Mercedes-Benz Financial Services Portugal – Instituição Financeira ...

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  • Mercedes-Benz Financial Services Portugal

    Instituio Financeira de Crdito, S.A.

    Relatrio e Contas 2013

  • NDICE

    Relatrio de Gesto.......................................................................................................... 4

    Demonstraes Financeiras

    Demonstrao dos Resultados........................................................................... 8

    Demonstrao do Rendimento Integral............................................................. 9

    Balano................................................................................................................ 10

    Demonstrao dos Fluxos de Caixa.................................................................. 11

    Mapa de Alteraes no Capital Prprio............................................................ 12

    Notas s Demonstraes Financeiras............................................................................13

    Anexos

    Certificao Legal das Contas

    Relatrio e Parecer do Fiscal nico

    Poltica de Remuneraes de Colaboradores

    Poltica de Remuneraes dos Orgos de Administrao e Fiscalizao

  • 3

    RELATRIO DE GESTO

  • Relatrio de Gesto Exerccios Findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    4

    1. 1. A Empresa A actividade em 2013 A actividade da Mercedes-Benz Financial Services Portugal Instituio Financeira de Crdito, SA (MBFSP ou

    Sociedade) em 2013 caracteriza-se por um aumento do volume de novos contratos em 16% face a 2012.

    O Mercado automvel cresceu cerca de 11% em comparao com 2012, registando um aumento de

    aproximadamente 13 mil unidades, especialmente no segmento de veculos ligeiros de passageiros. Em

    termos de performance, o importador das marcas Mercedes-Benz / SMART aumenta a sua Quota de

    Mercado em cerca de 56 pontos base e a taxa de penetrao da MBAV, em conjunto com a Mercedes-Benz

    Financial Services Portugal Instituio Financeira de Crdito, SA, apesar de registar uma ligeira diminuio

    (-1.71%) mantm-se muito prxima dos 50%.

    Nota: Taxa penetrao conjunta com Mercedes-Benz Aluguer de Veculos, Unipessoal Lda

    Relativamente segmentao do volume de novos contratos financiados e apesar dos veculos ligeiros de

    passageiros continuarem a representar o segmento de maior importncia, destaca-se o crescimento do

    segmento de veculos pesados com crescimento de 362% face a 2012.

    Montante Financiado Novos Contratos

    O valor bruto da carteira de crdito aumentou 5,6% face a 2012, fortemente impulsionado pelos segmentos

    de ligeiros de passageiros e veculos pesados. O crdito de stock apresentou tambm um crescimento de

    8%, representando um aumento de aproximadamente 6 M face a 2012.O mix da carteira mantm-se

    inalterado: 30% crdito de stock e 70% contractos de retalho:

  • Relatrio de Gesto Exerccios Findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    5

    A MBFS apresenta um nvel de incumprimento dos clientes devedores h mais de 60 dias face ao total da

    carteira de crdito bruta de aproximadamente 3% (nveis de delinquncia equiparveis ao ano de 2011), o

    que se revela um rcio bastante positivo face s condies econmicas vividas pelos Portugueses durante o

    ano de 2013.

    Foi dada continuidade estratgia de reforo de recursos humanos e optimizao de processos nas reas

    vitais, nomeadamente aquelas que tm impacto na qualidade do servio, tal como o atendimento ao cliente e

    rede de concessionrio Mercedes-Benz / Smart e anlise de crdito, bem como desenvolvimento da rea

    comercial. Foi ainda dado enfoque a diversos Projectos, que visam a melhoria do servio prestado aos

    clientes bem como o aumento de eficincia operacional da empresa.

    2. Perspectivas futuras

    A Administrao perspectiva um ano de 2014 com os mesmos desafios e dificuldades de mercado no sector

    automvel e mercado financeiro, embora se encontre optimista no acrscimo da carteira de contratos da

    MBFSP, ainda que a nveis moderados.

    3. Proposta de aplicao dos resultados

    Propomos que o lucro do exerccio de 1.516.049, deduzido do montante de 151.605 destinado reserva

    legal, seja levado conta de resultados transitados.

  • Relatrio de Gesto Exerccios Findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    6

    4. Nota Final

    O Conselho de Administrao gostaria de expressar os seus agradecimentos ao accionista Mercedes-Benz

    Portugal, Clientes, Parceiros de Negcio e em especial a todos os colaboradores que de forma empenhada

    se tm dedicado ao exerccio das suas funes, bem como a todos que de forma directa ou indirecta

    contriburam para a consecuo dos objectivos atingidos.

    Como resultado de todos os esforos conjuntos, a Instituio foi novamente seleccionada para integrar a

    lista das 25 melhores empresas para trabalhar em Portugal eleitas pelo Great Place to Work Institute

    Portugal, facto que reala o xito do empenho e dedicao de todos.

    Abrunheira, 05 de Maro de 2014

    A Administrao

    ______________________________________

  • DEMONSTRAES FINANCEIRAS

  • Demonstrao dos Resultados Exerccios Findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    8

    2013 2012Notas Euros Euros

    Juros e rendimentos similares 3 12.589.301 12.799.558Juros e encargos similares 3 (5.126.505) (4.785.270)

    7.462.796 8.014.288

    Resultados de servios e comisses 4 515.956 545.177Outros resultados de explorao 5 1.649.420 535.449

    9.628.172 9.094.914

    Custos com o pessoal 6 2.093.069 2.235.428Gastos gerais administrativos 7 3.947.914 2.938.949Depreciaes e Amortizaes 8 60.273 59.013Imparidade do crdito lquida de reverses e recuperaes 9 840.404 1.024.865Imparidade de outros activos lquida de reverses e recuperaes 10 (37.017) 442.766Outras provises lquidas de reverses 11 115.934 285.427

    2.607.595 2.108.466

    Impostos correntes 12 (1.024.827) (1.010.640)Impostos diferidos 12 (66.719) (3.772)

    1.516.049 1.094.054

    Resultado por aco

    Bsico 13 0,084 0,061Diludo 13 0,084 0,061

    O TCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAO

    Margem financeira

    Total de proveitos operacionais

    Resultado antes de imposto

    Resultado lquido do exerccio

    As notas explicativas fazem parte integrante destas demonstraes financeiras

  • Demonstrao do Rendimento Integral Exerccios Findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    9

    2013 2012Euros Euros

    Resultado lquido 1.516.049 1.094.054

    1.516.049 1.094.054

    O TCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAO

    Total do rendimento integral do exerccio

    As notas explicativas fazem parte integrante destas demonstraes financeiras

  • Balano Exerccios Findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    10

    2013 2012

    Notas Euros Euros

    Activo

    Disponibilidades em outras instituies de crdito 14 3.931.604 3.199.938Activos disponveis para venda 649 649Crditos a clientes 15 255.112.333 244.399.782Activos no correntes detidos para venda 16 218.006 206.895Activos tangveis 17 201.402 235.965Activos intangveis 18 9.298 17.366Activos por impostos diferidos 19 570.789 637.508Outros activos 20 9.000.605 4.008.152

    269.044.686 252.706.255

    Passivo

    Recursos de outras instituies de crdito 21 134.579.106 71.371.879Recursos de clientes e outros emprstimos 22 91.452.168 146.514.803Provises 23 3.083.907 3.026.230Passivos por impostos correntes 24 1.061.518 925.198Passivos subordinados 25 - - Outros passivos 26 11.573.480 5.089.687

    241.750.179 226.927.797

    Capital Prprio

    Capital 27 18.001.000 18.001.000Reservas e resultados transitados 28 e 29 7.777.458 6.683.404Resultado do exerccio 1.516.049 1.094.054

    27.294.507 25.778.458

    269.044.686 252.706.255

    O TCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAO

    Total do Activo

    Total do Passivo

    Total do Capital Prprio

    Total do Capital Prprio e Passivo

    As notas explicativas fazem parte integrante destas demonstraes financeiras

  • Demonstrao dos Fluxos de Caixa Exerccios Findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    11

    2013 2012Notas Euros Euros

    Fluxos de caixa de actividades operacionais

    Juros, comisses e outros proveitos recebidos 15.612.638 14.735.563 Juros, comisses e outros custos pagos (6.775.473) (6.012.826)Pagamentos a fornecedores e empregados (444.734) (8.079.408)Outros pagamentos e recebimentos 2.376.860 (115.311)

    10.769.291 528.018

    Variao nos activos e passivos operacionais Fundos adiantados a clientes (12.365.636) 6.655.471 Dbitos para com instituies de crdito 63.000.000 (25.000.000) Dbitos para com empresas grupo (58.000.000) 25.000.000 Dbitos para com clientes (116.510) (304.311)

    (7.482.146) 6.351.160

    Impostos sobre os rendimentos pagos (1.001.875) (1.184.519)

    2.285.270 5.694.659

    Fluxos de caixa de actividades de investimento

    Aquisies de imobilizado (17.642) (43.148)Aumentos em outras contas do activo (4.428.274) 633.571

    (4.445.916) 590.423

    Fluxos de caixa de actividades de financiamento

    Aumento de capital social - -

    - -

    Variao lquida em caixa e seus equivalentes (2.160.646) 6.285.082 Caixa e seus equivalentes no incio do exerccio 2.948.780 (3.336.302)

    788.134 2.948.780

    Caixa e seus equivalentes engloba

    Disponibilidades em outras IC 14 3.931.604 3.199.938 Outros recursos (3.143.470) (251.158)

    788.134 2.948.780

    0,33 0,04

    O TCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAO

    Caixa e seus equivalentes no fim do exerccio

    Caixa e seus equivalentes no fim do exerccio

    Fluxos de caixa liqudos das actividades de financiamento

    Fluxos de caixa liqudos das actividades operacionais

    Fluxos de caixa liqudos das actividades de investimento

    As notas explicativas fazem parte integrante destas demonstraes financeiras

  • Mapa de Alteraes no Capital Prprio Exerccios Findos em 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    12

    Saldo em 31 de Dezembro de 2010 16.657.461 11.501.000 328.677 1.361.263 3.466.521

    Constituio de reservasReserva legal - - 136.127 (136.127) -

    Transferncia para resultados transitados - - - (1.225.136) 1.225.136 Aumento capital 6.500.000 6.500.000 - - - Resultado lquido do exerccio 1.526.943 - - 1.526.943 -

    Saldo em 31 de Dezembro de 2011 24.684.404 18.001.000 464.804 1.526.943 4.691.657

    Constituio de reservasReserva legal - - 152.695 (152.695) -

    Transferncia para resultados transitados - - - (1.374.248) 1.374.248 Aumento capital - - - - - Resultado lquido do exerccio 1.094.054 - - 1.094.054 -

    Saldo em 31 de Dezembro de 2012 25.778.458 18.001.000 617.499 1.094.054 6.065.905

    Constituio de reservasReserva legal - - 109.405 (109.405) -

    Transferncia para resultados transitados - - - (984.649) 984.649 Aumento capital - - - - - Resultado lquido do exerccio 1.516.049 - - 1.516.049 -

    Saldo em 31 de Dezembro de 2013 27.294.507 18.001.000 726.904 1.516.049 7.050.554

    O TCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAO

    Resultados transitados

    Total do capital prprio

    Capital Reserva legalResultado exerccio

    As notas explicativas fazem parte integrante destas demonstraes financeiras

  • NOTAS S DEMONSTRAES FINANCEIRAS

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    14

    1. Polticas contabilsticas

    1.1 Bases de apresentao

    A Mercedes-Benz Financial Services Portugal Instituio Financeira de Crdito, S.A. (IFIC ou Sociedade) foi

    constituda por escritura pblica no decurso do ms de Maio de 2004 e iniciou a sua actividade no ms de

    Julho de 2004.

    No mbito do disposto no Regulamento (CE) n. 1606/02 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de

    Julho de 2002, na sua transposio para a legislao Portuguesa atravs do Decreto-Lei n. 35/05, de 17 de

    Fevereiro e do Aviso n. 1/05, do Banco de Portugal, as demonstraes financeiras da IFIC so preparadas

    de acordo com as Normas de Contabilidade Ajustadas (NCA), tal como definidas pelo Banco de Portugal.

    As NCA traduzem-se na aplicao s demonstraes financeiras individuais das Normas Internacionais de

    Relato Financeiro (IFRS) tal como adoptadas na Unio Europeia, com excepo de algumas matrias

    reguladas pelo Banco de Portugal, como a imparidade do crdito a clientes e o tratamento contabilstico

    relativo ao reconhecimento em resultados transitados dos ajustamentos das responsabilidades por penses

    de reforma e sobrevivncia apuradas na transio.

    Os IFRS incluem as normas contabilsticas emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e

    as interpretaes emitidas pelo International Financial Reporting Interpretation Committee (IFRIC) e pelos

    respectivos rgos antecessores.

    As demonstraes financeiras da IFIC agora apresentadas reportam-se ao exerccio findo em 31 de

    Dezembro de 2013 e foram preparadas de acordo com as NCA, as quais incluem os IFRS em vigor tal como

    adoptados na Unio Europeia at 31 de Dezembro de 2013. As polticas contabilsticas utilizadas pela

    Sociedade na preparao das suas demonstraes financeiras referentes a 31 de Dezembro de 2013 so

    consistentes com as utilizadas na preparao das demonstraes financeiras anuais com referncia a 31 de

    Dezembro de 2012.

    As principais normas e interpretaes adoptadas no exerccio de 2013 so referidas na nota 36. As normas e

    interpretaes tiveram sobretudo impacto ao nvel da apresentao das demonstraes financeiras e das

    divulgaes sendo apresentados valores comparativos relativamente s novas divulgaes exigidas.

    As demonstraes financeiras foram preparadas de acordo com o princpio do custo histrico, com excepo

    dos activos e passivos registados ao seu justo valor, nomeadamente instrumentos financeiros derivados,

    activos e passivos financeiros ao justo valor atravs dos resultados, activos financeiros disponveis para

    venda e activos e passivos cobertos, na sua componente que est a ser objecto de cobertura.

    Estas demonstraes financeiras foram aprovadas em reunio do Conselho de Administrao em 05 de

    Maro de 2014.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    15

    A preparao de demonstraes financeiras de acordo com as NCA requer que a Sociedade efectue

    julgamentos e utilize pressupostos que afectam a aplicao das polticas contabilsticas e os montantes de

    proveitos, custos, activos e passivos. Alteraes em tais pressupostos ou diferenas destes face realidade

    podero ter impacto sobre as actuais estimativas e julgamentos. As reas que envolvem um maior nvel de

    julgamento ou de complexidade, ou onde so utilizados pressupostos e estimativas significativas na

    preparao das demonstraes financeiras, encontram-se analisadas na nota 2.

    1.2 Crdito a clientes

    A rubrica crdito a clientes inclui os emprstimos originados pela Sociedade, para os quais no existe uma

    inteno de venda no curto prazo, sendo o seu registo efectuado na data em que os fundos so

    disponibilizados aos clientes.

    O crdito a clientes desreconhecido do balano quando:

    (i) Expiram os direitos contratuais da Sociedade ao recebimento dos seus fluxos de caixa, ou

    a Sociedade transferiu substancialmente todos os riscos e benefcios associados sua deteno,

    (ii) No obstante a Sociedade ter retido parte, mas no substancialmente, todos os riscos e benefcios

    associados sua deteno, o controlo sobre os activos foi transferido.

    O crdito a clientes reconhecido inicialmente ao seu justo valor, acrescido das comisses e dos custos

    externos imputveis contratao de operaes de crdito, que so periodificados na proporo do registo

    dos respectivos juros, sendo apresentado em balano deduzido de provises para crdito.

    Imparidade

    A poltica da Sociedade consiste na avaliao regular da existncia de evidncia objectiva de imparidade na

    sua carteira de crdito. As perdas por imparidade identificadas so registadas por contrapartida de

    resultados, sendo subsequentemente revertidas por resultados caso se verifique uma reduo do montante

    da perda estimada, num perodo posterior.

    Aps o reconhecimento inicial, um crdito ou uma carteira de crditos sobre clientes, definida como um

    conjunto de crditos de caractersticas de risco semelhantes, poder ser classificada com imparidade

    quando existe evidncia objectiva de imparidade resultante de um ou mais eventos, e quando estes tenham

    impacto no valor estimado dos fluxos de caixa futuros do crdito ou carteira de crditos sobre clientes, cuja

    mensurao possa ser estimada com razoabilidade.

    Inicialmente, a Sociedade avalia se existe evidncia objectiva de imparidade para os crditos numa base

    individual. Para a identificao desses crditos e na respectiva avaliao das perdas por imparidade, a

    Sociedade utiliza a informao que suporta os modelos de risco de crdito.

    Para as carteiras de crdito constitudas por conjuntos homogneos de crdito, o clculo das perdas por

    imparidade efectua-se atravs de anlise colectiva.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    16

    As perdas por imparidade relativas a conjuntos homogneos de crdito, determinadas em termos colectivos,

    pretendem reflectir as perdas incorridas, incluindo as perdas incorridas ainda no identificadas (IBNR) e so

    calculadas considerando os seguintes aspectos:

    - Experincia histrica de perdas em carteiras de risco semelhante;

    - Conhecimento da envolvente econmica e da sua influncia sobre o nvel das perdas histricas; e

    - Perodo estimado entre a ocorrncia da perda e a sua identificao.

    A metodologia e os pressupostos utilizados para estimar os fluxos de caixa futuros so revistos regularmente

    pela Sociedade, de forma a monitorizar as diferenas entre as estimativas de perdas e as perdas reais.

    Conforme referido na poltica contabilstica descrita na nota 1.1 e no obstante o que foi referido

    anteriormente, a Sociedade aplica nas suas contas as NCA pelo que, de acordo com o definido nos ns 2 e 3

    do Aviso n. 1/05 do Banco de Portugal, a valorimetria e provisionamento do crdito concedido mantm o

    regime definido pelas regras do Banco de Portugal aplicado pela Sociedade nos exerccios anteriores, como

    segue:

    i) Proviso especfica para crdito concedido

    A proviso especfica para crdito concedido baseada na avaliao dos crditos vencidos, incluindo os

    crditos vincendos associados, destinando-se a cobrir crditos de risco especfico, sendo apresentada como

    deduo ao crdito concedido. A avaliao desta proviso efectuada periodicamente pela Sociedade,

    tomando em considerao a existncia de garantias e o perodo de incumprimento.

