Linha Do Tempo - Historia Da Danca

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  • 8/6/2019 Linha Do Tempo - Historia Da Danca

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    HISTRIA DA DANA

    Rosana van Langendonck*

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    DANAS PRIMITIVAS __ 9000 e 8000 a.C. Eras Paleoltica e Mesoltica

    __ 6500 a.C. Perodo Neoltico

    DANAS MILENARES

    DANA MODERNA

    DANA CONTEMPORNEA

    DANA NEOCLSSICA

    __ 5000 a.C. Egito

    __ 2000 a.C. ndia

    __ Do sculo VII a.C. ao sculo III a.C. Grcia

    __ De 476 a 1453 Idade Mdia__ Sculos XI e XII

    __ Sculos XIII e XIV

    __ Renascimento Sculos XV e XVI

    __ Sculo XVII

    __ Sculo XVIII

    __ Sculo XIX Bal romntico

    __ Artistas que influenciaram a dana no sculo XIX

    __ O bal na Rssia

    __ Sculo XX

    __ Pesquisadores do corpo que influenciaram a

    dana no sculo XX

    __ Os primeiros modernos

    __ Ballets Russes Companhia Bals Russos

    __ Dcadas de 1940 e 1950

    __ Dcada de 1960

    __ Transio para a dana contempornea

    __ Dcada de 1960

    __ Dcada de 1970

    __ Dcada de 1980

    HISTRIA DA DANA LINHA DO TEMPO

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    DANAS PRIMITIVAS

    As danas primitivas eram executadas pelos homens das cavernas e seus movimen-

    tos ficaram registrados na arte rupestre, isto , em desenhos gravados em rochas e

    nas paredes das cavernas.

    9000 e 8000 a.C. Eras Paleoltica e Mesoltica

    Nessas eras, a dana estava diretamente relacionada sobrevivncia, no sentido

    de que os homens, vivendo em tribos isoladas e se alimentando de caa e pesca e

    de vegetais e frutos colhidos da natureza, criavam rituais em forma de dana que

    impediriam eventos naturais de prejudicar essas atividades.

    Em cavernas como as da Serra da Capivara, no Piau, no Brasil, Fultons Rock, na

    frica do Sul, Altamira, na Espanha e Lascaux, na Frana podemos conhecer muitos

    desenhos dessas eras. Eles representam cenas de pessoas em roda, danando em vol-

    ta de animais e vestidas com suas peles; so figuras correndo e saltando, imitando

    as posturas e movimentos desses animais.

    6500 a.C. Perodo Neoltico

    Nesse perodo, o homem deixa de ser nmade e fixa residncia em um lugar deter-

    minado. Ele comea a plantar para comer e a criar animais para seu prprio consu-

    mo, surgindo, assim, a agricultura e a pecuria.

    Os rituais e oferendas em forma de dana tm o sentido de festejar a terra e o

    preparo para o plantio, de celebrar a colheita e a fertilidade dos rebanhos.

    A identificao, pela dana, com os movimentos e as foras naturais representa

    uma forma de o homem se sintonizar com o ritmo da natureza, auxiliando-o na

    programao de suas aes.

    DANAS MILENARES

    5000 a.C. Egito

    Nessa poca, as danas no Egito tinham um carter sagrado e eram executadas em

    homenagem aos deuses. Os mais homenageados eram a deusa Hathor, da dana e

    da msica, e o deus Bs, que considerado o inventor da dana; a ambos era atri-

    budo um poder sobre a fertilidade.

    Hathor representada por uma vaca que, segundo a lenda, possua o sol entre os

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    chifres, e Bs, por um danarino ano, coberto com pele de leopardo para se prote-

    ger de feitiarias, que dava cambalhotas desajeitadas e fazia caretas para assustar

    os espritos malfeitores.

    O culto a Osris, deus da luz, a quem era atribudo o ensinamento da agricultura

    aos homens, acontecia todos os anos, na poca de cheia do rio Nilo. O ritmo das

    cheias e vazantes do rio Nilo comandava os trabalhos de semeadura e colheita, que

    eram celebrados com danas na primavera.

    Muitas outras danas, sempre relacionadas aos deuses egpcios, eram executadas.

    Por isso so chamadas de danas divinas ou sagradas. Para o deus Amon acontecia

    a procisso da barca sagrada, na qual bailarinos acrobatas apresentavam suas

    proezas.

    As danas apresentadas por ocasio das festas religiosas e dos funerais tambm

    eram consideradas sagradas. Nos funerais havia os mouou, personagens que sur-

    giam muito de repente e vinham ao encontro do enterro, danando em duplas.

    Os egpcios acreditavam que as movimentaes desses danarinos asseguravam ao

    morto a ascenso a uma nova vida.

    Existiam tambm as danas profanas, que aconteciam por ocasio dos banquetes

    em honra aos vivos ou aos mortos, e tambm para entregar recompensas a funcio-

    nrios ou por ocasio de elevao de cargo.

    2000 a.C. ndia

    Na ndia as danas tm origem na invocao a Shiva (deus da dana). Com suas dan-

    as e msicas, os hindus procuravam uma unio com a natureza.

    Assim como a egpcia, a dana de Shiva tinha por tema a atividade csmica. Ela

    exprimia os eventos divinos. O ritmo da dana estava associado criao contnua

    do mundo, manuteno desse mundo, destruio de algumas formas para o

    nascimento de outras.

    Os vrios estilos de dana, sempre relacionados a deuses, tinham o mesmo princ-

    pio, o de que o corpo inteiro deve danar. Por isso, as danas indianas apresentam

    movimentos muito elaborados de pescoo, olhos, boca, mos, ombros e ps.

    Cada gesto tem um significado mstico, afetivo e espiritual. Todos os gestos das

    mos, chamados mudras, tm um nome especfico e expressam significados diferen-

    tes. Trata-se de uma dana que se exprime por smbolos predeterminados, constru-

    dos pelo corpo.

    A dana indiana no v fronteira entre a vida material e a vida espiritual, pois, para

    os hindus, corpo e alma no esto separados. Suas danas so passadas de gerao a

    gerao. So chamadas de ragas e cada raga tem suas prprias cores, que represen-

    tam certos poemas e se referem a lendas e a estaes do ano ou a horas do dia.

    Na ndia, a dana ainda hoje ligada ao misticismo e religio. As escolas de

    dana funcionam junto aos santurios.

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    Do sculo VII a.C. ao sculo III a.C. Grcia

    A dana na Grcia, como no Egito e na ndia, sempre integrou rituais religiosos,

    mesmo antes de fazer parte das manifestaes teatrais. Os cidados gregos, que

    acreditavam no poder das danas mgicas, usavam mscaras e danavam para seus

    inmeros deuses.

    Ums das divindades gregas mais conhecidas Dionsio, deus da fertilidade e do

    vinho.

    Acredita-se que o incio da orquestra grega nasceu com os agricultores, que tra-

    ziam a uva para uma praa, no centro de Atenas, e as maceravam com os ps, em

    movimento coordenado. Os pisadores deslocavam-se em forma de roda e cantavam

    para dar ritmo, enquanto pisavam a uva para fazer o vinho. Essa cerimnia durava

    dias; quando esses pisadores estavam cansados, eram substitudos por outros, que

    ficavam sentados em volta da praa, nos bancos de pedra. Em torno deles, a popu-

    lao de cidados formava fileiras, sentada em degraus. Acredita-se que essa dispo-

    sio deu origem ao famoso teatro grego no sculo V a.C.

    A dana era muito valorizada entre os gregos. Para eles, o ideal de perfeio esta-

    va na harmonia entre corpo e esprito, que deveria aparecer em um corpo bem mol-

    dado, adquirido graas ao esporte e dana. As crianas eram educadas para a guerra

    e acreditavam que a dana contribua para o equilbrio da mente e aprimoramento

    do esprito, como tambm lhes daria a agilidade necessria para a vida militar.

    Segundo o filsofo Scrates (469-399 a.C.), a dana forma um cidado completo.

    Plato (428-347 a.C.) e Aristteles (384-322 a.C.) consideravam a dana e a ginstica

    como uma iniciao para a luta e para a educao dos cidados.

    Ela era acessvel a todos os cidados e, somente com o declnio da cultura grega,

    a dana passa apenas esfera do entretenimento.

    O gnero teatral comdia originou-se de cortejos populares e bailes de mscaras,

    muito apreciados no meio do povo grego. As danas apresentadas nessas com-

    dias eram leves e ligeiras, com muitos saltos, piruetas e movimentos de rotao dos

    quadris. Sua caracterstica sensual foi levada para o Ocidente e, na Idade Mdia, foi

    proibida pelos cristos, que pretendiam a purificao dos costumes.

    De 476 a 1453 Idade Mdia

    Chamada de idade das trevas pelos humanistas do Renascimento, a Idade Mdia

    foi, para a dana, um perodo contraditrio. Nessa poca, a Igreja tornou-se auto-

    ridade constituda. Manifestaes corporais foram proibidas, uma vez que a dana

    foi vinculada ao pecado. Os teatros foram fechados e eram usados apenas para ma-

    nifestaes e festas religiosas.

    A Igreja, porm, no conseguiu interferir nas danas populares dos camponeses,

    que continuaram a fazer suas festas nas pocas de semeadura e colheita e no incio

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    da primavera. Para no afrontar a Igreja, essas danas eram camufladas com a in-

    troduo de personagens como anjos e santos. Posteriormente, essas manifestaes

    foram incorporadas s festas crists, com a introduo da dana dentro das igrejas.

    Sculos XI e XII

    Esse perodo marcado pela peste negra e outras doenas epidmicas que assola-

    ram a Europa, causando muitas mortes. As pessoas, desesperadas, danavam frene-

    ticamente para espantar a morte. Essa dana ficou conhecida como dana macabra

    ou dana da morte.

    O teatro religioso medieval abordava temas baseados no Antigo e no Novo Testa-

    mento, como a vida dos santos, aparies e milagres. Suas peas tinham um objetivo

    moralista. A dana macabra participava da histria, na maioria das vezes em frente

    boca do inferno do