FUNDA‡ƒO UNIVERSIDADE FEDERAL DE CINCIAS DA .Ana Luiza Pires de Freitas Ana Rachel Salgado Cristiane

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  • FUNDAO UNIVERSIDADE FEDERAL DE CINCIAS DA SADE DE PORTO

    ALEGRE

    PLANO INSTITUCIONAL DE INTERNACIONALIZAO

    Porto Alegre

    2018

  • Reitora

    Lucia Campos Pellanda

    Vice-Reitora

    Jenifer Saffi

    Chefe de Gabinete

    Isadora Farias dos Santos

    Pr-Reitora de Graduao

    Mrcia Rosa da Costa

    Pr-Reitor de Pesquisa e Ps-Graduao

    Airton Tetelbom Stein

    Pr-Reitora de Extenso, Cultura e Assuntos Estudantis

    Dbora Fernandes Coelho

    Pr-Reitor de Administrao

    Leandro Mateus Silva de Souza

    Pr-Reitora de Planejamento

    Alessandra Dahmer

    Pr-Reitora de Gesto com Pessoas

    Ana Cludia Souza Vazquez

  • Comisso para Elaborao do Plano Institucional de Internacionalizao

    Docentes Airton Tetelbom Stein

    Alberto Antnio Rasia Filho Alcyr Alves de Oliveira Jnior

    Alessandro Comar Pasqualotto Alice de Medeiros Zelmanowicz

    Ana Beatriz Gorini da Veiga Ana Luiza Pires de Freitas

    Ana Rachel Salgado Cristiane Kopacek

    Cristiano Bonato Both Helena Maria Tannhauser Barros

    Jenifer Saffi Johanna Dagort Billig

    Mara Rbia Andr-Alves de Lima Mrcia Giovenardi

    Mrcia Rosngela Wink Margaret Weidenbach Gerbase

    Marilu Fiegenbaum Melissa Santos Fortes

    Pedro Dal Lago

    Tcnicos-Administrativos Isabela Beraldi Esperandio

    Janira Prichula

    Discentes Andrey Carvalho de Deus

    Joo Lins Maus Jorge Humberto Polanco Gonzalez

    Janira Prichula Matheus Henrique Gomes Zanon

  • MISSO INSTITUCIONAL1

    Produzir e compartilhar conhecimento e formar profissionais da rea das

    cincias da sade com princpios humanistas e responsabilidade social.

    VISO INSTITUCIONAL

    Ser modelo de instituio de ensino superior e referncia nacional na rea de

    cincias da sade.

    PRINCPIOS INSTITUCIONAIS2

    Compromisso com o desenvolvimento cultural, cientfico, tecnolgico e

    socioeconmico do pas

    Defesa da vida, dos direitos humanos, da solidariedade e da cultura da paz

    Respeito diversidade e ao pluralismo

    Liberdade de expresso, de criao, de difuso e de socializao do saber

    Orientao humanstica e contribuio para o exerccio pleno da cidadania

    Compromisso com a sustentabilidade

    VALORES INSTITUCIONAIS

    Comprometimento com a qualidade

    Credibilidade como instituio

    Responsabilidade social e ambiental

    Eficincia de gesto

    Valorizao das pessoas

    Transparncia nas aes

    1 Misso e Viso Institucional definidas pelo Conselho Universitrio em 09/10/2014. 2 Princpios e Valores Institucionais definidos pelo Conselho Universitrio em 15/04/2016.

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    CONSIDERAES INICIAIS

    A internacionalizao do ensino superior uma tendncia mundial e tem sido

    foco de ateno de instituies, organizaes e governos nas ltimas trs dcadas

    em resposta a uma necessidade de promover a cooperao acadmica em prol do

    desenvolvimento humano. O Plano Institucional de Internacionalizao da

    Universidade Federal de Cincias da Sade de Porto Alegre (UFCSPA) est

    embasado em conceitos no mbito da internacionalizao da educao superior, no

    contexto atual de internacionalizao da UFCSPA, em documentos institucionais e no

    planejamento estratgico, para ampliar a visibilidade e a insero da Universidade em

    mbito global. Alm disso, o Plano Institucional de Internacionalizao almeja

    desenvolver, nos prximos 5 anos, estratgias de internacionalizao que garantam

    a equidade, a diversidade e a incluso das diferentes culturas no campus da

    Universidade, visando ao desenvolvimento humano, administrativo, pedaggico e

    cientfico, aspectos considerados essenciais qualidade da educao superior. Indo

    alm das fronteiras da educao e por se caracterizar como uma Instituio de Ensino

    Superior voltada para as Cincias da Sade, a internacionalizao da UFCSPA ir

    catalisar a apropriao de conceitos, como o de sade global3, por sua comunidade

    acadmica.

    CONCEITOS

    De acordo com de Wit et al. (2015, p. 29, traduo nossa; com base em

    KNIGHT, 2004), internacionalizao o processo intencional de integrar uma

    dimenso internacional, intercultural ou global aos propsitos, funes e oferta de

    educao ps-secundria, de forma a melhorar a qualidade da educao e da

    pesquisa para todos os estudantes e funcionrios e contribuir significativamente para

    a sociedade. Segundo Knight (2010), alguns benefcios da internacionalizao

    3 Sade global uma rea para estudo, pesquisa e prtica que coloca como prioridade a melhoria da

    sade e a busca de equidade para todas as pessoas no mundo todo.

