Edi§£o 2026

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Espírito Santo de FATO

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  • Assessor do deputado estadual foi preso por trfico de drogas antes de tomar posse no cargo

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    Priso de assessorsurpreende Glauber

    MAIS DEUM MSEM FUGA

    Dois dos trs presidirios que escaparamem 7 de janeiro continuam soltos

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    VEJA NO SITE WWW.JORNALFATO.COM.BR O VDEOEM QUE GLAUBER FALA SOBRE AS ACUSAES

    Skatistas tomam oCENTRO DA CIDADE

    Competio acontece em rampa improvisadana Praa Jernimo Monteiro na tarde de hoje

    ALUNO ESPECIAL ERAimpedido de estudar

    Somente ontem a Prefeitura deCachoeiro disponibilizou professor paraacompanhar o garoto em sala de aula

    PASSOU DO PONTOMARATAZES VAI LICITARtransporte universitrio

    Depois de muita reclamao, est marcadopara a prxima quarta o processo para a

    contratao de mais seis nibus

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    Ponto de nibus prximo Igreja daConsolao derrubado durante a noite

    e prefeitura termina a demolio

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    Wanderson Amorim

    Divulgao

    Wanderson Amorim Jos Rubens Brumana

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  • ES DE FATO, SBADO,12 DE FEVEREIRO DE 2011OPINIO2

    (hmansur@mbmonline.com.br)HIGNER MANSUR

    CONEXO MANSUR Ano 4 - n 90

    ORAMENTO: 60% DE REMANEJAMENTO?EM NO SURPREENDENTE REVIRAVOLTA o Prefeito Castegli-

    one arrancou da Cmara remanejamento de 60% entre verbas doOramento de 2011. H menos de ms, a Cmara lhe permitiraapenas 1,3 %.

    Explicao necessria: quando se faz oramento, deve ser deixa-da margem para erros - prudente margem de mais ou menos 10%do total do oramento. demonstrao de boa vontade do legisla-tivo; razovel margem que no configura incompetncia de quemfez o oramento - a Prefeitura de Cachoeiro. Quando a Cmara deu1,3%, deu pouco. Dando 60%, deu demais, acima do tolervel.Pedir 60 %, ou se est tentando fugir antecipadamente da fiscaliza-o legislativa ou , tambm por antecipao, confisso de incom-petncia para fazer o oramento, dado que se mexer muito nele,desfigurando-o.

    Tirante a forma no republicana de aprovar os 60% (projeto apre-sentado num dia e no mesmo dia aprovado, sem ouvir as comis-ses do Legislativo e sem publicar no Jornal da Pauta), parece-mecerto o Vereador Jos Carlos Amaral ao dizer que o oramento,com tal percentual de alterao, acaba por se tornar ilegtimo e noconforme a lei. Ao fim, a Cmara outorgou ao Prefeito algo que nopoderia outorgar: autorizao para tornar o Oramento pea tre-mendamente diferente da inicial. O que, antecipadamente, sobqualquer argumento, autorizado modificar acima de 50%, no real, fico.

    Curiosamente, o principal argumento de quem defende o exces-sivo remanejamento, o de que no tempo do ex-prefeito Ferrao oremanejamento era de 100%.

    Ou seja, o que querem um dia ser... Ferrao.

    A PRINCPIO FIQUEIABISMADO com a deci-so do Supremo TribunalFederal (STF): em coliga-es (eleies de deputa-dos e vereadores) preva-lece a ordem de supln-cia em cada partido, e noem cada coligao, comose decidia. A coligaovale at a proclamao doresultado da eleio. Pro-clamado, o partido pre-ponderara: deputado ouvereador s pode sersubstitudo por deputadoou vereador do mesmopartido. A coligao, frutocircunstancial e anmalo,morre. Coligao ex-crescncia para perpetu-ar legendas de aluguel;faz bem a quem detm opoder - no democracia.

    Se a base da democra-cia o partido (ningumfala que a coligao estno Poder), nada mais le-gal do que prestigiar par-tidos em detrimento decoligaes. Acatandoponderadas vozes dosque raciocinam por prin-cpios e no pela m for-a circunstancial, aderifirme ao argumento deque partidos tm de serprestigiados e coligaesmorrem assim que pro-clamado o resultado daeleio. Afirmar que an-tes no era assim, ape-nas refora a tese de queo que est errado devemudar. Mudou.

    PARTIDO OULEGENDA?

    MRMORE: E O ARTESANATO?Higner MansurMARAGOGIPINHO, CIDADE BAIANA de 3000 habitantes, s por ter

    bom barro (isso mesmo, barro), descobriu sua vocao e, por causa disso,s por isso, d emprego a quase toda populao local. Mais, at importouarteso de Cachoeiro, Fernando Vaz, para fazer l o que ele no conseguiafazer aqui. o que est em importante revista de circulao nacional, aHORIZONTE GEOGRFICO (est nas bancas de Cachoeiro).

    Chamo a ateno: o barro est na natureza, no polui, no atrapalhaningum e ficar no cho no faz diferena para o meio ambiente.Tirou o barro, ele tem serventia; no tirou, fica inerte, no traz preocu-pao, no atrapalha o meio ambiente.

    Em Cachoeiro e na maioria dos municpios sulinos, rejeito de mr-more e granito problema srio; subproduto de riqueza imensa que e precisa ser explorada, pois a alavanca a regio. Ao revs de Mara-gogipinho, onde a vocao, sua matria prima, no poluente e ali-menta milhares de cidados, aqui a matria-prima, mais propriamen-te o rejeito dela, srio problema ambiental e quase no h quem oexplore racionalmente. Cachoeiro no descobriu sua vocao paraaproveitar rejeitos da explorao do mrmore e do granito; preferejog-los montanha abaixo nas jazidas ou despej-los em lixes, juntoa outros insumos evidentemente inaproveitveis, em maioria.

