Poesias Keats

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Text of Poesias Keats

Ao Ver os Mrmores de ElginFraco est meu esprito - a mortalidadeOprime-me demais, qual sono indesejado;Cada pico ou abismo de divino fadoDe que no deixo de morrer me persuade,orrer como !uia enferma, o ol"ar ao c#u voltado$% contudo um pra&er amvel prantear'ue eu os nebulosos ventos no "aja de !uardarFrescos para o ol"o da man", mal descerrado$(ssas !l)rias que a ideia forma va!amenteCercam de intensa m vontade o cora*o+,ais maravil"as tra&em dor e confuso'ue mesclam a !rande&a !re!a com o inclemente -assar do vel"o ,empo - com um mar fremente - .m sol - a sombra de sublime condi*o$ Hino Tristeza (IV, 146 - 29! /0 ,riste&a, -or que tomas1 rubros lbios o mati& nativo da sa2de3-ara dar rubores de don&ela4s moitas de roseiras brancas3Ou tua mo de orval"o # a ponta das boninas3 /0 ,riste&a, -or que tomas1o ol"o do falco o ardor bril"ante3 -ara dar lu& ao va!a-lume Ou, em noite sem lua,,in!ir, em praias de sereia, a inquieta !ua do mar3 /0 ,riste&a, -or que tomas1 uma plan!ente vo& can*5es suaves3 -ara d-las, na noite fresca, 1o rouxinol'ue possas escutar entre os serenos frios3 /0 ,riste&a, -or que tomas4 ale!ria de maio o j2bilo do cora*o3 6en"um amante pisaria 1 primavera em sua fronte,Dan*asse embora desde a noite at# o raiar do dia,- 6em flor al!uma lan!uescente,,ida por santa para o teu recesso,Onde quer que ele fol!ue e se divirta$70 ,riste&a(u desejei bom-dia( pensei deix-la para trs, bem lon!e,as satisfeita, satisfeita,(la quer-me ternamente;%-me to constante e to amvel+(u queria en!an-la,1ssim deixando-a,as a"8 ela #-me to constante e to amvel$/9ob as min"as palmeiras e do rio : mar!em(u sentei-me a c"orar+ em todo o vasto mundo6o "avia nin!u#m para inda!ar por que eu c"orava+1ssim fiquei1 enc"er de l!rimas as ta*as do nen2far,;!rimas frias como os meus temores$/9ob as min"as palmeiras e do rio : mar!em(u sentei-me a c"orar+ que noiva enamorada,9e a ilude um va!o pretendente, ao vir das nuvens,6o se oculta nem se vela9ob escuras palmeiras e de um rio : mar!em3/( ao sentar-me, por sobre os morros a&ul-claros-los nus+( 9ileno em seu asno perto caval!ava,1lvejado com flores ao passar ( ebriamente bebendo aos !randes tra!os$/?oviais don&elas, donde vn"eis3 Donde vn"eis3,antas e tantas e com tanto j2bilo3-or que deixastes os retiros desolados, Os ala2des e mais branda sorte3- @9e!uimos =aco8 =aco a se mover velo&, Conquistador8=aco, o jovem =aco8 mal ou bem suceda,Dan*amos diante dele pelos vastos remos+nero$'ue a alada Fantasia va!ue sempre,6unca ac"aremos o -ra&er em casa$ Esta M-o Vi/a(sta mo viva, a!ora quente e pronta-ara um sincero aperto, se estivesse fria( no sil>ncio !#lido da tumba,ncia+- -a, aqui est, estendendo-a para ti$ 0de #o1re a Indol2n,ia No trabalham nem fiamI Certa man" vi tr>s fi!uras de perfil, De cabe*a inclinada as tr>s, e de mos juntas;( vin"a uma ap)s outra com sereno andar, .sando plcidas sandlias, vestes brancas;-assaram, quais fi!uras de marm)rea urna, 'uando a !irarmos para ver o lado oposto;ncia toda mel;0, que a amar!ura no atinja a min"a vida( assim jamais eu sabia como as luas mudam6em ou*a a vo& intrometida do bom-senso8V-or que, ai8 terceira ve& elas passaram perto3eu sono, tin"am-no bordado va!os son"os;in"a