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Introdução as epístolas pastorais atualizada

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Text of Introdução as epístolas pastorais atualizada

As Cartas Pastorais, Pr. Antonio Manoel de Arajo CTM, Fevereiro de 2014. SEMINRIO TEOLGICO CRISTO EVANGLICO DO BRASILCurso Teolgico por Mdulos Pr. Antonio Manoel de Arajo.

Disciplina: Introduo as cartas pastoraisPlano de curso:Objetivo: Desenvolver junto com os alunos uma anlise das cartas pastorais, observando autoria, data, propsito e a relevncia do seu contedo para os dias atuais. CONTEDO PROGRAMTICO: 1. Uma introduo as cartas pastorais. 1. Uma anlise biogrfica dos destinatrios. 1. Uma anlise do ttulo pastorais1. Uma anlise das questes relacionadas ao contexto da carta.1. Uma anlise da organizao eclesistica a partir do contedo da carta. 1. Uma breve anlise das heresias combatidas nas cartas. 1. Uma breve anlise das cartas como apresentado na BLH.

ATIVIDADES AVALIATIVAS 1. Leitura das pastorais resumindo o contedo de cada captulo em suas prprias palavras. (4 linhas no mnimo) 4,02. Uma pesquisa nas pastorais sobre um tema especfico (trabalho a ser entregue no 2 encontro) 2,0. 3. Dois versculos decorados dentro das pastorais (at o ultimo encontro) 2,0. 4. Outras atividades em sala (anlise, comentrios e pesquisas) 2,0

INTRODUO AS EPSTOLAS PASTORAISA Primeira e a Segunda Epstola a Timteo e a Epstola a Tito foram pela primeira vez chamadas "Pastorais" no sculo dezoito, por D.N. Bardot (1703), e popularizadas por esse ttulo em 1726, por Paul Anton. Embora estas epstolas no sejam cartas de teologia pastoral, o ttulo serve convenientemente para distinguir as trs, como um grupo, de outras cartas escritas por Paulo. Estas epstolas no so manuais de organizao eclesistica, disciplina da igreja, administrao eclesistica ou mtodos eclesisticos. Paulo estava dando instrues para situaes histricas reais de duas igrejas, que estavam sob os cuidados de dois ministros que ele conhecia intimamente. Por esta razo, as epstolas so limitadas quanto ao assunto discutido, mas elas contm princpios que podem ser usados em igrejas de qualquer poca e lugar. As trs tem tanta coisa em comum, quanto a estilo, doutrina e aluses histricas, que devem ser tratadas como um grupo. William Barclay comea assim o seu comentrio da primeira Carta a Timteo:

No Novo Testamento no h outra srie de documentos mais interessante que as cartas de Paulo. Isto se deve a que de todas as formas literrias, a carta a mais pessoal. Demtrio, um dos crticos literrios gregos mais antigos, escreveu uma vez: "Todos revelamos nossa alma nas cartas. possvel discernir o carter do escritor em qualquer outro tipo de escrito, mas em nenhum to claramente como nas epstolas" (Demtrio, On Style, 227).

Porque epstolas pastorais?Segundo Jonh Norman Davison Kelly em seu comentrio (1983,p.9) esse conjunto de cartas receberam o ttulo de pastorais desde o incio do Sec. XVIII porque so dirigidas a pastores, e em grande medida dizem respeito aos deveres deles. A Primeira e a Segunda Epstola a Timteo e a Epstola a Tito foram pela primeira vez chamadas "Pastorais" no sculo dezoito, por D.N. Bardot (1703), e popularizadas por esse ttulo em 1726, por Paul Anton. (http://teologiaemalta.blogspot.com.br/2009/05/resumo-expositivo-das-epistolas.html)

Barclay apresentando as pastorais em seu comentrio diz tratar-se de cartas pessoais e assim se refere a elas: Cartas pessoais 1 e 2 Timteo e Tito se consideraram sempre um grupo separado de Cartas, distintas das outras Epstolas de Paulo. A razo mais bvia que s elas, junto com a pequena Carta a Filemom, esto dirigidas a pessoas, enquanto que o resto das Cartas paulinas o esto a Igrejas. O Cnon Muratoriano, (c. 170 DC) que foi a primeira preparada oficial dos livros do Novo Testamento, diz que foram escritas "como expresso do sentimento e afeto pessoal". So Cartas privadas mais que pblicas.(William Barclay, introduo a primeira epstola de Timteo, arquivo em formato pdf)

Quanto autoria das pastorais: At o sculo dezenove, estas cartas foram aceitas como cartas genunas de Paulo. Em 1804, J.E.C. Schmidt expressou alguma dvida acerca da autenticidade, mas foi F. Schleiermacher (1807) que negou abertamente a autoria paulina de I Timteo, em bases filolgicas. Conseqentemente, por causa das semelhanas com as outras Pastorais, os crticos comearam a questionar todas as trs. Os estudiosos modernos esto divididos com respeito autenticidade destas epstolas. H alguns que diriam que um paulinista as escreveu, e alguns admitiriam serem fragmentos paulinos genunos reunidos aps a morte de Paulo. H muitos estudiosos modernos que ainda mantm a integridade e autenticidade da autoria paulina.Falando sobre esta questo Moody escreve na introduo do seu comentrio de primeira Timteo: A autoria paulina das Pastorais (I, II Timteo e Tito) controvertida. Entretanto, as evidncias prima facie das cartas por si mesmas indicam que Paulo o escritor, uma vez que seu nome aparece na saudao de cada uma, e as observaes autobiogrficas se encaixam na vida de Paulo conforme registradas em outros lugares. Como, por exemplo, I Tm. 1:12, 13; II Tm. 3:10, 11; 4:10, 11, 19, 20. A regra bsica da prova da autenticidade de documentos foi h muito declarada por Simon Greenleaf: "Cada documento, aparentemente antigo, vindo do devido repositrio ou custdia, e no trazendo aparentemente nenhuma evidncia de falsificao, a lei presume ser genuno, e devolve parte oponente a responsabilidade de provar o contrrio (An Examination of the Testimony of the Four Evangelists, London, 1847, pg. 7).(Moody, comentrio de 1 Timteo, documento em formato PDF)

