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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA PIBID LETRAS PROJETO: CLIC CULTURA, LITERATURA E CRIATIVIDADE: DO ERUDITO AO POPULAR PROFESSORES: FLÁVIA KELLYANNE MEDEIROS DA SILVA LÍGIA ALBUQUERQUE QUEIROZ PRISCILA DA SILVA SANTANA RODRIGUES VANESSA KISHIMA DO BÚ MÓDULO 09: ÊXODO URBANOALUNO(A):__________________________________________________ www.projetoclicraul.blogspot.com

Módulo 09 arcadismo

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  • 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARABAPR-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAOPROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAO DOCNCIAPIBID LETRASPROJETO:CLICCULTURA, LITERATURA E CRIATIVIDADE: DO ERUDITO AOPOPULARPROFESSORES:FLVIA KELLYANNE MEDEIROS DA SILVALGIA ALBUQUERQUE QUEIROZPRISCILA DA SILVA SANTANA RODRIGUESVANESSA KISHIMA DO BMDULO 09: XODO URBANOALUNO(A):__________________________________________________www.projetoclicraul.blogspot.com

2. Fuga buclica: da cidade para o campo(Wilame prado)Ao recordar de Joo Azarias e Luzia Garcia, meus avs maternos, as histriasenvolvendo o campo surgem tambm em minha mente quase que automaticamente.Alis, no Brasil, um pas com fortes heranas agrrias, difcil encontrar algum cujosavs ou at mesmo os pais no viveram por algum momento da vida na zona rural. Sque essa realidade, a de morar no stio, algo revertido h aproximadamente quatrodcadas: dados estatsticos comprovam o fenmeno do xodo rural no Brasil a partir dadcada de 1970.O xodo rural j no se apresenta to forte nos dias de hoje, verdade. Aexplicao simples: a zona rural est abandonada, quase no tem gente mais para vir cidade. Com as tecnologias e com os rinces latifundirios, poucos homens, que moramem boas casas na cidade, do conta de muita terra. A presena humana, em especial a dodono, j no mais necessria. Avistamos mundos verdes, ora de soja, ora de cana-de-acar, ora de milho, ora de trigo, que permanecem por ali, vivendo uma solido natural.A natureza no precisa de companhia para continuar se desenvolvendo. Os homens sretornam ao campo, munidos de tratores e colheitadeiras, apenas na hora de semear,plantar, aplicar defensivos e finalmente colher o ouro verde. Dormem, alimentam-se e sedivertem na cidade.A falta de gente na roa uma realidade, pelo menos na rea rural de Maring-PR.E isso no vem de hoje. O historiador Reginaldo Dias, professor doutor doDepartamento de Histria da Universidade Estadual de Maring (UEM), apresenta-meum dado comprovando a ausncia humana pelos stios maringaenses j na dcada de1980, quando, para uma populao de 168.239 pessoas, a taxa de urbanizao deMaring era de 95%.Se enchermos com mais gua do que o cabvel no copo, o lquido vai derramar.Isso aconteceu nas reas urbanas das grandes cidades e vem sendo visto, paulatinamente,tambm nas cidades mdias brasileiras: enche de gente, transborda e provoca o caos. Aocontrrio da natureza que reina na zona rural e que se desenvolve com ou sem ajuda dohomem, a zona urbana foi totalmente construda pelas mos humanas e dependente.Diria at que as cidades sentem os efeitos da solido, a exemplo dos feriados prolongadosonde todos tentam fugir das metrpoles e acaba deixando sem sentindo aquele abrir efechar dos semforos pela imensido vazia das largas e profundas avenidas urbanas. 