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FOLHA EXTRA ED 846

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FOLHA EXTRA ED 846

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  • A 1T E R A - F E I R A , 1 3 D E N O V E M B R O D E 2 0 1 2 - E D I O 8 4 6

    TERA-FEIRA

    13 DE NOVEMBRODE 2012

    n 846, ANO 9R$ 2,00

    Polcia surpreende grupo que transportava mais de R$ 80 mil em mercadorias ilegais

    NA BR 153

    Dois carros que vinham do Paraguai foram surpreendidos pela polcia rodoviria federal na BR 153, prximo aos entroncamentos de acesso s cidades de Jundia do Sul e Guapirama. As seis pessoas que estavam nos carros vinham de Cidade de Leste com destino a Valinhos PGINA A5

    Prefeito eleito de Siqueira fala sobre suas primeiras aes apsa posseEleito gestor do muni-cpio pelos prximos quatro anos, o empre-srio e professor, Fa-biano Lopes Bueno, o B, falou em entrevis-ta com a Folha Extra sobre alguns de seus planos para janeiro e adiantou que, alm de tudo, a sade a sua prioridade

    PGINA A3

    EXPECTATIVA B afasta qualquer desavena com a Pro Tork e diz que unio continuar

    Norte Pioneiro vive expectativa diante de mega obra de PinhaloConsiderado fundamental para o projeto, obras do tanque principal de alevinos iniciou na semana passada na PR 272, aumentando as ex-pectativas diante de um dos maiores projetos do agronegcio parana-ense. Municpio quer produzir de 12 a 80 milhes de alevinos ao ano e ter um dos maiores frigorficos municipais do pas PGINA A4

    FOLHA EXTRA

    FUTEBOL

    FOLHA EXTRA

    JoVEm BRAzENSE PASSA A FAzER

    PARTE dA ARBITRAGEm

    oFICIAl dA FPFFilho de advogados e acadmico de educao fsica, Alexandre San-ches Ferreira, acabou de concluir o curso oficial da Federao Parana-ense de Futebol. Essa a 4 turma formada pela Escola de Arbitragem da FPF, criada em 2009 e que j co-locou no mercado 178 jovens rbi-tros PGINA A4

    DIVULGAO

  • A 2T E R A - F E I R A , 1 3 D E N O V E M B R O D E 2 0 1 2 - E D I O 8 4 6

    CHARGE DA EXTRA

    oPINIo

    Interdisciplinaridade: verdade ou fantasia?Por WILSON CORREIA

    necessrio, porm preciso que haja bom senso e profi ssionalismo para que no exista a infeliz cpia, de uma empresa para outra

    Comente o artigowww.jp5.com.br

    ARTIGO

    o faz muito tempo, um colega professor da instituio onde atuo, envolvido com

    o Programa Institucional de Bolsas de Iniciao Docncia (PIBID), sujeito que at admiro por iniciativas outras correlatas docncia, em quem at depositei total confi ana quando ela se fez necessria, estava s voltas com evento que exigia o debate sobre a tal interdisciplinaridade.Aventando nomes para mediar o tal debate, algum sugeriu: Va-mos chamar o Prof. Wilson Cor-reia eu j havia participado de evento semelhante, argumentan-do que ns, alunos e professo-res, em face da interdisciplinari-dade, precisamos relaxar nossas preocupaes quanto s exign-cias ofi ciais, de cima para baixo, que nos exigem envolvimento em algo que, em verdade, no passa de simples ideia, sonho, utopia ou quimera.Inusitada foi a resposta daquele mui amigo professor: Wilson Correia, no! Ele afi rmou que a interdisciplinaridade um de-funto. E ns queremos acreditar na interdisciplinaridade. Vamos chamar a professora y, que mais moderada. Como, atual-

    mente, at credibilidade pode ser objeto de negociao, cha-mo para meus eventos aqueles que falaro exatamente aquilo que quero ouvir. O que me inco-moda, no! Deixe pr l, pare-ce ter sido o imperativo a guiar aquela escolha.O dilogo, aparentemente trivial, mostra algo mais grave: a univer-sidade o lugar onde se perscru-ta a verdade ou o espao do sagrado, onde o que decide o querer acreditar nisso e naqui-lo? At onde sei, igreja que o lugar da crena; universidade, no; o lugar da dvida, a mola propulsora da busca da verdade. parte a falta de tica profi ssio-nal e a opo pelo que melhor me convm, urge lembrar que, segundo Gusdorf, interdiscipli-naridade um termo confuso, o qual se presta ao emprego dos propsitos mais dspares, sempre lembrado nas reformas universitrias, todas advogan-do suas prprias naturezas de cunho interdisciplinar, mas que no vo alm de um ajuntamen-to de diversas especialidades justapostas. Tambm Carneiro Leo coloca em xeque a tal in-terdisciplinaridade, acusando as "retricas de persuaso" que ela

    implica, no mais claro servilismo ao carter funcionalista da cin-cia que estamos a praticar.Fora disso, foi Foucault quem melhor descreveu esse processo ao evidenciar como os discursos so produzidos e, uma vez legiti-mados, forjadores de realidades, identidades e subjetividades. Esse seria o caso da interdiscipli-naridade, ilustrado como discur-so pragmtico de uma universi-dade que abre mo de pesquisar a verdade e se rende ideologia que se quer prevalente, sem ne-

    nhum lastro na cincia sria e na fi losofi a que guarda algum pu-dor em face de nossa misso de pesquisar a verdade?Ao que inicialmente nos parece, sim. E aqui, uma vez mais, me volta memria o insigne Mil-ton Santos: O terrvel que, nesse mundo de hoje, aumenta o nmero de letrados e diminui o de intelectuais. No este um dos dramas atuais da sociedade brasileira? Tais letrados, equivo-cadamente assimilados aos in-telectuais, ou no pensam para encontrar a verdade, ou, encon-trando a verdade, no a dizem, renegando a funo principal da intelectualidade, isto , o casa-mento permanente com o por-vir, por meio da busca incansada da verdade (em Por uma outra globalizao, p. 74).