Quatro argumentos so apresentados por Moody em seu comentrio como levantados pelos crticos e opositores da autoria Paulina, so eles: 1) Linguagem e estilo que no so de Paulo; (um redator diferente como Trcio (ver Rm. 16:22) poderia resolver esse problema)

2) A oposio das Pastorais ao Gnosticismo do segundo sculo; ( alguns autores como William Barclay diz que algumas cartas de Paulo como Romanos por exemplo possui contedo profiltico, ou seja contedo preventivo quanto a problemas que ainda podem surgir no meio dos seus leitores, sendo assim possvel que Paulo j tivesse indcios do incios do surgimento desta heresia)3) Discrepncias entre as Pastorais e Atos presume-se que Paulo foi condenado morte no final de sua nica priso em Roma, conforme registrado em Atos, concluindo-se da que Paulo no pode ser o autor das Pastorais. Quanto a este item William Barclay afirma em seu comentrio:

...o estranho a respeito deste ltimo livro que deixa nas trevas tudo o que aconteceu a Paulo em Roma. Termina dizendo que Paulo viveu por dois anos numa espcie de semi-cativeiro pregando o evangelho abertamente e sem impedimento (Atos 28:30-31). Mas Atos no nos diz como terminou seu cativeiro, se terminou com a soltura de Paulo ou se foi condenado e executado. certo que a crena geral que terminou com sua morte, mas existe uma corrente de tradio, que no se pode desprezar, que nos diz que terminou com sua libertao que durou por dois ou trs anos mais, voltando a ser encarcerado e executado finalmente em torno do ano 67 d.C. (William Barclay, Introduo a Tito, documento em formato pdf)

Quando Paulo escreve aos filipenses, do crcere, diz-lhes que nesse momento envia a Timteo, e logo continua: E estou persuadido no Senhor de que tambm eu mesmo, brevemente, irei (Filipenses 2:24). Quando escreveu a Filemom, enviando de volta o Onsimo, diz: E, ao mesmo tempo, prepara-me tambm pousada, pois espero que, por vossas oraes, vos serei restitudo (Filemom 22). Claramente Paulo estava preparado para ser libertado e se assim aconteceu teve tempo ento para realizar outras viagens missionrias antes de uma segunda priso. Sendo assim o contexto de 1 Timteo e Tito so perfeitamente explicveis e durante sua segunda priso teria escrito uma segunda carta a Timteo.

O maior de todos os historiadores primitivos da Igreja foi Eusbio. Em seu relato da vida de Paulo escreve:

"Lucas, que escreveu os Atos dos Apstolos, terminou sua histria dizendo que Paulo viveu dois anos completos em Roma como prisioneiro, e que pregou a palavra de Deus sem impedimentos. Ento, depois de ter feito sua defesa, diz-se que o apstolo saiu mais uma vez em seu ministrio da pregao, e que ao voltar para a mesma cidade pela segunda vez, sofreu o martrio" (Eusbio, Histria Eclesistica 2,22.2).

Outro argumento apresentado por Moody quanto ao fato de que, lugares e incidentes mencionados nas Pastorais no podem se encaixar no esboo de Atos, que as Pastorais, ento seriam o produto da quarta viagem missionria de Paulo e uma segunda priso.No sculo V dois dos grandes pais do cristianismo afirmam a existncia da viagem de Paulo a Espanha. Crisstomo em seu sermo sobre 2 Timteo 4:20 diz: "So Paulo depois de sua estada em Roma partiu rumo a Espanha." So Jernimo em seu Catlogo de escritores diz que Paulo "foi despedido por Nero para que pregasse o evangelho de Cristo no Ocidente". Sem dvida alguma existe uma corrente da tradio que sustenta que Paulo viajou a Espanha.

4) Organizao eclesistica adiantada, alm do tempo de Paulo, refletida nas Pastorais. Quanto a esta objeo, alguns argumentam que possvel perceber elementos desta organizao eclesistica em outras cartas do Novo Testamento.

Falando sobre as questes levantadas acima de um modo geral o escritor Andr Rodrigues faz o seguinte comentrio: A incerteza de hoje em dia sobre este ponto deve-se inteiramente a consideraes internas e tericas: estas consideraes so de pouco proveito, visto no levarem a uma concluso e apenas criarem hesitao e desconfiana. Embora o seu tema e, ainda mais, o seu vocabulrio possam usar-se em argumento contra a possibilidade da autoria de Paulo, nenhum desses raciocnios decisivo. Muito ainda se pode dizer sobre o outro lado da questo, e muitos eruditos de responsabilidade tem ainda aceitado a autoria paulina. As prprias epstolas no somente endossam esta atitude, como tambm exortam com instncia que no nos demos a debates que no produzem efeitos s

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