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Modernização dos Sistemas Audiovisuais do Governo Modernização dos Sistemas Audiovisuais do Governo Baseada em Software Livre Estêvão Chaves Monteiro Lucas Alberto Souza Santos

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  • Modernização dos Sistemas Audiovisuais do

    Governo Baseada em Software Livre

    Estêvão Chaves Monteiro

    Lucas Alberto Souza Santos

    Tema: Arquitetura de Governo Eletrônico –

    Infraestrutura Tecnológica

    Nº de páginas: 30

  • Folha de Rosto

    Título do Trabalho: Modernização dos Sistemas Audiovisuais do Governo Baseada

    em Software Livre

    Tema: Arquitetura de Governo Eletrônico – Infraestrutura Tecnológica

    Autores: Estêvão Chaves Monteiro, Lucas Alberto Souza Santos

    Currículos:

    Estêvão: Analista desenvolvedor de sistemas no Serpro – Recife. Programador

    Java certificado. Instrutor de POO, UML/RUP, Java, JavaScript e AJAX. Mestrando

    em Ciência da Computação na UFPE acerca de sistemas multimídia. Atuou na

    engenharia dos sistemas e-Processo, SispeiWeb e Midas, no Serpro – Salvador.

    Lucas: Mora em Porto Alegre. É analista de Sistemas do SERPRO, onde trabalha

    com a plataforma Java J2SE. Membro do Comitê Regional de Software Livre do

    SERPRO RS. Membro da ONG Associação Software Livre, é um dos organizadores

    do Fórum Internacional de Software Livre (FISL), onde colabora nos GTs de

    Educação e Cultura. Aficionado por tecnologias livres para produção multimídia.

    Atualmente cursa pós-graduação em Gestão Pública com foco em Estratégia pela

    UNB.

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  • Resumo

    As redes de informação estão cada vez mais presentes no dia a dia das

    pessoas e organizações e vêm avançando no volume e complexidade de informa­

    ção que conseguem transmitir. Videoconferência, streaming e vídeo sob deman­

    da são cada vez mais relevantes à comunicação humana, à disseminação de co­

    nhecimento e ao ensino a distância. Em 2012, 57% do volume de dados transmi­

    tidos na Internet foi vídeo, e prevê-se o índice de 86% até 2016. A variedade de

    dispositivos conectados também tem aumentado substancialmente: computado­

    res pessoais convivem com smartphones, tablets, smart TVs e vídeo-games, to­

    dos reproduzindo todo tipo de mídia digital.

    Com um campo de aplicação tão vasto, a tecnologia encontra-se em cons­

    tante evolução. Os formatos de áudio e, principalmente, vídeo, vêm avançando

    significativamente e, junto com eles, as ferramentas livres de conversão de vídeo

    e áudio vêm se sobressaindo como as melhores de suas categorias, sobrepujan­

    do as implementações proprietárias. Novos formatos de vídeo obtém com meta­

    de do volume de dados a mesma qualidade que formatos anteriores, resultando

    em redução em custos de armazenamento e transmissão (tráfego de rede). Além

    disso, são nativamente suportados nos novos e diversos tipos de dispositivos, ou

    seja, apresentam maior compatibilidade e interoperabilidade, e seu uso nesses

    dispositivos é mais eficiente e consome menos energia. A maior interoperabilida­

    de também é verificada nos sistemas operacionais e navegadores de Internet

    atuais, dispensando a instalação de plugins, codecs e outros softwares no cliente.

    Por fim, também oferecem maior resiliência a erros de transmissão e menor la­

    tência na codificação para transmissão ao vivo.

    Hoje, o Serpro já publica para a sociedade canais de comunicação audiovi­

    sual via Internet: TV Serpro, com reportagens e entrevistas de jornalismo, educa­

    ção e cidadania; e Assiste, com streaming ao vídeo de eventos. Além disto, dis­

    ponibiliza internamente serviços de videoconferência e ensino à distância, e

    oportunamente produz para outros órgãos federais portais e sistemas Web que

    fazem ou poderiam fazer uso de conteúdo audiovisual. Em todos esses casos, até

    então, têm-se dependido de formatos (Theora) e players (Java Cortado) já consi­

    2

  • derados obsoletos. O presente trabalho apresenta um levantamento, análise e

    recomendações de novos codecs, conversores, players e plataformas de distri­

    buição de conteúdo audiovisual de licenças livres e códigos abertos, adequados e

    convenientes a implantação nos sistemas do governo brasileiro.

    Palavras-chave: Sistemas audiovisuais, streaming adaptativo, codecs, CMS,

    HTML5, WebM, VP8, Ogg Vorbis, MPEG-4, Advanced Audio Coding, AAC, Advan­

    ced Video Coding, AVC, H.264, Opus, ffmpeg, libav, Flumotion, Kaltura, MediaCo­

    re.

    3

  • Sumário Introdução..............................................................................................................5 1. Estudo de Caso: Serpro......................................................................................6 2. Tecnologias propostas........................................................................................7 2.1. HTML5.............................................................................................................7 2.2. WebM, VP8 e Vorbis......................................................................................10 2.3. MP4, H.264 e AAC..........................................................................................11 2.4. H.265.............................................................................................................13 2.5. Opus..............................................................................................................14 2.6. VP9................................................................................................................ 14 2.7. WebRTC.........................................................................................................14 2.8. Streaming adaptativo sobre HTTP.................................................................15 2.9. HTML Media Capture.....................................................................................16 3. Impactos esperados.........................................................................................16 4. Aspectos Jurídicos.............................................................................................17 4.1. Posicionamento do INPI.................................................................................17 4.2. Considerações Finais.....................................................................................18 5. Objetivos do Projeto.........................................................................................18 5.1. Objetivo geral................................................................................................18 5.2. Objetivos específicos.....................................................................................18 6. Premissas.........................................................................................................19 7. Restrições.........................................................................................................20 8. Metodologia......................................................................................................20 9. Estimativa de escopo.......................................................................................22 10. Protótipo.........................................................................................................22 Anexo A. Catálogo de ferramentas e frameworks de produção audiovisual livres ............................................................................................................................. 24 Referências...........................................................................................................28

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  • Introdução

    As redes de informação estão cada vez mais presentes no dia a dia das

    pessoas e organizações e vêm avançando no volume e complexidade de informa­

    ção que conseguem transmitir. Videoconferência, streaming e vídeo sob deman­

    da são cada vez mais relevantes à comunicação humana, à disseminação de co­

    nhecimento e ao ensino à distância. O volume de vídeo destinado ao consumidor

    na Internet hoje passa de 50% de todo o tráfego da rede global; adicionando-se a

    esse índice todas as demais formas de distribuição e aplicações de vídeo, como

    ponto-a-ponto (P2P), TV e videoconferência, estima-se um índice da ordem de

    86% até 2016 [1]. A variedade de dispositivos conectados também tem aumen­

    tado substancialmente: onde outrora reinavam, solitários, os computadores pes­

    soais, hoje temos smartphones, tablets, smart TVs e vídeo-games não apenas di­

    vidindo a rede, mas também reproduzindo todo tipo de mídia digital de virtual­

    mente qualquer finalidade.

    Com um campo de aplicação tão vasto, a área de vídeo e áudio digitais

    está em constante evolução. Os formatos de áudio e, principalmente, vídeo, com

    suas técnicas de compressão de redundâncias, otimização psicovisual, otimiza­

    ção psicoauditiva e resiliência a erros de transmissão, vêm avançando significati­

    vamente e, junto com eles, as ferramentas livres de conversão de vídeo e áudio

    vêm se sobressaindo como as melhores de suas categorias, sobrepujando as im­

    plementações proprietárias. Além disso, a TV de alta definição (HD) contrasta

    com os dispositivos móveis ainda muito simples, enquanto as conexões fixas de

    alta velocidade contrastam com as conexões móveis mais lentas, limitadas e ca­

    ras, de modo que se tornou univ

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