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FONÉTICA DA LÍNGUA INGLESA E AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TICs): UM ESTUDO DAS UNIDADES MÍNIMAS QUE GARANTEM O APRENDIZADO DA PRONÚNCIA DAS PALAVRAS Ana Claudia Carvalho de Jesus Claudia da Silva Guedes Rabelo Dayane Macedo Cabral Rosilene de Oliveira Furtado RESUMO O presente artigo teve por objetivo reconhecer a relevância da fonética no ensino da língua inglesa, usando as tecnologias de comunicação e informação (TICs) como instrumento metodológico para o ensino da língua inglesa na sala de aula, mais especificamente com alunos do ensino médio. Os embasamentos teóricos foram de obras de estudiosos nas áreas de TICs, Fonética, Abordagens metodológicas e Ensino da Língua Inglesa nas escolas públicas. Como métodos de averiguação foram usados questionários e intervenções com oficinas de fonética, com tecnologias facilitadoras para dinamizar o aprendizado. Com a contribuição dos documentos que regulamentam e orientam a guisa de ensinar democraticamente, a pesquisa discutiu o ensino da língua Inglesa (LI) no ensino médio com ênfase na fonética de uma forma contemporânea em termos didáticos e metodológicos, na busca da compreensão do funcionamento do aparelho fonador, produção dos sons, conhecimento do alfabeto fonético e o empoderamento destes novos conhecimentos a respeito da língua Inglesa. Deste modo, oportuniza ao indivíduo o crescimento intelectual, profissional e cultural proporcionado o contato direto com a LI. A análise de dados permitiu a confirmação da hipótese de que o conhecimento das unidades mínimas das palavras, através dos símbolos fonéticos, aliado ao o uso das TICs, garante o aprendizado e contribui significativamente para a fluência e o bilinguismo. O principal aspecto para o resultado positivo foi a excelente aceitação da proposta pelos atores pesquisados, o interesse e interação durante as sequências didáticas. PALAVRAS CHAVE: Língua Inglesa. Fonética. Tecnologias educacionais. Ensino. Metodologia. INTRODUÇÃO O ensino da língua inglesa vem se tornando essencial para solidificar relações dentro da sociedade, sejam elas de cunho profissional, educacional ou cultural. O fato é que toda esta necessidade do bilinguismo, em especial a língua franca como segunda língua, tem contribuído para que os estudos acerca do ensino seja cada Acadêmicas concluintes do Curso de Licenciatura em Letras com habilitação em Língua Portuguesa e Língua Inglesa e suas respectivas Literaturas, do Instituto de Ensino Superior do Amapá/AP. E-mails: [email protected]; [email protected]; [email protected] Graduada e professora Especialista em Língua Inglesa do Instituto de Ensino Superior do Amapá- IESAP. Email: [email protected]

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  • FONTICA DA LNGUA INGLESA E AS TECNOLOGIAS DA INFORMAO E

    COMUNICAO (TICs): UM ESTUDO DAS UNIDADES MNIMAS QUE

    GARANTEM O APRENDIZADO DA PRONNCIA DAS PALAVRAS

    Ana Claudia Carvalho de Jesus Claudia da Silva Guedes Rabelo

    Dayane Macedo Cabral

    Rosilene de Oliveira Furtado RESUMO

    O presente artigo teve por objetivo reconhecer a relevncia da fontica no ensino da lngua inglesa, usando as tecnologias de comunicao e informao (TICs) como instrumento metodolgico para o ensino da lngua inglesa na sala de aula, mais especificamente com alunos do ensino mdio. Os embasamentos tericos foram de obras de estudiosos nas reas de TICs, Fontica, Abordagens metodolgicas e Ensino da Lngua Inglesa nas escolas pblicas. Como mtodos de averiguao foram usados questionrios e intervenes com oficinas de fontica, com tecnologias facilitadoras para dinamizar o aprendizado. Com a contribuio dos documentos que regulamentam e orientam a guisa de ensinar democraticamente, a pesquisa discutiu o ensino da lngua Inglesa (LI) no ensino mdio com nfase na fontica de uma forma contempornea em termos didticos e metodolgicos, na busca da compreenso do funcionamento do aparelho fonador, produo dos sons, conhecimento do alfabeto fontico e o empoderamento destes novos conhecimentos a respeito da lngua Inglesa. Deste modo, oportuniza ao indivduo o crescimento intelectual, profissional e cultural proporcionado o contato direto com a LI. A anlise de dados permitiu a confirmao da hiptese de que o conhecimento das unidades mnimas das palavras, atravs dos smbolos fonticos, aliado ao o uso das TICs, garante o aprendizado e contribui significativamente para a fluncia e o bilinguismo. O principal aspecto para o resultado positivo foi a excelente aceitao da proposta pelos atores pesquisados, o interesse e interao durante as sequncias didticas. PALAVRAS CHAVE: Lngua Inglesa. Fontica. Tecnologias educacionais. Ensino.

    Metodologia.

    INTRODUO

    O ensino da lngua inglesa vem se tornando essencial para solidificar relaes

    dentro da sociedade, sejam elas de cunho profissional, educacional ou cultural. O

    fato que toda esta necessidade do bilinguismo, em especial a lngua franca como

    segunda lngua, tem contribudo para que os estudos acerca do ensino seja cada

    Acadmicas concluintes do Curso de Licenciatura em Letras com habilitao em Lngua Portuguesa e Lngua Inglesa e suas respectivas Literaturas, do Instituto de Ensino Superior do Amap/AP. E-mails:

    [email protected]; [email protected]; [email protected] Graduada e professora Especialista em Lngua Inglesa do Instituto de Ensino Superior do Amap- IESAP. Email: [email protected]

    mailto:[email protected]:[email protected]:[email protected]

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    vez mais intensificado, no sentido de saciar os anseios dos indivduos com relao

    ao conhecimento e ainda garantir uma performance adequada a comunicao, no

    uso da lngua inglesa. No intuito de entender como a fontica pode ser estudada

    atravs das tecnologias da informao e comunicao para garantir o aprendizado

    das palavras da Lngua Inglesa, que essa pesquisa se justifica.

    Este estudo que traz como tema: Fontica da Lngua Inglesa e as

    Tecnologias da Informao e Comunicao (TICs): um estudo das unidades

    mnimas que garantem o aprendizado da pronncia das palavras teve incio a partir

    das observaes feitas pelas acadmicas nas aulas de Fontica da lngua Inglesa,

    onde se atentou para a grande importncia do uso dos smbolos fonticos para

    compreender a pronncia de cada som, inclusive os que no existem na lngua

    verncula portuguesa brasileira.

    Nesta construo de conhecimentos, se buscou meios para entender melhor

    o universo das unidades mnimas, e nessa busca se encontrou suporte nas

    tecnologias, que oferecem bastantes ferramentas de complementao metodolgica

    para que qualquer aluno faa uso da fontica como uma cincia que auxilia no

    aprendizado do idioma.