alma tin"a sido relva borrifada-or flores, por inquietas sombras, raios frustros+6o "ouve tempestade na man" nublada,Com as l!rimas de maio a l"e pender das plpebras$Fol"as novas de vide opressas na janela-or onde entrava a tepide& das brota*5es( a vo& do tordo, ) Fma!ens8 era dar-me adeus8(m vossas vestes no cara pranto meu$VI,r>s Fantasmas, adeus8 6o me podeis er!uer1 fronte de seu fresco leito, a !rama em flor,6o me atrairia ser nutrido com elo!ios,'ual cordeiro de estima em farsa emocional8Desvanecei-vos suaves; sede uma ve& maisFi!uras mascaradas na urna son"adora;1deus8 ,en"o vis5es para o correr da noite( para o dia vis5es d#beis e copiosas;9umi, Fantasmas, deste esprito indolente,( entrando pelas nuvens, nunca mais volteis8 Ao 3om'4lsar, *ela *rimeira Vez, o Homero de 3$a'man? por imp#rios de ouro eu muito viajara,Diversos reinos vira - e quanto belo (stado8? muitas il"as, a ocidente, eu circundara,1s quais em feudo 1polo aos bardos tin"a doado$(u j sabia que em pas mais dilatadoEomero, o que pensava fundo, !overnara+-or#m seu lmpido ar no tin"a ainda aspirado,1t# que ouvi a vo& de C"apman, brava e clara$Como o que espreita o c#u e col"e na viso1l!um novo planeta, assim fiquei ento;Ou como quando - de !uia o ol"ar - Corte& nem bemO -acfico "avia dividisado, al#m -9eus "omens a se ol"ar, supondo com afli*o -( ficou sem falar, num pico em Darien$ 5ardos da *ai6-o e da Alegria0 =ardos da -aixo e da 1le!ria,ncias-or uma curta "ora; no, tal como as rvores'ue murmuram em torno a um templo lo!o esto-reciosas como o pr)prio templo, assim a lua,1 poesia paixo, infinitos esplendores,Obsedam-nos at# tornar-se lu& que incita6ossa alma, e unem-se a n)s de modo to estreito,'ue existam sobre n)s ou trevas ou ful!or,Devem estar sempre conosco, ou bem morremos$ Astro +4lgenteFosse eu im)vel como tu, astro ful!ente86o suspenso da noite com uma lu& deserta,1 contemplar, com a plpebra imortal aberta, - on!e da nature&a, insone e paciente -1s !uas m)veis na misso sacerdotalDe abluir, rodeando a terra, o "umano litoral,Ou vendo a nova mscara - cada leve9obre as montan"as, sobre os pHntanos - da neve,6o8 mas firme e imutvel sempre, a descansar6o seio que amadura de meu belo amor,-ara sentir, e sempre, o seu tranquilo arfar, Desperto, e sempre, numa inquieta*o-dul*or,-ara seu mei!o respirar ouvir em sorte,( sempre assim viver, ou desmaiar na morte$ "ntitled9im, eu serei teu sacerdote, e eri!irei um templo(m no tril"ada re!io de min"a mente,6a qual os pensamentos, ramos rec#m-crescidos com apra&vel dor,urmuraro ao vento em ve& de teus pin"eiros;1o lon!e, ao lon!e em torno, aquelas rvores que formam!rupos ne!ros(mplumaro, aclive por aclive, a serra de deserta crista;( l os firos, correntes, pssaros e abel"as nin"aro as Drades deitadas pelo mus!o;(, bem no meio dessa lar!a pa&,1dornarei um r)seo santurioCom a treli*a en!rinaldada de um ativo c#rebro,( com bot5es, com sinos, com estrelas sem um nome,Com tudo o que jamais pBde inventar aquela jardineira, aFantasia,'ue, produ&indo flores, no produ& jamais as mesmas+( para ti l estar todo o pra&er suave 'ue pode obter o pensamento umbroso,.m claro arc"ote, e uma janela aberta : noite-ara que ten"a entrada o ardente 1mor8 0de a *si;42(scuta, ) deusa, os versos que, sem melodia,Doce coer*o e !rata relembran*a me