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BEPA

contextualizaoSade em dados

GRUPO TCNICO DE AVALIAO E INFORMAO EM SADE

GAISECRETARIA DE ESTADO DA SADE

Nesta Edio n 17

128Volume 11 Nmero 128 agosto/2014

ISSN 1806-423-X

Expediente

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Coordenao Editorial:Sylia Rehder Maria de Ftima Costa Pires Lilian Nunes Schiavon Constantino Jos Fernandes Jr

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Portal de Revistas - SES/Projeto Metodologia Scielo:Lilian Nunes Schiavon Eliete Candida de Lima Cortez Sandra Alves de Moraes Centro de Documentao CCD/SES-SP CTP, Impresso e Acabamento:Imprensa Oficial do Estado de So Paulo

Disponvel em: Portal de Revistas Sade SP - http://periodicos.ses.sp.bvs.br

Desafios para o desenvolvimento da vacina antimeningoccica B Challenges in the development of meningococcal B vaccine ............................................................................................ 1

Dengue no estado de So Paulo 2013/2014 Dengue in the State of So Paulo 2013/2014 ............................................................................................................... 19

Hospitais de pequeno porte no SUS do estado de So Paulo Small sized hospitals from SUS in the state of So Paulo ............................................................................................... 25

Instrues aos Autores Author's Instructions ........................................................................................................................................................ 41

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Desafios para o desenvolvimento da vacina antimeningoccica B/Nicsio RG et al.

Artigo de reviso

Desafios para o desenvolvimento da vacina antimeningoccica B* Challenges in the development of meningococcal B vaccineRaphael Gonalves NicsioI; Denise Fusco MarquesI; Elisabete Cardiga AlvesI; Ivete Aparecida Zago Castanheira de AlmeidaIIInstituto Adolfo Lutz Centro de Laboratrio Regional de So Jos do Rio Preto X, Secretaria de Estado da Sade. So Paulo Brasil.

RESUMO

A doena meningoccica (DM) transmitida por gotculas respiratrias e causada pela bactria Neisseria meningitidis ou meningococo. A estrutura externa da bactria formada por uma membrana polissacardica, que somada s protenas antignicas define os sorogrupos meningoccicos, importantes fatores na imunogenicidade. Dentre os treze sorogrupos existentes, cinco (A, B, C, Y e W) so os causadores da DM. Os mecanismos de defesa do organismo hospedeiro contra a doena so as ativaes da cascata da coagulao e do sistema complemento. A troca de pores antignicas da superfcie bacteriana dificulta a erradicao do micro-organismo causador da DM, que possui maior incidncia em crianas menores de cinco anos, principalmente em menores de um ano. Em razo disso, a vacinao grupo-especfica a forma mais indicada para prevenir epidemias meningoccicas, com diferentes nveis de incidncia em cada continente. Ainda no h uma vacina eficaz para crianas contra o meningococo B devido sua similaridade antignica com clulas de tecido do hospedeiro. Como este sorogrupo bacteriano pouco imunognico, induz a tolerncia imunolgica no hospedeiro. A fim de desenvolver mtodos efetivos de proteo contra o meningococo B, grupos de pesquisadores realizaram vrias investigaes, como a utilizao de vacinas polissacardicas puras, conjugadas e de protenas bacterianas com caractersticas moleculares semelhantes, porm sem bons resultados. Em contraposio, a descoberta promissora da vacinologia reversa no ano de 2000 teve importante impacto nas pesquisas quando, pelo sequenciamento genmico, foi possvel detectar antgenos conservados nas diferentes cepas meningoccicas, auxiliando na produo de vacinas mais eficazes contra os sorogrupos.

PALAVRAS-CHAVE: Doena meningoccica. Neisseria meningitidis. Vacina. Sorogrupo B.

*Artigo de reviso extrado do trabalho de concluso do Programa de Aprimoramento Profissional de Microbiologia em Sade Pblica do Instituto Adolfo Lutz - CLR de So Jos do Rio Preto X, intitulado Desafios para o desenvolvimento da vacina antimeningoccica B, apresentado como requisito para obteno do Certificado de Concluso do Programa.

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Desafios para o desenvolvimento da vacina antimeningoccica B/Nicsio RG et al.

ABSTRACT

Meningococcal disease (MD) is transmitted by respiratory droplets and caused by Neisseria meningitidis or meningococcus. The external structure of the bacterial membrane is formed by a polysaccharide, which added to the antigenic proteins define meningococcal serogroups, important factors in immunogenicity. In the world, among the existing thirteen serogroups, five (A, B, C, Y and W) are the cause of MD. The defense mechanisms of the host organism against disease are the activation of the coagulation and complement cascades. The portions exchange of the antigenic bacterial surface hampers the elimination of the micro-organism that causes MD. Although affecting all age groups it has higher incidence among children under five years old, mainly those under one year old. For this reason, group-specific vaccination is the most indicated method to prevent meningococcal epidemics that may have different levels of incidence in each continent. There is still no effective vaccine for infants against serogroup B due to the antigenic similarity of the meningococcus B cells with host tissue. This bacterial serogroup is poorly immunogenic, inducing immune tolerance among hosts. In order to develop effective methods of protection against meningococcus B, groups of researchers have conducted several investigations using pure polysaccharide vaccines, conjugate and bacterial proteins with similar molecular characteristics, without good results. In contrast, the promising discovery of reverse vaccinology in 2000 had a positive impact. Through bacterial genome sequencing, it was possible to detect antigens conserved in different meningococcal strains, which can help producing more effective vaccines against these serogroups.

KEYWORDS: Meningococcal disease. Neisseria meningitidis. Vaccine. Serogroup B.

INTRODUO

A bactria Neisseria meningitidis ou meningococo o micro-organismo responsvel por causar a doena meningoccica (DM) no ser humano, que o seu nico portador natural. classificada como diplococo Gram-negativo encapsulado e fica aderida superfcie das clulas da mucosa nasofarngea de indivduos sadios. Sua estrutura formada por membranas

interna e externa, separadas por uma parede celular. Na superfcie externa, h protenas que permitem a interao com clulas hospedeiras e outras funes. A membrana externa do meningococo revestida por uma cpsula polissacardica que atua na patogenicidade bacteriana e auxilia na resistncia da bactria ao de fagcitos e lise mediada pelas protenas

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do sistema complemento. Juntas, a membrana e a cpsula formam a principal superfcie antignica do micro-organismo.1

Embora a DM acometa todas as faixas etrias, a maior incidncia em crianas menores de cinco anos, principalmente em menores de um ano. Neonatos raramente adoecem em virtude dos anticorpos maternos ainda estarem presentes nos primeiros meses de vida. A partir dos trs meses de idade, a vulnerabilidade aumenta com o declnio da imunidade. O grupo etrio de adultos com mais de sessenta anos tambm mais suscetvel doena devido deficincia do sistema imunolgico.2

A classificao primria de sorogrupos das cepas do meningococo realizada por meio da expresso