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IV SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS … · alter ego é a personagem ficcional que aceita os sentimentos antagônicos e desconfortáveis do leitor, ouvinte ou espectador

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  • IV SEMINRIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS

    PBLICAS E COMUNITRIAS

    BIBLIOTERAPIA: um cuidado com o ser

    Professora Dra. Clarice Fortkamp Caldin

    UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

    DEPARTAMENTO DE CINCIA DA INFORMAO

    CURSO DE BIBLIOTECONOMIA

  • Nome especfico de biblioterapia: a partir do sculo XX;

    leitura compartilhada e posterior discusso em grupo.

    Modalidades:

    leitura (mais liberdade de interpretao do ouvinte);

    narrao (capacidade de memorizao ou improvisao do narrador);

    dramatizao (corpo e voz/cenrio).

    interpretao do texto;

    dilogo.

  • Na biblioterapia: o livro o ponto de partida:

    lana uma idia;

    conta um segredo;

    provoca emoes;

    instiga a imaginao;

    enseja ao dilogo.

  • TERAPIA: a arte de cuidar do ser;

    conceito de holon (o todo) com capacidade regenerante;

    benefcio do esquecimento;

    participao do outro.

    No uma cura, no sentido restritivo da palavra;

    busca do equilbrio e da harmonia do ser total;

    uma preocupao com o bem estar do ser humano.

    Terapia: uma prestao de servio cuja preocupao o

    cuidado com o ser.

  • INTUIO DA CAPACIDADE TERAPUTICA DO

    LIVRO: antigas civilizaes:

    Egito, Grcia, Roma;

    Bibliotecas: espao sagrado;

    Leitura: auxlio no alvio das enfermidades;

    Medicina e Literatura: parceiras no cuidado com o ser.

    Os Terapeutas de Alexandria:

    no Egito;

    filsofos judeus do primeiro sculo de nossa era;

    cuidavam do corpo e da psique: linguagem.

  • CONSIDERAVAM AMEAAS SADE:

    a) o apego ao prazer;

    b) a desorientao do desejo;

    c) a tristeza;

    d) as fobias;

    e) as invejas;

    f) a ignorncia.

  • Nessa poca a psique era entendida misticamente;

    o termo terapia (therapia) significava o cuidado religioso;

    o termo terapeutas (thrapeuticos) significava aquele que presta

    cuidados a um deus ou a um mestre;

    diferenciava-se de medicina (iatrik) e de mdico anatomista

    (iatrs);

    nada tinha a ver com kliniks, ou seja, mdico que assiste ao

    leito.

  • TERAPEUTA TINHA O SENTIDO DE:

    servir; render culto;

    orar pela sade do outro;

    tratar, velar, cuidar do ser.

    O cuidado envolvia:

    o corpo (mudana de roupa e de alimentao);

    o imaginrio coletivo (os valores como o Belo, o Verdadeiro e o

    Bom);

    o desejo (reorientao das pulses);

    o outro (diminuindo seu sofrimento pela orao).

  • Tais esticos tinham uma viso de sade pautada nas dimenses:

    corporal (soma);

    psquica (psy-kh);

    racional (nous);

    espiritual (pneuma).

    Consideravam o ser humano uma totalidade: a sade plena s

    seria obtida se articuladas e cuidadas todas as dimenses.

    Pela palavra e vida contemplativa o Terapeuta cuidava de si e

    do outro, sempre voltado ao Ser, Causa Primeira.

  • OS APLICADORES DA BIBLIOTERAPIA

    Entendem:

    Sade: estado de equilbrio natural.

    o ser-so o ser que convive com o outro;

    sade:fato mdico e biolgico e um processo social;

    viver conviver: compartilhamento de idias, emoes e

    sentimentos.

    Doena: perturbao, descompasso, perda do equilbrio.

    sozinho o ser humano est doente, algo lhe falta.

    o ser humano no est completo sem o outro;

  • Defendem:

    pela linguagem (leitura,narrao,dramatizao, dilogo);

    pela intercorporeidade;

    pela intersubjetividade;

    pela afetividade;

    presta-se, de fato, um servio ao outro.