    Desta forma, se pensou em aliar as Tecnologias da Comunicao e

    Informao Fontica, num projeto que teve como foco a pronncia das palavras da

    Lngua Inglesa. As metodologias para trabalhar as quatro habilidades comunicativas

    (Reading, Speaking, Listening e Writing), se do a partir da prtica de exerccios

    orais repetitivos onde se espera como consequncia natural o ler e escrever.

    A proposta levada para as salas de aula deu nfase ao ensino da pronncia

    com o uso da fontica, trabalhando as habilidades de forma mais ldica e com

    instrumentos tecnolgicos usados como ferramentas didticas com o aluno,

    eliminando a repetio e instigando o aluno a buscar a pronncia correta atravs da

    traduo fontica. A sugesto do estudo de fontica com as TICs se deu devido ao

    contexto social em contnuo desenvolvimento, com a evoluo tecnolgica e

    capitalismo acelerado, onde o monolinguismo considerado quase como

    analfabetismo, j que o mundo se tornou globalizado e a necessidade da fluncia de

    mais de um idioma chega a ser modo de sobrevivncia num mundo onde todos os

    mbitos tendem a usar tecnologia e lngua franca para se comunicar.

    Na pesquisa bibliogrfica, se observou que o ensino da fontica da lngua

    inglesa no repassado para os alunos do ensino mdio como um instrumento

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    facilitador do aprendizado da pronncia, dando-se mais nfase ao ensino da

    gramtica sem enfatizar as habilidades que estimulam a oralidade.

    Este artigo est dividido em quatro sees que detalham o sentido da

    pesquisa e a importncia da fontica e das TICs no ensino escolar. Na primeira

    seo trataremos dos tipos te abordagens e mtodos ao longo da histria e o realce

    para a projeo que nos garantiu propor o ensino da fontica usando uma

    metodologia didtica diferenciada dentro da sala de aula. A segunda trata do

    conceito de fontica esmiuando os aspectos que a tornam de to grande

    importncia dentro do ensino da lngua inglesa. E na terceira falaremos do ensino

    usando as tecnologias da comunicao e informao em sala de aula e como esse

    uso pode facilitar a compreenso da pronncia, alm de instigar a investigao e

    novas produes de conhecimento e torno da pronncia do ingls.

    Para finalizar temos a quarta seo onde apresentado o resultado da

    pesquisa qualitativa, quantitativa e exploratria onde fazemos uma abordagem

    desde a observao na escola campo at a aplicao do instrumento final que

    permitiu confirmar as hipteses levantadas e evidenciar aspectos relevantes para a

    investigao.

    Por isso, a proposta deste trabalho foi aliar a fontica ao uso das tecnologias

    para propiciar ao alunado o conhecimento dos smbolos fonticos e as informaes

    do funcionamento do aparelho fonador, visando a identificao da pronncia correta

    de cada smbolo fontico e seus sons, Desta forma, houve a insero de alguns

    aplicativos e sites para ajudar no desenvolvimento de cada aluno.

    1 ABORDAGENS E MTODOS DE ENSINO DA LINGUA INGLESA

    Desde antes de Cristo, o fato de se aprender outro idioma j era uma

    questo de sobrevivncia, quando um povo invadia uma nao o seu maior triunfo

    vinha de se dominar a escrita e o idioma do dominado , dando assim mais poder e

    prestgio para o povo dominador, pois aprendendo o outro idioma eles teriam acesso

    cultura e religio do povo dominado, elevando assim sua posio hierrquica.

    Na Idade Mdia por meio do Latim, que era a lngua usada em documentos

    oficias e de ensinamentos acadmicos, se acredita que o Latim tenha sido

    sistematizado com o intuito de transpor conhecimentos de uma lngua para outra, e

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    em meados da Idade Mdia que se data o inicio do uso do mtodo de gramtica e

    traduo.

    Mas antes de explanarmos um pouco mais sobre mtodos vamos entender

    sobre as Abordagens, que tem um papel fundamental no processo de ensino

    aprendizagem, pois, so elas que englobam os pressupostos tericos. As

    Abordagens trazem em si influncias das teorias que vem das Cincias Lingusticas

    no que diz respeito viso de linguagem e da Psicologia, no que tange viso de

    ensino/aprendizagem.

    A Abordagem em linhas gerais tem a ver com o modo como o professor

    percebe a pratica de ensino, a viso geral sobre o que ensinar uma lngua. Para

    Brown (1994), abordagens so as posies e crenas tericas sobre a natureza da

    lngua, de seu aprendizado e sua aplicabilidade em padres pedaggicos. As

    abordagens que mais apresentaram mtodos so as: Estrutural-comportamental e a

    Comunicativa. Devemos lembrar que uma abordagem pode desencadear diferentes

    mtodos e que estes podem ser aplicados com diferentes tcnicas.

    A ordem dos mtodos segue a prpria ordem cronolgico-histrica que permeia o desenvolvimento, aplicao e aprimoramento destes e que obedecem ao estabelecido pela abordagem estrutural-comportamental e abordagem comunicativa. (...): o Mtodo Gramtica-Traduo ou clssico (the Grammar-Translation Method), o Mtodo Direto (the Direct Method), o Mtodo de Leitura (the Reading Method), o Mtodo Audiolingual (the Audiolingual Method), o Mtodo Estrutural-Situacional (the Structural-Situational Method), o Mtodo Cognitivo (the Cognitive Method), o Mtodo Funcional (the Functional Method), e a Abordagem Comunicativa (the Communicative Approach). (SANT ANNA, p.7, 2014.).

    Mas afinal, o que um mtodo, quais so as ferramentas que veem

    norteando o ensino da lngua estrangeira e de que forma eles tem contribudo para o

    ensino de um idioma, em nossa pesquisa mais especificamente no ensino da Lngua

    Inglesa? Alguns autores concordam que o mtodo um conjunto de etapas,

    ordenadamente dispostas, a serem vencidas na investigao da verdade, no estudo

    de uma cincia ou para um determinado fim, evidentemente esse conceito pode

    sofre alteraes, pois amplo e polissmico, mas vamos nos ater ao sentido

    pedaggico e com foco no ensino da lngua estrangeira.

    O mtodo deve expressar (...) uma compreenso global do processo educativo na sociedade: os fins sociais e pedaggicos do ensino, as exigncias e desafios que a realidade social coloca, as expectativas de formao dos alunos para que possam atuar na sociedade de forma critica

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    e criadora, as implicaes da origem de classe dos alunos no processo de aprendizagem, a relevncia social dos contedos de ensino. (LIBNEO, 1994, p. 150).

