Prof. Ana Cristina Souza dos Santos REFLETINDO SOBRE PRINCPIOS FILOS“FICOS

  • View
    105

  • Download
    2

Embed Size (px)

Text of Prof. Ana Cristina Souza dos Santos REFLETINDO SOBRE PRINCPIOS FILOS“FICOS

  • Slide 1
  • Prof. Ana Cristina Souza dos Santos REFLETINDO SOBRE PRINCPIOS FILOSFICOS
  • Slide 2
  • O Globo - RJ 26/05/2008 - 09:13 'Seria ruim para o mundo comer como os americanos' Especialista defende mudana de hbitos alimentares Claudia dos Santos Especialista em alimentos e professor das universidades de Berkeley (EUA) e KwaZulu-Natal (frica do Sul), o ingls Raj Patel j trabalhou no Banco Mundial e na Organizao Mundial do Comrcio (OMC) e hoje critica ambos. Ele lanou, no fim de 2007, o livro Stuffed and starved (Entupidos e esfaimados, sem previso de lanamento no Brasil), no qual analisa o paradoxo de 800 milhes de pessoas passarem fome e um bilho sofrer com a obesidade. Em entrevista por e-mail, ele disse no ver os biocombustveis como soluo para o aquecimento global e defende uma mudana nos hbitos alimentares. PENSANDO UM PROBLEMA
  • Slide 3
  • O Globo: Especialistas da ONU argumentam que a especulao com commodities e a maior demanda de China e ndia so as principais razes para a disparada dos preos dos alimentos. O senhor concorda? Raj Patel: Acho que h cinco grandes causas. 1) O preo do petrleo, porque boa parte de nossos alimentos produzida usando-se combustveis fsseis, no apenas no transporte como em fertilizantes. 2) Colheitas ruins, por causa de pragas e problemas nas lavouras (alguns responsabilizam o aquecimento global). 3) Maior demanda por carne nos pases em desenvolvimento, o que puxa os preos dos cereais. 4) Biocombustveis. 5) Especulao financeira e ganncia de investidores, que buscam lucros excessivos, alm de conluio (j h investigaes no Reino Unido, na Espanha e na frica do Sul sobre fixao de preos por grandes empresas).
  • Slide 4
  • O Globo: O governo brasileiro argumenta que o Brasil produz etanol da cana-de-acar, que no essencial para a alimentao, e ainda temos terras disponveis. E que o etanol base de cana uma fonte de energia relativamente limpa, o que contribuiria para reduzir o aquecimento global, e mais barata que aquele que os EUA fazem a partir do milho. No deveramos separar o etanol bom do ruim? Ou no h diferena? Patel: Realmente h diferena entre o etanol de milho e o de cana. Mas todos os tipos de biocombustveis produzidos hoje geram uma dvida de carbono. Segundo a revista Science em fevereiro, o uso de florestas tropicais e outros tipos de vegetao para produzir biocombustveis em Brasil, Sudeste da sia e EUA cria uma dvida de carbono de biocombustvel ao liberar de 17 a 420 vezes mais CO2 que a reduo de gases do efeito estufa proporcionada pela substituio de combustveis fsseis.
  • Slide 5
  • Se nos preocupamos com CO2 e aquecimento global, ento os biocombustveis so uma m idia. Se nos preocupamos com independncia energtica, conservar energia uma boa idia. Se nos preocupamos com segurana no trabalho, ento deveramos lembrar as palavras de Lula, quando, em 1998, ele comparou produtores de biocombustvel a criminosos, devido s condies de trabalho nas lavouras (mas ele deu um giro de 180 desde ento). Segundo a Organizao Internacional do Trabalho, h cerca de 40 mil trabalhadores forados, escravos modernos, nas fazendas brasileiras, principalmente de cana.
  • Slide 6
  • O Globo: As naes em desenvolvimento tentam atingir os padres de alimentao dos pases ricos basicamente, comer carne todo dia. Isso significar um desastre ecolgico, devido quantidade de gua e cereais consumidos pelos animais. possvel prevenir esse desastre? Patel: Essa a questo mais difcil de ser discutida, especialmente numa poca em que a carne significa luxo, progresso e riqueza. Mas hoje, nos EUA, h famlias de classe mdia que esto reduzindo seu consumo de carne, no porque querem, mas porque ela est muito cara. Ningum realmente espera que o preo da carne v cair. Acredito que melhor debatermos essa questo, em vez de deixar que o mercado nos diga como comer. No fim das contas, a mudana em direo aos nveis de consumo de carne nos EUA insustentvel. E seria muito ruim para o resto do mundo comer como os americanos aqui, a expectativa de vida para mulheres pobres est diminuindo, e as crianas nascidas hoje devem viver cinco anos menos que seus pais por causa de problemas cardacos e diabetes. Temos de pensar com muito cuidado sobre a dieta que consideramos desenvolvida... www.achanoticias.com.br www.brasilnoclima.com.br
  • Slide 7
  • Que saberes abrange este texto? Que formao seria necessria para um aposio frente a esta realidade? Generalista ou especialista? Dilema que se impe na formao do cidado A poltica grega exigia os dois: O generalista e o especialista
  • Slide 8