  • Acreditam:

    na articulao fsico/mente;

    o ser humano no aceita a doena;

    busca sempre um tratamento para a falta de sade, uma

    terapia.

    saberes mdicos (fala do mdico tranqiliza o paciente);

    saberes leigos (terapias alternativas)

    natureza como colaboradora no processo de recuperao da

    sade.

  • preciso frisar:

    A biblioterapia rotulada como uma terapia alternativa;

    nada tem do misticismo dos antigos Terapeutas de Alexandria;

    ou do esoterismo de algumas terapias holsticas modernas.

    No e nunca se pretendeu estica, ou esotrica.

    Contudo, expressa o cuidado com o ser total;

    credita valor aos ensinamentos do cotidiano.

  • A BIBLIOTERAPIA:

    Vale-se da crena de que a atividade teraputica tem efeito

    catrtico;

    Aposta na fico para promover a catarse:

    estimulo imaginao;

    emoes;

    pensamento introspectivo.

    Vale-se dos sentidos para cuidar do outro, prestar um servio ao

    outro:

    Olhar afetuoso;

    ouvido atento;

    fala amiga;

    toque carinhoso;

    cheiros e sabores partilhados;

    .

  • DIFERENAS: terapeutas e aplicadores da biblioterapia

    Os Terapeutas:

    filsofos;

    se isolavam;

    levavam uma vida asctica;

    aceitavam a doena;

    viam as paixes com desconfiana;

    dominavam os sentidos.

  • Os aplicadores modernos:

    Oriundos de camadas sociais, credos e ideologias diferentes;

    vivem em sociedade;

    gostam do conforto, do bom, do agradvel e do belo;

    entendem a doena como inimigo;

    tm as paixes como o tempero da vida;

    consideram salutar estimular as emoes;

    consideram benfico eliminar a apatia e a indiferena;

    advogam o prazer como partcipe da alegria e esta como fonte da

    sade.

  • SEMELHANAS:

    nutrem o respeito ao comportamento religioso;

    entendem que a tristeza faz mal sade;

    os medos esgotam a pessoa;

    todos necessitam de ouvidos atentos, fala amiga e toque

    carinhoso;

    aceitam o outro sem fazer julgamento de valor;

    pela linguagem (seja ela verbal ou corporal), manifestam sua

    preocupao com o outro.

  • PERGUNTA: esto os aplicadores da biblioterapia aptos para

    desempenhar o papel de cuidadores (no sentido de prestar um servio

    cuja preocupao o bem-estar do ser na sua totalidade)?

    RESPOSTA: sim

    No Brasil, de modo geral, so acadmicos que atuam sob a orientao e

    coordenao de professores;

    Na UFSC - 2002 Curso de Biblioterapia 80 h/a semestrais;

    Desde 2003 - Disciplina optativa do Curso de Biblioteconomia-36 h/a sem.

    contedo terico aliado prtica.

  • O bibliotecrio que pretende desenvolver atividades de

    biblioterapia deve:

    nutrir interesse pelo aspecto humano da profisso;

    demonstrar empatia, interesse e preocupao com o bem-estar

    do outro;

    saber escutar os problemas alheios;

    ser flexvel no programa de atividades que planejou;

    ter domnio de textos literrios e embasamento terico.

  • Os aplicadores das atividades de biblioterapia:

    utilizam o cuidado com enfoque holstico;

    do nfase no desenvolvimento do ser total.

    Valem-se da leitura como fonte de prazer em:

    bibliotecas;

    creches;

    escolas;

    orfanatos;

    asilos;

    presdios;

    hospitais, entre outros espaos institucionais.

  • Em tempo:

    Grosso modo, a biblioterapia dividida em duas categorias:

    a) biblioterapia de desenvolvimento:

    executada por bibliotecrios aplicadores de biblioterapia;

    arte.

    b) biblioterapia clnica:

    executada por psiclogos clnicos biblioterapeutas;

    cincia.

  • DIFERENA ENTRE PATOLOGIA PSQUICA E CUIDADO:

    A patologia psquica: relacionada cincia que estuda a origem,

    os sintomas e a natureza das doenas da psique;

    O analista intervm de maneira diretiva;

    tcnicas psicoterpicas;

    analisa estruturas psquicas.

    A patologia sempre um desejo de uma normalidade, medida por

    um padro.