    A proviso especfica assim calculada assegura o cumprimento dos requisitos estabelecidos pelo Banco de

    Portugal atravs dos Avisos n. 3/95, de 30 de Junho de 1995, n 2/99, de 15 de Janeiro de 1999, n 8/03

    de 8 de Fevereiro de 2003.

    ii) Proviso para riscos gerais de crdito

    Esta proviso destina-se a cobrir riscos potenciais existentes em qualquer carteira de crdito concedido,

    incluindo os crditos por assinatura, mas que no foram identificados como de risco especfico,

    encontrando-se registada no passivo.

    A proviso para riscos gerais de crdito constituda com base no disposto nos Avisos n. 3/95, de 30 de

    Junho de 1995, n 2/99, de 15 de Janeiro de 1999 e n 8/03 de 8 de Fevereiro de 2003, do Banco de

    Portugal.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    17

    1.3 Activos no correntes detidos para venda

    Os activos no correntes detidos para venda incluem viaturas resultantes da resoluo de contratos de

    crdito sobre clientes. Estes activos so mensurados inicialmente pelo menor entre o seu justo valor e o

    valor de balano do crdito que lhe deu origem.

    O justo valor baseado no valor de mercado, sendo este determinado com base no preo expectvel de

    venda obtido atravs de tabelas de referncia do sector automvel.

    A mensurao subsequente destes activos efectuada ao menor entre o seu valor contabilstico e o

    correspondente justo valor actual, no sendo sujeitos a amortizao. Caso existam perdas no realizadas,

    estas so registadas por contrapartida de resultados do exerccio.

    1.4 Locaes

    A Sociedade classifica as operaes de locao como locaes financeiras ou locaes operacionais, em

    funo da sua substncia e no da sua forma legal, cumprindo os critrios definidos no IAS 17 Locaes.

    So classificadas como locaes financeiras as operaes em que os riscos e benefcios inerentes

    propriedade de um activo so transferidas para o locatrio. Todas as restantes operaes de locao so

    classificadas como locaes operacionais.

    Locao operacional

    Os pagamentos efectuados pela Sociedade luz de contratos de locao operacional so registados em

    custos nos perodos a que dizem respeito.

    Locao financeira

    i) Como locatrio

    Os contratos de locao financeira so registados na data do seu incio, no activo e no passivo, pelo custo de

    aquisio da propriedade locada, que equivalente ao valor actual das rendas de locao vincendas. As

    rendas so constitudas (i) pelo encargo financeiro que debitado em resultados e (ii) pela amortizao

    financeira do capital que deduzida ao passivo. Os encargos financeiros so reconhecidos como custos ao

    longo do perodo da locao, a fim de produzirem uma taxa de juro peridica constante sobre o saldo

    remanescente do passivo em cada perodo.

    ii) Como locador

    Os contratos de locao financeira so registados no balano como crditos concedidos pelo valor

    equivalente ao investimento lquido realizado nos bens locados.

    Os juros includos nas rendas debitadas aos clientes so registadas como proveitos enquanto que as

    amortizaes de capital tambm includas nas rendas so deduzidas ao valor do crdito concedido a clientes.

    O reconhecimento dos juros reflecte uma taxa de retorno peridica constante sobre o investimento lquido

    remanescente do locador.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    18

    1.5 Reconhecimento de juros

    Os resultados referentes a juros de instrumentos financeiros mensurados ao custo amortizado, utilizando o

    mtodo da taxa efectiva, so reconhecidos nas rubricas de juros e proveitos similares ou juros e custos

    similares.

    A taxa de juro efectiva a taxa que desconta os pagamentos ou recebimentos futuros estimados durante a

    vida esperada do instrumento financeiro ou, quando apropriado, um perodo mais curto, para o valor lquido

    actual de balano do activo ou passivo financeiro.

    Para a determinao da taxa de juro efectiva a Sociedade procede estimativa dos fluxos de caixa futuros,

    considerando todos os termos contratuais do instrumento financeiro, no considerando, no entanto,

    eventuais perdas de crdito futuras. O clculo inclui ainda as comisses consideradas como parte integrante

    da taxa de juro efectiva, custos de transaco e todos os prmios e descontos directamente relacionados

    com a transaco.

    No caso de activos financeiros ou grupos de activos financeiros semelhantes para os quais foram

    reconhecidas perdas por imparidade, os juros registados em resultados so determinados com base na taxa

    de juro utilizada na mensurao da perda por imparidade.

    1.6 Reconhecimento de proveitos resultantes de servios e comisses

    Os proveitos resultantes de servios e comisses so reconhecidos de acordo com os seguintes critrios:

    - Quando so uma parte integrante da taxa de juro efectiva de um instrumento financeiro so registados

    em resultados pelo mtodo da taxa de juro efectiva;

    - Quando so obtidos medida que os servios so prestados, o seu reconhecimento em resultados

    efectuado no perodo a que respeitam; e

    - Quando resultam de uma prestao de servios o seu reconhecimento efectuado quando o referido

    servio est concludo.

    1.7 Activos tangveis

    Os activos tangveis encontram-se valorizados ao custo, deduzido das respectivas amortizaes acumuladas

    e perdas de imparidade.

    Os custos subsequentes so reconhecidos apenas se for provvel que deles resultaro benefcios

    econmicos futuros para a Sociedade. Todas as despesas com manuteno e reparao so reconhecidas

    como custo de acordo com o princpio da especializao dos exerccios.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    19

    As amortizaes so calculadas pelo mtodo das quotas constantes, de acordo com os seguintes perodos

    que reflectem a vida til esperada:

    Nmero de

    Anos

    Equipamento:

    Mobilirio e material 8

    Mquinas e ferramentas 5

    Equipamento informtico 3

    Instalaes interiores 8 a 10

    Equipamento de transporte 4

    Outros activos tangveis 4 a 8

    Quando existe indicao de que um activo possa estar em imparidade, o IAS 36 exige que o seu valor

    recupervel seja estimado, devendo ser reconhecida uma perda por imparidade sempre que o valor lquido

    de um activo exceda o seu valor recupervel. As perdas por imparidade so reconhecidas na demonstrao

    dos resultados.

    O valor recupervel determinado como o mais elevado entre o seu preo de venda lquido e o seu valor de

    uso, sendo este calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa estimados futuros que se esperam vir

    a obter do uso continuado do activo e da sua alienao no fim da sua vida til.

    1.8 Activos intangveis

    Software

    Os custos incorridos com a aquisio de software so capitalizados, assim como as despesas adicionais

    suportadas pela Sociedade necessrias sua implementao. Estes custos so amortizados de forma linear

    ao longo da vida til esperada destes activos (3 anos).

    Os custos com a manuteno de programas informticos so reconhecidos como custos quando incorridos.

    1.9 Caixa e equivalentes de caixa

    Para efeitos da demonstrao dos fluxos de caixa, a caixa e seus equivalentes englobam os valores

    registados no balano com maturidade inferior a trs meses a contar da data de balano, onde se incluem a

    caixa e disponibilidades em outras instituies de crdito.

    A caixa e equivalentes de caixa excluem os depsitos de natureza obrigatria, realizados junto de bancos

    centrais.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    20

    1.10 Compensao de instrumentos financeiros

    Os activos e passivos financeiros so apresentados no balano pelo seu valor lquido quando existe a

    formalidade legal de compensar os valores reconhecidos e existe a inteno de os liquidar pelo seu valor

    lquido, ou realizar o activo e liquidar o passivo, simultaneamente.

    1.11 Transaces em moeda estrangeira

    As transaces em moeda estrangeira so convertidas taxa de cmbio da data da transaco. Os activos e

    passivos monetrios denominados em moeda estrangeira, que esto contabilizados ao custo histrico, so

    convertidos taxa de cmbio da data de balano. As diferenas cambiais resultantes da converso so

    reconhecidas em resultados.

    Os activos e passivos no monetrios denominados em moeda estrangeira, registados ao custo histrico,

    so convertidos taxa de cmbio da data da transaco. Activos e passivos no monetrios registados ao

    justo valor so convertidos taxa de cmbio da data em que o justo valor foi determinado.

    1.12 Imposto sobre lucros

    Os impostos sobre lucros registados em resultados, incluem o efeito dos impostos correntes e impostos

    diferidos. O imposto reconhecido na demonstrao de resultados, excepto quando relacionado com itens

    que sejam movimentados no capital prprio, facto que implica o seu reconhecimento no capital prprio. Os

    impostos diferidos reconhecidos no capital prprio, decorrentes da reavaliao de activos financeiros

    disponveis para venda e de derivados de cobertura de fluxos de caixa so posteriormente reconhecidos em

    resultados no momento em que forem reconhecidos em resultados os ganhos e perdas que lhes deram

    origem.

    Os impostos correntes correspondem ao valor esperado a pagar sobre o rendimento tributvel do perodo,

    utilizando a taxa de juro da data de balano e quaisquer ajustamentos aos impostos de perodos anteriores.

    Os impostos diferidos so calculados de acordo com o mtodo do passivo com base no balano, sobre as

    diferenas temporrias entre os valores contabilsticos dos activos e passivos e a sua base fiscal, utilizando

    as taxas de imposto aprovadas ou substancialmente aprovadas data de balano em cada jurisdio e que

    se espera que venham a ser aplicadas quando as diferenas temporrias se reverterem.

    Os impostos diferidos passivos so reconhecidos para todas as diferenas temporrias tributveis, das

    diferenas resultantes do reconhecimento inicial de activos e passivos que no afectem quer o lucro

    contabilstico quer o fiscal. Os impostos diferidos activos so reconhecidos apenas na medida em que seja

    expectvel que existam lucros tributveis no futuro, capazes de absorver as diferenas temporrias

    dedutveis.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    21

    1.13 Relato por segmentos

    Considerando que a Sociedade no detm ttulos de capital prprio ou de dvida que sejam negociados

    publicamente, luz do pargrafo 2 do IFRS 8, a Sociedade no apresenta informao relativa aos segmentos.

    1.14 Passivos financeiros

    Um instrumento classificado como passivo financeiro quando existe uma obrigao contratual da sua

    liquidao ser efectuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro activo financeiro, independentemente

    da sua forma legal.

    Os passivos financeiros no derivados incluem recursos de instituies de crdito e de clientes, outros

    emprstimos e passivos subordinados.

    Estes passivos financeiros so registados (i) inicialmente pelo seu justo valor deduzido dos custos de

    transaco incorridos e (ii) subsequentemente ao custo amortizado, com base no mtodo da taxa efectiva.

    1.15 Provises

    So reconhecidas provises quando: (i) a Sociedade tem uma obrigao presente, legal ou construtiva, (ii)

    seja provvel que o seu pagamento venha a ser exigido e (iii) quando possa ser feita uma estimativa fivel do

    valor dessa obrigao.

    1.16 Resultado por aco

    Os resultados por aco bsicos so calculados dividindo o resultado lquido atribuvel a accionistas pelo

    nmero mdio ponderado de aces ordinrias emitidas, excluindo o nmero mdio de aces ordinrias

    compradas pela Sociedade e detidas como aces prprias.

    Para o resultado por aco diludo, o nmero mdio de aces ordinrias emitidas ajustado para assumir a

    converso de todas as potenciais aces ordinrias tratadas como diluidoras. Emisses contingentes ou

    potenciais so tratadas como diluidoras quando a sua converso para aces faz decrescer o resultado por

    aco.

    2. Principais estimativas e julgamentos utilizados na elaborao das demonstraes

    financeiras

    As NCA estabelecem um conjunto de tratamentos contabilsticos que requerem que o Conselho de

    Administrao efectue o julgamento e faa as estimativas necessrias de forma a decidir qual o tratamento

    contabilstico mais adequado. As principais estimativas contabilsticas e julgamentos utilizados na aplicao

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    22

    dos princpios contabilsticos pela Sociedade so analisadas nesta nota, com o objectivo de melhorar o

    entendimento de como a sua aplicao afecta os resultados reportados da Sociedade e a sua divulgao.

    Uma descrio alargada das principais polticas contabilsticas utilizadas pela Sociedade apresentada na

    nota 1 s demonstraes financeiras.

    Considerando que, em algumas situaes, as normas contabilsticas permitem um tratamento contabilstico

    alternativo em relao ao adoptado pelo Conselho de Administrao, os resultados reportados pela

    Sociedade poderiam ser diferentes caso um tratamento diferente fosse escolhido. O Conselho de

    Administrao considera que os critrios adoptados so apropriados e que as demonstraes financeiras

    apresentam de forma adequada a posio financeira da Sociedade e das suas operaes em todos os

    aspectos materialmente relevantes.

    Os resultados das alternativas analisadas de seguida so apresentados apenas para permitir um melhor

    entendimento das demonstraes financeiras e no tm inteno de sugerir que outras alternativas ou

    estimativas so mais apropriadas.

    Perdas por imparidade no crdito sobre clientes

    A Sociedade efectua uma reviso peridica da sua carteira de crdito, de forma a avaliar a existncia de

    imparidade, conforme referido na nota 1.2, tendo como referncia os nveis mnimos exigidos pelo Banco de

    Portugal atravs do Aviso n. 3/95.

    O processo de avaliao da carteira de crdito, de forma a determinar se uma perda por imparidade deve ser

    reconhecida, sujeito a diversas estimativas e julgamentos. Este processo inclui factores como a frequncia

    de incumprimento, notaes de risco, taxas de recuperao das perdas e as estimativas, quer dos fluxos de

    caixa futuros, quer do momento do seu recebimento.

    A utilizao de metodologias alternativas e de outros pressupostos e estimativas poderiam resultar em nveis

    diferentes das perdas por imparidade reconhecidas, com o consequente impacto nos resultados da

    Sociedade.

    Imparidade dos activos de longo prazo

    Os activos fixos tangveis e intangveis so revistos para efeitos de imparidade quando existem factos ou

    circunstncias que indicam que o seu valor lquido no recupervel.

    Considerando as incertezas quanto ao valor de recuperao do valor lquido dos activos fixos tangveis e

    intangveis, pelo facto de se basear na melhor informao disponvel data, as alteraes de pressupostos

    podero resultar em impactos na determinao do nvel de imparidade e consequentemente nos resultados

    da Sociedade.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    23

    Imposto sobre os lucros

    Para determinar o montante global de impostos sobre os lucros foi necessrio efectuar determinadas

    interpretaes e estimativas. Existem diversas transaces e clculos para os quais a determinao do valor

    final do imposto a pagar incerto durante o ciclo normal de negcios.

    Outras interpretaes e estimativas poderiam resultar num nvel diferente de impostos sobre os lucros,

    correntes e diferidos, reconhecidos no perodo.

    As Autoridades Fiscais tm a atribuio de rever o clculo da matria colectvel efectuado pela Sociedade,

    durante um perodo de quatro ou seis anos, no caso de haver prejuzos reportveis. Desta forma, possvel

    que ocorram correces matria colectvel, resultantes principalmente de diferenas na interpretao da

    legislao fiscal. No entanto, convico do Conselho de Administrao da Sociedade, de que no haver

    correces significativas aos impostos sobre lucros registados nas demonstraes financeiras.

    3. Margem financeira

    A rubrica composta por:

    2013 2012

    Euros Euros

    Locao financeira 9.431.145 9.650.360Crdito ao consumo 2.065.517 2.155.208Crdito tomado 1.092.638 993.425Outros juros e rendimentos similares 1 565

    12.589.301 12.799.558

    Recursos de instituies de crdito no pas (2.148.259) (1.900.749)Recursos de clientes e outros emprstimos (2.978.246) (2.884.521)

    (5.126.505) (4.785.270)

    7.462.796 8.014.288

    Juros e rendimentos similares

    Juros e encargos similares

    Margem financeira

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    24

    Os proveitos e custos resultantes de servios e comisses, que so registados em resultados na rubrica

    Juros e rendimentos similares, podem ser analisados como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Proveitos resultantes de comisses cobradas 4.692.971 4.618.561Custos resultantes de comisses pagas (1.497.412) (1.636.459)

    3.195.559 2.982.102

    4. Resultados de servios e comisses

    Esta rubrica composta por:

    2013 2012

    Euros Euros

    Outros proveitos de servios e comisses 640.841 652.573

    640.841 652.573

    Outros custos com servios e comisses (124.885) (107.396)

    (124.885) (107.396)

    515.956 545.177

    Rendimentos de servios e comisses

    Encargos com servios e comisses

    Resultados lquidos de servios e comisses

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    25

    5. Outros resultados de explorao

    A rubrica composta por:

    2013 2012

    Euros Euros

    Reembolso de despesas 1.895.647 1.461.331 Mais-valias em bens de locao financeira 227.939 170.151 Outros proveitos de explorao 770.206 1.116.043

    2.893.792 2.747.525

    Impostos (372.331) (244.494)Menos-valias em bens de locao financeira (483.918) (911.696)Donativos e quotizaes (11.486) (12.329)Fundo de Resoluo (51.675) - Outros custos de explorao (324.962) (1.043.557)

    (1.244.372) (2.212.076)

    1.649.420 535.449

    Outros custos de explorao

    Outros proveitos de explorao

    Outros resultados de explorao

    As rubricas referentes a Mais e Menos-valias em bens de locao financeira registam ganhos e perdas

    obtidos na venda e relocao de equipamentos de contratos de locao financeira rescindidos,

    respectivamente.

    A rubrica Outros proveitos de explorao inclui o montante de Euros 550.932 (2012: Euros 512.867),

    referente a valores facturados Mercedes-Benz Aluguer Veculos, Lda., por comparticipao nas despesas

    de funcionamento.

    A rubrica Outros proveitos de explorao inclui ainda o montante de Euros 136.137 (2012: Euros 178.826),

    referente a ganhos obtidos por indemnizaes por incumprimento de contratos de locao financeira.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    26

    6. Custos com o pessoal

    A rubrica composta por:

    2013 2012

    Euros Euros

    Remuneraes 1.759.641 1.913.400 Encargos sociais obrigatrios 289.827 273.188 Encargos sociais facultativos 28.674 25.809 Outros encargos 14.927 23.031

    2.093.069 2.235.428 Custos com o pessoal

    Nos termos da lei 28/2011 de 19 de Junho, o valor total de remuneraes e outros encargos atribudos

    Administrao registados neste exerccio, foi de Euros 380.711 em remuneraes fixas e Euros 29.508 em

    remuneraes variveis (2012: Euros 387.195 em remuneraes fixas e Euros 33.560 em remuneraes

    variveis).