    O mtodo ento um conjunto de procedimentos de ensino que guia a prtica

    dentro da sala de aula, ele que responde as exigncias do processo educacional,

    e atravs dele que se espera alcanar as expectativas em volta da formao do

    aluno. O mtodo no vem s, acompanhado por um currculo e direcionando por

    uma abordagem. Aps estes entendimentos, vamos demonstrar pela viso de

    Mizukami apud (SANT ANNA, Magali Rosa de; et all 2004) como fica a unio entre

    mtodos e abordagens:

    Abordagem Tradicional engloba o Mtodo Gramatica e o de Leitura. Abordagem Comportamentalista ou Behaviorista o Mtodo Audiolingual e suas variantes. Abordagem Humanista que agrega um conjunto de mtodos (...) de ensino e aprendizagem de lnguas. Esta abordagem caracteriza-se pela pedagogia centrada no aprendiz, pelas atividades em grupo e pelo interesse pela unidade lingustica, portanto no a encontramos um nico mtodo. Abordagem Cognitivista expe o Mtodo Cognitivo.

    Muitos foram os mtodos que guiaram o processo de ensino da lngua

    estrangeira at os dias de hoje, o que ocasionou essa constante mudana neles,

    que de certa forma todos apresentaram uma lacuna a ser preenchida, por exemplo:

    mtodos que se importavam apenas em transmitir conhecimento da lngua

    estrangeira sem se importar com a comunicao, outros no tiveram xito por causa

    da falta de estrutura nas escolas pblicas, alguns davam mais nfase em uma ou

    duas habilidades, em detrimento de outra.

    Quando se era verificado as deficincias no mtodo ou necessidade de se

    trabalhar outra habilidade um novo mtodo era implantando na esperana de ser o

    melhor e mais perfeito a fim de solucionar os problemas no processo de ensino

    aprendizagem de lnguas.

    Como podemos perceber no deste sculo que os estudiosos buscam um

    mtodo de ensino da lngua estrangeira que viesse a suprir de forma ampla e

    completa as necessidades de todos os alunos, que conseguisse ser eficaz e

    eficiente em todos os contextos de ensino de lngua estrangeira. A ideia que a

    cada mudana de mtodo de ensino tinha se conseguido chegar a um mtodo

    perfeito e que o ltimo estava cheio de erros a ser corrigidos por este novo.

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    Pensando assim chegamos a Abordagem Comunicativa, que surgiu no Brasil

    em 1978, depois de ter sido introduzida na Inglaterra nos anos 70 por semanticistas

    e sociolinguistas que defendia tirar o foco da frase em si, e focar no texto nas

    circunstncias a envolver o aluno, se baseia mais na semntica e tem uma viso de

    uso da lngua como comunicao. Essa abordagem vem de estudos nas reas de

    Psicolingustica, Sociolingustica, Filosofia da Linguagem e Teoria da Informao

    que busca saber mais sobre a aquisio e desenvolvimento de uma lngua

    estrangeira nos processos de ensino/aprendizagem.

    importante ressaltar que a Abordagem Comunicativa no nega as outras ou

    dispensa seus Mtodos, antes ela agrega conhecimentos de seus antecessores, e

    todos os processos desenvolvidos at aqui, tem ao seu modo dado direo para

    professores guiarem suas prticas em sala de aula.

    Diante do que foi exposto, vemos que hoje as metodologias de ensino de

    lngua Inglesa buscam levar o aluno a mais que conhecer superficialmente o idioma,

    a mais do que s conhecer uma cultura diferente da sua, mas para um ponto onde o

    aluno consiga se expressar e interagir de forma to infinita quanto s ideias em sua

    mente.

    Por esse leque que a Abordagem Comunicativa nos abre que se torna

    possvel buscar meios para uma prtica educativa dinmica e inovadora, que

    acompanhe as mudanas nos cenrios sociais e escolares, uma pratica que traga

    novas cincias, novos mtodos, que sai do tradicional e d a oportunidade para que

    o aluno possa de fato se comunicar em outro idioma.

    2 FONTICA DA LNGUA INGLESA

    Segundo Silva (2003) a fontica a cincia que apresenta os mtodos para

    a descrio, classificao e transcrio dos sons da fala, principalmente aqueles

    sons utilizados na linguagem humana. A comunicao se d atravs da pronncia,

    por isso a relevncia de dar suporte as habilidades de ouvir e falar em processo

    contnuo de aprendizado. No menosprezando as habilidades de ler e escrever, pois

    estas calam o ensino levando o aluno a conhecer os cdigos e decifr-los

    corretamente.

    Os estudos dando nfase a pronncia tiveram incio recentemente com a

    abertura metodolgica dada pela abordagem comunicativa. Antes disso as

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    abordagens eram voltadas para outros processos metodolgicos e sempre

    priorizando os exerccios repetitivos como forma de alcanar a fluncia na LI. Para

    SOUZA (2009) A pronncia comeou a ser estudada sistematicamente apenas no

    incio do sculo XX, sendo por isso um campo pouco conhecido entre os professores

    de lngua do que a gramtica e o vocabulrio.

    A busca pela pronncia perfeita, parecida com a nativa, sempre foi o objetivo

    dos estudiosos ao longo da histria, sempre trabalhando as habilidades sem

    priorizar a pronncia e os aspectos inerentes a ela que fazem com que o falante

    alcance a pronncia correta. Esse fator gera insegurana nos falantes pelo fato de

    no conhecer alguns sons que no existem na lngua materna e nem como alcanar

    essa pronncia, pelo simples fato de no saberem como se constitui o alfabeto

    fontico e a origem dos sons que eles precisam pronunciar. Deste modo, o falante

    levado a pronunciar de maneira errada por tentar emitir sons da lngua materna, ao

    invs de sons oriundos da LI, e que so nicos desta lngua. Souza (2009) diz que

    no Brasil, os alunos se queixam da qualidade de sua pronncia e compreenso oral

    ao aprender a lngua inglesa, e que os professores mostram-se inseguros quanto

    pronncia do idioma que ministram.

    A insegurana dos professores com relao ao ensino tem a ver com os livros

    didticos, que so estruturados de forma a privilegiar as habilidades da leitura e

    escrita e a formao que receberam que reflete diretamente na sua forma de

    ensinar. Bollela (apud Souza 2009) aponta que este fato se d porque o processo de

    ensino-aprendizagem da LI ocorre, na maior parte das vezes, atravs da escrita e

    no por meio de imerso.

    A fontica como cincia estuda as unidades mnimas das palavras, o som,

    auxilia na compreenso das palavras da LI, o que necessrio para o aprendente

    compreender a estrutura fontica da lngua, atravs do alfabeto fontico e

    compreender a estrutura para emisso dos sons da lngua. Cagliari (1978), diz que

    fundamental que antes de aprender a escrever, o aluno passe por exerccios

    fonticos de produo (performance) e reconhecimento (ear-training) dos sons da

    lngua a ser estudada. Neste caso, o adendo apresentar essa cincia como meio

    de estimular o aluno a aprender a ler, escutar e pronunciar as palavras da maneira

    correta, buscando a correo na traduo fontica nas ferramentas educacionais

    que oferecem uma miscelnea de recursos que assessoram no aprendizado dos

    sons.