  • O cuidado: o acolhimento do ser, o acolhimento daquilo que se

    manifesta nas relaes, sem julgamento do que normal.

    Os aplicadores da biblioterapia no se arvoram em terapeutas:

    abordagem no diretiva;

    deixam ao cargo do leitor, do ouvinte, ou do espectador, a

    interpretao de textos literrios de acordo com as emoes, a

    necessidade ou o interesse individuais do pblico-alvo;

    no intervm nos processos de catarse, identificao ou

    introspeco que ocorrem no momento da leitura, narrao ou

    dramatizao de uma histria.

  • NECESSRIO:

    estabelecer um ambiente propcio ao relaxamento e descontrao;

    permitir a co-existncia;

    descentramento;

    certificar-se de que todos os envolvidos nas atividades possam se

    expressar livremente pela fala, pela gestualidade, pelo desenho, ou

    mesmo pelo silncio;

    apostar no dilogo como um cuidado com o ser;

    texto literrio: a linguagem metafrica amalgamada com a linguagem

    cotidiana.

  • LEMBRAR:

    A leitura fenmeno corporal e ato corporal, temporal, descentrado. No ato da leitura o leitor usa seu corpo.

    O texto literrio participa das vivncias:

    psquicas;

    intelectuais;

    corporais;

    ldicas.

    poticas

  • A leitura aqui tratada a da obra literria, visando explorar: a experincia esttica, catrtica e teraputica.

    A narrao de histrias uma forma de leitura:vale-se de um

    texto de apoio;

    oralizao e gestualidade vinculadas ao registro de uma

    narrativa escrita.

    A dramatizao entendida igualmente como uma forma de

    leitura:

    do texto;

    do corpo dos atores;

    do cenrio.

  • Proust (1991): enfatiza a leitura individual:

    privacidade;

    espontaneidade;

    disciplina teraputica.

  • SARTRE (2004): o leitor confere sentido esttico ao

    texto literrio;

    leitor criador do texto;

    leitor introduzir no texto a significao que lhe apraz;

    o sentido da obra no est contido nas palavras de um livro.

  • Merleau-Ponty (2002): autor e leitor so expresso;

    as palavras do autor guiam o leitor;

    no h rivalidade entre autor e leitor;

    a sobre-significao da expresso literria sempre permite

    inferir novas significaes;

    fala falante.

  • ISER (1996-1999): retenes e protenses husserlianas;

    o processo da leitura criao;

    o leitor preenche os vazios do texto literrio;

    o leitor constri significados (ponto de vista, lembranas e

    expectativas).

  • Assim: a criao; a retomada que faz o texto literrio se

    configurar: como um cuidado com o ser;

    como uma maneira de visar a sade;

    como uma terapia.

    A criao age: como um estmulo ( maneira proustiana);

    como um afloramento das protenses e retenes ( maneira

    husserliana);

    como um desvendamento ( maneira sartriana);

    como um apelo e um dilogo ( maneira merleau-pontyana);

    como um preenchimento de algo que falta ( maneira iseriana).

  • Encantao lingstica: passagem da fala falada fala

    falante.

    Uma histria para ser teraputica, deve:

    possibilitar essa passagem;

    ultrapassar as significaes do mundo cultural;

    permitir criao de novas significaes;

    uma nova maneira de compreender o mundo;

    abordar os problemas emocionais;

    linguagem metafrica (domnio da imaginao, expresso

    indireta).

  • DOMNIO DA LITERATURA:

    privilegia material impresso; funo esttica; fico; colocao em primeiro plano da linguagem; intemporalidade; universalidade; engajamento; linguagem falante; efeito esttico que a obra exerce sobre o receptor. presena das personagens; verossimilhana.

  • LITERARIEDADE: estranhamento, desvio da

    linguagem corriqueira;

    qualidade potica intrnseca obra;

    efeito da obra sobre o receptor;

    uso de metforas, imagens, smbolos, mitos;

    ambigidade da linguagem permite interpretaes;

    jogo: suspenso temporria da descrena.

