Manual Lajes Trelicadas - BELGO

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  • ndice

    Apresentao

    Armao Treliada

    Vigota Treliada e Painel Treliado

    Elementos de Enchimento

    Capeamento e Armadura de Distribuio

    Projeto e Carregamentos

    Tabelas de Armaduras Adicionais

    Obras de Referncia

    Execuo (Transporte e Manuseio, Escoramento, Nervuras Transversais,

    Posicionamento em Servio, Vigotas Justapostas, Colocao dos Elementos

    de Enchimento, Armadura Complementar, Concretagem e Descimbramento)

    Bibliografia

    02

    03

    05

    13

    15

    16

    20

    26

    29

    40

  • Atualmente est se tornando comum, nos pavimentos de edificaes, a utilizao de voscada vez maiores, e em muitos casos so dispostas paredes de alvenaria diretamente sobreas lajes.

    A melhor soluo tcnica para esses pavimentos o emprego de lajes nervuradas, nas quaisgrande parte do concreto abaixo da linha neutra eliminado.

    Com a execuo das lajes nervuradas a partir de vigotas e painis pr-moldados, as frmase os escoramentos sofrem redues significativas, sendo, portanto, a melhor soluo tcnicae econmica.

    O sistema de lajes treliadas, originrio da Europa, foi implantado no Brasil buscando explo-rar e superar as limitaes tcnicas e econmicas dos sistemas de lajes nervuradaspr-moldadas j utilizados at ento, possibilitando diversas aplicaes de maneira racionale competitiva e uma tima relao custo x benefcio.

    As vigotas e painis pr-moldados com armao treliada, denominados de vigotas e painistreliados, permitem a perfeita solidarizao das peas pr-moldadas com o concreto molda-do "in loco" e tambm maiores vantagens e facilidades construtivas. crescente o interessemundial pela utilizao da armao treliada nos mais diversos tipos: obras residenciais, indus-triais, comerciais, shopping centers, pontes, reservatrios, muro de conteno, entre outros.

    O presente manual segue os preceitos das normas pertinentes e conta com a colaborao deparceiros envolvidos. Tem como objetivo mostrar informaes essenciais atravs de exemplosprticos, tabelas para colocao de armaduras adicionais, contra flechas, opes de projetos,dicas de execuo e cuidados bsicos para que fabricantes, construtores, projetistas e pequenosconsumidores possam se utilizar do processo com tecnologia, economia e qualidade.

    2

    Apresentao

  • 3Armao Treliada Nervurada

    A armao treliada uma estrutura metlica espacial prismtica em que se utilizam fios deao Belgo 60 Nervurado (CA60), soldados por eletrofuso ou caldeamento, de modo aformar um elemento rgido composto de duas trelias planas, inclinadas e unidas pelovrtice superior.

    constituda por um fio superior (banzo superior), que colabora como armadura de com-presso durante a montagem e concretagem da laje treliada, e pode colaborar na resistn-cia ao momento fletor negativo (em regies de apoio central); dois fios inferiores (banzo infe-rior), os quais resistem s foras de trao oriundas do momento fletor positivo; as diagonais ousinusides, que, alm de colaborarem como armadura resistente s foras cortantes (quan-do forem altas), servem para promover uma perfeita coeso ou aderncia entre o concretopr-moldado da vigota e o concreto do capeamento (moldado "in loco").

    Quanto s dimenses, ela possui altura, base, passo, salincia inferior, comprimento edimetro dos fios. A altura (h) a distncia entre a superfcie limite inferior (face inferior dasalincia inferior) e a superfcie limite superior (banzo superior), perpendicular base e noeixo da seo treliada, dada em mm. A base (b) a distncia entre as faces externas entreos fios que compem o banzo inferior, dada em mm, e mede entre 80 e 120 mm. Passo (p) a distncia entre eixos dos ns entre os aos que compem a armao treliada, dada emmm, e tem sempre 20 mm. A salincia inferior a distncia entre a face inferior do banzoinferior e a superfcie limite inferior da armao treliada.

    So produzidas em trs comprimentos: 8, 10 e 12 metros, pois a partir desses valores pos-svel obter os comprimentos de vos mais comuns em projetos.

    Perspectiva

    Corte Tpico

    h

    A

    Fio Superior

    Diagonal

    Fios Inferiores

    h

    20 cm

    9 cm 20 cm

    20 cm

    20 cm

    20 cm

  • 4A tabela abaixo mostra as trelias Belgo padronizadas; as solicitaes de trelias especiaissero atendidas mediante consulta.

    A primeira coluna mostra os modelos diferenciados pela altura (h) da trelia e suas linhas:leve (L), mdia (M), reforada (R) e pesada (P). Exemplo: TB 8M Trelia Belgo com 8 cmde altura, linha mdia. A segunda coluna, segundo a NBR 14862, especifica a trelia(TR) discriminando novamente sua altura, e na seqncia o dimetro dos seus fios. Exemplo:TR 08645 - trelia com 8,0 cm de altura, fio superior = 6,0 mm, diagonais = 4,2 mme fios inferiores = 5,0 mm.

    Armao Treliada

    Modelo Designao Superior( S)

    Diagonal( D)

    Inferior( I)

    Composio / Fios (mm)

    Peso Linear(kg/m)

    Altura (h)(mm)

    Comprimentos: 8, 10 e 12 m. Outras dimenses, sob consulta.

