Linha Do Tempo - Artes

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    16-Jul-2015

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Da pr historia a Contemporaniedade, nas artes.

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<p>LINHA DO TEMPO ARTE PR-HISTRICA Um dos perodos mais fascinantes da histria humana a Pr-Histria. Esse perodo no Foi registrado por nenhum documento escrito, pois exatamente a poca anterior escrita. Tudo o que sabemos dos Incions que viveram nesse tempo o resultado da pesquisa de antroplogos, historiadores e dos estudos da moderna cincia arqueolgica, que reconstituram a cultura do Inciom. Diviso da Pr-Histria: Paleoltico A principal caracterstica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada o naturalismo. O artista pintava os seres, um animal, por exemplo, do modo como o via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual sua vista captava. Atualmente, a explicao mais aceita que essa arte era realizada por caadores, e que fazia parte do processo de magia por meio do qual procurava-se interferir na captura de animais, ou seja, o pintor-caador do Paleoltico supunha ter poder sobre o animal desde que possusse a sua imagem. Acreditava que poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido mortalmente num desenho. Utilizavam as pinturas rupestres, isto , feitas em rochedos e paredes de cavernas. O Inciom deste perodo era nmade. Os artistas do Paleoltico Superior realizaram tambm trabalhos em escultura. Mas, tanto na pintura quanto na escultura, nota-se a ausncia de figuras masculinas. Predominam figuras femininas, com a cabea surgindo como prolongamento do pescoo, seios volumosos, ventre saltado e grandes ndegas. Destaca-se: Vnus de Willendorf. PALEOLTICO INFERIOR aproximadamente 5.000.000 a 25.000 a.C.; primeiros homindios; caa e coleta; controle do fogo; e instrumentos de pedra e pedra lascada, madeira e ossos: facas, machados. PALEOLTICO SUPERIOR instrumentos de marfim, ossos, madeira e pedra: machado, arco e flecha, lanador de dardos, anzol e linha; e desenvolvimento da pintura e da escultura. Neoltico- A fixao do Inciom da Idade da Pedra Polida, garantida pelo cultivo da terra e pela manuteno de manadas, ocasionou um aumento rpido da populao e o desenvolvimento das primeiras instituies, como famlia e a diviso do trabalho. Assim, o Inciom do Neoltico desenvolveu a tcnica de tecer panos, de fabricar cermicas e construiu as primeiras moradias, constituindo-se os primeiros arquitetos do mundo. Conseguiu ainda, produzir o fogo atravs do atrito e deu incio ao trabalho com metais. Todas essas conquistas tcnicas tiveram um forte reflexo na arte. O Inciom, que se tornara um campons, no precisava mais ter os sentidos apurados do caador do Paleoltico, e o seu poder de observao foi substitudo pela abstrao e racionalizao. Como conseqncia surge um estilo simplificador e geometrizante, sinais e figuras mais que sugerem do que reproduzem os seres. Os prprios temas da arte mudaram: comearam as representaes da vida coletiva. Alm de desenhos e pinturas, o artista do Neoltico produziu uma cermica que revela sua preocupao com a beleza e no apenas com a utilidade do objeto, tambm esculturas de metal. Desse perodo temos as construes denominadas dolmens. Consistem em duas ou mais pedras grandes fincadas verticalmente no cho, como se fossem paredes, e uma grande pedra era colocada horizontalmente sobre elas, parecendo um teto. E o menir que era monumento megaltico que consiste num nico bloco de pedra fincado no solo em sentido vertical. O Santurio de Stonehenge, no sul da Inglaterra, pode ser considerado uma das primeiras obras da arquitetura que a Histria registra. Ele apresenta um enorme crculo de pedras erguidas a intervalos regulares, que sustentam traves horizontais rodeando outros dois crculos interiores. No centro do ltimo est um bloco semelhante a um altar. O conjunto est orientado para o ponto do horizonte onde nasce o Sol no dia do solstcio de vero,</p> <p>indcio de que se destinava s prticas rituais de um culto solar. Lembrando que as pedras eram colocadas umas sobre as outras sem a unio de nenhuma argamassa. NEOLTICO aproximadamente 10.000 a 5.000 a.C. instrumentos de pedra polida, enxada e tear; incio do cultivo dos campos; artesanato: cermica e tecidos; construo de pedra; e primeiros arquitetos do mundo. IDADE DOS METAIS aproximadamente 5.000 a 3.500 a.C. aparecimento de metalurgia; aparecimento das cidades; inveno da roda; inveno da escrita; e arado de bois. As Cavernas- Antes de pintar as paredes da caverna, o Inciom fazia ornamentos corporais, como colares, e, depois magnficas estatuetas, como as famosas Vnus. Existem vrias cavernas pelo mundo, que demonstram a pintura rupestre, algumas delas so: Caverna de ALTAMIRA, Espanha, quase uma centena de desenhos feitos a 14.000 anos, foram os primeiros desenhos descobertos, em 1868. Sua autenticidade, porm, s foi reconhecida em 1902. Caverna de LASCAUX, Frana, suas pinturas foram achadas em 1942, tm 17.000 anos. A cor