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Elogio do Grande Público - Dominique Wolton

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Dominique Wolton

Elogio do grande pblicoUma teoria crtica da televisoTraduo de Jos Rubens Siqueira

editora ica

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Dominique

Elogio do grande p u b l i c o uma t eoria critica da televisoSrie

654.19/WS69e(18747S/O3)

lemasVolume 52

Editor

Nelson dos ReisEditor-assistente

Ivany Picasso BatistaPreparao dos originais

Antivan Guimares MendesReviso

Mrcia Cruz Leme Irene Catarina MigroProjeto Grfico

Margarete GomesEditorao Eletrnica

Valdemir Carlos PatinhoCapa

Ettore Bottini

Impresso: Grfica Palas Athena

Flammarion, 1990 Ttulo original: Eloge du grand public Une thore critique de Ia tlvision ISBN 85 08 05909 41996

Todos os direitos reservados pela Editora tica Rua Baro de Iguape, 110 - CEP 01507-900 Caixa Postal 8656 - CEP 01065-970 So Paulo - SP Tel.: (011) 278-9322 - Fax: (011) 277-4146 Internet: http^www.atica.com.br e-mail: [email protected]

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SumrioPrefcio edio brasileira, 5 Prefcio, 9 Introduo, 11

PRIMEIRA PARTE

A televiso: um objeto no pensado, 21 Introduo: A televiso entre as paixes, a poltica e as modas, 23 1. Do monoplio da televiso pblica ao triunfo da televiso privada, 25 O domnio, o desgaste e o declnio do modelo da televiso pblica, 25; O contexto atual: bale ideolgico, convivncia, crise da reflexo, 33 2. A televiso: um objeto difcil de analisar, 43 Uma mdia difcil de apreender e complexa de analisar, 44; O conformismo crtico, 48

SEGUNDA PARTE

A unidade terica da televiso, 63 Introduo: Elogio do grande pblico, 65 3. A unidade terica da televiso, 67 A imagem, 67; Um meio de massa, 74 4. As ideologias da televiso, 81 A televiso entre a ideologia tcnica e a ideologia poltica, 82; A ideologia da comunicao, 90 v

TERCEIRA PARTE

O desafio fundamental: televiso geralista ou televiso fragmentada, 97 Introduo: Televiso, lao social e espao pblico, 99 5. Televiso fragmentada contra televiso geralista, 103 A televiso fragmentada, ou i o "menu" contra o " Ia carte", 103; A televiso geralista contra o espao pblico fracionado, 111; Por que a televiso fragmentada uma m soluo para os problemas da televiso geralista?, 115

ELOGIO DO GRANDE PBLICO

f. Televiso e lao social, 122 O inapreensvel e indispensvel grande pblico ou a superao do fraI cionamento social, 125; A televiso: o lao entre o indivduo e a masi s, o particular e o geral, 132 l 7. A televiso no espao da comunicao, 139 \ A televiso, um instrumento nacional de comunicao, 139; Por um i lugar modesto da televiso no espao pblico, 147 8. A televiso brasileira, 153 ! Histria, 153; O lugar da televiso na sociedade brasileira, 155; TV Globo, 159; O sistema audiovisual no seu conjunto, 161; Telenovelas ou o carter brasileiro, 163 9. O sistema audiovisual europeu, 167 O contexto geral, 167; As televises da unio europia, 169; As polticas europias em matria de televiso, 172QUARTA PARTE

A iluso da televiso cultural ou o espao pblico fragmentado, 177 Introduo: A cultura no espao pblico "midiatizado", 179 10. Cultura e televiso: entre a convivncia e o apartheid, 181 Os encantos do gueto cultural, 185; A superioridade da televiso geralista, 193 11. Cultura: os limites da comunicao, 207 A relao de fora: cultura de elite cultura de massa, 210; A cultura seduzida pelo individualismo miditico, 214; As quatro relaes possveis entre cultura e televiso, 226 As sereias da televiso europia, 231 Introduo: Entre o voluntarismo e a Histria, 233 12. A televiso sem fronteiras ou o triunfo da tecnocracia, 237 Televiso europia: a eurocracia alm dos seus limites, 237; Tarde demais ou cedo demais, 249; A Europa Oriental sempre bate duas vezes, 261 13. Televiso, identidade e nacionalismo, 275 Qual identidade, qual cultura, qual Europa?, 281; O retorno do nacionalismo, 292; O que fazer, o que no fazer, 298Concluso, 315

QUINTA ' PARTE

Prefcio edio brasileiraA televiso constitui uma mudana radical na histria da comunicao. A imprensa escrita, a partir da metade do sculo XIX, j havia permitido que um nmero sempre maior de cidados tivesse acesso a informaes, mas havia sempre a barreira da leitura. O rdio, depois da Primeira Guerra Mundial, foi uma outra revoluo, mais democrtica. Leve, barato, podia ser escutado por todo o mundo e o seu sucesso constante fez dele, sem dvida, em nvel mundial, o instrumento de comunicao mais democrtico de todos, quase sempre inseparvel da luta pela liberdade. A chegada da televiso na dcada de 1950 veio revolucionar uma comunicao que, com o rdio, j se havia libertado das limitaes de distncia. Com a televiso foi o milagre da imagem. Seu sucesso imediato, como eco do sucesso do cinema no decnio de 1940 antes, colocou a imagem no primeiro plano da civilizao ocidental. No s o espetculo em imagem seduzia imediatamente, como tambm a janela para o mundo proporcionada pela informao, pelos documentrios, filmes e espetculos estrangeiros fizeram da televiso um dos meios instrumentais da emancipao cultural. E nesse sentido que a conceberam os que primeiro a promoveram. A televiso, mais do que o seu papel de distrao, devia assumir um papel cultural e de educao em sentido amplo. Exceto nos Estados Unidos, onde o modelo exclusivo foi o da televiso comercial, deliberadamente oposto a toda problemtica cultural. No resto do mundo, e sobretudo na Europa, a televiso ligava-se ao servio pblico, com um desejo de promoo cultural. Na realidade, o surgimento da televiso h meio sculo e o seu sucesso so inseparveis do surgimento da democracia de massa e da progressiva abertura para o mundo. Historicamente, a televiso , at hoje, um instrumento na longa histria da emancipao e da democracia. Devido ao seu prprio status: acessvel a todos, gratuita, com possibilidade de oferecer mensagens de todas as naturezas, abertura para o mundo atravs das informaes, dos documentrios e dos filmes, ela considerada por muitos, de direita e de esquerda, pelos liberais, pelos progressistas e por certos conservadores, como um instrumento de emancipao. Da os debates violentos que, depois de cinqenta anos, opem os partidrios da televiso pblica, que querem faz-la desempenhar um papel cultural em sentido amplo, e os partidrios da televiso comercial, que querem ver nela um instrumento de divertimento e rentabilidade.

ELOGIO DO GRANDE PBLICO -

Ospoderespblicos, em quase todas as partes, tiveram medo da influncia da televiso sobre os pblicos. Quiseram exercer controle sobre ela para evitar efeitos negativos, assim como quiseram dela se servir na maioria das vezes para influenciar os cidados! A encontramos, sem dvida, uma das concluses mais interessantes do ponto de vis

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