3. E se as cidades so mais sensveis aos efeitos migratrios dos homens do que osstios, podemos afirmar sem errar que, h alguns anos e isso de maneira crescente, doloroso o que tem acontecido nas cidades em virtude da superlotao demogrfica e emfuno dos ditames capitalistas que pregam uma sociedade consumista e individualista.Traduzindo tudo isso, certo elencar os malefcios ocorridos na rea urbana: trnsito,poluio de tudo quanto gnero e grau, desrespeito, favelas, mendicncia, violncia eestresse.J nem todos esto suportando a realidade cruel das cidades. E de repente, em umpensamento ou outro, surge aquela vontadezinha de fazer como nossos pais e avs, surgeuma necessidade de plantar uma flor, um desejo de tomar banho de rio e andar a cavalo,um sonho de ver brotar na terra o alimento e o sustento, por meio da troca, seu e detodas as pessoas amadas que te rodeiam.Claro que parte desta necessidade suprida nos feriados prolongados, ondeefetivamente ocorre um xodo urbano palpvel por meio do turismo rural e com data devalidade, pois na segunda-feira preciso voltar ao escritrio. Mas, ainda que de maneirapouco evidente, comeam a surgir tambm casos isolados de xodo urbano, de pessoasque enfim tomam coragem e conseguem se desprenderem do possvel conforto geradopelas facilidades encontradas na cidade, caso se tenha dinheiro para pagar por esteconforto, claro. 4. Questionamento:Emsuaopinio,quaisosmotivosquelevaramohomemdocampoamigrarparacidadeeohomemdacidadeafugirparaocampo?________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 5. Msica:CasaNoCampo(Elis Regina)Eu quero uma casa no campoOnde eu possa compor muitos rocks ruraisE tenha somente a certezaDos amigos do peito e nada maisEu quero uma casa no campoOnde eu possa ficar no tamanho da pazE tenha somente a certezaDos limites do corpo e nada maisEu quero carneiros e cabrasPastando solenes no meu jardimEu quero o silncio das lnguas cansadasEu quero a esperana de culosE meu filho de cuca legalEu quero plantar e colher com a moA pimenta e o salEu quero uma casa no campoDo tamanho ideal, pau-a-pique e sapOnde eu possa plantar meus amigosMeus discos e livros e nada maisOnde eu possa plantar meus amigosMeus discos, meus livros e nada maisOnde eu possa plantar meus amigosMeus discos e livros e nada mais.ARCADISMOEsta escola literria caracterizava-se pela valorizao da vida no campo, crtica a vidanos centros urbanos (fugere urbem = fuga da cidade), uso de apelidos, objetividade,idealizao da mulher amada, abordagem de temas picos, linguagem simples,pastoralismo e fingimento potico da vida buclica e dos elementos da natureza.O Arcadismo, tambm conhecido como Neoclassicismo, surgiu no continenteeuropeu no sculo XVIII, durante uma poca de ascenso da burguesia e de seus valores 6. sociais, polticos e religiosos. O nomeoriginou-se de uma regio grega chamadaArcdia (morada do deus Pan).Os poetas desta escola literriaescreviam sobre as belezas do campo, atranquilidade proporcionada pela natureza ea contemplao da vida simples. Portanto,desprezam a vida nos grandes centrosurbanos e toda a vida agitada e problemasque as pessoas levavam nestes locais. Os poetas rcades chegavam a usar pseudnimos(apelidos) de pastores latinos ou gregos.Soneto XIIINise ? Nise ? onde ests ? Aonde esperaAchar te uma alma, que por ti suspira,Se quanto a vista se dilata, e gira,Tanto mais de encontrar te desespera!Ah se ao menos teu nome ouvir puderaEntre esta aura suave, que respira!Nise, cuido, que diz; mas mentira.Nise, cuidei que ouvia; e tal no era.Grutas, troncos, penhascos da espessura,Se o meu bem, se a minha alma em vs se esconde,Mostrai, mostrai me a sua formosura.Nem ao menos o eco me responde!Ah como certa a minha desventura!Nise ? Nise ? onde ests ? aonde ? aonde ?Cludio Manuel 7. Quem foi Cludio Manuel?Cludio Manuel da Costa ou GlaucesteSaturnino, pseudnimo do autor, foium jurista e poeta do Brasil Colnia. Filho de JooGonalves da Costa (portugus) e Teresa Ribeira deAlvarenga (mineira), nasceu no dia 5 de junho de 1729em Minas Gerais.Aos vinte anos de idade, embarcou paraPortugal, matriculando-se na Universidade deCoimbra, onde obteve o Bacharelato em Cnones.Com 5 anos depois, retornou ao Brasil,dedicando-se advocacia em Vila Rica (atual Ouro Preto). Jurista culto e renomado poca, ali exerceu o cargo de procurador da Coroa, desembargador, e, por duas vezes, ode secretrio do Governo.Destacou-se pela sua obra potica e pelo seu envolvimento na InconfidnciaMineira. Foi tambm advogado de prestgio, fazendeiro abastado, cidado ilustre,pensador de mente aberta e mecenas (patrocinador) do Aleijadinho.Aos sessenta anos de idade foi envolvido na chamada Conjurao Mineira. Detidoe, para alguns, apavorado com as conseqncias da acusao de ru de inconfidncia,morreu em circunstncias obscuras, em Vila Rica, no dia 4 de julho de 1789, quandoteria cometido suicdio por enforcamento na priso.GLAUCESTE SATURNINO???O autor tinha um pseudnimo rcade: Glauceste Satrnio, o qual era um pastorque se inspirava em sua musa Nise. 8. DESVENDANDO O POETA E SUAS POESIASTemtica da Atividade: Vida Urbana X Vida do CampoProposta 1: DilogoDefinio: Conversao estabelecida entre duas ou maispessoas.Atividade: Crie um dilogo entre um homem da cidade e um homem do campo baseadono contedo do poema abaixo.Soneto XIVQuem deixa o trato pastoril amadoPela ingrata, civil correspondncia,Ou desconhece o rosto da violncia,Ou do retiro a paz no tem provado.Que bem ver nos campos transladadoNo gnio do pastor, o da inocncia!E que mal no trato, e na aparnciaVer sempre o corteso dissimulado!Ali respira amor sinceridade;Aqui sempre a traio seu rosto encobre;Um s trata a mentira, outro a verdade.Ali no h fortuna, que soobre;Aqui quanto se observa, variedade:Oh ventura do rico! Oh bem do pobre!Cludio ManuelProposta 2: Carta PessoalDefinio: Gnero textual especialmente utilizado nacomunicao com amigos, parentes ou com cnjuges. Taiscartas, por serem mais informais, no seguem modelosprontos, caracterizando-se pela linguagem coloquial. Nesse caso 9. o remetente a prpria pessoa que assina a correspondncia. Sua estrutura compostade local e data, vocativo, corpo e assinatura; s vezes, tambm de P.S.Atividade: Redija uma carta pessoal, com base no poema abaixo, convidando o homemda cidade para passar as frias e aliviar o estresse no campo.Soneto VSe sou pobre pastor, se no governoReinos, naes, provncias, mundo, e gentes;Se em frio, calma, e chuvas inclementesPasso o vero, outono, estio, inverno;Nem por isso trocara o abrigo ternoDesta choa, em que vivo, coas enchentesDessa grande fortuna: assaz presentesTenho as paixes desse tormento eterno.Adorar as traies, amar o engano,Ouvir dos lastimosos o gemido,Passar aflito o dia, o ms, e o ano;Seja embora prazer; que a meu ouvidoSoa melhor a voz do desengano,Que da torpe lisonja o infame rudo.Cludio ManuelProposta 3: PropagandaDefinio: um modo especfico deapresentar informao sobre umproduto, marca, empresa ou poltica que visainfluenciar a atitude de uma audincia para umacausa, posio ou atuao. Ato de difundir algo. 10. Atividade: Produza uma propaganda de acordo com seus conhecimentos, sobre a atualsituao em que se encontram os bens naturais do nosso planeta, baseada no poemaabaixo exaltando o valor da Natureza.Soneto VIIIEste o rio, a montanha esta,Estes os