DPE - Fisiologia

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Trabalho de fisiologia

Text of DPE - Fisiologia

  • UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS - UFAM

    FACULDADE DE EDUCAO FSICA E FISIOTERAPIA - FEFF

    CURSO DE FISIOTERAPIA

    DROGAS PSICOTRPICAS ESTIMULANTES

    MANAUS

    2015

  • ALESSANDRA MARIA SOUZA DA SILVA

    ANA BEATRIZ DA COSTA LAMEIRA

    ANNE CAROLINE LIMA BANDEIRA

    BRENNA OLIVEIRA CORRA

    DANIELA BAPTISTA FRAZO

    ERIK COELHO DA COSTA

    GLENDA RAPHAELLA RIBEIRO MAIA

    KAREN EDA CUNHA DE LIMA

    RAFAELLA DE SOUZA PEREIRA RODRIGUES

    RAYNARA FONSCA DOS SANTOS

    WENBERGER LANZA DANIEL DE FIGUEIREDO

    DROGAS PSICOTRPICAS ESTIMULANTES

    Trabalho solicitado pela Prof Dra.

    Denise Morais para obteno de nota

    parcial referente ao 2 perodo, da

    disciplina de Fisiologia I.

    MANAUS

    2015

  • SUMRIO

    1 INTRODUO .................................................................................................... 3

    2 ANFETAMINAS .................................................................................................. 6

    2.1 Descrio ............................................................................................. 6

    2.2 Medicamentos ..................................................................................... 7

    2.3 Mecanismos de ao e efeitos sobre o organismo ............................ 7

    3 CAFENA ........................................................................................................... 10

    3.1 Origem ................................................................................................ 10

    3.2 Descrio, absoro, metabolismo e excreo ................................ 11

    3.3 Tolerncia ........................................................................................... 12

    3.4 Benefcio na Atividade Fsica ........................................................... 12

    3.5 Efeitos Colaterais ............................................................................... 13

    3.6 Curiosidade: Cafena e Doping ......................................................... 13

    4 COCANA .......................................................................................................... 15

    4.1 Descrio ............................................................................................ 15

    4.2 Mecanismo de ao ........................................................................... 17

    5 NICOTINA ......................................................................................................... 20

    5.1 Descrio ............................................................................................ 20

    5.2 Origem do uso .................................................................................... 20

    5.3 Mecanismo de ao ........................................................................... 21

    5.4 Efeitos Agudos ................................................................................... 21

    5.5 Efeitos Crnicos ................................................................................. 22

    5.6 Curiosidades ...................................................................................... 23

    6 RITALINA .......................................................................................................... 24

    7 CONSIDERAES FINAIS ............................................................................. 26

    REFERNCIAS ................................................................................................. 27

  • 3

    1 INTRODUO

    Durante a nossa vida, percebemos que para maioria das coisas que

    fazemos so necessrios estmulos. Cada um tem seu modo, seu jeito, sua

    atividade que o estimula a viver, sendo eles: se exercitar, cantar, estudar, trabalhar,

    ajudar uns aos outros, dar risada, fazer os outros rirem, danar, amar e etc. Mas

    esses exemplos nem sempre so estimulantes para algumas pessoas, muitos

    encontram outros meios de se sentirem vivos, de estarem motivados e o que nem

    sempre so benficos para a vida fsica e psicolgica dessas pessoas. Um desses

    possveis estmulos est na droga que conceituada como qualquer substncia que

    capaz de modificar a funo dos organismos vivos, resultando em mudanas

    fisiolgicas ou de comportamento, ou seja, uma substncia ingerida contrai os vasos

    sanguneos (modifica a funo) e a pessoa passa a ter um aumento de presso

    arterial (mudana na fisiologia).

    Uma substncia faz tambm com que as clulas do nosso crebro (os

    chamados neurnios) fiquem mais ativas, "disparem" mais (modificam a funo) e

    como consequncia a pessoa fica mais acordada, perdendo o sono (mudana

    comportamental) fazendo com que esse seja um meio em que muitos tentam fugir

    de suas realidades desinteressantes e decepcionantes, o modo em que eles

    podem ter sensaes melhores do que suas rotinas.

    Neste ltimo exemplo, das substncias que ativam os neurnios, para

    ficaram mais alertas, existe uma classificao mais especficas chamadas de Drogas

    Psicotrpicas Estimulantes, as quais fazem com que as pessoas que utilizam dela

    fiquem ansiosas, eufricas, inquietas, etc., so aquelas que estimulam atividade do

    SNC, fazendo com o que o estado de viglia fique aumentado (portanto diminui o

    sono), haja nervosismo, aumento da atividade motora etc. em doses mais elevadas

    chagam a produzir sintomas perturbadores do SNC, tais como delrios e

    alucinaes, exemplos delas: crack, cocana, cafena.