tiraram;-erdoa que eu module os teus se!redosesmo na branda conc"a desses teus ouvidos+Eoje son"ei por certo; ou contemplei-siqu>, a de asas, com ol"os acordados36uma floresta eu camin"ava descuidoso,as de repente, e desmaiando surpresa,80 a mais jovem e viso de lon!e a mais encantadoraDe toda a esmaecida "ierarquia olmpica8ais bela que no c#u safira o astro de febeOu ncio e morre ao se afastar,'ual se tivesse, o ar em va&ante, uma s) onda+1ssim essas palavras vieram e partiram,(nquanto em l!rimas, com a lar!a e bela fronte(la tocava o c"o, e o seu cabelo esparso,apete era de seda que 9aturno usasse$;enta para mudar, a ;ua derramava9uas quatro esta*5es de prata sobre a noite,(nquanto os dois mantin"am posi*o im)velComo esculturas naturais numa cavernaCatedralesca+ o deus deitado inda no solo,( a deusa, entristecida, em prantos a seus p#s$ V?s'era de #ta@ AgnesInue ela ri ao lHn!uido luar,(nquanto -orfrio mira-l"e a face,Fitando qual perplexo !aroto a anci'ue mant#m cerrado um lindo livro de eni!mas,De )culos ela senta ao lado da c"amin#$;o!o, os ol"os dele bril"am, quando l"e revela1s inten*5es de sua amada; e ele no cont#m1s l!rimas, ao pensar nos frios encantamentos,(m adelena dormindo no colo das vel"as lendas$AVIOcorreu-l"e um pensamento qual rosa em flor,Dubescendo sua fronte, e no dolente cora*oEouve lauta festa$ (nto en!endrou.m estrata!ema, que fe& recuar a anci$/%s um "omem cruel e impiedoso$1 doce dama, deixe-a re&ar, dormir e son"ar1 s)s com seus anjos, lon!eDe "omens p#rfidos como tu$ nue sortil#!io a mantin"a adormecida$?amais amantes "aviam se encontrado em tal noite,Desde que erlin pa!ara a seu DemBnio$AA/9er como quiseres7, clamou a 1nci$/,odos os doces e quitutes estaro l,6esta noite de !ala$ 1o lado do bastidormula retorna$AAIICom a mos tr>mula sobre o bala2stre,1 vel"a 1n!ela tateia procurando a escada,'uando adelena, don&ela encantada de 9ta$ 1!nes,1l"eia, er!ue-se qual esprito em misso$4 lu& do crio ar!>nteo, e com piedoso esmero,nue luar$(la cerrou a porta, e arfava, em unssono1os espritos do ar, e :s !randes vis5es$6o pronunciava palavra, ai dela8as seu cora*o, seu cora*o era vol2vel,Ferindo com sua lbia o lado emotivo;'ual rouxinol que sem ln!ua for*asse em vo1 !ar!anta, e do cora*o morresse exausto$AAIV1 janela es!uia de tr>s arcos,Com !uirlandas e ima!ens incrustadasDe frutas, flores e tou*as de relva,( vitrais como diamantes ornados,Fncontveis tintas em mati&es espl>ndidos,1sas adamascadas das mariposas pintadas;1trav#s de mil "erldicas,9antos crepusculares e escuros bras5es,.m escudo rubesceu ao san!ue de reis e rain"as$AAVO luar de inverno cintilava nos vitrais,(spar!indo raios rubros ao peito de adelena,(nquanto de joel"os clamava a ddiva dos c#us;=ot5es de rosa caam em flor :s suas mos postas,( suave ametista incrustou-se : sua cru&,Ealou-se em seu cabelo a aur#ola de santa,9emel"ando anjo espl>ndido, rec#m-vestido,9em asas, para o c#u - -orfrio estremeceu$(la ajoel"ou-se, coisa to pura e imaculada$AAVIDeanima-se o cora*o$ Findas as preces,(la despoja o cabelo da !uirlanda de p#rolas;Detira uma a uma as j)ias clidas;-ouco a pouco desla*a o perfumado corpete;( a veste farfal"ante desli&a aos joel"os$(la, semi-oculta qual sereia nas al!as,-ensando acordada diva!a, e vislumbra,6a mente, a bela 9ta$ 1!nes em