troncos, estes os rochedos;So estes inda os mesmos arvoredos;Esta a mesma rstica floresta.Tudo cheio de horror se manifesta,Rio, montanha, troncos, e penedos;Que de amor nos suavssimos enredosFoi cena alegre, e urna j funesta.Oh quo lembrado estou de haver subidoAquele monte, e as vezes, que baixandoDeixei do pranto o vale umedecido!Tudo me est a memria retratando;Que da mesma saudade o infame rudoVem as mortas espcies despertando.Cludio ManuelProposta 4 : Analisando a Tirinha 11. Atividade: Descubra a relao da tirinha com o poema abaixo.Soneto VIIOnde estou? Este stio desconheo:Quem fez to diferente aquele prado?Tudo outra natureza tem tomado;E em contempl-lo tmido esmoreo.Uma fonte aqui houve; eu no me esqueoDe estar a ela um dia reclinado:Ali em vale um monte est mudado:Quanto pode dos anos o progresso!rvores aqui vi to florescentes,Que faziam perptua a primavera:Nem troncos vejo agora decadentes.Eu me engano: a regio esta no era:Mas que venho a estranhar, se esto presentesMeus males, com que tudo degenera!Cludio ManuelARCADISMO NO BRASILNo Brasil, o arcadismo chega e desenvolve-se na segunda metade do sculoXVIII, em pleno auge do ciclo do ouro naregio de Minas Gerais. tambm nestemomento que ocorre a difuso dopensamento iluminista, principalmenteentre os jovens intelectuais e artistas deMinas Gerais. Desta regio que, ferviaculturalmente e socialmente nesta poca,saram os grandes poetas. 12. Principais Poetas do Arcadismo Brasileiro: Toms Antnio Gonzaga: autor de Liras,Cartas Chilenas e Marlia de Dirceu. Baslio da Gama: autor de O Uraguai. Frei Santa Rita Duro: autor do poema picoCaramuru. Silva Alvarenga: autor de Glaura.REPORTAGEM:ECOSSISTEMA:DesmatamentoO desmatamento um processode degradao da vegetao nativa deuma regio e pode provocar umprocesso de desertificao. O mau usodos recursos naturais, a poluio e aexpanso urbana so alguns fatores quedevastam ambientes naturais e reduzemo nmero de habitats para as espcies.Um dos principais agentes dodesmatamento o homem.Nos ltimos anos, a atividadehumana tem invadido o meio ambienteem diferentes escalas e velocidades, oque resulta na degradao de biomas.Alm de lanar na gua, no ar e no solosubstncias txicas e contaminadas, ohomem tambm agride o ambientecapturando e matando animais silvestrese aquticos e destruindo matas. 13. Muitas florestas naturais j foramderrubadas para dar lugar a estradas,cidades, plantaes, pastagens ou parafornecer madeira. No processo dedesmatamento, primeiro so retiradas asmadeiras de rvores nobres, depois as demenor porte e, em seguida, toda avegetao rasteira destruda. Asqueimadas tambm so causas dedestruio de matas. Elas acabam com ocapim e a cobertura florestal que aindasobrou da degradao.Dos 64 milhes de km deflorestas existentes no planeta, restammenos de 15,5 milhes, ou cerca de24%. Isso quer dizer que 76% dasflorestas primrias j desapareceram.Com exceo de parte das Amricas,todos os continentes desmatarammuito, conforme um estudo da EmpresaBrasileira de Pesquisa Agropecuria(Embrapa) sobre a evoluo das florestasmundiais.Dos 100% de suas florestasoriginais, a frica mantm hoje 7,8%, asia 5,6%, a Amrica Central 9,7% e aEuropa Ocidental o pior caso domundo apenas 0,3%.O continente que mais mantm suasflorestas originais a Amrica do Sul,com 54,8%.O Instituto Nacional dePesquisas Espaciais (Inpe) e outrasorganizaes independentes como aorganizao no-governamental Institutodo Homem e do Meio Ambiente naAmaznia (Imazon) fazem omonitoramento do desmatamento noBrasil. Segundo eles, so desmatadoscerca de 21 mil km por ano