Memorial Completo

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    12-Aug-2015

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<p>Introduo O Profuncionario um curso profissional de nvel mdio que busca habilitar tecnicamente os profissionais no docentes da educao escolar bsica. Dividido em seis mdulos pedaggicos, seguidos de trs mdulos tcnicos comuns s quatro habilitaes (gesto escolar, multimeios didticos, alimentao escolar, meio ambiente e manuteno de infra-estrutura escolar) e por fim, sete especficos a cada habilitao. Este primeiro mdulo, que dedicado construo da identidade dos funcionrios no contexto da estrutura e do funcionamento da educao bsica, tem como objetivo ampliar nossos conhecimentos para que possamos desenvolver o novo papel do agente educacional: cidado, educador, profissional, gestor de escolas e rgos do sistema de ensino. O presente documento foi elaborado com o intuito de organizar e relatar as atividades iniciais do mdulo l do Eixo Pedaggico do curso Profuncionrio Tcnico em Secretaria Escolar.</p> <p>1</p> <p>Autobiografia No h como comear a falar de minha vida sem antes homenagear a razo e a emoo que fundamentam minha existncia. Para completar o homem Deus a fez mulher Mas para participar do milagre da vida Deus a fez me Para liderar uma casa Deus a fez mulher Mas para edificar um lar Deus a fez me Para estudar, trabalhar e competir Deus a fez mulher Mas para guiar a criana insegura Deus a fez meGuarac Borba Cordeiro</p> <p>Para os desafios da sociedade Deus a fez mulher Mas para o amor, a ternura e o carinho Deus a fez me Para fazer qualquer trabalho Deus fez a mulher Mas para embalar um bero e construir um carter Deus a fez me Para ser princesa Deus a fez mulher Para ser rainha Deus a fez me</p> <p>2</p> <p>A linda moa a ser homenageada na pgina anterior atende pelo nome de Guarac Borba Cordeiro, me do bebe da foto seguinte.</p> <p>Paquito (meu primeiro animal de estimao) e eu</p> <p>Na foto acima, eu Amanda Borba Cordeiro tinha um ano de idade. Nascida na cidade de Irati, registrada como natural de Rio Azul, morei por toda minha vida na cidade da qual sou teoricamente pertencente.</p> <p>Eu com dois anos e minha me</p> <p>Meu primo Rodrigo e eu</p> <p>3</p> <p>Quando relembro minha infncia logo vem imagem de meus irmos, principalmente de minha irm Andressa, pois pelo fato de minha me sempre trabalhar muito em prol da famlia, foi ela quem acabou passando mais tempo comigo. Lembro-me de passar horas em frente a um pequeno quadro negro, onde minha irm fazia de conta ser professora e eu sua aluna. De meus irmos, que so trs, Alessandro, Andersson e Alisson, as lembranas no so to calmas, pois sua diverso era ver-me em apuros, sem ressentimento claro, pois sempre gostei da baguna que fazamos.</p> <p>Andersson, Andressa, Alisson, Guarac e Amanda</p> <p>Minha me, como em toda sua vida, com poucos recursos e tempo, sempre fez de um tudo para agradar a seus filhos inclusive a mim. Na poca, claro que sentia falta, sentia necessidade de mais ateno, mas com a idade e maturidade percebi que tudo o que ela sempre fez foi pensando em todos ns, sempre se deixando em segundo plano. Com o senhor Arnaldo Borba Cordeiro, no se teve, nem eu nem meus irmos, um relacionamento muito bom. Pessoa difcil, com vcios nunca soube aproveitar momentos que poderiam ter sido nicos. Com certeza hoje ele repensa suas atitudes devido ao nascimento de seus netos, com os quais sua ligao mais forte. Minha primeira escola foi o Colgio Estadual Dr. Afonso Alves de Camargo a qual nos dias de hoje uma das que me acolhem para a realizao de meu trabalho, onde tenho amigos, colegas e continuo sendo bem recebida. Tenho ainda uma lembrana, que segue a este pargrafo, daqueles agradveis dias em que passvamos o intervalo brincando entre as rvores que ali existiam. Neste perodo foram criados os primeiros laos de amizade, sem contar familiares, que perduram at a atualidade.