    O efectivo mdio e trabalhadores ao servio da Sociedade, distribudo por grandes categorias profissionais,

    foi o seguinte:

    2013 2012

    Direco 4 4 Tcnicos 31 29

    35 33

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    27

    7. Gastos gerais administrativos

    A rubrica composta por:

    2013 2012

    Euros Euros

    gua, energia e combustveis 33.842 32.570 Rendas e alugueres 344.650 369.372 Comunicao e despesas de expedio 169.061 154.017

    Deslocaes, estadas e representao 77.591 74.370 Publicidade e aces promocionais 304.564 427.167 Conservao e reparao 12.243 5.879

    Seguros - 194

    Servios especializados 1.618.012 1.366.716

    Outros servios de terceiros 1.387.951 508.664

    3.947.914 2.938.949 Gastos gerais administrativos

    A rubrica Rendas e alugueres, no montante de Euros 177.869 (2012: Euros 192.012), refere-se a rendas

    incorridas com a Mercedes-Benz Portugal, S.A. pela utilizao das instalaes da Sociedade e aluguer de

    viaturas.

    A rubrica de Servios especializados inclui os montantes de Euros 443.128 (2012: 414.315), referentes a

    custos com informtica e de Euros 370.166 (2012: Euros 346.628), referentes a honorrios de advogados

    assim como custos em anlises, estudos e pareceres por apoio jurdico prestado para a recuperao de

    viaturas e crdito vencido.

    A rubrica de Outros servios de Terceiros inclui ainda o montante de Euros 935.789 (2012: Euros 125.300)

    relativamente a custos incorridos com a Mercedes-Benz Portugal, S.A. por diversos servios prestados.

    Os honorrios totais facturados, referentes ao exerccio financeiro, pela Sociedade de revisores oficiais de

    contas apresentada como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Reviso legal das contas anuais 16.000 14.970 Outros servios de auditoria externa 90.500 62.900

    106.500 77.870

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    28

    8. Depreciaes e amortizaes

    A rubrica composta por:

    2013 2012

    Euros Euros

    Activos tangveis

    Obras em imoveis arrendados 9.804 9.713 Mobilirio e material 14.815 14.527 Mquinas e ferramentas 862 1.084 Equipamento informtico 18.705 20.139 Instalaes interiores 4.541 4.648 Equipamento de segurana 1.213 1.213

    Outros activos tangveis 2.265 1.031

    52.205 52.355

    Sistemas de tratamento automtico de dados 1.959 549

    Outros activos intangveis 6.109 6.109

    8.068 6.658

    60.273 59.013

    Activos tangveis

    Activos intangveis

    Depreciaes e amortizaes

    9. Imparidade do crdito lquida de reverses e recuperaes

    A rubrica imparidade do crdito lquida de reverses e recuperaes, analisada como segue:

    2013 2012

    Euros EurosProviso especfica para crdito concedido

    Dotaes do exerccio 3.020.593 2.245.238 Reverses do exerccio (2.072.386) (1.012.076)Recuperaes de crdito e juros (107.803) (208.297)

    840.404 1.024.865 Imp. do crdito lquida de rev. e recuperaes

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    29

    10. Imparidade de outros activos lquida de reverses e recuperaes

    A rubrica imparidade de outros activos lquida de reverses e recuperaes, analisada como segue:

    2013 2012

    Euros EurosImparidade de activos no correntes detidos para venda

    Dotaes do exerccio 161.956 346.875 Reverses do exerccio (305.060) (310.709)

    (143.104) 36.166

    Imparidade de outros activosDotaes do exerccio 989.423 557.576 Reverses do exerccio (883.336) (150.976)

    106.087 406.600

    (37.017) 442.766

    Imp. de outros activos

    Imp. de activos no correntes detidos para venda

    Imp. outros activos lquida de rev. e recuperaes

    11. Outras provises lquidas de reverses

    A rubrica de Outras provises lquidas de reverses, analisada como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Proviso para riscos gerais de crditoDotaes do exerccio 316.749 148.263 Reverses do exerccio (198.034) (170.091)

    118.715 (21.828)

    Outras provisesDotaes do exerccio 25.201 517.155 Reverses do exerccio (27.982) (209.900)

    (2.781) 307.255

    115.934 285.427

    Proviso para riscos gerais de crdito

    Outras provises

    Outras provises liqudas de reverses

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    30

    12. Impostos

    O encargo com impostos sobre lucros no exerccio, analisado como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Impostos correntes:

    Do exerccio (1.061.518) (925.198)

    Correces Imposto exercicio anterior 36.691 (85.442)

    (1.024.827) (1.010.640)

    Impostos diferidos:

    Diferenas temporrias Rendimentos 22.524 127.125 Encargos (89.243) (130.897)

    (66.719) (3.772)

    (1.091.546) (1.014.412)

    Impostos correntes

    Impostos diferidos

    Impostos sobre lucros no exerccio

    A Sociedade est sujeita a tributao em sede de imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC)

    e correspondentes Derramas. Os impostos sobre o rendimento (correntes ou diferidos) so reflectidos nos

    resultados do exerccio, excepto nos casos em que as transaces que os originaram tenham sido reflectidas

    noutras rubricas de capital prprio. Nestas situaes, o correspondente imposto igualmente reflectido por

    contrapartida de capital prprio, no afectando o resultado do exerccio.

    O clculo do imposto corrente do exerccio findo em 31 de Dezembro de 2013 foi apurado com base numa

    taxa nominal de IRC e Derrama Municipal de 29,5%, de acordo com a Lei n. 107-B/2003, de 31 de

    Dezembro, a Lei n. 2/2007, de 15 de Janeiro (que aprovou a Lei das Finanas Locais), acrescida de uma

    taxa adicional at 5% referente Derrama Estadual que incide sobre lucros tributveis acima dos 7,5 milhes

    de Euros, nos termos previstos na Lei n. 66-B/2012, de 30 de Dezembro (Lei do Oramento do Estado para

    2013).

    O clculo do imposto corrente do exerccio findo em 31 de Dezembro de 2012 foi apurado com base numa

    taxa nominal de IRC e Derrama Municipal de 26,5%, de acordo com a Lei n. 107-B/2003, de 31 de

    Dezembro, a Lei n. 2/2007, de 15 de Janeiro (que aprovou a Lei das Finanas Locais), acrescida de uma

    taxa adicional at 5% referente Derrama Estadual que incide sobre os lucros tributveis acima dos 10

    milhes de Euros, nos termos previstos na Lei n. 64-B/2011, de 30 de Dezembro (Lei Oramento do Estado

    para 2012)

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    31

    Os impostos diferidos so calculados com base nas taxas de imposto que se antecipa estarem em vigor

    data da reverso das diferenas temporrias, as quais correspondem s taxas aprovadas ou

    substancialmente aprovadas na data de balano.

    Para o exerccio de 2013, o imposto diferido foi apurado com base numa taxa agregada de 27,5%, resultante

    do somatrio das taxas de IRC (23%) aprovada pela Lei n. 2/2014, de 16 de Janeiro, de Derrama Municipal

    (1,5%) e de Derrama Estadual (3%). O imposto diferido activo relativo aos prejuzos fiscais foi apurado com

    base na taxa de IRC de 23% aprovada pela Lei n. 2/2014 de 16 de Janeiro.

    As declaraes de autoliquidao do IRC da Sociedade ficam sujeitas a inspeco e eventual ajustamento

    pelas Autoridades Fiscais durante um perodo de quatro anos ou de seis anos em caso da existncia de

    prejuzos fiscais. Assim, podero vir a ter lugar eventuais liquidaes adicionais de impostos devido

    essencialmente a diferentes interpretaes da legislao fiscal. No entanto, convico da Administrao

    que, no contexto das demonstraes financeiras, no ocorrero encargos adicionais de valor significativo.

    A reconciliao da taxa de imposto analisada como segue:

    % Euros % Euros

    2.607.595 2.108.466

    Taxa de imposto corrente 26,5% 691.013 26,5% 558.743Derrama Estrutural 2,4% 62.170 3,9% 82.487

    Provises no dedutveis (0,9%) (22.943) 3,6% 75.638Incentivos fiscais no reconhecidos em resultados (0,1%) (3.044) (0,2%) (3.267)Tributao autonoma e outros impactos -0,1% -0,2% Tributao autnoma 2,0% 52.675 2,3% 47.800 Outros impactos 12,0% 311.675 12,0% 253.011

    41,9% 1.091.547 48,1% 1.014.412

    2013

    Euros

    Lucro antes de impostos

    Impostos sobre lucros no exerccio

    2012

    Euros

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    32

    O montante de impostos diferidos em resultados atribuvel s seguintes rubricas:

    2013 2012

    Euros Euros

    Provises para crdito (68.101) (5.784)Outras Provises 1.382 2.012

    (66.719) (3.772)

    13. Resultado por aco

    O resultado por aco calculado da seguinte forma:

    2013 2012

    Euros Euros

    Resultado lquido 1.516.049 1.094.054 Nmero mdio de aces 18.001.000 18.001.000

    Resultado por aco bsico 0,084 0,061Resultado por aco diludo 0,084 0,061

    O resultado bsico por aco calculado efectuando a diviso do resultado atribuvel aos accionistas pelo

    nmero mdio de aces ordinrias emitidas durante o ano, excluindo o nmero mdio de aces

    compradas pela Mercedes-Benz Financial Services Portugal Instituio Financeira de Crdito, S.A. e detidas

    na carteira como aces prprias.

    O resultado por aco diludo calculado ajustando as aces ordinrias potenciais ao nmero mdio de

    aces ordinrias, as quais podem resultar de dvida convertvel e de opes sobre aces. Os encargos com

    estes instrumentos so igualmente ajustados ao resultado do exerccio.

    Em 31 de Dezembro de 2013 e 2012, a Mercedes-Benz Financial Services Portugal Instituio Financeira

    de Crdito, S.A. no detinha aces potenciais ordinrias, pelo que o resultado por aco diludo igual ao

    resultado por aco bsico.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    33

    14. Disponibilidades em outras instituies de crdito

    A rubrica analisada como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Instituies de crdito no pas 3.931.604 3.199.772

    Instituies de crdito no estrangeiro - 166

    3.931.604 3.199.938 Disponibilidades em outras instituies de crdito

    A anlise da rubrica Disponibilidades em outras instituies de crdito por prazo de maturidade, a seguinte:

    2013 2012

    Euros Euros

    3.931.604 3.199.938 At 3 meses

    A taxa de remunerao das disponibilidades no exerccio de 2013 e 2012 foi de 0%, devido crise financeira

    mundial e s acentuadas descidas da Euribor.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    34

    15. Crdito a clientes

    Esta rubrica analisada como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Crdito vincendoLocao financeira 166.025.780 158.926.575Crdito ao consumo 12.876.989 12.623.635Crdito tomado 62.010.131 55.161.519

    240.912.900 226.711.729

    Crdito vencidoAt 3 meses 14.596.616 15.930.775De 3 meses a 1 ano 1.339.905 3.247.887De 1 ano at 3 anos 1.793.050 1.528.301Mais de 3 anos 1.675.859 1.542.691

    19.405.430 22.249.654

    260.318.330 248.961.383

    (5.205.997) (4.561.601)

    255.112.333 244.399.782 Crdito a clientes

    Proviso especfica para crdito concedido

    Total crdito vincendo e crdito vencido

    A rubrica Locao financeira constituda por contratos de locao financeira e aluguer de longa durao,

    essencialmente de veculos ligeiros de passageiros e de mercadorias e veculos pesados em estado novo.

    A rubrica Crdito constituda por contratos de crdito, principalmente de veculos ligeiros de passageiros e

    de mercadorias e veculos pesados em estado usados.

    No existe valor de crdito concedido aos rgos de administrao do grupo, ao abrigo do n.. 4, do Art. 85

    do Regime Geral das Instituies de Crdito e Sociedades Financeiras.

    A rubrica Crdito tomado constituda por contratos de financiamento de stocks com os concessionrios

    fornecedores da Sociedade.

    A rubrica Crdito vencido refere-se aos valores de capital das prestaes vencidas e no cobradas, bem

    como ao capital vincendo relativo a contratos rescindidos.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    35

    A anlise das rubricas Crdito vincendo e Crdito vencido, de acordo com o prazo remanescente das

    operaes, a seguinte:

    2013 2012

    Euros Euros

    At 3 meses 69.434.102 61.121.229De 3 meses a 1 ano 38.877.037 30.411.280

    De 1 ano at 5 anos 125.689.183 133.127.127Mais de 5 anos 6.912.578 2.052.093Durao indeterminada (Crdito vencido) 19.405.430 22.249.654

    260.318.330 248.961.383 Total crdito vincendo e crdito vencido

    A anlise da rubrica de Crdito a clientes, de acordo com o tipo de garantia a seguinte:

    2013 2012

    Euros Euros

    Crdito vincendoCrditos com garantias reais 98.670.973 55.134.661Crditos sem garantias 142.241.927 171.577.068

    240.912.900 226.711.729

    Crdito vencidoCrditos com garantias reais 13.313.620 16.170.851Crditos sem garantias 6.091.810 6.078.803

    19.405.430 22.249.654

    260.318.330 248.961.383 Total crdito vincendo e crdito vencido

    A distribuio do crdito vincendo por tipo de taxa a seguinte:

    2013 2012

    Euros Euros

    Taxa fixa 49.397.406 37.816.963Taxa varivel 191.515.494 188.894.766

    240.912.900 226.711.729 Total crdito vincendo

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    36

    A anlise da rubrica Crditos a clientes, de acordo com o tipo de cliente, a seguinte:

    Crdito vincendo Empresas

    Locao financeira 89.563.977 86.881.391

    Crdito ao consumo 7.094.364 6.111.455 Crdito tomado 62.010.131 55.161.519

    158.668.472 148.154.365 Particulares

    Locao financeira 76.461.803 72.045.184

    Crdito ao consumo 5.782.625 6.512.18082.244.428 78.557.364

    240.912.900 226.711.729

    Crdito e juros vencidos Empresas

    Locao financeira 4.281.589 3.713.445

    Crdito ao consumo 431.335 377.632 Crdito tomado 12.262.274 16.170.851

    16.975.198 20.261.928 Particulares

    Locao financeira 2.104.548 1.593.774

    Crdito ao consumo 325.684 393.9522.430.232 1.987.726

    19.405.429 22.249.654

    (5.205.997) (4.561.601)

    255.112.332 244.399.782

    Total crdito vincendo

    Total crdito vencido

    Proviso especfica para crdito concedido

    Crdito a clientes

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    37

    A reconciliao da rubrica Locao financeira, por prazos residuais apresentado como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Rendas vincendas e valores residuais At 3 meses 6.597.255 5.548.985 De 3 meses a 1 ano 36.043.521 29.103.845 De 1 ano at 5 anos 105.422.571 134.560.602 Mais de 5 anos 4.947.539 1.748.646

    153.010.886 170.962.078Juros vincendos

    At 3 meses 30.224 (24.492) De 3 meses a 1 ano 616.681 (450.158)

    De 1 ano at 5 anos 10.750.794 (11.266.169) Mais de 5 anos 1.617.195 (294.684)

    13.014.894 (12.035.503)

    166.025.780 158.926.575

    Os movimentos da Proviso especfica para crdito concedido so analisados como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Saldo em 1 de Janeiro 4.561.601 4.130.168Dotaes do exerccio 3.020.593 2.245.238Reverses do exerccio (2.072.386) (1.012.076)Utilizaes do exerccio (303.811) (801.729)

    5.205.997 4.561.601 Saldo em 31 de Dezembro

    Durante o exerccio de 2013, a Sociedade procedeu anulao de crditos que se encontravam totalmente

    provisionados, pela utilizao de proviso especfica para crdito concedido no montante de Euros 220.748

    (2012: Euros 801.729).

    Os juros sobre crdito vencido que no estejam cobertos por garantias reais, so reconhecidos como

    proveitos apenas quando recebidos. A 31 de Dezembro de 2013, a anulao de proveitos de Euros

    185.453 (2012: Euros 179.670).

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    38

    16. Activos no correntes detidos para venda

    A rubrica analisada como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Equipamento 516.230 648.224 Perdas por imparidade (298.224) (441.329)

    218.006 206.895 Activos no correntes detidos para venda

    A rubrica Equipamento no montante de Euros 516.230 (2012: Euros 648.224), representa os valores

    relativos aos bens recuperados por no exerccio da opo de compra, ou por resoluo de contratos. O

    valor desta rubrica representa o capital vincendo dos contratos, cujos bens foram recuperados, encontrando-

    se esses bens em situao de venda ou relocao.

    A Imparidade de outros activos refere-se imparidade para aplicaes por recuperao de crdito e

    corresponde s diferenas positivas entre os montantes registados na rubrica Activos no correntes detidos

    para venda e o respectivo valor de mercado, de acordo com a poltica contabilstica descrita na nota 1.3.