  • Busca-se, na produo literria: histrias, contos e poesias com possibilidades teraputicas;

    que expressem contedos da fico gostosos de se ler;

    textos com lacunas a ser preenchidas pela imaginao e emoes

    dos leitores, ouvintes ou espectadores;

    provocadores, catrticos; dramticos com final feliz (purgam as

    emoes, realizando uma catarse);

    permeados de humor ( reconhecido o valor teraputico do riso na

    ativao do sistema imunolgico);

    fatos do cotidiano (a verossimilhana pode conduzir identificao

    e resoluo de pequenos problemas pessoais);

    textos instigantes (que levem reflexo e auto-avaliao);

    no se exclui a oralidade;

    msica;

    dana.

  • LITERATURA INFANTIL:

    texto que interessa criana;

    o que as crianas lem com prazer;

    Forma simples:

    mximo de imaginrio;

    narrativa curta;

    tempo cronolgico;

    personagens planas;

    contos de fadas, histrias de animais, poesias, histrias

    modernas;

    foco potico deve suplantar inteno didtica.

  • Leitura, narrao ou dramatizao de um texto literrio:

    produzam um efeito teraputico ao moderar as emoes

    (catarse);

    permitir livre curso imaginao (identificao);

    proporcionar a reflexo (introspeco).

  • EMOO:

    uma resposta do ser aos acontecimentos provocativos;

    uma reao causada por surpresa, alegria ou medo.

    tem significado;

    um fenmeno psicofisiolgico;

    explorada pelo texto literrio;

    suscitada pela efabulao.

  • IMAGINAO:

    fenmeno psquico de ordem cognitiva;

    reproduzir algo com base em conhecimentos adquiridos;

    evocar ou produzir imagens;

    habilidade de criar e ensaiar situaes possveis;

    relao com o ausente;

    arrebatamento para um outro mundo;

    elaborao de realidades.

    fantasia

  • CATARSE

    Em literatura: purgao, purificao; depurao mediante o prazer esttico;

    livrar-nos do peso da realidade.

    Aristteles: tragdia grega.

    Na psicologia: livrar-se de tenses e de ansiedades;

    a preocupao se volta para a libertao do peso dos incidentes

    traumticos associados no passado represso de emoes.

    Na filosofia: liberao do que estranho essncia de uma coisa

    e que, por isso, a perturba ou corrompe;

    justamente por no fazer parte da essncia do ser, o estranho

    tem de ser afastado.

  • Resumindo: catarse uma moderao:

    dos humores corporais (ao gosto dos gregos);

    das emoes e paixes (ao gosto da psicanlise);

    do prazer proporcionado pela expresso artstica (ao gosto da

    esttica);

    do estranho essncia do ser (ao gosto da filosofia).

    O fundamental que, pela catarse, chegue-se ao equilbrio,

    harmonia.

    Conceito de homem unificado, ser total.

    A narrativa suscita emoes:

    efetua a purificao dessas emoes (drama, comdia);

    diversidade de textos e de gneros literrios;

    msica e dana.

  • IDENTIFICAO

    Apropriao do outro; transformao segundo o modelo do outro: entra em cena a afetividade; personagens principais (maioria das vezes apresentam virtudes); personagens secundrias (maioria das vezes apresentam m ndole);

    processo inconsciente;

    experincia vicria

    Na biblioterapia: no se processa um julgamento de valor dos caracteres das

    personagens;

    alter ego a personagem ficcional que aceita os sentimentos

    antagnicos e desconfortveis do leitor, ouvinte ou espectador e os

    assimila sem retrucar.

  • Projeo: expulsar de si e localizar no outro qualidades e sentimentos;

    despejar conflitos e tenses na personagem;

    problemas fazem parte do corpo do outro;

    Introjeo: assimilao de um atributo do outro;

    apossar-se das qualidades da personagem;

    experimentar as sensaes da personagem com toda a

    segurana que a realidade no permite, mas a fico possibilita.

  • Na biblioterapia:

    projeo e introjeo so evocados em relao ao universo

    ficcional:

    o sujeito assimila ou repele as caractersticas da personagem.

    mecanismos salutares de enfrentamento da dor e desfrute do

    prazer;

    narrativa literria: as personagens so signos, sujeitas

    significao por parte do leitor (ouvinte ou espectador);

    personagens devem apresentar verossimilhana nas atitudes e

    reaes.

    literatura refere-se ao universal, permitindo ao receptor particularizar

    segundo sua necessidade.