    As conseqncias sobre cidades que no exercem sua vocaoso diversas, principalmente: (1) nem o cidado das classes menosprivilegiadas tem chance de mostrar sua arte e aumentar seu patri-mnio material e, quem sabe, apresentar-se como arteso de famanacional, enriquecendo o patrimnio imaterial da cidade; (2) nem acidade d bom destino ao rejeito que produz. Transformamos solu-o em problema.

    O culpado? Para uns, so empresrios do mrmore, que (alguns afir-mam) querem tirar proveito mximo, sem se preocupar com o meioambiente e com a face cultural que as pedras podem trazer (como emCarrara, Itlia, para ir ao topo). Outros culpam a prefeitura em todas asadministraes presente e passadas, as quais - mesmo tendo rgoscompetentes - preferem fazer ouvidos de mercador, ou porque no sa-bem da riqueza que a cidade tem escondida nos rejeitos, ou porque avontade de fazer, havendo, se perde em labirintos burocrticos.

    Outros mais acusam: a culpa mais da intelligentzia cachoeirense,da opinio pblica da cidade, que deixa passar e no faz como o povode Maragogipinho, que meteu a mo na massa, ou, literalmente, quemeteu a mo na lama. Na revista HORIZONTE GEOGRFICO nose fala em grandes empresrios ou prefeitura - fala no povo, ns.

    LEI FEDERAL X LEI MUNICIPALSEGUNDO NOTCIAS DESTE JORNAL (est no site), o Pastor De-

    landi, Secretrio de Meio Ambiente confirmou concesso da licenapela prefeitura de Cachoeiro, para derrubada de 92 rvores beira doRio Itapemirim, em rea de Preservao Permanente. Disse o secre-trio Delandi: "Realmente aquela rea de preservao ambien-tal permanente, por ser margem do Rio Itapemirim, e sabemosdo vigor da Lei Federal que impede obras ou intervenes nolocal. Mas h itens no PDM que modificam a metragem base dedistncia do Rio para se realizar obras ou construes".

    o que tenho dito: em Cachoeiro, a legislao urbanstica (PDM - PlanoDiretor Municipal) tem sido facilitadora da destruio da natureza e causa-dora de grandes problemas urbanos. O que a lei federal protege, a lei muni-cipal detona, com colaborao de muita gente que se zanga quando ouveverdades. Deveria saber o secretrio que leis federais ambientais prepon-deram sobre leis municipais. Por isso este jornal disse ser "comprovadoque a derrubada de rvores das margens dos rios potencializa asenchentes. O Cdigo Florestal, vlido em todo o territrio nacional,tambm probe construes a menos de 30 metros das margensdos rios. Se for constatado crime ambiental, conforme dispe a LeiFederal 9.605/98, a empresa poder ser multada em at R$ 50 mil porhectare danificado. A lei tambm prev pena de deteno, que variade um a trs anos". (Leis e penalidades no so s para empresa).

    O CHINES, O PADRE E A TANAJURAQUANDO CRIANA (1960) NO ALEGRE, morava frente nossa

    casa uma famlia de chineses, dona da lavanderia. Diziam que elacomia bunda de tanajura torrada, uma iguaria. Uma vez vi um ochinesinho comer a tal iguaria - fiquei enojado. Hoje sei, era iguariamesmo; dia desses li numa revista que no interior do nordeste doBrasil ainda hoje famlias vo caa de tanajuras, para com-las epara export-las Frana, ptria da alta cozinha.

    A fama da iguaria antiga. O Padre Anchieta rendeu-se s maravilhasda tanajura torrada. Em carta que escreveu aos seus superiores, fins demaio de 1560, a famosa "Carta de So Vicente", o padre pontuou:

    "Das formigas parecem dignas de comemorao as chamadasi (tanajura); so um tanto ruivas, trituradas cheiram a limo;cavam para si grandes casas debaixo da terra. Na primavera, isto, em setembro, e da em diante, fazem sair o enxame dos filhos,quase sempre no dia seguinte ao de chuva e trovoada, se o solestiver ardente; os pais vo adiante e, correndo com a boca aber-ta de um lado para outro, enchem todos os caminhos, e pregammordidelas mais cruis do que em outro tempo, at fazer san-gue; e logo voam procura de novas casas para si, to numero-sos muitas vezes que formam uma nuvem no ar; em qualquerparte que caiam cavam imediatamente a terra, construindo cadaum a sua habitao; depois, porm, de pouco tempo morrem.

    Para ver quando elas saem de suas cavernas ajuntam-se asaves, ajuntam-se os ndios, que ansiosamente esperam estetempo, tanto homens, como mulheres; deixam as suas ca-sas, apressam-se, correm com grande alegria e saltos de pra-zer para colher os frutos

    novos, aproximam-se das entradas dos formigueiros e en-chem de gua os pequenos buracos que elas fazem...; e en-chem os seus vasos, isto , certas cabaas grandes, voltampara casa, assam-nas em vasilhas de barro e comem-nas;assim torradas, conservam-se por muitos dias, sem se cor-romperem. Quo deleitvel esta comida e como saudvel,sabemo-lo ns, que a provamos".

  • 3GERALES DE FATO, SBADO,12 DE FEVEREIRO DE 2011

    Criana especial eraimpedida de estudar

    WANDERSON AMORIM

    As aulas comearam naRede Municipal de Cachoei-ro de Itapemirim, na ltimasegunda-feira (7), e a dona decasa Delu