    Os movimentos da imparidade para outros activos so analisados como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Saldo em 1 de Janeiro 441.328 405.162 Dotaes do exerccio 161.956 346.875 Reverses do exerccio (305.060) (310.709)

    298.224 441.328 Saldo em 31 de Dezembro

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    39

    17. Activos tangveis

    A rubrica analisada como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Obras em imoveis arrendados 99.682 97.127 Mobilirio e material 127.799 125.430 Mquinas e ferramentas 15.969 15.969

    Equipamento informtico 186.305 175.510 Instalaes interiores 45.458 45.025 Equipamento de segurana 6.383 6.382 Outros activos tangveis 4.684 3.195

    486.280 468.638

    Relativas ao exerccio corrente (52.205) (52.355)Relativas a exerccios anteriores (232.673) (180.318)

    (284.878) (232.673)

    201.402 235.965

    Amortizaes acumuladas

    Custo de aquisio

    Activos tangveis

    Os movimentos da rubrica Activos tangveis, durante o ano de 2013, so analisados como segue:

    Euros Euros Euros Euros

    Obras em imoveis arrendados 97.127 2.554 - 99.681Mobilirio e material 125.430 2.369 - 127.799

    Mquinas e ferramentas 15.969 - - 15.969Equipamento informtico 175.510 10.794 - 186.304Instalaes interiores 45.025 433 - 45.458

    Equipamento de segurana 6.382 - - 6.382Outros activos tangveis 3.195 1.492 - 4.687

    468.638 17.642 - 486.280

    Obras em imoveis arrendados 10.522 9.804 - 20.326

    Mobilirio e material 54.138 14.815 - 68.953Mquinas e ferramentas 15.108 862 - 15.970

    Equipamento informtico 141.029 18.705 - 159.734Instalaes interiores 6.294 4.541 - 10.835

    Equipamento de segurana 3.163 1.214 - 4.377Outros activos tangveis 2.419 2.264 - 4.683

    232.673 52.205 - 284.878

    235.965 (34.563) - 201.402

    Saldo em 1 Janeiro

    Aquisies/ Dotaes

    Regularizaes Saldo em 31 Dezembro

    Custo de aquisio

    Amortizaes acumuladas

    Activos tangveis

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    40

    Os movimentos da rubrica Outros activos tangveis, durante o ano de 2012, so analisados como segue:

    Euros Euros Euros Euros

    Obras em imoveis arrendados 97.127 - - 97.127Mobilirio e material 113.204 12.226 - 125.430

    Mquinas e ferramentas 15.969 - - 15.969Equipamento informtico 152.348 23.162 - 175.510Instalaes interiores 43.885 1.140 - 45.025

    Equipamento de segurana 6.382 - - 6.382Outros activos tangveis 1.388 1.807 - 3.195

    430.303 38.335 - 468.638

    Obras em imoveis arrendados 809 9.713 - 10.522

    Mobilirio e material 38.531 14.527 1.080 54.138Mquinas e ferramentas 14.024 1.084 - 15.108

    Equipamento informtico 120.905 20.139 (15) 141.029Instalaes interiores 1.646 4.648 - 6.294

    Equipamento de segurana 1.950 1.213 - 3.163Outros activos tangveis 1.388 1.031 - 2.419

    179.253 52.355 1.065 232.673

    251.050 (14.020) (1.065) 235.965

    Amortizaes acumuladas

    Activos tangveis

    Saldo em 1 Janeiro

    Aquisies/ Dotaes

    Regularizaes Saldo em 31 Dezembro

    Custo de aquisio

    18. Activos intangveis

    Esta rubrica analisada como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Sistemas de tratamento automtico de dados 489.569 489.569 Despesas de I&D 18.330 18.330 Outros activos intangveis 53.772 53.772

    561.671 561.671

    Relativas ao exerccio corrente (8.068) (6.658)Relativas a exerccios anteriores (544.305) (537.647)

    (552.373) (544.305)

    9.298 17.366

    Custo de aquisio

    Amortizaes acumuladas

    Activos intangveis

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    41

    Os movimentos da rubrica Activos intangveis, durante o ano de 2013, so analisados como segue:

    Euros Euros Euros Euros

    Sistemas de tratamento automtico de dados 489.569 - - 489.569Despesas de I&D 18.330 - - 18.330Outros activos intangveis 53.772 - - 53.772

    561.671 - - 561.671

    Sistemas de tratamento automtico de dados 483.915 1.958 - 485.873Despesas de I&D 6.618 6.110 - 12.728Outros activos intangveis 53.772 - - 53.772

    544.305 8.068 - 552.373

    17.367 (8.068) - 9.298 Activos intangveis

    Custo de aquisio

    Saldo em 1 Janeiro

    Amortizaes acumuladas

    Aquisies/ Dotaes

    Regularizaes Saldo em 31 Dezembro

    Os movimentos da rubrica Activos intangveis, durante o ano de 2012, so analisados como segue:

    Euros Euros Euros Euros

    Sistemas de tratamento automtico de dados 483.691 5.878 - 489.569 Despesas de I&D 18.330 - - 18.330 Outros activos intangveis 53.772 - - 53.772

    555.793 5.878 - 561.671

    Sistemas de tratamento automtico de dados 483.366 549 - 483.915 Despesas de I&D 509 6.109 - 6.618 Outros activos intangveis 53.772 - - 53.772

    537.647 6.658 - 544.305

    18.146 (780) - 17.366

    Custo de aquisio

    Amortizaes acumuladas

    Activos intangveis

    Saldo em 1 Janeiro

    Aquisies/ Dotaes

    Regularizaes Saldo em 31 Dezembro

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    42

    19. Activos e passivos por impostos diferidos

    Os activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos em balano podem ser analisados como segue:

    Activos Passivos Activos PassivosEuros Euros Euros Euros

    Comisses - - - - Provises 570.789 - 637.508 -

    570.789 - 637.508 -

    570.789 637.508

    Dez

    2013

    Dez

    Impostos diferidos lquidos

    2012

    Os activos por impostos diferidos relativos a prejuzos fiscais reportveis e crdito de imposto so

    reconhecidos quando exista uma expectativa razovel de haver lucros tributveis futuros. A incerteza de

    recuperabilidade de prejuzos fiscais reportveis e crdito de imposto considerada no apuramento de

    activos por impostos diferidos.

    Os activos e passivos por impostos diferidos so apresentados pelo seu valor lquido sempre que, nos termos

    da legislao aplicvel, a Sociedade possa compensar activos por impostos correntes com passivos por

    impostos correntes e sempre que os impostos diferidos estejam relacionados com o mesmo imposto.

    O movimento do imposto diferido analisado como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Saldo em 1 de Janeiro 637.508 641.280

    Reconhecido em resultados (66.719) (3.772)

    570.789 637.508 Saldo em 31 de Dezembro

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    43

    20. Outros activos

    Esta rubrica analisada como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Imposto sobre o valor acrescentado a receber 2.861.269 1.016.161 Outros devedores 5.441.397 2.533.774

    Outros proveitos a receber 177.846 197.449 Despesas com custos diferidos 14.170 43.320 Outras contas de regularizao 1.018.610 624.048

    9.513.292 4.414.752

    (512.687) (406.600)

    9.000.605 4.008.152

    Outros activos

    Outros activos

    Imparidade de outros activos

    A 31 de Dezembro de 2013, a rubrica Imposto sobre o valor acrescentado a receber no montante de Euros

    1.218.772 (2012: Euros 1.016.161), representa o IVA a recuperar relativo emisso de notas de crdito.

    A empresa apresenta um crdito de imposto perante a Administrao Fiscal de Euros 1.639.543 (2012: no

    apresentou crdito de imposto).

    A rubrica Outros devedores inclui o montante de Euros 3.172.706 (2012: Euros 1.311.775) referente a

    dbitos a empresas do grupo.

    A rubrica Outras contas de regularizao inclui o montante de Euros 481.856 (2012: Euros 298.746)

    referente a valores a receber de comparticipaes em contratos realizados no mbito de campanhas

    efectuadas em conjunto com a Mercedes-Benz Portugal, Comrcio de Automveis, S.A..

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    44

    Os movimentos da imparidade para outros activos so analisados como se segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Saldo em 1 de Janeiro 406.600 -

    Dotaes do exerccio 989.423 557.576 Reverses do exerccio (883.336) (150.976)

    512.687 406.600 Saldo em 31 de Dezembro

    21. Recursos de outras instituies de crdito

    A rubrica analisada como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    134.579.106 71.371.879 Instituies de crdito no pas

    A anlise da rubrica Recursos de outras instituies de crdito, de acordo com o prazo remanescente das

    operaes, apresentada como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    At 3 meses 25.579.106 14.371.879

    3 meses at 1 ano 47.000.000 7.000.000 1 ano at 5 anos 62.000.000 50.000.000

    134.579.106 71.371.879

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    45

    22. Recursos de clientes e outros emprstimos

    A rubrica analisada como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Emprstimos de ResidentesMercedes-Benz Portugal, S.A. 88.309.112 146.514.803

    Emprstimos de No ResidentesDaimler AG 3.143.056 -

    91.452.168 146.514.803 Outros emprstimos

    A anlise da rubrica Recursos de clientes e outros emprstimos, de acordo com o prazo remanescente das

    operaes, a seguinte:

    2013 2012

    Euros Euros

    At 3 meses 26.452.168 47.514.803

    3 meses a 1 ano 38.000.000 58.000.000 1 ano at 5 anos 27.000.000 41.000.000

    91.452.168 146.514.803

    23. Provises

    A rubrica analisada como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Proviso para riscos gerais de crdito 2.294.747 2.176.032 Proviso para outros riscos e encargos 789.160 850.198

    3.083.907 3.026.230 Provises

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    46

    Os movimentos da rubrica Proviso para riscos gerais de crdito so analisados como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Saldo em 1 de Janeiro 2.176.032 2.197.860

    Dotaes do exerccio 316.749 148.263 Reverses do exerccio (198.034) (170.091)

    2.294.747 2.176.032 Saldo em 31 de Dezembro

    A proviso para riscos gerais de crdito, foi constituda no mbito dos Avisos n. 3/95 de 30 de Junho, n.

    2/99 de 15 de Janeiro e n 8/03 de 30 de Janeiro, do Banco de Portugal, de acordo com a poltica

    contabilstica descrita na nota 1.2..

    Os movimentos da rubrica Proviso para outros riscos e encargos so analisados como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Saldo em 1 de Janeiro 850.198 684.880 Dotaes do exerccio 25.201 517.155 Reverses do exerccio (27.982) (209.900)Utilizaes do exerccio (58.257) (141.937)

    789.160 850.198 Saldo em 31 de Dezembro

    24. Passivos por impostos correntes

    A diferena entre a carga fiscal imputada e a carga fiscal paga analisada como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Carga fiscal imputada (dotaes) 1.061.518 925.198 Carga fiscal paga (do exerccio) - -

    1.061.518 925.198 Passivos por impostos correntes

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    47

    25. Passivos subordinados

    A 31 de Dezembro de 2013 no existem encargos imputados nem pagos com passivos subordinados.

    26. Outros passivos

    Esta rubrica analisada como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Caues recebidas 94.637 211.147 Fornecedores de bens para locao financeira 6.826.684 1.969.195

    Fornecedores de bens para crdito ao consumo 367.558 123.266 Sector pblico administrativo 102.185 537.186

    Custos a pagar com frias e subsdios de frias 463.835 483.707 Outros custos a pagar 1.767.258 920.490

    Comisses a pagar a angariadores 506.933 336.041 Outras contas de regularizao 1.444.390 508.655

    11.573.480 5.089.687 Outros passivos

    A rubrica Caues recebidas no montante de Euros 94.637 (2012: Euros 211.147) refere-se a caues

    recebidas de clientes de locao financeira.

    A rubrica Caues recebidas tem a seguinte composio de acordo com o prazo residual das operaes:

    2013 2012

    Euros Euros

    At 3 meses 40.578 76.513 De 3 meses a 1 ano 27.150 54.457 De 1 ano at 5 anos 26.909 80.177

    94.637 211.147

    A rubrica Outros custos a pagar inclui o montante de Euros 270.000 (2012: Euros 286.000) relativo a

    estimativa de bnus a pagar ao pessoal no exerccio seguinte.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    48

    A rubrica Outros custos a pagar inclui ainda o montante de Euros 1.420.847 (2012: Euros 662.623) relativo a

    diversos custos administrativos, nomeadamente custos com telemveis, auditoria e reviso de contas,

    suporte informtico e consultoria.

    A rubrica Comisses a pagar a angariadores no montante de Euros 506.933 (2011: Euros 336.041), refere-se

    a comisses de intermediao a pagar aos angariadores de contratos de locao financeira e de crdito ao

    consumo.

    A rubrica Outras contas de regularizao inclui o montante de Euros 214.186 (2012: Euros 38.299) referente

    a prmios de seguros recebidos de clientes a entregar a mediadores de seguros.

    27. Capital

    O capital de Euros 18.001.000, representado por 18.001.000 aces de valor nominal de 1 Euro cada uma,

    encontra-se integralmente subscrito e realizado.

    A Empresa procedeu ao aumento de capital no montante de Euros 6.500.000, em 6 de Junho de 2011. Este

    foi efectuado mediante entrada em espcie no montante de Euros 5.500.000 e converso de crditos, no

    montante Euros 1.000.000, decorrentes de contrato de emprstimo subordinado celebrado entre a

    sociedade e o accionista, em 21 de Agosto de 2007.

    28. Reserva legal

    Nos termos da legislao portuguesa, a Sociedade dever reforar anualmente a reserva legal com pelo

    menos 10% dos lucros lquidos anuais, at concorrncia do capital social. Esta reserva no est disponvel

    para distribuio, podendo ser utilizada para absorver eventuais prejuzos futuros e para aumentar o capital

    social.

    Em funo do resultado lquido da Mercedes-Benz Financial Services Portugal Instituio Financeira de

    Crdito, S.A. para o exerccio findo em 31 de Dezembro de 2013, dever ser afecto reserva legal o

    montante aproximado de Euros 151.605.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    49

    29. Reservas e resultados transitados

    Esta rubrica analisada como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Reserva legal 726.904 617.499 Outras reservas e resultados transitados 7.050.554 6.065.905

    7.777.458 6.683.404 Reservas e resultados transitados

    30. Passivos contingentes e compromissos

    Esta rubrica analisada como segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    Garantias e avales prestados 57.640.548 25.109.198 Compromissos assumidos perante terceiros 12.687.586 13.115.537

    Compromissos assumidos por terceiros 91.000.000 4.509.517

    Outras contas extrapatrimoniais: 259.709.914 186.275.367

    As Garantias e avales prestados so operaes bancrias que no se traduzem numa mobilizao de fundos

    por parte do Grupo.

    A rubrica Compromissos assumidos perante terceiros no montante de Euros 12.687.586 (2012: Euros

    13.115.537), refere-se aos plafonds de crdito concedido a clientes do negcio de crdito tomado. Estes

    compromissos so revogveis.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    50

    31. Balanos e taxas mdias

    Os valores contabilsticos mdios dos activos e passivos financeiros, bem como as taxas de juro mdias

    efectivas, so apresentadas no seguinte quadro:

    Balano Mdio Juros Taxa

    Euros Euros %

    Activos geradores de juros

    Disponibilidades em O.I.C 3.565.771 1 0,0%

    Crdito a Clientes 249.756.057 12.589.301 5,0%Total de activos geradores de juros 253.321.828 12.589.302 5,0%

    Activos no geradores de juros 7.551.206

    260.873.034 12.589.302 4,8%

    Passivos geradores de juros:

    Recursos em O.I.C. 103.130.048 4.238.702 4,1%Recursos de Clientes e O.E. 118.828.930 887.804 0,7%

    Total de Passivos Geradores de juros 221.958.978 5.126.506 2,3%

    Passivos no geradores de juros 12.377.574

    234.336.552 5.126.506 2,2%

    26.536.483

    260.873.035 5.126.506 2,0%

    Juros e rendimentos equiparados 12.589.301 Juros e encargos equiparados (5.126.505)

    7.462.796

    Taxa de Margem Financeira (1) 2,9%(1) - Relao entre a Margem Financeira e o saldo mdio do Total de Activos Geradores de Juros

    Margem Financeira

    Total do Activo

    31 Dezembro 2013

    Total do Passivo e do Capital Prprio

    Capital Prprio

    Total do Passivo

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    51

    Balano Mdio Juros Taxa

    Euros Euros %

    Activos geradores de juros

    Disponibilidades em O.I.C 1.629.780 566 0,0%

    Crdito a Clientes 248.544.563 12.798.993 5,1%Total de activos geradores de juros 250.174.343 12.799.559 5,1%

    Activos no geradores de juros 5.748.562

    255.922.905 12.799.559 5,0%

    Passivos geradores de juros:

    Recursos em O.I.C. 85.467.341 4.149.746 4,9%

    Recursos de Clientes e O.E. 133.907.434 635.524 0,5%

    Total de Passivos Geradores de juros 219.374.775 4.785.270 2,2%

    Passivos no geradores de juros 11.316.699

    230.691.474 4.785.270 2,1%

    25.231.431

    255.922.905 4.785.270 1,9%

    Juros e rendimentos equiparados 12.799.558

    Juros e encargos equiparados (4.785.270)

    8.014.288

    Taxa de Margem Financeira (1) 3,2%(1) - Relao entre a Margem Financeira e o saldo mdio do Total de Activos Geradores de Juros

    Margem Financeira

    Total do Activo

    Total do Passivo

    Capital Prprio

    Total do Passivo e do Capital Prprio

    31 Dezembro 2012

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    52

    32. Justo valor

    A 31 de Dezembro de 2013, a decomposio dos activos e passivos financeiros da Sociedade contabilizados

    ao valor contabilstico (custo histrico) e ao seu justo valor analisado como segue:

    Valor Contabilistico Justo Valor Diferena

    Euros Euros Euros

    Activos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos centrais - - - Disponibilidades em outras instituies de crdito 3.931.604 3.931.604 -

    Activos disponveis para Venda 649 649 Crditos a clientes 255.112.333 250.009.649 5.102.684

    Passivos FinanceirosRecursos de outras instituies de crdito 134.579.106 134.579.106 - Recursos de clientes e outros emprstimos 91.452.168 91.452.168 -

    31 Dezembro 2013

    A 31 de Dezembro de 2012, a decomposio dos activos e passivos financeiros da Sociedade contabilizados

    ao valor contabilstico (custo histrico) e ao seu justo valor analisado como segue:

    Valor Contabilistico Justo Valor Diferena

    Euros Euros Euros

    Activos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos centrais - - - Disponibilidades em outras instituies de crdito 3.199.938 3.199.938 -

    Activos disponveis para Venda 649 649

    Crditos a clientes 244.399.782 250.020.750 (5.620.968)

    Passivos FinanceirosRecursos de outras instituies de crdito 71.371.879 71.371.879 - Recursos de clientes e outros emprstimos 146.514.803 146.514.803 -

    31 Dezembro 2012

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    53

    33. Partes relacionadas

    data de 31 de Dezembro de 2013, o valor das transaces da Mercedes-Benz Financial Services Portugal

    Instituio Financeira de Crdito, S.A. com partes relacionadas, assim como os respectivos custos e

    proveitos reconhecidos no exerccio so analisados como segue:

    Demonstrao deresultados

    Activo Passivo Custos ProveitosEuros Euros Euros Euros

    Mercedes-Benz Portugal, Comrciode Automveis, S.A. 3.550.517 - 3.954.117 3.572.105

    Mercedes-Benz Comercial Lda 51.826 294.074 191.977 33.771 Mercedes-Benz Aluguer de Veculos Lda 212.279 - 169.242 554.755

    3.818.534 294.074 4.477.962 4.178.554

    31 Dezembro 2013

    Balano

    data de 31 de Dezembro de 2012, o valor das transaces da Mercedes-Benz Financial Services Portugal

    Instituio Financeira de Crdito, S.A. com partes relacionadas, assim como os respectivos custos e

    proveitos reconhecidos no exerccio so analisados como segue:

    Demonstrao deresultados

    Activo Passivo Custos ProveitosEuros Euros Euros Euros

    Mercedes-Benz Portugal, Comrciode Automveis, S.A. 1.719.090 146.514.803 4.702.878 3.049.247

    Mercedes-Benz Comercial Lda 96.774 31.223 185.652 25.902 Mercedes-Benz Aluguer de Veculos Lda 219.914 - 198.437 539.465

    2.039.241 146.599.117 5.307.495 3.630.607

    31 Dezembro 2012

    Balano

    Todas as transaces efectuadas com partes relacionadas so realizadas a preos de mercado, obedecendo

    ao princpio do justo valor.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    54

    34. Gesto de riscos da actividade

    A gesto de riscos da actividade efectuada com base nos riscos gerais inerentes a qualquer instituio,

    nomeadamente o risco de crdito, risco de mercado, risco de taxa de juro, risco de taxa de cmbio, risco de

    liquidez, risco de compliance, risco operacional, risco dos sistemas de informao, risco de estratgia e

    risco de reputao.