preta, por exemplo, contm carvo modo e dixido de mangans. Caverna de CHAUVET, Frana, h ursos, panteras, cavalos, mamutes, hienas, dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos, descoberta em 1994. Gruta de RODSIA, frica, com mais de 40.000 anos. Parque Nacional Serra da Capivara - Sudeste do Estado do Piau, ocupando reas dos municpios de So Raimundo Nonato, Joo Costa, Brejo do Piau e Coronel Jos Dias. Nessa regio encontra-se uma densa concentrao de stios arqueolgicos, a maioria com pinturas e gravuras rupestres. Para saber mais visite: fumdham.org Onde havia gente - Os arquelogos j encontraram vrios registros de seres humanos pr-histricos que viviam no Brasil h pelo menos 11.000 anos:</p> <p>Tcnica do carbono-14 - LAHR, Marta Mirazn. Folha de S.Paulo. 15 Junho 1997. O carbono um dos elementos mais importantes na composio dos organismos. Os seres vivos absorvem constantemente uma forma estvel desse carbono, o carbono-14, que tem uma "meia-vida" de cerca de 5.730 anos (meia-vida o tempo necessrio para reduzir pela metade, atravs de desintegrao, a massa de uma amostra desse elemento radioativo. Depois que morre, o organismo deixa de receber carbono-14. Esse, agora um fssil, vai perdendo seu carbono-14 pela desintegrao (ou "decaimento"). Para medir o que restou de C-14 preciso queimar um pedao do fssil, transformando-o em gs, que analisado por detectores de radiao. O C-14, ao se desintegrar emite eltrons que podem ser captados pelos detectores. O ndice de C-14 comparado com o carbono no radioativo, o C-12, para se checar quanto do carbono radioativo decaiu, e com isso determinar a data na qual o organismo morreu. Uma variante mais moderna da tcnica a AMS (sigla em ingls para espectrometria de massa por acelerador), que tambm mede a proporo na amostra do carbono-14. Sua vantagem poder fazer a medio, diretamente, sem que seja necessrio queimar parte razovel da amostra para fazer o teste. A datao por esse mtodo especialmente valiosa para materiais orgnicos.</p> <p>STONEHENGE</p> <p>Como foi construdo: Os macios arcos de pedra da Plancie de Salisbury aguardam o nascer do sol como vm fazendo, dia aps dia, h 4 mil anos. Erguem-se em silncio vigilante, a cor escura em contraste com o cu cinzento. Stonehenge pode ser a maior maravilha do mundo pr-histrico. Com certeza, um de seus maiores mistrios. O crculo foi deliberadamente alinhado com o nascer do sol do solstcio de vero, o amanhecer do dia mais longo do ano. Como poderiam os Incions primitivos ter colocado aqueles gigantescos blocos de pedra, pesando at 50 toneladas cada um, em suas atuais posies? E por que fizeram isso? Na Idade Mdia, o monumento de Stonehenge era explicado pelo poder da magia: Merlin, mago da corte do Rei Arthur, invocara as foras das enormes pedras da Irlanda. No sculo 19, as pessoas estavam presas idia dos druidas, sem atentar para o fato de que aqueles antigos sacerdotes celtas faziam os cultos em bosques de carvalhos sagrados, e no em templos de pedra. Sacerdotes barbados em vestimentas brancas celebrando o solstcio de vero em Stonehenge constituem sua imagem mais duradoura. O astrnomo Sir Fred Hoyle declarou que Stonehenge um computador pr-histrico, programado para prever os eclipses do sol e da lua. Ningum sabe exatamente o que Stonehenge. No entanto, hoje temos conhecimento de quando foi construdo - e como. Recente estudo feito pela Associao Arqueolgica de Wessex resolve as discusses sobre a idade de Stonehenge. Tudo comeou logo aps o ano 3000 a.C, numa rea circular delimitada por pequena encosta com grande fosso externo. "No ano 2600 a.C, enormes pedras retangulares foram trazidas das Montanhas Preseli, situadas a cerca de 217 quilmetros dali", diz Andrew Lawson, diretor da Associao. O anel externo e a arcada interna foram feitos de blocos de arenito provenientes das Plancies MarIborough, situadas 40 quilmetros ao norte. Os maiores dolmens da arcada interna, chamados de trilithons, so constitudos por dois pilares denominados meglitos e uma pedra colocada sobre o topo. Os meglitos tm aproximadamente sete metros de altura e pesam at 50 toneladas. Acreditase que foram construdos por volta do ano 2400 a.C. Quando prepararam as pedras, os criadores de Stonehenge fizeram pequena elevao no meio das colunas, tcnica que na Grcia, 1.500 anos mais tarde, seria chamada de ntase. Contrariando o efeito de distoro da paisagem, a ntase faz a aresta de uma coluna parecer perfeitamente reta. Entretanto, a descoberta mais intrigante da Associao que o tempo de construo de Stonehenge talvez tenha sido bem menor do que se imaginava: "O monumento poderia ser construdo em uma gerao, com potencial humano e gerenciamento gil." Isso incrvel. O transporte e a edificao de 40 blocos de rocha, com outro bloco de 10 toneladas colocado sobre eles, obra que mesmo hoje seria de tirar o nimo de qualquer um. Que fora bruta foi necessria para colocar aquelas pedras na posio, sem guindastes ou roldanas? H trs veres, num campo no muito distante de Stonehenge, certo grupo de entusiastas liderado pelo engenheiro Mark Whitby e pelo arquelogo Julian Richards mostrou como os arcos podem ter sido construdos. Whitby coordenou uma operao onde rplicas das pedras - duas colunas de 45 toneladas e uma viga transversal de 10 toneladas, feitas de concreto - foram puxadas sobre trilhos de madeira besuntados com sebo. Uma verso do sistema em que os grandes navios, com as quilhas lubrificadas, so lanados ao mar sobre trilhos. Os grandes blocos de pedra foram puxados colina acima por 130 soldados, bombeiros e estudantes usando quase 150 metros de corda. A fora bruta, no entanto, no foi suficiente para erguer as pedras. Para alcanar seu objetivo, Whitby teve de pensar como os construtores originais. "Esses rapazes da Idade da Pedra eram engenhosos", admite Whitby. Uma dica importante foi o formato do buraco onde fica a coluna maior. Ele era vertical, com um dos lados fortemente inclinado. Whitby construiu uma rampa perto do buraco e mandou que puxassem a enorme pedra sobre ela, at que a tera parte da pedra se projetasse sobre o buraco. Pesados fragmentos de rocha foram colocados sobre o bloco de pedra e empurrados para sua extremidade. Momentos depois, o peso desses fragmentos fez o imenso bloco se inclinar e cair dentro do buraco abaixo dele. Uma vez erguido o segundo bloco, a viga transversal foi arrastada sobre a rampa mais ngreme. Os trs blocos se adaptaram de maneira impecvel e formaram a perfeita arcada do sculo 20. Whitby acredita ter solucionado o problema. "Com 140 pessoas, eu poderia construir Stonehenge em menos de 20 anos.</p> <p>ARTE ANTIGA ARTE EGPCIA Uma das principais civilizaes da Antigidade foi a que se desenvolveu no Egito. Era uma civilizao j bastante complexa em sua organizao social e riqussima em suas realizaes culturais. A religio invadiu toda a vida egpcia, interpretando o universo, justificando sua organizao social e poltica, determinando o papel de cada classe social e, conseqentemente, orientando toda a produo artstica desse povo. Alm de crer em deuses que poderiam interferir na histria humana, os egpcios acreditavam tambm numa vida aps a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente. O fundamento ideolgico da arte egpcia a glorificao dos deuses e do rei defunto divinizado, para o qual se erguiam templos funerrios e tmulos grandiosos. Arquitetura As pirmides do deserto de Giz so as obras arquitetnicas mais famosas e, foram construdas por importantes reis do Antigo Imprio: Quops, Qufren e Miquerinos. Junto a essas trs pirmides est a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o fara Qufren, mas a ao erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos sculos, um aspecto enigmtico e misterioso. As caractersticas gerais da arquitetura egpcia so: solidez e durabilidade; sentimento de eternidade; e aspecto misterioso e impenetrvel. As pirmides tinham base quandrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, alm de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a mmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na cmara funerria, local onde estava a mmia do fara e seus pertences. Os templos mais significativos so: Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon. Os monumentos mais expressivos da arte egpcia so os tmulos e os templos. Divididos em trs categorias: Pirmide - tmulo real, destinado ao fara; Mastaba - tmulo para a nobreza; e Hipogeu - tmulo destinado gente do povo. Os tipos de colunas dos templos egpcios so divididas conforme seu capitel: Palmiforme - flores de palmeira; Papiriforme - flores de papiro; e Lotiforme - flor de ltus. Para seu conhecimento Esfinge: representa corpo de leo (fora) e cabea humana (sabedoria). Eram colocadas na alameda de entrada do templo para afastar os maus espritos. Obelisco: eram colocados frente dos templos para materializar a luz solar. Escultura Os escultores egpcios representavam os faras e os deuses em posio serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoo. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma iluso de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freqentemente as propores do corpo humano, dando s figuras representadas uma impresso de fora e de majestade. Os Usciabtis eram figuras funerrias em miniatura, geralmente esmaltadas de azul e verde, destinadas a substituir o fara morto nos trabalhos mais ingratos no alm, muitas vezes coberto de inscries.</p> <p>Os baixos-relevos egpcios, que eram quase sempre pintados, foram tambm expresso da qualidade superior atingida pelos artistas em seu trabalho. Recobriam colunas e paredes, dando um encanto todo especial s construes. Os prprios hierglifos eram transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo. Pintura A decorao colorida era um poderoso elemento de complementao das atitudes religiosas. Suas caractersticas gerais so: ausncia de trs dimenses; ignorncia da profundidade; colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicao do relevo; e Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabea, suas pernas e se...</p>