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Especial de Natal

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Especial de Natal

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  • ESPEC IAL NATALESPEC IAL NATAL|5|5Sexta-feira | 21 de dezembro de 2012Sexta-feira | 21 de dezembro de 2012

  • Sexta-feira | 21 de dezembro de 2012Sexta-feira | 21 de dezembro de 20126|6|ESPEC IAL NATALESPEC IAL NATAL

    UNA - Era uma tarde do dia 24 de dezembro de 2002. Como de rotina, diversas viaturas circulavam a cidade fazendo a ronda cotidiana em prol do bem-estar pblico. Sargento Israel, como de costume, por ser vspera de natal, tinha se colocado disposio. Ciente das adver-sidades da vida, por trabalhar na rua como policial, todo ano costume que mantm at hoje ele comprava al-guns brinquedos e distribua s famlias mais carentes que encontravam, durante seu trajeto, junto dos amigos policiais que compunham a viatura.

    Mas naquele ano, naquela tarde, Israel percebeu que os presentes que ele entregava tinham outros significados prticos que iam alm de seus objetivos. Ele, que esta-va preocupado em sanar uma dor, que a de no receber um presente no dia do Natal,

    acabou participando de um enredo que j se alastra por dez anos.

    Estava eu e mais trs colegas de servio. Era no bairro Novo Horizonte, quando paramos a viatu-ra e ns nos dirigimos at uma casa para dar alguns presentes. Quando eu che-go casa, percebo que a me das crianas, grvida, estava preste a dar a luz, conta o sargento, que diz ter imediatamente socorrido a mulher, colocando-a dentro da viatura. Em seguida, partimos para o hospital, mas no meio do caminho a bolsa arrebentou e eu acabei fazendo o parto de um meni-no, que hoje deve ter seus 10 anos, afirma.

    Casos como o do Sargento Israel acontece todos os dias com profissionais da rea da segurana pblica.

    Israel diz que, antes , quando no existia em Una

    o batalho do Corpo de Bom-beiros, a PM era quem fazia os trabalhos de resgates e primeiros socorros. Perdi a conta das vezes que aju-damos pessoas em situaes de risco. Era comum, pois, naquela poca, fazamos o papel dos bombeiros, re-lembra.

    Outro ponto ressaltado por Israel sobre uma prtica

    que, segundo ele, bastante comum entre os militares, que a de dar presentes a pessoas carentes. Segundo o sargento, comum entre os militares, a compra de presente para serem doados a pessoas carentes de regies necessitadas.

    Pode ser porque tra-balhamos mais prximo da realidade e constantemente

    convivemos com as dure-zas da vida, ento quando chega nesta poca, presen-tear algum o mnimo que podemos fazer para que o natal dessas crianas seja mais feliz, afirma Israel. O policial no tem notcias do menino que ajudou a colocar no mundo, somente sabe que sua famlia era da cidade de So Francisco.

    SARGENTO Israel, que fez o parto de uma mulher na vspera de natal; o menino hoje tem 10 anos

  • UNA - Todos os anos, os Correios realizam a campanha Papai Noel dos Correios, onde cartinhas so enviadas s agn-cias com o objetivo de serem apa-drinhadas por algum que queira realizar tais desejos. De acordo com o regimento da campanha, as pessoas a serem atingidas com o projeto so crianas com idade at 10 anos e que estejam matriculados em qualquer rede de ensino.

    As cartinhas devem ser es-

    critas mo (manuscrita); as crianas que queiram participar devem se enquadrar, segundo os Correios, dentro da vulnerabili-dade social; os pedidos tambm devem ser preferencialmente voltados a objetos como brin-quedos, material escolar, roupas. Porm, outros itens solicitados podero ser avaliados, sendo as cartas submetidas ao possvel apadrinhamento. J crianas portadoras de alguma defi cincia fsica ou mental, no h limites de idade.

    Este ano, a agncia central dos Correios no municpio re-cebeu, segundo informaes do prprio gerente da agncia, Joo Ricardo Mendes, 850 cartinhas. At o dia em que a reportagem o entrevistou, na tera-feira (18), 600 dessas cartas j tinham sido apadrinhadas. As cartinhas co-mearam a ser encaminhadas no ms de novembro, e, conforme Joo Ricardo, a data fi nal para que eles pudessem ser entregues se encerrou no dia 7. Nossa funo receber as cartinhas, selecion-las e depois fazer as entregas, explica. Todas as

    entregas so feitas pelo sistema Sedex.

    Carta que sensibilizou

    Entre todo esse tempo em que Joo esteve frente dos Correios em Una, houve uma cartinha que lhe sensibilizou. Segundo ele mesmo explica, os pedidos so variados, indo de comida a brinquedo. Mas no ano de 2010, uma carta escrita por um meni-no, lhe fez pensar na vida e suas adversidades. Segundo o gerente, na cartinha o menino pedia a quantia de R$ 5 para comprar leite e po. Ao falar, durante a entrevista sobre a histria, Joo encheu os olhos de lgrimas.

    Mas tambm segundo ele, estas histrias tm diminudo. Este ano mesmo, a seleo que feita pelos prprios funcionrios dos Correios, se deparou com pe-didos que extrapolavam as metas para a qual a campanha foi criada.

    A campanha, como bem disse Joo, nasceu nas agncias dos Correios de Minas Gerais e seu intuito principal atender a pedidos de crianas que estejam

    em situao vulnervel. Ultimamente, estamos tendo

    pedidos que descaracterizam a campanha, tira seu foco.

