, enquanto So Sail On e The Cradle of Humankind atinge direto o corao com suas melo-dias maravilhosas e mensa-gens speras. As origens da banda aparecem mais fortes em The Heart of the Sea, Present State of Grace e A Prayer For Me In Si-lence, um dueto com a flau-tista e violinista Bridget Re-gan, que nativa de Detroit e esposa de Dave King. Speed of Darkness foi produzido por Ryan Hewitt (Red Hot Chili Peppers, The Avett Brothers).

    Desde o comeo, como uma banda suja de pub em Los Angeles, no final dos anos 90, King, Regan, o guitarrista Dennis Casey, o baixista Na-then Maxwell, o acordeonista Matthew Hensley, o banjosta/bandolinista Robert Schmidt e o baterista George Schwindt vestiram seus colares azuis de carter com orgulho e voz alta, especialmente durante suas incrveis performanc-es ao vivo. E agora, como o pas e o resto do mundo se levantam para se recuperar e se reconstruir, esse esprito de carter nunca foi to apa-rente e to importante como em Speed of Darkness.

  • Chocolate! Chocolate! Eu s quero chocolate. Ops, acho que meu senso temporal est atrasado. Ento, uma frase atemporal para essa introduo: a semana inteira fiquei espe-rando pra ter ver sorrindo, pra te ver cantando. Sim, trata-se do eterno Tim Maia. No se precisa ser do tempo em que ele fez sucesso para conhecer suas letras incrveis e melodias sublimes, basta tocar numa festa que quando pe