</p> <p>4</p> <p>Digo que a escola foi o local onde encontrei os primeiros amigos sem contar a famlia por que desde muito pequena contei com a companhia de meus primos, que por sinal so muitos, sendo eles meus primeiros amigos.</p> <p>Icarane (prima), Andressa (irm), eu, Guaraciane (prima)</p> <p>5</p> <p>Na adolescncia, estudei no colgio onde comecei minha carreira como funcionria pblica, quando ainda se chamava Escola Estadual Dr. Chafic Cury Ensino Fundamental. Segui meus estudos na cidade de Irati at passar no vestibular para Licenciatura em Matemtica, quando retornei a estudar em Rio Azul at que terminasse o terceiro ano. Para cursar a faculdade tive que iniciar minha vida profissional. Comeava s cinco horas da manh, acabando por muitas vezes s quatro horas da tarde. O nibus passava em minha casa s cinco e meia da tarde, comer naquela poca deixou de ser prioridade, pois o trabalho ficava longe de casa e at que eu chegasse mal dava para pegar meus materiais e ir para faculdade. Abenoada era a hora em que me sentava nos bancos da conduo e dormia para completar as horas de sono dirias, j que retornaria somente meia noite e meia e s quatro e meia da manh j tinha que estar saindo de casa novamente. Apesar das dificuldades me formei em quatros anos, sem nunca ter ficado com dependncia em nenhuma matria. Como? Isso at hoje me pergunto.</p> <p>Anglica, eu, Fabiane, Silmara e Silmara (amigas da Faculdade)</p> <p>Guarac, eu e Andressa</p> <p>Quando faltava pouco tempo para minha formatura comecei a trabalhar na educao j como servidora efetiva. De l para c j se passaram cinco anos e meio. 6</p> <p>Continuei meus estudos, alm dos cursos oferecidos pela SEED, fiz duas ps-graduaes, uma em Educao Especial Inclusiva e outra em Arte Educao e Terapia. No ano de dois mil e nove comecei outro curso, o de Cincia da Computao, porm, por falta de tempo, dinheiro e por no haver tempo de voltar do trabalho, desisti. Atualmente fao concomitante com o curso Profuncionrio, o Curso de Gesto oferecido pela SEED. Durante toda minha vida sempre tive a graa de ter muitos amigos, por isso no citarei, nem mesmo colocarei fotos, para no cometer injustias, pois para colocar todos, este trabalho seria realmente muito extenso. Minha alegria na vida pessoal cuidar de minhas sobrinhas e de meu afilhado junto com minha me e minha irm, isto o que mais sinto em deixar nos sbados de manh. Para amenizar, penso no que vou poder oferecer-lhes a mais quando obtiver minha progresso com o Profuncionrio.</p> <p>Eu, Ana Flvia (sobrinha), Me, Nayara (sobrinha) e Andressa</p> <p>Ana Flvia e Nayara</p> <p>Nayara</p> <p>7</p> <p>Amanda e Thiago</p> <p>Erick Gabriel e Alex Eduardo (afilhados)</p> <p>Alex Eduardo e Ana Marcela</p> <p>8</p> <p>Encerro esta autobiografia agradecendo, mais uma vez tudo que esta mulher me proporcionou. Obrigada Me!</p> <p>9</p> <p>Aula 06/08/2011 Neste primeiro dia do curso Profuncionrio, iniciamos sendo calorosamente acolhidos por nossos colegas, que a muitos sbados j esto aqui presentes. Seguindo tivemos uma apresentao do curso, conhecendo nossas tutoras, professoras e sendo informados sobre a hierarquia existente para que possamos tirar o melhor proveito possvel, com a ajuda de toda a equipe coordenadora do Profuncionrio. Alm de nossos colegas contamos com a presena do Chefe do Ncleo Regional de Educao de Irati, Sr. Jos Antonio Pianaro e do Sr. Aguinaldo, diretor do Colgio Estadual Antnio Xavier da Silveira, onde realizado o curso. J em sala de aula, continuamos as apresentaes, agora j sob a orientao de nossa professora Marli Lima da Silva, contando cada um onde mora, onde trabalha a quanto tempo. Por falta de tempo no iniciamos as apostilas, por este motivo sinto que os sbados sero agradveis tendo em vista que logo no primeiro dia o entrosamento da turma foi timo.