ISSN 1806-423-X ISSN 1806-4272 – ?gina 4 BEPA 2012;9(EDI‡ƒO ESPECIAL):4 Editorial EDI‡ƒO ESPECIAL

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    ESPECIALBEPA

    ISSN 1806-423-XISSN 1806-4272 online

    Volume 9 Edio Especial maio de 2012

  • Boletim Epidemiolgico PaulistaISSN 1806-423-X

    maio de 2012Volume 9 EDIO ESPECIAL

    Nesta edio

    BEPAEditorial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4

    Vacina contra a dengue: uma luz no final do tnel?Dengue vaccine: a light at the end of the tunnel? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

    Vigilncia das Infeces Hospitalares: a negligncia e o pnicoSurveillance of Hospital Infections: Neglect and panic. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8

    Influenza o BEPA e os relatos no estado de So PauloInfluenza BEPA and the reports in the State of So Paulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12

    Doenas dos Viajantes no Contexto do Mundo GlobalizadoTravelers' Diseases in the Context of the Globalized World . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25

    BVS Rede de Informao e Conhecimento: A informao tcnico-cientfica na Secretaria de Estado da Sade de So PauloBVS Knowledge and Information Network: Technical and Scientific Information in the State Secretary of Health of So Paulo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31

    Instrues aos AutoresAutors Instructions . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40

    Expediente Editor GeralMarcos Boulos

    Editor ExecutivoClelia Maria Sarmento Souza Aranda

    Editores Associados Alberto Jos da Silva Duarte IAL/CCD/SES-SPAna Freitas Ribeiro CVE/CCD/SES-SPLilian Nunes Schiavon CTD/CCD/SES-SPMarcos da Cunha Lopes Virmond ILSL/CCD/SES-SPMaria Clara Gianna CRT/DST/Aids/CCD/SES-SPMaria Cristina Megid CVS/CCD/SES-SP Neide Yume Takaoka IP/CCD/SES-SPVirgilia Luna Castor de Lima Sucen/SES-SP

    Comit EditorialAdriana Bugno IAL/CCD/SES-SPArtur Kalichmam CRT/AIDS/CCD/SES-SPCristiano Corra de Azevedo Marques IB/SES-SPDalma da Silveira CVS/CCD/SES-SPGerusa Figueiredo IMT/SES-SPMaria Bernadete de Paula Eduardo CVE/CCD/SES-SPMaria de Ftima Costa Pires PPG/CCD/SES-SPTelma Regina Carvalhanas CVE/CCD/SES-SPVera Camargo-Neves Sucen/SES-SP

    Consultores Cientficos Albert Figueiras EspanhaAlexandre Silva CDC AtlantaEliseu Alves Waldman FSP/USP-SPExpedito Jos de Albuquerque Luna IMT/USPCarlos M. C. Branco Fortaleza FM/Unesp/Botucatu- SPGonzalo Vecina Neto FSP/USPHlio Hehl Caiaffa Filho HC/FMUSPJos Cssio de Moraes FCM-SC/SPJos da Silva Guedes IB/SES-SPGustavo Romero UnB/CNPQHiro Goto IMT/SPJos da Rocha Carvalheiro Fiocruz-RJLuiz Jacintho da Silva FM/UnicampMyrna Sabino IAL/CCD/SES-SPPaulo Roberto Teixeira OMSRicardo Ishak CNPQ/UF ParRoberto Focaccia IER/SES-SPVilma Pinheiro Gawyszewsk OPAS

    Coordenao EditorialCeclia S. S. Abdalla Cludia MalinverniLetcia Maria de CamposSylia Rehder

    Centro de Produo e Divulgao Cientfica CCD/SES-SP

    Projeto grfico/editorao eletrnicaMarcos Rosado Centro de Produo e Divulgao Cientfica CCD/SES-SPZilda M Souza Nive/CVE/CCD/SES-SP

    CTP, Impresso e AcabamentoImprensa Oficial do Estado de So Paulo

    Av. Dr Arnaldo, 351 1 andar sala 131

    CEP: 01246-000Cerqueira Csar

    So Paulo/SP BrasilTel.: 55 11 3066-8823/8824/8825E-mail: bepa@saude.sp.gov.br

    http://ccd.saude.sp.gov.br

    Os artigos publicados so de responsabilidade dos autores.

    permitida a reproduo parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que no seja para venda ou qualquer fim

    comercial. Para republicao de qualquer material, solicitar autorizao dos editores.

    Disponvel em: Portal de Revistas Sade SP - http://periodicos.ses.sp.bvs.br/scielo.php?script=sci_home&lng=pt&nrm=iso

    DDDCCCCCCCOORDENADORIA DE

    CONTROLE DE DOENAS

  • pgina 4

    BEPA 2012;9(EDIO ESPECIAL):4

    Editorial

    EDIO ESPECIAL

    Editorial

    Editorial

    Esta edio especial do BEPA.Boletim Epidemiolgico Paulista, se

    destina a comemorar nosso centsimo nmero, marca que poucas

    revistas conseguem atingir, mantendo a periodicidade mensal que nos

    caracteriza.

    Convidamos, para este nmero especial, os editores que aqui

    estiveram, e inclumos um artigo tambm sobre a construo da Rede

    de Informao e Conhecimento, que se estruturou e cresceu junto com

    o BEPA.