  • 8

    Outro aspecto importante a ser observado quando se trata do estudo dos

    sons, a Fonologia como cincia que estuda os sistemas sonoros das lnguas.

    Portanto, caminha sempre junto fontica dando significado a estrutura sonora da

    Lngua Inglesa, de acordo com seu lxico, na compreenso de palavras, frases e

    textos.

    Segundo Bollela (2002), ao se aprender uma lngua estrangeira, o aluno

    entra em contato com um novo domnio sinttico, semntico, lexical e fonolgico,

    que envolve as quatro habilidades lingusticas: a audio, a fala, a leitura e a

    escrita. Neste sentido, no h como desconsiderar a importncia do estudo da

    pronncia para melhoria do aprendizado, j que existem sons prprios da LI que

    dependem de uma articulao diferenciada por parte do aparelho fonador (sistema

    articulatrio, fonatrio e respiratrio).

    2.1 Aparelho fonador

    Para compreender o que a fontica, o professor precisa levar esse

    conhecimento ao aluno de forma clara, no basta levar o entendimento da existncia

    do alfabeto fontico da LI e a transcrio fontica para representar os sons, mas

    precisa evidenciar o funcionamento do aparelho fonador pra que haja compreenso

    do seu funcionamento. Para Matzenauer (2005, p. 11):

    A fontica visa o estudo dos sons da fala do ponto de vista articulatrio, verificando como os sons so articulados ou produzidos pelo aparelho fonador, ou do ponto de vista acstico, analisando as propriedades fsicas da produo e propagao dos sons, ou ainda do ponto de vista auditivo, parte que cuida da recepo dos sons.

    Compreender o significado dos sons credencia o aluno para o maior

    entendimento da pronncia da segunda lngua e o funcionamento do aparelho

    fonador o responsvel por essa produo e emisso. Desenvolver novas

    habilidades depende de um bom ensino com metodologias adequadas para a

    aquisio de novos conhecimentos, porm , quando se trata da segunda lngua, o

    indivduo ter contato com sons que no so comuns a lngua falada por ele, neste

    caso necessrio educar o falar, atravs do aparelho fonador, para obter a

    pronncia correta das unidades mnimas da palavra. Vejamos abaixo:

  • 9

    Figura 1- Aparelho Fonador

    Fonte:

    O aparelho fonador constitudo pelo sistema articulatrio (faringe, lngua,

    dente, lbios e dentes), sistema fonatrio (laringe: glote e cordas vocais), sistema

    respiratrio (traqueia, diafragma, brnquios, e pulmes). A partir do aparelho fonador

    possvel descrever como os sons so transmitidos e ainda aprender os novos

    sons. Neste sentido h um entendimento de como articular e respirar para emitir um

    determinado som oriundo de uma lngua estrangeira.

    2.2 Alfabeto fontico

    Com o movimento de reforma das lnguas, os foneticistas deram uma grande

    contribuio para a lingustica ao criarem o Alfabeto Internacional de Fontica (IPA

    International Phonetic Alphabet), em 1886. Eles defendiam que a forma falada da

    lngua deveria ser ensinada primeiramente atravs da fontica, visando a

    compreenso do som, que diferente da estrutura escrita da palavra. O linguista

    francs Paul Passy liderou um grupo de ingleses e franceses em busca de criar os

    smbolos fonticos para facilitar a comunicao, mesmo que o indivduo no tivesse

    tanta intimidade com o idioma, de forma que esse conhecimento facilitaria a

    https://journalismecitoyenmz.wordpress.com/docente-de-fonetica-e-fonologia-do-portugues

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    aprendizagem. Este processo de representar a sonoridade das palavras atravs dos

    smbolos chama-se transcrio fontica e possvel em todos os idiomas que usam

    o alfabeto de letras.

    O conhecimento do Alfabeto Fontico da Lngua Inglesa o primeiro passo

    para o aprendizado dos sons da lngua inglesa. O alfabeto fontico internacional

    possui cerca de 100 smbolos para representar os sons das lnguas. No caso da

    lngua Inglesa so usados 44 smbolos e alguns desses sons no existem na Lngua

    Portuguesa e a maneira como so pronunciados bem diferente devido a

    articulao do aparelho fonador. Abaixo, o alfabeto fontico da Lngua Inglesa:

    Figura 2 Alfabeto Fontico

    Fonte:

    O principal objetivo da criao do alfabeto fontico foi facilitar o entendimento

    da pronncia para que qualquer pessoa possa pronunciar da forma correta.

    preciso deixar claro que nenhuma pronncia de um falante estrangeiro se compara a

    pronncia de um nativo, mesmo porque a estrutura da lngua materna, variao

    lingustica, sotaque e outros elementos, fazem com que um estrangeiro seja

    diferente linguisticamente. Porm, quando no se conhece o alfabeto fontico o

    falante acaba tentando pronunciar da maneira como se pronuncia a lngua

    portuguesa e com isso produz vcios de linguagem que certamente influenciaro no

    processo de comunicao com um nativo.

    http://inglesparaleigos.com/alfabeto-fonetico-internacional/

  • 11

    Para Schtz (2016), A interferncia fonolgica da lngua materna na lngua

    estrangeira que se aprende, na maioria dos casos permanece para sempre, mesmo

    com pessoas que j adquiriram pleno domnio sobre o vocabulrio e a gramtica da

    lngua estrangeira. O objetivo do alfabeto fontico e oportunizar e formar falantes

    que consigam se comunicar da melhor maneira. Conhecer o IPA garante a

    autonomia no aprendizado fontico e fonolgico, no s na compreenso da

    representao e interpretao do som, como tambm no aprendizado da tonicidade

    e ritmo das palavras.

    2.3 Padro acentual

    Na Lngua Inglesa o padro de acentuao no exige sinalizao ortogrfica,

    desta forma, a identificao tnica das palavras ocorre de acordo com alguns

    sufixos, letras ou slabas, e o posicionamento nas palavras, isto o que distingue se

    ela oxtona, paroxtona ou proparoxtona. A traduo fontica traz sinais que

    mostram a tonicidade da palavra para que o falante consiga pronunciar da maneira

    correta. A LI tem diferenciao silbica do Portugus do Brasil, isso significa que

    no ingls a identificao tnica feita foneticamente atravs da pronncia e a sua

    ortografia constituda por poucas vogais e grande quantidade de consoantes. A

    esse respeito Schtz (2016), esclarece:

    Enquanto que o portugus uma lngua syllable-timed, onde cada slaba pronunciada com certa clareza, o ingls stress-timed, resultando numa compactao de slabas, produzindo contraes e exibindo um fenmeno de reduo de vogais como consequncia.