    Apesar da reduzida dimenso da sociedade, para fazer face ao disposto no aviso 5/2009, foi criada uma

    funo de Gesto de Risco e Compliance com o objectivo de auxiliar a estratgia da empresa, respeitando

    princpios e polticas de gesto inerentes actividade e assegurar o cumprimento de normas aplicveis ao

    exerccio de cada uma das actividades da empresa. Ainda assim alguns desses riscos so aferidos no dia a

    dia, pelos responsveis das vrias reas da sociedade e posteriormente centralizadas para o responsvel da

    rea de gesto de Risco e Compliance.

    Ao contrrio de outras instituies financeiras de maior dimenso, que dispersam as suas actividades por

    vrias reas de negcio dentro do sector financeiro, a Mercedes-Benz Financial Services Portugal, S.A.

    focaliza a sua actividade no financiamento automvel, o que reduz substancialmente a complexidade dos

    seus mtodos. Por outro lado, a sociedade pratica uma cultura de transparncia da comunicao interna,

    que flui de forma favorvel, atendendo ao j referido nmero de elementos que a compem.

    Cientes da importncia desta temtica, toda a actividade gerida tendo em considerao as directrizes e

    regras prudenciais impostas pela entidade reguladora do Sector Bancrio (Banco de Portugal), bem como

    procedimentos e recomendaes do Grupo Daimler.

    Para sustentar as suas deliberaes, a Administrao recorre, sempre que necessrio, ao apoio especializado

    dos Advogados da empresa, do aconselhamento tcnico de Consultores, bem como dos pareceres da ASFAC

    - Associao de Instituies de Crdito Especializado, da qual membro. Paralelamente, recorre ainda a

    entidades externas no intuito de aferir, com a adequada independncia, os riscos em que a Sociedade

    poder estar a incorrer, nomeadamente o no cumprimento de procedimentos internos, implementados com

    a finalidade central de mitigar esses mesmos riscos.

    De entre essas entidades salientam-se:

    - Departamentos especializados do grupo Daimler, nomeadamente nas reas de concesso de crdito,

    contabilidade e controlling, informtica, atravs de auditorias no regulares, sempre que a Administrao o

    solicitar.

    - Auditores internos do grupo Daimler, atravs de auditorias no regulares, sempre que a Administrao o

    solicitar.

    Risco de Crdito

    A estratgia da empresa definida pela administrao em consonncia com a actividade do grupo Daimler

    em Portugal. Esta estratgia revista anualmente, durante a elaborao do plano (para trs anos) da

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    55

    Sociedade, e enquadra-se nos objectivos corporativos da Mercedes-Benz Financial Services Portugal, S.A. e

    nos projectos prioritrios da respectiva regio Europa, incorporando ainda as vendas previstas da Mercedes-

    Benz em Portugal, a segmentao do risco de crdito e as anlises de rentabilidade ponderadas por esse

    mesmo risco. So tambm, efectuadas revises trimestrais do oramento, onde se procede a ajustamentos e

    identificao de medidas de correco que evitem o afastamento aos objectivos gerais inclusos na estratgia

    da empresa para o ano em curso.

    A poltica de risco de crdito encontra-se bem definida e disponvel para todos os colaboradores atravs dos

    manuais de procedimentos internos. Toda e qualquer assuno de risco de crdito assumida pela Sociedade,

    carece de aprovao de pelo menos dois colaboradores (four eyes principle) e de acordo com as

    autoridades e limites impostos nesses manuais.

    Quanto aos emprstimos a colaboradores (da Sociedade e do grupo), estes tm que ser sempre aprovados

    pela Direco, de acordo a princpios claros e equidade.

    A criao de novos produtos, ou de novas campanhas baseadas em produtos j existentes, so

    acompanhados por uma ficha de produto aprovada pelos directores, chefes de departamento e responsveis

    de rea comercial. Dessas fichas, devem constar entre outros, os objectivos do produto ou campanha, uma

    breve descrio do funcionamento do produto, as condies financeiras, uma anlise da rentabilidade e um

    plano operacional.

    Relativamente concentrao de riscos, a Sociedade toma por procedimento interno o aviso n06/2008 do

    Banco de Portugal.

    O Departamento de Cobrana dispe de um sistema de gesto da cobrana (CollectionsNet), que

    possibilita um acompanhamento e controlo permanente da carteira nas suas diferentes fases (cobrana

    telefnica interna, cobrana externa, pr-contencioso, contencioso, recuperao do equipamento, etc).

    Permitir tambm, no futuro, analisar a performance dos sistemas de rating e scoring desenvolvidos pela

    Sociedade, que servem como uma referncia no processo de tomada de deciso de crdito. Para alm deste

    sistema informtico, so produzidas vrias anlises referentes s actividades de cobrana e nveis de

    provises econmicas.

    A empresa dispe de sistemas que lhe permitem fornecer uma informao adequada sobre a composio da

    carteira de crdito, permitem inclusive obter uma informao contrato a contrato, que posteriormente

    trabalhada por produto e segmento.

    Risco de Mercado e de liquidez

    O grupo Daimler possui, em Berlim, um departamento especializado na avaliao dos riscos de taxa de juro e

    de liquidez; composto por elementos especializados, que analisam de forma exaustiva todas as vicissitudes

    dos mercados onde o grupo opera, esse departamento (Asset/Liabilitiy Management ou ALM)

    recomenda a estratgia para todas as empresas do grupo, tendo em ateno a realidade mundial e a

    especificidade dos mercados locais. O ALM colabora ainda na concepo do plano anual, definindo limites

    aos riscos de taxa de juro e de liquidez.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    56

    Mensalmente, a organizao remete ao ALM informao detalhada da sua carteira de crdito e do

    financiamento existente. Em troca, recebe um relatrio onde consta, entre outras, informaes sobre a

    liquidez da carteira de crdito, assim como anlises ao impacto na margem financeira bruta, caso ocorram

    variaes base nas taxas de juro de mercado. A empresa segue as recomendaes recebidas em termos de

    cobertura de riscos de taxa de juro e liquidez, sempre em concordncia com as condies actuais do

    mercado portugus.

    O ALM efectua ainda simulaes a cenrios (stress testing) de todos os tipos de alteraes bruscas de

    mercado que possam envolver risco de taxa de juro e risco de liquidez para as empresas, que constam de

    relatrios distribudos regularmente nos diferentes comits especializados do grupo e para discusso com os

    responsveis financeiros das empresas, caso a alterao justifique uma aco por parte das empresas.

    Importa referir que todos os relatrios elaborados pelo ALM podem a qualquer hora ser solicitados pelos

    mercados. Caso estes ltimos desejem outro tipo de relatrios ou anlises especficas podero tambm

    requisita-las ao mesmo departamento.

    data de balano, a Empresa detinha Euros 3.931.604 em disponibilidades em outras instituies de crdito

    (2012: Euros 3.199.938).

    A tabela abaixo apresenta os passivos financeiros que so liquidados pelo seu valor lquido agrupados por

    maturidades residuais relevantes. Os activos e passivos que podem ser reembolsados a qualquer momento

    so sempre alocados ao perodo temporal mais curto.

    Activos Financeiros

    Disponibilidades em outras instituies de crdito 3.931.604 3.931.604 - - - Crdito a clientes 255.112.333 57.260.291 66.780.036 126.844.219 4.227.787

    Passivos Financeiros

    Recursos de outras instituies de crdito 134.579.106 25.579.106 47.000.000 62.000.000 - Recursos de clientes e outros emprstimos 91.452.168 26.452.168 38.000.000 27.000.000 -

    Activos Financeiros

    Disponibilidades em outras instituies de crdito 3.199.938 3.199.938 - - - Crdito a clientes 244.399.782 85.036.500 88.320.536 70.811.389 231.357

    Passivos Financeiros

    Recursos de outras instituies de crdito 71.371.879 14.371.879 7.000.000 50.000.000 - Recursos de clientes e outros emprstimos 146.541.803 47.514.803 53.000.000 41.000.000 -

    31 de Dezembro 2012

    Valor do Balano

    No Sensveis

    At 3 meses

    De 3 meses a 1 ano

    De 1 ano a 5 anos

    Mais de 5 anos

    31 de Dezembro 2013

    Valor do Balano

    No Sensveis

    At 3 meses

    De 3 meses a 1 ano

    De 1 ano a 5 anos

    Mais de 5 anos

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    57

    tambm importante referir o facto da carteira da empresa ser na generalidade indexada taxa de juro

    Euribor e que os limites ou linhas de crdito negociados com outras entidades de crdito se encontram

    muito acima dos valores utilizados em cada momento, logo o impacto de uma variao da respectiva taxa na

    nossa carteira ser reduzido.

    Risco Cambial

    A sociedade efectua, a totalidade das suas transaes em euros, pelo que no se encontra exposta ao risco

    de liquidao de operaes cambiais.

    Risco Operacional

    A estratgia de gesto de riscos operacionais da sociedade esto expressos num conjunto de documentos

    internos, enquadrados no Company Handbook.

    De entre os documentos internos, salientamos os manuais internos de concesso de crdito, produtos

    financeiros oferecidos, compliance, onde constam todos os procedimentos operativos e riscos a considerar

    nas referidas reas.

    Para certificao que todos estes procedimentos internos no so desrespeitados, a organizao dispe em

    cada departamento de controlos que permitem validar o cumprimento dos mesmos. Esses erros so

    posteriormente formalmente reportados ao responsvel da rea de Gesto de Risco e Compliance, para

    que se proceda sua correco.

    A anlise das rubricas relacionadas com o negcio efectuada de forma pontual e no sistemtica, estando

    a ser desenvolvido um procedimento que permita identificar eventuais erros, no mximo, numa base mensal,

    para posterior regularizao dos mesmos.

    Para alm desse conjunto de documentos, a sociedade investiu recursos na implementao de um sistema

    de gesto documental adoptado pelo grupo Daimler.. A utilidade desta aplicao vai alm da documentao

    de processos, na medida em que permite a obteno de uma viso estruturada do funcionamento operativo

    da Sociedade, bem como uma excelente possibilidade de anlise, identificao de falhas e potenciais

    melhorias.

    Risco de Compliance

    No decorrer do ano de 2011, foi reforada a rea de actuao da funo de compliance implementada em

    2009, tendo como principais objectivos: implementar a estratgia, princpios e polticas de gesto inerentes

    actividade da empresa, coordenar, agregar e facilitar a funo de gesto de risco e assegurar o

    cumprimento de normas aplicveis ao exerccio de cada uma das actividades da empresa. Foi desenvolvido

    um manual de procedimentos para esta rea, de forma a que todos os colaboradores tenham acesso

    informao necessria para executar as suas funes em conformidade com os princpios e polticas do

    grupo e da legislao.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    58

    Capital Regulamentar

    O Capital regulamentar da Sociedade calculado de acordo com as normas do Banco de Portugal, que define

    nveis mnimos para os rcios prudenciais, calculados como quociente entre os fundos prprios e os activos

    de risco.

    A decomposio dos Fundos prprios, Activos de risco e Rcios de Solvabilidade da Sociedade em 31 de

    Dezembro de 2013 e 2012, apresentam-se como se segue:

    2013 2012

    Euros Euros

    A - Fundos Prprios

    Capital realizado, Prmios de Emisso e Aces Prprias 18.001.000 18.001.000 Resultados, Reservas Legais, Estatutrias e Resultados no distribuidos 7.777.458 6.683.404

    Activos Intangveis, desvios actuariais em Balano e Goodwill (9.298) (17.366)

    A1 - Fundos Prprios de Base excluindo aces preferenciais (Core TIER I) 25.769.161 24.667.038

    A2 - Fundos Prprios de Base (TIER I) 25.769.160 24.667.038

    Provises para Riscos Gerais de Crdito - -

    Emprstimo Subordinado - -

    Fundos Prprios Complementares (TIER II) - -

    A3 - Fundos Prprios Elegveis Totais 25.769.160 24.667.038

    B - Activos de Riscos Equivalentes

    Requisitos de Fundos Prprios 21.584.419 20.389.225

    Total de Activos de Risco Equivalentes 21.584.419 20.389.225

    C - Rcios Prudenciais

    Rcio Core TIER I (A1 / B) 9,55% 9,68%

    Rcio TIER I (A2 / B) 9,55% 9,68%Rcio de Solvabilidade (A3 / B) 9,55% 9,68%

    O aumento de capital, realizado durante o perodo de 2011, teve como objectivo reforar os rcios de capital

    e assim cumprir com as exigncias do Banco de Portugal.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    59

    35. Normas contabilsticas e interpretaes recentemente emitidas

    Normas contabilsticas e interpretaes recentemente emitidas que entraram em vigos e

    que a Sociedade aplicou na elaborao das suas demonstraes financeiras so as

    seguintes:

    IAS 19 (Alterada) - Benefcios dos empregados

    O IASB emitiu, em 16 de Junho de 2011, alteraes IAS 19 - Benefcios dos empregados, com data

    efectiva de aplicao (de forma retrospectiva) para perodos que se iniciaram em, ou aps, 1 de Janeiro de

    2013. Estas alteraes foram adoptadas pelo Regulamento da Comisso Europeia (UE) n. 475/2012, de 5

    de Junho.

    As alteraes no tiveram impacto nas demonstraes financeiras da Sociedade.

    Apresentao de itens em outro rendimento integral alterao da IAS 1 Apresentao de

    Demonstraes Financeiras

    O IASB emitiu, em 16 de Junho de 2011, alteraes IAS 1 - Apresentao das Demonstraes

    Financeiras, com data efectiva de aplicao (de forma retrospectiva) para perodos que se iniciaram em, ou

    aps, 1 de Julho de 2012. Esta alterao foi adoptada pelo Regulamento da Comisso Europeia (UE) n.

    475/2012, de 5 de Junho.

    As alteraes no tiveram impacto nas demonstraes financeiras da Sociedade.

    IFRS 7 (Alterada) - Instrumentos Financeiros: Divulgaes - Compensao entre activos e passivos

    financeiros

    O IASB emitiu, em 16 de Dezembro de 2011, alteraes IFRS 7 - Instrumentos Financeiros: Divulgaes -

    Compensao entre activos e passivos financeiros, com data efectiva de aplicao (de forma retrospectiva)

    para perodos que se iniciaram em, ou aps, 1 de Janeiro de 2013. Estas alteraes foram adoptadas pelo

    Regulamento da Comisso Europeia n. 1256/2012, de 11 de Dezembro.

    As alteraes no tiveram impacto nas demonstraes financeiras da Sociedade.

    Melhoramentos s IFRS (2009-2011)

    Os melhoramentos anuais do ciclo 2009-2011, emitidos pelo IASB em 17 de Maio de 2012, e adoptados pelo

    Regulamento da Comisso Europeia n. 301/2013, de 27 de Maro, introduziram alteraes, com data

    efectiva de aplicao (de forma retrospectiva) para perodos que se iniciaram em, ou aps, 1 de Janeiro de

    2013, s normas IFRS 1, IAS 1, IAS 16, IAS 32, IAS 34 e IFRIC 2.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    60

    IAS 1 Apresentao de Demonstraes Financeiras

    Os melhoramentos clarificam a diferena entre informao comparativa adicional voluntria e a informao

    comparativa mnima exigida. Geralmente, a informao comparativa mnima exigida a do perodo anterior.

    IAS 16 - Activos Fixos Tangveis

    A IAS 16 foi alterada no sentido de clarificar o conceito de equipamentos de servio que possam cumprir a

    definio de activos fixos tangveis no sendo assim contabilizado em inventrios.

    IAS 32 - Instrumentos Financeiros e IFRIC 2

    Estas normas foram ajustadas de forma a clarificar que impostos relacionados com distribuio de

    dividendos a detentores de capital seguem o tratamento preconizado na IAS 12 - Impostos sobre o

    Rendimento, evitando assim qualquer interpretao que possa significar uma outra aplicao.

    IAS 34 - Reporte Financeiro Intercalar

    As alteraes IAS 34 permitem alinhar as exigncias de divulgao para o total dos activos dos segmentos

    com o total dos passivos, nos perodos intercalares. Estes melhoramentos permitem igualmente que a

    informao intercalar fique consistente com a informao anual no que respeita modificao efectuada

    quanto designao da demonstrao de resultados e outro rendimento integral.

    A Sociedade no obteve quaisquer impactos significativos decorrentes da adopo destas alteraes.

    IFRS 13 - Mensurao ao Justo Valor

    O IASB emitiu, em 12 de Maio de 2011, a IFRS 13 Mensurao ao Justo Valor, com data efectiva de

    aplicao (de forma prospectiva) para perodos que se iniciaram em, ou aps, 1 de Janeiro de 2013. Esta

    norma foi adoptada pelo Regulamento da Comisso Europeia n. 1255/2012, de 11 de Dezembro.

    As alteraes no tiveram impacto significativo nas demonstraes financeiras da Sociedade.

    IFRIC 20 - Custos de descobertura na fase de produo de uma mina a cu aberto

    O International Financial Reporting Interpretations Commitee (IFRIC) emitiu, em 19 de Outubro de 2011, a

    IFRIC 20 - Custos de descobertura na fase de produo de uma mina a cu aberto, com data efectiva de

    aplicao (de forma retrospectiva) para perodos que se iniciaram em, ou aps, 1 de Janeiro de 2013. Esta

    Interpretao foi adoptada pelo Regulamento da Comisso Europeia n. 1255/2012, de 11 de Dezembro.

    Dada a natureza das operaes da Sociedade, esta interpretao no teve qualquer impacto nas

    demonstraes financeiras.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    61

    A Sociedade decidiu optar pela no aplicao antecipada das seguintes normas e/ou interpretaes,

    adoptadas pela Unio Europeia:

    IAS 32 (Alterada) - Instrumentos Financeiros: Apresentao compensao entre activos e passivos

    financeiros

    O IASB emitiu, em 16 de Dezembro de 2011, alteraes IAS 32 - Instrumentos Financeiros: Apresentao

    compensao entre activos e passivos financeiros, com data efectiva de aplicao (de forma

    retrospectiva) para perodos que se iniciem em, ou aps, 1 de Janeiro de 2014. Estas alteraes foram

    adoptadas pelo Regulamento da Comisso Europeia n. 1256/2012, de 11 de Dezembro.

