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  • Crises epilépticas

    Elza Márcia Targas Yacubian

    Silvia Kochen

    Crises epilépticas Elza Márcia Targas Yacubian • Silvia Kochen

    CD-ROM com vídeos Apoio:

  • Elza Márcia Targas Yacubian

    Silvia Kochen

    Crises epilépticas

  • Crises epilépticas Copyright © 2014 – Elza Márcia Targas Yacubian e Silvia Kochen

    Proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio ou sistema, sem prévio consentimento da editora, ficando os infratores sujeitos às penas previstas em lei.

    Todos os direitos desta edição reservados a: Leitura Médica Ltda.

    Projeto Gráfico e Arte: Almir Roberto Rua Rui Barbosa, 649

    Bela Vista – São Paulo, SP CEP 01326-010 – Telefax: (11) 3151-2144

    E-mail: [email protected]

    Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

    Yacubian, Elza Márcia Targas. Kochen, Silvia.

    Crises epilépticas / Elza Márcia Targas Yacubian, Silvia Kochen. – São Paulo : Leitura Médica Ltda., 2014. ISBN 978-85-61125-46-2

    Bibliografia 1. Epilepsia 2. Sintomatologia I. Yacubian, Elza Márcia Targas II. Kochen, Silvia. III. Título

    Índice para catálogo sistemático: 1. Crises epilépticas : Semiologia : Neurologia : Medicina

    Impresso no Brasil 2014

  • Prof. Dra. Elza Márcia Targas Yacubian Unidade de Pesquisa e Tratamento das Epilepsias, Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo, Brasil.

    Prof. Dra. Silvia Kochen

    Centro de Epilepsia, Divisão de Neurologia do Hospital R. Mejia do Instituto de Biologia Celular e Neurociências da Universidade de Buenos Aires, Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica. Buenos Aires, Argentina.

  • Crises epilépticas

    As últimas décadas testemunharam avanço considerável nos conhecimentos das crises epi- lépticas e das epilepsias mediante a contribuição da videoeletroencefalografia, dos estudos estruturais e funcionais do sistema nervoso, como ressonância magnética, tomografia por emissão de fóton único, tomografia por emissão de pósitrons e aplicação de técnicas gené- ticas.

    No presente momento, as Classificações oficiais da International League against Epilepsy (ILAE) ainda são a Classificação de Crises Epilépticas de 1981 (Commission, 1981) e a Classificação das Epilepsias e Síndromes Epilépticas de 1989 (Commission, 1989).

    Em 2001, ante a necessidade de revisão dessas classificações preconizadas na década de 1980, foi constituído um grupo de trabalho pela ILAE que recomendou um esquema diag- nóstico para os distúrbios epilépticos composto de cinco eixos (Engel, 2001). O eixo 1 compreende a classificação da fenomenologia ictal e consta de um glossário no qual são definidos os termos a serem aplicados à descrição dos diferentes tipos de crises epilépticas (Blume et al., 2001).

    O eixo 2 compreende a classificação das crises epilépticas e consta de uma lista dos tipos de crises após sua caracterização por meio da aplicação dos conceitos propostos no eixo 1. Crises epilépticas são entidades que apresentam, de forma conhecida ou presumida, subs- tratos anatômicos ou mecanismos fisiológicos únicos. No eixo 3 figuram as síndromes epilépticas e, no eixo 4, intimamente relacionado a este, a classificação etiológica das doen- ças frequentemente associadas a crises ou síndromes epilépticas. Finalmente, no eixo 5, a classificação do grau de comprometimento psicossocial das pessoas com epilepsias, segun- do um esquema baseado em proposta da Organização Mundial da Saúde. Este grupo de trabalho propôs que os clínicos utilizassem esse esquema diagnóstico em cinco eixos para determinar sua utilidade em pacientes individuais.

    Em 2010 foi publicado o relatório da Comissão de Terminologia da ILAE (gestão 2005-2009) com a introdução de novos conceitos em epileptologia (Berg et al., 2010). Vá- rios desses conceitos serão utilizados em nossa exposição.

    Em 2014, foi ainda publicada a nova definição de epilepsia (Fisher et al., 2014).

    A proposta deste texto é atualizar os conhecimentos dos estudantes e profissionais na área de Classificação das Crises Epilépticas, estágio fundamental para a programação de exames

  • complementares e instituição terapêutica. Embora uma das propostas desenvolvidas para a classificação das crises se baseie puramente na fenomenologia comportamental (Lüders et al., 1998), o EEG representa um instrumento importante e, algumas vezes, fundamental para estabelecer o diagnóstico correto. Assim, na presente abordagem não poderíamos nos restringir puramente à análise semiológica dos eventos críticos e optamos por utilizar, sem- pre que necessário, o conceito clássico de correlação eletroclínica.

    Em um futuro próximo, é possível que tenhamos a nova ou as novas classificações oficiais da ILAE. Estão sendo discutidos formatos modulares de classificação para vários propósi- tos, como ensino, ensaios clínicos, estudos epidemiológicos e tratamento cirúrgico. Muito provavelmente tais esquemas exigirão tempo considerável até que sejam testados e aceitos internacionalmente.

    Elza Márcia Targas Yacubian e Silvia Kochen Julho de 2014

  • Índice

    Seção 1 - Classificação das crises epilépticas ............................................................................. 9 Zona epileptogênica ......................................................................................................................12 Seção 2 - Semiologia das crises focais ...................................................................................... 17 Conceito de auras epilépticas ........................................................................................................19 Crises com manifestações motoras ................................................................................................27 Crises especiais .............................................................................................................................34 Crises epilépticas com fenômenos negativos ............................................................................34 Semiologia dos lobos cerebrais ......................................................................................................37 1. Crises frontais ............................................................................................................................37 Crises pré-centrais ..................................................................................................................39 Crises pré-motoras ...................................................................................................................40 Crises pré-frontais ....................................................................................................................40 Crisis pré-frontais dorsolaterais ...............................................................................................40 Crises pré-frontais mesioventrais .............................................................................................41 2. Crises temporais ........................................................................................................................41 Epilepsia mesial do lobo temporal com esclerose hipocampal .................................................41 Definição ............................................................................................................................41 História da epilepsia mesial do lobo temporal com esclerose do hipocampo .....................44 Semiologia clínica ..............................................................................................................45 Epilepsias da região perissilviana .............................................................................................47 1. Crises que se originam na região perissilviana temporal anterior ...................................48 2. Crises que se originam na região perissilviana temporal medial ....................................50 3. Crises que se originam na região perissilviana lateral .....................................................50 4. Crises que se originam na região perissilviana posterior .................................................50 3. Crises do córtex posterior ...............................................................................................................51 Crises do lobo occipital..................................................................................................................51 Crises visuais elementares e complexas .............................................................................51 Manifestações visuais positivas................................................................................................52 Manifestações visuais negativas...............................................................................................52 Outros sinais ............................................................................................................................52 Crises do lobo parietal ...................................................................................................................54 Crises parciais simples sensitivas .............................................................................................54 Fenômenos positivos .........................................................................................................54 Fenômenos negativos ...............................

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