    Concebido pelo primeiro coordenador de Controle de Doenas do

    Estado, Luiz Jacintho da Silva, a partir do modelo editorial do MMWR

    editado pelo Centers for Disease Control and Prevention americano, o

    BEPA cresceu, e viu muitas de suas edies causarem intensa

    repercusso na mdia, trazendo pautas muitas vezes polmicas.

    Acompanhou de perto, como destaca Clelia Aranda, em seu artigo, a

    primeira pandemia do sculo XXI; Divulgou e difundiu a vigilncia

    sobre infeces hospitalares, como alude Carlos Magno Castelo

    Branco Fortaleza em seu artigo e volta, hoje, um olhar para o futuro,

    com o artigo de seu criador que abre esta edio, mostrando as

    perspectivas de uma vacina contra a dengue. A estas perspectivas,

    acreso uma contribuio sobre as doenas num mundo globalizado.

    Assim o BEPA: relata, divulga, polemiza, informa e traz inovaes.

    Agradecemos a todos os que colaboraram conosco, durante estas

    cem edies, publicando seus artigos, trazendo suas notcias e

    mantendo vivo e atuante nosso peridico. Agradecemos, de maneira

    muito especial, ao nosso corpo de revisores, cujo imprescindvel

    trabalho nos ajuda a aprimorar nossas edies. Convidamos a todos

    para continuar conosco, compartilhando suas experincias, trazendo

    sua colaborao e nos acompanhando neste interessante e desafiador

    percurso.

    Marcos Boulos

    Editor

  • pgina 5

    Artigo especial

    As duas doenas transmitidas por vetor mais

    importantes ainda esperam uma vacina. Ao que

    tudo indica, essa espera est prxima a terminar.

    A malria, doena para a qual existem diversas

    formas de controle, desde medicamentos at

    controle do vetor, passando por mosquiteiros

    impregnados com inseticida, conta com uma

    vacina j em fase III de estudos clnicos, a vacina

    RTS,S, desenvolvida pelo laboratrio Glaxo

    Smith Kline com apoio da Fundao Bill e

    Melinda Gates.

    Quanto dengue, h diferentes vacinas em

    diferentes estgios de desenvolvimento. A que se

    encontra em fase mais avanada a do laboratrio

    Sanofi-Pasteur, desenvolvida inicialmente pela

    empresa de biotecnologia Acambis. Trata-se de

    uma quimera viral, com o vrus da vacina de febre

    amarela como plataforma ou backbone. Do

    vrus vacinal da febre amarela h a substituio

    dos genes responsveis pelas protenas pr M e E,

    reconhecidamente stios de ligao de anticorpos

    neutralizantes. uma vacina tetravalente,

    abrangendo os quatro vrus da dengue (DEN-1,

    DEN-2, DEN-3 e DEN-4).

    Outras vacinas candidatas se encontram em

    diferentes fases de desenvolvimento cllinico e

    pr-clinico, conforme o (Quadro 1).

    A busca por uma vacina contra a dengue

    antiga, j na dcada de 1930 havia estudos com

    esse fim. Essa busca ganhou mpeto ao longo

    da II Guerra Mundial, quando a dengue se

    disseminou pelas ilhas do Pacfico. Albert

    Sabin, logo aps a guerra desenvolveu uma

    vacina de vrus atenuado, propagado em

    crebro de camundongo recm-nascido.

    A vacina Sabin foi desenvovida com apenas

    dois sorotipos (DEN-1 e DEN-2), os demais

    (DEN-3 e DEN-4) ainda no eram conhecidos,

    no obstante estarem em circulao.

    Vacina contra a dengue: uma luz no final do tnel?

    Dengue vaccine: a light at the end of the tunnel?

    Luiz Jacintho da Silva

    Diretor, Dengue Vaccine Initiative, International Vaccine Institute, Seul, Republica da Coreia

    Vacina contra a dengue: uma luz no final do tnel?/Silva LJ

    Quimrica

    Recombinante (MSD) dever refazer fase I

    Vrus atenuado geneticamente (NIH) fase I com as cepas propagadas nos EUA (Butant e VaBiotech - Vietn)

    Inativada (GSK / FIOCRUZ)

    DNA

    Vetor viral

    Quadro I.- Sntese do estado de desenvolvimento de vacinas contra a dengue

    BEPA 2012;9(EDIO ESPECIAL):5-7

    Febre amarela vacinal/dengue (Sanofi-Pasteur) fase III

    Dengue/Dengue (Inviragen) fase II

  • pgina 6

    Vrios grupos de pesquisa tentaram desen-

    volver vacinas de vrus atenuados, no entanto,

    essa abordagem foi posta de lado no final do

    sculo 20, uma vez que foi impossvel se

    conseguir uma formulao estvel com os

    quatro sorotipos. A imposio de que as

    vacinas de dengue devem ser necessariamente

    tetravalentes deriva da constatao de que

    dengue grave poderia ser induzido por

    infeco heterotpica anterior conhecido

    como ADE, antibody disease enhancement,

    induo de doena por anticorpos da que

    desde a dcada de 1970, todas as vacinas

    candidatas so tetravalentes.

    O crescimento do nmero de casos de

    dengue, a maior frequncia de epidemias e a

    disseminao da doena atraam o interesse dos

    grandes produtores de vacinas, de modo que

    hoje temos vrias plataformas em desenvolvi-

    mento, porm apenas uma j em fase III de

    ensaios clnicos a vacina de virus quimrico

    febre amarela vacinal e dengue do laboratri