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Hoje Macau 01 AGO 2012 #2663

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Edição do Hoje Macau de 1 de Agosto de 2012 • Ano X • N.º 2663

Text of Hoje Macau 01 AGO 2012 #2663

  • GODINHO LOPESE O FUTEBOL NA RAEM

    Sporting de Macau deve propor solues

    PGINAS 14-15

    TEMPO POSSIBILIDADE DE TROVOADAS MIN 26 MAX 35 HUMIDADE 40-90% CMBIOS EURO 9.6 BAHT 0.2 YUAN 1.2

    AGNCIA COMERCIAL PICO 28721006

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    MOP$10 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOS QUARTA-FEIRA 1 DE AGOSTO DE 2012 ANO XI N 2663

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    Ter para ler

    HABITAO ECONMICA

    Deputados dizem que alugar T1 admitir erro

    PGINA 2

    Julgamento de jovens pe mundo a olhar para a Rssia

    CENTRAIS

    XANGAI LIDERA LISTA NA CHINA

    Populao urbana cada vez tem mais poder de compra

    PGINA 7

    MEDIDA EM ESTUDO

    Motas podero ser proibidas na ponte da Amizade

    PGINA 4

    Recusa qualquer responsabilidade nos erros de gesto apontados pelo relatrio, do qual discorda, e garante no ter havido corrupo. Em resposta ao Hoje Macau, os Servios de Economia e Finanasdo-lhe razo, afirmando que a diferena nas contas, identificadapela auditoria, deveu-se a erro humano do organismo. PGINA 3

    Christiana Ieong, ex-coordenadora do Gabinete para a Participaode Macau na ExpoXangai, sobre o relatrio do Comissariado de Auditoria

    A minha misso era ter tudo feito a tempo

    PUTIN, IGREJA ORTODOXA E PUNK

  • 2 poltica quarta-feira 1.8.2012www.hojemacau.com.mo

    Governo abre portapara alteraes no futuroO Governo aceitou alterar a lei eleitoral para a Assembleia Legislativa (AL). Foram aditadas ressalvas aos artigos que dizem respeito s eleies por sufrgio directo e pela via indirecta. So acrescentos que sublinham a possibilidade de se modificar de novo o diploma depois das eleies de 2013. Com esta ressalva, est aberta a porta para que venha a ser alterada a metodologia no futuro para as posteriores legislaturas, explicou ontem Chan Chak Mo, presidente da segunda comisso permanente da AL. Para as eleies do prximo ano, a lei fixa em 15 os deputados escolhidos pela populao e em 12 os eleitos numa lgica de base corporativa. Mas com este aditamento, destaca o deputado, no futuro pode ser diferente.

    Rita Marques Ramos *[email protected]

    OS deputados mais crticos face gesto do dossier das habitaes econmicas/sociais consi-deram que o Governo fez um tremendo erro de cl-culo face s necessidades da populao, ao evitar a auscultao necessria.

    O Governo, atravs do presidente do Instituto da Habitao (IH), acabou por reconhecer em parte o erro, ao no colocar para j ven-da as habitaes econmicas T1 - que no satisfazem a primeira vaga de candida-tos - no edifcio Ip Heng, em Seac Pai Van, Coloane. Tam Kuong Man disse estar a ser analisado o que fazer com estas casas, ponderando o seu arrendamento, ou seja, transform-las em sociais.

    Pereira Coutinho, voz crtica desta poltica, diz haver falha do Governo no reconhecimento do erro. Aquelas casas so eco-nmicas, no se vo pr pessoas deficientes, idosas, com dificuldades econmi-cas [pblico das habitaes sociais] no pico do inferno em Coloane. Como que as pessoas se deslocam para Macau?

    As casas em questo, acusa, no foram bem pla-neadas para o sector que procura comprar casa a me-nor custo. O que as pessoas querem so casas econmi-cas porque a classe mdia no consegue comprar no sector privado. De qualquer forma, se for transformado

    Deputados afirmam que aluguer de T1 em Seac Pai Van o Governo a admitir o erro com a emenda possvel

    Depois do mal estar feito...Um erro colossal que podia ter sido evitado. assim que vrios deputados vem a hiptese de se alugar habitao econmica T1. Pereira Coutinho vai mais longe e fala em pessoas carenciadas a terem de ficar no pico do inferno em Coloane

    O facto de, segundo as normas vigentes no diploma, duas recusas darem direito a cancelamento do nome da lista, tem de ser ponderado caso a caso, indica. Muda-rem de zona no s influen-cia a vida dos candidatos como da sua famlia porque, por exemplo, tm de mudar a escola dos filhos.

    PREO NO RAZOVELOs deputados da Associao Novo Macau partilham da mesma opinio quanto aos valores de compra das casas econmicas: o preo no razovel.

    O rcio bonificado das fraces autnomas de habitao econmica, ou seja, o valor que o Governo assume, tendo em conta a ponderao do preo das casas do sector privado, mais ou menos metade do preo de habitao pri-vada [46,3%], refere Paul Chan Wai Chi. O deputado acredita que se os preos no mercado imobilirio no so razoveis, o preo da habitao econmica tambm no, pelo que se deve considerar o custo da construo e o rendimento dos residentes.

    Au Kam San explica que no razovel porque o rcio bonificado no existe j que o Governo no injecta esta diferena, saindo a ga-nhar. E d um exemplo. O Governo usou 400 milhes na construo de Edifcio Alameda da Tranquilidade, em Macau, e as habitaes vo ser vendidas no total em 800 milhes.