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    incluem: conscincia internacional; melhoria da qualidade da educao;

    fortalecimento da pesquisa e da produo do conhecimento; inovao no currculo,

    no ensino e na pesquisa; melhoria da cooperao e da solidariedade internacional;

    entre outros.

    Um aspecto a ser considerado nessa esfera a internacionalizao do

    currculo. De acordo com Leask (2015, traduo nossa), A internacionalizao do

    currculo a incorporao das dimenses internacional, intercultural e/ou global nos

    contedos do currculo, assim como nos resultados da aprendizagem, tarefas de

    avaliao, mtodos de ensino e servios de apoio de um programa de estudo. Ainda

    segundo a autora, Um currculo internacionalizado far com que os estudantes se

    envolvam com pesquisa baseada em evidncias internacionais e tambm com a

    diversidade cultural e lingustica. Alm disso, nele, os estudantes propositadamente

    desenvolvero perspectivas internacionais e interculturais como profissionais e

    cidados globais.

    A internacionalizao do currculo inclui tanto a mobilidade, quanto a

    internacionalizao em casa (internationalization at home). A mobilidade est

    relacionada com o movimento de pessoas para alm das fronteiras nacionais (sejam

    estudantes, professores ou pessoal administrativo). J por internacionalizao em

    casa compreende-se a integrao intencional das dimenses internacional e

    intercultural no currculo formal e informal para todos os estudantes em ambientes de

    aprendizagem domsticos (BEELEN; JONES, 2015, p. 76, traduo nossa). Beelen

    e Jones (2015) consideram que a internacionalizao em casa deve ocorrer

    pressupondo-se que nem todos os estudantes tero a oportunidade de realizar uma

    mobilidade acadmica, mas que isso no deve prejudicar o processo de

    internacionalizao das instituies. Dessa maneira, necessrio um investimento

    conjunto tanto em mobilidade como em internacionalizao em casa, de forma a

    conectar os aspectos internacional e intercultural ao currculo formal e informal,

    extrapolando as barreiras do acesso mobilidade acadmica e objetivando trazer os

    benefcios da internacionalizao a toda a comunidade. Nesse cenrio, no se pode

    desconsiderar a internacionalizao da pesquisa e de seus sistemas e mecanismos

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    de apoio, com o desenvolvimento e o suporte a redes de pesquisa internacionais,

    parcerias e projetos e disseminao internacional da pesquisa.

    No contexto das polticas educacionais do governo brasileiro, foi aprovado, em

    2014, o novo Plano Nacional da Educao (PNE)4, vlido para o perodo de 2014 a

    2024. No documento, a internacionalizao da educao inserida nas seguintes

    metas e estratgias:

    1) Meta 12 Educao Superior; Estratgia 12.12 Mobilidade estudantil e

    docente: consolidar e ampliar programas e aes de incentivo

    mobilidade estudantil e docente em cursos de graduao e ps-graduao,

    em mbito nacional e internacional, tendo em vista o enriquecimento da

    formao de nvel superior.

    2) Meta 13 Titulao de professores da Educao Superior; Estratgia 13.7

    Consrcios: fomentar a formao de consrcios entre instituies

    pblicas de educao superior, com vistas a potencializar a atuao

    regional, inclusive por meio de plano de desenvolvimento institucional

    integrado, assegurando maior visibilidade nacional e internacional s

    atividades de ensino, pesquisa e extenso.

    3) Meta 14 Ps-graduao; Estratgia 14.9 Internacionalizao da

    pesquisa: consolidar programas, projetos e aes que objetivem a

    internacionalizao da pesquisa e da ps-graduao brasileira,

    incentivando a atuao em rede e fortalecimento de grupos de pesquisa.

    4) Meta 14 Ps-graduao; Estratgia 14.10 Intercmbio cientfico e

    tecnolgico: promover o intercmbio cientfico e tecnolgico, nacional e

    internacional, entre as instituies de ensino, pesquisa e extenso.

    5) Meta 14 Ps-graduao; Estratgia 14.13 Desempenho Cientfico e

    Tecnolgico: aumentar qualitativa e quantitativamente o desempenho

    cientfico e tecnolgico do Pas e a competitividade internacional da

    pesquisa brasileira, ampliando a cooperao cientfica com empresas,

    4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm

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    Instituies de Educao Superior IES e demais Instituies Cientficas

    e Tecnolgicas ICTs.

    No nvel da ps-graduao, foi aprovado, em 2011, o Plano Nacional de Ps-

    Graduao (PNPG) 2011-20205, o qual sugere, como forma de intensificar a interao

    entre instituies brasileiras e internacionais, alm de promover o crescimento da

    cincia e aumentar o protagonismo do pas no cenrio internacional, as seguintes

    aes:

    1) o envio de mais estudantes ao exterior para f