    As alteraes agora introduzidas adicionam orientaes de implementao no sentido de resolver

    inconsistncias de aplicao prtica. As novas orientaes vm clarificar que a frase direito legal oponvel

    corrente para compensar significa que o direito de compensao no possa ser contingente, face a eventos

    futuros e deva ser legalmente oponvel no decurso normal dos negcios, no caso de incumprimento e num

    evento de insolvncia ou bancarrota da entidade e de todas as contrapartes.

    Estas orientaes de aplicao tambm especificam as caractersticas dos sistemas de liquidao bruta, de

    maneira a poder ser equivalente liquidao em base lquida.

    A Sociedade no espera impactos significativos decorrentes da adopo destas alteraes, tendo em conta

    que a poltica contabilstica adoptada encontra-se em linha com a orientao emitida.

    IAS 27 (Alterada) - Demonstraes Financeiras Separadas

    O IASB emitiu, em 12 de Maio de 2011, alteraes IAS 27 Demonstraes Financeiras Separadas, com

    data efectiva de aplicao (de forma prospectiva) para perodos que se iniciem em, ou aps, 1 de Janeiro de

    2014. Estas alteraes foram adoptadas pelo Regulamento da Comisso Europeia n. 1254/2012, de 11 de

    Dezembro.

    Tendo presente que a IFRS 10 enderea os princpios de controlo e estabelece os requisitos relativos

    preparao de demonstraes financeiras consolidadas, a IAS 27 (alterada) passa a regular, exclusivamente,

    as contas separadas.

    As alteraes visaram, por um lado, clarificar as divulgaes exigidas por uma entidade que prepara

    demonstraes financeiras separadas, passando a ser requerida a divulgao do local principal (e o pas da

    sede) onde so desenvolvidas as actividades das subsidirias, associadas e empreendimentos conjunto, mais

    significativos e, se aplicvel, da empresa-me.

    A anterior verso exigia apenas a divulgao do pas da sede ou residncia de tais entidades.

    Por outro lado, foi alinhada a data de entrada em vigor e a exigncia de adopo de todas as normas de

    consolidao em simultneo (IFRS 10, IFRS 11, IFRS 12, IFRS 13 e alteraes IAS 28).

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    62

    A Sociedade no antecipa qualquer impacto na aplicao desta alterao nas suas demonstraes

    financeiras.

    IFRS 10 - Demonstraes Financeiras Consolidadas

    O IASB emitiu, em 12 de Maio de 2011, a IFRS 10 Demonstraes Financeiras Consolidadas, com data

    efectiva de aplicao (de forma restrospectiva) para perodos que se iniciaram em, ou aps, 1 de Janeiro de

    2013. Esta norma foi adoptada pelo Regulamento da Comisso Europeia n. 1254/2012, de 11 de

    Dezembro, tendo permitido que seja imperativamente aplicvel aps 1 de Janeiro de 2014.

    A IFRS 10, revoga parte da IAS 27 e a SIC 12, e introduz um modelo nico de controlo que determina se um

    investimento deve ser consolidado.

    O novo conceito de controlo envolve a avaliao do poder, da exposio variabilidade nos retornos e a

    ligao entre ambos. Um investidor controla uma investida quando esteja exposto (ou tenha direitos)

    variabilidade nos retornos provenientes do seu envolvimento com a investida e possa apoderar-se dos

    mesmos atravs do poder detido sobre a investida (controlo de facto).

    O investidor considera em que medida controla as actividades relevantes da investida, tendo em

    considerao o novo conceito de controlo. A avaliao deve ser feita em cada perodo de reporte j que a

    relao entre poder e exposio variabilidade nos retornos pode alterar ao longo do tempo.

    O controlo usualmente avaliado sobre a entidade jurdica, mas tambm pode ser avaliado sobre activos e

    passivos especficos de uma investida (referido como silos).

    A nova norma introduz outras alteraes como sejam: (i) os requisitos para subsidirias no mbito das

    demonstraes financeiras consolidadas transitam da IAS 27 para esta norma e, (ii) incrementam-se as

    divulgaes exigidas, incluindo divulgaes especficas sobre entidades estruturadas, sejam ou no

    consolidadas.

    A Sociedade no antecipa qualquer impacto na aplicao desta alterao nas suas demonstraes

    financeiras.

    IFRS 11 - Acordos Conjuntos

    O IASB emitiu, em 12 de Maio de 2011, a IFRS 11 Acordos Conjuntos, com data efectiva de aplicao (de

    forma restrospectiva) para perodos que se iniciaram em, ou aps, 1 de Janeiro de 2013. Esta norma foi

    adoptada pelo Regulamento da Comisso Europeia n. 1254/2012, de 11 de Dezembro, tendo permitido

    que seja imperativamente aplicvel aps 1 de Janeiro de 2014.

    Esta nova norma, que vem revogar a IAS 31 e a SIC 13, define controlo conjunto, introduzindo o modelo de

    controlo definido na IFRS 10 e exige que uma entidade que seja parte num acordo conjunto determine o

    tipo de acordo conjunto no qual est envolvida (operao conjunta ou empreendimento conjunto),

    avaliando os seus direitos e obrigaes.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    63

    A IFRS 11 elimina a opo de consolidao proporcional para entidades conjuntamente controladas. As

    entidades conjuntamente controladas que satisfaam o critrio de empreendimento conjunto devem ser

    contabilizadas utilizando o mtodo de equivalncia patrimonial (IAS 28).

    A Sociedade no antecipa qualquer impacto na aplicao desta alterao nas suas demonstraes

    financeiras.

    IAS 28 (Alterada) - Investimentos em Associadas e Empreendimentos Conjuntos

    O IASB emitiu, em 12 de Maio de 2011, alteraes IAS 28 Investimentos em Associadas e

    Empreendimentos Conjuntos, com data efectiva de aplicao (de forma prospectiva) para perodos que se

    iniciem em, ou aps, 1 de Janeiro de 2013. Estas alteraes foram adoptadas pelo Regulamento da

    Comisso Europeia n. 1254/2012, de 11 de Dezembro, tendo permitido que sejam imperativamente

    aplicveis aps 1 de Janeiro de 2014.

    Como consequncia das novas IFRS 11 e IFRS 12, a IAS 28 foi alterada e passou a designar-se de IAS 28

    Investimentos em Associadas e Empreendimentos Conjuntos, e regula a aplicao do mtodo de

    equivalncia patrimonial aplicvel, quer a empreendimentos conjuntos quer a associadas.

    A Sociedade no antecipa qualquer impacto na aplicao desta alterao nas suas demonstraes

    financeiras.

    IFRS 12 - Divulgao de participaes em outras entidades

    O IASB emitiu, em 12 de Maio de 2011, a IFRS 12 Divulgaes de participaes em outras entidades,

    com data efectiva de aplicao (de forma retrospectiva) para perodos que se iniciaram em, ou aps, 1 de

    Janeiro de 2013. Esta norma foi adoptada pelo Regulamento da Comisso Europeia n. 1254/2012, de 11

    de Dezembro, tendo permitido que seja imperativamente aplicvel aps 1 de Janeiro de 2014.

    O objectivo da nova norma exigir que uma entidade divulgue informao que auxilie os utentes das

    demonstraes financeiras a avaliar: (i) a natureza e os riscos associados aos investimentos em outras

    entidades e; (ii) os efeitos de tais investimentos na posio financeira, performance e fluxos de caixa.

    A IFRS 12 inclui obrigaes de divulgao para todas as formas de investimento em outras entidades,

    incluindo acordos conjuntos, associadas, veculos especiais e outros veculos que estejam fora do balano.

    A Sociedade no antecipa qualquer impacto na aplicao desta alterao nas suas demonstraes

    financeiras.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    64

    Entidades de Investimento Alteraes IFRS 10, IFRS 12 e IAS 27 (emitida em 31 de Outubro de

    2012)

    As alteraes efectuadas aplicam-se a uma classe particular de negcio que se qualifica como entidades de

    investimento. O IASB define o termo de entidade de investimento como um entidade cujo propsito do

    negcio investir fundos com o objectivo de obter retorno de apreciao de capital, de rendimento ou

    ambos. Uma entidade de investimento dever igualmente avaliar a sua performance no investimento com

    base no justo valor. Tais entidades podero incluir organizaes de private equity, organizaes de capital de

    risco ou capital de desenvolvimento, fundos de penses, fundos de sade e outros fundos de investimento.

    As alteraes proporcionam uma eliminao do dever de consolidao previstos na IFRS 10, exigindo que

    tais entidades mensurem as subsidirias em causa ao justo valor atravs de resultados em vez de

    consolidarem. As alteraes tambm definem um conjunto de divulgaes aplicveis a tais entidades de

    investimento.

    As alteraes aplicam-se aos exerccios que se iniciam em, ou aps, 1 de Janeiro de 2014, com uma adopo

    voluntria antecipada. Tal opo permite que as entidades de investimento possam aplicar as novas

    alteraes em simultneo com a adopo dos restantes critrios da IFRS 10. Esta norma foi adoptada pelo

    Regulamento da Comisso Europeia n. 1174/2013, de 20 de Novembro.

    A Sociedade no antecipa qualquer impacto na aplicao desta alterao nas suas demonstraes

    financeiras.

    IAS 36 (Alterada) - Imparidade de Activos: Divulgao da Quantia Recupervel dos Activos No-

    Financeiros

    O IASB emitiu, em 29 de Maio de 2013, a alterao em epgrafe com data efectiva de aplicao (de forma

    retrospectiva) para perodos que se iniciem em, ou aps, 1 de Janeiro de 2014. Esta alterao foi adoptada

    pelo Regulamento da Comisso Europeia n. 1374/2013, de 19 de Dezembro.

    O objectivo das alteraes foi clarificar o mbito das divulgaes de informao sobre o valor recupervel

    dos activos, quando tal quantia seja baseada no justo valor lquido dos custos de venda, sendo limitadas a

    activos com imparidade.

    IAS 39 (Alterada) - Instrumentos Financeiros: Novao de Derivados e Continuao da Contabilidade

    de Cobertura

    O IASB emitiu, em 27 de Junho de 2013, com data efectiva de aplicao (de forma retrospectiva) para

    perodos que se iniciem em, ou aps, 1 de Janeiro de 2014. Esta alterao foi adoptada pelo Regulamento da

    Comisso Europeia n. 1375/2013, de 19 de Dezembro.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    65

    O objectivo destas alteraes foi flexibilizar os requisitos contabilsticos de um derivado de cobertura, em

    que haja a necessidade de alterar a contraparte de liquidao (clearing counterparty) em consequncia de

    alteraes em leis ou regulamentos. Tal flexibilidade significa que a contabilidade de cobertura continua

    independentemente da alterao da contraparte de liquidao (novao) que, sem a alterao ocorrida na

    norma, deixaria de ser permitida.

    Normas, alteraes e interpretaes emitidas mas ainda no efectivas para a Sociedade:

    IAS 19 (Alterada) Planos de Benefcio Definido: Contribuio dos empregados

    O IASB emitiu, em 21 de Novembro de 2013, com data efectiva de aplicao (de forma retrospectiva) para

    perodos que se iniciem em, ou aps, 1 de Julho de 2014.

    A presente alterao clarifica a orientao quando estejam em causa contribuies efectuadas pelos

    empregados ou por terceiras entidades, ligadas aos servios exigindo que a entidade atribua tais

    contribuies em conformidade com o pargrafo 70 da IAS 19 (2011). Assim, tais contribuies so

    atribudas usando a frmula de contribuio do plano ou de uma forma linear.

    A alterao reduz a complexidade introduzindo uma forma simples que permite a uma entidade reconhecer

    contribuies efectuadas por empregados ou por terceiras entidades, ligadas ao servio que sejam

    independentes do nmero de anos de servio (por exemplo um percentagem do vencimento), como reduo

    do custo dos servios no perodo em que o servio seja prestado.

    IFRIC 21 Taxas

    O IASB emitiu, em 20 de Maio de 2013, esta interpretao com data efectiva de aplicao (de forma

    retrospectiva) para perodos que se iniciem em, ou aps, 1 de Janeiro de 2014.

    Esta nova interpretao define taxas (levy) como sendo um desembolso de uma entidade imposto pelo

    governo de acordo com legislao. Confirma que uma entidade reconhece um passivo pela taxa quando e

    apenas quando o especfico evento que desencadeia a mesma, de acordo com a legislao, ocorre. No

    expectvel que a IFRIC 21 venha a ter impactos nas demonstraes financeiras da Sociedade.

    Melhoramentos s IFRS (2010-2012)

    Os melhoramentos anuais do ciclo 2010-2012 emitidos pelo IASB em 12 de Dezembro de 2013, introduzem

    alteraes com data efectiva de aplicao para perodos que se iniciaram em, ou aps, 1 de Julho de 2014,

    s normas IFRS 2, IFRS 3, IFRS 8, IFRS 13, IAS 16, IAS 24 e IAS 38.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    66

    IFRS 2 Definio de condio de aquisio (vesting)

    A alterao clarifica a definio de condio de aquisio (vesting) contida no Apndice A da IFRS 2

    Pagamentos Baseados em Aces, separando a definio de condio de desempenho e condio de

    servio da condio de aquisio, fazendo uma descrio de cada uma das condies de forma mais clara.

    IFRS 3 Contabilizao de uma considerao contingente no mbito de uma concentrao de actividades

    empresariais

    O objectivo da alterao visa clarificar certos aspectos da contabilizao da considerao contingente no

    mbito de uma concentrao de actividades empresariais, nomeadamente a classificao da considerao

    contingente, tomando em linha de conta se tal considerao contingente um instrumento financeiro ou um

    activo ou passivo no-financeiro.

    IFRS 8 Agregao de segmentos operacionais e reconciliao entre o total dos activos dos segmentos

    reportveis e os activos da empresa

    A alterao clarifica o critrio de agregao e exige que uma entidade divulgue os factores utilizados para

    identificar os segmentos reportveis, quando o segmento operacional tenha sido agregado. Para atingir

    consistncia interna, uma reconciliao do total dos activos dos segmentos reportveis para o total dos

    activos de uma entidade dever ser divulgada, se tais quantias forem regularmente proporcionadas ao

    tomador de decises operacionais.

    IFRS 13 Contas a receber ou pagar de curto prazo

    O IASB alterou as bases de concluso no sentido de esclarecer que, ao eliminar o AG 79 da IAS 39, no

    pretendeu eliminar a necessidade de determinar o valor actual de uma conta a receber ou pagar no curto

    prazo, cuja factura foi emitida sem juro, mesmo que o efeito seja imaterial. De salientar que o paragrafo 8 da

    IAS 8 j permite que uma entidade no aplique polticas contabilsticas definidas nas IFRS se o seu impacto

    for imaterial.

    IAS 16 e IAS 40 Modelo de Revalorizao reformulao proporcional da depreciao ou amortizao

    acumulada

    De forma a clarificar o clculo da depreciao ou amortizao acumulada, data da reavaliao, o IASB

    alterou o pargrafo 35 da IAS 16 e o pargrafo 80 da IAS 38 no sentido de: (i) a determinao da

    depreciao (ou amortizao) acumulada no depende da seleco da tcnica de valorizao; e (ii) a

    depreciao (ou amortizao) acumulada calculada pela diferena entre a quantia bruta e o valor lquido

    contabilstico.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    67

    IAS 24 Transaces com partes relacionadas servios do pessoal chave da gesto

    Para resolver alguma preocupao sobre a identificao dos custos do servio do pessoal chave da gesto

    (KMP), quando estes servios so prestados por uma entidade (entidade gestora como por exemplo nos

    fundos de investimento), o IASB clarificou que as divulgaes das quantias incorridas pelos servios de KMP

    fornecidos por uma entidade de gesto separada devem ser divulgados, mas no necessrio apresentar a

    desagregao prevista no pargrafo 17.

    Melhoramentos s IFRS (2011-2013)

    Os melhoramentos anuais do ciclo 2011-2013, emitidos pelo IASB em 12 de Dezembro de 2013,

    introduziram alteraes com data efectiva de aplicao para perodos que se iniciem em, ou aps, 1 de Julho

    de 2014 s normas IFRS 1, IFRS 3, IFRS 13 e IAS 40.

    IFRS 1 Conceito de IFRS efectivas

    O IASB clarificou que se novas IFRS no forem ainda obrigatrias mas permitam aplicao antecipada, a IFRS

    1 permite, mas no exige, que sejam aplicadas nas primeiras demonstraes financeiras reportadas em

    IFRS.

    IFRS 3 Excepes ao mbito de aplicao para joint ventures

    As alteraes excluem do mbito da aplicao da IFRS 3, a formao de todos os tipos de acordos

    conjuntos, tal como definidos na IFRS 11. Tal excepo ao mbito de aplicao apenas se aplica a

    demonstraes financeiras de joint ventures ou s prprias joint ventures.

    IFRS 13 mbito do pargrafo 52 excepo de porteflios

    O pargrafo 52 da IFRS 13 inclu uma excepo para mensurar o justo valor de grupos de activos ou passivos

    na base lquida. O objectivo desta alterao consiste na clarificao que a excepo de porteflios aplicam-

    se a todos os contratos abrangidos pela IAS 39 ou IFRS 9, independentemente de cumprirem as definies

    de activo financeiro ou passivo financeiro previstas na IAS 32.

    IAS 40 Inter-relao com a IFRS 3 quando classifica propriedades como propriedades de investimento ou

    imveis de uso prprio

    O objectivo da alterao a clarificao da necessidade de julgamento para determinar se uma aquisio de

    propriedades de investimento corresponde aquisio de um activo, de um grupo de activos ou de uma

    concentrao de uma actividade operacional abrangida pela IFRS 3.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    68

    IFRS 9 - Instrumentos Financeiros (emitida em 2009 e alterada em 2010 e 2013)

    A IFRS 9 (2009) introduziu novos requisitos para a classificao e mensurao de activos financeiros. A IFRS

    9 (2010) introduziu requisitos adicionais relacionados com passivos financeiros. A IFRS 9 (2013) introduziu a

    metodologia da cobertura. O IASB tem presentemente um projecto em curso para proceder a alteraes

    limitadas classificao e mensurao contidas na IFRS 9 e novos requisitos para lidar com a imparidade de

    activos financeiros.