    Nestes casos de habi-tao econmica, reala, no se passa o mesmo que nas sociais. O Governo no tem de pagar o custo de reparao, s precisa de avanar com o custo de construo e mais nada. Na sua opinio, os preos dos apartamentos econmicos podiam por isso ser mais baixos. - * com Ceclia Lin

    ou casal comprar um T1 tem de considerar o futuro, a curto-mdio prazo, e a impossibilidade de alargar a famlia.

    NECESSIDADES ESQUECIDASPereira Coutinho no per-doa. O dfice de auscul-tao populao quanto carncia de alojamento originou a falta de planea-mento e erro na construo. Por isso que dois teros da habitao em Seac Pai Van tem apenas um quarto.

    No seu entender, as casas de dois, trs e quatro quartos iriam satisfazer melhor as necessidades da populao. A poltica do IH perturba os planos de vida dos candida-tos. Fez demasiados T1, de dimenses muito pequenas.

    Au Kam San tem vindo a pblico acusar o Governo de obrigar os cidados ca-renciados e com incapaci-dades a escolher habitaes longe do centro da cidade. O caso mais flagrante, por si apontado, foi de uma mulher portadora de defici-ncia fsica, em risco de no poder ser candidata a estas habitaes por ter recusado duas vezes solues justifi-cadamente inviveis. O IH tem que perguntar primeiro aos candidatos se se impor-tam com a habitao em Coloane porque as pessoas, por norma, no queriam a habitao nessa ilha mas antes em Macau e na Taipa.

    o seu objectivo inicial ou seja, disponibilizar os T1 para aluguer, como habita-o social Coutinho avisa que tm de ser pensadas condies para o novo p-blico. Centros de sade, lojas, supermercados para se facilitar a vida destas pessoas, enumera o tam-bm presidente da ATFPM.

    Est-se a construir um gue-to e um isolamento porque as pessoas vo ter dificuldades para vir a Macau.

    PRS E CONTRASO pr-democrata Au Kam San v na medida uma boa soluo dentro do mal j feito. H mais candida-tos de habitao social que

    querem T1, mas menos em lista para as habitaes eco-nmicas.

    No entanto, ressalva, da prxima vez o Governo tem de analisar bem o nmero do candidatos de T1, algo que no fez quando usou dados de 2004 e 2005 para cons-truir [as 19 mil constantes do plano de] habitao social.

    Nas terras em fase de recuperao pelo Governo, o dirigente da Associao Novo Macau [ANM] acredi-ta que devem ser usadas para construes econmicas, as mais urgentes para os resi-dentes, ou seja, deve abrir o registo dos candidatos para saber dados novos e actualizados.

    Paul Chan Wai Chi apon-ta o dedo estratgia dos hotis econmicos anun-ciados na semana passada, j que as fraces so, mais do que a primeira medida, uma necessidade crescente e insaciada. O tambm dirigente da ANM explica que, com a mudana na Lei de Habitao Econmica, os que antes compravam casa e tinham possibilidade de a vender a seis anos agora s o podem fazer ao fim de 16. Os candidatos pesam melhor a escolha da habita-o, ou seja, se uma pessoa

    Aquelas casas so econmicas, no se vo pr pessoas deficientes, idosas, com dificuldades econmicas [pblico das habitaes sociais] no pico do inferno em Coloane. Como que as pessoas se deslocam para Macau?

    O IH tem que perguntar primeiro aos candidatos se se importam com a habitao em Coloane porque as pessoas, por norma, no queriam a habitao nessa ilha mas antes em Macau e na Taipa

    Se os preos no mercado imobilirio no so razoveis, o preo da habitao econmica tambm no, pelo que se deve considerar o custo da construo e o rendimento dos residentes

  • 3polticaquarta-feira 1.8.2012 www.hojemacau.com.mo

    Joana [email protected]

    O Comissariado de Auditoria teceu duras crticas gesto fin-caneira do gabinete que dirigia. Concorda com os apontamentos do organismo?Importa salientar que agora no estou com o Governo e no estou em posio de comentar esse as-sunto. No geral, no posso dizer que concordo totalmente com o relatrio. Quando me atriburam esse trabalho [de coordenao do gabinete], quando o aceitei, j tinha passado um ano ou dois de outros o terem aceite. A minha primeira tarefa era conseguir cumprir a data de abertura, o que j era bastante complicado. Foi o meu ponto de concentrao.

    Uma das acusaes que o ga-binete no estimou de forma integrada e cientfica as despe-sas globais. Por que usaram comparaes com a Expo 98 e os pavilhes de Hong Kong no ora-mento dos pavilhes de Macau?Anteriormente no havia presidn-cia. No havia nada antes com que nos pudssemos referenciar, da termos usado os custos da Expo de Lisboa e dos pavilhes que Hong Kong para construir uma referncia. E, no final e em mdia, estivemos abaixo do oramento. Alis muito abaixo do oramento. E gostaria de frisar isso.

    Percebe-se pelo relatrio que h uma discrepncia de 34 milhes de patacas entre o valor calcula-do para aquisio de equipamen-tos e as facturas apresentadas. Como se explica isto?Quanto aos bens imveis, a conta-bilizao que cria a discrepncia foi feita de acordo com a nova avaliao dos servios de alfndega da China. As contas no foram feitas de acordo com os nossos clculos. Os bens estiveram quase um ano na China, e