    Odlin (1989, p. 117) afirma que o padro acentual crucial para a pronncia,

    uma vez que eles afetam as slabas e os segmentos que as constituem. Na Lngua

    Inglesa alm de existirem sons diferentes, como o schwa (som de vogal mais

    comum da lngua inglesa), existem tambm entonaes que exigem o conhecimento

    das slabas tnicas (stress), j que no ingls a separao no silbica e sim

    discernida atravs dos sons (ritmos). Estes aspectos so relevantes no ensino da

    lngua, j que o crebro de quem tem como lngua materna a Lngua Portuguesa

    Brasileira est acostumado a comandos diferentes e isso acaba levando os alunos a

    estudar ingls pensando nas regras de pronncia do portugus.

    http://www.sk.com.br/sk-inst.htmlhttp://www.sk.com.br/sk-inst.html

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    A transcrio fontica auxilia no entendimento das palavras que se ouve e na

    produo correta do som que se fala. Como enfatiza Odlin (1989, p. 117) essa

    interao tem implicaes importantes no apenas para a produo da fala como

    tambm para a compreenso. O fato que a necessidade do uso da fontica no

    ensino da lngua inglesa de grande valia para o aprendizado e merece ateno

    especial por parte dos estudiosos do ensino da Lngua Inglesa.

    Para o ensino da fontica e tudo o que a engloba para a fluncia de um novo

    idioma, temos como ferramentas educacionais o aparato tecnolgico que fornece

    meios para que o professor leve para sala de aula estratgias de ensino

    diferenciados, mais que isso, que sejam usados esses meios como produtores de

    conhecimentos diversos. As ferramentas para reforar a melhor assimilao de

    novos conhecimentos so infindas. Sites, canais de TV, aplicativos para o aparelho

    mvel e outros. Nessas ferramentas o uso de msicas, jogos diversos que envolvem

    as quatro habilidades, introduz a pronncia do idioma dando importncia aos sons e

    smbolos fonticos na inteno de provocar a maturidade e autonomia no idioma,

    por parte de quem aprende.

    3 O USO DA TECNOLOGIA EM SALA DE AULA

    As transformaes provenientes da nova configurao de mundo advinda

    com as novas tecnologias de informaes e comunicaes (TICs) esto cada vez

    mais presentes no cenrio dirio e, constantemente, usa-se com o intuito de

    favorecer possibilidades de interao com os outros e com o prprio mundo em sua

    volta e principalmente na resoluo de problemas.

    Essas transformaes que vem ocorrendo na sociedade invadem todos os

    setores socioculturais que o indivduo faz parte, inclusive a escola. Isto , cada vez

    mais se nota que os alunos, esto sendo introduzidos na era digital e passam,

    querendo ou no, tornam-se usurios da tecnologia e os seus variados recursos,

    pois, esses recursos fazem parte do cotidiano do aluno.

    Muitas tecnologias, hoje, encontram-se to incorporadas na vida cotidiana que passam despercebidas. Algumas delas, no entanto, que costumam ser classificadas como Nova Tecnologia, quando surgem so vistas com receio, como se uma tecnologia, por si s, pudesse ser boa ou ruim. O homem cria, sua inventividade despertada por sua interao com o mundo, na construo de novos conhecimentos, na ao transformadora. (KAMPFF, 2012a, p.11)

  • 13

    Desta forma as tecnologias na escola, so atrativas, investigam e motivam o

    aluno levando-o a se interessar pela aula e ser um participante ativo no processo de

    produo do conhecimento saindo da mera posio de reprodutor de informao

    para uma posio de fabricante de conhecimento. Alm de ser um processo de

    informao que desenvolve e facilita o desenvolvimento, autonomia, colaborao,

    criatividade neste aluno. Mas para que isso se torne realidade:

    Cabe escola incorporar em seu trabalho, apoiando na oralidade e escrita, outras formas de aprender (apoiando na viso, na audio, na simulao, na criao) possveis com uma tecnologia cada vez mais avanada. Mais do que resistir, preciso desvend-la, conscientemente, fazer uso dela. (KAMPFF, 2012b, p.15)

    Vale ressaltar que neste ambiente, as tecnologias passam a ter um foco de

    interatividade que uma das maiores contribuies advindas com elas, em especial

    com o uso de aplicativos, que promove um ambiente educativo com um alto padro

    colaborativo e estimulador, pois, faz o indivduo ser mais participativo nas aulas e ao

    mesmo tempo gera uma interao maior com o ambiente e com outros,

    estabelecendo um aprender convivendo. E os dispositivos mveis, vm ser

    instrumentos de apoio importante na escola, tornando as aulas mais atrativas.

    Nessas condies, as interaes que acontecem no ambiente, se modifica e

    se transforma em um espao de mltiplas interaes que obrigam os sujeitos do

    ensino e da aprendizagem a criarem interaes superiores aquelas j estabelecidas,

    e isso, consequentemente, se traduz em interatividade. E essa, uma proposio

    trazida junto com a utilizao de aplicativos educacionais como uma proposta

    pedaggica para o uso dirio na sala de aula.

    Mas com o uso das mesmas, nota-se a aprendizagem de diversas maneiras

    que contribuem de formas articuladas em prol da formao do aluno. Dessa forma, a

    tecnologia considerada como um instrumento para educao que atende as mais

    diversas formas de ensinar e aprender elevando em considerao todos os atores

    envolvidos nesse processo.

    Verificando que as tecnologias esto cada vez mais presentes dentro da

    escola e que os indivduos, alunos e professores, ainda esto margem dessa

    incluso, ainda assim, os mesmos se interessam em fazer parte dessa nova

    configurao de mundo.

  • 14

    Assim, a insero de ferramentas tecnolgicas no ambiente educativo

    depende de vrios atores envolvidos na escola, incluindo termos de atualizao de

    suas polticas educacionais, da gesto pedaggica por meio de planejamentos e

    treinamentos dos professores quando estes se renovam pedagogicamente em

    busca de novas formas de ensinar, dos alunos, que precisam sair de sua zona de

    conforto e se colocam como atores desse novo modo de vida e da comunidade em

    geral que atualmente participa pouco da vida escolar e por consequncia no

    contribui para melhoria do ensino.

    Portanto, a utilizao de aplicativos educacionais em sala de aula, contribui

    de forma significativa na aprendizagem do aluno, pois, torna-o mais colaborativo,

    criativo, motivado e estimulado na produo de conhecimento, isto , o uso de

    aplicativos como ferramenta auxiliar para o aprendizado, oferece vantagens tanto

    para o educador, quanto para o educando.

    4 ANLISE DOS DADOS E RESULTADOS DA PESQUISA DE CAMPO

    Este estudo foi realizado na Escola Estadual Augusto dos Anjos, localizada,

    no bairro do Laguinho, em que abrangeu alunos de uma turma do 1 ano e 2 ano do

    Ensino Mdio, entre as faixas etrias de 15 a 17 anos de idade.

    As fases da pesquisa foram organizadas entre a observao e a interveno.

    Durante esse processo foi utilizado como instrumento de verificao a aplicao de

    questionrios. Os registros coletados na pesquisa de campo foram analisados e

    transformados em informaes para que a partir da pudssemos reconhecer a

    relevncia do ensino da fontica no ensino da lngua inglesa, usando as tecnologias

    de comunicao e informao (TICs) como um instrumento metodolgico para o

    ensino.