    Este ano, por exemplo, tive-mos que fazer uma seleo mais detalhada, porque tiveram pedi-dos que extrapolavam, como foi o caso de cartinhas que queriam celulares, notebook e coisas do gneros", comenta.

    Interessados tm at hoje para apadrinhar as cartas

    Conforme destacado, at

    tera-feira (18), das 850 cartinhas 600 j tinham sido apadrinhadas, restando ainda 200 pedidos. De acordo com o gerente, caso as que restam no sejam apadri-nhadas no haver entrega, pois os Correios no arcam com os pedidos no correspondidos.

    Quem quiser apadrinhar alguma cartinha tem que vir agncia at o dia 21(hoje), ressalta Joo. A agncia dos Correios est localizada na Rua So Jos, n 217, regio central de Una prximo Prefeitura.

    UNA - O Rotary Club Una, por meio da Casa da Amizade Marlene Vieira Coelho, realizou a 6 edio da Casa do Papai Noel, que organizada todos os anos pelo clube de servios. De acordo com a presidente da Casa da Amizade Marlene Vieira Coelho, Isabel Cristina Xavier, a casa tem entre seus objetivos, o de proporcionar popula-o unaiense um momento de entretenimento em uma poca quando que feita justamente para a comunho entre as pesso-as. Muitas pessoas tem acesso a muitas coisas nesta poca do ano, como viagens, presentes; mas por outro lado, existem aquelas pessoas que nunca es-tiveram prximas de um Papai Noel, e isto muito signifi cante para eles e para ns, defi ne a presidente.

    A casa, este ano, est lo-calizada prximo Praa da Prefeitura; ela conta com vrios cmodos e abriga em seu espao

    uma casinha de barro minia-tura referenciando tcnica da construo de casas de barros, muito utilizado no passado pe-los moradores da regio e um prespio que merece destaque devido sua iluminao e mon-tagem das peas.

    Teve um senhor, com apro-ximadamente 70 anos, que chegou aqui e fi cou olhando a casinha de barro, fi cou parado um bom tempo admirando, deve ser que ele j morou em uma casa de barro, relembra a presidente, para justifi car que a Casa do Papai Noel acaba tendo outros signifi cados que vo alm do entretenimento fugaz. Para ela, a possibilidade de propor-cionar s pessoas um momento de refl exo, principalmente da vida. Tem crianas e adultos tambm que nunca tinham visto um Papai Noel, ressalta Isabel.

    Este ano, a Casa do Papai Noel comeou a ser construda no dia 3 de novembro e em 1 de

    dezembro j estava toda decora-da e pronta para ser inaugurada. Segundo explica a presidente da Casa que como disse no fez nada sozinha, destacou a ajuda de todos os rotarianos e suas respectivas damas, como sobre a coordenao, que, este ano, est sob direo do casal Geraldo Ferreira e Maria Helena Ribeiro as casas, que todo ano mudam de lugar, para modifi car o ambiente, so doadas pelos prprios rotarianos ou por pes-soas que se sensibilizem com a causa. Uma de nossas maiores difi culdades hoje em dia en-contrar casas, principalmente na regio central de Una, pois so poucas as casas que esto desocupadas, comenta a pre-sidente.

    A Casa do Papai Noel est localizada na Rua Djalma Tor-res, n 233, regio central de Una. Fica aberta ao pblico at amanh; o horrio de funcio-namento das 14h s 22h, de

    segunda sexta-feira, entrada franca.

    Cartinhas para o Papai Noel

    Este ano, conforme confi r-ma a presidente, cerca de mil cartinhas foram entregues pelas crianas ao Papai Noel; os pedi-dos so variados indo de cesta bsica a carrinhos e bonecas. Devemos atender em mdia 70% das cartinhas recebidas, destaca Isabel, que tambm afi rmou ser uma das difi culda-des encontrarem pessoas para apadrinhar as cartinhas. At que temos tido sorte e estamos conseguindo atender um gran-de nmero de pedidos, mas se tivssemos mais apoiadores conseguiramos atingir 100% das cartinhas, considera.

    At o momento em que a reportagem do Jornal Dinmico (JD) esteve na Casa, exatamente 8560 pessoas j tinham assina-

    do a lista de visitao; isto, de certa forma, comprova o que a presidente ressaltou durante sua entrevista: se no tivesse a Casa do Papai Noel, no haveria atrativo nenhum para a populao de Una nesta poca.

    DE ACORDO com gerente Joo Ricardo Mendes, em 2010 teve um menino que pedia em sua car nha R$ 5 para comprar

    po e leite

    PEDIDOS como notebook e celulares descaracterizam a campanha dos Correios, a rma gerente da agncia central dos Correios de Una

    TEXTO E FOTOS: MARCOS ANTNIO/JD

    ESPEC IAL NATALESPEC IAL NATAL|7|7Sexta-feira | 21 de dezembro de 2012Sexta-feira | 21 de dezembro de 2012

    APROXIMADAMENTE mil cartinhas foram entregues ao Papai Noel; direo da casa afirma atender 70% delas

    Cerca de 10 mil pessoas j visitaram a Casa do Papai Noel, organizado pela Casa da Amizade Marlene Vieira Coelho

    TEXTO E FOTOS: MARCOS ANTNIO/JD

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