no Brasil, oque representa um Estado de Sergipe defloresta no cho por ano.A Mata Atlntica foi a principalvtima do desmatamento florestal no Pase hoje tem apenas cerca de 7% do queseria seu territrio original. Ela reconhecida como o bioma brasileiromais descaracterizado.J o cerrado brasileiro perdeu48,2% da vegetao original. Hoje sodesmatados cerca de 20 mil km porano, principalmente no oeste da Bahia na divisa com Gois e Tocantins e nonorte de Mato Grosso. As reascoincidem com as regies produtoras degros, de carvo e pecuria.A floresta amaznica brasileirapermaneceu praticamente intacta at osanos 1970, quando foi inaugurada arodovia Transamaznica. A partir da,passou a ser desmatada para criao degado, plantao de soja e explorao damadeira.Em busca de madeiras de leicomo o mogno, empresas madeireirasinstalaram-se na regio amaznica parafazer a explorao ilegal. Como a maiorfloresta tropical existente, ela uma dasgrandes preocupaes do mundo inteiro.O desmatamento da Amaznia provocaimpacto na biodiversidade global, nareduo do volume de chuvas econtribui para a piora do aquecimentoglobal.Fonte: http://www.brasil.gov.br/sobre/meio-ambiente/ecossistema/desmatamento. Acessoem: 25/04/2013. 14. Desabafo(autor desconhecido)Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:- A senhora deveria trazer suas prprias sacolas para as compras, pois as sacolinhasde plstico no so amigveis ao ambiente.A senhora pediu desculpas e disse:- No havia essa onda verde no meu tempo.O empregado respondeu:- Esse exatamente o nossoproblema hoje, minha senhora. ASUA gerao no se preocupou osuficiente com o nosso ambiente.- Voc est certo respondea senhora nossa gerao no sepreocupou adequadamente com oambiente. Naquela poca, asgarrafas de leite, garrafas derefrigerante e cerveja eramdevolvidos loja. A loja mandavade volta para a fbrica, onde eramlavadas e esterilizadas antes doreuso, e os fabricantes das bebidasusavam as garrafas, umas tantas outras vezes.Realmente no nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subamos asescadas, porque no havia escadas rolantes nas lojas e nos escritrios. Caminhvamos ato comrcio, ao invs de usar o nosso carro de 300 cavalos de potncia a cada vez queprecisamos ir a dois quarteires.Mas voc est certo. Ns no nos preocupvamos com o ambiente. At ento, asfraldas dos bebs eram lavadas, porque no havia fraldas descartveis. A secagem dasroupas era feita ao ar livre, no nestas mquinas bamboleantes de 220 volts. A energiasolar e elica que realmente secava nossas roupas. Os meninos pequenos usavam asroupas que tinham sido de seus irmos mais velhos, e no roupas sempre novas e sempremais descartveis. 15. verdade, no havia preocupao com o ambiente naqueles dias. Naquela pocas tnhamos somente uma TV ou rdio em casa, e no uma TV em cada quarto. E a TVtinha uma tela do tamanho de um leno, no um telo do tamanho de uma mesa; quedepois ser descartada como?Na cozinha, tnhamos que bater tudo com as mos porque no havia mquinaseltricas que fazem tudo por ns. Quando embalvamos algo um pouco frgil para ocorreio, usvamos jornal amassado para proteg-lo, no plstico bolha ou pellets deplstico que levam sculos para comear a degradar. Naqueles tempos no se usava ummotor a gasolina apenas para cortar a grama e sim um cortador de grama que exigiamsculos. O exerccio era extraordinrio, e no precisava ir a uma academia e usaresteiras que tambm funcionam a eletricidade.Voc tem razo: no havia naquela poca preocupao com o ambiente. Bebamosdiretamente da fonte, quando estvamos com sede, em vez de usar copos