    4.1 Primeira fase da pesquisa na escola campo

    Aps contato com os alunos durante uma semana de observao na escola

    campo, o questionrio inicial foi aplicado atravs de entrevista com os alunos, no

    intuito de perceber suas impresses a respeito do ensino da lngua inglesa no

  • 15

    ensino mdio, seus gostos por tecnologias, como avaliam sua evoluo no

    aprendizado da segunda lngua. Vejamos a anlise com os grficos:

    Figura 3- Grfico da pergunta 1

    Grfico produzido pelas autoras. Pesquisa de Campo em 2016.

    A primeira pergunta buscou informaes sobre qual o primeiro contato que os

    alunos tiveram com a lngua inglesa. Comparando as respostas das duas turmas,

    percebemos que no primeiro ano, essa proximidade ocorreu: 33% com o uso da

    internet e 26% nas aulas da escola. J no segundo ano, esta convivncia inicial

    ocorreu: 50% na escola. Neste contexto, inferimos que o primeiro contato com a

    segunda lngua, para a maioria dos pesquisados, se deu na escola pblica, porm

    com forte influncia das tecnologias de comunicao e informao, Por meio da

    internet, amigos, famlia e outros meios. Para (KAMPFF,2012) As tecnologias

    encontram-se incorporadas ao nosso cotidiano, de uma tal forma que as vezes nem

  • 16

    percebemos a importncia do seu uso para construo de novos conhecimentos.

    Assim como a velocidade tecnolgica, a Lngua Inglesa, como lngua franca, no

    mundo globalizado, est em tudo o que nos cerca. Natural que, para a maioria dos

    jovens que responderam a questo, essa primeira relao com a LI venha na sala

    de aula, aliado aos meios tecnolgicos como jogos de sua preferncia, nas msicas,

    em canais na internet e outros meios de TICs do cotidiano.

    O segundo questionamento veio casar com o primeiro, no sentido de saber

    se, para os alunos, importante o estudo da Lngua Inglesa no ensino mdio, uma

    vez que a maioria acabou de se aproximar deste novo universo. Segundo Bollela

    (2002), ao se aprender uma lngua estrangeira, o aluno entra em contato com um

    novo domnio sinttico, semntico, lexical e fonolgico, que envolve as quatro

    habilidades, lingusticas diferentes da nossa verncula Lngua Portuguesa em toda

    a sua estrutura lingustica. Vejamos abaixo:

    Figura 4- Grfico da pergunta 2

    Grfico produzido pelas autoras. Pesquisa de Campo em 2016.

    Os grficos mostram uma aceitao quase majoritria dos alunos das duas

    turmas pesquisadas com relao ao estudo da LI no Ensino Mdio. Consideram

    como importante o ensino da Lngua Inglesa na escola e demonstram interesse em

    aprender a segunda lngua para expandir seus conhecimentos numa perspectiva

    futura de galgar sucesso profissional e pessoal.

  • 17

    Embora considerarem importante e se mostrarem dispostos a aprender a

    segunda lngua na escola, os alunos apontaram descontentamento com a baixa

    carga horria destinada a disciplina no Ensino Mdio. Observe:

    Figura 5- Grfico da pergunta 3

    Grfico produzido pelas autoras. Pesquisa de Campo em 2016.

    Mais de 50% dos alunos apontaram a insuficincia do ensino do Ingls na

    escola. Segundo relatos do alunado, essa insuficincia gerada por vrios fatores.

    O principal a carga horria baixa para esta disciplina e esse fator, segundo os

    pesquisados, influencia diretamente na aquisio do conhecimento das quatro

    habilidades necessrias para o domnio da lngua inglesa principalmente no que

    tange a pronncia da LI. Souza (2009) diz que no Brasil, os alunos se queixam da

    qualidade de sua pronncia e compreenso oral ao aprender a lngua inglesa, e que

    os professores mostram-se inseguros quanto pronncia do idioma que ministram.

  • 18

    Percebemos que alm da carga horria baixa, principal angstia apontada pelos

    alunos, temos vrios fatores que contribuem para essa insuficincia no ensino da LI

    na escola pblica.

    De acordo com a pesquisa, os alunos esto insatisfeitos com o ensino por

    no conseguirem dominar as habilidades e se sentem desorientados quando se trata

    da busca por novos conhecimentos relacionados a segunda lngua. A habilidade

    apontada como maior dificuldade fala, configura-se a importncia do ensino com

    destaque para aquisio desta habilidade. Observe no grfico abaixo:

    Figura 6- Grfico da pergunta 4

    Grfico produzido pelas autoras. Pesquisa de Campo em 2016.

    A incluso digital no ensino das lnguas estrangeiras como forma de

    aprendizado e acesso ao mundo globalizado vem somar como reforo metodolgico

    para suprir a deficincia do ensino da lngua estrangeira. Nesta pesquisa, quando

    perguntados sobre os meios tecnolgico usados para aprimorar o aprendizado da

    Lngua Inglesa, predominou o uso do celular como o mais utilizado pelos educandos,

  • 19

    aliado a uso de muitos outros subsdios tecnolgicos que eles tm acesso no

    cotidiano.

    As buscas por conhecimentos e aquisio das habilidades acontecem

    paralelamente ao ensino em sala de aula, no s pela velocidade do

    desenvolvimento tecnolgico, que facilita o acesso a novas ferramentas que auxiliam

    no aprendizado, mas por necessidade de aprimoramento do ensino na escola

    pblica. Observe no grfico da pergunta 5

    Figura 7 Grfico da pergunta 5

    Grfico produzido pelas autoras. Pesquisa de Campo em 2016.

    Para finalizar a primeira fase de questionamentos procuramos saber quais as

    atividades que eles mais praticam para melhorar o ingls, considerando que o

    contato que eles tm com as tecnologias so constantes.

  • 20

    Como era de se esperar, no houve uma resposta preponderante, j que eles

    usam as tecnologias para atividades de acordo com seus gostos. As atividades

    esto entre sries televisivas no idioma ingls, msicas, jogos, filmes e aplicativos

    no celular. Vale ressaltar que estes aplicativos para celulares trazem a facilidade de

    atividades mltiplas e todas essas atividades so importantes aliadas do professor

    de lngua estrangeira, no sentido de transform-las em instrumentos metodolgicos

    e dinamizar o ensino. Cagliari (1978), nos fala da importncia de antes de aprender

    a escrever, o aluno passe por exerccios fonticos de produo e reconhecimento

    dos sons da lngua a ser estudada. Nesta perspectiva, os sujeitos pesquisados

    procuram estas atividades para se familiarizar com a lngua na tentativa de alcanar

    o conhecimento da pronncia empiricamente atravs da audio e repetio da fala.

    Figura 8- Grfico da pergunta 6

    Grfico produzido pelas autoras. Pesquisa de Campo em 2016.