</p> <p>10</p> <p>Aula 13/08/2011 Neste sbado iniciamos com uma orao pedindo bnos aos nossos estudos seguindo da iniciao da apostila do modulo, com o captulo Funcionrios das escolas pblicas: quem somos ns?. Este captulo nos levou s experincias do Sr. Joo Antnio Cabral de Monevale, que foi quem elaborou este material. Nelas tomamos conhecimento de vrias histrias sobre funcionrios como ns, verdadeiras lies de vida que tendem a enriquecer nossas mentes e atitudes. Dispostos em mesa redonda, expomos nossas idias sobre a realidade que vivenciamos em nossas escolas, constatando os problemas nem to atuais da educao bsica em nossa regio, e de uma forma mais aprofundada, discutindo sobre os problemas de ordem social e econmica vividos pelo povo brasileiro, que extrapolam os muros da escola. Percebeu-se, atravs do relato dos colegas, que o problema enfrentado pela escola publica gira em torno de uma sociedade que est perdendo a tica e os conceitos de moral. A desestruturao da famlia, pilar que sustenta e fortalece a nossa organizao enquanto humanos, pode ser o resultado de um modelo econmico insustentvel que favorece o consumo e a corrupo, em detrimento de uma conduta que naturalmente deveria ser de equilbrio, disciplina e interesse pelo aprender e fazer. A falta de preparo pedaggico e maturidade de boa parte dos educadores, bem como a defasagem das polticas pblicas relacionadas ao ensino de base tambm so fatores que incrementam a situao precria da educao em nossas escolas. Alm da leitura e debate de alguns captulos tivemos ainda vrios esclarecimentos sobre os trabalho e tarefas a ns incumbidos. Ao final da manh, percebemos que temos muito trabalho, tanto aqueles que devemos realizar para nossa aprovao no curso Profuncionrio quanto para ns tornarmos melhores e capacitados a oferecer a educao que nossas crianas e toda a comunidade escolar merecem.</p> <p>11</p> <p>Aula 20/08/2011 Neste dia de curso assistimos ao filme a Misso, com a direo de Roland Joff, em 1986 tendo no elenco Robert de Niro, Jeremy Irons, Lian Neeson. Segue neste memorial o resumo do filme.</p> <p>12</p> <p>Aula 27/08/2011 Nesta manh discutimos o filme A Misso, assistido no ltimo encontro. Seguindo com os contedos estudamos os Mecanismos de Participao, sendo eles: Estruturas Condicionantes, como material didtico, estrutura fsica, formao do corpo docente; Institucionais, escolha do diretor e rgos colegiados; Poltico-social, divergncias e conflitos; Ideolgicos, crenas e concepes. Seguimos estudando o conceito de participao no que chegamos concluso de que alm da exposio de nossas opinies fazem parte tambm da participao a elaborao, execuo e propostas. Falamos tambm da necessidade de todos os documentos da escola, como Regimento Escolar, Projeto Poltico Pedaggico, bem como as Instncias Colegiadas serem embasadas nas leis como Constituio Federal, LDB, ECA. Discutimos tambm sobre a importncia da participao das instancias colegiadas, e os problemas pelos quais estas ainda tm dificuldade em se efetivar.</p> <p>13</p> <p>Aula 03/09/2011 Neste dia comeamos lendo e discutindo sobre a histria da educao. Seguindo vimos conceitos de formao, clientela escolar, senzala e educao escolar. Tem-se o conceito de formao em dois sentidos, primeiro como desenvolvimento pessoal, socializao e comunicao. Em segundo sentido formao profissional. Quanto clientela escolar consideram-se dois porcento da populao do municpio (mdia brasileira). J a o conceito de senzala diz-se da socializao que se fazia no formato da obedincia, e a comunicao no ideal do cala-a-boca respeitoso. A educao escolar tem como conceito, a orientao do desenvolvimento biolgico e psicolgico dos indivduos, seja como processo de transmisso e induo de cultura, que se d pela socializao e pela comunicao informadas por