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Nucleo Cultural R.U.A

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Trabalho final de graduação pela Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense

Text of Nucleo Cultural R.U.A

  • universidade federal fluminenseescola de arquitetura e urbanismo

    trabalho final de graduao

    1 semestre/2012

    camila cardoso del aguilaorientador: prof. maurcio campbell

  • universidade federal fluminenseescola de arquitetura e urbanismo

    trabalho final de graduao

    orientador: maurcio campbell

    camila cardoso del aguila

    NCLEO CULTURAL R.U.A.

    1 semestre/2012

  • Fora de sua casa o homem urbano se abre ao espao pblico e experincia da pluraridade humana Olivier Mongin

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    Escolha do Tema

    Chegada ao cliente - O Instituto Rua

    Graffiti - Contextualizao Geral

    Graffiti no Rio

    Arte urbana - Eventos

    Arte urbana - Gamboa

    O ArtRUA

    Localizao Geral

    Gamboa - Breve histrico e situao atual

    Gamboa - Cultura local

    Localizao

    O Ncleo Cultural R.U.A.

    Referncias Temticas

    O entorno

    Os imveis

    O projeto - Abordagem inicial

    Programa de Necessidades

    Plano de Massas

    Partido Arquitetnico - Conceito geral

    Referncias Projetuais

    Critrios de Implantao

    Concepo volumtrica

    Memorial Justificativo - O volume central

    Memorial Justificativo - O sobrado

    Memorial Justificativo - O anexo

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    Conexes

    Superfcies

    Detalhes

    Desenhos tcnicos

    Agradecimentos

    Bibliografia

  • ESCOLHA DO TEMA

    REFERNCIAS

    Escolha movida por inquietaes pessoais por uma maior aproximao ao mundo da arte, unidas a outras, por sua vez relacionadas ao desafio projetual arquitetnico, ao aprofundamento do seu processo criativo at a concretizao do objeto. A necessidade de unir arte a um programa livre que no me limitasse ao explorar os conceitos da concepo arquitetnica, foi me direcionando para a busca de um estudo de caso que materiali-zasse as questes que me tocavam. Desejava produzir um espao de concentrao de idias, debates e produes artisticas ou acadmicas, com livre utilizao por grupos independentes ou vinculados a instituies de ensino, que tivessem como objetivo a atuao no espao pblico, e na sociedade. Ainda assim, essas idias me pareciam abstratas e fui em busca de grupos atravs dos quais fosse possvel a concretizao de um programa real, um objeto de estudo que justificasse as decises de projeto e sua prpria relevncia. Aps ser apresentada, em viagem a Fortaleza, a um coletivo de arte urbana com um slido material de pesquisa sobre a situao da grande cidade, o Grupo Acidum, tive a certeza de que a arte urbana era o caminho que me levaria proposta de projeto que englobaria as questes artis-ticas e de ao no espao pblico que gostaria de desenvolver, ainda que atravs de um objeto arquitetnico.

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  • ESCOLHA DO TEMA

    CHEGADA AO CLIENTE

    Minha busca seguiu, por um grupo com proposta de arte urbana, mas que refletisse a realidade do Rio de Janeiro. Dessa maneira, cheguei ao Instituto R.U.A. (Revitalizao Urbano Artstica), que alm de seus projetos e atuaes, idealiza a materializao de um Nucleo Cultural que abrigue sua sede e variadas atividades relacionadas a arte. O Intituto R.U.A. uma instutuio cultural sem fins lucrativos dedicados s artes urbanas e seu universo em geral, formado por um coletivo de artistas e profissionais de diferentes reas. Uma associao civil que busca patrocnios institucionais para garantir sua sustentabilidade financeira. Tem como objetivos criar e desenvolver projetos de ocupao, reforma e adoo do espao pblico atravs da arte; fomentar intercmbios, produzir pesquisas e publicaes, realizar exposies, cursos, palestras e seminrios; com o objetivo de organizar, documentar e difundir a arte urbana. Fundado em 2010 por Andr Bretas, Pedro Villela e Wagner Nascimento, o insi-tuto j realizou aes como: Mural Bambas da Lapa; Painel Mdias Mirabolantes; Pro-jeto Olhar sobre as Pedras; Projeto com Romero Brito e Santa Crew; Projeto Graffiti Tapume; Projeto Arpex Poste de Surfe; Pintura Decorativa na Secretaria de Conserva-o.