  • Maioria dos psiclogos: contos de fadas teraputicos:

    liberaram as tenses emocionais;

    proporcionam alvio;

    estimulam a fantasia necessria ao desenvolvimento infantil;

    apresentam um final feliz que prov consolo;

    enfrentamento da realidade;

    fonte de valores morais;

    personagem principal como modelo a ser seguido.

  • No inteno da biblioterapia focar valores morais:

    eles se encontram embutidos nas histrias para crianas;

    a terapia por meio da leitura, valendo-se de contos de fadas, de

    histrias modernas, de crnicas ou de poesias, privilegia, acima de tudo, a

    catarse;

    as histrias lidas, narradas ou dramatizadas tm uma estrutura que

    permitem a passagem do desequilbrio (em que h luta, conflito) ao

    equilbrio (com o final feliz).

    A identificao com as personagens possui carter catrtico, constituindo-

    se em um desdobramento da catarse aristotlica; A identificao d-se com qualquer personagem (fora do vilo).

  • INTROSPECO

    Para a psicologia: a observao do que se passa em mim.

    Para a filosofia: uma reflexo (meditao a respeito do que

    se passa em mim e se devo ou no mudar meu

    comportamento).

  • NA BIBLIOTERAPIA, A INTROSPECO:

    recuo que o ser humano realiza para dentro de si mesmo aps a

    leitura, narrao ou dramatizao do objeto literrio;

    um exame corriqueiro que fazemos de nossos pensamentos e

    atitudes;

    intuito de mudana de comportamento ou, ento, de aceitao de si;

    exerccio de tolerncia com o outro;

    No uma sesso de anlise.

    antes uma demonstrao de confiana no grupo.

    Nas sesses de biblioterapia no existe a pretenso de fazer o sujeito

    conhecer-se a si mesmo.

  • Pela introspeco possvel diminuir o hbito (nada

    saudvel) de atribuir a culpa de tudo ao outro;

    possvel aprender a assumir a responsabilidade pelos

    nossos atos;

    possvel desenvolver uma atitude salutar de ajustamento

    ao mundo da vida.

  • CONCLUINDO:

    Terapia foi definida como um cuidado com o ser total.

    Biblioterapia foi definida, como um cuidado com o

    desenvolvimento do ser mediante a leitura, narrao ou

    dramatizao de histrias.

    A biblioterapia em instante algum reivindica o estatuto de cincia;

    no dispensa os cuidados mdicos;

    no despreza indicaes medicamentosas.

    Sua preocupao com a pessoa e no com a doena;

    com o bem-estar e no com a nosologia.

  • COMO ARTE:

    vale-se da expresso artstica em forma de texto escrito ou

    oralizado;

    msica e dana;

    linguagem e corporeidade;

    balano necessrio entre a sensorialidade, afetividade,

    criatividade, intercorporeidade e intersubjetividade.

  • O cuidado com o ser se manifesta:

    na criao de um ambiente caloroso;

    no respeito individuao;

    afeto, simpatia, interesse no outro;

    dilogo para restabelecimento do conforto psico-fsico-social

    do outro.

  • LITERATURA:

    mescla de palavras, emoes e imagens;

    combate desnimo, tristeza, raiva, frustrao, angstia;

    ativa a conscincia imaginante, emotiva e criadora

    permite a retomada;

    a figura a histria e a dor ou a angstia passam condio de

    fundo, ficam em plano menos evidente.

  • No se no se pode ignorar:

    o benefcio da alegria no sistema imunolgico;

    o papel benfazejo da intercorporeidade nas

    enfermidades;

    o prazer esttico como teraputico;

    a intersubjetividade como um cuidado com o ser.

  • A biblioterapia: no advoga a supresso dos males;

    A biblioterapia: procura matizar o sofrimento:

    adornando-o com as cores delicadas da literatura;

    diluindo-o nas situaes das personagens ficcionais;

    desfazendo-o na efabulao e na imagtica.

  • Extrado de:

    CALDIN, Clarice Fortkamp. Biblioterapia: um

    cuidado com o ser. So Paulo:

    Porto de Idias, 2010.

    [email protected]

    www.portodeideias.com.br

    (11) 3884-5024

    mailto:[email protected]://www.portodeideias.com.br/