valores. Parte importante do mdulo um, pediu-se ateno ao trecho que diz que no existe o funcionrio abstrato, mas funcionrios concretos. (MONLEVADE, Joo Antnio Cabral de, Funcionrios de escolas: cidados, educadores, profissionais e gestores, pag. 64)Tambm o funcionrio precisa reunir, no mnimo, trs conjuntos de competncias: a de especialista num determinado campo de conhecimento tcnico...; a de habilitado na metodologia de sua funo educativa especfica; a de educador escolar, ou seja, algum preparado e comprometido com a educao e com a proposta pedaggica da escola onde atua. (MONLEVADE, Joo Antnio Cabral de, Funcionrios de escolas: cidados, educadores, profissionais e gestores, pag. 64)</p> <p>Falamos tambm sobre as constituies, sendo as Constituies do Brasil: a primeira, Constituio da Mandioca, forma monrquica de governo, de 25/03/1824; a segunda em 24/02/ 1891; segue-se a de 16/07/1934; de 10/11/1937; de 18/09/1946; 1967; de 17/10/1969 e 05/10/1988. Em seguida, estudamos as Diretrizes Curriculares da Educao Bsica. Como definio de DCE, temos que o conjunto de saberes, de grande amplitude, que identificam e organizam uma disciplina Escolar. A partir dele, advm os contedos a serem trabalhados no dia a dia. Quanto aos Contedos Bsicos so os conhecimentos fundamentais para cada srie/etapa, considerados imprescindveis para a formao conceitual nas diversas disciplinas. A avaliao, dentro das DCEs diz-se que deve ser contnua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalncia dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do perodo sobre os de eventuais provas finais. Foram lidos e comentados os textos Cinco Princpios da Democracia na Escola e Princpios Orientadores da Gesto Democrtica.</p> <p>14</p> <p>Relatrio da Prtica Profissional Supervisionada O presente relatrio tem por objetivo descrever as atividades realizadas durante a Prtica Profissional Supervisionada, Mdulo I - Funcionrios de Escola: cidado, educadores, profissionais e gestores do Eixo de Formao Pedaggica do Curso Profuncionrio Tcnico em Secretaria Escolar, solicitado pela professora tutora Marli Lima da Silva, como requisito parcial para a obteno de nota do referido curso. As prticas solicitadas totalizaram dezesseis horas, sendo oito realizadas no estabelecimento de lotao, ou seja, na Escola Estadual Miguel Desanoski, no perodo em que atuo e oito horas em outro estabelecimento, sendo escolhido o Colgio Estadual Dr. Afonso Alves de Camargo, em horrio diferenciado das atividades profissionais desenvolvidas. As Prticas Profissionais Supervisionadas do Mdulo I foram realizadas entre os dias 29 de agosto e 02 de setembro do corrente ano, conforme descrito na Ficha de Registro da Prtica Profissional Supervisionada, seguindo calendrio e cronograma dos mdulos estabelecidos pela Coordenao Executiva do Profuncionrio em conjunto com a Secretaria de Estado da Educao SEED. Segue os relatrios das atividades desenvolvidas em cada dia de estgio separadas por dia e estabelecimento.</p> <p>15</p> <p>Estgio 29/08/2011 Colgio Afonso Alves de Camargo Primeiramente foram buscados junto ao Projeto Poltico Pedaggico informaes sobre concepo de Educao, Currculo e Aluno; seus conceitos e definies.</p> <p>16</p> <p>Estgio 30/08/2011 Escola Estadual Miguel Desanoski Para que fosse realizada a primeira tarefa, a qual propunha o comparativo entre as concepes e definies de Educao, Currculo e Aluno das escolas escolhidas para cumprir as prticas profissionais supervisionadas, foi feita a pesquisa neste dia, dos itens no Projeto Poltico Pedaggico da Escola Estadual Miguel Desanoski para que fosse possvel o confronto com pesquisado anteriormente no Colgio Estadual Dr. Afonso Alves de Camargo. Segue neste memorial o comparativo entre as concepes dos Projetos Polticos Pedaggicos das...</p>

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