    Falando fisiologicamente, quando uma pessoa recebe um estmulo atravs

    de qualquer rgo de sentido, a mensagem levada ao SNC, para ocorrer o

    processamento da informao, interpretao, elaborao, memorizao,

    associaes, entre outros. Esses processamentos ocorrem muito rpido e se

    repetem milhares de vezes por dia.

  • 4

    Nosso SNC formado por milhares e milhares de clulas interligadas. Essas

    clulas, responsveis pelo processo de informaes, so chamadas de neurnios.

    Estes, no se encontram continuamente ligados, existindo um espao denominado

    fenda sinptica, que os separa. nessa fenda que ocorrem as trocas de

    informaes entre os neurnios.

    Para transmitir informaes, o neurnio pr-sinptico libera os

    neurotransmissores que agem como mensageiros, levando a mensagem para o

    neurnio ps-sinptico, o qual recebe a informao atravs dos receptores.

    A membrana celular do axnio do neurnio pr-sinptico contm receptores

    especficos para a recaptao dos neurotransmissores chamada bomba de

    recaptao.

    Com a chegada de um estimulo eltrico, o neurnio pr-sinptico libera o

    neurotransmissor na fenda sinptica. O neurotransmissor poder seguir um dos 3

    caminhos: 1. Liga-se a receptores especficos presentes na membrana celular do

    neurnio ps-sinptico, passando o estimulo a diante; 2. Liga-se a receptores de

    recaptao presentes na membrana celular do neurnio pr-sinptico, sendo

    recaptado e reutilizado pela clula na sntese de novos neurotransmissores; 3.

    metabolizado por enzimas especificas na fenda sinptica.

    na fenda sinptica que as drogas psicotrpicas agem, alterando a

    comunicao entre os neurnios, com isso pode produzir diversos efeitos de acordo

    com o tipo de neurotransmissor envolvido e a forma com a droga atua e, dessa

    forma, elas podem provocar euforia, ansiedade, sono, alucinaes e etc.

    De acordo com vrias literaturas, droga, qualquer substancia capaz de

    modificar a funo de organismos vivos, resultando em mudanas fisiolgicas ou de

    comportamento.

    Drogas Psicotrpicas, pela OMS (Organizao Mundial da Sade, 1981)

    so aquelas que alteram comportamento, humor e cognio, possuindo grande

    propriedade reforadora sendo, portanto, passveis de autoadministrao, ou seja,

    levam dependncia.

  • 5

    Existem varias classificaes para esse tipo de droga, mas a mais simples e

    prtica a do pesquisador Chaloult, que dividiu em trs grandes grupos:

    depressoras, estimulantes e perturbadoras da atividade do Sistema Nervoso Central.

    As depressoras, so as que diminuem a atividade do SNC, ou seja, ele

    passa a funcionar mais lentamente; as estimulantes so aquelas que estimulam a

    atividade do SNC, fazendo com que o estado de viglia fique aumentado; as

    perturbadoras, produzem uma grande mudana no funcionamento desse sistema,

    como alteraes mentais que no fazem parte da normalidade, por exemplo, delrios

    e alucinaes.

    Essas drogas, assim como as de abuso, agem em uma regio do crebro

    onde funciona o Sistema Lmbico.

    Dentro do Sistema Lmbico pode-se identificar uma rea que est

    relacionada com a sensao de prazer, que inclui o prazer sexual e aquele gerado

    pelo uso de drogas. Esta rea denominada circuito de recompensa cerebral.

    Estudos em animais demonstram que estmulos eltricos, nestas regies

    especficas do sistema Lmbico, provocam sensaes de prazer e levam a repetidas

    tentativas de estimulao.

    O circuito comea na rea tegumentar ventral, situada na regio cinzenta

    do tronco cerebral. A partir da os impulsos eltricos atingem o ncleo Accumbens.

    Deste ncleo, o impulso segue para o crtex pr-frontal. Os neurnios que

    participam desta via so dopaminrgicos.

    As drogas de abuso, direta ou indiretamente, atuam no circuito de

    recompensa estimulando os neurnios e aumentando a produo, liberao ou

    inibio da recaptao da dopamina, o que em ultima analise aumenta agudamente

    a quantidade de dopamina n