Perfil Do Cardiopneumologista

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  • 8/15/2019 Perfil Do Cardiopneumologista

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    Processo de Bolonha

    Parecer da Associação Portuguesa de Cardiopneumologistas 

    APTEC

    Documento de Trabalho

     Novembro 2004

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    Associação Portuguesa de Cardiopneumologistas   __________________________________________________________________________________________________________  

     ___________________________________________________________________ Av. Da República, nº 110 - r/c esqº, 1495 - 109 Algés, Portugal

    Tel/fax: 214120733 - Email:[email protected]

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    ÍNDICE 

    1. CONSIDERAÇÕES GERAIS .................................................................2 2. A PROFISSÃO ................................................................................................8  2.1 ACESSO À PROFISSÃO ........................................................................................8 2.2 ONDE EXERCER....................................................................................................8 2.3 - ÉTICA EM CARDIOPNEUMOLOGIA ...............................................................9 3.1 FUNÇÕES ESPECÍFICAS DO CARDIOPNEUMOLOGISTA..........................10 3.1.1 CARDIOLOGIA .................................................................................................10 3.1.2 CIRURGIA CARDÍACA....................................................................................16 3.1.3 PNEUMOLOGIA................................................................................................19 3.1.4 ANGIOLOGIA....................................................................................................21

    4. FORMAÇÃO DOS CARDIOPNEUMOLOGISTAS FACE AO PROCESSO DE BOLONHA ............................................24 

    4.1 - PERFIS E COMPETÊNCIAS DE FORMAÇÃO................................................25 4.1.1 - Perfis para o exercício profissional ...................................................................25 4.1.1.1 - Perfis profissionais em Cardiopneumologia ..................................................25 4.1.2 - Competências gerais e académicas, associadas aos perfis identificados ..........30 4.1.2.1 - Competências gerais dos graduados de Primeiro Ciclo .................................30 4.1.2.2 - Competências gerais dos graduados de Segundo Ciclo .................................35 4.1.2.3 - Competências académicas dos graduados de primeiro ciclo .........................36

    5. ESTRUTURA E DURAÇÃO DE CICLOS DE FORMAÇÃO ..........................................................................................................40  6 . A PROFISSÃO NA EUROPA ............................................................41  7. SUGESTÕES ...................................................................................................44  FONTES DE INFORMAÇÃO E REFERÊNCIA.........................45 

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    1. CONSIDERAÇÕES GERAIS

    Fase inicial

    Existem relatos do final do século XIX, com os estudos de Metier, como por exemplo a

    espirometria, e no princípio do século XX (1902) com o surgimento da electrocardiografia

     para estudar a electrofisiologia cardíaca. A profissão com titulação profissional, encontra a

    sua origem na década de 50 e a sua afirmação plena com a actual designação em finais da

    década de 80.

     Na década de 50 foram criados e desenvolvidos os primeiros serviços de cardiologia, cirurgia

    torácica e laboratórios de função pulmonar em hospitais centrais, tais como, Lisboa, Porto e

    Coimbra. Assim, surge a necessidade da criação de um profissional com o perfil de

    colaborador na área técnica de diagnóstico e terapêutica, aparecendo nesta altura os primeiros

    “técnicos” em cardiologia e pneumologia, recrutados entre o pessoal hospitalar existente.

    Com o desenvolvimento das técnicas médicas criaram-se centros de preparação de técnicos e

    auxiliares dos serviços clínicos (CPTASC) em hospitais centrais e regionais nos anos 1961 e

    1962, com a formação de técnicos e auxiliares dos serviços clínicos em várias especialidades.

     Nestes cursos as vagas eram definidas em função das necessidades existentes, não havendo

    cursos todos os anos, sendo necessário para o ingresso possuir o Curso Geral dos Liceus,

    formando técnicos Cardiografistas e Pneumofisiografistas. Estes profissionais não tinham

    uma carreira profissional estruturada nem um estatuto profissional definido, o que se vem a

    alcançar nos finais da década de 70.

    De acordo com o Decreto-Lei n.º 414/71, de 27 de Setembro, foram criadas as carreiras de

    técnicos auxiliares de laboratório e de técnicos terapeutas. Passados 6 anos, houve a

    necessidade de actualização deste decreto face às novas realidades, não só em relação ao grau

    e categorias, mas também relativamente a vencimentos, surgindo o Decreto Regulamentar n.º.

    87/77, de 30 de Dezembro. Segundo este último, é criada a carreira de técnico auxiliar dos

    serviços complementares de diagnóstico e terapêutica, vigorando nos serviços dependentes do

    Ministério dos Assuntos Sociais. A carreira então, incluía, de entre outros profissionais os

    cardiografistas. O ingresso na carreira era feito pelo grau I , por concurso documental, entre

    os indivíduos habilitados com o curso geral dos liceus ou equivalente e que possuam o curso

    de especialização profissional adequado, de duração inferior a 5 semestres. Este decreto

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     previa a reorganização do ensino destes profissionais e a promulgação de um estatuto

     profissional.

    Face às novas exigências foram criadas em 1982 as escolas técnicas dos serviços de saúde,

    que passaram a ministrar cursos de formação com a duração de 3 anos lectivos, com exigência

    mínima do 11º ano de escolaridade, adequada às novas necessidades dos sectores de

    diagnóstico e da terapêutica clínica, o que já vinha a ser feito pela Escola de Reabilitação do

    Alcoitão. Após 3 anos de funcionamento, as escolas dispunham já de meios humanos,

    materiais, institucionais e organizativos que garantiam uma efectiva qualidade do ensino ali

    ministrado (Decreto-Lei nº 371/82 de 10 de Setembro).

    Fase pós-secundário

    Face às novas exigências foram criados em 1980 os Centros de Formação dos Técnicos

    Auxiliares de Diagnóstico e Terapêutica que passaram a ministrar cursos de formação com a

    duração de 3 anos lectivos, com exigência preferencial do 11º ano de escolaridade e que em

    1982 se transformariam nas escolas técnicas dos serviços de saúde, adequadas às novas

    necessidades dos sectores de diagnóstico e da terapêutica clínica, o que já acontecia com a Escola de Reabilitação do Alcoitão. Após 3 anos de funcionamento, as escolas dispunham já

    de meios humanos, materiais, institucionais e organizativos que garantiam uma efectiva

    qualidade do ensino ali ministrado (Decreto-Lei nº 371/82 de 10 de Setembro).

    Reestruturando a carreira de técnico de diagnóstico e terapêutica aparece o Decreto-

    Lei n.º. 384-B/85, de 30 de Setembro, para dar uma resposta às diversas alterações na área da

    tecnologia médica, especialmente na área de diagnóstico e terapêutica. Segundo este decreto,

    é criada a carreira de técnico de diagnóstico e terapêutica que integra funções de natureza técnica e, para efeitos de estruturação dos respectivos quadros de pessoal, insere-se no grupo

    de pessoal técnico. Aparece assim, pela primeira vez, o técnico de cardiopneumografia

    resultante da fusão entre técnico de cardiografia e pneumofisiografista. No referido decreto,

    há ainda o enquadramento profissional do técnico de diagnóstico e terapêutica, segundo o

    qual o técnico actua integrado numa equipa de saúde, enquadrada e sob prescrição do

    respectivo elemento médico e técnico superior .

    Ainda segundo este decreto, o ingresso na carreira de técnico de diagnóstico e terapêutica faz-

    se pela categoria de técnico de 2ª classe, mediante concurso de avaliação curricular, ao qual

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