plsticos egarrafas PET que agora inundam os oceanos. As canetas eram recarregadas com tintavrias vezes ao invs de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invs de jogarfora todos os aparelhos descartveis s porque a lmina ficou sem corte.Na verdade, tivemos sim uma onda verde naquela poca. Naqueles dias, as pessoastomavam o bonde ou nibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a p para a escola,ao invs de usar a me e o carro da famlia como um servio de txi 24 horas. Tnhamoss uma tomada em cada quarto, e no um quadro de tomadas em cada parede paraalimentar dzias de aparelhos dispensveis. E ns no precisvamos de um GPS parareceber sinais de satlites a milhas de distncia no espao s para encontrar a pizzariamais prxima.Ento, no visvel que a atual gerao fale tanto em meio ambiente e sejajustamente a que apresenta a maior resistncia a abrir mo do estilo de vida degradanteque adotaram? 16. PARA LER E REFLETIR:O SER HUMANO E A NATUREZA(Luiz Carlos Amorim)Neste feriado de sete de setembro estive em Corup e foi um susto muitogrande acordar de madrugada com o barulho da fora do vento, coisas batendo equebrando, muita chuva. No dia seguinte, ao andar pela cidade, vi o que o ventofortssimo havia feito: telhados destrudos, rvores arrancadas ou partidas, at construescadas no cho, alm de postes e out-doors lanados por terra. Vendo os telejornais, vique no fora s ali o caos com tanto vento e tanta chuva. Em quase toda Santa Catarina,tornados haviam passado e deixado rastros de destruio. Ventos de mais de cemquilmetros horrios distriburam pnico e at morte pelo sul e sudeste do nosso Brasil ena Argentina.E vi a chuva caindo, aumentando o risco de novos deslizamentos, aumentando aangstia daqueles que tm suas casas em locais de risco. Lembrei que aquela forajustamente a madrugada seguinte a do dia 7 de setembro, quando deveramos tercomemorado a nossa independncia, a liberdade de todo cidado e pareceu ironia aquelasituao de tragdia. A natureza, mais uma vez, nos alertava para o fato de que noestvamos cuidando direito do meio-ambiente. Que podemos ser livres, sim, mas nossodireito vai at onde comea o direito do outro. E no estamos respeitando o nossoplaneta, o lugar onde vivemos. 17. E a natureza apela, mais uma vez, para que o ser humano repense as suas aesneste nosso mundo, para que ele no sucumba de vez com tanta poluio, tanto descaso,tanta irresponsabilidade.E a natureza lamenta: Sinto muito pela dor que este tempo to diverso estcausando, mas ele est assim porque o homem, o ser humano, no tem se preocupadocom o meio-ambiente com o ar, com a terra, com a gua, que so a sua vida. Apoluio acumulada, no contida h tanto tempo, que descontrolou o clima. A gannciadesmesurada fez com que se fechasse os olhos s agresses contnuas ao meio-ambiente.E isso resulta nas tragdias que esto acontecendo ao redor do mundo. O homemprecisa respeitar mais e proteger a natureza para ser protegido.Isso no me saiu mais da cabea, pois sei que a natureza est dando o seu recado, dissono h a menor dvida. Ns, homens, sbios homens, precisamos nos conscientizar, omais rpido possvel esperemos que no seja tarde demais de que preciso fazeralguma coisa, tomar atitudes para que salvemos o nosso planeta TerraATIVIDADEProposta: Baseado em tudo que foi visto e produzido em sala de aula, acerca do estudodeste Mdulo, produza um Mural Expositivo para conscientizao da preservao daNatureza. Lembre-se que esse Mural ser visto por toda a escola. 18. BLOCO DE ANOTAES:_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________