  • 21

    4.2 Segunda fase da pesquisa na escola campo

    A partir da coleta dos dados atravs da aplicao do primeiro questionrio,

    para as turmas de primeiro e segundo anos do Ensino Mdio, foram aplicadas

    oficinas de fontica da Lngua Inglesa. Nessas intervenes levamos os assuntos:

    alfabeto fontico, funcionamento do aparelho fonador, sons que no existem na

    lngua portuguesa, tonicidade, ritmo, funcionabilidade de aplicativos e tecnologias

    que podem auxiliar na pronuncia, com uma linguagem acessvel e exemplos do

    cotidiano para facilitar a assimilao do contedo.

    O questionrio de sondagem foi essencial para o formato das oficinas, pelo

    fato de ter fornecido dados que nos permitiu visualizar o interesse da turma,

    comportamento, gostos por tecnologias e dificuldades apresentadas no aprendizado

    das habilidades. Desta forma, usamos data show com slides de fcil entendimento e

    demos como sugesto o uso das tecnologias usadas cotidianamente, como

    celulares, computadores e vdeo games, para subsidi-los na compreenso da

    pronncia, alm de indicar aplicativos de traduo fontica com jogos, msica e

    texto. Como complemento da interveno foi passado uma atividade para que os

    alunos pudessem praticar usando os smbolos fonticos, identificassem as

    tradues fonticas das palavras e os sons diferentes da Lngua Inglesa.

    Passamos ao questionrio final, onde foi possvel detectar se houve

    compreenso do que fontica e a sua importncia para a pronncia das palavras

    inglesas.

    Nas oficinas de fontica conceituamos que essa cincia estuda as unidades

    mnimas das palavras, portanto o som. Silva (2003) nos diz que fontica a cincia

    que apresenta os mtodos para a descrio, classificao e transcrio dos sons da

    fala. Para averiguar qual a compreenso dos alunos sobre o contedo, perguntamos

    diretamente, o que Fontica pra voc? As duas turmas compreenderam que a

    fontica o som e ajuda a melhorar a pronncia se conhecermos essas unidades

    mnimas atravs do alfabeto fontico e traduo fontica disponveis nos dicionrios

    e em outras ferramentas tecnolgicas. Observe no grfico abaixo:

  • 22

    Figura 9 - Grfico da pergunta 1

    Grfico produzido pelas autoras. Pesquisa de Campo em 2016.

    O entendimento sobre a fontica foi satisfatrio, segundo os dados coletados.

    Neste caso, o alfabeto fontico foi assimilado como a ferramenta principal para a

    transcrio dos sons. A segunda pergunta foi positivamente respondida com a

    confirmao de que conhecer o alfabeto fontico torna mais eficaz a compreenso

    da pronncia. Sobre a importncia de estimular a pronncia como forma especfica

    da comunicao, muito mais que a escrita no ensino da lngua estrangeira, Souza

    (2009) sinaliza que os estudos relacionados a pronncia so recentes e por isso um

    campo pouco conhecido entre os professores, menos que a gramtica, e por isso,

    importncia de ser trabalhada foneticamente para auxiliar na aquisio das

    habilidades.

    Considera-se ainda, no aspecto da pronncia, a compreenso do

    funcionamento do aparelho fonador e a relevncia de aprender a pronunciar o som

  • 23

    da maneira correta, buscando acostumar o rgo a novas maneiras de articular para

    alcanar sons da lngua inglesa que no existem no nosso idioma. Para Matzenauer

    (2005), a fontica visa o estudo dos sons do ponto de vista articulatrio, verificando

    como os sons so articulados para a pronncia correta da lngua. A criao do

    alfabeto fontico veio para facilitar a transcrio fontica e corroborar com a

    articulao. Por isso o questionamento para o alunado buscou saber se houve

    compreenso do alfabeto fontico e se esta ferramenta auxiliar na sua pronncia.

    Observe:

    Figura 10 Grfico da pergunta 2

    Grfico produzido pelas autoras. Pesquisa de Campo em 2016.

    A inteno da pesquisa no desmistificar tudo o que se tem com relao ao

    acompanhamento metodolgico dentro da sala de aula, e sim acrescentar

    instrumentos relacionados pronncia que possam garantir um ensino mais a

    contento para a clientela do Ensino Mdio. Kampff (2012) nos diz que cabe a escola

    incorporar em seu trabalho outras formas de aprender, com foco na oralidade e

    fazendo uso das tecnologias. Deste modo queramos saber sobre como os alunos

    gostariam das aulas de ingls e as duas turmas acham que as aulas ficam mais

  • 24

    atrativas e dinmicas com o foco na pronncia da lngua inglesa. Na turma do 1 ano

    majoritariamente e na de 2 ano apenas 11% discordaram sobre este aspecto.

    Observem o grfico:

    Figura 11 Grfico da pergunta 3

    Grfico produzido pelas autoras. Pesquisa de Campo em 2016.

    Corroborando com a resposta positiva sobre o ensino da Lngua Inglesa com

    foco na pronncia, majoritariamente as duas turmas responderam que gostariam

    que aulas relacionadas a pronncia fizessem parte da rotina metodolgica na sala

    de aula. Para Schtz (2016), Estudar pronncia, portanto, olhar para aquilo que

    no se enxerga, mas que a essncia da lngua. A habilidade relacionada a fala

    tem carncia de desenvolvimento nas aulas de Lngua Inglesa e esta lacuna refletiu

    diretamente nos resultados desta pesquisa.

  • 25

    Figura 12 Grfico da pergunta 4

    Grfico produzido pelas autoras. Pesquisa de Campo em 2016.

    As ferramentas tecnolgica levadas para sala de aula e dadas como

    sugestes para serem usadas como auxlio no aprendizado da pronncia foram

    investigadas como possveis aliadas na metodologia do ensino. Nas duas turmas,

    mais de 80% acham que o uso de novas metodologias, aliado ao uso das

    tecnologias, contribuem para o melhoramento do aprendizado.

    Em um mundo globalizado em que as informaes e as tecnologias ficam

    obsoletas em curto perodo de tempo, cada vez mais fcil o acesso ao uso dessas

    ferramentas por parte dos jovens, independente da situao econmica. Apesar das

    turmas pesquisadas apresentarem variedade no aspecto econmico, todos os

    alunos tinham acesso de alguma forma ao uso de computadores e celulares.

  • 26

    Figura 13- Grfico da pergunta 5

    Grfico produzido pelas autoras. Pesquisa de Campo em 2016.

    Nas intervenes realizadas nas salas de aula, foram aplicadas as noes

    gerais de fontica e fornecido ferramentas tecnolgicas que ajudam foneticamente

    no desenvolvimento da fluncia na segunda lngua. Por isso a pertinente pergunta

    para finalizar o questionrio: Voc utilizou algum dos aplicativos ou dicionrio,

    indicados na oficina de fontica para auxiliar na resoluo da atividade passada

    pelas acadmicas?