    80

    80

    120

    120

    160

    160

    200

    200

    250

    250

    300

    300

    TB 8L

    TB 8M

    TB 12M

    TB 12R

    TB 16L

    TB 16R

    TB 20L

    TB 20R

    TB 25M

    TB 25R

    TB 30M

    TB 30R

    TR 8644

    TR 8645

    TR 12645

    TR 12646

    TR 16745

    TR 16746

    TR 20745

    TR 20756

    TR 25856

    TR 25858

    TR 30856

    TR 30858

    6,0

    6,0

    6,0

    6,0

    7,0

    7,0

    7,0

    7,0

    8,0

    8,0

    8,0

    8,0

    4,2

    4,2

    4,2

    4,2

    4,2

    4,2

    4,2

    5,0

    5,0

    5,0

    5,0

    5,0

    4,2

    5,0

    5,0

    6,0

    5,0

    6,0

    5,0

    6,0

    6,0

    8,0

    6,0

    8,0

    0,735

    0,825

    0,886

    1,016

    1,032

    1,168

    1,111

    1,446

    1,686

    2,024

    1,823

    2,168

  • 5Vigota Treliada e Painel Treliado

    o conjunto formado pela armao treliada, a ferragem adicional e a base de concreto. o produto final que dever ser entregue pelo fabricante ao cliente, juntamente com o ele-mento de enchimento e um projeto de montagem.Deve ser dimensionada para resistir aos esforos aps a concretagem da laje, mas tambmdeve ter rigidez necessria para resistir ao transporte e montagem.Nas fbricas de laje, as vigotas so moldadas em frmas de chapas metlicas de 3 mm deespessura, dobradas tipo calha, com 12 ou 13 cm de base por 3 cm de altura. Geralmente,para pr-lajes, adota-se a base de 25 cm, e para painis, base de 1,25 metro. Os compri-mentos desta vigota sero definidos em projeto e fornecidos ao fabricante para que sejamproduzidas no tamanho exato. Devem ser montadas sobre cavaletes, formando, assim, uma pista de concretagem que deveficar no mnimo a 40 cm do cho, facilitando o lanamento do concreto, desforma e retira-da das vigotas. As frmas devem estar sempre limpas e sem rebarbas, devendo ser protegi-das com leo antiaderente (desmoldante) antes de cada concretagem. Devem-se seguir estesprocedimentos para evitar que as vigotas sejam danificadas na hora de sua retirada.Deve-se garantir que ao menos 50% da armadura positiva chegue at o apoio e tenha umcomprimento suficiente para uma correta ancoragem. Isto muito importante, pois significater uma boa aderncia entre o ao e o concreto, evitando, assim, que haja qualquer tipo deescorregamento do ao dentro do concreto, garantindo a transferncia de esforos entre osdois materiais. O concreto utilizado nesta base deve atender s especificaes das normas NBR 6118,NBR 8953, NBR 12654 e NBR 12655, e sua resistncia compresso ser no mnimo de20 Mpa ou aquela especificada no projeto estrutural, prevalecendo o valor mais alto. Utilizando-se um concreto com fck da ordem de 20 Mpa, podem-se retirar as vigotas dasfrmas 16 horas depois da concretagem, quando o concreto j dever ter atingido 4 Mpa.Aos trs dias a resistncia j ultrapassa 10 Mpa e as vigotas esto liberadas para a montagem.Pode-se utilizar, tambm, o cimento ARI (alta resistncia inicial), que proporciona maior rapi-dez na obteno das resistncias. Com 8 horas, a resistncia j de 4 Mpa, e com 24 horasde 14 Mpa, e as vigotas podem ser enviadas obra no dia seguinte ao de sua fabricao.

    Trelia

    Espessura3 a 4 cm

    Armadura Adicional

    Base de Concreto

    Largura12 a 13 cm

    Comp

    riment

    o Vari

    vel

  • Os comprimentos desta vigota sero definidos em projeto e fornecidos ao fabricante paraque sejam produzidas no tamanho exato.O detalhe abaixo representa uma nervura de lajes com vigotas treliadas:

    6

    Vigota Treliada e Painel Treliado

  • 7Outras duas solues para lajes treliadas so: pr-laje treliada com placas de 25 cm e1,25 metro recomendadas em obras horizontais de grandes extenses, como shoppings etabuleiros de pontes, em que a rapidez de execuo condio essencial.

    Vigota Treliada e Painel Treliado

    Espessura 3 a 4 cm

    Base de ConcretoCo

    mprim

    ento V

    arivel

    Largura 25 cmTrelia

    Armadura Adicional

  • 8Vigota Treliada e Painel Treliado

    Comp

    riment

    o Vari

    vel

    Tela soldada

    Espessura 3 a 4 cm

    Armadura em TelasEletrossoldadas

    LajePr-fabricadade Concreto

    TreliaLargura1,25 m

    Pr-laje Treliada 1,25 m

    Elemento de EnchimentoEPS ou Cermico

    Armadura Adicional

    Armadura Construtiva

    ArmaoTreliada

    Armadura Adicional

  • 9Vigota Treliada e Painel Treliado

    A seguir mostraremos o esquema de fabricao das pr-lajes treliadas.

    Frmas e Pistas:

    As frmas so produzidas com chapas de ao na espessura de 1/8 agrupadas, unindo-seumas s outras atravs de solda, formando pistas com no mximo 1,5 m de largura (parafacilitar o trabalho dos operrio