    Os requisitos da IFRS 9 (2009) representam uma mudana significativa dos actuais requisitos previstos na

    IAS 39, no que respeita aos activos financeiros. A norma contm duas categorias primrias de mensurao

    de activos financeiros: custo amortizado e justo valor. Um activo financeiro ser mensurado ao custo

    amortizado caso seja detido no mbito do modelo de negcio cujo objectivo deter o activo de forma a

    receber os fluxos de caixa contratuais e os termos dos seus fluxos de caixa do lugar a recebimentos, em

    datas especificadas, relacionadas apenas com o montante nominal e juro em vigor. Todos os restantes

    activos financeiros sero mensurados ao justo valor. A norma elimina as categorias actualmente existentes

    na IAS 39 de detido at maturidade, disponvel para venda e contas a receber e pagar.

    Para um investimento em instrumentos de capital prprio que no seja detido para negociao, a norma

    permite uma eleio irrevogvel, no reconhecimento inicial, numa base individual por cada aco, de

    apresentao das alteraes de justo valor em outro rendimento integral (OCI). Nenhuma quantia

    reconhecida em OCI ser reclassificada para resultados em qualquer data futura. No entanto, dividendos

    gerados, por tais investimentos, so reconhecidos em resultados em vez de OCI, a no ser que claramente

    representem uma recuperao parcial do custo do investimento.

    Investimentos em instrumentos de capital prprio, os quais a entidade no designe a apresentao das

    alteraes do justo valor em OCI, sero mensurados ao justo valor com as alteraes reconhecidas em

    resultados.

    A norma exige que derivados embutidos em contratos cujo contrato base seja um activo financeiro,

    abrangido pelo mbito de aplicao da norma, no sejam separados; ao invs, o instrumento financeiro

    hbrido aferido na ntegra de forma a determinar se mensurado ao custo amortizado ou ao justo valor.

    A IFRS 9 (2010) introduz um novo requisito aplicvel a passivos financeiros designados ao justo valor, por

    opo, passando a impor a separao da componente de alterao de justo valor que seja atribuvel ao risco

    de crdito da entidade e a sua apresentao em OCI, ao invs de resultados. Com excepo desta alterao,

    a IFRS 9 (2010) na sua generalidade transpe as orientaes de classificao e mensurao, previstas na IAS

    39 para passivos financeiros, sem alteraes substanciais.

    A IFRS 9 (2013) introduziu novos requisitos para a contabilidade de cobertura que alinha esta de forma mais

    prxima com a gesto de risco. Os requisitos tambm estabelecem uma maior abordagem de princpios

    contabilidade de cobertura resolvendo alguns pontos fracos contidos no modelo de cobertura da IAS 39.

    A data em que a IFRS 9 se torna efectiva no se encontra ainda estabelecida mas ser determinada quando

    as fases em curso ficarem finalizadas.

  • Notas s Demonstraes Financeiras 31 de Dezembro de 2013 e 2012

    69

    A Sociedade iniciou um processo de avaliao dos efeitos potenciais desta norma mas encontra-se a

    aguardar o desfecho das alteraes anunciadas, antes de completar a respectiva avaliao. Dada a natureza

    das actividades da Sociedade, expectvel que esta norma venha a ter impactos nas demonstraes

    financeiras da Sociedade.

    O Tcnico Oficial de Contas O Conselho de Administrao

    _______________________________ __________________________

  • ANEXOS

  • 1/6

    POLTICA DE REMUNERAO DE COLABORADORES COM IMPACTO NO PERFIL DE RISCO DA

    INSTITUIO E COLABORADORES QUE EXERAM FUNES DE CONTROLO

    I. Enquadramento legal

    Em 20 de Julho de 2011, foi publicado o Decreto-Lei n. 88/2011, de 20 de Julho (Decreto-Lei n.

    88/2011), que transps a Directiva n. 2010/76/EU, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de

    Novembro, e o qual veio estabelecer um conjunto de princpios a observar pelas instituies de crdito no

    mbito da fixao da poltica de remunerao aplicvel a colaboradores com eventual impacto no perfil de

    risco, colaboradores que exeram na instituio funes de controlo previstas no Aviso do Banco de

    Portugal n. 5/2008.

    Nos termos do prprio DL 88/2011, os princpios em questo so aplicveis s remuneraes pagas a

    partir de 1 de Janeiro de 2011.

    No que respeita aos princpios relativos poltica de remunerao aplicveis aos referidos colaboradores,

    os quais devem ser respeitados () de uma forma e na medida adequadas sua [da instituio de crdito]

    dimenso e organizao interna e natureza, ao mbito e complexidade das suas actividades (),

    estabelece-se designadamente:

    i. A poltica de remunerao deve promover e ser coerente com uma gesto de riscos s e prudente e

    no deve incentivar a assuno de riscos em nveis superiores ao risco tolerado pela instituio de

    crdito;

    ii. A poltica de remunerao deve ser compatvel com a estratgia empresarial e os objectivos, valores

    e interesses a longo prazo da instituio de crdito, e incluir medidas destinadas a evitar conflitos de

    interesses;

    iii. Os colaboradores que exercem funes de controlo devem ser independentes das unidades de

    estrutura que supervisionam, dispor da autoridade adequada e ser remunerados em conformidade

    com a realizao dos objectivos associados s suas funes, independentemente do desempenho

    das reas sob o seu controlo;

    iv. Caso exista remunerao dependente do desempenho:

    a. O montante total da remunerao deve basear -se numa combinao da avaliao do

    desempenho do colaborador e da unidade de estrutura em causa com os resultados globais da

    instituio de crdito, devendo ter -se em conta, na avaliao do desempenho individual, critrios

    de natureza financeira e no financeira;

    b. A avaliao do desempenho deve processar-se num quadro plurianual, a fim de assegurar que o

    processo de avaliao se baseie num desempenho a longo prazo e que o pagamento efectivo das

  • 2/6

    componentes da remunerao dependentes do desempenho seja repartido ao longo de um

    perodo que tenha em conta o ciclo econmico subjacente da instituio de crdito e os seus

    riscos de negcio;

    c. A aferio do desempenho utilizada para calcular as componentes variveis da remunerao ou

    conjuntos de componentes variveis da remunerao deve incluir um ajustamento face a todos os

    tipos de riscos actuais e futuros e ter em conta o custo dos fundos prprios e da liquidez

    necessrios;

    v. Quanto remunerao varivel:

    a. O total da mesma no deve limitar a capacidade da instituio de crdito para reforar a sua base

    de fundos prprios;

    b. As componentes fixas e variveis da remunerao total devem estar adequadamente equilibradas

    e a componente fixa deve representar uma proporo suficientemente elevada da remunerao

    total, a fim de permitir a aplicao de uma poltica plenamente flexvel de componentes variveis

    da remunerao, incluindo a possibilidade de no pagamento de qualquer componente varivel da

    remunerao;

    c. Devem ser estabelecidos rcios apropriados entre as componentes fixas e variveis da

    remunerao total;

    d. A concesso de componentes variveis da remunerao no mbito da instituio de crdito deve

    ter igualmente em conta todos os tipos de riscos actuais e futuros;

    e. Uma parte substancial, que deve representar pelo menos 50 % de qualquer remunerao varivel,

    deve consistir num adequado equilbrio entre:

    i. Aces ou instrumentos equivalentes, conforme a estrutura jurdica da instituio de

    crdito em questo, ou instrumentos indexados a aces ou instrumentos equivalentes

    no expressos em numerrio, no caso de instituies de crdito no cotadas em bolsa; e

    ii. Se for caso disso, outros instrumentos que tenham de ser convertidos em situaes de

    emergncia ou que possam ser convertidos por iniciativa do Banco de Portugal, em

    qualquer momento, com base na situao financeira e de solvabilidade da instituio, em

    instrumentos representativos de capital que absorvam completamente perdas em

    condies normais de actividade e que, em caso de insolvncia ou liquidao,

    constituam o elemento com maior grau de subordinao da instituio emitente.

    f. Uma parte substancial, que deve representar pelo menos 40 % da componente varivel da

    remunerao, deve ser diferida durante um perodo no inferior a trs a cinco anos e

    correctamente fixada em funo da natureza da actividade, dos seus riscos e das actividades do

    colaborador em questo;

  • 3/6

    g. O direito remunerao a pagar em regime diferido deve ser adquirido numa base estritamente

    proporcional. No caso de uma componente varivel da remunerao de valor particularmente

    elevado, pelo menos 60 % do montante dever ser pago de forma diferida. A durao do perodo

    de diferimento deve ser estabelecida em funo do ciclo econmico, da natureza da actividade,

    dos seus riscos e das actividades do colaborador em questo;

    h. S deve ser paga ou constituir um direito adquirido se for sustentvel luz da situao financeira

    da instituio de crdito no seu todo e se justificar luz do desempenho da instituio de crdito,

    da unidade de estrutura em causa e do colaborador em questo;

    i. Deve ser consideravelmente reduzida caso o desempenho da instituio regrida ou seja negativo,

    tendo em considerao tanto a remunerao actual como as redues nos desembolsos de

    montantes ganhos anteriormente, nomeadamente atravs de regimes de agravamento ou de

    recuperao, sem prejuzo da aplicao dos princpios gerais da legislao contratual e laboral

    nacional.

    Finalmente, o Aviso do Banco de Portugal n. 10/2011, de 29 de Dezembro de 2011, no que concerne a

    aspectos relevantes para a poltica de remunerao, veio estabelecer deveres de divulgao de informao

    relativa poltica de remunerao seguida pelas instituies de crdito designadamente no que respeita a

    estes colaboradores.

    II. Poltica de remunerao dos colaboradores com impacto no perfil de risco da instituio e dos

    colaboradores com funes de controlo

    1) Delimitao dos colaboradores com impacto no perfil de risco da instituio e dos colaboradores com

    funes de controlo

    Atendendo actual estrutura organizativa da MBF, considera-se que, alm de outras funes que so

    desempenhadas por membros do Conselho de Administrao, so as funes de Direco Comercial e de

    Direco Financeira e Controlling aquelas que podem influir no perfil de risco da instituio.

    Na actual estrutura administrativa da MBF existe um colaborador que desempenha as funes de controlo

    previstas no Aviso do Banco de Portugal n. 5/2008.

    2) Processo de aprovao da poltica de remunerao (art. 161/a Aviso 10/2011);

    Nos termos do artigo 406., nmero 1, do Cdigo das Sociedades Comerciais, compete ao Conselho de

    Administrao deliberar sobre a poltica de remunerao aplicvel aos colaboradores da MBF relevantes

    para efeitos de divulgao de poltica de remunerao.

    3) Poltica de remunerao varivel dos colaboradores com eventual impacto no perfil de risco

    a) Relao entre a remunerao fixa e a remunerao varivel (art. 16./2/c Aviso 10/2011);

  • 4/6

    A remunerao dos Directores da MBF constituda por uma componente fixa e por uma componente

    varivel, sob a forma de bnus.

    O bnus determinado com base numa frmula ponderada que conjuga variveis de performance

    econmica da instituio e de performance individual do colaborador, com predominncia dos primeiros,

    em funo do respectivo nvel profissional no Grupo Daimler, como segue:

    Variveis Intervalo avaliao

    Nvel profissional E4

    Desempenho do Grupo Daimler 0-200% 30%

    Resultados operacionais da MBF 0-200% 35%

    Desempenho individual 0-150% 35%

    Valor de referncia para ICP em funo do

    grau de atingimento de objectivos a 100%

    20%

    Conforme resulta do exposto, a componente varivel da remunerao pode representar no mximo 20% da

    totalidade da remunerao auferida.

    b) Critrios de atribuio da remunerao varivel (art. 16./2/b Aviso 10/2011);

    Conforme referido, a componente varivel da remunerao dos Directores atribuda em funo de

    critrios de desempenho individual, dos resultados operacionais da MBF e dos resultados operacionais do

    Grupo Daimler.

    O desempenho individual do Director aferido segundo processo de avaliao conduzido de acordo com

    as directivas internas do Grupo Daimler, o qual tem lugar anualmente, incluindo nomeadamente aspectos

    de liderana, cumprimento de objectivos predefinidos para a MBF, satisfao de colaboradores,

    benchmark com concorrncia e compliance.

    Os resultados operacionais da MBF e desempenho do Grupo Daimler so determinados com base no grau

    de cumprimento dos objectivos bem determinados anualmente face ao oramento anual.

    a) Diferimento do pagamento da remunerao varivel

    Nos termos acima explanados, uma vez que a componente varivel da remunerao se encontra

    dependente, entre outros, da performance da instituio, considerada individualmente ou no contexto da

    respectiva diviso de negcio ou no contexto ainda mais alargado do Grupo Daimler, h necessariamente

    que proceder ao apuramento das contas relativas ao exerccio anterior.

    Os mecanismos de remunerao varivel previstos para os colaboradores em questo, porque assentam

    directamente, embora no exclusivamente, numa varivel de performance da prpria instituio a qual

    apresenta um peso significativo na frmula ponderada de clculo da remunerao varivel, tm-se revelado

    aptos a satisfazer as necessidades de ajustamento da referida remunerao com o desempenho da

    instituio, designadamente em caso de deteriorao relevante no mesmo, influindo no valor do bnus que

    ser liquidado no exerccio seguinte.

    4) Poltica de remunerao varivel dos colaboradores com funes de controlo

  • 5/6

    A remunerao do colaborador com funes de controlo assenta principalmente numa componente fixa,

    nos termos sobretudo do Aviso 10/2011, sendo a componente varivel apurada de acordo com os

    critrios explanados supra.

    5) Consideraes finais

    Do acima referido, entende-se que, de uma forma geral, que a poltica de remunerao praticada ao nvel

    da MBF est alinhada com o interesse da promoo de uma gesto de riscos s e prudente e no incentiva

    a assuno de riscos em nveis superiores ao risco tolerado pela instituio de crdito a generalidade do

    acima referido, reflectindo:

    Equilbrio entre remunerao fixa e remunerao varivel, designadamente no sentido de permitir

    o no pagamento de componente varivel em caso de desempenho negativo do colaborador ou da

    instituio;

    Remunerao varivel sujeita a limite e diferimento do pagamento da remunerao varivel aps

    apuramento e auditoria das contas anuais.

    Na sequncia da entrada em vigor do DL 88/2011 e do Aviso 10/2011 do Banco de Portugal, haver,

    contudo, que proceder a alguns ajustes para o futuro, designadamente no sentido de, por um lado,

    assegurar que a avaliao do desempenho e pagamento da componente varivel se efectuem num quadro

    plurianual e, por outro, quanto ao responsvel com funes de controlo, eliminando da frmula relativa

    componente varivel da sua remunerao quaisquer variveis relativas ao desempenho financeiro da rea

    de negcio em que o mesmo desenvolve a sua actividade.

    Como balano final, e no que respeita poltica vigente em matria de remunerao de colaboradores com

    impacto no perfil de risco e com funes de controlo, entende-se que a dimenso da MBF, a natureza e

    complexidade da actividade de crdito, a estrutura organizativa, o peso relativo da componente varivel

    dos Directores face componente fixa, so factores que contribuem para que a prtica remuneratrias da

    MBF ao nvel destes colaboradores tenha conseguido at hoje balancear a finalidade de premiar o

    desempenho positivo daqueles com a necessidade de incentivar tal desempenho sem que tal envolva a

    assuno de riscos que possam por em causa os interesses e a sustentabilidade da instituio.

    III. Informao quantitativa sobre remunerao dos colaboradores com impacto no perfil de risco da

    instituio e dos colaboradores com funes de controlo relativa ao exerccio de 2013

    Nos termos do Aviso 10/2011, os documentos anuais de prestao de contas devero incluir informao

    quantitativa agregada a respeito de remunerao paga pela instituio aos colaboradores com impacto no

    perfil de risco da instituio e dos colaboradores com funes de controlo.

  • 6/6

    Conforme referido acima, considera-se que, alm de outras funes que so desempenhadas por membros

    do Conselho de Administrao, so as funes de Direco Comercial e de Direco Financeira e

    Controlling aquelas que podem influir no perfil de risco da instituio.

    Na actual estrutura administrativa da MBF existe um colaborador que desempenha as funes de controlo

    previstas no Aviso do Banco de Portugal n. 5/2008.

    De forma agregada, as remuneraes auferidas por estes colaboradores pagas pela MBF durante o

    exerccio de 2013 foram as seguintes:

    Colaboradores com impacto no perfil de risco 153.731

    Componente fixa 125.440

    Componente varivel 28.291

    Pecuniria Outra

    0 0

    Colaboradores com funes de controlo 53.499

    Componente fixa 45.388

    Componente varivel 8.111

    Pecuniria Outra

    0 0

    Total anual: 207.230

    Durante o exerccio de 2013 no foram efectuadas novas contrataes de colaboradores com impacto no

    perfil de risco da instituio e dos colaboradores com funes de controlo nem foram pagos quaisquer

    montantes em virtude da resciso antecipada do contrato de trabalho com colaboradores que se integrem

    em alguma das referidas categorias.

  • 1/9

    DECLARAO SOBRE A POLTICA DE REMUNERAO DOS RGOS DE ADMINISTRAO E

    FISCALIZAO DA MERCEDES-BENZ FINANCIAL SERVICES PORTUGAL INSTITUIO FINANCEIRA

    DE CRDITO, S.A. (MBF) A SUBMETER PELA COMISSO DE VENCIMENTOS ASSEMBLEIA GERAL

    I. Enquadramento legal

    A Lei n. 28/2009, de 19 de Junho (L28/2009), veio impor s entidades de interesse pblico a obrigao

    de o respectivo rgo de administrao ou comisso de remunerao, caso exista, de submeter

    Assembleia Geral para aprovao, a poltica de remunerao dos seus rgos de administrao e de

    fiscalizao.

    A MBF uma entidade de interesse pblico nos termos e para os efeitos da L28/2009 (cfr. Decreto-Lei n.

    225/2008, de 20 de Novembro e artigo 3./d do Regime Geral das Instituies de Crdito e Sociedades

    Financeiras, aprovado pelo DL 298/92, de 31 de Dezembro, na redaco actual).

