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LÍNGUA PORTUGUESA LITERATURA E GRAMÁ · PDF file LITERATURA Pré-modernismo 3 Modernismo 12 Modernismo brasileiro 13 Fases modernismo no Brasil 15 Modernismo português 17 Modernismo

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    APOSTILA 2016

    LÍNGUA PORTUGUESA LITERATURA E GRAMÁTICA

    ELABORADA E DESENVOLVIDA PELA PROFESSORA AUREA MARIN

  • LITERATURA E GRAMÁTICA – 3º ANO – ENSINO MÉDIO TÉCNICO - 2016

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    ÍNDICE

    LITERATURA

    Pré-modernismo 3

    Modernismo 12

    Modernismo brasileiro 13

    Fases modernismo no Brasil 15

    Modernismo português 17

    Modernismo no Brasil 23

    Segunda fase 29

    Terceira fase 46

    Tendências contemporâneas em Portugal 55

    Pós modernismo 60

    Prosa brasileira após virada do século 62

    GRAMÁTICA

    Sintaxe 69

    Predicado 73

    Adjunto adnominal 79

    Adjunto adverbial 80

    Período composto 82

    Orações coordenadas 83

    Oração subordinadas 85

    Concordância nominal 92

    Concordância verbal 98

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    PRÉ – MODERNISMO Contexto Histórico: Nos primeiros anos da República, o Brasil foi governado por presidentes militares – era chamada República da espada (1889 a 1894). A ela seguiu-se um período caracterizado por presidentes ligados às oligarquias rurais (a chamada “nobreza fundiária”) constituídas por cafeicultores de São Paulo e pecuaristas de Minas Gerais – a República do café-com-leite. (1894 a 1930). Os antigos escravos eram marginalizados e os imigrantes europeus que chegavam para trabalhar nas lavouras ou nas indústrias recém-criadas eram submetidos a condições de trabalho aviltantes. O Nordeste vivia a estagnação econômica e bandos de cangaceiros assaltavam propriedades. As secas levavam à morte milhares de sertanejos e outros tantos eram facilmente arregimentados na formação de seitas místicas, lideradas por beatos ou conselheiros, tornando-se fanáticos, pela desesperança e pela crença numa solução divina para males que, na verdade, tinham origem econômica. Este período, compreendido entre 1900 e 1922 caracteriza-se pela convivência de várias correntes e estilos, com predominância ainda do Parnasianismo. Ao lado do mundo “cor-de-rosa” das elites, estava a miséria do povo, e pouquíssimos foram os escritores que voltaram os olhos de modo crítico para a realidade brasileira. Os literatos “oficiais”, parnasianos, estavam, na verdade, preocupados com o prestígio social que a literatura lhes pudesse dar. Freqüentavam cafés, saraus, apreciavam palavras eruditas, os modismos europeus e o tom retórico, produzindo uma literatura que se convencionou chamar sorriso da sociedade. O Pré-Modernismo, que não é propriamente uma escola literária, designa genericamente esse período, no qual poucos escritores procuraram interpretar a realidade brasileira, revelar suas tensões e os problemas sociopolíticos da época. Algumas datas podem servir de balizamento para esse período:

     1902 – publicação de Canaã, de Graça Aranha, e de Os sertões, de Euclides da Cunha;

     1922 – realização da Semana de Arte Moderna, No Teatro Municipal de São Paulo, nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro.

    Principais autores: Lima Barreto – A característica mais marcante de sua literatura é a denúncia dos problemas sociais de sua época. Vítima de tantos preconceitos foi inevitável que traços biográficos do autor se incorporassem nas obras, especialmente em Recordações do escrivão Isaías Caminha, uma pesada caricatura em que o escritor esmiúça os bastidores da imprensa da época. Em Triste fim de Policarpo Quaresma, inventa o patriota ingênuo que luta até o fim da vida para restabelecer as tradições brasileiras mais legítimas. A intenção de denunciar levou o escritor a empregar uma linguagem clara e simples, sem os adornos que eram moda na época. Dessa opção resultaram as pesadas críticas que recebeu: de ser desleixado, de não saber gramática. Via-se descuido e erro onde existia quase sempre o desprezo intencional pelos ornamentos, onde predominava o esforço de se fazer entender pelo homem comum, que ele incorporou como personagem.