    Nesta pergunta tivemos uma disparidade nos resultados. Na turma de 1 ano,

    apenas 63% da turma usou auxlio tecnolgico para a resoluo da atividade prtica.

    E na turma do 2 ano, 80% dos alunos usaram meios tecnolgicos e didticos

    sugeridos pelas acadmicas nas intervenes. Esse fato explicado pelo tempo

    dado a turma do 1 ano para resoluo das atividades propostas, que foi muito

    menor para que no interferisse no planejamento do professor titular da turma e por

    isso muitos resolveram apenas com o conhecimento assimilado na oficina e

  • 27

    justificaram nos questionrios no ter tido tempo de fazer o download dos

    aplicativos, mas tinham interesse em us-los posteriormente, observe:

    Figura 14 Grfico da pergunta 6

    Grfico produzido pelas autoras. Pesquisa de Campo em 2016.

    CONSIDERAES FINAIS

    O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo sobre as unidades mnimas

    das palavras da Lngua Inglesa, como proposta metodolgica, usando ferramentas

    tecnolgicas como recursos que auxiliam na dinmica do processo de ensino em

    sala de aula. A Fontica como facilitadora na compreenso das palavras na segunda

    lngua, aliada a tecnologias que reforcem o aprendizado do alunado do Ensino

    Mdio.

    O primeiro passo foi de sondagem a respeito de como os alunos tiveram um

    primeiro contato com a Lngua Inglesa e suas ponderaes com relao ao ensino e

    aprendizagem na escola pblica onde estudam. No segundo passo partimos para a

    interveno onde buscamos levar o conhecimento do assunto Fontica, elucidando

    questes sobre como funciona o aparelho fonador para pronunciar o som, como

    usamos o alfabeto fontico na leitura dos sons, como as palavras so traduzidas

  • 28

    foneticamente garantindo a autonomia do aprendente e como as tecnologias podem

    ser teis em todo o processo de aprendizagem. Para reforar, a atividade prtica

    levou os alunos a sanarem dvidas e instigou-os a pesquisa sobre a pronncia das

    palavras e suas tradues fonticas.

    Inferimos que a fontica pode ser estudada aliada ao uso das tecnologias da

    comunicao e informao e garante o aprendizado das palavras da lngua inglesa.

    Confirmou-se a hiptese de que as metodologias e o conhecimento dos smbolos

    fonticos e suas unidades mnimas contribuem significativamente para a fluncia na

    pronncia das palavras da Lngua Inglesa. Atravs do trabalho dinmico de oficinas

    de fontica alcanamos nosso objetivo no que tange a compreender como os

    mecanismos tecnolgicos podem ser trabalhados concomitantemente no ensino do

    funcionamento do aparelho fonador dando nfase a pronncia sonora correta dos

    sons no originrios da lngua portuguesa.

    Aps apresentao dos smbolos fonticos e seus respectivos sons, os

    alunos compreenderam o funcionamento do aparelho fonador reconhecendo os sons

    inexistentes na lngua materna, e o estmulo para esses conhecimentos veio com a

    curiosidade atravs de pesquisa e prtica da escuta e pronncia para identificao

    da tonicidade das palavras e garantia de autonomia nas habilidades leitura e

    pronncia.

    Por fim, de acordo com os estudos realizados com o 1 ano e 2 ano do

    Ensino Mdio, percebemos a aceitao a novas prticas metodolgicas e assuntos

    que contribuam para o aprendizado mais significativo da lngua inglesa, neste

    sentido, a fontica pode ser inserida como assunto no ensino mdio e fortalecer o

    aprendizado da pronncia e se aliado as tecnologias, torna a aula mais dinmica,

    interativa e significativa para o alunado.

  • 29

    PHONETICS OF ENGLISH AND INFORMATION TECHNOLOGY AND

    COMMUNICATION (TIC): A STUDY OF UNITS MINIMUM ENSURING LEARNING

    THE PRONUNCIATION OF WORDS

    ABSTRACT

    The aim of this article was to recognize the relevance of phonetics in English language teaching, using information and communication technologies (TICs) as a methodological tool for teaching English in the classroom, specifically with high school students. The theoretical underpinnings were works by scholars in the areas of TICs, Phonetics, Methodological Approaches and Teaching English Language in public schools. As inquiry methods, questionnaires and interventions with phonetic workshops were used, with enabling technologies to stimulate learning. With the contribution of the documents that regulate and guide in order to teach democratically, the research discussed the teaching of the English language (LI) in high school with an emphasis on phonetics in a contemporary way in didactic and methodological terms, in the search for an understanding of the functioning of the Phonation apparatus, production of sounds, knowledge of the phonetic alphabet and the empowerment of this new knowledge about the English language. In this way, it gives the individual the intellectual, professional and cultural growth provided the direct contact with LI. The analysis of data allowed the confirmation of the hypothesis that the knowledge of the minimum units of words, through phonetic symbols, combined with the use of ICTs, guarantees learning and contributes significantly to fluency and bilingualism. The main aspect for the positive result was the excellent acceptance of the proposal by the actors surveyed, the interest and interaction during the didactic sequences.

    KEYWORDS: English Language. Phonetics. Educational technologies. Teaching. Methodology.

    REFERNCIAS

    BOLLELA, Maria Flvia Pererira. Uma proposta de ensino da pronncia da lngua inglesa com nfase nos processos rtmicos de reduo voclica. Tese

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  • 30

    CAGLIARI, Luiz Carlos. Anlise fonolgica Introduo teoria e prtica com especial destaque para o modelo fonmico. Campinas: Mercado de Letras, 2002. KAMPFF, Adriana Justin Cerveira. Tecnologia da Informao e Comunicao na Educao. Editora: IESDE Brasil. Curitiba-PR, 2012. LIBNEO, Jos Carlos, 1994, p.150. apud SANT ANNA, Magali Rosa de; SPAZIANI, Ldia; GES, Maria Cludia de. As Principais Metodologias de Ensino de Lngua Inglesa no Brasil. Ed.-ebook-Jundia: SP Paco Editorial, 2004. MATZENAUER, Carmem Lcia. Introduo teoria fonolgica. In: BISOL, Leda (org). Introduo aos estudos de fonologia do portugus brasileiro. Porto Alegre: EDIPUCRS, 4 ed., 2005. ODLIN, Terence. Language transfer: cross-linguistic influence in language learning. Cambridge: Cambridge University Press, 1989. (The Cambridge Applied Linguistics Series). SANT ANNA, Magali Rosa de; SPAZIANI, Ldia; GES, Maria Cludia de.Apud As Principais Metodologias de Ensino de Lngua Inglesa no Brasil. Ed.-ebook- Jundia: SP Paco Editorial, 2004. SOUZA, Marcela Ortiz Pagoto de. A fontica como importante componente Comunicativo para o ensino de lngua Estrangeira. Revista prolngua I S S N

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    http://www.sk.com.br/sk-pron.html