    A declarao relativa poltica de remunerao dos seus rgos de administrao e de fiscalizao, nos

    termos da L28/2009, dever versar, designadamente, sobre:

    a) Mecanismos que permitam o alinhamento dos interesses dos membros do rgo de administrao

    com os interesses da sociedade;

    b) Critrios de definio da componente varivel da remunerao;

    c) Existncia de planos de atribuio de aces por parte de membros dos rgos de administrao e de

    fiscalizao;

    d) Possibilidade de o pagamento da componente varivel da remunerao, se existir, ter lugar, no todo

    ou em parte, aps o apuramento das contas do exerccio correspondentes a todo o mandato;

    e) Mecanismos de limitao da remunerao varivel no caso de os resultados evidenciarem uma

    deteriorao relevante no desempenho da empresa no ltimo exerccio apurado ou quando esta seja

    expectvel no exerccio em curso.

    Adicionalmente, o Decreto-Lei n. 88/2011, de 20 de Julho (Decreto-Lei n. 88/2011), igualmente

    aplicvel MBF, que transps a Directiva n. 2010/76/EU, de Parlamento Europeu e do Conselho, de 24

    de Novembro, veio estabelecer um conjunto de princpios que devem ser observados pelas instituies de

    crdito no mbito da fixao da poltica de remunerao dos seus rgos de administrao, os quais

    devem ser respeitados de uma forma e na medida adequadas sua dimenso e organizao interna e

    natureza, ao mbito e complexidade das suas actividades estabelecendo, designadamente, que:

    i. A poltica de remunerao deve promover e ser coerente com uma gesto de riscos s e prudente e

    no deve incentivar a assuno de riscos em nveis superiores ao risco tolerado pela instituio de

    crdito;

  • 2/9

    ii. A poltica de remunerao deve ser compatvel com a estratgia empresarial e os objectivos, valores

    e interesses a longo prazo da instituio de crdito, e incluir medidas destinadas a evitar conflitos de

    interesses;

    iii. Caso exista remunerao dependente do desempenho:

    a. O montante total da remunerao deve basear -se numa combinao da avaliao do

    desempenho do colaborador e da unidade de estrutura em causa com os resultados globais da

    instituio de crdito, devendo ter -se em conta, na avaliao do desempenho individual, critrios

    de natureza financeira e no financeira;

    b. A avaliao do desempenho deve processar-se num quadro plurianual, a fim de assegurar que o

    processo de avaliao se baseie num desempenho a longo prazo e que o pagamento efectivo das

    componentes da remunerao dependentes do desempenho seja repartido ao longo de um

    perodo que tenha em conta o ciclo econmico subjacente da instituio de crdito e os seus

    riscos de negcio;

    c. A aferio do desempenho utilizada para calcular as componentes variveis da remunerao ou

    conjuntos de componentes variveis da remunerao deve incluir um ajustamento face a todos os

    tipos de riscos actuais e futuros e ter em conta o custo dos fundos prprios e da liquidez

    necessrios;

    iv. Quanto remunerao varivel:

    a. O total da mesma no deve limitar a capacidade da instituio de crdito para reforar a sua base

    de fundos prprios;

    b. As componentes fixas e variveis da remunerao total devem estar adequadamente equilibradas

    e a componente fixa deve representar uma proporo suficientemente elevada da remunerao

    total, a fim de permitir a aplicao de uma poltica plenamente flexvel de componentes variveis

    da remunerao, incluindo a possibilidade de no pagamento de qualquer componente varivel da

    remunerao;

    c. Devem ser estabelecidos rcios apropriados entre as componentes fixas e variveis da

    remunerao total;

    d. A concesso de componentes variveis da remunerao no mbito da instituio de crdito deve

    ter igualmente em conta todos os tipos de riscos actuais e futuros;

    e. Uma parte substancial, que deve representar pelo menos 50 % de qualquer remunerao varivel,

    deve consistir num adequado equilbrio entre:

    i. Aces ou instrumentos equivalentes, conforme a estrutura jurdica da instituio de

    crdito em questo, ou instrumentos indexados a aces ou instrumentos equivalentes

    no expressos em numerrio, no caso de instituies de crdito no cotadas em bolsa; e

  • 3/9

    ii. Se for caso disso, outros instrumentos que tenham de ser convertidos em situaes de

    emergncia ou que possam ser convertidos por iniciativa do Banco de Portugal, em

    qualquer momento, com base na situao financeira e de solvabilidade da instituio, em

    instrumentos representativos de capital que absorvam completamente perdas em

    condies normais de actividade e que, em caso de insolvncia ou liquidao,

    constituam o elemento com maior grau de subordinao da instituio emitente.

    f. Uma parte substancial, que deve representar pelo menos 40 % da componente varivel da

    remunerao, deve ser diferida durante um perodo no inferior a trs a cinco anos e

    correctamente fixada em funo da natureza da actividade, dos seus riscos e das actividades do

    colaborador em questo;

    g. O direito remunerao a pagar em regime diferido deve ser adquirido numa base estritamente

    proporcional. No caso de uma componente varivel da remunerao de valor particularmente

    elevado, pelo menos 60 % do montante dever ser pago de forma diferida. A durao do perodo

    de diferimento deve ser estabelecida em funo do ciclo econmico, da natureza da actividade,

    dos seus riscos e das actividades do colaborador em questo;

    h. S deve ser paga ou constituir um direito adquirido se for sustentvel luz da situao financeira

    da instituio de crdito no seu todo e se justificar luz do desempenho da instituio de crdito,

    da unidade de estrutura em causa e do colaborador em questo;

    i. Deve ser consideravelmente reduzida caso o desempenho da instituio regrida ou seja negativo,

    tendo em considerao tanto a remunerao actual como as redues nos desembolsos de

    montantes ganhos anteriormente, nomeadamente atravs de regimes de agravamento ou de

    recuperao, sem prejuzo da aplicao dos princpios gerais da legislao contratual e laboral

    nacional;

    Nos termos do prprio DL 88/2011, os princpios em questo so aplicveis s remuneraes pagas a

    partir de 1 de Janeiro de 2011.

    Finalmente, o Aviso do Banco de Portugal n. 10/2011, de 29 de Dezembro de 2011, no que concerne a

    aspectos relevantes para a poltica de remunerao, veio aprofundar o contedo da declarao sobre a

    poltica de remuneraes a submeter pela Comisso de Vencimentos Assembleia Geral, prevista no

    artigo 2. da L 28/2009, estabelecendo exigncias adicionais de contedo e de divulgao aplicveis s

    instituies de crdito.

    II. Poltica de remunerao dos membros dos rgos de administrao e fiscalizao

    1) Processo de aprovao da poltica de remunerao (art. 161/a Aviso 10/2011);

  • 4/9

    Nos termos do Artigo Dcimo Terceiro dos Estatutos da MBF, em linha com o disposto no artigo 399.,

    nmero 1, do Cdigo das Sociedades Comerciais, compete Assembleia geral ou a uma Comisso de

    Vencimentos deliberar sobre a remunerao dos membros do Conselho de Administrao.

    A Assembleia Geral delibera, anualmente, uma Comisso de Vencimentos para efeitos da fixao das

    referidas remuneraes, as quais so propostas pela accionista nica da MBF, a Mercedes-Benz Portugal,

    S.A.

    Compete igualmente Comisso de Vencimentos, depois de ouvida a Daimler AG nos termos das regras e

    princpios internas de independncia do Grupo Daimler relativos contratao e remunerao dos

    auditores externos, aprovar a remunerao anual do Fiscal nico da Sociedade, nos termos do contrato de

    prestao de servios que celebrado com a entidade que, anualmente, designada para desempenho

    destas funes.

    A Comisso de Vencimentos actualmente em funes constituda por trs membros: Thomas Weltrowski,

    Administrador no executivo que desempenha as funes de Presidente do Conselho de Administrao,

    Joerg Heinermann, Administrador no executivo, e Helena Costa, directora de recursos humanos da MBF.

    Em virtude da integrao da MBF no seio do Grupo Daimler, a poltica de remuneraes adoptada pela

    mesma encontra-se naturalmente em linha com a poltica de remuneraes definida pela Daimler AG, que

    procura reflectir nessa poltica o quadro normativo comunitrio bem como aquelas que so as melhores

    prticas do mercado.

    2) Mecanismos que permitam o alinhamento dos interesses dos membros do rgo de administrao com os

    interesses da sociedade (art. 2./a L28/2009 e art. 161/c Aviso 10/2011);

    O alinhamento dos interesses de membros do rgo de administrao executivos assenta no mecanismo

    de remunerao varivel, a qual se reconduz a duas sub-componentes:

    Pagamento anual de um bnus, que acresce remunerao anual fixa; e

    Apesar de no existir na MBF um programa de atribuio e deteno de aces emitidas pela

    prpria instituio, a Daimler AG introduziu um programa para os seus executivos de atribuio e

    deteno de aces da Daimler AG; este programa difere do bnus pelo facto de constituir um

    mecanismo que tem em vista o alinhamento de interesses a longo prazo.

    3) Critrios de definio da componente varivel da remunerao (art. 2./b L28/2009 e art. 161/b e 2/b/c

    Aviso 10/2011);

    a) Incentivo a curto prazo, sob a forma de bnus (ICP)

  • 5/9

    O ICP pago anualmente, em dinheiro, e determinado com base numa frmula ponderada que conjuga

    variveis de performance econmica ajustadas em funo da performance individual do gestor durante o

    ano a que a avaliao respeita, incluindo nomeadamente:

    Desempenho do Grupo Daimler, desempenho da diviso econmica no mbito da qual o gestor

    desenvolve as suas funes e resultados operacionais da MBF, por comparao dos valores do

    ano com o ano anterior ou com o oramento anual;

    O desempenho individual do gestor aferido segundo processo de avaliao conduzido segundo

    as directivas internas do Grupo Daimler, realizado anualmente e incluindo nomeadamente

    aspectos de liderana, cumprimento de objectivos predefinidos para a MBF, satisfao de

    colaboradores, benchmark com concorrncia e compliance.

    Cumpre salientar que os indicadores de performance individual assentam em variveis de sustentabilidade

    e no em variveis de angariao de negcio, o que est em linha com a racionalidade subjacente s

    regras actualmete vigentes em matria de poltica de remunerao, as quais visam assegurar uma

    convergncia entre a poltica de remunerao praticada e os interesses da instituio a longo prazo.

    O peso e limites do ICP varia para os membros do rgo de administrao em funo do respectivo nvel

    profissional no Grupo Daimler, como segue:

    Variveis Intervalo avaliao

    Nvel profissional E3 Nvel profissional E4

    Desempenho do Grupo Daimler 0-200% 30% 30% Desempenho da unidade Servios Financeiros 0-200% 35% - Resultados operacionais da MBF 0-200% - 35% Desempenho individual 0-150% 35% 35% Valor de referncia para ICP em funo do grau de atingimento de objectivos a 100%

    30% 20%

    Conforme resulta do exposto, no caso de um membro do conselho de administrao que aufira ICP e cujo

    nvel profissional no Grupo Daimler corresponda ao E3, o ICP pode representar no mximo 30% da

    totalidade da remunerao auferida; no caso de um administrador de nvel E4, essa percentagem no

    superior a 20%.

    b) Incentivo a longo prazo, sob a forma de plano de atribuio e deteno de aces (ILP)

    O ILP consiste num programa de atribuio e deteno de aces emitidas pela Daimler AG, encontrando-

    se devidamente divulgado na rede informtica intranet da Daimler AG.

    4) Existncia de planos de atribuio de aces por parte de membros dos rgos de administrao e de

    fiscalizao (art. 2./b L28/2009)

    Existe um incentivo a longo prazo que consiste num programa de atribuio e deteno de aces emitidas

    pela Daimler AG, ao qual tm acesso quadros cujo nvel profissional no Grupo Daimler corresponda ao E3.

    O programa de atribuio de aces gerido centralmente pela sociedade-me, Daimler AG.

  • 6/9

    As aces que forem atribudas apenas podero ser alienadas decorridos 3 anos aps a respectiva

    aquisio, estando o retorno da respectiva alienao dependente da performance do Grupo Daimler.

    5) Possibilidade de o pagamento da componente varivel da remunerao, se existir, ter lugar, no todo ou em

    parte, aps o apuramento das contas do exerccio correspondentes a todo o mandato (art. 2./b L28/2009);

    Nos termos acima explanados, uma vez que a componente varivel da remunerao se encontra

    dependente, entre outros, da performance da instituio, considerada individualmente ou no contexto da

    respectiva diviso de negcio ou no contexto ainda mais alargado do Grupo Daimler, h necessariamente

    que proceder ao apuramento das contas relativas ao exerccio anterior.

    6) Diferimento do pagamento da componente varivel da remunerao e limitao da remunerao varivel no

    caso de deteriorao relevante no desempenho da empresa no ltimo exerccio apurado ou quando esta seja

    expectvel no exerccio em curso (art. 2./b L28/2009 e arts. 16/d/e Aviso 10/2011);

    O ICP pago durante o exerccio posterior quele a que diz respeito.

    Deve, contudo, salientar-se que os mecanismos de remunerao varivel previstos para os membros do

    rgo de administrao, porque assentam directamente, embora no exclusivamente, em critrios de

    performance aos quais esto subjacentes variveis de sustentabilidade do negcio e portanto da

    instituio, os quais apresentam um peso significativo na frmula ponderada de clculo da remunerao,

    tm-se demonstrado aptos para fazerem o ajustamento da referida remunerao em caso de deteriorao

    relevante no desempenho da empresa, influindo no valor do bnus que ser efectivamente pago.

    7) Remunerao dos administradores no executivos e rgos de fiscalizao

    Os membros no executivos do Conselho de Administrao no so remunerados.

    A remunerao do Fiscal nico no integra qualquer componente varivel, sendo composta por quantias

    fixas em dinheiro.

    8) Os principais parmetros e fundamentos de qualquer sistema de prmios anuais e de quaisquer outros

    benefcios no pecunirios (art. 16/h Aviso 10/2011);

    No existe outra forma de remunerao alm do que se encontra previsto na presente declarao.

    9) A remunerao paga sob a forma de participao nos lucros e ou de pagamento de prmios (art. 16/i Aviso

    10/2011);

    No existem outras formas de remunerao para alm da remunerao fixa e varivel prevista na presente

    poltica de remunerao.

    10) As compensaes e indemnizaes pagas ou devidas a membros do rgo de administrao devido

    cessao das suas funes durante o exerccio (art. 16/j Aviso 10/2011);

    No foram pagas compensaes e indemnizaes desta natureza.

    11) Instrumentos jurdicos em caso de destituio (art. 16/k Aviso 10/2011);

  • 7/9

    No se encontra previsto o pagamento de quaisquer compensaes em caso de cessao das funes de

    administrao por destituio.

    12) Os montantes pagos a qualquer ttulo por outras sociedades em relao de domnio ou de grupo com a

    instituio (art. 16/l Aviso 10/2011);

    No houve qualquer montante pago a este ttulo.

    13) As principais caractersticas dos regimes complementares de penses ou de reforma antecipada, com

    indicao sobre se foram sujeitos a apreciao pela assembleia geral (art. 16/m Aviso 10/2011);

    Existe um regime complementar de reforma que abrange todos os colaboradores da MBF,

    independentemente de desempenharem funes de administrao, o qual no se aplica apenas aos

    membros do rgo de fiscalizao.

    14) A estimativa do valor dos benefcios no pecunirios relevantes considerados como remunerao no

    abrangidos pelas alneas anteriores (art. 16/n Aviso 10/2011);

    No existem benefcios no pecunirios relevantes para efeitos de remunerao e que no tenham sido

    mencionados.

    15) A existncia de mecanismos que impeam a utilizao pelos membros do rgo de administrao de seguros

    de remunerao ou responsabilidade, ou quaisquer outros mecanismos de cobertura de risco tendentes a

    atenuar os efeitos de alinhamento pelo risco inerentes s suas modalidades de remunerao (art. 16/o

    Aviso 10/2011);

    No existem mecanismos tendentes a neutralizar o risco inerente natureza varivel da componente no

    fixa da remunerao.

    III. Consideraes finais

    Do acima referido, entende-se que, de uma forma geral, que a poltica de remunerao praticada ao nvel

    da MBF est alinhada com o interesse da promoo de uma gesto de riscos s e prudente e no incentiva

    a assuno de riscos em nveis superiores ao risco tolerado pela instituio de crdito a generalidade do

    acima referido, reflectindo:

    Incluso de componente varivel na remunerao dos administradores com funes executivas;

    Equilbrio entre remunerao fixa e remunerao varivel, bem como incluso nesta ltima de

    instrumentos financeiros emitidos pela Daimler AG, os quais dependem do desempenho a mdio e

    longo prazo do Grupo Daimler;

    Remunerao varivel sujeita a limite e pagamento da remunerao varivel aps apuramento e

    auditoria das contas anuais.

  • 8/9

    Assim, entende-se, embora sem prejuzo de eventuais ajustes impostos pelas novas regras que entretanto

    entraram em vigor, que a prtica remuneratria adoptada pela instituio tem conseguido adequadamente

    balancear a finalidade de premiar o desempenho positivo dos membros do rgo de administrao com

    funes executivas com a necessidade de incentivar tal desempenho mas no a assuno de riscos que

    possam colocar em causa os interesses e a sustentabilidade, a longo prazo, da instituio.

    IV. Informao quantitativa sobre remunerao dos membros do rgo de gesto e fiscalizao

    relativa ao exerccio de 2013

    Nos termos da L28/2009 e do Aviso 10/2011, os documentos anuais de prestao de contas devero

    divulgar o montante anual da remunerao auferida pelos membros do rgo de administrao e de

    fiscalizao.

    O Conselho de Administrao da MBF composto por sete administradores, dos quais dois so

    administradores com funes executivas e cinco so administradores no executivos.

    A remunerao dos membros do Conselho de Administrao e do Fiscal nico obedecem aos critrios

    indicados supra.

    De forma agregada, as remuneraes auferidas pelos membros do Conselho de Administrao e Fiscal

    nico durante o exerccio de 2013 foram as seguintes:

    Administradores com funes executivas 410.219

    Componente fixa 380.711

    Componente varivel 29.508

    Administradores no executivos -

    Total Conselho de Administrao 410.219

    Fiscal nico 71.750

    De forma desagregada, as remuneraes auferidas pelos membros do Conselho de Administrao e Fiscal

    nico durante o exerccio de 2013 foram as seguintes:

    Administrador Fixa Varivel

    Vencimento Outros

    Thomas Weltrowski - - -

  • 9/9

    Friedrich Weick 114.289 142.620 -

    Paulo Fernando Santar Ferreira 123.802 - 29.508

    Joerg Heinermann - - -

    Carsten Dippelt - - -

    Jens Oliver Martin - - -

    Maria Dolorosa Jesus Cameira Croca - - -

    Carsten Oder - - -

    KPMG & Associados, SROC, S.A. 71.750

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