    Um de seus maiores projetos o ArtRUA, evento que aconteceu em paralelo feira internacional de arte contempornea ArtRio em setembro de 2011. Mostra gratuita que rene as principais referncias da arte urbana do eixo Rio-So Paulo, atravs de exposio de graffitis, stencil, posters e stickers, alm de instalaes, projees, performances circenses, DJs, VJs, etc. Os artistas pintaram 10 muros na Gamboa, no trajeto do ArtRio para o ArtRUA.Evento contou com apoio da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, e atraiu mais de 1500 pessoas ao evento sediado no galpo pertencente ao Instituto RUA.

    A partir da escolha de abraar o objetivo do instituto em desenvolver o Ncleo Cultural R.U.A., entrei em contato direto com o coletivo para entender melhor seu funcionamento, suas ambies e necessidades.

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  • GRAFFITI

    CONTEXTUALIZAO

    NO MUNDO O graffiti nasceu a partir de diferentes contextos e assim assumindo diferentes formas, simultnea-mente nos Estados Unidos e na Europa. Os americanos tiveram como um de seus principais persona-gens o Jean-Michel Basquiat, que comeou com assinaturas pelo Brooklyn com o codinome SAMO , deixando frases nos muros da cidade. Deixou de ser grafiteiro ao tornar-se famoso artista plstico. As manifestaes na Europa tem seu incio marcado pelo uso da serigrafia para confeco de cartazes em defesa de mudanas sociais, que foi logo seguida por inscries feitas diretamente nas paredes.

    No Brasil, as manifestaes relacionadas a pintu-ras de rua teriam surgido no final dos anos 60 em So Paulo, inicialmente como escrituras rpidas de cunho poltico, como abaixo a ditadura. J no Rio de Janeiro, os registros de manifestaes nos muros apontam para o final dos anos 70, em forma de enigmas que surgiram na Zona Sul, como A lua vai cair e Celacanto promove maremoto.Tambm nessa poca o Profeta Gentileza deixou um grande legado de painis pelos viadutos e muros cariocas fazendo crticas a valores sociais, religio-sos e polticos. Em seguida, viriam as manifestaes de sentido poltico, como proibido proibir! , que perdura-ram durante todo o processo de redemocratizao. Tal relao do spray com manifestaes polticas, levaram a alguns rgos de segurana a caracterizarem o graffiti como atividade de cunho subversivo. Logo mais, a pixao e/ou graffiti foi considerada como ato de vandalismo. Apenas recentemente, a pouco mais de um ano, a prtica foi discriminalizada, sob a condio de prvia autorizao para a interveno. Nos anos 80 comearam a surgir grupos, as crews, e nos anos 90, juntamente com o movimento hip-hop, associou-se a pintura urbana requalificao de espaos urbanos degradados. O graffiti aparece nas periferias, sua origem mais comum, com temas geralmente ldicos e quando se aproximam dos grandes centros, muitas vezes revelam um carter de denncia dos problemas de uma socie-dade. O graffiti aparece como forma de expresso no s de um indivduo mas tambm de um grupo, que tem nos muros uma maneira de ser visto.

    Ainda que a origem da prtica do graffiti j no se limite as periferias, sendo explorada tambm por um seguimento das artes plsticas e outras formaes artsticas, essa intelectualizao da arte urbana no neutraliza seu carter de meio expresso democrtico e em massa. Tintas em muros que revelam a cultura e a realidade da parcela da sociedade que delas atravs deles se expressam. Somente no Brasil existe a distino entre pixao e graffiti, um afastamento que resulta em considerar pixao como vandalismo e graffiti como arte urbana. As opinies acerca desse afastamento ou de uma aproximao divergem, mas alguns tericos mostram que a relao entre as duas atividades bem prxima no cotidiano dos grafiteiros e que h muitos pixadores que aprendem o graffiti mas que no largam o antigo ofcio, demonstrando que uma opo no exclui a outra. Independente do reconhecimento diferenciado de tais formas de arte, o graffiti/pixao uma experincia coletiva, com capacidade de fazer sentido artstico para um povo e, portanto, cultural e que varia de grupo para grupo, de indivduo para indivduo.

    NO BRASIL

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    fonte: www.antonioluceni.blogspot.com

  • GRAFFITI

    RIO DE JANEIRO O Rio de Janeiro j possui grande acervo de graffite por suas ruas e h um reconhecimento positivo da sociedade perante esta arte.Alguns de seus artistas j tem seu trabalho conhecido mundialmente e fazem um intercmbio constante com o cenrio da arte urbana de outros pases. Vale dar dest

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