    Como bom estar do lado dos barrados no baile. Como libertrio saber-se fi el busca daquilo que realmente conta. Eu me sentiria extremamente infe-liz se fosse listado entre aqueles que, acreditando no discurso fantasioso da interdisciplinarida-de, nada mais tivessem a mostrar ao mundo do que aquilo que indica o quo fracos e covardes se fi zeram em tudo isso, ao se renderem a uma miragem, a uma utopia interesseira, a uma mera iluso.

    N

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    DAS AGNCIAS

    Na manh do dia 08, foi re-alizada no municpio de To-mazina, a I feira cultural Ns Podemos Tomazina, em par-ceria com o Servio Social da Indstria (SESI) de Ban-deirantes, escolas municipais e entidades locais. O depar-tamento municipal de edu-cao e a cmara municipal ajudaram na iniciativa e con-cretizao do projeto. O even-to iniciou a partir das 10h no salo da parquia Nossa Se-nhora Aparecida e teve como objetivo divulgar as aes re-alizadas por pessoas, entida-des, prefeituras e clubes de servios que contribuem para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milnio (ODM), incentivar o intercm-bio de boas prticas, alm de divulgar os atrativos do Norte

    Ns Podemos Tomazina tema de Feira CulturalO evento iniciou a partir das 10h no salo da parquia Nossa Senhora Aparecida e teve como objetivo divulgar as aes realizadas por pessoas, entidades, prefeituras e clubes de servios que contribuem para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milnio

    ARTES

    Pioneiro e o potencial tursti-co rural, ecolgico e religioso da regio, com o resgate das tradies e a valorizao da cultural local. Na programa-o incluiu feira cultural, ex-posio de projetos, tradies folclricas regionais, apre-sentaes artsticas, comidas tpicas e artesanato, palestras e recreao. Tambm fez parte da programao a mostra de projetos Ns Podemos Para-n, com a fi nalidade de exi-bir projetos que contribuem para os objetivos do milnio que ir contribuir com os es-foros de todos e que sejam conhecidos nos municpios do pas, em aes articuladas com diversos ministrios, em que as administraes mu-nicipais podem concorrer a selos de experincia, capazes de render amplos dividendos e qualidade de vida para a populao na reta fi nal para a conquista das Metas do Mi-lnio.

    A Farsa do JriARTIGO Por VLADIMIR POLZIO

    Conforme anunciou o Fantsti-co no ltimo domingo, dia 19 ter incio o julgamento, pelo Tribunal do Jri, do ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, pelo desaparecimento e morte de Elisa Samudio, me do seu fi lho. Na reportagem foram mos-trados trechos dos depoimentos dos envolvidos, e tanto o advo-gado contratado pela famlia da morta, Jos Arteiro Cavalcante, como o da defesa, Rui Pimenta, j esboaram as teses que sero defendidas no tribunal: Nasceu uma histria de homicdio. fi c-o. No houve esse crime. Esse crime vai ser todo reestruturado, analisado no Tribunal do Jri, disse Rui. A dona Snia, me de Eliza, est cobrando, doutor Rui, os ossos da moa. Cad os ossos da moa?, provocou Jos. No se encontrou fi o de cabelo, no se encontrou nada que pudesse presumir, pelo menos, ter ali, naquele palco, havido um homi-cdio, continuou Rui. O certo que ela est desaparecida e ela morreu. Eu quero lembrar o doutor Rui que no necessrio ter o cadver, rebateu Jos.De muito tenho comigo que no h justia no Jri. H o melhor ator, a melhor atriz, o melhor caso. Na verdade, quem vai para o Jri trabalhar, tanto pelo lado da acusao quanto da defesa, raramente se importa em saber o que realmente houve. Cada qual cria sua prpria verdade. E assim, tudo se transforma num teatro: h choro, indignaes,

    ofensas entre os atores principais (geralmente promotores, advoga-dos ou defensores), insinuaes, que muitas vezes transpassam queles sem muita afi nidade com o espetculo que tudo aquilo verdade.Sempre houve Jri no Brasil. Na atual Constituio, considera-do direito fundamental, e por ele so julgados todos os crimes intencionais, chamados dolosos, contra a vida, sejam consuma-dos (quando algum quer matar e realmente mata) ou tentados (quer matar, mas no consegue). Assim, o objetivo do jogo con-vencer a maior quantidade de jurados sobre uma tese; como so 7 jurados, convencer 4 basta. Os argumentos no precisam ser sequer jurdicos, porque os jura-dos raramente conhecem direito ( jurados so professores, banc-rios, estudantes, donas de casa etc). Isso justia? No creio. Se os juzes de direito, que so treinados para julgar, e recebem para isso, esto sujeitos a erros, o que dizer daquele que no tem formao jurdica? Infelizmente, no Tribunal Jri, a condenao de um i