  • Generalista sabe pouco sobre tudo ou quase tudo Especialista sabe tudo ou quase tudo sobre uma nica coisa ou quase nada. Para a Plato os filsofos devem reinar pois so generalistas que se encontram bem a cima dos especialistas e dominam todo o saber. So eles que possuem a melhor viso do todo
  • Slide 9
  • A democracia ateniense: a criao poltica grega essencialmente a democracia, pois a soberania est nas mos do conjunto dos cidados livres A democracia como auto-instituio da coletividade por uma comunidade consciente de que as leis so feitas por ela, podendo ser mudadas. Para Aristteles ser cidado ter o direito de sufrgio nas Assemblias e de participao no exerccio do poder pblico. Ento, como todo mundo (cidado livre) capaz de governar, deve ser nomeado por sorteio. Mas em que se baseiam os cidados para escolher os melhores?
  • Slide 10
  • Na Educao: pela educao que o ser humano se torna homem. S um povo educado tem condies de escolher e atingir a cidadania. Sobre o dilema especialistas X generalistas, o filsofo grego Castoriadis* recomenda: * O filsofo morreu em 1997
  • Slide 11
  • Os especialistas a servio das pessoas, eis a questo, no de alguns polticos. As pessoas aprendem a governar governando. A principal educao na poltica a participao ativa nos negcios, o que implica um a transformao das instituies que incita a essa participao e a torna possvel, enquanto as instituies atuais rejeitam, afastam e dissuadem as pessoas de participar dos negcios. Mas isto no basta: preciso que as pessoas sejam educadas para o governo da sociedade: na coisa pblica (Postscriptum sur linsignifiance, 2004).
  • Slide 12
  • A filosofia como base para a leitura da realidade e o exerccio da cidadania A filosofia surgiu na Grcia antiga, quando a conscincia humana pretendeu explicar as coisas sem recorrer a entidades sobrenaturais, a foras superiores e personalizadas. Desta forma, tendo aprendido a pensar com os gregos, os filsofos do Ocidente vo desenvolver trs formas, trs perspectivas diferentes de aplicar sua atividade racional onde se busca apreender o sentido das coisas; a perspectiva METAFSICA, a perspectiva CIENTFICA e a perspectiva DIALTICA.
  • Slide 13
  • A perspectiva DIALTICA Fazendo um recorte na histria indo ao Sec XIX - o materialismo histrico e o materialismo dialtico de Karl Marx (1818 1883). Contexto Histrico -Sec. XIX Grande desenvolvimento do capitalismo. -At 1848 Expanso do Capitalismo nos pases industrializados; impulso inicial nos pases no desenvolvidos, 1a crise (1830- 1840); conscincia de cada um dos grupos sociais (trabalhadores e burguesia) da incompatibilidade de sua proposta, mas o reconhecimento de mudanas urgentes por parte delas.
  • Slide 14
  • Segunda metade do sec, XIX Formao de um sistema capitalista internacional; avano da organizao da classe trabalhadora. Karl Marx Na filosofia sofre a influncia de Hegel e de Feuerbach. Os hegelianos se dividiam em dois grupos: -hegelianos de direita Esprito absoluto como criador da realidade, carregando uma viso teleolgica da histria, a defesa do papel preponderante atribudo ao Estado -hegelianos de esquerda o homem com sujeito e ser consciente e ativo Marx defendia o pensamento da esquerda hegeliana.
  • Slide 15
  • Hegel Resgatada tais idias com base em Herclito A lgica dialtica admite a possibilidade de um objeto ser, ao mesmo tempo e sob o mesmo aspecto, igual e diferente de si mesmo. Surge ento o novo princpio lgico: o princpio da contradio que rompe com o ento dominante princpio da identidade: que se expressa sob a forma A=A. Hegel partiu do mais amplo conceito que conseguimos apreender: Ser. Mas o Ser, isolado, abstrato, fica to vazio como o nada, o No-Ser. O conceito fundamental, portanto, no o Ser, nem o No-Ser: o conceito que d a direo em que os outros dois se movem: o Tornar-se.
  • Slide 16
  • Para Marx, a compreenso da sociedade devia basear-se na compreenso de suas relaes econmicas. A compreenso real da sociedade implicava, tambm, o entendimento das suas relaes histricas, polticas e ideolgicas. Para Marx a base da sociedade, da sua formao, das suas instituies e regras de funcionamento, das suas idias, dos seus valores so condies materiais. a partir delas que se constri a sociedade e a possibilidade de sua transformao.
  • Slide 17
  • A base da sociedade, assim como a caracterstica fundamental do homem est no trabalho. (Marx) O trabalho torna-se categoria essencial que lhe permite no apenas explicar o mundo e a sociedade, mas o passado e a constituio do homem. Como lhe permite antever o futuro e propor-lhe como tarefa construir uma nova sociedade.(histrico) Mas Marx retm, na sua anlise da sociedade, a noo de que a histria, a transformao da sociedade se d por meio de contradies, antagonismo e conflitos.
  • Slide 18
  • Os homens fazem sua prpria histria, mas no a fazem como querem, no fazem sob circunstncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente,