Jorge Pires

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Text of Jorge Pires

  • Editorial 1

    A Cooptcnica Gustave Eiffel tem consagrado os 24 anos da sua existncia a um projeto de educao, no mbito do Ensino Profissional, que tem a competncia como um dos seus principais desgnios.

    Estando identificada uma lacuna, ao nvel de tcnicos intermdios especializados, a Gustave Eiffel tem vindo a prestar um contributo, ao facultar s empresas, os tcnicos que lhes permitem desenvolver-se e que, simultaneamente, sejam uma alavanca para a economia nacional. Uma das vantagens para quem segue por este caminho chegar mais cedo e qualificado ao mercado de trabalho.

    Na conferncia Ensino Profissional, Caminho para o Conhecimento e Empregabilidade, promovida pela Escola Profissional Gustave Eiffel, no passado ms de abril, um aluno diplomado pela escola e convidado a apresentar perante a assistncia a sua Prova de Aptido Profissional, referiu a importncia das competncias adquiridas no curso, salientando que foram essenciais, quer a nvel tcnico, quer a nvel de gesto da vida profissional.

    Tambm nesta conferncia, o representante da empresa FAS, Sistemas de Informao, realou o valor e o interesse

    deste tipo de ensino e dos projetos desenvolvidos quer em sala de aula quer em laboratrio e que facilitam a entrada no mercado de trabalho. Sobre os estgios disse ainda que os alunos j vm com alguns conhecimentos e com outra postura profissional.

    A Gustave Eiffel acredita no Ensino Profissional, que teve a sua gnese em 1989, e detentora de um patrimnio nico, sendo uma das escolas de referncia no desenvolvimento deste ensino. Ao longo dos anos, tem-se procurado mobilizar e informar jovens, pais e encarregados de educao, para as vantagens do ensino profissional, pois para alm de habilitar para o exerccio de uma profisso, confere o diploma do 12. ano, permitindo o prosseguimento de estudos no ensino superior. A opo de seguir um curso no ensino profissional , nossa convico, uma deciso acertada e a que melhor d resposta aos desafios atuais, pois o ensino que melhor se coaduna com o tempo presente.

    A Gustave Eiffel tem vindo a consolidar a sua interveno no conjunto das escolas profissionais, no porque tenha alguma ideia de hegemonia, mas por defender que o domnio de uma profisso instrumental para o sucesso individual e, simultaneamente, uma condio essencial para o desenvolvimento sustentado do pas. Queremos formar jovens que desejam um futuro mais promissor e que apostam na formao profissional para o alcanar.

    verdade que hoje, mais do que nunca, muito se tem falado em ensino profissional e da necessidade da sua expanso. A Gustave Eiffel fica satisfeita com isso, pois estamos certos que esse o caminho da empregabilidade e do conhecimento.

    Reafirmamos a nossa disponibilidade para apoiar este sistema de ensino. Apesar das dificuldades que hoje se vivem no pas, reforaremos a nossa interveno nos vrios cenrios da formao e ensino.

    Augusto Ferreira GuedesPresidente da Direo

    Ensino Profissional: o caminho para o conhecimento e a empregabilidade

  • Entrevista2

    Jos Alberto Moreira Duarte Diretor Geral dos Estabelecimentos Escolares

    Jos Alberto Moreira Duarte liderou, de setembro de 2011 e durante o perodo de um ano e quatro meses, a Direo Regional de Educao de Lisboa e Vale do Tejo. Atualmente o primeiro diretor da nova Direo Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE). Licenciado em Matemtica, ramo educacional, foi professor do ensino secundrio, tendo tambm exercido funes na Direo Regional de Educao do Centro. formador de professores acreditado pelo Conselho Cientfico da Formao Contnua, no mbito da Didtica da Matemtica.Desempenhou inmeros cargos de coordenao e direo e foi docente na Formao Inicial de Professores diploma-dos pela Escola Superior de Educao de Castelo Branco. Exerceu as funes de coordenador, em representao de Portugal, no concurso Imagina Tua Empresa, organizado pela Junta da Extremadura em que participaram sete esco-las da zona de fronteira. Foi responsvel dos Projetos Interreg FORPAREA e EVIPROF e coordenador do Centro de rea Educativa do distrito de Castelo Branco.

    Tomou recentemente posse do cargo de Diretor Geral dos Estabelecimentos Escolares. Quais so os principais desafios e as aes que pretende levar a cabo?

    O principal desafio, e que me proponho fazer da melhor forma, a ligao entre as escolas de todos os nveis e o Ministrio da Educao e Cultura (MEC)e vice-versa. A DGEstE prope-se ser um interlocutor privilegiado de forma a agilizar todos os processos e a maximizar e/ou melhorar os resultados, quer em termos das necessidades das escolas junto do Ministrio, quer no cumprimento das diretrizes politicas e de educao junto das escolas.

    Com o alargamento da escolaridade obrigatria para 12 anos, em sua opinio, como devero os jovens ser incentivados a permanecer na escola, considerando que muitos anseiam pela integrao no mercado de trabalho?

    No entendimento desta equipa, os jovens devem ser, em primeiro lugar, ajudados a fazer as suas escolhas, ou seja, deve haver uma grande abertura em termos de opes e proporcionar uma informao clara. Em segundo lugar entendemos que quando essas escolhas existem, o Ministrio deve proporcionar solues que vo ao seu encontro. O que no quer dizer que isso se consiga sempre. Em terceiro lugar preciso operacionalizar de uma forma racional para impedir que todos os jovens se venham a profissionalizar na mesma rea. A oferta formativa deve ser diversificada, e satisfazer as necessidades do mercado de

    trabalho ou seja do que faz mais falta. Quem est no terreno que melhor saber identificar essas necessidades.

    Temos uma diretriz para fazer reunies de rede com todos os parceiros: escolas profissionais pblicas e privadas, IEFP, ncleos empresariais e associaes empresariais. Estes interlocutores so fundamentais e estratgicos para nos informar das necessidades do mercado de trabalho. A nossa deciso final tomada tendo em consideraes todas as necessidades referenciadas por esses parceiros. Por outro lado, o Ministrio da Economia e do Emprego tambm nos indica as reas que considera fundamentais e obrigatrias e que ns redistribumos pelas vrias regies geogrficas. Assim, por vezes h necessidade de mudar os cursos dentro da mesma escola.

    Est prevista a continuao dos programas de Educao e Formao de Adultos e de Formaes Modulares Certificadas como forma de trazer para o sistema educativo, os indivduos que se encontram inseridos no mercado de trabalho e aqueles que, mesmo estando desempregados, procuram agora aumentar o seu nvel de conhecimentos?

    Neste momento, estamos numa fase de transio. No ano passado mantivemos em funcionamento as turmas possveis, rentabilizando os recursos que existiam e sobretudo procurando no prejudicar os alunos. Esta formao tem estado a funcionar dentro desses parmetros,

  • Entrevista 3

    tendo sempre em mente no hipotecar o futuro dos alunos. Provavelmente vai-se optar pela dupla certificao com o Ministrio da Economia em estreita colaborao com o IEFP.

    Formao e qualificao profissional abaixo da mdia europeia so algumas das dificuldades com que se depara o nosso sistema educativo e consequentemente o nosso tecido empresarial. Quais as medidas previstas para continuar a combater esta situao de carncia de tcnicos intermdios qualificados?

    A primeira medida que a economia volte a funcionar plenamente no nosso pas. Ento a sim, o mercado comear a absorver os tcnicos e os jovens vo correr imediatamente para os cursos que lhe garantam um emprego no futuro. De qualquer forma, existem outras opes em paralelo. O jovem tem quase sempre ideia do que que gosta. Por outro lado, diz-se que h muitos jovens procura de habilitao e certificao e por vezes eles no existem. H jovens que se inscrevem em vrias escolas o que, frequentemente, dificulta o planeamento. Ou seja, ao inscreverem-se em vrias escolas cria-se uma necessidade que nem sempre corresponde realidade , e ento o que acontece que depois precisamos de jovens para constituir as turmas e no os temos. Para evitar este tipo de situao, h a inteno de no prximo ano letivo instalar a matrcula eletrnica em todos os anos escolares em incio de ciclo, provavelmente a ser tambm extensvel ao ensino profissional. Estamos cientes de que no ser fcil de implementar, pois no basta instalar um programa informtico. No entanto estamos certos que a matrcula eletrnica nos poder trazer grandes vantagens para o sistema educativo.

    O Ministrio da Educao e Cincia tem vindo a apostar nas formaes profissionalizantes como forma de responder s necessidades do pas e diminuir o insucesso e abandonos escolares. Neste contexto, qual o papel das escolas profissionais?

    As escolas profissionais tm feito um trabalho que dignifica e valoriza o ensino. Estas escolas vieram preencher uma lacuna existente no sistema educativo portugus, ou seja uma alternativa para os jovens que no tm apetncia para fazer um percurso no ensino regular. H um momento em que se d a massificao do ensino profissional ao estender-se s escolas do ensino secundrio pblicas. O processo de massificao arrastou consigo vrios problemas e nem tudo correu bem. Foi um processo difcil. Muitas escolas pblicas no queriam o ensino profissional quando afinal as escolas profissionais existentes no terreno tanto o procuram. Um paradoxo difcil de entender. Mas com o tempo as arestas vo-se limando. Com a escolaridade obrigatria at aos 18 anos, no tenho dvidas, de que o ensino profissional tem grandes capacidades de crescimento, em Portugal. preciso

    Para que sejam rapidamente inseridos

    na vida profissional, os alunos do ensino

    profissional devem ser preparados para

    um bom desempenho no estgio e

    apresentar uma boa Prova de Aptido

    Profissional.

  • Entrevista4

    melhorar o modo como este ensino divulgado para que os interessados fiquem completamente esclarecidos.