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    Suas principais obras são: Recordações do escrivão Isaías Caminha, Triste Fim de Policarpo Quaresma, Numa e ninfa, Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, Os bruzundangas, Clara dos Anjos. Euclides da Cunha – Foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, incumbido de fazer a cobertura da Guerra de Canudos. Dessa cobertura jornalística resultou uma obra-prima: Os sertões, publicado em 1902, e marco inicial de nosso Pré-Modernismo. Contudo, o autor peca pelo estilo retórico-discursivo, muitas vezes barroco e pomposo, mas que de modo algum retira o alto nível e a importância da obra, no qual se percebe a formação positivista e a ótica determinista do escritor. Monteiro Lobato – É o maior escritor da literatura infanto-juvenil brasileira. Com ele ocorre uma verdadeira revolução no gênero, até então marcada por textos de preocupações moralistas, patrióticas e ufanistas, que ao invés de divertirem as crianças, procuravam doutrina- las. Ao rejeitar os modelos tradicionais, levou as crianças a se divertirem com reflexão, modernidade e assimilação de valores universais. Sua produção infanto-juvenil constitui a parte mais importante de sua obra. Embora Monteiro Lobato fosse um homem que acreditava no progresso, cometeu o equívoco momentâneo de criticar os modernistas de 22, que buscavam uma arte de reforma. Augusto dos Anjos – Caracteriza-se pela crueza dos temas, que giram em torno da morte e da doença, focalizando hospitais, necrotérios, hospícios, cadáveres e micróbios, pelo exotismo de linguagem, carregada de vocábulos científicos, e por agudo pessimismo diante da vida. À visão do mundo harmonioso das elites da época, da literatura “sorriso da sociedade”, Augusto dos Anjos contrapôs um outro, de decomposição, angústia e sofrimento, em que se percebe a inquietação filosófica do poeta sobre o enigma do Universo e da própria vida. Suas obras foram póstumas: Poesia: Eu, Eu e outras poesias.

    EXERCÍCIOS

    1) Que classes eram o sustentáculo do poder civil nas primeiras décadas da República?

    __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ 2) Qual era a situação da classe trabalhadora nas primeiras décadas da República?

    __________________________________________________________ __________________________________________________________

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    __________________________________________________________ __________________________________________________________ 3) O que se entende por Pré-Modernismo?

    __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ 4) O que se pode criticar em muitos escritores brasileiros do período compreendido entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX?

    __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ 5) Que autores se destacam no Pré-Modernismo brasileiro?

    __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________

    6) A que autor pré-modernista se refere cada um dos comentários a seguir? a) “Os dramas humildes, as tragédias da classe média encontraram nele um grande, fiel e enternecido intérprete. Mas soube retratar, com agudeza e sarcasmo, os meios políticos e as redações dos jornais, mostrando aspectos curiosos e dolorosos” (Fernando Góis); b) “Vislumbrando na matéria orgânica uma vocação fatal para o sofrimento, o poeta concebia o espetáculo da vida como um permanente encaminhar-se para a dissolução.” (José Paulo Paes); c) “Nesses capítulos informados pela mais exaustiva erudição científica (geológica, orográfica, climatológica, hidrográfica, botânica, zoológica, antropológica, etnográfica, folclórica, sociológica e, mesmo, psiquiátrica), tanta multiplicidade de fatos e de interpretações destina-se a iluminar, com a luz crua e violenta da evidência, o meio asperamente conflituoso em que sofre o jagunço nordestino.” (Alfredo Bosi); d) “A contradição moderno-antimodernista leva-o a uma crítica injusta e violenta à pintura de Anita Malfatti, fato cultural mais importante antes da Semana de Arte Moderna.” (PUC – SP); e) NDA.

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    TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA (fragmento)

    Triste Fim de

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